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Questões de Concurso Comentadas sobre morfologia - verbos em português

Questões Discursivas

Foram encontradas 11.468 questões

Q4175015 Português

Para responder à questão, leia o texto abaixo.


Brasil cria centro para pesquisar novos insumos farmacêuticos a partir da biodiversidade


    O Brasil lançou na primeira semana de julho um centro de pesquisa dedicado a desenvolver Insumos Farmacêuticos Ativos (lFAs) a partir da biodiversidade brasileira, na tentativa de reduzir, no longo prazo, a dependência do país de matérias-primas importadas para fabricar medicamentos. Apesar do anúncio, ainda não há previsão de quando as pesquisas poderão resultar em novos medicamentos ou qual será o impacto concreto na redução da dependência brasileira de IFAs importados.


    Segundo os responsáveis pela iniciativa, os quatro primeiros anos serão dedicados às etapas iniciais de desenvolvimento das moléculas, antes dos testes em seres humanos e da fase de produção industrial, que dependerá de parcerias com empresas.


    O Centro de Competência em IFA a partir da Biodiversidade Brasileira (CC-IFABR) será instalado no Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM), em Campinas (SP), com R$ 60 milhões da Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial (Embrapii) e do Ministério da Saúde. A proposta é identificar, em plantas, animais e microrganismos brasileiros, moléculas com potencial para virar medicamento.


    O problema que o centro tenta resolver é conhecido do setor: hoje, mais de 90% dos IFAs usados pela indústria farmacêutica brasileira são importados — e, em alguns segmentos, essa dependência chega a 95%, segundo a Associação Brasileira da Indústria de Insumos Farmacêuticos (Abiquifi). Embora grande parte dos remédios vendidos no país seja fabricada aqui, é o IFA — a substância responsável pelo efeito terapêutico — que costuma vir de fora.


    Nos próximos quatro anos, o CC-IFABR não vai desenvolver medicamentos completos nem produzir remédios para o Sistema Único de Saúde (SUS). O trabalho ficará concentrado nas etapas iniciais da pesquisa: identificar moléculas da biodiversidade brasileira com potencial terapêutico, aperfeiçoá-las e realizar os estudos pré-clínicos necessários para comprovar segurança e eficácia — a fase que antecede os testes em seres humanos. As duas primeiras áreas de pesquisa serão tratamentos contra o câncer, com foco em imunoterapia, e terapias para infecções emergentes.


    Segundo Daniela Trivella, coordenadora do CC-IFABR no CNPEM, dois projetos já estão em andamento: um investiga uma molécula obtida de uma planta da Caatinga com potencial para estimular o sistema imunológico contra tumores; o outro busca desenvolver, a partir de um microrganismo, uma molécula para o tratamento da sepse — infecção generalizada que pode levar à falência de órgãos.


    Depois dessa fase, ainda será preciso realizar testes em seres humanos, obter aprovação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e desenvolver processos capazes de fabricar esses medicamentos em escala industrial.


    Segundo Alvaro Prata, presidente da Embrapii, o objetivo do centro é atuar nas etapas anteriores ao desenvolvimento industrial, preparando moléculas e processos até um estágio em que possam ser assumidos pela indústria farmacêutica. Por isso, ainda não há estimativa de quando as pesquisas poderão resultar em produtos disponíveis no mercado nem qual será o impacto concreto na redução da dependência brasileira de IFAs importados.


Fonte: https://gl.globo.com/saude/noticia/2026/01/03/brasil-cria-centro-para-produzir-insumos-farmaceuticos-e-reduzir-dependencia-do-exterior-projeto-nao-tem-prazo-nem-meta-definidos.ghtml (adaptado)

No terceiro parágrafo, lê-se o período: O Centro de Competência em IFA a partir da Biodiversidade Brasileira (CC-IFABR) será instalado no Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM). Se transpusermos a locução passiva sublinhada para a voz passiva sintética, a redação que obedece à norma-padrão de concordância e colocação pronominal é:
Alternativas
Q4175008 Português

Para responder à questão, leia o texto abaixo.


Brasil cria centro para pesquisar novos insumos farmacêuticos a partir da biodiversidade


    O Brasil lançou na primeira semana de julho um centro de pesquisa dedicado a desenvolver Insumos Farmacêuticos Ativos (lFAs) a partir da biodiversidade brasileira, na tentativa de reduzir, no longo prazo, a dependência do país de matérias-primas importadas para fabricar medicamentos. Apesar do anúncio, ainda não há previsão de quando as pesquisas poderão resultar em novos medicamentos ou qual será o impacto concreto na redução da dependência brasileira de IFAs importados.


    Segundo os responsáveis pela iniciativa, os quatro primeiros anos serão dedicados às etapas iniciais de desenvolvimento das moléculas, antes dos testes em seres humanos e da fase de produção industrial, que dependerá de parcerias com empresas.


    O Centro de Competência em IFA a partir da Biodiversidade Brasileira (CC-IFABR) será instalado no Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM), em Campinas (SP), com R$ 60 milhões da Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial (Embrapii) e do Ministério da Saúde. A proposta é identificar, em plantas, animais e microrganismos brasileiros, moléculas com potencial para virar medicamento.


    O problema que o centro tenta resolver é conhecido do setor: hoje, mais de 90% dos IFAs usados pela indústria farmacêutica brasileira são importados — e, em alguns segmentos, essa dependência chega a 95%, segundo a Associação Brasileira da Indústria de Insumos Farmacêuticos (Abiquifi). Embora grande parte dos remédios vendidos no país seja fabricada aqui, é o IFA — a substância responsável pelo efeito terapêutico — que costuma vir de fora.


    Nos próximos quatro anos, o CC-IFABR não vai desenvolver medicamentos completos nem produzir remédios para o Sistema Único de Saúde (SUS). O trabalho ficará concentrado nas etapas iniciais da pesquisa: identificar moléculas da biodiversidade brasileira com potencial terapêutico, aperfeiçoá-las e realizar os estudos pré-clínicos necessários para comprovar segurança e eficácia — a fase que antecede os testes em seres humanos. As duas primeiras áreas de pesquisa serão tratamentos contra o câncer, com foco em imunoterapia, e terapias para infecções emergentes.


    Segundo Daniela Trivella, coordenadora do CC-IFABR no CNPEM, dois projetos já estão em andamento: um investiga uma molécula obtida de uma planta da Caatinga com potencial para estimular o sistema imunológico contra tumores; o outro busca desenvolver, a partir de um microrganismo, uma molécula para o tratamento da sepse — infecção generalizada que pode levar à falência de órgãos.


    Depois dessa fase, ainda será preciso realizar testes em seres humanos, obter aprovação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e desenvolver processos capazes de fabricar esses medicamentos em escala industrial.


    Segundo Alvaro Prata, presidente da Embrapii, o objetivo do centro é atuar nas etapas anteriores ao desenvolvimento industrial, preparando moléculas e processos até um estágio em que possam ser assumidos pela indústria farmacêutica. Por isso, ainda não há estimativa de quando as pesquisas poderão resultar em produtos disponíveis no mercado nem qual será o impacto concreto na redução da dependência brasileira de IFAs importados.


Fonte: https://gl.globo.com/saude/noticia/2026/01/03/brasil-cria-centro-para-produzir-insumos-farmaceuticos-e-reduzir-dependencia-do-exterior-projeto-nao-tem-prazo-nem-meta-definidos.ghtml (adaptado)

No quarto parágrafo, observa-se a seguinte construção: Embora grande parte dos remédios vendidos no país seja fabricada aqui, é o IFA [...] que costuma vir de fora. A respeito da concordância verbal e nominal estabelecida nesse trecho, assinale a alternativa CORRETA.
Alternativas
Q4174673 Português
Nosso cérebro pode ficar superlotado de memórias?
    Seu cérebro não fica sem espaço – ele fica sem atenção. Entenda por que duas pessoas podem viver o mesmo momento e se lembrar dele de maneiras muito diferentes.

Disponível em: https://super.abril.com.br/ciencia/nosso-cerebro-pode-ficar-superlotado-de-memorias/. Acesso em: 4 mai. 2026.

A respeito do título: “Nosso cérebro pode ficar superlotado de memórias”, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q4174671 Português
Evolução da atmosfera terrestre
   Estima-se que a atmosfera terrestre tenha surgido há cerca de quatro bilhões de anos. Essa camada de gás formou-se quando o planeta Terra, depois de um elevado aquecimento, resfriou-se. Vapor d'água, gases e outros elementos provenientes do interior da Terra emergiram. Parte desses gases e elementos dissiparam-se no espaço, contudo, alguns fixaram-se ao redor do planeta em decorrência da gravidade atuante.
  Na atmosfera primitiva, não havia presença de gases como o oxigênio. Os gases abundantes eram metano, gás carbônico, nitrogênio e, inclusive, gases compostos por substâncias venenosas. Apresentava altas temperaturas e tinha o Sol como a principal fonte de energia. Isso possibilitou que os primeiros organismos vivos surgissem: as bactérias de metabolismo anaeróbico (sem a presença de oxigênio).
    Por meio da formação dos oceanos, começaram a surgir plantas marinhas primitivas, que passaram a realizar o processo de fotossíntese, modificando, então, a composição de gases da atmosfera. As características atuais da atmosfera só foram adquiridas há cerca de 65 milhões de anos. A concentração de oxigênio na atmosfera levou aproximadamente 1,5 bilhão de anos para chegar aos 21%.

Disponível em: https://mundoeducacao.uol.com.br/geografia/atmosfera-terrestre.htm. Acesso em: 14 mai. 2026. 

Acerca dos aspectos sintáticos, assinale a alternativa correta. 
Alternativas
Q4173675 Português

O paradoxo do amor correspondido 


Amar e ser amado é o credo-que-delícia que nos move. Estamos sempre à procura da prova de que nossa existência significa algo para alguém, necessitando de um reconhecimento particular por força da nossa condição humana. Ser amado como pessoa pública, por exemplo, no atacado, pode gerar uma sensação deliciosa de aceitação social, mas não resolve a questão do amor, que exige intimidade.

Sentir-se amado deriva de ter sido amado nos primórdios, mas também de o quanto fomos capazes de nos alimentar desse investimento inicial. Não existe amor livre de ambivalência, o que inclui o amor-próprio, que não se abstém do ódio a nós mesmos. Pais e cuidadores podem dar o seu melhor, mas esbarrarão nesse ódio estrutural que sentimos uns pelos outros e por nós mesmos. 

O mundo ideal é aquele no qual lançamos um olhar benevolente sobre nossos inúmeros defeitos e evitamos atuar nosso ódio, que tem como função nos descolar dos demais. 

Essa história ganha novos contornos quando conhecemos o amor para além das fronteiras do lar e o tatibitate familiar é colocado à prova. Ali podemos descobrir que fomos amados pelo que, a partir de então, será considerado nosso pior defeito ou, pelo contrário, seremos amados pelos motivos que eram detestados em nossa comunidade de origem. Da casa ao mundo há pontes e abismos.

Não raro se vê um sistema de compensações, no qual quem foi muito preterido na família busca reconhecimento social a todo custo. Pode acontecer de alguém que foi muito prestigiado em casa exigir que o tratem de igual maneira fora dela ou já se sentir tão investido afetivamente que prefira o ostracismo. 

As combinações são inúmeras, uma vez que o que escolhemos fazer com nossa herança afetiva é de nossa responsabilidade, mesmo que se trate, em grande parte, de escolhas inconscientes.

Na ciranda dos desencontros drummondianos que estruturam as relações amorosas, não alcançamos o outro, cuja singularidade sempre nos escapa. Ainda assim, alguns vivem o que chamamos de amor correspondido. Mas, afinal, qual é a correspondência amorosa possível? O que nos une, para além do cinismo, da ambivalência ou da coerção, é a sensação compartilhada de que não se sabe bem por que, no fim das contas, aquele a quem amamos também nos ama. 

O amor correspondido parte do paradoxo de que ambos sentem que recebem mais do que dão e se perguntam, então, por que alguém tão bacana os escolheria. Esse jogo funciona porque é jogado pelo par ao mesmo tempo. 

Quando um sente que o outro lhe deve, estamos diante de relações assimétricas que vão da infelicidade à mais franca violência. O amor correspondido funciona porque os dois acham que o parceiro “é bom demais para ser verdade”, porque ambos compartilham da mesma ilusão.


(Por: Vera Iaconelli. Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/vera-iaconelli/. Acesso em: março de 2026. Adaptado.)

O verbo destacado em “Pais e cuidadores podem dar o seu melhor, mas esbarrarão nesse ódio estrutural que sentimos uns pelos outros e por nós mesmos.” (2º§) está conjugado no:
Alternativas
Q4173669 Português
A fuga

Mal o pai colocou o papel na máquina, o menino começou a empurrar uma cadeira pela sala, fazendo um barulho infernal.
– Para com esse barulho, meu filho – falou, sem se voltar.
Com três anos já sabia reagir como homem ao impacto das grandes injustiças paternas: não estava fazendo barulho, estava só empurrando uma cadeira.
– Pois então para de empurrar a cadeira.
– Eu vou embora – foi a resposta.
Distraído, o pai não reparou que ele juntava ação às palavras, no ato de juntar do chão suas coisinhas, enrolando-as num pedaço de pano. Era a sua bagagem: um caminhão de plástico com apenas três rodas, um resto de biscoito, uma chave (onde diabo meteram a chave da despensa – a mãe mais tarde irá dizer), metade de uma tesourinha enferrujada, sua única arma para a grande aventura, um botão amarrado num barbante.
A calma que baixou então na sala era vagamente inquietante. De repente, o pai olhou ao redor e não viu o menino. Deu com a porta da rua aberta, correu até o portão:
– Viu um menino saindo desta casa? – Gritou para o operário que descansava diante da obra do outro lado da rua, sentado no meio-fio.
– Saiu agora mesmo com uma trouxinha – informou ele.
Correu até a esquina e teve tempo de vê-lo ao longe, caminhando cabisbaixo ao longo do muro. A trouxa, arrastada no chão, ia deixando pelo caminho alguns de seus pertences: o botão, o pedaço de biscoito e – saíra de casa prevenido – uma moeda de um cruzeiro. Chamou-o, mas ele apertou o passinho, abriu a correr em direção à Avenida, como disposto a atirar-se diante do ônibus que surgia à distância.
– Meu filho, cuidado!
O ônibus deu uma freada brusca, uma guinada para a esquerda, os pneus cantaram no asfalto. O menino, assustado, arrepiou carreira. O pai precipitou-se e o arrebanhou com o braço como a um animalzinho:
– Que susto você me passou, meu filho – e apertava-o contra o peito, comovido. –
Deixa eu descer, papai. Você está me machucando.
Irresoluto, o pai pensava agora se não seria o caso de lhe dar umas palmadas.
– Machucando, é? Fazer uma coisa dessas com seu pai.
– Me larga. Eu quero ir embora.
Trouxe-o para casa e o largou novamente na sala – tendo antes o cuidado de fechar a porta da rua e retirar a chave, como ele fizera com a da despensa.
– Fique aí quietinho, está ouvindo? Papai está trabalhando.
– Fico, mas vou empurrar esta cadeira.
E o barulho recomeçou.

(SABINO, Fernando. A mulher do vizinho. Sabiá. Fundação Casa de Rui Barbosa: Rio de Janeiro, 1962.)
Considerando que os tempos verbais assumem valores semânticos, em “Mal o pai colocou o papel na máquina, o menino começou a empurrar uma cadeira pela sala, fazendo um barulho infernal.” (1º§), as formas verbais “colocou” e “começou” exprimem ações:
Alternativas
Q4171581 Português

A carteira 


... De repente, Honório olhou para o chão e viu uma carteira. Abaixar-se, apanhá-la e guardá-la foi obra de alguns instantes. Ninguém o viu, salvo um homem que estava à porta de uma loja, e que, sem o conhecer, lhe disse rindo: 

– Olhe, se não dá por ela; perdia-a de uma vez. 

– É verdade – concordou Honório envergonhado. 

Para avaliar a oportunidade desta carteira, é preciso saber que Honório tem de pagar amanhã uma dívida, quatrocentos e tantos mil-réis, e a carteira trazia o bojo recheado. A dívida não parece grande para um homem da posição de Honório, que advoga; mas todas as quantias são grandes ou pequenas, segundo as circunstâncias, e as dele não podiam ser piores. Gastos de família excessivos, a princípio por servir a parentes, e depois por agradar à mulher, que vivia aborrecida da solidão; baile daqui, jantar dali, chapéus, leques, tanta cousa mais, que não havia remédio senão ir descontando o futuro. Endividou-se. Começou pelas contas de lojas e armazéns; passou aos empréstimos, duzentos a um, trezentos a outro, quinhentos a outro, e tudo a crescer, e os bailes a darem-se, e os jantares a comerem-se, um turbilhão perpétuo, uma voragem. 

– Tu agora vais bem, não? – dizia-lhe ultimamente o Gustavo C..., advogado e familiar da casa. 

– Agora vou – mentiu o Honório.

A verdade é que ia mal. Poucas causas, de pequena monta, e constituintes remissos; por desgraça perdera ultimamente um processo, em que fundara grandes esperanças. Não só recebeu pouco, mas até parece que ele lhe tirou alguma cousa à reputação jurídica; em todo caso, andavam mofinas nos jornais. 

Dona Amélia não sabia nada; ele não contava nada à mulher, bons ou maus negócios. Não contava nada a ninguém. Fingia- -se tão alegre como se nadasse em um mar de prosperidades. Quando o Gustavo, que ia todas as noites à casa dele, dizia uma ou duas pilhérias, ele respondia com três e quatro; e depois ia ouvir os trechos de música alemã, que D. Amélia tocava muito bem ao piano, e que o Gustavo escutava com indizível prazer, ou jogavam cartas, ou simplesmente falavam de política.

Um dia, a mulher foi achá-lo dando muitos beijos à filha, criança de quatro anos, e viu-lhe os olhos molhados; ficou espantada, e perguntou-lhe o que era.

– Nada, nada. 

Compreende-se que era o medo do futuro e o horror da miséria. Mas as esperanças voltavam com facilidade. A ideia de que os dias melhores tinham de vir dava-lhe conforto para a luta. Estava com trinta e quatro anos; era o princípio da carreira; todos os princípios são difíceis. E toca a trabalhar, a esperar, a gastar, a pedir fiado ou emprestado, para pagar mal, e a más horas. 

A dívida urgente de hoje são uns malditos quatrocentos e tantos mil-réis de carros. Nunca demorou tanto a conta, nem ela cresceu tanto, como agora; a rigor, o credor não lhe punha a faca aos peitos; mas disse-lhe hoje uma palavra azeda, com um gesto mau, e Honório quer pagar-lhe hoje mesmo. Eram cinco horas da tarde. Tinha-se lembrado de ir a um agiota, mas voltou sem ousar pedir nada. Ao enfiar pela rua da Assembleia é que viu a carteira no chão, apanhou-a, meteu no bolso, e foi andando. Durante os primeiros minutos, Honório não pensou nada; foi andando, andando, andando, até ao largo da Carioca. No largo parou alguns instantes, enfiou depois pela rua da Carioca, mas voltou logo, e entrou na rua Uruguaiana. Sem saber como, achou-se daí a pouco no largo de São Francisco de Paula; e ainda, sem saber como, entrou em um café. Pediu alguma cousa e encostou-se à parede, olhando para fora. Tinha medo de abrir a carteira; podia não achar nada, apenas papéis e sem valor para ele. Ao mesmo tempo, e esta era a causa principal das reflexões, a consciência perguntava-lhe se podia utilizar-se do dinheiro que achara. Não lhe perguntava com o ar de quem não sabe, mas antes com uma expressão irônica e de censura. Podia lançar mão do dinheiro, e ir pagar com ele a dívida? Eis o ponto. A consciência acabou por lhe dizer que não podia, que devia levar a carteira à polícia, ou anunciá-la; mas tão depressa acabava de lhe dizer isto, vinham os apuros da ocasião, e puxavam por ele, e convidavam-no a ir pagar a cocheira. Chegavam mesmo a dizer-lhe que, se fosse ele que a tivesse perdido, ninguém iria entregar-lha; insinuação que lhe deu ânimo.

Tudo isso antes de abrir a carteira. Tirou-a do bolso, finalmente, mas com medo, quase às escondidas; abriu-a, e ficou trêmulo. Tinha dinheiro, muito dinheiro; não contou, mas viu duas notas de duzentos mil-réis, algumas de cinquenta e vinte; calculou uns setecentos mil-réis ou mais; quando menos, seiscentos. Era a dívida paga; eram menos algumas despesas urgentes. Honório teve tentações de fechar os olhos, correr à cocheira, pagar, e, depois de paga a dívida, adeus; reconciliar-se-ia consigo. Fechou a carteira, e, com medo de a perder, tornou a guardá-la. 

Mas daí a pouco tirou-a outra vez, e abriu-a, com vontade de contar o dinheiro. Contar para quê? Era dele? Afinal venceu-se e contou: eram setecentos e trinta mil-réis. Honório teve um calafrio. Ninguém viu, ninguém soube; podia ser um lance da fortuna, a sua boa sorte, um anjo... Honório teve pena de não crer nos anjos... Mas por que não havia de crer neles? E voltava ao dinheiro, olhava, passava-o pelas mãos; depois, resolvia o contrário, não usar do achado, restituí-lo. Restituí-lo a quem? Tratou de ver se havia na carteira algum sinal.

“Se houver um nome, uma indicação qualquer, não posso utilizar-me do dinheiro”, pensou ele.

Esquadrinhou os bolsos da carteira. Achou cartas, que não abriu, bilhetinhos dobrados, que não leu, e por fim um cartão de visita; leu o nome; era do Gustavo. Mas então, a carteira?... Examinou-a por fora, e pareceu-lhe efetivamente do amigo. Voltou ao interior; achou mais dous cartões, mais três, mais cinco. Não havia duvidar; era dele.

A descoberta entristeceu-o. Não podia ficar com o dinheiro, sem praticar um ato ilícito, e, naquele caso, doloroso ao seu coração porque era em dano de um amigo. Todo o castelo levantado esboroou-se como se fosse de cartas. Bebeu a última gota de café, sem reparar que estava frio. Saiu, e só então reparou que era quase noite. Caminhou para casa. Parece que a necessidade ainda lhe deu uns dous empurrões, mas ele resistiu. 

“Paciência”, disse ele consigo; “verei amanhã o que posso fazer”. 

Chegando a casa, já ali achou o Gustavo, um pouco preocupado, e a própria D. Amélia o parecia também. Entrou rindo, e perguntou ao amigo se lhe faltava alguma cousa.

– Nada.

– Nada?

– Por quê?

– Mete a mão no bolso; não te falta nada?

– Falta-me a carteira – disse o Gustavo sem meter a mão no bolso –. Sabes se alguém a achou?

– Achei-a eu – disse Honório entregando-lha.

Gustavo pegou dela precipitadamente, e olhou desconfiado para o amigo. Esse olharfoi para Honório como um golpe de estilete; depois de tanta luta com a necessidade, era um triste prêmio. Sorriu amargamente; e, como o outro lhe perguntasse onde a achara, deu-lhe as explicações precisas.

– Mas conheceste-a?

– Não; achei os teus bilhetes de visita.

Honório deu duas voltas, e foi mudar de toilette para o jantar. Então Gustavo sacou novamente a carteira, abriu-a, foi a um dos bolsos, tirou um dos bilhetinhos, que o outro não quis abrir nem ler, e estendeu-o a D. Amélia, que, ansiosa e trêmula, rasgou-o em trinta mil pedaços: era um bilhetinho de amor.


(ASSIS, J. M. M. Várias Histórias. Rio de Janeiro: Garnier, 1896. Disponível em: https://machadodeassis.net/texto/a-carteira/. Acesso em: fevereiro de 2026.)

No trecho “[...] se podia utilizar-se do dinheiro que achara (12º§), a transposição do termo em destaque para a voz passiva analítica, mantendo a estrita correspondência morfológica, resulta em: 
Alternativas
Q4164516 Português
Assinale a alternativa em que a regência do verbo está em conformidade com a norma-padrão, mantendo o sentido indicado entre parênteses.
Alternativas
Q4163864 Português
Analise as assertivas sobre concordância verbal.

I. Na frase “Faltaram argumentos convincentes durante o debate”, o verbo concorda corretamente com o sujeito “argumentos convincentes”.

II. Em “Havia muitos estudantes na biblioteca”, o verbo deveria estar no plural para concordar com “muitos estudantes”.

III. Na frase “EUA anunciaram novas medidas econômicas”, o verbo está corretamente empregado no plural.

Assinale a alternativa correta: 
Alternativas
Q4163682 Português

Adolescentes e redes sociais: pesquisa acende alerta sobre bullying digital contra meninas


    Na semana passada, o IBGE divulgou a maior pesquisa já feita sobre a saúde dos adolescentes brasileiros. A Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar (Pense) entrevistou mais de 150 mil estudantes de 13 ....17 anos em escolas de todo o país.


    Os dados mostram que 43% das meninas relatam sofrimento emocional grave. Uma em cada quatro sente que ...... vida não vale ..... pena. A satisfação com o próprio corpo caiu pela terceira vez consecutiva: era 70% em 2015, passou a 66% em 2019 e chegou a 58% em 2024. Três medições, três quedas. Entre os meninos, os indicadores também preocupam. Mas entre as meninas, o que aparece não é preocupação, é emergência.


    Ao longo da série “O preço do vício em telas”, tenho falado sobre o que as telas fazem com o cérebro: o sono invadido, o vício reconhecido e não interrompido, o espelho incômodo dos adultos e os algoritmos que treinam a raiva. Tudo isso opera em qualquer pessoa conectada. Mas a Pense revela algo que ainda não tínhamos nomeado: o preço não é distribuído igualmente. As meninas sofrem mais bullying na escola (43% contra 37% dos meninos), mais cyberbullying (15% contra 10%), mais tristeza persistente e mais vontade de se machucar. Os mesmos algoritmos que alimentam a raiva, _ _ _ _ _ _ a vergonha, a comparação e a _ _ _ _ _ _ especialmente em meninas de até 14 anos, _ _ _ _ _ _ a um feed que reforça a sensação de nunca serem suficientes.


    No mesmo dia em que a Pense foi divulgada, um júri em Los Angeles condenou a Meta e o YouTube por negligência. Pela primeira vez, plataformas foram responsabilizadas judicialmente não pelo conteúdo que hospedam, mas pelo próprio design dos seus produtos. O caso envolvia uma jovem que começou a usar as redes na infância e chegou a passar 16 horas por dia conectada, desenvolvendo depressão e pensamentos suicidas. A defesa da Meta culpou o ambiente familiar da jovem, mas o júri não aceitou. A estratégia dos advogados da vítima foi a mesma usada contra a indústria do tabaco nos anos 90: não é que por acaso o produto leve a más consequências, mas que ele é projetado para viciar. Zuckerberg depôs pessoalmente pela primeira vez num tribunal. A Meta foi responsabilizada por 70% da indenização. A frase do advogado da jovem resume o que mudou: “o veredito de hoje é um recado de um júri para toda uma indústria.”.


    O Brasil não está parado. Em 17 de março, entrou em vigor o ECA Digital, a primeira lei das Américas a enfrentar diretamente o que o design viciante das plataformas faz a crianças e adolescentes: verificação de idade real para valer e fim da autodeclaração de “tenho 18 anos”; menores de 16 só com conta vinculada a responsável; proibição de mecanismos como rolagem infinita e reprodução automática para menores; multa de até 10% do faturamento. A lei existe e, agora, o desafio é outro: a pesquisa TIC Kids Online 2025 mostra que 92% das crianças e adolescentes brasileiros usam a internet e 85% têm perfil em pelo menos uma rede social. O problema que a lei enfrenta não é pequeno, é do tamanho de uma geração.


    Volto aos números que abriram esta coluna. 43% das meninas com sofrimento emocional. 25% que sentem que a vida não vale a pena. Esses números têm rostos, corpo e coração: são meninas e alunas de escolas em Porto Alegre, Recife ou Manaus, com o celular no bolso e um feed que ninguém fiscaliza. Em toda a série, tenho falado sobre consequências negativas do vício em telas. A Pense mostrou claramente sobre quem o peso recai com mais força. Saber disso e não agir também é uma escolha.


    Esta é a oitava coluna da série “O preço do vício em telas”. Te espero toda quinta-feira, aqui.

Texto Adaptado.

Considerando as regras vigentes, os tracejados do terceiro parágrafo devem ser, respectivamente, preenchidos por 
Alternativas
Q4163278 Português
Para responder à questão, leia o texto abaixo


Estas Verdades


Estas verdades não são perfeitas porque são ditas.

E antes de ditas, pensadas.

Mas no fundo o que está certo é elas negarem-se a si próprias.

Na negação oposta de afirmarem qualquer cousa.

A única afirmação é ser.

E ser o oposto é o que não queria de mim.

Autor: Alberto Caeiro.
Considere o emprego, a classificação e as flexões das classes de palavras que estruturam o poema de Alberto Caeiro. Com base na norma-padrão da Língua Portuguesa, assinale a alternativa CORRETA.
Alternativas
Q4162381 Português
Múmia egípcia desenterrada com texto literário no abdômen é encontrada

    Arqueólogos que trabalham na antiga cidade de Oxirrinco, no Egito, desenterraram uma múmia com uma passagem da "Ilíada" de Homero presa ao abdômen, descoberta inédita.
    Embora outras múmias na região tenham sido encontradas com pacotes lacrados contendo papiros com o que parecem ser fórmulas ritualísticas, aplicadas como parte do processo de embalsamento, esta é a primeira vez que um texto literário foi encontrado, disse Ignasi-Xavier Adiego, filólogo clássico da Universidade de Barcelona, na Espanha, à CNN.
    A múmia foi encontrada na atual cidade egípcia de Al Bahnasa, a cerca de 200 quilômetros (124 milhas) ao sul da capital Cairo, e tem aproximadamente 1.600 anos, sendo da época romana, de acordo com um comunicado da Universidade de Barcelona.
    Embora o papiro esteja fragmentado e em mau estado de conservação, a equipe conseguiu determinar que o texto faz parte do catálogo de navios do Livro II do poema épico grego, afirmou Adiego. “Não tivemos a oportunidade de estudá-lo usando métodos de alta tecnologia, como raios X, que poderiam nos permitir lê-lo melhor”, disse ele. “Fizemos tudo o que podíamos sem destruir o papiro.” Consequentemente, a pesquisa sobre o papiro encontra-se em fase preliminar, explicou Adiego, havendo ainda questões importantes a serem respondidas.
    Neste momento, pouco se sabe sobre o papel do papiro no processo de embalsamamento, acrescentou, embora uma possível explicação seja que ele funcionava como uma espécie de assinatura do embalsamador que mumificou o corpo.
    A descoberta do que parecem ser instruções rituais escritas em outros papiros levou alguns a teorizar que eles tinham algum tipo de função protetora, disse Adiego. “A ideia de que um papiro contendo um texto literário pudesse ter cumprido essa mesma função é muito mais estranha”, acrescentou. “Até o momento, não conseguimos interpretar o motivo da existência desse papiro literário”, disse Adiego.
Fonte: CNN Brasil. Adaptado.
No trecho “[...] embora uma possível explicação seja que ele funcionava como uma espécie de assinatura do embalsamador que mumificou o corpo.” (5º parágrafo), os verbos destacados estão, respectivamente, nos modos:
Alternativas
Q4161786 Português

"Começam a valer nesta quarta-feira (29) novas metas de incentivo à leitura em todo o país. Pelos próximos dez anos, o Plano Nacional do Livro e Leitura 2026-2036 pretende ampliar o número de bibliotecas e facilitar o acesso da população a livros."


Com base na concordância verbal e nominal do trecho extraído da Agência Brasil, marque com V as afirmativas verdadeiras e com F as falsas.


(__) O verbo 'Começar' está corretamente flexionado no plural em concordância com o sujeito composto posposto 'novas metas de incentivo à leitura em todo o país', núcleos no plural.


(__) O adjetivo 'novas' está incorretamente flexionado no feminino plural, uma vez que deveria concordar com o núcleo 'incentivo', substantivo masculino singular, que é o termo de maior relevância semântica no sintagma nominal.


(__) O verbo 'pretender' está corretamente flexionado no singular em concordância com o sujeito 'o Plano Nacional do Livro e Leitura 2026-2036', cujo núcleo é o substantivo 'Plano', no singular.


(__) Caso o sujeito do verbo 'começar' fosse substituído por 'cada uma das novas metas de incentivo à leitura', a correção gramatical do período seria mantida tanto com o verbo no singular quanto no plural, uma vez que a expressão 'cada uma das' admite concordância facultativa com o núcleo singular 'uma' ou com o referente plural 'metas'.


Assinale a alternativa que apresenta a sequência que preenche corretamente os itens acima, na ordem.

Alternativas
Q4161766 Português

"Começam a valer nesta quarta-feira (29) novas metas de incentivo à leitura em todo o país. Pelos próximos dez anos, o Plano Nacional do Livro e Leitura 2026-2036 pretende ampliar o número de bibliotecas e facilitar o acesso da população a livros."


Com base na concordância verbal e nominal do trecho extraído da Agência Brasil, marque com V as afirmativas verdadeiras e com F as falsas.


(__) O verbo 'Começar' está corretamente flexionado no plural em concordância com o sujeito composto posposto 'novas metas de incentivo à leitura em todo o país', núcleos no plural.


(__) O adjetivo 'novas' está incorretamente flexionado no feminino plural, uma vez que deveria concordar com o núcleo 'incentivo', substantivo masculino singular, que é o termo de maior relevância semântica no sintagma nominal.


(__) O verbo 'pretender' está corretamente flexionado no singular em concordância com o sujeito 'o Plano Nacional do Livro e Leitura 2026-2036', cujo núcleo é o substantivo 'Plano', no singular.


(__) Caso o sujeito do verbo 'começar' fosse substituído por 'cada uma das novas metas de incentivo à leitura', a correção gramatical do período seria mantida tanto com o verbo no singular quanto no plural, uma vez que a expressão 'cada uma das' admite concordância facultativa com o núcleo singular 'uma' ou com o referente plural 'metas'.


Assinale a alternativa que apresenta a sequência que preenche corretamente os itens acima, na ordem.

Alternativas
Q4161636 Português
"Começam a valer nesta quarta-feira (29) novas metas de incentivo à leitura em todo o país. Pelos próximos dez anos, o Plano Nacional do Livro e Leitura 2026-2036 pretende ampliar o número de bibliotecas e facilitar o acesso da população a livros."
Com base na concordância verbal e nominal do trecho extraído da Agência Brasil, marque com V as afirmativas verdadeiras e com F as falsas.
(__)O verbo 'Começar' está corretamente flexionado no plural em concordância com o sujeito composto posposto 'novas metas de incentivo à leitura em todo o país', núcleos no plural.
(__)O adjetivo 'novas' está incorretamente flexionado no feminino plural, uma vez que deveria concordar com o núcleo 'incentivo', substantivo masculino singular, que é o termo de maior relevância semântica no sintagma nominal.
(__)O verbo 'pretender' está corretamente flexionado no singular em concordância com o sujeito 'o Plano Nacional do Livro e Leitura 2026-2036', cujo núcleo é o substantivo 'Plano', no singular.
(__)Caso o sujeito do verbo 'começar' fosse substituído por 'cada uma das novas metas de incentivo à leitura', a correção gramatical do período seria mantida tanto com o verbo no singular quanto no plural, uma vez que a expressão 'cada uma das' admite concordância facultativa com o núcleo singular 'uma' ou com o referente plural 'metas'.

Assinale a alternativa que apresenta a sequência que preenche corretamente os itens acima, na ordem. 
Alternativas
Q4161435 Português

"Começam a valer nesta quarta-feira (29) novas metas de incentivo à leitura em todo o país. Pelos próximos dez anos, o Plano Nacional do Livro e Leitura 2026-2036 pretende ampliar o número de bibliotecas e facilitar o acesso da população a livros."


Com base na concordância verbal e nominal do trecho extraído da Agência Brasil, marque com V as afirmativas verdadeiras e com F as falsas.


(__) O verbo "Começar" está corretamente flexionado no plural em concordância com o sujeito composto posposto "novas metas de incentivo à leitura em todo o país", núcleos no plural.


(__) O adjetivo "novas" está incorretamente flexionado no feminino plural, uma vez que deveria concordar com o núcleo "incentivo", substantivo masculino singular, que é o termo de maior relevância semântica no sintagma nominal.


(__) O verbo "pretender" está corretamente flexionado no singular em concordância com o sujeito "o Plano Nacional do Livro e Leitura 2026-2036", cujo núcleo é o substantivo "Plano", no singular.


(__) Caso o sujeito do verbo "começar" fosse substituído por "cada uma das novas metas de incentivo à leitura", a correção gramatical do período seria mantida tanto com o verbo no singular quanto no plural, uma vez que a expressão "cada uma das" admite concordância facultativa com o núcleo singular "uma" ou com o referente plural "metas".


Assinale a alternativa que apresenta a sequência que preenche corretamente os itens acima, na ordem.








Alternativas
Q4161434 Português

"O documento serve de instrumento para que estados, municípios e sociedade civil conheçam e implantem os novos normativos de gestão cultural aprovados desde 2023".


Com base na regência verbal do trecho extraído da Agencia Brasil, analise as afirmativas a seguir:


I. O verbo "servir" atua como intransitivo, apresentando apenas adjuntos adverbiais de instrumento e finalidade.


II. O verbo "implantar" atua como transitivo direto, sendo que essa mesma transitividade é compartilhada pelo verbo "conhecer", igualmente transitivo direto no trecho, o que confirma que ambos os verbos pertencem à mesma categoria de transitividade e regem seus complementos sem preposição.


III. A transitividade do verbo "conhecer" no trecho é a mesma observada na frase: "À presença do juiz, o réu conheceu seus crimes".


IV. O verbo "servir" pode atuar como intransitivo, como na frase: "Fora contratada para servir e o fazia muito bem".


Assinale a alternativa que apresenta as proposições corretas.

Alternativas
Q4160839 Português
Nova plataforma promete modernizar gestão de patrocínios públicos federais


    O Governo Federal lançou no mês de junho uma nova Plataforma de Gestão de Patrocínios Públicos Federais. A ferramenta substituirá o Sistema de Controle de Ações de Comunicação, o SISAC, utilizado há 25 anos pelos órgãos e entidades integrantes do Sistema de Comunicação de Governo do Poder Executivo Federal, o SICOM.
    A plataforma representa uma evolução na forma de analisar e acompanhar os patrocínios públicos federais. O sistema deixa de se concentrar apenas no registro operacional dos projetos - como descrição das ações e formas de exposição de marca - e passa a organizar informações qualificadas sobre os objetivos públicos de cada iniciativa.
     Na prática, a ferramenta orienta a análise prévia dos projetos a partir de critérios mais objetivos, como público-alvo, alcance territorial, aderência a políticas públicas, sustentabilidade, acessibilidade, contrapartidas e impacto esperado para a sociedade. O objetivo é reduzir subjetividades, ampliar a transparência e dar mais segurança aos órgãos e entidades responsáveis pelos patrocínios.
      A Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República não possui recursos próprios para patrocínios. As decisões sobre os projetos continuam sendo de responsabilidade dos órgãos e entidades patrocinadoras, conforme sua governança própria, autonomia administrativa, legislação aplicável е regulamentos internos. A plataforma foi desenvolvida para facilitar a gestão, padronizar informações e qualificar a análise no âmbito do SICOм.
     Para a secretária de Publicidade e Patrocínios, Samantha Marchiori, a nova plataforma marca uma etapa importante de modernização da gestão dos patrocínios públicos federais. "Mais do que substituir um sistema antigo, estamos estruturando uma forma mais objetiva, transparente e segura de analisar os patrocínios. A plataforma fortalece a governança, melhora a qualidade das informações e permite que os investimentos sejam avaliados a partir de sua finalidade pública e de sua contribuição para a sociedade", afirmou.
      A plataforma pretende ampliar a capacidade de análise dos projetos, com indicadores mais objetivos sobre finalidade, público alcançado, região atendida, contrapartidas previstas, relação com políticas públicas e impacto esperado para a sociedade, incluindo dimensões sociais, econômicas, culturais, esportivas, ambientais e territoriais.
     Segundo a diretora do Departamento de Patrocínios, Ana Fraga, a mudança dá mais consistência à análise e mais segurança às instituições patrocinadoras. "Antes, a ferramenta tinha uma lógica mais voltada ao processo e à descrição do que seria feito. Agora, passamos a trabalhar com objetivos mais claros: qual público será alcançado, em que região, com qual finalidade pública e com que impacto esperado para a sociedade", destacou.

Fonte: https://www.gov.br/secom/pt-br/acompanhe-asecom/noticias/2026/06/governo-do-brasil-lanca-plataforma-paramodernizar-gestao-de-patrocinios-publicos-federais (adaptado)
No quarto parágrafo, encontra-se a seguinte construção na voz passiva analítica: A plataforma foi desenvolvida para facilitar a gestão. Considerando isso, assinale a alternativa que apresenta a transposição CORRETA desse trecho para a voz ativa, preservando o tempo verbal e as regras de concordância da norma-padrão.
Alternativas
Q4160396 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Áreas de parque de MG que tiveram pichação em pinturas rupestres serão isoladas para limpeza


A administração do Parque Nacional da Serra do Cipó, na região central de Minas, vai manter áreas da unidade isoladas até que as pichações sobre pinturas rupestres feitas no local sejam removidas pelo IPHAN, Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional. Com o isolamento, uma cachoeira do parque está com acesso proibido.

Desde a notificação das pichações, no começo de maio, a região de acesso às pinturas rupestres está com o acesso bloqueado para preservar o local que será periciado, como explica o chefe da gestão do parque, Gabriel Resende.

Segundo a administração do parque, na próxima semana, o Iphan, integrantes do Laboratório de Ciência da Conservação e do Centro de Conservação e Restauração de Bens Culturais da UFMG farão uma perícia no local do parque violado para realizar a remoção da tinta e restaurar o local.

O caso foi denunciado às Polícia Federal, Polícia Civil de Minas Gerais e Polícia Militar de Meio Ambiente em Lagoa Santa. O padrão das pichações é investigado para tentar identificar os autores do crime. Até agora, ninguém foi localizado e também não se sabe a data em que o crime foi cometido. O parque estuda instalar câmeras de segurança para evitar novos episódios.

As pinturas rupestres mais antigas encontradas no Parque são datadas de 8.500 a 12.000 anos, marcando a região como um importante sítio arqueológico. As primeiras populações que ocuparam a região eram pré-colombianas, coletores e caçadores. Entre os registros estão desenhos de animais e cenas de caça, principalmente nas regiões da Lapa da Sucupira e no Parque Arqueológico Pedra do Sol, que são patrimônios tombados.

O Parque Nacional da Serra do Cipó fica em um território de quatro municípios e ocupa uma área de 31 mil e 600 hectares. É um dos principais destinos de ecoturismo de Minas Gerais, com mais de 60 cachoeiras.


https://cbn.globo.com/belo-horizonte/noticia/2026/05/09/areas-de-parqu e-de-mg-que-teve-pichacao-em-pinturas-rupestres-serao-isoladas-para -limpeza.ghtml-adaptado 
"Entre os registros estão desenhos de animais e cenas de caça, principalmente nas regiões da Lapa da Sucupira e no Parque Arqueológico Pedra do Sol, que são patrimônios tombados."
Com base na concordância verbal, marque com V as afirmativas verdadeiras e com F as falsas.

(__)A forma verbal 'estão' está corretamente flexionada no plural para concordar com o sujeito composto que está posposto ao verbo, 'desenhos de animais e cenas de caça'.
(__)A forma verbal 'estão' está corretamente flexionada no plural para concordar com o sujeito simples, 'os registros', que está na sua posição normal na frase
(__)O vocábulo 'são' está corretamente flexionado no plural para concordar com o sujeito posposto ao verbo, 'patrimônios tombados', que também está flexionado no plural.

Assinale a sequência que preenche corretamente os itens acima, na ordem.
Alternativas
Q4160395 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Áreas de parque de MG que tiveram pichação em pinturas rupestres serão isoladas para limpeza


A administração do Parque Nacional da Serra do Cipó, na região central de Minas, vai manter áreas da unidade isoladas até que as pichações sobre pinturas rupestres feitas no local sejam removidas pelo IPHAN, Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional. Com o isolamento, uma cachoeira do parque está com acesso proibido.

Desde a notificação das pichações, no começo de maio, a região de acesso às pinturas rupestres está com o acesso bloqueado para preservar o local que será periciado, como explica o chefe da gestão do parque, Gabriel Resende.

Segundo a administração do parque, na próxima semana, o Iphan, integrantes do Laboratório de Ciência da Conservação e do Centro de Conservação e Restauração de Bens Culturais da UFMG farão uma perícia no local do parque violado para realizar a remoção da tinta e restaurar o local.

O caso foi denunciado às Polícia Federal, Polícia Civil de Minas Gerais e Polícia Militar de Meio Ambiente em Lagoa Santa. O padrão das pichações é investigado para tentar identificar os autores do crime. Até agora, ninguém foi localizado e também não se sabe a data em que o crime foi cometido. O parque estuda instalar câmeras de segurança para evitar novos episódios.

As pinturas rupestres mais antigas encontradas no Parque são datadas de 8.500 a 12.000 anos, marcando a região como um importante sítio arqueológico. As primeiras populações que ocuparam a região eram pré-colombianas, coletores e caçadores. Entre os registros estão desenhos de animais e cenas de caça, principalmente nas regiões da Lapa da Sucupira e no Parque Arqueológico Pedra do Sol, que são patrimônios tombados.

O Parque Nacional da Serra do Cipó fica em um território de quatro municípios e ocupa uma área de 31 mil e 600 hectares. É um dos principais destinos de ecoturismo de Minas Gerais, com mais de 60 cachoeiras.


https://cbn.globo.com/belo-horizonte/noticia/2026/05/09/areas-de-parqu e-de-mg-que-teve-pichacao-em-pinturas-rupestres-serao-isoladas-para -limpeza.ghtml-adaptado 
"Até agora ninguém foi localizado e também não se sabe a data em que o crime foi cometido",
Assinale a alternativa que apresenta a reescrita correta do segmento 'ninguém foi localizado' para o futuro do pretérito do indicativo na voz passiva, mantendo a mesma estrutura sintática e o mesmo sentido do trecho original.
Alternativas
Respostas
141: A
142: C
143: A
144: A
145: D
146: C
147: C
148: D
149: D
150: D
151: A
152: B
153: A
154: B
155: B
156: A
157: B
158: E
159: D
160: C