Questões de Concurso Comentadas sobre morfologia em português

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Q3760381 Português
TEXTO I

    O escritor argentino Jorge Luís Borges, que não era muito simpático à etimologia, apontou a inutilidade de saber que a palavra cálculo veio do latim “calculus”, pedrinha, em referência aos pedregulhos usados antigamente para fazer contas.
    Tal conhecimento, argumentou o genial autor de “A Biblioteca de Babel”, não nos permite “dominar os arcanos da álgebra”. Verdade: ninguém aprende a calcular estudando etimologia.
    O que Borges não disse é que o estudo da história das palavras abre janelas para como a linguagem funciona, como produz seus sentidos, que de outro modo permaneceriam trancadas. É pouco?
    Exemplo: a história de “calculus” não ensina ninguém a fazer contas, mas a do vírus ilustra muito bem o mecanismo infeccioso que opera dentro dos – e entre os – idiomas.
    O latim clássico “virus”, empregado por Cícero e Virgílio, é a origem óbvia da palavra sob a qual se abriga a apavorante covid-19. Ao mesmo tempo, é uma pista falsa.
    Cícero e Virgílio não faziam ideia da existência de um troço chamado vírus. Este só seria descoberto no século 19, quando o avanço das ciências e da tecnologia já tinha tornado moda recorrer a elementos gregos e latinos para cunhar novas expressões para novos fatos.
    Contudo, a não ser pelo código genético rastreável em palavras como visgo, viscoso e virulento, fazia séculos que o “virus” latino hibernava. Foi como metáfora venenosa que, já às portas do século 20, saiu do frigorífico clássico para voltar ao quentinho das línguas.
    Em 1898, o microbiologista holandês Martinus Beijerink decidiu batizar assim certo grupo de agentes infecciosos invisíveis aos microscópios de então, com o qual o francês Louis Pasteur tinha esbarrado primeiro ao estudar a raiva.
    O vírus nasceu na linguagem científica, mas era altamente contagioso. Acabou se tornando epidêmico no vocabulário comum de diversas línguas. O vírus da palavra penetrou no vocabulário da computação em 1972, como nome de programas maliciosos que se infiltram num sistema para, reproduzindo-se, colonizá-lo e infectar outros.
    No século 21, com o mundo integrado em rede, deu até num verbo novo, viralizar. Foi a primeira vez que um membro da família ganhou sentido positivo, invejável: fazer sucesso na internet, ser replicado em larga escala nas redes sociais.
    Mesmo essa acepção, como vimos, tinha seu lado escuro, parente de um uso metafórico bastante popular que a palavra carrega há décadas. No século passado, tornou-se possível falar em “vírus do fascismo”, por exemplo. Ou “vírus da burrice”.
    Antigamente, quando se ignorava tudo sobre os vírus, uma receita comum que as pessoas usavam para se proteger do risco de contrair as doenças provocadas por eles era rezar. Está valendo. 

(Sérgio Rodrigues. O vírus da linguagem. Folha de S.Paulo, 12.03.2020. Adaptado) 

O fragmento abaixo serve de base para responder à questão.


Contudo, a não ser pelo código genético rastreável em palavras como visgo, viscoso e virulento, fazia séculos que o ‘virus’ latino hibernava. Foi como metáfora venenosa que, já às portas do século 20, saiu do frigorífico clássico para voltar ao quentinho das línguas.” (7º par.) 


Analisando-se as regras gramaticais vigentes da Língua Portuguesa, afirma-se que as expressões acima destacadas podem ser substituídas correta e respectivamente por: 

Alternativas
Q3760380 Português
TEXTO I

    O escritor argentino Jorge Luís Borges, que não era muito simpático à etimologia, apontou a inutilidade de saber que a palavra cálculo veio do latim “calculus”, pedrinha, em referência aos pedregulhos usados antigamente para fazer contas.
    Tal conhecimento, argumentou o genial autor de “A Biblioteca de Babel”, não nos permite “dominar os arcanos da álgebra”. Verdade: ninguém aprende a calcular estudando etimologia.
    O que Borges não disse é que o estudo da história das palavras abre janelas para como a linguagem funciona, como produz seus sentidos, que de outro modo permaneceriam trancadas. É pouco?
    Exemplo: a história de “calculus” não ensina ninguém a fazer contas, mas a do vírus ilustra muito bem o mecanismo infeccioso que opera dentro dos – e entre os – idiomas.
    O latim clássico “virus”, empregado por Cícero e Virgílio, é a origem óbvia da palavra sob a qual se abriga a apavorante covid-19. Ao mesmo tempo, é uma pista falsa.
    Cícero e Virgílio não faziam ideia da existência de um troço chamado vírus. Este só seria descoberto no século 19, quando o avanço das ciências e da tecnologia já tinha tornado moda recorrer a elementos gregos e latinos para cunhar novas expressões para novos fatos.
    Contudo, a não ser pelo código genético rastreável em palavras como visgo, viscoso e virulento, fazia séculos que o “virus” latino hibernava. Foi como metáfora venenosa que, já às portas do século 20, saiu do frigorífico clássico para voltar ao quentinho das línguas.
    Em 1898, o microbiologista holandês Martinus Beijerink decidiu batizar assim certo grupo de agentes infecciosos invisíveis aos microscópios de então, com o qual o francês Louis Pasteur tinha esbarrado primeiro ao estudar a raiva.
    O vírus nasceu na linguagem científica, mas era altamente contagioso. Acabou se tornando epidêmico no vocabulário comum de diversas línguas. O vírus da palavra penetrou no vocabulário da computação em 1972, como nome de programas maliciosos que se infiltram num sistema para, reproduzindo-se, colonizá-lo e infectar outros.
    No século 21, com o mundo integrado em rede, deu até num verbo novo, viralizar. Foi a primeira vez que um membro da família ganhou sentido positivo, invejável: fazer sucesso na internet, ser replicado em larga escala nas redes sociais.
    Mesmo essa acepção, como vimos, tinha seu lado escuro, parente de um uso metafórico bastante popular que a palavra carrega há décadas. No século passado, tornou-se possível falar em “vírus do fascismo”, por exemplo. Ou “vírus da burrice”.
    Antigamente, quando se ignorava tudo sobre os vírus, uma receita comum que as pessoas usavam para se proteger do risco de contrair as doenças provocadas por eles era rezar. Está valendo. 

(Sérgio Rodrigues. O vírus da linguagem. Folha de S.Paulo, 12.03.2020. Adaptado) 
Assinale a alternativa cuja indicação da Classe gramatical da palavra em destaque esteja incorreta. 
Alternativas
Q3760255 Português

TEXTO I

Sons que confortam 

Martha Medeiros


    Eram quatro da manhã quando seu pai sofreu um colapso cardíaco. Só estavam os três na casa: o pai, a mãe e ele, um garoto de 13 anos. Chamaram o médico da família. E aguardaram. E aguardaram. E aguardaram. Até que o garoto escutou um barulho lá fora. É ele que conta, hoje, adulto: Nunca na vida ouvira um som mais lindo, mais calmante, do que os pneus daquele carro amassando as folhas de outono empilhadas junto ao meio-fio.


    Inesquecível, para o menino, foi ouvir o som do carro do médico se aproximando, o homem que salvaria seu pai. Na mesma hora em que li esse relato, imaginei um sem-número de sons que nos confortam. A começar pelo choro na sala de parto. Seu filho nasceu. E o mais aliviante para pais que possuem adolescentes baladeiros: o barulho da chave abrindo a fechadura da porta. Seu filho voltou.


    E pode parecer mórbido para uns, masoquismo para outros, mas há quem mate a saudade assim: ouvindo pela enésima vez o recado na secretária eletrônica de alguém que já morreu.


    Deixando a categoria dos sons magnânimos para a dos sons cotidianos: a voz no alto-falante do aeroporto dizendo que a aeronave já se encontra em solo e o embarque será feito dentro de poucos minutos.


    O sinal, dentro do teatro, avisando que as luzes serão apagadas e o espetáculo irá começar. O telefone tocando exatamente no horário que se espera, conforme o combinado. Até a musiquinha que antecede a chamada a cobrar pode ser bem-vinda, se for grande a ansiedade para se falar com alguém distante.


    O barulho da chuva forte no meio da madrugada, quando você está no quentinho da sua cama. Uma conversa em outro idioma na mesa ao lado da sua, provocando a falsa sensação de que você está viajando, de férias em algum lugar estrangeiro. E estando em algum lugar estrangeiro, ouvir o seu idioma natal sendo falado por alguém que passou, fazendo você lembrar que o mundo não é tão vasto assim.


    O toque do interfone quando se aguarda ansiosamente a chegada do namorado. Ou mesmo a chegada da pizza.


    O aviso sonoro de que entrou um torpedo no seu celular.


    A sirene da fábrica anunciando o fim de mais um dia de trabalho.


    O sinal da hora do recreio.


    A música que você mais gosta tocando no rádio do carro. Aumente o volume.


    O aplauso depois que você, nervoso, falou em público para dezenas de desconhecidos.


    O primeiro eu te amo dito por quem você também começou a amar.


    E o mais raro de todos: o silêncio absoluto.


MEDEIROS, Martha. Feliz por nada. São Paulo: L&PM Editores, 2011. Adaptado. 

Leia as afirmações abaixo antes de julgar o que se pede:



( ) Em “Na mesma hora em que li esse relato, imaginei um sem-número de sons que nos confortam.” (2º par.), a vírgula foi utilizada de forma obrigatória por isolar um termo deslocado em relação à ordem frasal direta do Português.


( ) Em “E pode parecer mórbido para uns, masoquismo para outros...”, (3º par.) as palavras destacadas têm como classificação morfológica a indicação de serem Pronomes Substantivos Indefinidos”.


( ) Em “a voz no alto-falante do aeroporto” (4º par.), a palavra destacada possui como plural a forma “os alto-falantes”.


( ) Em “A música que você mais gosta tocando no rádio do carro.” (11º par.), nota-se um erro de Regência verbal segundo a norma culta da Língua Portuguesa.


( ) Em “Uma conversa em outro idioma na mesa ao lado da sua, provocando a falsa sensação de que você está viajando...” (6º par.), a oração em destaque exerce função sintática de Adjunto Adnominal sobre o nome “sensação”.



Considerando-se V para as afirmativas verdadeiras e F para as falsas, pode-se afirmar que, pela ordem, a sequência correta é: 

Alternativas
Q3760251 Português

TEXTO I

Sons que confortam 

Martha Medeiros


    Eram quatro da manhã quando seu pai sofreu um colapso cardíaco. Só estavam os três na casa: o pai, a mãe e ele, um garoto de 13 anos. Chamaram o médico da família. E aguardaram. E aguardaram. E aguardaram. Até que o garoto escutou um barulho lá fora. É ele que conta, hoje, adulto: Nunca na vida ouvira um som mais lindo, mais calmante, do que os pneus daquele carro amassando as folhas de outono empilhadas junto ao meio-fio.


    Inesquecível, para o menino, foi ouvir o som do carro do médico se aproximando, o homem que salvaria seu pai. Na mesma hora em que li esse relato, imaginei um sem-número de sons que nos confortam. A começar pelo choro na sala de parto. Seu filho nasceu. E o mais aliviante para pais que possuem adolescentes baladeiros: o barulho da chave abrindo a fechadura da porta. Seu filho voltou.


    E pode parecer mórbido para uns, masoquismo para outros, mas há quem mate a saudade assim: ouvindo pela enésima vez o recado na secretária eletrônica de alguém que já morreu.


    Deixando a categoria dos sons magnânimos para a dos sons cotidianos: a voz no alto-falante do aeroporto dizendo que a aeronave já se encontra em solo e o embarque será feito dentro de poucos minutos.


    O sinal, dentro do teatro, avisando que as luzes serão apagadas e o espetáculo irá começar. O telefone tocando exatamente no horário que se espera, conforme o combinado. Até a musiquinha que antecede a chamada a cobrar pode ser bem-vinda, se for grande a ansiedade para se falar com alguém distante.


    O barulho da chuva forte no meio da madrugada, quando você está no quentinho da sua cama. Uma conversa em outro idioma na mesa ao lado da sua, provocando a falsa sensação de que você está viajando, de férias em algum lugar estrangeiro. E estando em algum lugar estrangeiro, ouvir o seu idioma natal sendo falado por alguém que passou, fazendo você lembrar que o mundo não é tão vasto assim.


    O toque do interfone quando se aguarda ansiosamente a chegada do namorado. Ou mesmo a chegada da pizza.


    O aviso sonoro de que entrou um torpedo no seu celular.


    A sirene da fábrica anunciando o fim de mais um dia de trabalho.


    O sinal da hora do recreio.


    A música que você mais gosta tocando no rádio do carro. Aumente o volume.


    O aplauso depois que você, nervoso, falou em público para dezenas de desconhecidos.


    O primeiro eu te amo dito por quem você também começou a amar.


    E o mais raro de todos: o silêncio absoluto.


MEDEIROS, Martha. Feliz por nada. São Paulo: L&PM Editores, 2011. Adaptado. 

Leia as afirmações abaixo antes de analisar o que se pede:



( ) Em “Nunca na vida ouvira um som mais lindo...”, (1º par.), nota-se a presença de um sufixo que expressa, junto ao radical do verbo destacado, ideia de possibilidade no contexto, já que este se encontra no Modo Subjuntivo.


( ) Em “E o mais aliviante para pais que possuem adolescentes baladeiros...” (2º par.), os vocábulos em destaque foram formados pelo mesmo processo de formação de palavras conhecido por composição, já que derivam de suas respectivas formas primitivas.


( ) Em “O barulho da chuva forte no meio da madrugada, quando você está no quentinho da sua cama.” (6º par.), o substantivo em destaque se encontra no grau diminutivo, o que se percebe pelo uso do sufixo após o radical, a fim de indicar a ideia de temperatura agradável.


( ) Em “O toque do interfone quando se aguarda ansiosamente a chegada do namorado.” (7º par.), o adjetivo destacado sofreu o processo de formação conhecido por derivação sufixal.



Considerando-se V para as afirmativas verdadeiras e F para as falsas, pode-se afirmar que, pela ordem, a sequência correta é: 

Alternativas
Q3759331 Português
Qual é o gentílico utilizado para designar quem nasce no município de Três de Maio?  
Alternativas
Q3759054 Português
Na formação de palavras, parassíntese requer simultaneidade afixal; aglutinação implica reajustes fônicos; justaposição preserva formas (Cegalla; Bechara; Perini).

Assinale a alternativa correta sobre os processos descritos.
Alternativas
Q3758557 Português
Em ofícios, a presença ou ausência de artigo definido regula a concordância do predicativo: “É proibido fumar” (sem artigo → invariável); “É proibida a entrada” (com artigo → concorda em gênero/número). Em Freyre e em prosas regionais paraibanas, variações estilísticas não afastam a regra nos registros administrativos.

Com base no texto, assinale a regra adequada ao caso apresentado.
Alternativas
Q3758506 Português
Leia o trecho do poema Motivo (1946), de Cecília Meireles:

“Eu canto porque o instante existe
e a minha vida está completa.
Não sou alegre nem sou triste:
sou poeta.”

No verso “Não sou alegre nem sou triste”, as palavras “alegre” e “triste” classificam-se, respectivamente, como:
Alternativas
Q3758378 Português
Debates sobre estrangeirismos contrapõem purismos a práticas efetivas de uso. Em Bandeira, cosmopolitismo; em Suassuna, ironia ao purismo; em linguística, empréstimos integram-se por adaptação fonológica e morfológica ao sistema receptor; neologismos formam-se por derivação, composição, regressão; políticas linguísticas influenciam, mas não determinam sozinhas a mudança. Assinale a correta.
Alternativas
Q3758061 Português
Política e politicalha

A política afina o espírito humano, educa os povos no conhecimento de si mesmos, desenvolve nos indivíduos a atividade, a coragem, a nobreza, a previsão, a energia, cria, apura, eleva o merecimento.

Não é esse jogo da intriga, da inveja e da incapacidade, a que entre nós se deu a alcunha de politicagem. Esta palavra não traduz ainda todo o desprezo do objeto significado. Não há dúvida que rima bem com criadagem e parolagem, afilhadagem e ladroagem. Mas não tem o mesmo vigor de expressão que os seus consoantes.

Quem lhe dará com o batismo adequado? Politiquice? Politiquismo? Politicaria? Politicalha? Neste último, sim, o sufixo pejorativo queima como um ferrete, e desperta ao ouvido uma consonância elucidativa.

Política e politicalha não se confundem, não se parecem, não se relacionam uma com a outra. Antes se negam, se excluem, se repulsam mutuamente.

A política é a arte de gerir o Estado, segundo princípios definidos, regras morais, leis escritas, ou tradições respeitáveis. A politicalha é a indústria de explorar o benefício de interesses pessoais. Constitui a política uma função, ou o conjunto das funções do organismo nacional: é o exercício normal das forças de uma nação consciente e senhora de si mesma. A politicalha, pelo contrário, é o envenenamento crônico dos povos negligentes e viciosos pela contaminação de parasitas inexoráveis. A política é a higiene dos países moralmente sadios. A politicalha, a malária dos povos de moralidade estragada.

(BARBOSA, R., Obras completas de Rui Barbosa). 
A língua dispõe de recursos pelos quais se pode criar novas palavras, a fim de expressar não só novos significados, mas também posicionamento dos falantes sobre as coisas do mundo.
Assinale a opção em que todos os afixos apresentem um conteúdo subjetivo.
Alternativas
Q3758058 Português
Política e politicalha

A política afina o espírito humano, educa os povos no conhecimento de si mesmos, desenvolve nos indivíduos a atividade, a coragem, a nobreza, a previsão, a energia, cria, apura, eleva o merecimento.

Não é esse jogo da intriga, da inveja e da incapacidade, a que entre nós se deu a alcunha de politicagem. Esta palavra não traduz ainda todo o desprezo do objeto significado. Não há dúvida que rima bem com criadagem e parolagem, afilhadagem e ladroagem. Mas não tem o mesmo vigor de expressão que os seus consoantes.

Quem lhe dará com o batismo adequado? Politiquice? Politiquismo? Politicaria? Politicalha? Neste último, sim, o sufixo pejorativo queima como um ferrete, e desperta ao ouvido uma consonância elucidativa.

Política e politicalha não se confundem, não se parecem, não se relacionam uma com a outra. Antes se negam, se excluem, se repulsam mutuamente.

A política é a arte de gerir o Estado, segundo princípios definidos, regras morais, leis escritas, ou tradições respeitáveis. A politicalha é a indústria de explorar o benefício de interesses pessoais. Constitui a política uma função, ou o conjunto das funções do organismo nacional: é o exercício normal das forças de uma nação consciente e senhora de si mesma. A politicalha, pelo contrário, é o envenenamento crônico dos povos negligentes e viciosos pela contaminação de parasitas inexoráveis. A política é a higiene dos países moralmente sadios. A politicalha, a malária dos povos de moralidade estragada.

(BARBOSA, R., Obras completas de Rui Barbosa). 
Assinale a opção na qual o vocábulo sublinhado exerça função de adjetivo. 
Alternativas
Q3757707 Português
A questão refere-se ao TEXTO a seguir:

GARIMPO NA AMAZÔNIA: UM PROBLEMA DE TODOS NÓS

Danicley de Aguiar, ativista sênior do Greenpeace

A atividade garimpeira está longe de ser um problema que atinge exclusivamente os povos indígenas e, com a omissão do Estado, ela se firma como uma questão de saúde pública.

A bacia do rio Tapajós se transformou no epicentro do garimpo na Amazônia, que hoje se espalha como uma epidemia e configura mais uma grave ameaça ao equilíbrio ecológico do bioma. Nesta região, para além dos garimpos localizados nas terras indígenas Munduruku e Sai Cinza, encontramos nada menos que outros 418 garimpos no interior das Unidades de Conservação de Uso Sustentável e mais 124 nas Unidades de Proteção Integral.
Entre as áreas protegidas, o avanço do garimpo nas terras indígenas ganha ares de tragédia e é impulsionado não só pelo crime organizado, que financia a extração e a compra do ouro explorado desses territórios, mas também pela desorganização proposital do Estado para enfrentar esta atividade criminosa dentro destes territórios. [...] Provocado pela resistência dos Munduruku à destruição do seu território e consequentemente do seu modo de vida, no dia 15 de setembro, o Ministério Público Federal (MPF) recorreu ao Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1) para que o mesmo obrigue o governo brasileiro a retomar, em regime de urgência, todas as operações de combate aos garimpos localizados no interior das terras indígenas Munduruku e Sai Cinza, no sudoeste do Pará; haja vista que as operações foram interrompidas após reunião do ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles [...].
Para além dos impactos ambientais que ameaçam a integridade ecológica das áreas invadidas, o garimpo está longe de ser uma questão que prejudica exclusivamente os indígenas, pois promove uma série de outros impactos que não se restringem ao ambiente em que a atividade se desenvolve, a exemplo da contaminação por mercúrio que afeta, por exemplo, as milhares de pessoas que compõem a população ribeirinha da Amazônia e que se alimentam periodicamente de peixe, uma vez que os peixes, especialmente os chamados predadores, atuam como concentradores naturais de mercúrio, que uma vez acumulado no corpo humano, causa toda uma ordem de problemas nos rins, fígado, aparelho digestivo e no sistema nervoso central.
Por tudo isso, não restam dúvidas de que a atividade garimpeira há muito se estabeleceu como um problema ambiental e de polícia, mas ainda precisa ser reconhecida sobretudo como um problema de saúde pública, que impõe mudanças radicais no modo de vida das populações amazônicas, sejam elas indígenas ou não. Assim, ações de denúncia e combate ao garimpo empreendidas pelo povo Munduruku e outros povos não podem ser ignoradas pelo restante da sociedade brasileira, especialmente porque tais ações são muito mais que pedidos de socorro, elas constituem-se num chamado ao debate civilizatório requerido pelo século em que vivemos. A sociedade brasileira não pode mais aceitar conviver com uma prática tão nefasta ao meio ambiente e a todos os brasileiros.

Fonte: https://www.greenpeace.org/brasil/blog/garimpo-na-amazonia-umproblema-de-todos-nos/. – acesso em 06/08/2025
Considerando o excerto “avanço do garimpo nas terras indígenas ganha ares de tragédia e é impulsionado não só pelo crime organizado, que financia a extração e a compra do ouro explorado desses territórios, mas também pela desorganização proposital do Estado para enfrentar esta atividade criminosa”, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q3757702 Português
A questão refere-se ao TEXTO a seguir:

GARIMPO NA AMAZÔNIA: UM PROBLEMA DE TODOS NÓS

Danicley de Aguiar, ativista sênior do Greenpeace

A atividade garimpeira está longe de ser um problema que atinge exclusivamente os povos indígenas e, com a omissão do Estado, ela se firma como uma questão de saúde pública.

A bacia do rio Tapajós se transformou no epicentro do garimpo na Amazônia, que hoje se espalha como uma epidemia e configura mais uma grave ameaça ao equilíbrio ecológico do bioma. Nesta região, para além dos garimpos localizados nas terras indígenas Munduruku e Sai Cinza, encontramos nada menos que outros 418 garimpos no interior das Unidades de Conservação de Uso Sustentável e mais 124 nas Unidades de Proteção Integral.
Entre as áreas protegidas, o avanço do garimpo nas terras indígenas ganha ares de tragédia e é impulsionado não só pelo crime organizado, que financia a extração e a compra do ouro explorado desses territórios, mas também pela desorganização proposital do Estado para enfrentar esta atividade criminosa dentro destes territórios. [...] Provocado pela resistência dos Munduruku à destruição do seu território e consequentemente do seu modo de vida, no dia 15 de setembro, o Ministério Público Federal (MPF) recorreu ao Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1) para que o mesmo obrigue o governo brasileiro a retomar, em regime de urgência, todas as operações de combate aos garimpos localizados no interior das terras indígenas Munduruku e Sai Cinza, no sudoeste do Pará; haja vista que as operações foram interrompidas após reunião do ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles [...].
Para além dos impactos ambientais que ameaçam a integridade ecológica das áreas invadidas, o garimpo está longe de ser uma questão que prejudica exclusivamente os indígenas, pois promove uma série de outros impactos que não se restringem ao ambiente em que a atividade se desenvolve, a exemplo da contaminação por mercúrio que afeta, por exemplo, as milhares de pessoas que compõem a população ribeirinha da Amazônia e que se alimentam periodicamente de peixe, uma vez que os peixes, especialmente os chamados predadores, atuam como concentradores naturais de mercúrio, que uma vez acumulado no corpo humano, causa toda uma ordem de problemas nos rins, fígado, aparelho digestivo e no sistema nervoso central.
Por tudo isso, não restam dúvidas de que a atividade garimpeira há muito se estabeleceu como um problema ambiental e de polícia, mas ainda precisa ser reconhecida sobretudo como um problema de saúde pública, que impõe mudanças radicais no modo de vida das populações amazônicas, sejam elas indígenas ou não. Assim, ações de denúncia e combate ao garimpo empreendidas pelo povo Munduruku e outros povos não podem ser ignoradas pelo restante da sociedade brasileira, especialmente porque tais ações são muito mais que pedidos de socorro, elas constituem-se num chamado ao debate civilizatório requerido pelo século em que vivemos. A sociedade brasileira não pode mais aceitar conviver com uma prática tão nefasta ao meio ambiente e a todos os brasileiros.

Fonte: https://www.greenpeace.org/brasil/blog/garimpo-na-amazonia-umproblema-de-todos-nos/. – acesso em 06/08/2025
Em “mas ainda precisa ser reconhecida sobretudo como um problema de saúde pública”, o advérbio destacado só não pode ser substituído, sem prejuízo de sentido, por 
Alternativas
Q3757189 Português
A diabólica perseguição aos cristãos O silêncio maligno que envolve essas atrocidades deve ser rompido por meio de conscientização e ação
Ana Paula Henkel

No dia 27 de agosto, a Escola Católica Anunciação, em Minneapolis, Minnesota, tornou-se palco de uma tragédia inimaginável. Um atirador, identificado como Robin Westman, um transgênero de 23 anos, abriu fogo através das janelas da igreja durante uma missa que celebrava a primeira semana do ano letivo, matando duas crianças – Fletcher Merkel, de 8 anos, e Harper Moyski, de 10 – e ferindo 18 outras pessoas, incluindo 14 crianças. O agressor, que morreu por suicídio, deixou um manifesto e inscrições em armas de fogo que revelaram um profundo ódio contra católicos e grupos religiosos, levando o FBI a investigar o ataque como um ato de terrorismo doméstico e um crime de ódio contra católicos.

Segundo o diretor do FBI, Kash Patel, o manifesto do atirador e as inscrições nas armas continham referências anticatólicas e antirreligiosas, além de expressões de ódio contra judeus [...]. O chefe de polícia de Minneapolis, Brian O’Hara, descreveu o ato como “hediondo e covarde”, observando que o atirador disparou 116 tiros de fuzil e três cartuchos de espingarda contra a igreja, mirando crianças que foram massacradas por um atirador que não podia vê-las. A obsessão do agressor por assassinatos em massa e o desejo de notoriedade sublinharam um motivo assustador enraizado em uma ideologia antirreligiosa.

Esse evento horrível, ocorrido em um local de culto e aprendizado, chocou a comunidade cristã de Minneapolis e o país está em choque. O Papa Leão XIV, o primeiro papa americano, expressou profunda tristeza, enviando condolências às famílias afetadas por essa “terrível tragédia”. O incidente foi usado por grupos progressistas americanos para reacender discussões sobre a violência armada, mas o curioso é que eles não mencionam crimes de ódio e a segurança de espaços religiosos nos Estados Unidos quando o assunto é violência contra cristãos. Se a violência é contra muçulmanos, é islamofobia. Se a violência é contra judeus, é antissemitismo. Se a violência é contra os negros, racismo. Contra gays, culpa da homofobia. Mas se a violência é contra cristãos, a culpa é das armas. O tiroteio em Minneapolis não é um incidente isolado. Ele reflete um padrão global mais amplo de perseguição contra cristãos, alimentado por motivos antirreligiosos.

Da África à Ásia, os cristãos enfrentam violência, discriminação e opressão sistêmica, frequentemente recebendo um silêncio preocupante de instituições globais e da mídia. De acordo com um relatório de 2024 da Open Doors International, mais de 380 milhões de cristãos enfrentaram perseguição e discriminação significativas em todo o mundo, um aumento de 15 milhões em relação ao ano anterior. O relatório classifica os 50 países onde os cristãos enfrentam as ameaças, violências e assédios mais graves, com base em dados coletados de outubro de 2023 a setembro de 2024. O epicentro da violência islâmica contra cristãos mudou do Oriente Médio para a África, com países como Nigéria e Moçambique testemunhando ataques intensificados. Enquanto isso, regimes autoritários e grupos extremistas na Ásia e no Oriente Médio continuam a atacar comunidades cristãs, muitas vezes com impunidade.


Nigéria: um foco de violência antirreligiosa

A Nigéria destaca-se como um dos lugares mais perigosos para os cristãos, respondendo por quase 70% das mortes globais ligadas à perseguição cristã. [...] Grupos armados como o Boko Haram e militantes islâmicos Fulani têm como alvo comunidades cristãs, igrejas e clérigos com brutalidade devastadora.


Burkina Faso: insurgência islâmica em ascensão

Em Burkina Faso, o aumento de insurgentes islâmicos tornou o país o epicentro da violência extremista na região do Sahel. Um ataque devastador em agosto deste ano na cidade oriental de Manni deixou pelo menos 150 pessoas mortas, com cristãos entre os principais alvos. [...] Comunidades cristãs enfrentam sequestros, deslocamento forçado e destruição de igrejas, com mulheres e meninas particularmente vulneráveis à violência sexual e casamentos forçados.


Paquistão: leis contra a blasfêmia e hostilidade social

No Paquistão, as leis contra a blasfêmia são uma ferramenta devastadora de perseguição contra cristãos e outras minorias religiosas. [...] Essas leis são frequentemente usadas de forma indevida para resolver disputas pessoais ou atacar comunidades minoritárias, levando à violência de multidões e assassinatos extrajudiciais. Convertidos do islamismo ao cristianismo enfrentam riscos graves, incluindo “assassinatos por honra” por familiares ou vigilantes.


China: repressão patrocinada pelo Estado

Na China, a repressão do Partido Comunista contra a religião intensificou-se, com cristãos enfrentando vigilância, prisão e fechamento forçado de igrejas. [...] As políticas do governo chinês visam a sufocar a religião, forçando os cristãos a se alinharem com doutrinas aprovadas pelo Estado ou enfrentar perseguição. Igrejas são rotineiramente invadidas, e a literatura cristã é censurada. O silêncio da comunidade internacional sobre as ações da China é perturbador, impulsionado por laços econômicos e diplomáticos.


O silêncio maligno: por que o mundo ignora a perseguição Cristã?

A falta de clamor global sobre essas atrocidades destaca o “silêncio maligno” que envolve a perseguição aos cristãos. Embora organizações humanitárias como a Ajuda à Igreja em Necessidade (ACN) documentem essas violações, a resposta da comunidade internacional permanece silenciada, muitas vezes ofuscada por outras preocupações geopolíticas. O silêncio global em torno dessa perseguição é multifacetado. Interesses geopolíticos frequentemente têm procedência, com nações poderosas relutantes em criticar aliados como China e Paquistão. A cobertura midiática tende a se concentrar em conflitos de alto perfil, deixando de lado o ataque sistemático aos cristãos em regiões menos estratégicas. A complexidade da violência religiosa, muitas vezes entrelaçada com motivos étnicos ou políticos, também pode obscurecer a natureza especificamente anticristã desses ataques.

Além disso, uma relutância cultural em reconhecer a perseguição cristã decorre da percepção de que o cristianismo, como uma religião historicamente dominante, não pode ser vítima. Essa narrativa ignora a realidade enfrentada por milhões de cristãos em contextos minoritários, onde eles são vulneráveis à violência extremista e à opressão estatal.

O tiroteio em Minneapolis, embora investigado como um crime de ódio, corre o risco de ser enquadrado apenas como uma questão de violência armada, ofuscando seus motivos antirreligiosos, além da supressão da discussão dos problemas mentais – um tabu nos dias de hoje. O tiroteio na Escola Católica Anunciação é um lembrete sombrio do ódio que alimenta a violência anticristã, ecoando desde as ruínas ensanguentadas da Nigéria até os altares profanados da Síria e as igrejas silenciadas da Nicarágua. As almas inocentes de Fletcher Merkel e Harper Moyski ceifadas em seu santuário de oração são um grito que se une ao sofrimento de milhões de cristãos em todo o mundo.

O silêncio maligno que envolve essas atrocidades deve ser rompido por meio de conscientização e ação. Enquanto o mundo chora as vítimas de Minneapolis, também deve enfrentar a perseguição global aos cristãos, garantindo que suas vozes sejam ouvidas e seu direito de culto em segurança seja respeitado.

É hora de rejeitar o silêncio e enfrentar a indiferença.


Fonte: HENKEL, Ana Paula https://revistaoeste.com/revista/edicao-285/adiabolica-perseguicao-aos-cristaos/ acesso em 05 de agosto2025 (adaptado)

Analise as afirmações abaixo antes de julgar o que se pede.



I. O adjetivo “inimaginável” (1º par.), embora possua prefixo e sufixo, sofreu o processo de derivação imprópria.


II. Os adjetivos “antirreligiosa” (2º par.) e “antissemitismo” (3º par.) possuem a mesma regra de não uso do hífen.


III. Em “regimes autoritários e grupos extremistas” (4º par.), poderia haver a devida substituição por “regimes autocráticos e grupos fundamentalistas” a fim de manter o sentido utilizado pela autora enquanto sinônimos.


IV. Expressões como “silêncio preocupante” (4º par.) e “A falta de clamor global” (9º par.) são formas diferentes de se referir ao mesmo tópico em tom de denúncia por parte da autora.



Pode-se afirmar que se encontra correto o que é dito apenas em:

Alternativas
Q3757188 Português
A diabólica perseguição aos cristãos O silêncio maligno que envolve essas atrocidades deve ser rompido por meio de conscientização e ação
Ana Paula Henkel

No dia 27 de agosto, a Escola Católica Anunciação, em Minneapolis, Minnesota, tornou-se palco de uma tragédia inimaginável. Um atirador, identificado como Robin Westman, um transgênero de 23 anos, abriu fogo através das janelas da igreja durante uma missa que celebrava a primeira semana do ano letivo, matando duas crianças – Fletcher Merkel, de 8 anos, e Harper Moyski, de 10 – e ferindo 18 outras pessoas, incluindo 14 crianças. O agressor, que morreu por suicídio, deixou um manifesto e inscrições em armas de fogo que revelaram um profundo ódio contra católicos e grupos religiosos, levando o FBI a investigar o ataque como um ato de terrorismo doméstico e um crime de ódio contra católicos.

Segundo o diretor do FBI, Kash Patel, o manifesto do atirador e as inscrições nas armas continham referências anticatólicas e antirreligiosas, além de expressões de ódio contra judeus [...]. O chefe de polícia de Minneapolis, Brian O’Hara, descreveu o ato como “hediondo e covarde”, observando que o atirador disparou 116 tiros de fuzil e três cartuchos de espingarda contra a igreja, mirando crianças que foram massacradas por um atirador que não podia vê-las. A obsessão do agressor por assassinatos em massa e o desejo de notoriedade sublinharam um motivo assustador enraizado em uma ideologia antirreligiosa.

Esse evento horrível, ocorrido em um local de culto e aprendizado, chocou a comunidade cristã de Minneapolis e o país está em choque. O Papa Leão XIV, o primeiro papa americano, expressou profunda tristeza, enviando condolências às famílias afetadas por essa “terrível tragédia”. O incidente foi usado por grupos progressistas americanos para reacender discussões sobre a violência armada, mas o curioso é que eles não mencionam crimes de ódio e a segurança de espaços religiosos nos Estados Unidos quando o assunto é violência contra cristãos. Se a violência é contra muçulmanos, é islamofobia. Se a violência é contra judeus, é antissemitismo. Se a violência é contra os negros, racismo. Contra gays, culpa da homofobia. Mas se a violência é contra cristãos, a culpa é das armas. O tiroteio em Minneapolis não é um incidente isolado. Ele reflete um padrão global mais amplo de perseguição contra cristãos, alimentado por motivos antirreligiosos.

Da África à Ásia, os cristãos enfrentam violência, discriminação e opressão sistêmica, frequentemente recebendo um silêncio preocupante de instituições globais e da mídia. De acordo com um relatório de 2024 da Open Doors International, mais de 380 milhões de cristãos enfrentaram perseguição e discriminação significativas em todo o mundo, um aumento de 15 milhões em relação ao ano anterior. O relatório classifica os 50 países onde os cristãos enfrentam as ameaças, violências e assédios mais graves, com base em dados coletados de outubro de 2023 a setembro de 2024. O epicentro da violência islâmica contra cristãos mudou do Oriente Médio para a África, com países como Nigéria e Moçambique testemunhando ataques intensificados. Enquanto isso, regimes autoritários e grupos extremistas na Ásia e no Oriente Médio continuam a atacar comunidades cristãs, muitas vezes com impunidade.


Nigéria: um foco de violência antirreligiosa

A Nigéria destaca-se como um dos lugares mais perigosos para os cristãos, respondendo por quase 70% das mortes globais ligadas à perseguição cristã. [...] Grupos armados como o Boko Haram e militantes islâmicos Fulani têm como alvo comunidades cristãs, igrejas e clérigos com brutalidade devastadora.


Burkina Faso: insurgência islâmica em ascensão

Em Burkina Faso, o aumento de insurgentes islâmicos tornou o país o epicentro da violência extremista na região do Sahel. Um ataque devastador em agosto deste ano na cidade oriental de Manni deixou pelo menos 150 pessoas mortas, com cristãos entre os principais alvos. [...] Comunidades cristãs enfrentam sequestros, deslocamento forçado e destruição de igrejas, com mulheres e meninas particularmente vulneráveis à violência sexual e casamentos forçados.


Paquistão: leis contra a blasfêmia e hostilidade social

No Paquistão, as leis contra a blasfêmia são uma ferramenta devastadora de perseguição contra cristãos e outras minorias religiosas. [...] Essas leis são frequentemente usadas de forma indevida para resolver disputas pessoais ou atacar comunidades minoritárias, levando à violência de multidões e assassinatos extrajudiciais. Convertidos do islamismo ao cristianismo enfrentam riscos graves, incluindo “assassinatos por honra” por familiares ou vigilantes.


China: repressão patrocinada pelo Estado

Na China, a repressão do Partido Comunista contra a religião intensificou-se, com cristãos enfrentando vigilância, prisão e fechamento forçado de igrejas. [...] As políticas do governo chinês visam a sufocar a religião, forçando os cristãos a se alinharem com doutrinas aprovadas pelo Estado ou enfrentar perseguição. Igrejas são rotineiramente invadidas, e a literatura cristã é censurada. O silêncio da comunidade internacional sobre as ações da China é perturbador, impulsionado por laços econômicos e diplomáticos.


O silêncio maligno: por que o mundo ignora a perseguição Cristã?

A falta de clamor global sobre essas atrocidades destaca o “silêncio maligno” que envolve a perseguição aos cristãos. Embora organizações humanitárias como a Ajuda à Igreja em Necessidade (ACN) documentem essas violações, a resposta da comunidade internacional permanece silenciada, muitas vezes ofuscada por outras preocupações geopolíticas. O silêncio global em torno dessa perseguição é multifacetado. Interesses geopolíticos frequentemente têm procedência, com nações poderosas relutantes em criticar aliados como China e Paquistão. A cobertura midiática tende a se concentrar em conflitos de alto perfil, deixando de lado o ataque sistemático aos cristãos em regiões menos estratégicas. A complexidade da violência religiosa, muitas vezes entrelaçada com motivos étnicos ou políticos, também pode obscurecer a natureza especificamente anticristã desses ataques.

Além disso, uma relutância cultural em reconhecer a perseguição cristã decorre da percepção de que o cristianismo, como uma religião historicamente dominante, não pode ser vítima. Essa narrativa ignora a realidade enfrentada por milhões de cristãos em contextos minoritários, onde eles são vulneráveis à violência extremista e à opressão estatal.

O tiroteio em Minneapolis, embora investigado como um crime de ódio, corre o risco de ser enquadrado apenas como uma questão de violência armada, ofuscando seus motivos antirreligiosos, além da supressão da discussão dos problemas mentais – um tabu nos dias de hoje. O tiroteio na Escola Católica Anunciação é um lembrete sombrio do ódio que alimenta a violência anticristã, ecoando desde as ruínas ensanguentadas da Nigéria até os altares profanados da Síria e as igrejas silenciadas da Nicarágua. As almas inocentes de Fletcher Merkel e Harper Moyski ceifadas em seu santuário de oração são um grito que se une ao sofrimento de milhões de cristãos em todo o mundo.

O silêncio maligno que envolve essas atrocidades deve ser rompido por meio de conscientização e ação. Enquanto o mundo chora as vítimas de Minneapolis, também deve enfrentar a perseguição global aos cristãos, garantindo que suas vozes sejam ouvidas e seu direito de culto em segurança seja respeitado.

É hora de rejeitar o silêncio e enfrentar a indiferença.


Fonte: HENKEL, Ana Paula https://revistaoeste.com/revista/edicao-285/adiabolica-perseguicao-aos-cristaos/ acesso em 05 de agosto2025 (adaptado)
Sobre os elementos que ajudam a compor o fragmento em evidência, julgue os itens abaixo antes de analisar o que se pede.

I. Em “Esse evento horrível” e “essa ‘terrível tragédia’”, nota-se em destaque a presença de um elemento gramatical adjetivo e de natureza textual anafórica remissiva ao mesmo atentado em Minneapolis.
II. A menção feita pela autora aos “grupos progressistas americanos” reitera a crítica feita contra a perseguição aos cristãos como elemento de reforço e concordância quanto ao tema.
III. Exercem papel sintático análogo no texto os termos “por essa ‘terrível tragédia” e “por grupos progressistas americanos”.
IV. O vocábulo “reacender” é formado por derivação prefixal o qual sugere um fato reiterado no presente discordante da linha defendida pela articulista.

Pode-se constatar como correto o que foi dito apenas em: 
Alternativas
Q3757163 Português
Analise as frases das assertivas a seguir e verifique quais delas contêm interjeições:

I. “Saia daqui, Totó. Xô!”
II. “A música começou a tocar de repente.”
III. “Ih! A prateleira da vovó caiu com todos os enfeites de vidro!”

Assinale a alternativa que indica corretamente as frases com interjeições: 
Alternativas
Q3757153 Português
Marque a alternativa que preenche a lacuna a seguir com um adjetivo:

“Aquela vizinha ___________ veio nos trazer um bolo, que estava delicioso”. 
Alternativas
Q3757151 Português
Na frase “Não ganhamos o jogo de vôlei por um deslize no final”, os termos “de” e “por” são corretamente classificados como: 
Alternativas
Q3757149 Português
Analise as assertivas abaixo a respeito das classes de palavras e classifique-as em verdadeiro (V) ou falso (F).

( ) Todos os dias pela manhã, Ana abria a janela e olhava para o céu. – os termos “abria” e “olhava” são classificados como verbos.
( ) Eles inauguraram uma loja no centro e em alguns minutos venderam três peças! – tanto a palavra “alguns” quanto “três” pertencem à classe gramatical numeral.
( ) Cássio foi se recuperando devagar e conseguiu ficar totalmente curado. – ambas as palavras destacadas são classificadas como advérbios.

Marque a alternativa que apresenta a sequência correta: 
Alternativas
Q3756982 Português
Tudo o que não puder contar, não faça: integridade é não agir errado mesmo sozinho


    Immanuel Kant, famoso filósofo alemão do século 18, dizia: “Tudo o que não puder contar como faz, não faça!”. Ao jogarmos um simples papelzinho pela janela não temos consciência alguma de que não se trata apenas de um simples papelzinho. O que está por trás disso é absolutamente sério. O que estamos fazendo conosco, com o meio em que vivemos e com o mundo? Há que se dizer que culpar terceiros sempre nos traz alívio.

    Mas não é um simples papelzinho... Se jogarmos três ao dia, serão quatorze por semana, e se milhões de pessoas de todo o mundo jogarem três míseros papéis por dia? Um dos maiores responsáveis por alagamentos nas cidades é o lixo, acarreta entupimento de bueiros e canalizações, levando a dispersar doenças e incômodo à população em geral.

    O âmago desta questão é a consciência. Nos dias de hoje coletamos informações prontas e não levamos questões reflexivas ao cotidiano agitado e quase atropelado pelo que não nos afeta tanto por enquanto.

    O que seremos no futuro? Seremos seres abastecidos virtualmente, mas submergidos no lixo? A grande preocupação é que a realidade virtual se sobreponha à realidade real!

    A vida no planeta como a conhecemos acabará de forma dramática, e somente através desse processo de conscientização poderemos garantir a sustentabilidade ambiental. Sustentabilidade: “Pensar globalmente, agir localmente”. Não é um simples papelzinho. É questão de educação, caráter, reflexão!

(Mario Sergio Cortella. http://mariosergiocortella.com. Adaptado)
Leia: “Mas não é um simples papelzinho... Se jogarmos três ao dia, serão quatorze por semana, e se milhões de pessoas de todo o mundo jogarem três míseros papéis por dia?” (2º par.) Sobre o fragmento em destaque, analise as considerações abaixo antes de julgar o que se pede:

I. Para a Norma Culta, o plural da primeira oração é “Mas não são só simples papeizinhos”.
II. Nota-se a presença de uma pergunta retórica em tom de conjectura.
III. Na passagem “três míseros papéis”, nota-se a presença de palavras acentuadas por diferentes motivos com classificação gramatical distinta.
IV. As expressões “ao dia” e “por dia” se valeram do uso de preposições diferentes e, por isso, possuem classificação gramatical distinta.

Pode-se dizer que está correto o que se afirmou apenas em:
Alternativas
Respostas
2281: A
2282: A
2283: A
2284: D
2285: B
2286: D
2287: C
2288: C
2289: D
2290: C
2291: A
2292: E
2293: E
2294: B
2295: D
2296: D
2297: A
2298: E
2299: C
2300: E