Questões de Concurso Comentadas sobre morfologia em português

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Q3693394 Português
O Texto IV se refere à questão.


Texto IV- Blanco
Marisa Monte


Me vejo no que vejo
Como entrar por meus olhos
Em um olho mais límpido
Me olha o que eu olho
É minha criação
Isto que vejo
Perceber é conceber
Águas de pensamentos
Sou a criatura do que vejo


Fonte: PAZ, Octavio. Blanco. Intérprete: Marisa Monte. Barulhinho Bom. Londres: EMI, 1996. Letra disponível em: https://www.letras.mus.br/marisamonte/47272/. Acesso em: 4 out. 2025.
No verso “Sou a criatura do que vejo”, o processo de formação da palavra em destaque é:
Alternativas
Q3693113 Português

Padrões de beleza: as consequências do encaixe na sociedade 


Uma série de parâmetros que indica quem se encaixa nos padrões de beleza traz consequências sérias



    Desde a antiguidade há a formação de padrões. Conforme o passar do tempo, os conceitos de beleza também mudaram. Algo que sempre integrou o imaginário social, esses padrões influenciaram a forma como muitas pessoas enxergam a si mesmas e, assim, trazem inúmeras consequências para a sociedade. 


    Na atualidade, os padrões de beleza possuem variedades locais, mas costumam envolver pessoas altas, magras e loiras. O grande problema é que muitos consideram a aparência divulgada nas redes sociais, em revistas e na TV como o modelo ideal de beleza a ser seguido. No entanto, essas imagens não refletem a completa realidade, porque muitas vezes possuem edições, filtros e efeitos. Assim, muitas pessoas começam a se inspirar em algo que é apenas uma ilusão, ou uma realidade criada com os recursos de mídia. A visão dos padrões 


    As pessoas passam cada vez mais a buscar e se encaixar nesses padrões e, muitas vezes, sequer reconhecem a existência dele. Começa, nesse ponto, a confusão entre gosto e os padrões de beleza. 


    Gosto é algo que varia de pessoa para pessoa e depende de suas vivências e experiências, já os padrões envolvem algo comum entre todos da sociedade. Quanto às aparências mais valorizadas, as que não são reconhecidas pela existência dos padrões de beleza, ganham mais valor por serem do gosto de cada um. O que impressiona é que, para ser uma particularidade, esse gosto é muito parecido entre todas as pessoas, e então dá-se o ciclo de padrões. 


A tentativa de desconstrução dos padrões de beleza 


    É preocupante também que, na tentativa de desconstruir essa busca incessante por seguir aos padrões, muitos caem na armadilha de reforçá-los. Isso ocorre, por exemplo, quando as pessoas afirmam que o importante é a beleza interior, e não exterior. 


    Esse discurso, embora seja em parte muito rico, por mostrar que as características psicológicas e emocionais são mais importantes do que a aparência, acaba encerrando o debate sobre os padrões e, de certa forma, enfatizando-os. Isso acontece porque pressupõe que existem pessoas mais bonitas do que outras, mas que isso não deve ser tão levado em consideração.


    Enquanto todas essas afirmações se propagam, os padrões de beleza são cada vez mais disseminados e passam a afetar a realidade de mais e mais pessoas. 


Consequências das tentativas de encaixe


    Como primeira consequência, podemos apontar a redução da autoestima, afinal, muitos começam a se comparar com pessoas consideradas bonitas e passam a questionar a própria beleza. Assim, podem passar a não gostar do que enxergam no espelho e a buscar se modificar para ficar mais próximo aos padrões. Maquiagens, intervenções estéticas, mudanças no cabelo e até mais edições nas próprias fotos.


    Tudo isso começa a ter dimensões gigantes, e a grande maioria passa a tentar seguir esses padrões, fazendo o necessário para isso. O que muitos não conseguem notar é que essa prática, inúmeras vezes, ocasiona a perda da singularidade, pois é evidente que, ao seguir um mesmo modelo, todos passam a ficar, de certa maneira, parecidos. 


    Isso se agrava ainda mais quando as tentativas por se encaixar naquilo que é considerado bonito passam a afetar a saúde mental e física. Um exemplo são os transtornos alimentares, que refletem justamente a forma como a busca por um corpo “perfeito” pode prejudicar gravemente a saúde e a vida de uma pessoa.


    Nesse cenário, a beleza é associada a um padrão, o que significa que algumas características são valorizadas e outras menosprezadas, fazendo com que alguns se encaixem mais e outros menos. E o que mais impressiona é que muitas pessoas insistem em negar a existência dos padrões e de seus aspectos negativos ao invés de questioná-los. 


    Então, fica a reflexão: não seria melhor lutar para desconstruir esses padrões de beleza do que continuar nessa busca insana por seguir um modelo ilusório que aprisiona e dita como as pessoas devem ser? 


Por Camille Magri Garabosky – Fala! Cásper – Em 07/07/2021

https://falauniversidades.com.br/opiniao-padroes-de-beleza-as-consequencias-do-encaixe-na-sociedade/ 

Em “Assim, podem passar a¹ não gostar do que enxergam no espelho e a² buscar se modificar para ficar mais próximo aos³ padrões”, os termos em destaque são classificados morfologicamente como 
Alternativas
Q3692997 Português
Assinale a alternativa onde todas as grafias estão corretas. 
Alternativas
Q3692491 Português
“A vida é repleta de desafios. Buscamos respostas para nossas angústias e somos surpreendidos a todo instante com momentos ora inesquecíveis, ora que não queremos nunca mais lembrar”.
Analisando esse trecho e a palavra destacada, pode-se afirmar que a mesma:
Alternativas
Q3692297 Português
Assinale a alternativa em que todas as palavras pertencem à classe dos substantivos coletivos:
Alternativas
Q3692296 Português
Analise o texto abaixo:

“Maria é uma menina muito querida, inteligente e feliz.”

Assinale a alternativa que indica corretamente a classe gramatical das palavras destacadas.
Alternativas
Q3692294 Português
Assinale a alternativa em que a palavra é um substantivo do tipo feminino:
Alternativas
Q3692293 Português
Assinale a expressão que emprega corretamente o uso do plural.
Alternativas
Q3692292 Português
Assinale a alternativa que corresponde corretamente ao gênero feminino do adjetivo “mau”. 
Alternativas
Q3692290 Português
Leia o trecho abaixo:
“Todas as manhãs, João e seu cãozinho passeavam pelas ruas da vila para ouvir o canto dos passarinhos. Os dois moravam em uma pequena casa na Rua das Canções.”
Assinale a alternativa que indica corretamente quantos substantivos estão escritos no diminutivo.
Alternativas
Q3691717 Português
Identifique em qual das sentenças a seguir ocorre numeral multiplicativo.
Alternativas
Q3691714 Português
Quem sabe Deus está ouvindo


          Outro dia eu estava distraído, chupando um caju na varanda, e fiquei com a castanha na mão, sem saber onde botar. Perto de mim havia um vaso de antúrio; pus a castanha ali, calcandoa um pouco para entrar na terra, sem sequer me dar conta do que fazia.

           Na semana seguinte a empregada me chamou a atenção: a castanha estava brotando. Alguma coisa verde saía da terra, em forma de concha. Dois ou três dias depois acordei cedo, e vi que durante a noite aquela coisa verde lançara para o ar um caule com pequenas folhas. É impressionante a rapidez com que essa plantinha cresce e vai abrindo folhas novas. Notei que a empregada regava com especial carinho a planta, e caçoei dela:

           — Você vai criar um cajueiro aí?

           Embaraçada, ela confessou: tinha de arrancar a mudinha, naturalmente; mas estava com pena.

          — Mas é melhor arrancar logo, não é? Fiquei em silêncio. Seria exagero dizer: silêncio criminoso — mas confesso que havia nele um certo remorso. Um silêncio covarde. Não tenho terra onde plantar um cajueiro, e seria uma tolice permitir que ele crescesse ali mais alguns centímetros, sem nenhum futuro. Eu fora o culpado, com meu gesto leviano de enterrar a castanha, mas isto a empregada não sabe: ela pensa que tudo foi obra do acaso. Arrancar a plantinha com a minha mão — disso eu não seria capaz; nem mesmo dar ordem para que ela o fizesse. Se ela o fizer, darei de ombros e não pensarei mais no caso; mas que o faça com sua mão, por sua iniciativa. Para a castanha e sua linda plantinha seremos dois deuses contrários, mas igualmente ignaros: eu, o deus da Vida; ela, o da Morte.

           Hoje pela manhã ela começou a me dizer alguma coisa — “seu Rubem, o cajueiro…” — mas o telefone tocou, fui atender, e a frase não se completou. Agora mesmo ela voltou da feira; trouxe um pequeno vaso com terra e transplantou para ele a mudinha. Veio me mostrar: 

         — Eu comprei um vaso.
       
         — Ahn...
         
          Depois de um silêncio, eu disse:
 
         — Cajueiro sente muito a mudança, morre à toa... Ela olhou a plantinha e disse com convicção: — Esse aqui não vai morrer, não senhor.

          Eu devia lhe perguntar o que ela vai fazer com aquilo, daqui a uma, duas semanas. Ela espera, talvez, que eu o leve para o quintal de algum amigo; ela mesma não tem onde plantá-lo. Senti que ela tivera medo de que eu a censurasse pela compra do vaso e ficara aliviada com minha indiferença. Antes de me sentar para escrever, eu disse, sorrindo, uma frase profética, dita apenas por dizer:

         — Ainda vou chupar muito caju desse cajueiro!

          Ela riu muito, depois ficou séria, levou o vaso para a varanda, e, ao passar por mim na sala, disse baixo, com certa gravidade:

          — É capaz mesmo, seu Rubem; quem sabe Deus está ouvindo o que o senhor está dizendo...

        Mas eu acho, sem falsa modéstia, que Deus deve andar muito ocupado com as bombas de hidrogênio e outros assuntos maiores.



BRAGA, R. Ai de ti, Copacabana! Rio de Janeiro, 1960. Disponível em < https://cronicabrasileira.org.br/cronicas/12044/quemsabe-deus-esta-ouvindo>. 
O verbo em “— Eu comprei um vaso.” está conjugado:
Alternativas
Q3691713 Português
Quem sabe Deus está ouvindo


          Outro dia eu estava distraído, chupando um caju na varanda, e fiquei com a castanha na mão, sem saber onde botar. Perto de mim havia um vaso de antúrio; pus a castanha ali, calcandoa um pouco para entrar na terra, sem sequer me dar conta do que fazia.

           Na semana seguinte a empregada me chamou a atenção: a castanha estava brotando. Alguma coisa verde saía da terra, em forma de concha. Dois ou três dias depois acordei cedo, e vi que durante a noite aquela coisa verde lançara para o ar um caule com pequenas folhas. É impressionante a rapidez com que essa plantinha cresce e vai abrindo folhas novas. Notei que a empregada regava com especial carinho a planta, e caçoei dela:

           — Você vai criar um cajueiro aí?

           Embaraçada, ela confessou: tinha de arrancar a mudinha, naturalmente; mas estava com pena.

          — Mas é melhor arrancar logo, não é? Fiquei em silêncio. Seria exagero dizer: silêncio criminoso — mas confesso que havia nele um certo remorso. Um silêncio covarde. Não tenho terra onde plantar um cajueiro, e seria uma tolice permitir que ele crescesse ali mais alguns centímetros, sem nenhum futuro. Eu fora o culpado, com meu gesto leviano de enterrar a castanha, mas isto a empregada não sabe: ela pensa que tudo foi obra do acaso. Arrancar a plantinha com a minha mão — disso eu não seria capaz; nem mesmo dar ordem para que ela o fizesse. Se ela o fizer, darei de ombros e não pensarei mais no caso; mas que o faça com sua mão, por sua iniciativa. Para a castanha e sua linda plantinha seremos dois deuses contrários, mas igualmente ignaros: eu, o deus da Vida; ela, o da Morte.

           Hoje pela manhã ela começou a me dizer alguma coisa — “seu Rubem, o cajueiro…” — mas o telefone tocou, fui atender, e a frase não se completou. Agora mesmo ela voltou da feira; trouxe um pequeno vaso com terra e transplantou para ele a mudinha. Veio me mostrar: 

         — Eu comprei um vaso.
       
         — Ahn...
         
          Depois de um silêncio, eu disse:
 
         — Cajueiro sente muito a mudança, morre à toa... Ela olhou a plantinha e disse com convicção: — Esse aqui não vai morrer, não senhor.

          Eu devia lhe perguntar o que ela vai fazer com aquilo, daqui a uma, duas semanas. Ela espera, talvez, que eu o leve para o quintal de algum amigo; ela mesma não tem onde plantá-lo. Senti que ela tivera medo de que eu a censurasse pela compra do vaso e ficara aliviada com minha indiferença. Antes de me sentar para escrever, eu disse, sorrindo, uma frase profética, dita apenas por dizer:

         — Ainda vou chupar muito caju desse cajueiro!

          Ela riu muito, depois ficou séria, levou o vaso para a varanda, e, ao passar por mim na sala, disse baixo, com certa gravidade:

          — É capaz mesmo, seu Rubem; quem sabe Deus está ouvindo o que o senhor está dizendo...

        Mas eu acho, sem falsa modéstia, que Deus deve andar muito ocupado com as bombas de hidrogênio e outros assuntos maiores.



BRAGA, R. Ai de ti, Copacabana! Rio de Janeiro, 1960. Disponível em < https://cronicabrasileira.org.br/cronicas/12044/quemsabe-deus-esta-ouvindo>. 
Os vocábulos “sem” e “sequer”, que ocorrem no trecho “[...] sem sequer me dar conta do que fazia.”, pertencem, respectivamente, às classes gramaticais:
Alternativas
Q3691592 Português
O processo de formação de palavras em que dois radicais se unem, de modo a preservar a delimitação vocabular de cada uma das partes, e formam uma palavra nova de significado único e constante é denominado:
Alternativas
Q3691583 Português
Os pronomes que indicam lugar, posição ou identidade dos seres em relação às pessoas do discurso são classificados como:
Alternativas
Q3691577 Português
As sentenças a seguir apresentam lacunas, que devem ser preenchidas com palavras derivadas dos adjetivos dados entre parênteses. Analise-as e assinale a alternativa que preenche correta e respectivamente as lacunas de cada sentença, considerando a possibilidade de as palavras derivadas serem ou não da mesma classe gramatical das respectivas palavras de que derivam.

I. A …. (belo) natural das florestas deve ser reconhecida e preservada.
II. O rapaz, que estava …. (pobre), negou o convite.
III. O assunto …. (litígio) foi pauta das últimas reuniões.
Alternativas
Q3691573 Português
Relacione as nomenclaturas morfológicas indicadas a seguir a cada uma das definições apresentadas. Na sequência, assinale a alternativa que apresenta a numeração correta para cada uma das afirmações dadas, respectivamente.

(1) Afixo (2) Raiz (3) Desinência
( ) Elemento terminal indicativo das flexões das palavras. ( ) Elemento que se junta a um radical ou tema para formar neologismos. ( ) Elemento originário e irredutível em que se concentra o significado das palavras, do ponto de vista histórico.
Alternativas
Q3691450 Português
“Nascer sabendo é uma limitação porque obriga a apenas repetir e, nunca, a criar, inovar, refazer, modificar. Quanto mais se nasce pronto, mais refém do que já se sabe e, portanto, do passado; aprender sempre é o que mais impede que nos tornemos prisioneiros de situações que, por serem inéditas, não saberíamos enfrentar”.
A classe de palavras pertencentes a essas destacadas, de acordo com o contexto são, respectivamente: 
Alternativas
Q3691377 Português
Em qual frase a palavra destacada está como SUBSTANTIVO?
Alternativas
Q3691375 Português
“Não ficamos (....) com nossos amigos, porque não trouxemos um (...) exemplo de conduta. Com certeza não foi um (...) encontro.” 

A alternativa que completa, CORRETAMENTE e respectivamente, as lacunas: 
Alternativas
Respostas
2341: A
2342: A
2343: A
2344: A
2345: E
2346: B
2347: A
2348: D
2349: A
2350: B
2351: B
2352: C
2353: E
2354: E
2355: D
2356: A
2357: B
2358: C
2359: C
2360: B