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Questões de Concurso Comentadas sobre morfologia - verbos em português

Questões Discursivas

Foram encontradas 11.466 questões

Q3907129 Português

“É pela linguagem que nossas vivências e experiências se convertem em conhecimento. É por ela que construímos nossos mundos, ampliando significados que conseguimos dar às palavras e aos conceitos, ao mesmo tempo que introduzimos novas palavras e conceitos novos a partir da vivência de diferentes fenômenos e experiências.”


Roque Moraes



O primeiro período do texto, acima, poderia ser reescrito CORRETAMENTE na alternativa:

Alternativas
Q3905912 Português

“Durante milhares de anos, e até hoje, grande parte das civilizações respondeu a essas perguntas tendo por base suas percepções religiosas do mundo. Gregos, hindus, vikings, judeus, entre outros, acreditam que o ser humano surgiu a partir da criação de uma divindade, ou de várias divindades. Essas explicações se inserem no que se convencionou chamar de criacionismo, a explicação de que o ser humano foi criado em algum momento por uma divindade.”


Disponível em: https://www.historiadomundo.com. br (adaptado)


As formas verbais “respondeu” e “convencionou” foram conjugados no: 

Alternativas
Q3905266 Português

Respeito começa no atendimento: capacitação sobre cidadania e combate à discriminação orienta servidores em MS. 


Servidores públicos estaduais e trabalhadores terceirizados da administração pública participaram, nos dias 20 a 23 de janeiro, da capacitação "Sensibilização e combate às diversas formas de discriminação no ambiente de trabalho", promovida pela SEC (Secretaria de Estado da Cidadania). A formação integra a categoria Direitos e Cidadania e tem como objetivo fortalecer uma atuação institucional baseada no respeito, na equidade e na valorização das diferenças, qualificando o atendimento prestado à população.


A atualização é composta por vídeos gravados pelos subsecretários de Políticas Públicas para Promoção da Igualdade Racial, Pessoa Idosa, Mulheres, Pessoa com Deficiência, LGBTQIA+ e Povos Originários, e já havia sido ofertada anteriormente de forma online em repartições públicas do Estado. Agora, a capacitação passa a ocorrer também de forma presencial.


A abertura, realizada na última terça-feira (20), na SEC, foi conduzida pelo secretário-adjunto da Cidadania, José Francisco Sarmento, que destacou a importância de compreender a diversidade como um princípio essencial do serviço público. "O primeiro contato que o cidadão tem com o Estado, muitas vezes, acontece no atendimento. É ali que se forma a primeira impressão sobre o poder público", afirmou.


Segundo Sarmento, o desafio do serviço público é reconhecer que a sociedade é plural e marcada por diferentes histórias e vivências. "Nós precisamos atender as pessoas como elas são, respeitando suas diferenças, independentemente da cor da pele, do gênero, da deficiência ou de qualquer outra condição. O nosso compromisso é não deixar ninguém para trás", ressaltou.


Entre os participantes presentes, a servidora Adrieli Costa de Oliveira Lopes, assessora da Procuradoria-Geral do Estado (PGE) e lotada na Coordenadoria Jurídica do Instituto de Meio Ambiente, avaliou a iniciativa como fundamental para o cotidiano institucional. "A capacitação é excelente porque nos atualiza e nos chama para um processo de reflexão sobre respeito, diferenças, direitos e dignidade, temas muito presentes no nosso dia a dia, especialmente no campo jurídico", afirmou.


Ela também destacou a importância de que a formação seja replicada nos próprios órgãos. "No meio jurídico, lidamos diretamente com dores e situações de desrespeito, por isso é essencial que as legislações sejam respeitadas e cumpridas", completou.


Já a servidora Silvana Giovanoni, do centro estadual que acompanha estudantes com autismo matriculados na rede estadual de ensino, reforçou a relevância do debate sobre deficiência nos ambientes de trabalho. "Essas questões estão cada vez mais presentes não só na educação, mas também nos ambientes profissionais. Compreender as diferentes formas de comunicação e interação é fundamental para promover inclusão", destacou.



https://www.ms.gov.br/noticias/respeito-comeca-no-atendimento-capaci tacao-sobre-cidadania-e-combate-a-discriminacao-orienta-servidores-e m-ms fragmento 

"A atualização é composta por vídeos gravados pelos subsecretários de Políticas Públicas para Promoção da Igualdade Racial, Pessoa Idosa, Mulheres, Pessoa com Deficiência, LGBTQIA+ e Povos Originários, e já havia sido ofertada anteriormente de forma online em repartições públicas do Estado."


Considerando as regras de concordância verbal e nominal, marque com V as afirmativas verdadeiras ou com F as falsas.


(__)O verbo 'ser' está no singular para concordar com o sujeito simples expresso na oração. Todavia, em outros contextos, esse verbo também pode se acomodar à flexão do predicativo, como em "Cinquenta reais é pouco para as despesas de abastecimento de água".

(__)O verbo 'haver', nesse contexto, apresenta sujeito expresso na oração, devendo flexionar-se caso esse sujeito seja flexionado no plural.

(__)O termo 'ofertada' encontra-se flexionada no feminino, estabelecendo concordância com o substantivo 'forma'.

(__)O verbo 'haver' é impessoal e, por isso, deve permanecer no singular, já que não apresenta sujeito expresso na oração.



A sequência que preenche corretamente os itens acima, de cima para baixo, é: 

Alternativas
Q3905018 Português
Como nosso corpo sofre (e se adapta) em uma onda de calor
Giulia Granchi
Da BBC News Brasil em Londres


    O Brasil enfrenta uma nova onda de calor, com temperaturas cerca de 5ºC acima da média. O cenário fez com que o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitisse um alerta vermelho.

    O alerta vermelho, que é válido até a próxima segundafeira (29/12), é o maior grau entre os três avisos emitidos pelo instituto: amarelo, para perigo potencial; laranja, para perigo; e vermelho, para grande perigo. Os Estados do Rio de Janeiro e São Paulo estão totalmente incluídos no alerta vermelho, além da região norte do Paraná, compreendendo as áreas de Londrina e Curitiba; o sul de Minas Gerais, englobando Uberaba, Varginha e Juiz de Fora; o leste do Mato Grosso do Sul, incluindo Três Lagoas; e o sul do Espírito Santo, na área de Cachoeiro de Itapemirim.

    Pelo segundo dia seguido na sexta-feira (26/12), a cidade São Paulo registrou recorde de calor para o mês de dezembro ao atingir 36,2ºC. O Estado do Rio de Janeiro registrou, nos últimos dias, mais de 2 mil atendimentos de pessoas passando mal por conta do calor em postos de saúde. Somente na capital fluminense, foram mais de 1 mil atendimentos entre os dias 23, 24 e 25 de dezembro, segundo a Secretaria Municipal de Saúde do Rio de Janeiro.

    Embora algumas regiões do Brasil frequentemente experimentem altas temperaturas e os brasileiros estejam geralmente mais adaptados ao calor em comparação com populações de países europeus, a situação é particularmente perigosa devido à sua extrema intensidade. Estar exposto — especialmente nos horários de pico do calor, entre 12h e 16h — pode causar alterações no organismo que oferecem risco à saúde, principalmente para grupos com saúde mais frágil, incluindo idosos, pessoas com comorbidades, e crianças pequenas.

    O que acontece quando o corpo é exposto a temperaturas extremas

    Quando o corpo está em estresse térmico, ou seja, é exposto a temperaturas extremas, ele passa por uma série de adaptações fisiológicas para regular a temperatura interna. No caso da exposição ao calor, primeira reação do organismo é dissipar calor através do suor e da dilatação dos vasos sanguíneos periféricos para liberar calor para o ambiente. No entanto, em temperaturas muito altas, especialmente quando também está úmido, o mecanismo de resfriamento do suor pode se tornar ineficaz, levando ao superaquecimento corporal, insolação e possíveis danos aos órgãos.

    “Quando estamos expostos a temperaturas mais elevadas, ocorrem adaptações no nosso corpo. A frequência cardíaca aumenta como um mecanismo compensatório, assim como a pressão arterial”, explica Lucas Albanaz, clínico geral, coordenador da clínica médica do Hospital Santa Lúcia, de Brasília, e mestre em ciências médicas. Outro risco, alerta o médico, é a desidratação devido ao aumento da sudorese.

    A depender da temperatura, complementa o médico Alexander Daudt, os sinais vão de câimbra (por falta de eletrólitos, eliminados no suor), a sede intensa e fadiga. “Outros sintomas mais graves, como tontura, náuseas ou vômitos também podem aparecer. Se a pessoa não conseguir aliviar esse calor, o quadro pode evoluir para choque térmico, com confusão mental, convulsões, e seguindo para a falência de múltiplos órgãos e óbito”, explica ele, que é coordenador do Núcleo de Medicina de Estilo de Vida do Hospital Moinhos de Vento, em Porto Alegre.

    De acordo com um relatório publicado na revista científica The Lancet, nos últimos 20 anos o aumento da mortalidade relacionado com o calor excessivo em pessoas com mais de 65 anos aumentou em 53,7%. Apenas na Europa, em 2022, ocorreram 61.672 mortes atribuíveis ao calor entre 30 de maio e 4 de setembro de 2022, segundo uma análise recente publicada na Nature Medicine.

    Os riscos são maiores para pessoas com comorbidades, pessoas idosas, especialmente aquelas com saúde fragilizada, crianças (por ainda estarem com o organismo em formação), trabalhadores que precisam se expor ao sol (como vendedores ambulantes), e aqueles que fazem uso de medicações que por algum motivo os tornem mais vulneráveis ao calor. “É o caso de pacientes que tomam remédios diuréticos, por exemplo. Eles naturalmente já perdem mais água, e precisam de cuidado extra com hidratação”, aponta Daudt.

    [...]

Disponível em https://www.bbc.com/portuguese/articles/cwyvrmn343mo
No trecho “Apenas na Europa, em 2022, ocorreram 61.672 mortes atribuíveis ao calor...”, o verbo está flexionado no plural porque
Alternativas
Q3904548 Português
“E tudo nascerá mais belo
O verde faz do azul com o amarelo
O elo com todas as cores
Pra enfeitar amores gris”

 Djavan

A forma verbal “nascerá”, na estrofe acima, está conjugada no 
Alternativas
Q3904496 Português

“Valoriza os pequenos gestos, se concentra nas atitudes que movem o seu mundo. Aposta nos sorrisos que pode distribuir, nos abraços gratuitos que podem emanar paz. Invista na fé transformadora. Na esperança que faz germinar novos impulsos.

Vista a vontade de ser, de fazer e de acontecer. Sem essa de alimentar medos e criar empecilhos. Construa alicerces seguros que o mantenham de pé quando a vida sair do eixo..."


Marcely Pieroni Gastaldi



Sobre o texto acima, assinale a alternativa CORRETA.

Alternativas
Q3904269 Português

TEXTO PARA A QUESTÃO.


Não dispenso uma reserva de ilusão e ternura para atravessar os dias


    Estou na sétima e última temporada de Younger, série que se propõe a debater o etarismo: uma mulher de 40 anos não consegue emprego e resolve mentir que tem 26, a fim de integrar a equipe de uma casa editorial de Nova York. Dá certo. A partir daí começa a história, os rolos e as mentiras que se sucedem. Ter 40 me parece pouca idade para configurar um problema. A editora onde ela trabalha só publica autores bizarros. E as reviravoltas amorosas são meio pueris. No entanto, me mantenho em frente à tevê e sigo rumo ao desfecho: são meus minutos de férias da truculência lá fora.

    É o que nos faz, da mesma forma, assistir a Emily in Paris sem ligar a mínima para a ausência de verossimilhança com a vida real. Aliás, seu sucesso se deve justamente a isso. Cenários de cartão postal, elenco de beldades, doses excessivas de festas, viagens, moda e romance. Irã? Venezuela? Nem vem.

    Essa alienação autoconcedida poderia ser um gatilho para a culpa, mas o passado nos absolve. Foram anos de Fassbinder, Alain Resnais, Godard, Truffaut, Bergman, Costa Gavras, Ettore Scola, para citar apenas o cinema europeu. Uma vida inteira de Eduardo Galeano, Garcia Marquez, Vargas Llosa, Borges, Mario Benedetti, Isabel Allende, Ernesto Sábato, Octavio Paz, para citar apenas a literatura latino-americana.

    E uma abundância de Gilberto Gil, Caetano Veloso, Chico Buarque, Rita Lee, Raul Seixas, Bethânia, Gal Costa, Gonzaguinha, Edu Lobo, João Bosco, para citar apenas a música popular brasileira. Podemos relaxar, portanto. Não será uma minissérie levezinha ou um filme água com açúcar que irá comprometer todo o sólido patrimônio intelectual que construímos até aqui. Temos repertório. Substância. Discernimento. Que venham, pois, as sessões da tarde.

    Como você, também prefiro uma comédia ou drama com tutano, a fim de me sentir recompensada pelo tempo investido. Mas não dispenso uma reserva de ilusão e ternura para atravessar os dias. Nenhum problema em contrabalançar a aridez do mundo com a esperança de que o casal da trama fique junto no final. No nosso cotidiano, não entabulamos diálogos engraçadinhos, não temos um estoque de frases espirituosas, então, ao menos na ficção, que sejam fartas as tiradas ensaiadas.

    Faz parte da saúde mental abandonar o realismo, vez que outra, em troca das boas risadas que os estereótipos entregam – sem prejuízo aos nossos neurônios. Na dúvida, foi aberta a temporada de lançamentos, e O Agente Secreto, Hamnet, Valor Sentimental, Uma Batalha Após a Outra e Foi Apenas um Acidente, para citar os queridinhos do momento, estão em cartaz em alguma sala perto de você. Cérebro em primeiro lugar. Mas, se doer, que a gente recorra a alguma anestesia, sem remorso.



Autora: Martha Medeiros - GZH (adaptado).

Na Língua Portuguesa, os verbos flexionam-se em modos e tempos, conforme a atitude do falante e a relação temporal expressa. Considerando o trecho “Não será uma minissérie levezinha ou um filme água com açúcar”, assinale a alternativa que indica, corretamente, o tempo e o modo verbal da forma “será”.
Alternativas
Q3904069 Português
“Que minha solidão me sirva de companhia. que eu tenha a coragem de me enfrentar. que eu saiba ficar com o nada e mesmo assim me sentir como se estivesse plena de tudo.”

 Clarice Lispector

A forma verbal “estivesse”, na estrofe de Clarice Lispector, foi empregada no:
Alternativas
Q3899424 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Câmara analisa projeto que muda Lei Maria da Penha para afastar agressor de vítima no serviço público.


Tramita na Câmara dos Deputados um projeto de lei que altera a Lei Maria da Penha para afastar agressores das vítimas quando ambos atuarem no serviço público. Uma das medidas vale para casos em que a vítima ou parente próximo e o agressor trabalhem no mesmo órgão, ou caso a mulher precise frequentar o local com frequência por razões profissionais. 

 O Projeto de Lei (PL) 3.396/2024, de autoria da deputada Camila Jara (PT-MS), prevê como principal mudança a determinação de que a administração pública deve afastar o agressor do convívio da vítima por meio de sua movimentação funcional, isto é, pela remoção, redistribuição, cessão ou requisição, enquanto durar a medida protetiva.

Caso essa movimentação não seja possível, seja por falta de vagas, órgãos disponíveis ou demanda de trabalho, a proposta determina que a vítima poderá escolher se ela ou o agressor vai exercer as atividades em regime de trabalho remoto.


https://extra.globo.com/economia/servidor-publico/noticia/2026/01/camara-analisa-pl-que-muda-lei-maria-da-penha-para-afastar-agressor-de-vitima-no-servico-publico.ghtml


"Uma das medidas vale para casos em que a vítima ou parente próximo e o agressor trabalhem no mesmo órgão, ou caso a mulher precise frequentar o local com frequência por razões profissionais." Com base na concordância verbal e nominal, analise as afirmativas a seguir:


I.A forma verbal 'vale' está no singular para concordar adequadamente com o substantivo 'medidas'.

II.A forma verbal 'trabalhem' está concordando adequadamente com o substantivo 'agressor', que representa o sujeito simples da oração.

III.A forma verbal 'precise' concorda adequadamente com o sujeito 'mulher', enquanto o adjetivo 'profissionais' concorda com o substantivo 'razões'.

IV.A forma correta do verbo 'valer' é 'valem', uma vez que o substantivo 'medidas' com o qual o verbo concorda está no plural.


É correto o que se afirma em:

Alternativas
Q3899144 Português
Utilize o texto abaixo para responder a questão.

    Nas florestas urbanas, o controle ambiental protege a área verde da cidade e remete à preservação do equilíbrio ecológico, mas também exige planejamento contínuo.
    Há políticas públicas que orientam a gestão ambiental, e os técnicos as aplicam com rigor. Essas ações tornam-se mais eficazes quando a comunidade participa ativamente e fiscaliza o cumprimento das normas ambientais.
    Preservar esses espaços é essencial, porque mantém a biodiversidade e as beneficia diretamente, melhorando a nossa qualidade de vida.
Diante das características necessárias para o verbo “haver” ser aplicado, indique a alternativa que apresenta a incorreta para sua forma “há”, presente no texto: 
Alternativas
Q3898738 Português

LÍNGUA PORTUGUESA


Leia o texto abaixo para responder às questões de 1 a 7.


    Segundo uma pesquisa do ONS, órgão oficial de estatísticas do Reino Unido, publicada em novembro, 33% dos britânicos de 16 a 29 anos relataram sentir solidão "com frequência, sempre ou às vezes" — a taxa mais alta entre todas as faixas etárias. Entre pessoas com mais de 70 anos, 17% disseram o mesmo. Neste ano, a Organização Mundial da Saúde (OMS) analisou diversos estudos publicados em diferentes países e constatou que jovens adultos e adolescentes relatam os níveis mais elevados de solidão.

    Os dados são complexos, e há indícios de que, em alguns países, entre o grupo mais idoso, de pessoas com mais de 85 anos, a solidão aumenta de forma acentuada e pode se igualar à registrada entre jovens de 18 a 30 anos. Ainda assim, analistas afirmam que, na maior parte das pesquisas, os jovens adultos se destacam como um grupo particularmente isolado. “Os adultos entre 18 e 24 anos são os que se sentem mais solitários, seguidos pelos idosos”, afirma a professora Andrea Wigfield, diretora do Centro de Estudos da Solidão da Sheffield Hallam University, no Reino Unido. "É um problema crescente".

    Cada vez mais, especialistas afirmam que o mundo moderno é o principal responsável pelo problema. Muitos jovens na faixa dos 20 anos vivem em casas compartilhadas nas quais não conhecem bem, ou não gostam, dos colegas de quarto. O trabalho, com frequência, passou a ser feito em casa, e o contato com os amigos muitas vezes ocorre pelas redes sociais. Nem tudo é desolador. Graças à internet, os jovens adultos têm acesso a amizades no mundo todo. Mas, de modo geral, dizem os especialistas, a imagem de uma vida social intensa entre jovens de 20 e poucos anos, apresentada em séries como Friends, da década de 90, precisa de uma correção urgente. 

    "Tendemos a romantizar o início da vida adulta como um período despreocupado, quando, na maioria das vezes, é o período mais miserável da vida das pessoas”, afirma o professor Richard Weissbourd, docente de educação na Universidade Harvard, nos EUA. Em alguns aspectos, o começo da vida adulta sempre foi um período de instabilidade. Os jovens adultos tendem a sair da casa dos pais e se mudar com frequência. Os amigos partem, e os laços familiares se enfraquecem. Esses eventos de transição podem, para algumas pessoas, levar a uma profunda solidão. “Um grande problema é a dispersão; todo mundo que você conheceu agora vive em um milhão de lugares diferentes”, diz a psicóloga clínica Meg Jay, autora do livro The Twenty-Something Treatment (O Tratamento para os 20 e Poucos, em tradução livre).

    Hoje, há também um conjunto de novos fatores e claramente modernos que podem estar agravando o problema. Em muitas partes do mundo, as pessoas estão se casando e tendo filhos mais tarde (ou nem sequer os têm). No Reino Unido, a idade média do primeiro casamento hoje é de 31 anos, segundo o ONS. Em 1970, essa média era de 23 anos para homens e 21 para mulheres. Os jovens adultos tendem a depender mais dos amigos para estabelecer conexões emocionais e, à medida que essas relações não correspondem às expectativas, a solidão pode surgir. 

    O professor Weissbourd, da Universidade Harvard, também aponta para uma fragmentação mais ampla das comunidades. Em países ricos, a participação em instituições cívicas, como igrejas, grupos comunitários ou sindicatos, vem diminuindo desde a década de 1970. Esse fenômeno é conhecido como a tese chamada de "Jogando Boliche Sozinho" (Bowling Alone), nome inspirado em um ensaio famoso publicado em 1995 pelo cientista político Robert Putnam. No texto, ele observou que mais jovens americanos estavam jogando boliche sozinhos, e não em grupo; um símbolo de um colapso amplo das relações sociais.

    Pessoas na faixa dos 20 anos, que podem ter deixado a casa da infância, mas ainda não formaram sua própria família, sentem essa perda de comunidade de forma mais aguda, afirma Weissbourd. “Vivemos em uma sociedade cada vez mais individualista. Acho que a solidão é um sintoma da nossa incapacidade em cuidar uns dos outros”.


(Jornal BBC News Brasil, 20.12.2025. Adaptado).

Assinale a alternativa cuja reescrita livre do texto utiliza a conjugação verbal, em conformidade com a norma-padrão da Língua Portuguesa. 
Alternativas
Q3898737 Português

LÍNGUA PORTUGUESA


Leia o texto abaixo para responder às questões de 1 a 7.


    Segundo uma pesquisa do ONS, órgão oficial de estatísticas do Reino Unido, publicada em novembro, 33% dos britânicos de 16 a 29 anos relataram sentir solidão "com frequência, sempre ou às vezes" — a taxa mais alta entre todas as faixas etárias. Entre pessoas com mais de 70 anos, 17% disseram o mesmo. Neste ano, a Organização Mundial da Saúde (OMS) analisou diversos estudos publicados em diferentes países e constatou que jovens adultos e adolescentes relatam os níveis mais elevados de solidão.

    Os dados são complexos, e há indícios de que, em alguns países, entre o grupo mais idoso, de pessoas com mais de 85 anos, a solidão aumenta de forma acentuada e pode se igualar à registrada entre jovens de 18 a 30 anos. Ainda assim, analistas afirmam que, na maior parte das pesquisas, os jovens adultos se destacam como um grupo particularmente isolado. “Os adultos entre 18 e 24 anos são os que se sentem mais solitários, seguidos pelos idosos”, afirma a professora Andrea Wigfield, diretora do Centro de Estudos da Solidão da Sheffield Hallam University, no Reino Unido. "É um problema crescente".

    Cada vez mais, especialistas afirmam que o mundo moderno é o principal responsável pelo problema. Muitos jovens na faixa dos 20 anos vivem em casas compartilhadas nas quais não conhecem bem, ou não gostam, dos colegas de quarto. O trabalho, com frequência, passou a ser feito em casa, e o contato com os amigos muitas vezes ocorre pelas redes sociais. Nem tudo é desolador. Graças à internet, os jovens adultos têm acesso a amizades no mundo todo. Mas, de modo geral, dizem os especialistas, a imagem de uma vida social intensa entre jovens de 20 e poucos anos, apresentada em séries como Friends, da década de 90, precisa de uma correção urgente. 

    "Tendemos a romantizar o início da vida adulta como um período despreocupado, quando, na maioria das vezes, é o período mais miserável da vida das pessoas”, afirma o professor Richard Weissbourd, docente de educação na Universidade Harvard, nos EUA. Em alguns aspectos, o começo da vida adulta sempre foi um período de instabilidade. Os jovens adultos tendem a sair da casa dos pais e se mudar com frequência. Os amigos partem, e os laços familiares se enfraquecem. Esses eventos de transição podem, para algumas pessoas, levar a uma profunda solidão. “Um grande problema é a dispersão; todo mundo que você conheceu agora vive em um milhão de lugares diferentes”, diz a psicóloga clínica Meg Jay, autora do livro The Twenty-Something Treatment (O Tratamento para os 20 e Poucos, em tradução livre).

    Hoje, há também um conjunto de novos fatores e claramente modernos que podem estar agravando o problema. Em muitas partes do mundo, as pessoas estão se casando e tendo filhos mais tarde (ou nem sequer os têm). No Reino Unido, a idade média do primeiro casamento hoje é de 31 anos, segundo o ONS. Em 1970, essa média era de 23 anos para homens e 21 para mulheres. Os jovens adultos tendem a depender mais dos amigos para estabelecer conexões emocionais e, à medida que essas relações não correspondem às expectativas, a solidão pode surgir. 

    O professor Weissbourd, da Universidade Harvard, também aponta para uma fragmentação mais ampla das comunidades. Em países ricos, a participação em instituições cívicas, como igrejas, grupos comunitários ou sindicatos, vem diminuindo desde a década de 1970. Esse fenômeno é conhecido como a tese chamada de "Jogando Boliche Sozinho" (Bowling Alone), nome inspirado em um ensaio famoso publicado em 1995 pelo cientista político Robert Putnam. No texto, ele observou que mais jovens americanos estavam jogando boliche sozinhos, e não em grupo; um símbolo de um colapso amplo das relações sociais.

    Pessoas na faixa dos 20 anos, que podem ter deixado a casa da infância, mas ainda não formaram sua própria família, sentem essa perda de comunidade de forma mais aguda, afirma Weissbourd. “Vivemos em uma sociedade cada vez mais individualista. Acho que a solidão é um sintoma da nossa incapacidade em cuidar uns dos outros”.


(Jornal BBC News Brasil, 20.12.2025. Adaptado).

Analise a frase abaixo para responder à questão 


Esses eventos de transição “podem”, para algumas pessoas, levar a uma profunda solidão.


Assinale a alternativa cujo termo destacado pertence ao mesmo modo e tempo do verbo acima destacado, conforme a norma-padrão da Língua Portuguesa. 

Alternativas
Q3897855 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.



O 'iceberg de gordura' pesando 100 toneladas achado no esgoto de Londres



Um "iceberg" de gordura, com peso estimado de cerca de 100 toneladas, foi encontrado bloqueando os esgotos da zona leste de Londres.


A massa de gordura, óleo e graxa solidificada foi descoberta nos túneis embaixo do distrito de Whitechapel. Ela mede cerca de 100 metros de comprimento.


A Thames Water (empresa responsável pelos serviços de água e esgoto de Londres) declarou que a extração completa do bloco poderá levar semanas e que "ele serve de duro lembrete de que o que desce pelo cano não desaparece".


A companhia pede às pessoas que pensem cuidadosamente no que irão despejar nas pias e vasos sanitários durante as festas de final de ano.


A Thames Water afirma que os moradores, até o momento, não foram afetados porque o bloqueio do esgoto é apenas parcial


O chefe de operações do norte de Londres, Tim Davies, declarou que "este novo 'fatberg' [algo como 'iceberg de gordura', em inglês] mostra exatamente o que acontece quando gorduras, óleos e papéis descem pelos nossos encanamentos. Eles não desaparecem, mas sim se acumulam, causando sérios danos."


"O custo de limpeza dos bloqueios e reparo dos esgotos soma dezenas de milhões de libras todos os anos", destaca ele, "e este dinheiro, em última análise, vem dos nossos clientes."


O bloco foi apelidado de "neto" do iceberg de gordura de Whitechapel de 2017. Ele pesava 130 toneladas e tinha mais de 250 metros de comprimento.


Aquele bloco foi um dos maiores já encontrados na capital britânica. Uma amostra chegou a ficar exposta no Museu de Londres, atraindo grande número de visitantes.


A Thames Water explica que os bloqueios costumam ocorrer mais em dezembro e janeiro. Por isso, ela pede às pessoas que raspem a comida dos pratos, usem ralos nas pias e evitem despejar na pia cremes e alimentos líquidos, como molhos ou caldos.



https://www.bbc.com/portuguese/articles/c3r704yy87po 

"A companhia pede às pessoas que pensem cuidadosamente no que irão despejar nas pias e vasos sanitários durante as festas de final de ano."

Analise o tempo e o modo verbal do verbo 'ir' no trecho acima e, na sequência, examine o emprego dos verbos destacados nos enunciados a seguir.

I.Quereremos implementar novas estratégias pedagógicas, caso haja recursos e apoio institucional suficientes.
II.As mudanças propostas virão acompanhadas de novas estratégias para a melhoria do ensino.
III.Eles verão os resultados do projeto ao final do próximo semestre.

É correto afirmar que os verbos estão corretamente empregados no mesmo tempo e modo em: 
Alternativas
Q3897743 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Como escola pública de Cubatão deixou rotina de drogas e violência e se tornou uma das 'melhores do mundo'.


O professor de História Régis Marques ouviu falar pela primeira vez na Escola Estadual Parque dos Sonhos quando recebeu um telefonema, em 2016, da Diretoria de Ensino de Santos. Era um convite para ele assumir a direção da unidade, que fica em Cubatão, litoral paulista.

"Fui pesquisar na internet sobre a escola, e a primeira notícia que encontrei relatava que a comunidade onde ela está inserida enfrentava insegurança devido à violência. A segunda reportagem mencionava que a escola havia sido alvo de furto", conta o diretor.

"Também havia um terceiro texto que falava que, em uma festa junina, pessoas do tráfico entraram na escola e fizeram algazarra durante a festa."

Diante das manchetes, ele hesitou. "Pensei: Meu Deus, será que eu vou para essa escola mesmo?".

A má fama da escola era tanta que a Parque dos Sonhos ganhou o apelido de Parque dos Pesadelos. Mesmo assim, Régis aceitou o desafio.

Nove anos depois, a escola pública, que vivia enfrentando invasões, furtos e episódios de violência, ganhou um prêmio internacional com o reconhecimento do trabalho feito para mudar essa realidade.

A Parque dos Sonhos venceu na categoria "Superação de Adversidades". Em 15 de novembro, o diretor foi a Abu Dhabi, nos Emirados Árabes Unidos, para a cerimônia do Prêmio Melhor Escola do Mundo 2025 (World's Best School Prize), realizado pela Organização Britânica T4 Education.


Inspiração em modelo cubano


Para o diretor, o projeto mais transformador veio inspirado em um modelo cubano de educação: visitar as famílias em suas residências.

Batizado de "A escola vai à sua casa", o projeto identifica alunos com problemas de frequência ou indisciplina e marca um encontro com os responsáveis aos finais de semana.

É um jeito de compreender a vida dos alunos para além dos muros da escola, considerando que muitos atravessam condições precárias para chegar à sala de aula.

"É uma maneira de colocar-se no lugar do aluno, compreender as dificuldades que ele enfrenta e observar como é o seu ambiente doméstico", diz Régis." Tem muitas questões que os professores muitas vezes não veem."

Os corredores da escola também contam uma história. Em cada porta das salas de aula da Parque dos Sonhos,  um grafite de um personagem histórico ligado à luta pelos direitos humanos.

Figuras como o indiano Mahatma Gandhi, o sul-africano Nelson Mandela, a paquistanesa Malala Yousafzai, o uruguaio Pepe Mujica e os brasileiros Marielle Franco e Paulo Freire.

Nomes que já foram alvo de críticas em um contexto de polarização política — entre elas do Escola Sem Partido, movimento que prega o fim da "doutrinação ideológica" nas escolas.

As lideranças servem de inspiração para um dos pilares pedagógicos mais importantes da escola: a Semana da Não Violência.

Realizada anualmente em outubro, o evento envolve rodas de conversa, estudos sobre ícones pacifistas e práticas de justiça restaurativa. Segundo o diretor, a proposta vai muito além de "ser bonzinho". 

"Não violência não é dar a outra face. Não violência é você questionar o sistema que te oprime", afirma Régis.

O diretor afirma não temer críticas ideológicas e defende que a pauta da escola é a união.

"Aqui é uma escola que parte do princípio do que nos une, e não do que nos diferencia ou de tudo aquilo que nos afasta. Escuto todos, seja de direita, de esquerda, de centro, de extrema-direita, de extrema-esquerda."


https://www.bbc.com/portuguese/articles/cjwy9n1npe8o- adaptado 
"Para o diretor, o projeto mais transformador veio inspirado em um modelo cubano de educação."

O verbo "vir" é um verbo que pode apresentar alterações em suas formas conforme a pessoa do discurso. No trecho apresentado, ele está conjugado corretamente. Agora, Identifique, nos enunciados a seguir, aquele em que ele está conjugado de forma incorreta: 
Alternativas
Q3897710 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Foguete sul-coreano explode após lançamento no Brasil: o que se sabe sobre a missão fracassada.


O primeiro foguete comercial lançado a partir de uma base brasileira explodiu minutos depois de decolar da Base de Alcântara, no Maranhão, na noite de segunda-feira (22/12). O veículo não era tripulado.

O lançamento do HANBIT-Nano, da empresa sul-coreana Innospace, ocorreu às 22h13 e, segundo nota da Força Aérea Brasileira (FAB), após cerca de 30 segundos de voo, "foi observada uma anomalia no veículo lançador".

A investigação técnica será realizada pela FAB e a Innospace, conforme os procedimentos internacionais adotados no setor espacial.

O Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) afirmou, também por meio de nota, que "todos os protocolos de segurança, rastreio e operações de solo — de responsabilidade do Brasil — funcionaram com precisão e exatidão".

"Eventos desta natureza, embora indesejados, são comuns no processo de inovação e pioneirismo científico, servindo como fonte indispensável de dados e aprendizado para o aperfeiçoamento de futuros sistemas", afirmou o MCTI.

O lançamento do HANBIT-Nano foi adiado diversas vezes. Inicialmente, o voo estava programado para ocorrer em novembro, mas a data mudou para 17 de dezembro, e, depois para o dia 19, devido a identificação de uma anomalia.

Outro problema fez com que o lançamento fosse transferido para essa segunda.

Em nota, a FAB afirmou que, apesar da anomalia, o lançamento "representa um marco histórico para o Brasil, por se tratar do primeiro lançamento comercial realizado a partir do território nacional, reforçando a maturidade operacional do Centro de Lançamento de Alcântara e sua relevância estratégica no cenário espacial global."

O foguete tinha 21,8 metros de comprimento e pesava 20 toneladas. Segundo a Agência Brasil, ele levaria para o espaço satélites que seriam colocados na órbita da Terra. Também carregava oito cargas úteis: cinco pequenos satélites e três dispositivos experimentais desenvolvidos pelo Brasil e a Índia.

O MCTI afirmou que o evento "não altera o curso estratégico do Programa Espacial Brasileiro (PEB). Pelo contrário, a realização de um lançamento comercial a partir de território nacional é um marco histórico que reafirma a soberania tecnológica do Brasil."


https://www.bbc.com/portuguese/articles/cvgj92z198jo
"Eventos desta natureza, embora indesejados, são comuns no processo de inovação e pioneirismo científico, servindo como fonte indispensável de dados e aprendizado para o aperfeiçoamento de futuros sistemas, afirmou o MCTI."

Com base nas classes de palavras dos sintagmas empregados no trecho, identifique a alternativa incorreta. 
Alternativas
Q3896935 Português
TEXTO: Os animais que realizam trabalhos que nem humanos ou robôs conseguem


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Adaptado de: WATT, S.; KNIGHT, E. Os animais que realizam trabalhos que nem humanos ou robôs conseguem. BBC. Série Discovery. 2/2/2026. Disponível em: https://www.bbc.com/portuguese/articles/cwy1zd8weg5o. Acesso em 3 fev. 2026. 
Assinale a alternativa em que verbo destacado se encontra no mesmo tempo e modo do presente em "...mesmo que usem coletes com identificação" (linha 20).
Alternativas
Q3895539 Português
As tradições de Natal pelo mundo que não envolvem comprar presentes.


Se você estiver com a sensação de que o real sentido do Natal ficou enterrado sob montanhas de papel de presente, observar como outros países comemoram a data pode trazer surpresas alentadoras.

As tradições natalinas variam radicalmente de um lugar para outro. Elas surgem de acordo com o cenário, a história, os valores e o clima de cada lugar.

Em muitos países, as pessoas trocam presentes, mas os rituais em torno deles apresentam enormes diferenças.

São costumes adotados há muito tempo, que mostram que o Natal não precisa ser comercial. Ele pode ser colaborativo, criativo ou comunitário.

As pessoas podem cantar em igrejas iluminadas à luz de velas ou homenagear silenciosamente a família. E até observar aranhas.

As tradições de Natal pelo mundo que não envolvem comprar presentes.

Japão: mimar sua cara-metade

O Japão é predominantemente não cristão. Talvez por isso, o país comemora o Natal de uma forma distinta.

No lugar da celebração familiar, a véspera de Natal se parece mais com o Dia dos Namorados, oferecendo uma noite romântica para os casais.

As ruas marcadas pelo inverno brilham com as luzes de Natal, os restaurantes oferecem menus especiais e os hotéis de luxo, normalmente, ficam lotados.

Os alimentos natalinos também são bastante diferentes. Os japoneses comemoram comendo kurisumasu keki, um bolo leve em camadas com creme e morangos perfeitamente cortados.

Para pegar emprestado o espírito da tradição, reserve um pouco de tempo para se dedicar ao seu parceiro, em meio ao habitual caos familiar.

Ucrânia: homenageando as aranhas

No oeste da Ucrânia, a decoração de Natal mais típica não são as estrelas ou outros enfeites, mas sim as teias de aranha enfeitadas.

Este costume vem da Lenda da Aranha de Natal, uma história do folclore do leste europeu. Nela, uma aranha decora a árvore de Natal de uma mulher pobre demais para comprar ornamentos.

Ela acorda de manhã e encontra sua árvore brilhando com teias prateadas. E, daquele dia em diante, sua família nunca mais enfrentará dificuldades.

Os ucranianos preparam teias delicadas, com papel e fios, e as enrolam em torno da árvore como um enfeite. 

Encontrar uma aranha de verdade ou sua teia em uma árvore é considerado sinal de boa sorte e o costume é não espantá-las nesta época do ano.

Portanto, a forma mais simples de adotar esta tradição é manter as teias de aranha sossegadas.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/ce8q08l27g8o 
"As ruas marcadas pelo inverno brilham com as luzes de Natal, os restaurantes oferecem menus especiais e os hotéis de luxo, normalmente, ficam lotados."
Identifique a alternativa que apresenta a reescrita do trecho com os verbos no pretérito imperfeito do indicativo. 
Alternativas
Q3895347 Português
ChatGPT não é analista: o perigo da falsa competência digital

Há uma epidemia invisível que começa a se espalhar no mundo corporativo: profissionais que utilizam ferramentas de Inteligência Artificial sem realmente entender os dados, a lógica ou o significado por trás deles. Relatórios e apresentações impecáveis à primeira vista, mas que revelam, em poucos minutos de leitura, que quem os produziu não entendeu o que estava dizendo.

Recentemente, um cliente pediu ao seu líder de área de vendas que elaborasse uma planilha com indicadores básicos de desempenho: vendas, conversão, ticket médio e churn. O profissional reuniu os dados, mas, em vez de fazer uma análise real, pediu à IA para gerar um relatório com conclusões.

Em segundos, o sistema devolveu um belo relatório com frases de efeito: “O ticket médio caiu devido à perda de foco no pós-venda” e também “A conversão subiu por conta do novo layout do e-commerce”.

Soa convincente, mas há um detalhe inacreditável: a empresa não tem e-commerce e o profissional sequer revisou esse detalhe antes de compartilhar a brilhante conclusão. Quanto aos demais indicadores, ele também não soube justificar ou explicar a metodologia, a lógica nem as variáveis envolvidas.

Em outro caso, também recente, o profissional trouxe um “laudo” em que pediu ao ChatGPT para avaliar a construção da meta do mês, apontando os riscos de gerar burnout no time de vendas.

Seria cômico se não fosse preocupante: profissionais sustentando posições em castelos de areia e correndo o risco de que decisões importantes sejam tomadas com base em conclusões fabricadas por uma IA que não tem contexto nem senso de causalidade.

Essa prática de delegar à IA o pensamento analítico cria o que chamo de “falsa competência digital”: o profissional parece produtivo, parece técnico, mas, na verdade, perdeu o controle sobre o raciocínio.

E isso já está sendo observado cientificamente. Um estudo publicado na revista Humanities and Social Sciences Communications (Nature, 2023), conduzido com estudantes do Paquistão e da China, mostrou que o uso indiscriminado da Inteligência Artificial está associado a uma perda expressiva da capacidade de tomada de decisão humana: 27,7% dos participantes relataram dependência cognitiva ou “preguiça mental” ao delegar análises à IA.

Outro estudo, AI Tools in Society: Impacts on Cognitive Offloading (MDPI, 2024), aponta um fenômeno semelhante: pessoas que dependem de IA para tarefas analíticas passam a desenvolver menor proficiência em raciocínio independente, confiando demais nas respostas automatizadas, mesmo quando incorretas.

Ambas as pesquisas confirmam o que já se percebe no dia a dia corporativo: quanto mais terceirizamos o pensamento, mais perdemos o domínio sobre ele.

O verdadeiro diferencial está em quem pensa com a IA, e não por meio dela.

E isso exige domínio dos fundamentos, como entender indicadores, testar hipóteses, validar correlações e aplicar senso crítico sobre cada conclusão gerada.

A Inteligência Artificial está mudando tudo, menos o essencial: a necessidade de pensar. O futuro do trabalho exigirá menos operadores de ferramenta e mais curadores de sentido. Porque, no fim, a IA só é inteligente quando quem a usa também é.

O profissional do amanhã não será definido pela velocidade da entrega, mas pela profundidade do raciocínio.

(Por Cecília Rapassi. Disponível em: https://mercadoeconsumo.com.br. Acesso em: dezembro de 2025. Adaptado.)
Em “Há uma epidemia invisível que começa a se espalhar no mundo corporativo: profissionais que utilizam ferramentas de Inteligência Artificial sem realmente entender os dados, a lógica ou o significado por trás deles. Relatórios e apresentações impecáveis à primeira vista, mas que revelam, em poucos minutos de leitura, que quem os produziu não entendeu o que estava dizendo.” (1º§), sem que haja prejuízo de correção gramatical e semântica, pode-se afirmar que:
Alternativas
Q3894993 Português

Burnout nas relações de trabalho: O que as empresas precisam fazer para evitar um passivo bilionário

 


O aumento de 14,5% no número de ações judiciais por burnout nos primeiros quatro meses de 2025, conforme levantamento divulgado pela imprensa nacional, é mais do que uma estatística preocupante, é um sinal claro de que as empresas precisam tratar a saúde mental como um vetor de risco jurídico. Segundo o levantamento, feito exclusivo para a Folha de S. Paulo, foram 5.248 novos processos ajuizados no período, com pedidos que somam R$ 3,75 bilhões em indenizações, com valor médio superior a R$ 368 mil por ação.

Reconhecida pela OMS – Organização Mundial da Saúde, desde 2022, como uma síndrome ocupacional relacionada ao esgotamento crônico no trabalho, a síndrome de burnout passou a ser enquadrada, no Brasil, como doença do trabalho nos termos do art. 20, §1º, alínea “d”, da Lei nº 8.213/1991. Isso significa que, ao se configurar o nexo entre a atividade profissional e o adoecimento, o trabalhador pode ser afastado com direito ao benefício previdenciário acidentário (auxílio-doença por acidente de trabalho), além de eventuais repercussões cíveis e trabalhistas.

É nesse contexto que se impõe às empresas a necessidade de uma atuação mais ativa e preventiva. A responsabilização do empregador, nesses casos, se funda na teoria da responsabilidade subjetiva, exigindo-se a comprovação de culpa ou dolo. No entanto, uma jurisprudência cada vez mais sensível ao tema tem flexibilizado a análise do nexo causal, especialmente em ambientes organizacionais marcados por metas agressivas, jornadas excessivas, ausência de pausas e práticas de gestão disfuncionais.

Embora a NR-1, que trata do GRO – Gerenciamento de Riscos Ocupacionais, tenha seu item específico sobre riscos psicossociais adiado para vigência plena em 2026, seu conteúdo já serve como marco técnico de orientação. A nova redação da NR-1, aprovada pela Portaria nº 6.730/2020 do Ministério do Trabalho, estabelece a obrigatoriedade de identificação, avaliação e controle dos riscos ocupacionais – incluindo os de natureza psicossocial – no PGR – Programa de Gerenciamento de Riscos.

Assim, ainda que o não cumprimento específico das medidas voltadas à saúde mental não seja, neste momento, objeto de penalidades administrativas, o descumprimento do dever geral de cautela e diligência na gestão dos riscos do trabalho já pode ser utilizado como elemento de prova em ações judiciais. Nesse sentido, negligenciar a elaboração de um PGR adequado pode representar omissão culposa.

A defesa eficaz das empresas não passa apenas pela contestação individual das ações judiciais, mas pela adoção de medidas estruturantes de compliance trabalhista e gestão preventiva dos riscos ocupacionais. Isso inclui o mapeamento real dos fatores psicossociais no ambiente de trabalho; o treinamento de lideranças e RH para identificação precoce de sinais de adoecimento; programas internos de promoção à saúde mental, com registros e protocolos bem documentados; a adequação do PGR aos riscos psicossociais, mesmo antes da obrigatoriedade legal; e a revisão periódica de práticas de gestão para evitar exposição indevida a situações potencialmente lesivas.

Empresas que atuam proativamente têm, além de uma posição jurídica mais sólida, argumentos concretos para afastar o nexo causal, comprovando que adotaram todas as medidas razoáveis para prevenir o dano. Esse tipo de postura será cada vez mais valorizado tanto pela jurisprudência quanto pelas auditorias fiscais e pelo próprio mercado, especialmente diante da criação do selo de saúde mental corporativa, anunciado pelo Ministério do Trabalho em 2024.

A judicialização da saúde mental não é uma abstração, é um fenômeno concreto que já mobiliza bilhões de reais em passivo trabalhista. O burnout, por sua natureza complexa e multifatorial, exige das empresas uma postura técnica, preventiva e juridicamente embasada. Ignorar esse cenário é permitir que um risco previsível se transforme em prejuízo certo.



(Ernane de Oliveira Nardelli. Disponível em: https://www.migalhas.com.br. Acesso em: dezembro de 2025.)

Pode-se afirmar que a concordância verbal no trecho “[...] foram 5.248 novos processos ajuizados no período, [...]” (1º§) está: 
Alternativas
Respostas
681: A
682: A
683: D
684: D
685: C
686: D
687: B
688: E
689: B
690: B
691: D
692: D
693: C
694: D
695: A
696: C
697: D
698: B
699: C
700: B