Questões de Concurso Comentadas sobre morfologia - verbos em português

Foram encontradas 11.236 questões

Q3437703 Português
Contador é achado morto pela família, com ferimentos no rosto e peito,
em casa de alto padrão em SP; Polícia investiga homicídio

        Um contador foi encontrado morto pela família, na manhã de quinta‑feira (16), na casa de alto padrão onde ele morava, na Zona Norte de São Paulo. Leandro Trusko Machado foi achado no corredor da residência, com ferimentos no rosto e no peito. A suspeita é de que ele tenha sido baleado. Aparentemente nenhum pertence da vítima foi levado.

        A Polícia Civil investiga o caso, que foi registrado como homicídio no 13º Distrito Policial (DP), Casa Verde. A investigação será feita pelo Departamento Estadual de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP). Até a última atualização desta reportagem nenhum suspeito pelo crime havia sido identificado ou preso. A arma do crime não foi encontrada, mas havia marca de disparo numa parede.

        Segundo a Secretaria da Segurança Pública (SSP), como os parentes de Leandro contaram à polícia, resolveram ir até o imóvel depois que o contador parou de responder as mensagens. Ele foi encontrado pela mãe e pelo irmão. Ambos tentaram fazer manobras de socorro para reanimá‑lo, mas quando o Corpo de Bombeiros chegou ao local constatou o óbito dele.

        A investigação irá buscar câmeras do imóvel e da vizinhança, que possam ter gravado a entrada e saída de algum suspeito do assassinato de Leandro. A residência dele fica na Rua Locarno, no bairro Jardim Leonor Mendes de Barro. Em princípio, o sistema de segurança da casa estaria desligado no momento do crime em razão da falta de energia na região.

       “Foi solicitada perícia ao local, bem como exames necroscópico, toxicológico, sexológico e de material genético. As investigações prosseguem para esclarecer os fatos”, informa trecho da nota divulgada pela pasta da Segurança, por meio de sua assessoria de imprensa.

        O celular da vítima foi apreendido para análise. O DHPP também ouvirá os depoimentos dos parentes e eventuais testemunhas.

        Vizinhos contaram aos policiais que viram ao menos dois homens suspeitos passando pelo local num carro Hyundai HB20. De acordo com eles, a dupla havia entrado num terreno vizinho à casa de Leandro e o veículo tinha se envolvido num acidente numa rua próxima.

        A reportagem não conseguiu localizar parentes de Leandro para comentar o assunto.

Internet:<www.g1.globo.com>  (com adaptações).

Com base no texto, julgue o item a seguir. 


No período “Em princípio, o sistema de segurança da casa estaria desligado no momento do crime em razão da falta de energia na região.”, a forma verbal “estaria”, conjugada no futuro do pretérito, indica que não há certeza sobre a afirmação.

Alternativas
Q3437697 Português
Contador é achado morto pela família, com ferimentos no rosto e peito,
em casa de alto padrão em SP; Polícia investiga homicídio

        Um contador foi encontrado morto pela família, na manhã de quinta‑feira (16), na casa de alto padrão onde ele morava, na Zona Norte de São Paulo. Leandro Trusko Machado foi achado no corredor da residência, com ferimentos no rosto e no peito. A suspeita é de que ele tenha sido baleado. Aparentemente nenhum pertence da vítima foi levado.

        A Polícia Civil investiga o caso, que foi registrado como homicídio no 13º Distrito Policial (DP), Casa Verde. A investigação será feita pelo Departamento Estadual de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP). Até a última atualização desta reportagem nenhum suspeito pelo crime havia sido identificado ou preso. A arma do crime não foi encontrada, mas havia marca de disparo numa parede.

        Segundo a Secretaria da Segurança Pública (SSP), como os parentes de Leandro contaram à polícia, resolveram ir até o imóvel depois que o contador parou de responder as mensagens. Ele foi encontrado pela mãe e pelo irmão. Ambos tentaram fazer manobras de socorro para reanimá‑lo, mas quando o Corpo de Bombeiros chegou ao local constatou o óbito dele.

        A investigação irá buscar câmeras do imóvel e da vizinhança, que possam ter gravado a entrada e saída de algum suspeito do assassinato de Leandro. A residência dele fica na Rua Locarno, no bairro Jardim Leonor Mendes de Barro. Em princípio, o sistema de segurança da casa estaria desligado no momento do crime em razão da falta de energia na região.

       “Foi solicitada perícia ao local, bem como exames necroscópico, toxicológico, sexológico e de material genético. As investigações prosseguem para esclarecer os fatos”, informa trecho da nota divulgada pela pasta da Segurança, por meio de sua assessoria de imprensa.

        O celular da vítima foi apreendido para análise. O DHPP também ouvirá os depoimentos dos parentes e eventuais testemunhas.

        Vizinhos contaram aos policiais que viram ao menos dois homens suspeitos passando pelo local num carro Hyundai HB20. De acordo com eles, a dupla havia entrado num terreno vizinho à casa de Leandro e o veículo tinha se envolvido num acidente numa rua próxima.

        A reportagem não conseguiu localizar parentes de Leandro para comentar o assunto.

Internet:<www.g1.globo.com>  (com adaptações).

Com base no texto, julgue o item a seguir. 


A locução verbal “havia sido identificado” é forma de pretérito imperfeito do indicativo, já que se refere a um evento contínuo no passado.

Alternativas
Q3437200 Português
    O atual modelo de estrutura previdenciária brasileira teve sua origem no fim do século XIX. Quando o chanceler alemão, Otto Von Bismarck, sob a necessidade de gerar um aumento na produtividade no país e ao mesmo tempo sofrendo pressão da classe trabalhadora por uma maior política de seguridade, ordenou a criação de um programa de seguridade social para que os trabalhadores com mais de 70 anos se retirassem de suas funções e fossem substituídos por trabalhadores mais jovens. Os trabalhadores retirados de suas funções, para que pudessem ter renda, receberiam uma pensão do estado como gratificação pelos serviços prestados(Felix, 2012).

    O modelo alemão, no entanto, não foi aceito pelos países de imediato. Com o fim da Segunda Guerra Mundial, houve uma maior atenção direcionada aos idosos e pessoas que possuíam invalidez. Mesmo havendo características únicas em cada país, o modelo predominante nos países desenvolvidos era o de uma contribuição do trabalhador para um fundo de previdência durante sua carreira trabalhista para que na terceira idade o próprio trabalhador recebesse a bonificação vitalícia (Ferreira, 2007).

    Atualmente, destacam-se dois modelos de regimes previdenciários. No sistema de repartição existe o chamado princípio de solidariedade. Nesse modelo, a classe trabalhadora ativa contribui para os beneficiados que estão atualmente aposentados na esperança de que, quando estiver com mais idade, obterá o mesmo benefício de aposentadoria. Já no modelo de Capitalização, o trabalhador acumula recursos para sua própria aposentadoria (Rocha, 2008). [...]

   O modelo de repartição é amplamente utilizado em previdências públicas pelo mundo e principalmente nas últimas décadas vem sofrendo mudanças constantemente para se adequar aos novos conformes demográficos (Najberg e Ikeda, 1999). [...]

   Segundo a Constituição Federal de 1988, cap. II, art. 201, p. 120, “a previdência social será organizada sob a forma do Regime Geral de Previdência Social, de caráter contributivo e de filiação obrigatória, observados critérios que preservem o equilíbrio financeiro e atuarial [...]” (Brasil, 1988). Em 1900, o Brasil possuía uma expectativa de vida de apenas 30 anos. Enquanto em 2000 a expectativa era de 73 anos. Significando que em 100 anos o tempo médio de vida mais que dobrou no país e ainda não se atingiu a fase final do processo de transição demográfica (Alves, 2014). [...]

(DANTAS, Fabiano da Costa et al. Estrutura e Sustentabilidade do Sistema Previdenciário Brasileiro: uma avaliação sistemática a partir da transição demográfica. Revista Brasileira de Previdência, [S.l.], v. 16, n. 1, p. 74-101, fev. 2025. Fragmento.)
Sobre a forma verbal destacada em “Com o fim da Segunda Guerra Mundial, houve uma maior atenção direcionada aos idosos e pessoas que possuíam invalidez.” (2º§), pode-se afirmar que:
Alternativas
Q3437196 Português
    O atual modelo de estrutura previdenciária brasileira teve sua origem no fim do século XIX. Quando o chanceler alemão, Otto Von Bismarck, sob a necessidade de gerar um aumento na produtividade no país e ao mesmo tempo sofrendo pressão da classe trabalhadora por uma maior política de seguridade, ordenou a criação de um programa de seguridade social para que os trabalhadores com mais de 70 anos se retirassem de suas funções e fossem substituídos por trabalhadores mais jovens. Os trabalhadores retirados de suas funções, para que pudessem ter renda, receberiam uma pensão do estado como gratificação pelos serviços prestados(Felix, 2012).

    O modelo alemão, no entanto, não foi aceito pelos países de imediato. Com o fim da Segunda Guerra Mundial, houve uma maior atenção direcionada aos idosos e pessoas que possuíam invalidez. Mesmo havendo características únicas em cada país, o modelo predominante nos países desenvolvidos era o de uma contribuição do trabalhador para um fundo de previdência durante sua carreira trabalhista para que na terceira idade o próprio trabalhador recebesse a bonificação vitalícia (Ferreira, 2007).

    Atualmente, destacam-se dois modelos de regimes previdenciários. No sistema de repartição existe o chamado princípio de solidariedade. Nesse modelo, a classe trabalhadora ativa contribui para os beneficiados que estão atualmente aposentados na esperança de que, quando estiver com mais idade, obterá o mesmo benefício de aposentadoria. Já no modelo de Capitalização, o trabalhador acumula recursos para sua própria aposentadoria (Rocha, 2008). [...]

   O modelo de repartição é amplamente utilizado em previdências públicas pelo mundo e principalmente nas últimas décadas vem sofrendo mudanças constantemente para se adequar aos novos conformes demográficos (Najberg e Ikeda, 1999). [...]

   Segundo a Constituição Federal de 1988, cap. II, art. 201, p. 120, “a previdência social será organizada sob a forma do Regime Geral de Previdência Social, de caráter contributivo e de filiação obrigatória, observados critérios que preservem o equilíbrio financeiro e atuarial [...]” (Brasil, 1988). Em 1900, o Brasil possuía uma expectativa de vida de apenas 30 anos. Enquanto em 2000 a expectativa era de 73 anos. Significando que em 100 anos o tempo médio de vida mais que dobrou no país e ainda não se atingiu a fase final do processo de transição demográfica (Alves, 2014). [...]

(DANTAS, Fabiano da Costa et al. Estrutura e Sustentabilidade do Sistema Previdenciário Brasileiro: uma avaliação sistemática a partir da transição demográfica. Revista Brasileira de Previdência, [S.l.], v. 16, n. 1, p. 74-101, fev. 2025. Fragmento.)
No trecho destacado a seguir “Os trabalhadores retirados de suas funções, para que pudessem ter renda, receberiam uma pensão do estado como gratificação pelos serviços prestados (Felix, 2012).” (1º§), é possível afirmar que:
Alternativas
Q3435926 Português
No trecho “o mau uso dos recursos coesivos pode provocar ambiguidades e prolixidade”, a forma verbal “pode” concorda com 
Alternativas
Q3435900 Português
Leia o texto a seguir para responder a questão.

O Paradoxo do Lucro e da Responsabilidade Social

        Vivemos em um sistema no qual os números financeiros falam mais alto que os RGs. Em empresas, movidas pelo lucro, as decisões são pautadas por balanços financeiros, não por histórias individuais. Os resultados vêm antes das pessoas, e o CPF do funcionário ou do cliente torna-se um detalhe secundário diante das metas estabelecidas. O que importa é o crescimento, a rentabilidade, a expansão.

        No entanto, há um paradoxo. Apesar da frieza dos números, muitas empresas investem em programas sociais. Isso pode parecer contraditório, mas faz parte de uma lógica bem definida: ao criar iniciativas voltadas para a sociedade, a empresa melhora sua imagem e, consequentemente, atrai mais consumidores e investidores. O compromisso social, em muitos casos, não é um ato de altruísmo puro, mas uma estratégia bem calculada.

        A ironia está em como essas mesmas organizações justificam suas ações: dizem ter um olhar social aguçado, mesmo considerando os números mais importantes do que os CPFs. Isso nos leva a questionar até que ponto há um verdadeiro interesse pelo bemestar coletivo ou apenas uma adaptação às exigências do mercado. O capitalismo exige lucro, mas também compreende que a sociedade valoriza empresas que demonstram algum compromisso social.

        O mais paradoxal dos paradoxos é que não estaríamos discutindo nada disso não fora o próprio capitalismo. Afinal, as ações sociais, as melhorias na qualidade de vida, o progresso e os avanços tecnológicos são, em grande parte, frutos desse sistema tão criticado. Governos não produzem riquezas por si só, mas as administram — e, sem um setor produtivo dinâmico, não haveria recursos para investimentos sociais.

        Além disso, não há como negar que a Natureza, o Planeta nos deu tudo que temos e nos dá tudo de que precisamos. Porém, tudo, que é de todos, está lá na forma bruta, precisa ser alcançado, trabalhado, modificado e pronto para servir-nos. A questão é: quem “de coração” se prontifica a ir lá..., retirar e transformar para o bem comum? Quem exerceria esse “lindo” papel?

        No fim das contas, a aparente contradição do capitalismo não é um defeito, mas sim um reflexo de sua natureza adaptativa. Ele equilibra interesses individuais e coletivos, impulsionando inovação, progresso e crescimento. Se há desafios e desigualdades, também há oportunidades e transformações que só ocorrem porque alguém decidiu agir, produzir e transformar. No fim, a engrenagem do sistema não gira apenas pelo lucro, mas também pela necessidade constante de reinventar-se e responder às demandas sociais.

(by: results economy).
No trecho “O mais paradoxal dos paradoxos é que não estaríamos discutindo nada disso não fora o próprio capitalismo”, o uso do pretérito mais-que-perfeito, em vez do subjuntivo, só é possível porque a frase expressa uma relação de
Alternativas
Q3435846 Português
“Construíste ilusões nessa tua relação amorosa”. O verbo destacado classifica-se em tempo e modo do: 
Alternativas
Q3433574 Português
Evidencie a alternativa onde temos um verbo no tempo passado. 
Alternativas
Q3433573 Português
Indique a alternativa onde temos um verbo no tempo futuro. 
Alternativas
Q3429708 Português

Leia o Texto 3 para responder à questão.


Texto 3  


Furto de flor


Carlos Drummond de Andrade


Furtei uma flor daquele jardim. O porteiro do edifício cochilava e eu furtei a flor. Trouxe-a para casa e coloquei-a no copo com água. Logo senti que ela não estava feliz. O copo destina-se a beber, e flor não é para ser bebida.

Passei-a para o vaso, e notei que ela me agradecia, revelando melhor sua delicada composição. Quantas novidades há numa flor, se a contemplarmos bem. Sendo autor do furto, eu assumira a obrigação de conservá-la. Renovei a água do vaso, mas a flor empalidecia. Temi por sua vida. Não adiantava restituí-la ao jardim. Nem apelar para o médico das flores. Eu a furtara, eu a via morrer.

Já murcha, e com a cor particular da morte, peguei-a docemente e fui depositá-la no jardim onde desabrochara. O porteiro estava atento e repreendeu-me:

– Que ideia a sua, vir jogar lixo de sua casa neste jardim!



ANDRADE, Carlos Drummond de. Contos plausíveis. Rio de Janeiro: José Olympio, 1985. p. 80.

No período “Sendo autor do furto, eu assumira a obrigação de conservá-la.”, a forma verbal “assumira” está flexionada no
Alternativas
Q3429704 Português

Leia o Texto 2 para responder à questão.


Texto 2


Por que no Brasil dizemos “achados e perdidos”, e não “perdidos e achados”, como em Portugal?


Marcelo Duarte


Por que no Brasil dizemos “achados e perdidos”, e não “perdidos e achados”, como em Portugal? Você precisa ter perdido alguma coisa para que alguém tenha achado, certo? É assim que os americanos também chamam: “lost and found” (perdido e achado).

Há alguns poucos relatos de que esse sistema de achados e perdidos teria nascido na Grécia há cerca de 3.500 anos. Mas o que se sabe é que ele foi descrito pela primeira vez no Japão, no ano de 718. O primeiro escritório de achados e perdidos realmente organizado foi inaugurado em Paris no ano de 1805.

O imperador francês Napoleão Bonaparte ordenou que fosse aberto um local para guardar todos os objetos encontrados nas ruas da capital francesa. Eram cerca de 10 mil ao ano. Só que havia tanta burocracia para retirar os objetos de lá que a maioria desistia. Em 13 de outubro de 1893, Louis Lépine, uma espécie de chefe da polícia, mudou as regras e até organizou uma equipe de investigadores para ir atrás dos proprietários de objetos perdidos. Com essa novidade, um quarto dos objetos perdidos reencontrou seus donos.

Voltemos à primeira pergunta: por que no Brasil dizemos “achados e perdidos”? Não existe registro do motivo da inversão.

A única lógica que vejo foi que pensaram assim: primeiro alguém achou o que outro perdeu para então devolvê-lo.



Disponível em: <https://www.guiadoscuriosos.com.br/cultura-eentretenimento/por-que-no-brasil-dizemos-achados-e-perdidos-e-nao-perdidose-achados-como-em-portugal/>. Acesso em: 10 jan. 2024.

No período “Voltemos à primeira pergunta: por que no Brasil dizemos ‘achados e perdidos’?”, a forma verbal “voltemos” indica a ideia de
Alternativas
Q3426821 Português
DESPEDIDA
Rubem Braga

         E no meio dessa confusão alguém partiu sem se despedir; foi triste. Se houvesse uma despedida talvez fosse mais triste, talvez tenha sido melhor assim, uma separação como às vezes acontece em um baile de carnaval — uma pessoa se perde da outra, procura-a por um instante e depois adere a qualquer cordão. É melhor para os amantes pensar que a última vez que se encontraram se amaram muito — depois apenas aconteceu que não se encontraram mais. Eles não se despediram, a vida é que os despediu, cada um para seu lado — sem glória nem humilhação.

         Creio que será permitido guardar uma leve tristeza, e também uma lembrança boa; que não será proibido confessar que às vezes se tem saudades; nem será odioso dizer que a separação ao mesmo tempo nos traz um inexplicável sentimento de alívio, e de sossego; e um indefinível remorso; e um recôndito despeito.

         E que houve momentos perfeitos que passaram, mas não se perderam, porque ficaram em nossa vida; que a lembrança deles nos faz sentir maior a nossa solidão; mas que essa solidão ficou menos infeliz: que importa que uma estrela já esteja morta se ela ainda brilha no fundo de nossa noite e de nosso confuso sonho?

         Talvez não mereçamos imaginar que haverá outros verões; se eles vierem, nós os receberemos obedientes como as cigarras e as paineiras — com flores e cantos. O inverno — te lembras — nos maltratou; não havia flores, não havia mar, e fomos sacudidos de um lado para outro como dois bonecos na mão de um titeriteiro inábil.

         Ah, talvez valesse a pena dizer que houve um telefonema que não pôde haver; entretanto, é possível que não adiantasse nada. Para que explicações? Esqueçamos as pequenas coisas mortificantes; o silêncio torna tudo menos penoso; lembremos apenas as coisas douradas e digamos apenas a pequena palavra: adeus.

         A pequena palavra que se alonga como um canto de cigarra perdido numa tarde de domingo.

FONTE:: https://www.pensador.com/cronicas_de_rubem_braga/
Em “Talvez não mereçamos imaginar que haverá outros verões”, a forma verbal em destaque: 
Alternativas
Q3426755 Português
Leia o Texto III e responda à questão.


Texto III


Quanto tempo de atividade física você deve fazer?


Crianças de até 1 ano: pelo menos 30 minutos por dia de barriga para baixo (posição de bruços), podendo ser distribuídos ao longo do dia. As crianças com qualquer deficiência devem ser estimuladas dentro das suas potencialidades desde as primeiras fases de vida.

Crianças de 1 a 2 anos: pelo menos 3 horas por dia de atividades físicas de qualquer intensidade, podendo ser distribuídas ao longo do dia.

Crianças de 3 a 5 anos: pelo menos 3 horas por dia de atividades físicas de qualquer intensidade, sendo, no mínimo, 1 hora de intensidade moderada a vigorosa que pode ser acumulada ao longo do dia.

Para crianças e jovens de 6 a 17 anos: você deve praticar 60 minutos ou mais atividade física por dia. Dê preferência para aquelas de intensidade moderada. Como parte desses 60 minutos ou mais por dia, inclua em pelo menos 3 dias na semana atividades de fortalecimento dos músculos e ossos, como saltar, puxar, empurrar ou praticar esportes.

Adultos: você deve realizar pelo menos 150 minutos de atividade física moderada ao longo da semana ou pelo menos 75 minutos de atividade vigorosa, ou uma combinação equivalente. Atividades de fortalecimento muscular devem ser realizadas envolvendo os principais grupos musculares em dois ou mais dias da semana.

Idosos: a partir dessa idade, a recomendação é a mesma dos adultos. Adicionalmente, aqueles com mobilidade reduzida devem fazer atividade física para melhorar o equilíbrio e evitar quedas, três ou mais dias na semana.


Fonte: BRASIL. Guia de atividade física para a população brasileira. Brasília: Ministério da Saúde, 2021. p. 45. Disponível em: <https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/guia_atividade_fisica_populacao_brasileira.pdf>. Adaptado. Acesso em: 23 out. 2024.
Analise as assertivas que seguem a respeito da concordância verbal observada no fragmento: “aqueles com mobilidade reduzida devem fazer atividade física para melhorar o equilíbrio e evitar quedas”.

I- A palavra “devem” está no plural para concordar com “mobilidade reduzida”.
II- A palavra “devem” pode ser substituída por “deve”.
III- A palavra “devem” está no plural para concordar com “aqueles”.

É CORRETO o que se afirma em:
Alternativas
Q3426744 Português
Leia o Texto I e responda à questão.

Texto I

OS INVISÍVEIS DO BRASIL

A falta de registro civil continua a ser um obstáculo à cidadania e ao acesso a direitos fundamentais para quase três milhões de brasileiros que vivem à margem da sociedade


     Em um País que se orgulha de sua democracia e diversidade, é alarmante saber que, em pleno século XXI, milhões de brasileiros permanecem invisíveis. Sem uma certidão de nascimento, uma pessoa não possui nome, sobrenome ou nacionalidade, tornando-se um espectro na sociedade. Esse documento, que deveria ser um direito básico, é a chave para a cidadania, permitindo o acesso à educação, saúde, casamento civil e programas sociais. No entanto, dados do Censo 2022 revelam que mais de 2,7 milhões de pessoas não possuem nenhum tipo de documento de identificação civil, evidenciando que a cidadania no Brasil é um privilégio reservado a poucos.

     Esse cenário é especialmente preocupante entre as populações mais vulneráveis. De acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em 2022 havia mais de 87 mil crianças de até cinco anos sem registro civil. Embora tenha havido uma queda em relação a 2010, a subnotificação ainda é alarmante, especialmente entre povos indígenas na Amazônia Legal. A região Norte tem a maior proporção de casos sem registro, com mais de 86% da população com até cinco anos sem registro. Em plena era globalizada, o Brasil ainda enfrenta uma questão que deveria ter sido superada: a inclusão de todos os cidadãos no sistema civil. As desigualdades regionais são alarmantes; enquanto no Sul apenas 0,28% da população geral está sem registro, no Norte esse número salta para 7,5%. A importância deste se torna ainda mais evidente em contextos críticos, como a pandemia de COVID-19, em que a ausência de identificação dificultou o acesso à vacinação, expondo essa população a riscos ainda maiores.


Fonte: OS INVISÍVEIS. Isto É, Comportamento/saúde, 22 ago. 2024. Disponível em: <https://www.pressreader.com/brazil/isto-e/20240822/page/38/textview>.Acesso em: 24 out. 2024.Adaptado.  
Considere o fragmento “o Brasil ainda enfrenta uma questão que deveria ter sido superada: a inclusão de todos os cidadãos no sistema civil” para avaliar as assertivas que seguem.

I- O verbo “enfrenta” está no singular para concordar com “o Brasil”.
II- O verbo “enfrenta” está no plural para concordar com “cidadãos”.
III- A forma “enfrenta” não poderia ser substituída pela forma “enfrentam”.

É CORRETO o que se afirma em:
Alternativas
Q3426312 Português

Leia o texto para responder à questão.


O Sobrado



Que pessoa estranha, dona Rosalina. Ela o deixava desconcertado não apenas pela ambivalência de sua conduta mas pelo mistério mesmo do seu ser. Como é que uma pessoa era assim? Ele não entendia, por mais que verrumasse1 a cabeça não conseguia entender. Ela lhe dava a impressão de duas numa só: quando ele pensava conhecer uma, via que se enganara, era outra que estava falando. Às vezes mais de uma, tão imprevista nos modos, nos jeitos de parecer. Um ajuntamento confuso de Rosalinas numa só Rosalina.


 Ele passava horas ouvindo dona Rosalina, vendo-lhe os mínimos gestos, o mais leve movimento dos lábios e dos olhos. Via-a de todas as posições, seguia-lhe os passos, e ela nunca parecia ser uma, a mesma pessoa. E depois, no quarto, procurava botar em ordem as ideias, compor com os fiapos que pegava no ar uma só figura de dona Rosalina: uma dona Rosalina impossível de ser. Na rua não pensava em dona Rosalina, se esquecia inteiramente dela. Aprendeu que, por mais que perguntassem, não podia falar nunca naquela mulher tão sozinha. Sua boca devia ser por vontade calada, como era por desígnio de Deus a boca de Quiquina. Se às vezes na rua lhe assaltava a lembrança de dona Rosalina, afastava-a ligeiro, porque, distante, a sua figura ganhava em estranheza e cores sombrias. E ele queria o ar puro da rua, a claridade do dia, onde as horas passavam, a vida era o comum da vida da gente, sem nenhum outro mistério e sobressalto senão o mistério mesmo de existir. O sobrado era o túmulo, as voçorocas2 , as veredas sombrias.


(Autran Dourado. Ópera dos Mortos)


1refletisse

2escavações no solo ou em rocha decomposta causadas por erosão do lençol de escoamento de águas pluviais

Considerando-se o sentido do texto e a norma-padrão de flexão verbal e de colocação pronominal, as passagens destacadas em – ... quando ele pensava conhecer uma, via que se enganara... (1º parágrafo) – e – Na rua não pensava em dona Rosalina, se esquecia inteiramente dela. (2º parágrafo) –, admitem as seguintes reescritas:
Alternativas
Q3422966 Português
Determine a alternativa onde temos um verbo no tempo passado. 
Alternativas
Q3422965 Português
Identifique a alternativa onde temos um verbo no tempo futuro. 
Alternativas
Q3421759 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

Tio e tia da mangueira

Durante o Carnaval em Belo Horizonte, é impossível evitar a folia. Com 581 blocos, qualquer tentativa de rotina se dissolvia no samba. O casal protagonista, com uma década de Carnavais juntos, relembra as fantasias e testes de relacionamento que enfrentaram, enquanto conviviam com a massa de foliões solteiros e apaixonados.

Uma tradição era implorar aos moradores, os "tios e tias", para jogarem água com a mangueira, aliviando o calor e dando energia para continuar na festa.

No entanto, este ano, o casal enfrentou uma transformação inesperada. Após momentos introspectivos, lidando com perdas familiares, foram surpreendidos pela multidão em sua própria rua, pedindo água.

Perceberam que agora eram eles os "tios e tias da mangueira", abraçando o papel com risos e nostalgia. Ao molhar a multidão do alto, sentiam-se em um "camarote vip da maturidade", celebrando sua união e o envelhecimento compartilhado.

Fabrício Carpinejar - Texto Adaptado

https://www.otempo.com.br/opiniao/fabricio-carpinejar/tio-e-tia-da-mang ueira-1.3330920
No texto "Tio e tia da mangueira," analise o uso do verbo e sua concordância nos trechos abaixo:

Trecho 1: "Qualquer tentativa de rotina se dissolvia no samba."
Trecho 2: "O casal protagonista [...] enfrentaram fantasias e testes de relacionamento."

Sobre os casos de concordância verbal, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q3420739 Português

Leia a tira a seguir para responder à questão: 



1.png (701×269)

Assinale a alternativa que atende à norma-padrão de concordância verbal e de flexão verbal. 
Alternativas
Q3418156 Português

Analise o texto e responda à questão.


Cientistas identificam mecanismo do cérebro que pode nos ajudar a superar o medo


No futuro, descobertas como essa podem ajudar a desenvolver tratamentos para fobias, ansiedade e estresse pós-traumático. Entenda.



    O coração acelera. Os músculos contraem. Você começa a sentir arrepios e a necessidade de respirar cada vez mais rápido. Não tem jeito: o medo se instaurou. 

    Tudo isso é cortesia, sobretudo, da adrenalina e do cortisol, hormônios liberados em doses cavalares ao menor sinal de ameaça. O medo é uma reação de sobrevivência que nos acompanha desde os primórdios. Quando nossos antepassados neandertais precisavam escapar de algum animal, era necessário que tivessem energia suficiente para se salvarem. No momento em que o pavor é sentido, o sangue, cheio de glicose, flui do coração para os membros para que seja possível lutar – ou fugir.

    Apesar do benefício evolutivo, muitos medos acabam atrapalhando nosso dia a dia atualmente (a não ser que fugir de grandes felinos faça parte da sua rotina). Por exemplo, para quem vive no meio da cidade de São Paulo, medo de grandes estrondos impossibilita uma vida normal.

    “Os humanos nascem com reações instintivas de medo, como respostas a ruídos altos ou objetos que se aproximam rapidamente”, escreve Sara Mederos, pesquisadora associada do Hofer Lab. “No entanto, podemos anular essas respostas instintivas por meio da experiência – como crianças aprendendo a gostar de fogos de artifício em vez de temer seus estrondos altos.” [...]

    Desaprendendo a ter medo 

    Junto de pesquisadores da Sainsbury Wellcome Centre (SWC) da University College de Londres, Mederos analisou a resposta de camundongos quando apresentados a uma sombra em expansão em cima de suas cabeças, que simulava a aproximação de um predador aéreo.

    Inicialmente, os bichinhos corriam para se esconder em um abrigo – mas, depois de algumas rodadas de teste que não apresentavam nenhum perigo, os ratos aprenderam a manter a calma em vez de fugir. Essa reação criou o modelo que os cientistas usaram para estudar as fases de supressão de medos.

    A hipótese da equipe era que um cantinho do cérebro, chamado núcleo geniculado ventrolateral (vLGN), era responsável por essa superação. Estudos anteriores mostravam como essa área conseguia rastrear o conhecimento de experiências antigas de ameaça e suprimir reações de medo. Sabendo disso, os cientistas buscaram descobrir se essa via neural também tinha a função de desaprender o medo de uma ameaça.[...]



(Disponível em: https://super.abril.com.br/ciencia/cientistasidentificam-mecanismo-do-cerebro-que-pode-nos-ajuda-asuperar-o-medo/. Acesso em 12/02/2025. Adaptado) 

O emprego da forma verbal “faça”, no terceiro parágrafo, reforça, no comentário acessório entre parênteses, o sentido: 
Alternativas
Respostas
1461: C
1462: E
1463: A
1464: A
1465: B
1466: B
1467: B
1468: D
1469: A
1470: D
1471: D
1472: A
1473: D
1474: E
1475: E
1476: B
1477: B
1478: A
1479: C
1480: D