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Questões de Concurso Comentadas sobre morfologia em português

Questões Discursivas

Foram encontradas 20.603 questões

Q4176981 Português
Por que o Panamá era tão importante para o comércio espanhol?

A história do Panamá é diretamente ligada ao comércio colonial. Desde o século XVI, o istmo funcionava como uma ponte terrestre entre dois mares. Assim, navios vindos do Pacífico descarregavam ouro, prata e outras mercadorias em portos como Panamá e Portobelo. Em seguida, carregadores transportavam as cargas por rotas terrestres até o Caribe. Esse sistema evitava a longa viagem pelo extremo sul do continente, no perigoso Cabo Horn. Portanto, ele reduzia tempo e riscos para a Coroa espanhola.

As chamadas rotas de ouro e prata organizavam o eixo desse sistema. Mineradores retiravam metais preciosos das minas do Peru, da Bolívia e de parte do que hoje é o Equador. Depois, comerciantes levavam essa riqueza pelos Andes e pela costa do Pacífico até chegar ao istmo. De lá, caravanas de mulas e guardas armados seguiam até os portos caribenhos. Essa dinâmica transformou o Panamá em centro logístico, financeiro e militar. Por isso, a Espanha mantinha controle rígido sobre a região e criava divisões administrativas para garantir eficiência na gestão do fluxo de riqueza. Além disso, fortaleceu fortificações e guarnições para proteger as rotas contra-ataques.

Fonte: Terra. Adaptado.
Em “A decisão foi tomada de forma precipitada.”, a palavra destacada tem como antônimo: 
Alternativas
Q4176798 Português

Telemedicina: avanços e desafios na integração da tecnologia à prática médica 

A telemedicina, definida como o uso de tecnologias de comunicação e informação para fornecer cuidados de saúde à distância, tem se tornado uma ferramenta essencial na modernização dos sistemas de saúde globais. Desde sua implementação inicial, que remonta ao uso do telégrafo e do rádio para transmítir informações médicas, a telemedicina evoluiu significativamente, sendo potencializada pelo advento da internet e de tecnologias digitais avançadas. Essa prática ganhou relevância particular durante a pandemia de COVID-19, em que a necessidade de manter o distanciamento social impulsionou sua adoção em uma escala sem precedentes.

A pandemía de COVID-19, em particular, acelerou o processo de adoção da telemedicina em todo o mundo. As restrições impostas pela necessidade de isolamento social e o aumento da demanda por serviços de saúde forçaram muitos países a implementar rapidamente sistemas de telemedicina, mesmo onde anteriormente havia resistência ou regulamentações limitantes. No Brasil, a telemedicina foi regulamentada de forma emergencial em 2020, com a finalidade de garantir o atendimento a pacientes sem expô-los ao risco de contágio.

O conceito de telemedicina abrange uma ampla gama de aplicações, desde consultas simples por videoconferência até o monitoramento remoto de pacientes crônicos e intervenções cirúrgicas robóticas. A sua importância reside em sua capacidade de transformar a prática médica tradicional. Ela tem se tornado cada vez mais essencial no contexto global de saúde, especialmente diante das demandas crescentes por acessibilidade, qualidade e eficiência nos serviços médicos e pode proporcionar conveniência e acessibilidade para pacientes que precisam receber cuidados médicos sem a necessidade de deslocamento físico, economizando tempo e custos associados ao transporte e ao tempo de espera. Além disso, o uso de plataformas digitais reduz a sobrecarga de hospitais e clínicas, permitindo que os profissionais de saúde se concentrem em casos mais graves, o que melhora a eficiência do sistema como um todo. 

A telemedicina está redesenhando o panorama da saúde global. Seu futuro depende de como os desafios atuais serão enfrentados e de como as novas tecnologias serão integradas de maneira ética e inclusiva.



Fonte: LUZ, M. R. M. ef al Telemedicina: avanços e desafios na integração da tecnologia à prática médica. Revista Contemporânea, vol.4, n". 10, 2024 (com adaptações).

Considere o trecho do primeiro parágrafo e, com base em aspectos morfossintáticos e ortográficos da norma-padrão, analise as assertivas que seguem:
Essa prática ganhou relevância particular durante a pandemia de COVID-19...
I. No contexto gramatical em que se insere, o vocábulo particular classifica-se morfologicamente como um adjetivo que especifica o substantivo relevância. II. Os vocábulos prática e relevância são acentuados graficamente com base na mesma regra gramatical, que determina a acentuação de vogais abertas. III. No contexto oracional, o vocábulo Essa classifica-se morfologicamente como um pronome demonstrativo e desempenha a função sintática de adjunto adnominal do substantivo a que acompanha.
Está CORRETO o que se afirma em:
Alternativas
Q4176435 Português
Inglês corporativo: diferencial ou requisito básico?


Durante décadas, o inglês ocupou um espaço confortável no currículo dos profissionais brasileiros: era um “diferencial competitivo”, algo que destacava candidatos em processos seletivos. Hoje, essa realidade mudou e mudou rápido.

No mercado de trabalho atual, o inglês deixou de ser um bônus e passou a ser um requisito básico cada vez mais pedido. A transformação não é apenas percepção. É evidência. Dados recentes mostram que o inglês já se consolidou como uma das competências mais exigidas atualmente pelas empresas no Brasil. Segundo o Guia Salarial 2025 da consultoria Robert Half, o domínio do idioma está entre as quatro habilidades técnicas mais valorizadas no mercado.

Mais do que valorizado, o inglês já é decisivo em processos seletivos. Um levantamento com base em dados do LinkedIn aponta que mais de 92% das vagas gerenciais no Brasil exigem pelo menos inglês intermediário, enquanto em áreas como tecnologia, marketing e finanças, o idioma aparece como requisito essencial em mais de 70% das oportunidades. Em outras palavras: não se trata mais de destacar-se, e sim de não ficar de fora.

A exigência crescente do inglês tem impacto direto na empregabilidade e na renda. Profissionais com domínio do idioma não apenas acessam mais oportunidades, como também são mais bem remunerados. Estudos indicam que quem domina um segundo idioma pode ter ganhos salariais significativamente superiores, chegando a aumentos de até 83% em comparação com quem não possui essa habilidade. Em cargos de liderança, o impacto também é expressivo: profissionais com inglês avançado podem ganhar, em média, 38% a mais.

Além disso, a ausência do idioma pode ser um fator eliminatório. Em processos seletivos que exigem inglês, mais da metade dos candidatos é descartada nas etapas iniciais por não conseguir se comunicar adequadamente.

Fonte: CNN Brasil. Adaptado.
Assinalar a alternativa em que a palavra destacada pertence à mesma classe gramatical nas duas frases.
Alternativas
Q4176301 Português
Procede afirmar sobre os adjetivos e seus graus:
Alternativas
Q4176180 Português
AS OPORTUNIDADES DA AMÉRICA LATINA NA NOVA CORRIDA ESPACIAL


    A nova corrida espacial não é apenas uma competição entre as grandes potências por prestígio e ciência, mas também pelos recursos existentes em asteroides, na Lua e em Marte. Quem estabelecer as primeiras bases fora da Terra definirá as regras do jogo. Nesse tabuleiro, a América Latina não compete para fincar bandeiras em outros astros, mas tem um papel e um potencial que não devem ser subestimados.

    César Bertucci, pesquisador do Instituto de Astronomia e Física do Espaço (IAFE), ligado à Universidade de Buenos Aires (UBA), explica que, na América Latina, “a ‘corrida’ espacial não está inserida na competição entre Estados. O nível de desenvolvimento espacial da região apresenta uma grande diversidade, com países mais e menos avançados”. A cooperação regional existe, mas é limitada e “a exploração espacial, por enquanto, não faz parte dos objetivos”, acrescenta.

    No entanto, juntamente com a exploração espacial tradicional — dominada por agências como a Nasa (EUA), a ESA (Europa) ou a CNSA (China), com grandes orçamentos — surgiu há cerca de 20 anos o chamado NewSpace: empresas privadas que operam no espaço com foco em rentabilidade e com base na Terra. Este é o setor com maior potencial para a região.

    “O NewSpace abre um grande leque de oportunidades. Outra questão é se os países emergentes, especialmente na América Latina, serão capazes ou terão a visão de aproveitá-las”, afirma Gustavo Medina, diretor do Laboratório de Instrumentação Espacial (LINX) da Universidade Nacional Autônoma do México (UNAM).

    Sua equipe lançou em 2024, a partir do Cabo Canaveral, o projeto Colmena 1. E, embora os robôs não tenham conseguido pousar na Lua por problemas externos, “enviamos uma missão além da órbita lunar, a mais de 400 mil quilômetros da Terra, validando nossa tecnologia. Isso era impossível há 20 anos. Era algo que apenas grandes agências espaciais como Nasa, Jaxa [Japão] ou ESA podiam fazer”, relata.

    E os planos continuam: para 2028 está prevista a missão Colmena 2, de prospecção mineral lunar com pequenos robôs. O objetivo é “realizar operações de mineração com enxames de microrrobôs e pequenos rovers, mas em grande número e trabalhando de forma cooperativa”, explica Medina.

    A região oferece vantagens logísticas que nenhuma potência ignora. O Brasil, com o Centro Espacial de Alcântara, possui uma das melhores localizações do mundo, próxima da Linha do Equador. Na República Dominicana, a empresa Launch On Demand (LOD) planeja iniciar lançamentos comerciais a partir de 2028. Já os céus do sul do continente — Chile e Argentina — são ideais para a observação do espaço profundo.

    “Não nos limitamos simplesmente a ‘emprestar o céu’ ou o território”, afirma a astrofísica Lauren Flor Torres, professora da Universidade de Antioquia e presidente da Comunidad Colombiana de Astronomia (AstroCo). A infraestrutura instalada deve ser “não apenas uma base para operações estrangeiras, mas também um motor de pesquisa para as instituições nacionais”, destaca.

    Como exemplo, ela cita o Observatório Vera Rubin, no Chile: financiado com capital estrangeiro, mas voltado para beneficiar a comunidade científica local. Assim, afirma, “a América Latina deixa de ser apenas um anfitrião logístico para se consolidar como um centro global de inteligência e desenvolvimento tecnológico”.

    A região atua como uma zona “pendular”, aberta à cooperação tanto com o Ocidente quanto com o Brics. Torres chama isso de um "multilateralismo espacial inteligente", que permite "diversificar riscos tecnológicos e acessar uma gama mais ampla de conhecimentos, priorizando sempre a soberania científica diante de agendas ideológicas externas".

    No entanto, essa neutralidade depende dos governos. “Os países mais avançados na área espacial, Argentina e Brasil, têm estratégias opostas. O Brasil aposta em cooperação que passa fortemente pelo Brics, especialmente com a China, enquanto a Argentina está alinhada com a política que Donald Trump propõe para a Nasa”, aponta Bertucci.

    Para Medina, o NewSpace pode suavizar essa tensão: “o novo setor espacial, mais ligado à indústria — e especialmente quando combinado com ciência — oferece uma oportunidade de atuação mais globalizada”.

    Em 2021 foi criada a Agência Latino-Americana e Caribenha do Espaço (Alce), com sede em Querétaro, no México, e ratificada por pelo menos 11 países em 2024. No entanto, enfrenta desafios importantes: pouca visibilidade e a ausência dos dois principais atores da região. “Infelizmente, países como Brasil e Argentina não fazem parte. Isso já a enfraquece”, afirma Medina.

“Atualmente, a Alce não é um ator relevante no cenário internacional. O desenvolvimento harmonioso da América Latina na área espacial ainda é uma quimera”, concorda Bertucci.

    O objetivo real da região não é plantar uma bandeira em Marte, mas usar o espaço para resolver problemas terrestres. Nanosatélites — do tamanho de uma caixa de sapato — permitem monitorar incêndios, secas e atividades agrícolas sem depender de grandes potências.

    “A nossa é uma corrida com os pés na Terra. Não precisamos de foguetes gigantes neste momento para provar capacidade; precisamos usar o espaço como ferramenta estratégica para resolver problemas urgentes aqui embaixo”, resume Torres. Medina concorda: “não precisamos de astronautas indo à Lua. Prefiro mil engenheiros capazes de desenvolver uma atividade espacial comercial”.

    A região dispõe de capital humano, mas enfrenta a fuga de cérebros. “A evasão de talentos é historicamente um grande problema na América Latina. Na Argentina foi particularmente grave, e no México também tem impacto”, alerta Medina.

    Segundo Torres, a ciência espacial regional exige “orçamentos estáveis e uma visão de Estado de longo prazo, que vá além de ciclos presidenciais”. “Só se conseguirmos desvincular o investimento em ciência e tecnologia da polarização política poderemos garantir que os projetos espaciais na América Latina não sejam esforços isolados de quatro anos, mas a base de um desenvolvimento econômico e educacional sólido para as próximas gerações”, conclui.


Disponível em: <https://www.dw.com/pt-br/as-oportunidadespara-a-américa-latina-na-nova-corrida-espacial/a-77298017>.
Adaptado. Acesso em: 26 de maio de 2026.
No trecho “A região atua como uma zona pendular”, as palavras destacadas devem ser classificadas, CORRETA e respectivamente, como:
Alternativas
Q4176051 Português
Leia o trecho e considere as lacunas a seguir:

“Após o evento, os participantes expressaram opiniões __________ e sugestões __________ sobre as palestras ministradas.”

Agora, assinale a alternativa que preenche CORRETAMENTE as lacunas acima, considerando a concordância nominal: 
Alternativas
Q4176050 Português
Leia o trecho de “Cem Anos de Solidão” de Gabriel García Márquez a seguir:

“Muitos anos depois, diante do pelotão de fuzilamento, o Coronel Aureliano Buendía haveria de recordar aquela tarde remota em que seu pai o levou para conhecer o gelo.”

No fragmento apresentado, o termo 'depois' pertence CORRETAMENTE à classe gramatical:
Alternativas
Q4176049 Português
Leia o trecho a seguir e assinale a CORRETA classe gramatical das palavras em destaque:

“Chamado de Tyrannosaurus mcraeensis, o novo dinossauro pode ser o parente mais próximo conhecido do T. rex. A nova espécie foi identificada a partir de um crânio parcial fossilizado, descoberto na década de 1980 na Formação Hall Lake, no Novo México, nos Estados Unidos.”

Disponível em: <https://revistagalileu.globo.com/ciencia/noticia/2024/01/fossil-de-72-milhoes-de-anos-revela-parente-maisproximo-do-tiranossauro-rex.ghtml>. Acesso em: 16 de junho de 2026.
Alternativas
Q4175891 Português
A princesa e a rã

     Era uma vez... numa terra muito distante... uma princesa linda, independente e cheia de autoestima.
    Ela se deparou com uma rã enquanto contemplava a natureza e pensava em como o maravilhoso lago do seu castelo era relaxante e ecológico... Então, a rã pulou para o seu colo e disse:
    - Linda princesa, eu já fui um príncipe muito bonito. Uma bruxa má lançou-me um encanto e transformei-me nesta rã asquerosa. Um beijo teu, no entanto, á de me transformar de novo num belo príncipe e poderemos casar e constituir lar feliz no teu lindo castelo. A tua mãe poderia vir morar conosco e tu poderias preparar o meu jantar, lavar as minhas roupas, criar os nossos filhos e seríamos felizes para sempre...
     Naquela noite, enquanto saboreava pernas de rã sautée, acompanhadas de um cremoso molho acebolado e de um finissimo vinho branco, a princesa sorria, pensando consigo mesma:
       - Eu, hein? Nem morta!

(Fonte adaptada: Luís Fernando Veríssimo)
Leia o trecho a seguir e responda.
“Ela se deparou com uma rã enquanto contemplava a natureza e pensava em como o maravilhoso lago do seu castelo era relaxante e ecológico...”
Na frase acima qual termo corresponde a artigo?
Alternativas
Q4175405 Português

A próxima questão deve ser respondida tendo por base a fábula a seguir.



A raposa e as uvas



    Uma raposa passou embaixo de um pé carregado com lindas uvas. Ficou com muita vontade de comer aquelas uvas. Deu muitos saltos, tentou subir na parreira, mas não conseguiu. Depois de muito tentar foi-se embora, dizendo com prepotência:

    – Eu nem estou ligando para as uvas. Elas estão verdes, mesmo...



(Adaptado de: https://www.culturagenial.com/historias-infantiscurtas-comentadas/)

Considere o trecho a seguir:



“Uma raposa passou embaixo de um pé carregado com lindas uvas”.



Na frase acima, corresponde a uma preposição o seguinte termo:

Alternativas
Q4175392 Português

Analise o trecho a seguir:


A vida é a arte do encontro embora haja tanto desencontro pela vida.



(Vinícius de Moraes).



Assinale a ÚNICA alternativa abaixo que apresenta um termo classificado gramaticalmente como “artigo”, presente na frase acima. 

Alternativas
Q4175090 Português

Para responder à questão, leia o texto abaixo.

Brasil deverá ter centro para enfrentamento de emergências em saúde

Até o final de 2026, o Brasil deverá criar um centro para o enfrentamento de emergências em saúde pública. A proposta é que o Centro Brasileiro de Emergências em Saúde Pública (Cbesp), como vem sendo chamado, seja uma instituição para tornar o país mais resiliente e preparado para enfrentar futuras epidemias, surtos e outras emergências sanitárias e até climáticas.

A proposta foi idealizada pelo Instituto Todos pela Saúde (lTpS) e vem sendo estudada há alguns anos por especialistas de diversas instituições do país, que pensaram em criar uma estrutura que respeite as normas do Regulamento Sanitário Internacional (RSI) e também seja integrada ao Sistema Único de Saúde e vinculada ao Ministério da Saúde. A governança deve ficar sob a responsabilidade da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

Segundo a proposta, as verbas para o funcionamento do centro seriam provenientes do Orçamento Geral da União. Também está prevista a captação de recursos complementar por meio de convênios internacionais e geração de receitas próprias.

“A proposta prevê que o centro funcione em lógica de rede, trabalhando de forma estreita e colaborativa com o Ministério da Saúde, as secretarias estaduais e municipais, universidades e instituições de pesquisa”, explicou Gerson Penna, diretor-presidente do Instituto Todos pela Saúde (lrpS).

“Uma de suas grandes inovações será a intersetorialidade: ele promoverá a colaboração permanente entre diferentes setores do governo - como saúde, meio ambiente, agricultura, ciência, tecnologia e inovação -, além de garantir articulação com a sociedade civil”, completou.

Penna ressaltou que o centro vem sendo planejado como uma política de Estado e não de governo, para não ser suscetível a intercorrências políticas, como ocorreu durante a pandemia de covid-'19.

“Entendemos que uma estrutura permanente com foco em prevenção, preparação e resposta a emergências em saúde pública ajudará o Brasil a reagir mais prontamente às crises”, disse Penna.

Segundo ele, a pandemia de covid-19, que vitimou mais de 7 milhões de pessoas no mundo, sendo 10% dessas mortes no Brasil, expôs as vulnerabilidades do sistema de saúde do país.

“Apesar da imensa capacidade do SUS, sofremos com a falta de coordenação do governo federal, com uma comunicação inconsistente e com os ataques do negacionismo científico. O centro trará uma perspectiva nacional unificada, pactuada e baseada exclusivamente nas melhores evidências científicas, fornecendo uma liderança forte e confiável para que os mesmos erros não se repitam”, reforçou.

Uma das funções do centro será o monitoramento de riscos e estratégias de prevenção, controle e combate a futuras epidemias e pandemias, de modo que o país não reaja tardiamente às crises sanitárias. Ele também deve ficar responsável pela implementação da Política Nacional de Emergências de Saúde Pública (Pnesp).

“O centro trabalhará em um cenário global cada vez mais complexo, fortemente impactado pelas emergências climáticas, pelo desmatamento e pelos deslocamentos populacionais em larga escala. Apenas em 2024, por exemplo, o Brasil enfrentou simultaneamente a maior epidemia de dengue da história, surtos de mpox, oropouche e a ameaça iminente da gripe aviária, sem falar nas emergências climáticas e desastres. O centro existirá exatamente para atuar nesse espectro amplo de ameaças”, destacou Penna.

 

Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br/saude/noticia/2026-06/brasil-devera-ter-centro-para-enfrentamento-de-emergencias-em-saude (adaptado)

O texto afirma que o centro trará uma perspectiva de resposta para que o país não reaja tardiamente às crises sanitárias. No contexto da frase, um antônimo para o advérbio sublinhado é: 
Alternativas
Q4175089 Português

Para responder à questão, leia o texto abaixo.

Brasil deverá ter centro para enfrentamento de emergências em saúde

Até o final de 2026, o Brasil deverá criar um centro para o enfrentamento de emergências em saúde pública. A proposta é que o Centro Brasileiro de Emergências em Saúde Pública (Cbesp), como vem sendo chamado, seja uma instituição para tornar o país mais resiliente e preparado para enfrentar futuras epidemias, surtos e outras emergências sanitárias e até climáticas.

A proposta foi idealizada pelo Instituto Todos pela Saúde (lTpS) e vem sendo estudada há alguns anos por especialistas de diversas instituições do país, que pensaram em criar uma estrutura que respeite as normas do Regulamento Sanitário Internacional (RSI) e também seja integrada ao Sistema Único de Saúde e vinculada ao Ministério da Saúde. A governança deve ficar sob a responsabilidade da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

Segundo a proposta, as verbas para o funcionamento do centro seriam provenientes do Orçamento Geral da União. Também está prevista a captação de recursos complementar por meio de convênios internacionais e geração de receitas próprias.

“A proposta prevê que o centro funcione em lógica de rede, trabalhando de forma estreita e colaborativa com o Ministério da Saúde, as secretarias estaduais e municipais, universidades e instituições de pesquisa”, explicou Gerson Penna, diretor-presidente do Instituto Todos pela Saúde (lrpS).

“Uma de suas grandes inovações será a intersetorialidade: ele promoverá a colaboração permanente entre diferentes setores do governo - como saúde, meio ambiente, agricultura, ciência, tecnologia e inovação -, além de garantir articulação com a sociedade civil”, completou.

Penna ressaltou que o centro vem sendo planejado como uma política de Estado e não de governo, para não ser suscetível a intercorrências políticas, como ocorreu durante a pandemia de covid-'19.

“Entendemos que uma estrutura permanente com foco em prevenção, preparação e resposta a emergências em saúde pública ajudará o Brasil a reagir mais prontamente às crises”, disse Penna.

Segundo ele, a pandemia de covid-19, que vitimou mais de 7 milhões de pessoas no mundo, sendo 10% dessas mortes no Brasil, expôs as vulnerabilidades do sistema de saúde do país.

“Apesar da imensa capacidade do SUS, sofremos com a falta de coordenação do governo federal, com uma comunicação inconsistente e com os ataques do negacionismo científico. O centro trará uma perspectiva nacional unificada, pactuada e baseada exclusivamente nas melhores evidências científicas, fornecendo uma liderança forte e confiável para que os mesmos erros não se repitam”, reforçou.

Uma das funções do centro será o monitoramento de riscos e estratégias de prevenção, controle e combate a futuras epidemias e pandemias, de modo que o país não reaja tardiamente às crises sanitárias. Ele também deve ficar responsável pela implementação da Política Nacional de Emergências de Saúde Pública (Pnesp).

“O centro trabalhará em um cenário global cada vez mais complexo, fortemente impactado pelas emergências climáticas, pelo desmatamento e pelos deslocamentos populacionais em larga escala. Apenas em 2024, por exemplo, o Brasil enfrentou simultaneamente a maior epidemia de dengue da história, surtos de mpox, oropouche e a ameaça iminente da gripe aviária, sem falar nas emergências climáticas e desastres. O centro existirá exatamente para atuar nesse espectro amplo de ameaças”, destacou Penna.

 

Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br/saude/noticia/2026-06/brasil-devera-ter-centro-para-enfrentamento-de-emergencias-em-saude (adaptado)

A palavra intersetorialidade, utilizada no quinto parágrafo do texto, é formada por qual processo de derivação? 
Alternativas
Q4175012 Português

Para responder à questão, leia o texto abaixo.


Brasil cria centro para pesquisar novos insumos farmacêuticos a partir da biodiversidade


    O Brasil lançou na primeira semana de julho um centro de pesquisa dedicado a desenvolver Insumos Farmacêuticos Ativos (lFAs) a partir da biodiversidade brasileira, na tentativa de reduzir, no longo prazo, a dependência do país de matérias-primas importadas para fabricar medicamentos. Apesar do anúncio, ainda não há previsão de quando as pesquisas poderão resultar em novos medicamentos ou qual será o impacto concreto na redução da dependência brasileira de IFAs importados.


    Segundo os responsáveis pela iniciativa, os quatro primeiros anos serão dedicados às etapas iniciais de desenvolvimento das moléculas, antes dos testes em seres humanos e da fase de produção industrial, que dependerá de parcerias com empresas.


    O Centro de Competência em IFA a partir da Biodiversidade Brasileira (CC-IFABR) será instalado no Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM), em Campinas (SP), com R$ 60 milhões da Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial (Embrapii) e do Ministério da Saúde. A proposta é identificar, em plantas, animais e microrganismos brasileiros, moléculas com potencial para virar medicamento.


    O problema que o centro tenta resolver é conhecido do setor: hoje, mais de 90% dos IFAs usados pela indústria farmacêutica brasileira são importados — e, em alguns segmentos, essa dependência chega a 95%, segundo a Associação Brasileira da Indústria de Insumos Farmacêuticos (Abiquifi). Embora grande parte dos remédios vendidos no país seja fabricada aqui, é o IFA — a substância responsável pelo efeito terapêutico — que costuma vir de fora.


    Nos próximos quatro anos, o CC-IFABR não vai desenvolver medicamentos completos nem produzir remédios para o Sistema Único de Saúde (SUS). O trabalho ficará concentrado nas etapas iniciais da pesquisa: identificar moléculas da biodiversidade brasileira com potencial terapêutico, aperfeiçoá-las e realizar os estudos pré-clínicos necessários para comprovar segurança e eficácia — a fase que antecede os testes em seres humanos. As duas primeiras áreas de pesquisa serão tratamentos contra o câncer, com foco em imunoterapia, e terapias para infecções emergentes.


    Segundo Daniela Trivella, coordenadora do CC-IFABR no CNPEM, dois projetos já estão em andamento: um investiga uma molécula obtida de uma planta da Caatinga com potencial para estimular o sistema imunológico contra tumores; o outro busca desenvolver, a partir de um microrganismo, uma molécula para o tratamento da sepse — infecção generalizada que pode levar à falência de órgãos.


    Depois dessa fase, ainda será preciso realizar testes em seres humanos, obter aprovação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e desenvolver processos capazes de fabricar esses medicamentos em escala industrial.


    Segundo Alvaro Prata, presidente da Embrapii, o objetivo do centro é atuar nas etapas anteriores ao desenvolvimento industrial, preparando moléculas e processos até um estágio em que possam ser assumidos pela indústria farmacêutica. Por isso, ainda não há estimativa de quando as pesquisas poderão resultar em produtos disponíveis no mercado nem qual será o impacto concreto na redução da dependência brasileira de IFAs importados.


Fonte: https://gl.globo.com/saude/noticia/2026/01/03/brasil-cria-centro-para-produzir-insumos-farmaceuticos-e-reduzir-dependencia-do-exterior-projeto-nao-tem-prazo-nem-meta-definidos.ghtml (adaptado)

No texto, o vocábulo biodiversidade e a palavra imunoterapia constituem termos de forte base científica. Quanto à estrutura morfológica, ambos os termos são formados pelo processo de:
Alternativas
Respostas
201: C
202: C
203: C
204: A
205: C
206: A
207: D
208: A
209: E
210: B
211: B
212: B
213: A
214: B
215: B
216: D
217: E
218: C
219: C
220: D