Questões de Concurso
Comentadas sobre morfologia em português
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Na manhã de 1º de novembro de 1755, um terremoto com epicentro a cerca de 290 km da costa portuguesa atingiu Lisboa, a quarta maior cidade europeia, durante as celebrações do feriado cristão do Dia de Todos os Santos. Os efeitos e reverberações da catástrofe, amplamente divulgada e exaustivamente interpretada, abalaram a consciência europeia e se fizeram sentir muito além dos limites espaciais e temporais do desastre. O que parecia sólido desmanchou-se no ar.
Após o primeiro abalo, às 9h30 da manhã de um domingo de sol, dois grandes choques sucederam-se em rápido intervalo e foram seguidos, cerca de meia-hora mais tarde, por um tsunami com ondas de até 12 metros que adentraram a foz do rio Tejo e cobriram o centro da capital. Atiçada pelo grande número de velas e candelabros acesos nas casas e igrejas, uma tempestade de fogo alastrou-se pela cidade; o incêndio durou seis dias e reduziu a cinzas o pouco que ainda restara, além de produzir uma nuvem de fumaça que bloqueou a luz solar.
A tragédia de Lisboa foi o mais aterrador desastre natural pontual da Europa desde a erupção do Vesúvio em 79 d.C. “O demônio do terror”, declarou Goethe, “talvez nunca antes tivesse se espalhado pelo mundo com tal força e velocidade”. Mas o que tornou o terremoto de 1755 a primeira catástrofe natural moderna não foi apenas sua inusitada magnitude. Foram seus impactos e reverberações na história das ideias e nas políticas públicas. As controvérsias em torno da interpretação e do real sentido — o porquê e o para que — da tragédia, de um lado, e as respostas práticas por ela demandadas, de outro, produziram profundos abalos no pensamento religioso, filosófico e científico europeu e inauguraram uma nova época no modo como passamos a perceber e lidar com situações catastróficas.
Geralmente, eventos catastróficos pontuam a trajetória humana desde os tempos imemoriais: a família de legendas em torno do dilúvio primordial que demarca as grandes eras da existência e inaugura um novo tempo — narrativa comum às mais diversas tradições culturais e religiões do oriente e ocidente — atesta a ubiquidade do tema desde a mais remota ancestralidade.
Fonte: Revista Brasileira. Adaptado.
“[...] As controvérsias em torno da interpretação e do real sentido — o porquê e o para que — da tragédia, de um lado, e as respostas práticas por ela demandadas, de outro, produziram profundos abalos no pensamento religioso, filosófico e científico europeu e inauguraram uma nova época no modo como passamos a perceber e lidar com situações catastróficas. [...]” (3º parágrafo)
Nesse segmento do texto, encontramos:
Cão! Cão! Cão!
Abriu a porta e viu o amigo que há tanto não via. Estranhou apenas que ele, amigo, viesse acompanhado de um cão. O cão não muito grande mas bastante forte, de raça indefinida, saltitante e com um ar alegremente agressivo. Abriu a porta e cumprimentou o amigo, com toda efusão. "Quanto tempo!". O cão aproveitou as saudações, se embarafustou casa adentro e logo o barulho na cozinha demonstrava que ele tinha quebrado alguma coisa. O dono da casa encompridou um pouco as orelhas, o amigo visitante fez um ar de que a coisa não era com ele. "Ora, veja você, a última vez que nos vimos foi..." "Não, foi depois, na..." "E você, casou também?" O cão passou pela sala, o tempo passou pela conversa, o cão entrou pelo quarto e novo barulho de coisa quebrada. Houve um sorriso amarelo por parte do dono da casa, mas perfeita indiferença por parte do visitante. "Quem morreu definitivamente foi o tio... você se lembra dele?" "Lembro, ora, era o que mais... não?" O cão saltou sobre um móvel, derrubou o abajur, logo trepou com as patas sujas no sofá (o tempo passando) e deixou lá as marcas digitais de sua animalidade. Os dois amigos, tensos, agora preferiam não tomar conhecimento do dogue. E, por fim, o visitante se foi. Se despediu, efusivo como chegara, e se foi. Se foi. Mas ainda ia indo, quando o dono da casa perguntou: "Não vai levar o seu cão?" "Cão? Cão? Cão? Ah, não! Não é meu, não. Quando eu entrei, ele entrou naturalmente comigo e eu pensei que fosse seu. Não é seu, não?”
FERNANDES, Millor. Fábulas Fabulosas. São Paulo: Nordica, 1973.
( ) No texto, predomina a estrutura narrativa, com ocorrência de estrutura descritiva.
( ) As reticências expressam conhecem muito bem. enunciados incompletos na conversa entre os amigos, pois se conhecem muito bem.
( ) Na narrativa prepondera o tempo psicológico, em função do estado de tensão emocional dos personagens.
( ) O processo de formação do verbo “encompridou” denomina-se parassíntese.
( ) Tem-se uma ocorrência de conotação em “... o tempo passou pela conversa”.
( ) No trecho “Se despediu, efusivo como chegara, e se foi”, a colocação dos pronomes oblíquos está de acordo com as regras da norma culta formal.
Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta de cima para baixo:
( ) A palavra “vergonha” tem três sílabas e é paroxítona.
( ) A palavra “vergonhoso” é o aumentativo de “vergonha”.
( ) O plural de “timidez” é “timideses”.


Extraído e adaptado de: Bolívar Lamounier, Tribunos, Profetas e Sacerdotes: Intelectuais e Ideologias no Século XX. São Paulo: Companhia das Letras, 2014. p.206-223.

I. A palavra tem oito letras e oito fonemas.
II. Um sinônimo possível para ela nesse contexto é “radical”.
III. Trata-se de uma palavra paroxítona quanto à posição da sílaba tônica.
Quais estão corretas?
Coluna 1
1. “Você escolheu morar”.
2. “É onde nossas manias são compreendidas”.
3. “Como se alguém tivesse alfaiatado a cidade”.
Coluna 2
( ) Pronome possessivo.
( ) Pronome indefinido.
( ) Pronome pessoal.
A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:
“O humor, a empatia e a compaixão dispensados ao nonagenário eram a marca registrada de Frank Caprio. Ao longo de quase 40 anos, à frente do Tribunal Municipal de Providence, no estado americano de Rhode Island, ele foi “o juiz mais gentil do mundo”.
Observe os termos em destaque e assinale alternativa que apresenta a classificação morfológica correta para os termos, respectivamente.


O jovem preferia o rap ............ samba.
O funcionário pagou ........... boleto.
O secretário pagou ............ palestrante.
Esqueci ............ nome daquela artista.
Esqueci-me ............ nome daquela artista.
Assinale a alternativa que completa correta e sequencialmente as lacunas do texto.
Assinale aquela em que há a classificação semântica correta dessa adjetivação.
Assinale a frase em que o advérbio acrescentado foi colocado no lugar certo e se adequa semanticamente ao contexto.
( ) A Língua Portuguesa apresenta dois processos básicos para formação de palavras: a derivação e a composição.
( ) Há derivação quando, a partir de uma palavra primitiva, obtemos novas palavras, (chamadas derivadas), por meio do acréscimo de afixos. Isso ocorre quando a partir da palavra primitiva piche, formamos pichar, da qual por sua vez se forma pichação, pichador; também ocorre quando obtemos impessoal a partir de pessoal ou ineficiente a partir de eficiente. A derivação também pode ser feita pela supressão de morfemas ou pela troca de classe gramatical, mas nunca pelo acréscimo de radicais.
( ) A composição ocorre quando formamos palavras pela junção de pelo menos dois radicais. Nesse sentido, diferencia-se da derivação, que não lida com radicais. As palavras resultantes do processo de composição são chamadas compostas, em oposição àquelas em que há um único radical, chamadas simples.
( ) São exemplos de palavras compostas: lobisomem, (radicais de lobo e homem); beija-flor, (beija + flor); girassol, (gira+ sol); otorrinolaringologia, (radicais eruditos oto + rino + laringo + logia).
I.A derivação prefixal e a composição por justaposição são processos produtivos que, ao constituírem unidades lexicais complexas, apresentam impacto direto na análise sintática, pois podem alterar a função sintática original de seus componentes.
II.A subordinação sintática estabelece relações hierárquicas entre orações, o que é evidenciado pela presença de conectivos subordinativos que, por seus valores semântico-sintáticos, indicam tipos diversos de dependência estrutural e discursiva.
III.A colocação do termo regido na sequência sintática exige a identificação precisa da regência nominal ou verbal, uma vez que a posição do termo pode alterar o sentido e a coerência do enunciado, inclusive no emprego do acento indicativo de crase.
Está correto o que se afirma em:
Coluna I.
A- Derivação Prefixal ou por Prefixação.
B- Derivação Sufixal ou por Sufixação.
C- Derivação Prefixal e Sufixal.
D- Derivação Regressiva.
Coluna II.
1- Felizmente.
2- Infelizmente.
3- Infeliz.
4- A perda.