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Questões de Concurso Comentadas sobre morfologia em português

Questões Discursivas

Foram encontradas 20.604 questões

Q3764513 Português
Analise os itens a seguir sobre os pronomes demonstrativos e assinale a alternativa correta:

I. Na frase “Ganhei este caderno”, o pronome “este” indica que o caderno está longe da pessoa que fala.
II. Pronomes demonstrativos são os que indicam o lugar, a posição ou a identidade dos seres, relativamente às pessoas do discurso.
Alternativas
Q3764261 Português
Assinale a alternativa em que a palavra destacada é um advérbio.
Alternativas
Q3764079 Português

Leia a frase abaixo e complete as lacunas com obrigado ou obrigada.



O pai agradeceu dizendo muito ..................... a todos. A mãe sorriu e disse: muito .................... também. O filho que estava perto aproveitou a ocasião e falou: ........................... pelo carinho.



Assinale a alternativa que completa corretamente as lacunas do texto na ordem em que elas aparecem na frase.

Alternativas
Q3764076 Português

Leia a frase abaixo e complete as lacunas com mau ou mal.



Maria está sempre de ..............................humor,................... entra na sala e já reclama. Ela vive.....................-humorada.



Assinale a alternativa que completa corretamente as lacunas do texto na ordem em que elas aparecem na frase.

Alternativas
Q3763713 Português

As palavras: super-homem, reescrever e coca-cola são formadas, respectivamente, pelos processos de:

Alternativas
Q3763386 Português
Morte


        Assisti a algumas imagens do velório do Bussunda, quando os colegas do Casseta & Planeta deram seus depoimentos. Parecia que a qualquer instante iria estourar uma piada. Estava tudo sério demais, faltava a esculhambação, a zombaria, a desestruturação da cena. Mas nada acontecia ali de risível, era só dor e perplexidade, que é mesmo o que a morte causa em todos os que ficam. A verdade é que não havia nada a acrescentar no roteiro: a morte, por si só, é uma pada pronta. Morrer é ridículo. Você combinou de jantar com a namorada, está em pleno tratamento dentário, tem planos pra semana que vem, precisa autenticar um documento em cartório, colocar gasolina no carro e no meio da tarde morre. Como assim? E os e-mails que você ainda não abriu, o livro que ficou pela metade, o telefonema que você prometeu dar à tardinha para um cliente?

        Não sei de onde tiraram esta ideia: morrer.

     A troco? Você passou mais de 10 anos da sua vida dentro de um colégio estudando fórmulas químicas que não serviriam pra nada, mas se manteve lá, fez as provas, foi em frente. Praticou muita educação física, quase perdeu o fôlego, mas não desistiu. Passou madrugadas sem dormir para estudar pro vestibular mesmo sem ter certeza do que gostaria de fazer da vida, cheio de dúvidas quanto à profissão escolhida, mas era hora de decidir, então decidiu, e mais uma vez foi em frente. De uma hora pra outra, tudo isso termina numa colisão na freeway, numa artéria entupida, num disparo feito por um delinquente que gostou do seu tênis. Qual é? Morrer é um clichê.

      Obriga você a sair no melhor da festa sem se despedir de ninguém, sem ter dançado com a garota mais linda, sem ter tido tempo de ouvir outra vez sua música preferida. Você deixou em casa suas camisas penduradas nos cabides, sua toalha úmida no varal, e penduradas também algumas contas. Os outros vão ser obrigados a arrumar suas tralhas, a mexer nas suas gavetas, a apagar as pistas que você deixou durante uma vida inteira.

     Logo você, que sempre dizia: das minhas coisas cuido eu. Que pegadinha macabra: você sai sem tomar café e talvez não almoce, caminha por uma rua e talvez não chegue na próxima esquina, começa a falar e talvez não conclua o que pretende dizer. Não faz exames médicos, fuma dois maços por dia, bebe de tudo, curte costelas gordas e mulheres magras e morre num sábado de manhã. Se faz check-up regulares e não tem vícios, morre do mesmo jeito. Isso é para ser levado a sério?

     Tendo mais de cem anos de idade, vá lá, o sono eterno pode ser bem-vindo. Já não há mesmo muito a fazer, o corpo não acompanha a mente, e amente também já rateia, sem falar que há quase nada guardado nas gavetas. Ok, hora de descansar em paz. Mas antes de viver tudo, antes de viver até a rapa? Não se faz.

    Morrer cedo é uma transgressão, desfaz a ordem natural das coisas. Morrer é um exagero. E, como se sabe, o exagero é a matéria-prima das piadas. Só que esta não tem graça.

     (Pedro Bial. Junho de 2006)
(PMLM/URCA 2025) Observe as expressões, em seguida marque a opção que as preenchem corretamente.

               você mora que não veio despedir-se do amigo?
A morte é cruel                 . São afazes                  para vida de menos! 
O momento é de                 fala e                 riso.
Essa é uma atitude                  de pessoas maduras.
Alternativas
Q3763148 Português
Sobre os processos de formação de palavras e a morfologia, analise as palavras a seguir: "antissocial", "micro-ondas", "entardecer", "ajuda", "felizmente”.

A sequência que apresenta, respectivamente, exemplos de composição por justaposição, derivação prefixal, derivação parassintética, derivação sufixal e derivação regressiva é: 
Alternativas
Q3762636 Português
Morte


    Assisti a algumas imagens do velório do Bussunda, quando os colegas do Casseta & Planeta deram seus depoimentos. Parecia que a qualquer instante iria estourar uma piada. Estava tudo sério demais, faltava a esculhambação, a zombaria, a desestruturação da cena. Mas nada acontecia ali de risível, era só dor e perplexidade, que é mesmo o que a morte causa em todos os que ficam. A verdade é que não havia nada a acrescentar no roteiro: a morte, por si só, é uma piada pronta. Morrer é ridículo. Você combinou de jantar com a namorada, está em pleno tratamento dentário, tem planos pra semana que vem, precisa autenticar um documento em cartório, colocar gasolina no carro e no meio da tarde morre. Como assim? E os e-mails que você ainda não abriu, o livro que ficou pela metade, o telefonema que você prometeu dar à tardinha para um cliente?

    Não sei de onde tiraram esta ideia: morrer.

    A troco? Você passou mais de 10 anos da sua vida dentro de um colégio estudando fórmulas químicas que não serviriam pra nada, mas se manteve lá, fez as provas, foi em frente. Praticou muita educação física, quase perdeu o fôlego, mas não desistiu. Passou madrugadas sem dormir para estudar pro vestibular mesmo sem ter certeza do que gostaria de fazer da vida, cheio de dúvidas quanto à profissão escolhida, mas era hora de decidir, então decidiu, e mais uma vez foi em frente. De uma hora pra outra, tudo isso termina numa colisão na freeway, numa artéria entupida, num disparo feito por um delinquente que gostou do seu tênis. Qual é? Morrer é um clichê.

    Obriga você a sair no melhor da festa sem se despedir de ninguém, sem ter dançado com a garota mais linda, sem ter tido tempo de ouvir outra vez sua música preferida. Você deixou em casa suas camisas penduradas nos cabides, sua toalha úmida no varal, e penduradas também algumas contas. Os outros vão ser obrigados a arrumar suas tralhas, a mexer nas suas gavetas, a apagar as pistas que você deixou durante uma vida inteira.

    Logo você, que sempre dizia: das minhas coisas cuido eu. Que pegadinha macabra: você sai sem tomar café e talvez não almoce, caminha por uma rua e talvez não chegue na próxima esquina, começa a falar e talvez não conclua o que pretende dizer. Não faz exames médicos, fuma dois maços por dia, bebe de tudo, curte costelas gordas e mulheres magras e morre num sábado de manhã. Se faz check-up regulares e não tem vícios, morre do mesmo jeito. Isso é para ser levado a sério?

    Tendo mais de cem anos de idade, vá lá, o sono eterno pode ser bem-vindo. Já não há mesmo muito a fazer, o corpo não acompanha a mente, e a mente também já rateia, sem falar que há quase nada guardado nas gavetas. Ok, hora de descansar em paz. Mas antes de viver tudo, antes de viver até a rapa? Não se faz.

    Morrer cedo é uma transgressão, desfaz a ordem natural das coisas. Morrer é um exagero. E, como se sabe, o exagero é a matéria-prima das piadas. Só que esta não tem graça.


(Pedro Bial. Junho de 2006)
Observe as expressões, em seguida marque a opção que as preenchem corretamente.

__________ você mora que não veio despedir-se do amigo?
A morte é cruel _________. São afazes _________ para vida de menos!
O momento é de _________ fala e _________ riso.
Essa é uma atitude _________ de pessoas maduras.
Alternativas
Q3762604 Português
A SOLUÇÃO


    João José, de batismo. Nome todo: João José de Sousa. Nascido no estado da Guanabara, no bairro do Encantado. Atualmente conta 22 anos; é um rapaz honesto, de bom caráter e que sempre ajudou a família. Nascido no estado de Guanabara no bairro Encantado. Atualmente conta 22 anos; é um rapaz honesto, de bom caráter e que sempre ajudou a família. O pai morreu quando ele ainda era menino, e, por isso, desde cedo aprendeu a trabalhar para ajudar a mãe e duas irmãs menores. Vendeu pastel na estação do Encantado, foi boy de escritório, contínuo de banco - tudo na época em que fazia o curso ginasial de noite.

    Sempre foi um rapazinho esperto e logo percebeu que era preciso estudar para ser alguma coisa na vida. Mas nunca teve ilusões: era preciso trabalhar e estudar ao mesmo tempo. A família era unida e todos se ajudavam mutuamente. A irmã mais velha está noiva de um colega seu, que também é bom rapaz. Em suma: para João José a vida era dura, mas não era intolerável. Era um bom aluno de farmácia, um dos mais aplicados da turma e ia se virando para pagar as anuidades, os livros, tudo o que precisava, enfim, com soldo da Polícia Militar. Bom soldado, também. Antes tinha sido um bom atleta e não foi difícil passar nos exames da PM. Lá, ao menos, comida de graça, tinha farda de graça e ainda o soldo.

    No dia em que foi mais sangrenta a luta entre estudantes e polícia, estava de folga do quartel. Nem soube de nada. Aproveitara o dia para passar a matéria de química. A faculdade estava fechada, todos em greve, uma lástima. João José se dividia em seus afazeres com um zelo raro. Estudou até tarde e acordou tarde também. Foi a mana mais moça que lhe invadiu o quarto com café cheiroso e um sorriso fraternal, chamando-o vagabundo, dizendo que aquilo não era hora para pobre estar na cama. Levantou-se fazendo cara de bandidão e avançou para a menina, como se fosse triturá-la por tê-lo despertado. A irmã colocou o café sobre a mesinha tosca e deu um gritinho. Ele alcançou e pôs-se a fazer-lhe cócegas, enquanto a chamava de bruxa. "Ela conseguiu desvencilhar-se e saiu rindo para o corredor, gritando que" João José está maluco! João José está maluco!"

    Ainda não estava.

    Depois do banho foi beijar a mãe na cozinha e viu o jornal, num canto. Apanhou e pôs-se a ler. Logo no cabeçalho dos noticiários percebeu que seu plano de ir até a faculdade saber das novidades e depois se apresentar no quartel (ia dar plantão) era inexequível. A mãe disse-lhe qualquer coisa que ele não percebeu o que era, porque mergulhou na leitura e foi quase inconscientemente que voltou ao quarto, sentou-se na beira da cama e ficou lendo. Leu tudo de um fôlego, às vezes sem acreditar no que lia, mas tendo que continuar a leitura, tal era a sua curiosidade, tal era a sua estupefação. João José - homem honesto e correto -, depois de ler tudo, olhou para as fotografias, reconheceu policiais, reconheceu vários colegas de faculdade. Começou a ler de novo, correndo a lista de presos, a lista de feridos.

    Já não sabia mais de si mesmo; não sabia se tinha sido direito dormir o sono que, na noite anterior, seu organismo pedia. Se ao menos soubesse antes! Claro que não iria dormir, mas onde teria se apresentado? Ao grupo de colegas que eu havia procurado, na certa, e que só não encontrara porque não tinha o telefone e morava num subúrbio... ou teria ido para o quartel? Lá, certamente, todos sabiam com antecedência que o pau ia comer e aguardavam sua apresentação. Ele não fora e nem dera satisfação. Muitos companheiros deviam ter saído para o centro das hostilidades pensando que talvez o encontrassem do outro lado, atirando pedras, gritando suas reivindicações. Como estudante, sabia que o protesto era justo. Tinha acompanhado assembleias, visto como seus colegas insistiram para ser ouvidos serenamente. Como policial, seu dever era cumprir ordens. Correu os olhos pela lista de presos: o Alfredo, o Carlos, a Luísa - moça tão bonita, como estariam tratando-a aos agentes do Dops? De repente viu a notícia da morte do PM Nelson. Puxa, o Nelson! Leu trêmulo: no alto dos edifícios o povo tentou ajudar os estudantes massacrados e algo caíra sobre o Nelson, seu companheiro Nelson, matando-o.

    A mãe passou pelo corredor e viu-o nu da cintura pra cima, mas com as calças que costumava usar quando ia à faculdade: - Você vai à faculdade, meu filho? - e nem estranhou de não ouvir resposta. Estava muito ocupada com o almoço para notar que о filho estava completamente transformado.

    O que devia ter feito, meu Deus? Ficado do lado dos colegas e enfrentar a fúria policial? Juntar-se aos companheiros do quartel, na repressão às manifestações? Ele teria batido? Ele teria apanhado? A ordem de um lado era de não ter medo de apanhar; a ordem do outro era não ter pena de bater.

    Por cima das calças vestiu o dólmã de PM. Quando a irmā entrou no quarto para arrumar, foi que viu. Saiu correndo, chorando, gritando: "João José está louco! Está batendo de sobre nele mesmo..."

    O sangue jorrava do nariz! Da testa!

    Não ter medo de apanhar! Não ter pena de bater!


(Stanislaw Ponte Preta. Febeapá. Companhia das Letras, 2015, p. 416)
Em suma: para João José a vida era dura, mas não era intolerável. O termo em destaque é formado por: 
Alternativas
Q3762600 Português
A SOLUÇÃO


    João José, de batismo. Nome todo: João José de Sousa. Nascido no estado da Guanabara, no bairro do Encantado. Atualmente conta 22 anos; é um rapaz honesto, de bom caráter e que sempre ajudou a família. Nascido no estado de Guanabara no bairro Encantado. Atualmente conta 22 anos; é um rapaz honesto, de bom caráter e que sempre ajudou a família. O pai morreu quando ele ainda era menino, e, por isso, desde cedo aprendeu a trabalhar para ajudar a mãe e duas irmãs menores. Vendeu pastel na estação do Encantado, foi boy de escritório, contínuo de banco - tudo na época em que fazia o curso ginasial de noite.

    Sempre foi um rapazinho esperto e logo percebeu que era preciso estudar para ser alguma coisa na vida. Mas nunca teve ilusões: era preciso trabalhar e estudar ao mesmo tempo. A família era unida e todos se ajudavam mutuamente. A irmã mais velha está noiva de um colega seu, que também é bom rapaz. Em suma: para João José a vida era dura, mas não era intolerável. Era um bom aluno de farmácia, um dos mais aplicados da turma e ia se virando para pagar as anuidades, os livros, tudo o que precisava, enfim, com soldo da Polícia Militar. Bom soldado, também. Antes tinha sido um bom atleta e não foi difícil passar nos exames da PM. Lá, ao menos, comida de graça, tinha farda de graça e ainda o soldo.

    No dia em que foi mais sangrenta a luta entre estudantes e polícia, estava de folga do quartel. Nem soube de nada. Aproveitara o dia para passar a matéria de química. A faculdade estava fechada, todos em greve, uma lástima. João José se dividia em seus afazeres com um zelo raro. Estudou até tarde e acordou tarde também. Foi a mana mais moça que lhe invadiu o quarto com café cheiroso e um sorriso fraternal, chamando-o vagabundo, dizendo que aquilo não era hora para pobre estar na cama. Levantou-se fazendo cara de bandidão e avançou para a menina, como se fosse triturá-la por tê-lo despertado. A irmã colocou o café sobre a mesinha tosca e deu um gritinho. Ele alcançou e pôs-se a fazer-lhe cócegas, enquanto a chamava de bruxa. "Ela conseguiu desvencilhar-se e saiu rindo para o corredor, gritando que" João José está maluco! João José está maluco!"

    Ainda não estava.

    Depois do banho foi beijar a mãe na cozinha e viu o jornal, num canto. Apanhou e pôs-se a ler. Logo no cabeçalho dos noticiários percebeu que seu plano de ir até a faculdade saber das novidades e depois se apresentar no quartel (ia dar plantão) era inexequível. A mãe disse-lhe qualquer coisa que ele não percebeu o que era, porque mergulhou na leitura e foi quase inconscientemente que voltou ao quarto, sentou-se na beira da cama e ficou lendo. Leu tudo de um fôlego, às vezes sem acreditar no que lia, mas tendo que continuar a leitura, tal era a sua curiosidade, tal era a sua estupefação. João José - homem honesto e correto -, depois de ler tudo, olhou para as fotografias, reconheceu policiais, reconheceu vários colegas de faculdade. Começou a ler de novo, correndo a lista de presos, a lista de feridos.

    Já não sabia mais de si mesmo; não sabia se tinha sido direito dormir o sono que, na noite anterior, seu organismo pedia. Se ao menos soubesse antes! Claro que não iria dormir, mas onde teria se apresentado? Ao grupo de colegas que eu havia procurado, na certa, e que só não encontrara porque não tinha o telefone e morava num subúrbio... ou teria ido para o quartel? Lá, certamente, todos sabiam com antecedência que o pau ia comer e aguardavam sua apresentação. Ele não fora e nem dera satisfação. Muitos companheiros deviam ter saído para o centro das hostilidades pensando que talvez o encontrassem do outro lado, atirando pedras, gritando suas reivindicações. Como estudante, sabia que o protesto era justo. Tinha acompanhado assembleias, visto como seus colegas insistiram para ser ouvidos serenamente. Como policial, seu dever era cumprir ordens. Correu os olhos pela lista de presos: o Alfredo, o Carlos, a Luísa - moça tão bonita, como estariam tratando-a aos agentes do Dops? De repente viu a notícia da morte do PM Nelson. Puxa, o Nelson! Leu trêmulo: no alto dos edifícios o povo tentou ajudar os estudantes massacrados e algo caíra sobre o Nelson, seu companheiro Nelson, matando-o.

    A mãe passou pelo corredor e viu-o nu da cintura pra cima, mas com as calças que costumava usar quando ia à faculdade: - Você vai à faculdade, meu filho? - e nem estranhou de não ouvir resposta. Estava muito ocupada com o almoço para notar que о filho estava completamente transformado.

    O que devia ter feito, meu Deus? Ficado do lado dos colegas e enfrentar a fúria policial? Juntar-se aos companheiros do quartel, na repressão às manifestações? Ele teria batido? Ele teria apanhado? A ordem de um lado era de não ter medo de apanhar; a ordem do outro era não ter pena de bater.

    Por cima das calças vestiu o dólmã de PM. Quando a irmā entrou no quarto para arrumar, foi que viu. Saiu correndo, chorando, gritando: "João José está louco! Está batendo de sobre nele mesmo..."

    O sangue jorrava do nariz! Da testa!

    Não ter medo de apanhar! Não ter pena de bater!


(Stanislaw Ponte Preta. Febeapá. Companhia das Letras, 2015, p. 416)
No trecho a seguir, temos algumas palavras que passaram por flexões de grau. Dadas às opções, marque aquela em que as flexões estejam grafadas incorretamente:

Levantou-se fazendo cara de bandidão e avançou para a menina, como se fosse triturá-la por tê-lo despertado. A irmã colocou o café sobre a mesinha tosca e deu um gritinho.
Alternativas
Q3762189 Português
A história inspiradora da mulher que sobreviveu por quarenta anos após receber transplante de coração e pulmão


A britânica Katie Mitchell é a paciente com maior tempo de sobrevivência após um transplante combinado de coração e pulmão no Reino Unido. Moradora de Londres, ela passou pela cirurgia há trinta e oito anos, quando estava com quinze anos, após ser diagnosticada com a rara síndrome de Eisenmenger, que provoca pressão elevada nas artérias pulmonares, danos irreversíveis e insuficiência cardíaca.

Ao relembrar o aniversário do transplante, Mitchell afirma pensar sempre na doadora. "Só sei que era uma mulher jovem. Sua família decidiu doar os órgãos em um momento de dor profunda, e sou muito grata por isso."

Segundo Anthony Clarkson, porta-voz do Serviço Nacional de Saúde britânico (NHS), o caso de Mitchell demonstra a importância da doação de órgãos, já que o procedimento é complexo e raro — apenas cinco por ano no país.

Antes da operação, Katie mal conseguia subir escadas e apresentava coloração azulada pela falta de oxigênio. "Assim que voltei do transplante, estava rosada. A melhora foi imediata", lembra.

Hoje, ela reflete sobre ser a pessoa que mais viveu com um transplante duplo. "Penso muito na família da doadora. Graças a eles, ganhei uma vida normal."

No Reino Unido, cerca de doze pessoas aguardam um transplante duplo e mais de oito mil estão na fila por algum órgão.

O cirurgião Aaron Ranasinghe explica que a taxa de sobrevivência após esse tipo de operação é de cerca de 85% no primeiro ano e pouco mais da metade vive por até doze anos. "O fato de Katie ter chegado tão longe é extraordinário."

Clarkson reforça que sua história comprova como a doação salva e transforma vidas — e que cada doador pode ajudar até nove pessoas.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/cvg7pj5n35yo.adaptado.

Ao relembrar o aniversário do transplante, Mitchell afirma pensar sempre na doadora. "Só sei que era uma mulher jovem. Sua família decidiu doar os órgãos em um momento de dor profunda, e sou muito grata por isso."
Com base no trecho e nas regras de sintaxe de concordância nominal, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q3762188 Português
A história inspiradora da mulher que sobreviveu por quarenta anos após receber transplante de coração e pulmão


A britânica Katie Mitchell é a paciente com maior tempo de sobrevivência após um transplante combinado de coração e pulmão no Reino Unido. Moradora de Londres, ela passou pela cirurgia há trinta e oito anos, quando estava com quinze anos, após ser diagnosticada com a rara síndrome de Eisenmenger, que provoca pressão elevada nas artérias pulmonares, danos irreversíveis e insuficiência cardíaca.

Ao relembrar o aniversário do transplante, Mitchell afirma pensar sempre na doadora. "Só sei que era uma mulher jovem. Sua família decidiu doar os órgãos em um momento de dor profunda, e sou muito grata por isso."

Segundo Anthony Clarkson, porta-voz do Serviço Nacional de Saúde britânico (NHS), o caso de Mitchell demonstra a importância da doação de órgãos, já que o procedimento é complexo e raro — apenas cinco por ano no país.

Antes da operação, Katie mal conseguia subir escadas e apresentava coloração azulada pela falta de oxigênio. "Assim que voltei do transplante, estava rosada. A melhora foi imediata", lembra.

Hoje, ela reflete sobre ser a pessoa que mais viveu com um transplante duplo. "Penso muito na família da doadora. Graças a eles, ganhei uma vida normal."

No Reino Unido, cerca de doze pessoas aguardam um transplante duplo e mais de oito mil estão na fila por algum órgão.

O cirurgião Aaron Ranasinghe explica que a taxa de sobrevivência após esse tipo de operação é de cerca de 85% no primeiro ano e pouco mais da metade vive por até doze anos. "O fato de Katie ter chegado tão longe é extraordinário."

Clarkson reforça que sua história comprova como a doação salva e transforma vidas — e que cada doador pode ajudar até nove pessoas.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/cvg7pj5n35yo.adaptado.

A britânica Katie Mitchell é a paciente com maior tempo de sobrevivência após um transplante combinado de coração e pulmão no Reino Unido.
Com base no trecho e na análise morfológica, assinale a alternativa que contenha apenas adjetivos. 
Alternativas
Q3762150 Português
Como as traduções em tempo real podem revolucionar as viagens internacionais — e o que perdemos com isso

Por cerca de cinco décadas, um romance de ficção científica fez seus leitores desejarem ter um peixe na sua orelha.

Os personagens do livro Guia do Mochileiro das Galáxias compreendem qualquer idioma graças ao pequeno e, infelizmente, fictício, peixe Babel.

"Se você introduzir no ouvido um peixe Babel, compreenderá imediatamente tudo o que for lhe dito em qualquer língua", escreveu o autor.

O sonho do peixe Babel parece mais próximo com os novos AirPods Pro 3, capazes de traduzir falas instantaneamente. O usuário escuta no próprio idioma o que é dito em outra língua, com transcrição automática no celular.

A novidade promete facilitar viagens e eliminar barreiras linguísticas em restaurantes, hotéis e aeroportos. Especialistas aplaudem o avanço como um exemplo prático da inteligência artificial, embora ainda com falhas. Mesmo assim, deve impulsionar o turismo, levando viajantes a destinos menos conhecidos e ampliando o contato com culturas locais.

A tecnologia também pode beneficiar economias regionais, permitindo que turistas interajam com pequenos comerciantes sem depender do inglês. Em setores como o transporte aéreo, pode reduzir erros de comunicação que causam atrasos e acidentes. 

Por outro lado, há o risco de desestimular o aprendizado de idiomas. Assim como a calculadora afastou as pessoas da matemática, a tradução automática pode enfraquecer o contato direto com outras culturas. A educadora Ying Okuse lembra que gestos e expressões culturais ainda escapam à IA e que "o idioma é, acima de tudo, uma forma de conexão humana".

A linguista Bernardette Holmes reforça que aprender línguas melhora a memória, a atenção e a flexibilidade cognitiva. Embora a tradução por IA traga conveniência, ela não substitui o prazer de se comunicar em outro idioma. Entre o conforto tecnológico e a experiência humana, ainda vale a pena aprender a dizer obrigado na língua do outro.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/cz9jzvwqv9do.adaptado.
O sonho do peixe Babel parece mais próximo com os novos AirPods Pro 3, capazes de traduzir falas instantaneamente. O usuário escuta no próprio idioma o que é dito em outra língua, com transcrição automática no celular.
Assinale a alternativa que contenha apenas termos seguidos de artigos simples.
Alternativas
Q3762146 Português
Como as traduções em tempo real podem revolucionar as viagens internacionais — e o que perdemos com isso

Por cerca de cinco décadas, um romance de ficção científica fez seus leitores desejarem ter um peixe na sua orelha.

Os personagens do livro Guia do Mochileiro das Galáxias compreendem qualquer idioma graças ao pequeno e, infelizmente, fictício, peixe Babel.

"Se você introduzir no ouvido um peixe Babel, compreenderá imediatamente tudo o que for lhe dito em qualquer língua", escreveu o autor.

O sonho do peixe Babel parece mais próximo com os novos AirPods Pro 3, capazes de traduzir falas instantaneamente. O usuário escuta no próprio idioma o que é dito em outra língua, com transcrição automática no celular.

A novidade promete facilitar viagens e eliminar barreiras linguísticas em restaurantes, hotéis e aeroportos. Especialistas aplaudem o avanço como um exemplo prático da inteligência artificial, embora ainda com falhas. Mesmo assim, deve impulsionar o turismo, levando viajantes a destinos menos conhecidos e ampliando o contato com culturas locais.

A tecnologia também pode beneficiar economias regionais, permitindo que turistas interajam com pequenos comerciantes sem depender do inglês. Em setores como o transporte aéreo, pode reduzir erros de comunicação que causam atrasos e acidentes. 

Por outro lado, há o risco de desestimular o aprendizado de idiomas. Assim como a calculadora afastou as pessoas da matemática, a tradução automática pode enfraquecer o contato direto com outras culturas. A educadora Ying Okuse lembra que gestos e expressões culturais ainda escapam à IA e que "o idioma é, acima de tudo, uma forma de conexão humana".

A linguista Bernardette Holmes reforça que aprender línguas melhora a memória, a atenção e a flexibilidade cognitiva. Embora a tradução por IA traga conveniência, ela não substitui o prazer de se comunicar em outro idioma. Entre o conforto tecnológico e a experiência humana, ainda vale a pena aprender a dizer obrigado na língua do outro.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/cz9jzvwqv9do.adaptado.
A novidade promete facilitar viagens e eliminar barreiras linguísticas em restaurantes, hotéis e aeroportos. Especialistas aplaudem o avanço como um exemplo prático da inteligência artificial, embora ainda com falhas.
Assinale a alternativa que contenha somente substantivos.
Alternativas
Q3761775 Português
Quatro ou cinco grupos diferentes de alunos do Farroupilha estiveram lá em casa numa mesma missão, designada por seu professor de Português: saber se eu considerava o estudo da Gramática indispensável para aprender e usar a nossa ou qualquer outra língua. Cada grupo portava seu gravador cassete e andava arrecadando opiniões. Suspeitei que o tal professor lia esta coluna, se descabelava diariamente com as suas afrontas às leis da língua, e aproveitava aquela oportunidade para me desmascarar. Já estava até preparando minha defesa. Mas os alunos desfizeram o equívoco antes que ele se criasse. Eles mesmos tinham escolhido os nomes a serem entrevistados. Vocês têm certeza que não pegaram o Verissimo errado? Não. Então vamos em frente.

Respondi que a linguagem é um meio de comunicação e que deve ser julgada exclusivamente como tal. Respeitadas algumas regras básicas da Gramática, para evitar os vexames mais gritantes, as outras são dispensáveis. A sintaxe é uma questão de uso, não de princípios. Escrever bem é escrever claro, não necessariamente certo. Por exemplo: dizer “escrever claro” não é certo, mas é claro, certo? O importante é comunicar. (E quando possível surpreender, iluminar, divertir, mover... Mas aí entramos na área do talento, que também não tem nada a ver com Gramática). A Gramática é o esqueleto da língua. Só predomina nas línguas mortas.

Claro que eu não disse tudo isso para meus entrevistadores. E adverti que minha implicância com a Gramática na certa se devia à minha pouca intimidade com ela. Sempre fui péssimo em Português. Mas – isso eu disse – vejam vocês, a intimidade com a Gramática é tão indispensável que eu ganho a vida escrevendo, apesar da minha total inocência na matéria. Sou um gigolô das palavras. Vivo às suas custas. Abuso delas. Só uso as que eu conheço, as desconhecidas são perigosas e potencialmente traiçoeiras. Exijo submissão. Não raro, peço delas flexões inomináveis para satisfazer um gosto passageiro. Maltrato‑as, sem dúvida. E jamais me deixo dominar por elas. Não me meto na sua vida particular. Não me interessa seu passado, suas origens, sua família nem o que outros já fizeram com elas.

VERISSIMO, Luís Fernando. O gigolô das palavras. In: Luís Fernando Verissimo. Para gostar de ler; Luís Fernando Verissimo: o nariz e outras crônicas. 10a . ed. São Paulo: Ática, 2002. p. 77 (com adaptações).

Com base nos aspectos gramaticais do texto apresentado, julgue o item seguinte. 
Na oração “as desconhecidas são perigosas e potencialmente traiçoeiras”, a palavra “desconhecidas” apresenta a seguinte composição morfológica: radical “desconhec‑“, vogal temática verbal ‑i, afixo de particípio ‑d, desinência de gênero ‑a, desinência de número ‑s.
Alternativas
Q3761618 Português
Leia a tirinha da Mafalda a seguir e responda à questão.

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Após leitura da tirinha da Mafalda, analise, como verdadeiras (V) ou falsas (F), as afirmativas a seguir. 

( ) A palavra “indicador” possui o mesmo significado no segundo e no quarto quadrinho da tirinha da Mafalda.
( ) O termo “AAAAAH!...” classifica-se, morfologicamente, como uma preposição.
( ) No período “Esse deve ser o tal indicador de desemprego de que tanto se fala!”, há três orações.
( ) A oração “de que tanto se fala” trata-se de uma subordinada adjetiva.

Após análise das afirmativas, conclui-se que a sequência correta é:
Alternativas
Q3761614 Português
Leia o artigo de opinião a seguir e responda a questão.


O massacre na Penha obriga o país a escolher


Amarílis Costa (Doutoranda em direitos humanos na Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo)


    Enquanto isso, 132 casas amanhecem mais vazias no Complexo da Penha. E, nessa máquina de moer gente, morrem também os policiais — homens pobres, filhos de mulheres que choram do mesmo lado da trincheira. Não existe vencedor numa guerra em que o povo perde. Sangramos todos nós. E, ainda assim, o país não parou diante da pilha de corpos. A cena de guerra não esvaziou o ponto de ônibus. Como diria a canção de Criolo, retomamos as atividades do dia: lavar os copos, contar os corpos e sorrir esta morna rebeldia.  

    Criolo, poeta da sobrevivência, escreveu sem saber que seu refrão seria prenúncio. No Rio de Janeiro, moradores da Penha transformaram a praça em necrotério improvisado, expondo à luz do dia aquilo que o genocídio negro institucionalizado que o Estado insiste em varrer para as sombras. Na madrugada de 29 de outubro de 2025, mais de setenta corpos foram levados por mãos calejadas até a Praça São Lucas. Corpos de jovens, corpos sem nome, corpos com documentos no bolso e dignidade arrancada à bala. O governo contabiliza sessenta e quatro. A Defensoria fala em cento e trinta e dois. Entre um número e outro, há o abismo das vidas que o Estado decide não contar. 

    Quando o governador se apressa em declarar “sucesso” à operação, o verbo não se refere à segurança pública — mas à manutenção da política de extermínio. É o sucesso de um projeto antigo, minuciosamente descrito por Ana Flauzina em Corpo Negro Caído no chão: o sistema penal como braço operativo do Estado genocida. As mortes nas favelas não são exceções; são procedimentos, relatórios, índices que alimentam a indústria da bala, o discurso moralista e a necropolítica. O Estado antinegro não apenas mata — ele administra a morte, calcula o risco, racionaliza a ausência. E quando o povo da Penha leva os corpos à praça, realiza um gesto profundamente subversivo: rompe o pacto de silêncio, restitui humanidade ao cadáver e denuncia o País.

    O nome da ação policial — Operação Contenção — é um ato falho. Flauzina nos ensina que o racismo é o eixo metodológico do sistema penal. Eu acrescentaria: é o projeto ontológico do Estado brasileiro. Enquanto os helicópteros sobrevoam, a democracia racial implode. Enquanto o governador sorri, o solo absorve o sangue negro, como tem feito há séculos. Enquanto as câmeras filmam a apreensão de fuzis, as famílias apreensivas choram a perda do que o Direito não alcança nomear.  

    Essas mortes não são apenas estatísticas, são expressões do que denomino dano de anulação existencial. Cada corpo tombado é uma biografia interrompida pela lógica de um Estado que se reserva o direito de decidir quem vive e quem morre. A anulação começa antes da morte: na escola sucateada, na ausência de saneamento, no olhar armado da polícia. O crime não é a causa, é o pretexto. O corpo negro é o crime em si, o alvo preferencial de um Estado que naturalizou a sua eliminação.  

    Não há como invocar a expressão “Estado Democrático de Direito” enquanto o mais elementar dos direitos, o de existir, permanece suspenso nas favelas. Sem responsabilização, sem reparação, sem ruptura, o país seguirá orbitando o abismo moral que ele próprio cavou. Enquanto o trono da branquitude permanecer intocado, seguiremos lavando copos, contando corpos e sorrindo o riso amargo da resistência. Porque, como entoa Criolo, “se fosse pra ter medo dessa estrada, eu não taria há tanto tempo nessa caminhada”. E é nessa travessia ensanguentada que o Brasil decidirá se quer ser nação ou necrotério.  

    Precisamos refletir que a eleição de 2026 se avizinha, e com ela a urgência de encarar o projeto em curso — aquele que nem mesmo a ADPF das Favelas conseguiu frear. No trono da justiça, uma cadeira do Supremo Tribunal Federal permanece vazia, e essa vacância ecoa o anseio profundo de um país por uma mulher negra naquele espaço de poder.

    No Brasil, o verbo existir se conjuga em sangue. Cada gota derramada grita um nome que o Estado não quer ouvir. No altar profano do chão da favela, onde repousam os filhos que a nação renega, este sangue escorre e desenha o mapa real do Brasil – um país que administra a morte com precisão burocrática e chama isso de política pública.

    Nós sobreviventes seguiremos tentando, entre o choro e o aço, reinventar o verbo existir.


Fonte: https://www.cartacapital.com.br/opiniao/ o-massacre-na-penha-obriga-o-pais-a-escolher/
Sobre o processo de formação da palavra destacada no período “É o sucesso de um projeto antigo, minuciosamente descrito por Ana Flauzina em Corpo Negro Caído no chão: o sistema penal como braço operativo do Estado genocida”, retirado do artigo de opinião de Amarílis Costa, pode-se afirmar que: 
Alternativas
Respostas
2241: A
2242: B
2243: D
2244: C
2245: B
2246: D
2247: E
2248: D
2249: B
2250: E
2251: C
2252: A
2253: D
2254: A
2255: C
2256: E
2257: C
2258: E
2259: A
2260: B