Questões de Concurso
Comentadas sobre morfologia em português
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I."Era uma caixa de madeira rústica..."
II."Sempre que ele chegava em casa..."
III."Fechei o porta-malas certo de que, quando crescesse ..."
IV."Colocava a caixa ao alcance dos meus olhos..."
Assinale a alternativa que apresenta corretamente o tempo e o modo de cada um desses verbos destacados (era, chegava, fechei, colocava).
Em relação à classificação de palavra do termo destacado, assinale a alternativa CORRETA.
Em relação à classificação de palavra do termo destacado, assinale a alternativa CORRETA.
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.
Era uma caixa de madeira
Era uma caixa de madeira rústica, construída pelo meu avô, com dobradiças improvisadas e uma tampa presa por um prego torto. Para mim, era uma obra-prima, talvez pela idade ou pelo brilho do verniz que guardava tudo aquilo que eu desejava para a minha vida. Dentro dela havia divisões simples, também envernizadas, que pareciam esconder pequenas aventuras.
Os compartimentos guardavam anzóis de vários tipos, chumbadas, linhas de náilon e até uma linha de cobre que eu nem sabia identificar, mas considerava especial. Naquelas peças eu via um arsenal capaz de resolver qualquer problema de pescaria, sobretudo quando manejado pelas mãos hábeis do meu avô. A caixa era, para mim, um universo inteiro.
Sempre que ele chegava em casa, colocava a caixa ao alcance dos meus olhos, anunciando horas de descobertas, cheiros de mato e pés molhados de rio. Mas um dia meu avô deixou de aparecer. Foi levado para Porto Alegre e, quando voltou, já não trazia sua caixa. Lembro-me da última vez em que o vi, imóvel, dentro de outra caixa, grande, envernizada, com o mesmo cheiro de mato que o acompanhava.
O Chevette ficou parado, coberto de poeira, até que um dia abri o porta-malas escondido. Lá estava ela: a caixa de madeira, intacta, com suas dobradiças de borracha e suas aventuras silenciosas. Observei cada detalhe, sem tocar em nada, porque tudo ali ainda era dele. Fechei o porta-malas certo de que, quando crescesse, eu também construiria uma caixa igual para guardar minha própria vida.
Texto Adaptado
ROSSONI, Emir. Era uma caixa de madeira. In: RECHIA, Rosângela Beatriz (Org.). Concurso Literário Felippe D?Oliveira: conto, crônica e poesia − Premiados 2017 e 2018. Santa Maria: Imprensa Universitária/UFSM, 2018. Disponível em: https://www.santamaria.rs.gov.br/arquivos/baixar-arquivo/conteudo/D15 -1884.pdf . Acesso em: 21 nov. 2025.
Leia com atenção os trechos abaixo retirados do texto "Era uma caixa de madeira" e observe os verbos destacados. Em seguida, assinale a alternativa correta quanto ao tempo e modo em que esses verbos estão empregados.
I. "Era uma caixa de madeira rústica..."
II. "Sempre que ele chegava em casa..."
III. "Fechei o porta-malas certo de que, quando crescesse ..."
IV. "Colocava a caixa ao alcance dos meus olhos..."
Assinale a alternativa que apresenta corretamente o tempo e o modo de cada um desses verbos destacados (era, chegava, fechei, colocava).
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.
Por que nossas fotos da Lua geralmente ficam horríveis
Quando a superlua aparece no céu, o espetáculo é impressionante a olho nu, mas as fotos feitas com o celular costumam sair borradas. Isso não ocorre por falta de habilidade, e sim por limitações técnicas do aparelho, embora algumas orientações possam melhorar o resultado.
O principal problema é a superexposição à luz. Como a Lua aparece pequena em um fundo escuro, o celular interpreta a cena como noturna, mas a parte fotografada está iluminada pelo Sol. O resultado é um borrão claro e sem detalhes. Uma solução é fotografar logo após o crepúsculo, quando há menos contraste entre a Lua e o céu.
É possível também ajustar manualmente a exposição por meio de aplicativos ou do modo profissional do celular, controlando o ISO e a velocidade do obturador. Testar diferentes configurações ajuda a encontrar o melhor equilíbrio.
Outro fator é que, embora a Lua pareça grande a olho nu, ela ocupa um espaço mínimo no campo de visão das câmeras do celular. Isso é reforçado pela "ilusão lunar", que faz a Lua parecer maior quando está próxima ao horizonte. Por isso, na foto, ela aparece muito pequena.
O uso do zoom nem sempre resolve, pois a maioria dos celulares utiliza zoom digital, que apenas recorta a imagem e reduz a qualidade. Alguns modelos possuem zoom óptico mais eficiente. Também é possível acoplar o celular a um telescópio, mesmo simples, para revelar mais detalhes. Para evitar tremores, recomenda-se usar tripé, apoiar o aparelho ou acionar o temporizador.
Mesmo sem ampliar a Lua, ainda é possível apostar na criatividade, enquadrando-a com elementos em primeiro plano. Especialistas lembram que fotografar apenas a Lua é comum, mas composições criativas dão mais identidade à imagem.
Por fim, alguns celulares usam inteligência artificial para melhorar as fotos, o que cria expectativas irreais. Se a intenção for manter a autenticidade, explore outros alvos do céu noturno, como a Via Láctea, auroras ou cometas, que se adaptam melhor às características das câmeras de smartphone.
https://www.bbc.com/portuguese/articles/cde6dpj1686o.adaptado.
Para evitar tremores, recomenda-se usar tripé, apoiar o aparelho ou acionar o temporizador.
Em relação às classes de palavras, é correto afirmar que, nesta frase
Em relação à classificação de palavra do termo destacado, assinale a alternativa CORRETA.
"Para a garota, estava acontecendo um lindo espetáculo no céu que era vislumbrado pelos seus lindos olhos azuis, isto é, ela admirava tantas bolinhas subirem e descerem e, por fim, uma pura ilusão; elas estouram."
Com base na análise dos verbos "admirava" e "estouram", é correto afirmar que:
Leia a frase a seguir:
"O candidato resolveu tranquilamente as questões da prova."
A palavra destacada é um advérbio que indica uma circunstância de:
Analise a frase a seguir:
"Os alunos escreveram uma linda carta para a diretora."
A palavra destacada na frase acima classifica-se gramaticalmente como:
Sabor que foge da xícara: por que temperatura média traz o melhor do café
Tem gente que diz que felicidade é uma xícara de café quente. Pode até ser. Mas a verdade é que essa felicidade tem prazo de validade. E não é longo. Basta dar uma distraída, responder um e-mail, ou se perder num papo, e pronto: o café já esfriou — e com ele, boa parte do encanto.
É que o café, meus amigos, é um pouco como o amor no verão: intenso, cheio de aroma e calor, mas fugaz. Não dá para segurar por muito tempo. Ele nasce vibrante, perfumado, cheio de promessas e vai embora pela borda da xícara enquanto a gente pensa na vida.
A ciência, que tudo explica, mas nem sempre entende, mostra que à medida que a temperatura do café cai, os tais compostos voláteis, que são como os perfumes que sentimos ao passar por alguém interessante, simplesmente evaporam. Vão embora como o cheiro de um bom domingo, e levam junto a alma da bebida.
E tem mais: nosso paladar também é meio temperamental. Quando o café está "pelando", sentimos pouco. Quando esfria demais, também. Mas naquele meio do caminho, ali pelos 40 e poucos graus, é onde mora a magia. É quando o café se mostra como é de verdade, com suas notas de frutas, flores, chocolates, caramelos... Ou aquele amargor triste de um grão mal tratado.
Fiz o teste. Café coado com carinho, tomado aos poucos, marcando no relógio. Nos primeiros goles, quente demais. Depois de uns 10, 15 minutos... Ah, aí sim. O sabor aparece, elegante, equilibrado. Uns toques de acidez, doçura no fundo.
Trinta minutos depois, ele começa a se despedir. Ainda está ali, mas já não brilha como antes. Com uma hora... Bom, aí já virou outra coisa. Frio, opaco, um pouco melancólico. Como uma festa que durou demais. Ah, e nem pense em colocar no micro-ondas. Aquilo ali é como tentar reviver um amor antigo com uma mensagem no WhatsApp às duas da manhã: pode até esquentar, mas nunca mais vai ser a mesma coisa. O sabor volta torto, cozido, com gosto de ontem.
A solução? Tratar o café com respeito: pré-aquecer a xícara, usar uma tampinha, servir menos por vez. Ou investir numa daquelas canecas tecnológicas que mantêm tudo na temperatura certa, um luxo necessário para quem não quer ver o melhor do café evaporar antes da hora.
No fim das contas, tomar café é quase um ato de presença, um exercício de atenção: é estar ali, de verdade, nos primeiros minutos, quando o sabor ainda canta. Porque se tem uma lição que o café ensina, é essa: o melhor da vida tem hora marcada e passa rápido.
Fonte: Sabor que foge da xícara: por que temperatura média traz o melhor do café | CNN Brasil V&G
O vocábulo 'salário-base' está corretamente grafado com hífen. Analise o emprego do hífen nos vocábulos a seguir e assinale aquele que apresenta grafia incorreta:
O vocábulo 'salário-base' está corretamente grafado com hífen. Analise o emprego do hífen nos vocábulos a seguir e assinale aquele que apresenta grafia incorreta:
A forma "meia-entrada" configura uma composição lexical cuja grafia está alinhada às determinações do Novo Acordo Ortográfico, que unificou critérios de acentuação e padronizou diferentes casos de hifenização na língua portuguesa.
A seguir, analise as proposições relativas às alterações implementadas pelo Novo Acordo Ortográfico.
I.Nos verbos terminados em '-guar', '-quar', e '-quir' (aguar, apaziguar, enxaguar, obliquar, delinquir, etc), as flexões podem ser pronunciadas com acento tônico na sílaba do 'u' ou, como no Brasil, na sílaba anterior. No primeiro caso cai o acento do 'u', no segundo, a vogal tônica da sílaba anterior recebe acento agudo. Assim 'agúo' passa a ser 'aguo' ou 'águo', conforme a pronúncia.
II.O acento agudo das vogais tônicas 'i' e 'u' de palavras paroxítonas, quando antecedidas de ditongo, caiu. Dessa forma, boiuno e alauita, que antes eram acentuados em 'boiúno' e 'alauíta', perderam o acento.
III.Os vocábulos formados por prefixo que termina na mesma vogal pela qual começa o segundo elemento passam a ser grafados com hífen. Exemplos dessa regra são 'anti-inflacionário' e 'neo-ortodoxia', antes grafados como 'antiinflacionário' e 'neoortodoxia'.
IV.As locuções em geral não são grafadas com hífen, como em 'cão de guarda' e 'cor de vinho'. Todavia, alguns vocábulos são exceções à regra e devem ser escritos com hífen, como 'cor-de-rosa' e 'água-de-colônia'.
É correto o que se afirma em:
No trecho "A lei federal que assegura o benefício a estudantes, idosos, pessoas com deficiência e jovens de baixa renda não menciona explicitamente os professores", podemos observar diversos aspectos morfológicos: substantivos, verbos, adjetivos e sua função de ligação entre orações.
Dessa forma, a análise morfológica permite compreender a forma das palavras e como elas se combinam para construir significado.
Com base nas classes gramaticais que são o estudo da morfologia, julgue as afirmativas:
I.O substantivo 'presidente' é de dois gêneros, podendo ser utilizado como: o presidente, a presidente ou a presidenta.
II.Os adjetivos 'cheio' e 'feio' são exemplos de palavras que, ao formarem o grau superlativo sintético, apresentam duplicação da vogal 'i'. Isso ocorre porque, nos adjetivos terminados em '−io', o '− o' final é eliminado antes da anexação do sufixo −íssimo, originando as formas 'cheiíssimo' e 'feiíssimo'. Embora alguns autores ainda utilizem a grafia com apenas um 'i', a norma-padrão prescreve o uso de dois is nessas formações.
III.O pronome 'algum', quando anteposto ao substantivo, possui valor positivo, como em 'Recebeu algum recado importante'. Quando posposto ao nome, assume valor negativo, podendo ser substituído pelo indefinido 'nenhum', como em 'Resultado algum saiu do inquérito'.
IV.A palavra 'que' pode pertencer a várias classes de palavras. Na frase 'A verdade é que a professora não chegará a tempo para a palestra', é classificado como conjunção integrante, ao passo que, em 'O livro que o professor indicou é de um escritor brasileiro', é pronome relativo.
É correto o que se afirma em: