Questões de Concurso Comentadas sobre morfologia - verbos em português

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Q3837024 Português
“O romance é sempre um desvendar de uma história que vai sendo revelada.” (Luis Fernando Veríssimo)
A forma verbal destacada no enunciado acima indica uma ação:
Alternativas
Q3837023 Português
Assinale a alternativa em que a lacuna pode ser preenchida corretamente por ambas as formas verbais entre parênteses.
Alternativas
Q3836821 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Turbulência em voos pode triplicar até 2050; veja como a aviação está se preparando


Casos de fortes turbulências em voos comerciais têm se tornado mais frequentes nos últimos anos. Em 2024, um avião da Singapore Airlines enfrentou severa instabilidade ao sobrevoar o sul de Mianmar, e, pouco depois, um Boeing 787 passou por situação semelhante nas Filipinas, resultando em ferimentos a uma comissária de bordo. Episódios como esses evidenciam um fenômeno crescente associado às mudanças climáticas provocadas pela ação humana.

Pesquisas indicam que a turbulência severa em céu claro — caracterizada por movimentos caóticos do ar invisíveis a radares e satélites — aumentou cerca de 55% desde 1979. A previsão é que esse tipo de turbulência triplique globalmente até a década de 2050, afetando especialmente rotas no leste da Ásia e no Atlântico Norte. Esse cenário reforça o medo de voar, frequentemente associado à sensação de perda de controle e a experiências anteriores com instabilidade durante o voo.

Além do desconforto aos passageiros, a turbulência gera custos relevantes para a aviação, pois acelera o desgaste das aeronaves e obriga pilotos a desviar rotas, elevando o consumo de combustível e as emissões. Diante disso, companhias aéreas, cientistas e engenheiros intensificam a busca por soluções para reduzir seus impactos.

Uma das iniciativas envolve pequenos mecanismos adicionais acoplados às asas, capazes de ajustar automaticamente o ângulo em resposta a variações no fluxo de ar, estabilizando a aeronave de forma semelhante ao voo das aves. Essa tecnologia já demonstrou potencial para reduzir significativamente a turbulência percebida, embora ainda esteja em fase de adaptação para aeronaves de grande porte.

O enfrentamento da turbulência também depende de avanços em matemática, dinâmica dos fluidos e inteligência artificial. Sistemas baseados em aprendizado de máquina vêm sendo testados para simular e prever o comportamento do ar a partir de medições realizadas diretamente nas asas. Outras abordagens incluem sensores de infrassom e tecnologias como o Lidar, capazes de mapear o ar à frente da aeronave, ainda que limitações técnicas restrinjam seu uso em aviões comerciais.

Enquanto essas inovações não se consolidam, pilotos recorrem a previsões meteorológicas cada vez mais precisas, que hoje conseguem antecipar cerca de 75% dos episódios de turbulência, número superior ao observado há duas décadas.

Com o avanço das mudanças climáticas, a aviação enfrenta o desafio de combinar ciência, tecnologia e planejamento operacional para lidar com um ambiente atmosférico mais instável, tornando os voos do futuro mais seguros e previsíveis.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/ce9yzrzdzr0o.adaptado.
Sistemas baseados em aprendizado de máquina "vêm sendo testados" para simular e prever o comportamento do ar.

Quanto às vozes verbais presentes na forma verbal destacada, é correto afirmar que:
Alternativas
Q3836752 Português
Leia o texto abaixo para responder à próxima questão:


Pneumotórax


Febre, hemoptise, dispneia e suores noturnos.

A vida inteira que podia ter sido e que não foi.

Tosse, tosse, tosse.


Mandou chamar o médico:


— Diga trinta e três.

— Trinta e três… trinta e três… trinta e três…

— Respire.


……………………………………………………………………….


— O senhor tem uma escavação no pulmão esquerdo e o pulmão direito infiltrado.

— Então, doutor, não é possível tentar o pneumotórax?

— Não.


A única coisa a fazer é tocar um tango argentino.


Manuel Bandeira
No decorrer da extensão do poema, as falas do médico configuram conselhos ou pedidos deste para o eu-lírico, que, no contexto do poema, exerce a função de paciente durante uma consulta. Esses pedidos se dão por formas verbais que estão conjugadas em:
Alternativas
Q3836750 Português
Leia o texto abaixo para responder à próxima questão:


Pneumotórax


Febre, hemoptise, dispneia e suores noturnos.

A vida inteira que podia ter sido e que não foi.

Tosse, tosse, tosse.


Mandou chamar o médico:


— Diga trinta e três.

— Trinta e três… trinta e três… trinta e três…

— Respire.


……………………………………………………………………….


— O senhor tem uma escavação no pulmão esquerdo e o pulmão direito infiltrado.

— Então, doutor, não é possível tentar o pneumotórax?

— Não.


A única coisa a fazer é tocar um tango argentino.


Manuel Bandeira
O Modernismo, movimento ao qual pertence Manuel Bandeira, tem como uma de suas premissas o uso da linguagem coloquial em seus poemas. O uso da forma verbal “podia” no trecho “A vida inteira que podia ter sido e que não foi” é um exemplo disso.

A forma verbal CORRETA a ser utilizada neste trecho a fim de estar em consonância com as diretrizes da gramática é:
Alternativas
Q3836569 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Turbulência em voos pode triplicar até 2050; veja como a aviação está se preparando


Casos de fortes turbulências em voos comerciais têm se tornado mais frequentes nos últimos anos. Em 2024, um avião da Singapore Airlines enfrentou severa instabilidade ao sobrevoar o sul de Mianmar, e, pouco depois, um Boeing 787 passou por situação semelhante nas Filipinas, resultando em ferimentos a uma comissária de bordo. Episódios como esses evidenciam um fenômeno crescente associado às mudanças climáticas provocadas pela ação humana.

Pesquisas indicam que a turbulência severa em céu claro — caracterizada por movimentos caóticos do ar invisíveis a radares e satélites — aumentou cerca de 55% desde 1979. A previsão é que esse tipo de turbulência triplique globalmente até a década de 2050, afetando especialmente rotas no leste da Ásia e no Atlântico Norte. Esse cenário reforça o medo de voar, frequentemente associado à sensação de perda de controle e a experiências anteriores com instabilidade durante o voo.

Além do desconforto aos passageiros, a turbulência gera custos relevantes para a aviação, pois acelera o desgaste das aeronaves e obriga pilotos a desviar rotas, elevando o consumo de combustível e as emissões. Diante disso, companhias aéreas, cientistas e engenheiros intensificam a busca por soluções para reduzir seus impactos.

Uma das iniciativas envolve pequenos mecanismos adicionais acoplados às asas, capazes de ajustar automaticamente o ângulo em resposta a variações no fluxo de ar, estabilizando a aeronave de forma semelhante ao voo das aves. Essa tecnologia já demonstrou potencial para reduzir significativamente a turbulência percebida, embora ainda esteja em fase de adaptação para aeronaves de grande porte.

O enfrentamento da turbulência também depende de avanços em matemática, dinâmica dos fluidos e inteligência artificial. Sistemas baseados em aprendizado de máquina vêm sendo testados para simular e prever o comportamento do ar a partir de medições realizadas diretamente nas asas. Outras abordagens incluem sensores de infrassom e tecnologias como o Lidar, capazes de mapear o ar à frente da aeronave, ainda que limitações técnicas restrinjam seu uso em aviões comerciais.

Enquanto essas inovações não se consolidam, pilotos recorrem a previsões meteorológicas cada vez mais precisas, que hoje conseguem antecipar cerca de 75% dos episódios de turbulência, número superior ao observado há duas décadas.

Com o avanço das mudanças climáticas, a aviação enfrenta o desafio de combinar ciência, tecnologia e planejamento operacional para lidar com um ambiente atmosférico mais instável, tornando os voos do futuro mais seguros e previsíveis.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/ce9yzrzdzr0o.adaptado.
Sistemas baseados em aprendizado de máquina "vêm sendo testados" para simular e prever o comportamento do ar.

Quanto às vozes verbais presentes na forma verbal destacada, é correto afirmar que:
Alternativas
Q3836204 Português
Canetas emagrecedoras: o que acontece quando você para de usar?


Ellen e Tanya seguiram trajetórias semelhantes ao usar medicamentos da classe GLP-1 para emagrecer, mas viveram experiências distintas ao tentar interromper o tratamento. As canetas emagrecedoras reduziram o impulso constante de comer e proporcionaram resultados que dietas não haviam alcançado, trazendo mudanças físicas, emocionais e de perspectiva de vida.

Medicamentos como Ozempic, Wegovy e Mounjaro imitam o hormônio GLP-1, que controla o apetite e prolonga a saciedade. Embora eficazes, são fármacos novos, com efeitos de longo prazo ainda em estudo, além de custos elevados, o que levanta a questão sobre o que ocorre quando o uso é interrompido.

Tanya Hall, gerente de vendas no setor fitness, começou a usar Wegovy para verificar se seria mais valorizada profissionalmente após emagrecer. De fato, passou a receber elogios, mas enfrentou efeitos adversos como insônia, náuseas, dores de cabeça e queda de cabelo. Ao longo de dezoito meses, perdeu cerca de trinta e oito quilos. Toda tentativa de parar, porém, foi seguida por fome intensa e compulsão alimentar, o que a levou a manter a medicação por medo de recuperar peso, apesar do desconforto e da sensação ambígua de controle.

O clínico Hussain Al-Zubaidi alerta que a interrupção abrupta pode provocar um retorno intenso do apetite e que estudos indicam a recuperação de 60% a 80% do peso perdido entre um e três anos após a suspensão. Por isso, defende uma estratégia de saída com acompanhamento adequado.

Ellen Ogley iniciou o Mounjaro em um momento crítico de saúde. Com histórico de compulsão alimentar emocional, relatou o desaparecimento do desejo compulsivo por comida, o que lhe permitiu reorganizar hábitos, aprender sobre nutrição e adotar uma rotina mais ativa. Após reduzir gradualmente a dose, perdeu mais de vinte quilos e continuou emagrecendo mesmo depois de parar, superando cinquenta quilos eliminados.

Segundo Al-Zubaidi, manter resultados depende de apoio, mudanças sustentáveis no estilo de vida e do contexto social. Diretrizes no Reino Unido recomendam acompanhamento por um ano após o fim do tratamento, algo nem sempre disponível para quem paga pelos medicamentos.

As histórias de Ellen e Tanya mostram que não há um desfecho único. Para alguns, a transição é sustentável; para outros, interromper o uso se torna arriscado. Fabricantes afirmam priorizar a segurança, mas especialistas ressaltam que a obesidade não se resume à falta de GLP-1 e que, sem ambientes que favoreçam a saúde, os desafios persistem. 


https://www.bbc.com/portuguese/articles/c62l15le9gdo.adaptado. 
Ellen e Tanya seguiram trajetórias semelhantes ao usar medicamentos da classe GLP-1 para emagrecer, mas viveram experiências distintas ao tentar interromper o tratamento.
De acordo com as regras de concordância verbal, é correto afirmar que:
Alternativas
Q3836070 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Canetas emagrecedoras: o que acontece quando você para de usar?


Ellen e Tanya seguiram trajetórias semelhantes ao usar medicamentos da classe GLP-1 para emagrecer, mas viveram experiências distintas ao tentar interromper o tratamento. As canetas emagrecedoras reduziram o impulso constante de comer e proporcionaram resultados que dietas não haviam alcançado, trazendo mudanças físicas, emocionais e de perspectiva de vida.

Medicamentos como Ozempic, Wegovy e Mounjaro imitam o hormônio GLP-1, que controla o apetite e prolonga a saciedade. Embora eficazes, são fármacos novos, com efeitos de longo prazo ainda em estudo, além de custos elevados, o que levanta a questão sobre o que ocorre quando o uso é interrompido.

Tanya Hall, gerente de vendas no setor fitness, começou a usar Wegovy para verificar se seria mais valorizada profissionalmente após emagrecer. De fato, passou a receber elogios, mas enfrentou efeitos adversos como insônia, náuseas, dores de cabeça e queda de cabelo. Ao longo de dezoito meses, perdeu cerca de trinta e oito quilos. Toda tentativa de parar, porém, foi seguida por fome intensa e compulsão alimentar, o que a levou a manter a medicação por medo de recuperar peso, apesar do desconforto e da sensação ambígua de controle.

O clínico Hussain Al-Zubaidi alerta que a interrupção abrupta pode provocar um retorno intenso do apetite e que estudos indicam a recuperação de 60% a 80% do peso perdido entre um e três anos após a suspensão. Por isso, defende uma estratégia de saída com acompanhamento adequado.

Ellen Ogley iniciou o Mounjaro em um momento crítico de saúde. Com histórico de compulsão alimentar emocional, relatou o desaparecimento do desejo compulsivo por comida, o que lhe permitiu reorganizar hábitos, aprender sobre nutrição e adotar uma rotina mais ativa. Após reduzir gradualmente a dose, perdeu mais de vinte quilos e continuou emagrecendo mesmo depois de parar, superando cinquenta quilos eliminados.

Segundo Al-Zubaidi, manter resultados depende de apoio, mudanças sustentáveis no estilo de vida e do contexto social. Diretrizes no Reino Unido recomendam acompanhamento por um ano após o fim do tratamento, algo nem sempre disponível para quem paga pelos medicamentos.

As histórias de Ellen e Tanya mostram que não há um desfecho único. Para alguns, a transição é sustentável; para outros, interromper o uso se torna arriscado. Fabricantes afirmam priorizar a segurança, mas especialistas ressaltam que a obesidade não se resume à falta de GLP-1 e que, sem ambientes que favoreçam a saúde, os desafios persistem.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/c62l15le9gdo.adaptado.
Tanya Hall, gerente de vendas no setor fitness, começou a usar Wegovy para verificar se "seria" mais valorizada profissionalmente após emagrecer.

O verbo destacado encontra-se conjugado no tempo e modo do:
Alternativas
Q3836032 Português
Quem inventou o caça-palavra?

A criação do caça-palavra é atribuída ao norte-americano Norman Edlo Gibat, que era dono de uma gráfica na cidade de Norman (sim, ele e a cidade tinham o mesmo nome), no estado de Oklahoma.

    A gráfica de Norman publicava um folheto de anúncios classificados, chamado Selenby Digest, distribuído em lojas e em pontos de ônibus. Em 1º de março de 1968, Gibat publicou nesse folheto, para a diversão dos leitores, seu primeiro caça-palavra, batizado de “Anagrama de Oklahoma”. As palavras podiam aparecer na vertical ou na diagonal, em qualquer direção, e deviam ser circuladas.
   O primeiro caça-palavra trazia nomes de cidades do estado de Oklahoma. O segundo escondeu nomes de ruas de Norman. O sucesso do jogo foi imediato: professores passaram a pedir cópias para uso em sala de aula, e o caçapalavra se popularizou na região. Gibat deixou de publicar o folheto em 1970. Como ele não registrou a patente de sua criação, o formato se espalhou livremente.
    O nome do jogo em alguns países de língua espanhola é “sopa de letras”.


Fonte: Guia dos Curiosos. Adaptado.
Assinalar a alternativa cujo(s) verbo(s) se encontra(m) na voz passiva.
Alternativas
Q3835989 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


O mito da força de vontade — e por que algumas pessoas têm mais dificuldade para perder peso


A ideia de que a obesidade resulta apenas de falta de força de vontade é amplamente difundida no debate público, inclusive entre profissionais de saúde. Comentários como "basta comer menos" ou "é uma questão de responsabilidade pessoal" revelam uma visão simplificada de um fenômeno complexo. Um estudo internacional publicado na revista The Lancet mostrou que oito em cada dez pessoas acreditam que a obesidade poderia ser totalmente evitada apenas por escolhas individuais de estilo de vida.

Especialistas contestam essa interpretação. A nutricionista Bini Suresh afirma que acompanha pacientes altamente motivados que, apesar do esforço contínuo, enfrentam grandes dificuldades para controlar o peso. Para a médica Kim Boyd, o foco exclusivo em autocontrole ignora fatores biológicos, psicológicos e ambientais que influenciam o ganho de peso, tornando injusta a ideia de que todos competem em condições iguais.

Pesquisas indicam que a genética desempenha papel central na obesidade. Genes influenciam os circuitos cerebrais responsáveis pela fome, pela saciedade e pelo metabolismo, fazendo com que algumas pessoas sintam mais fome ou armazenem mais gordura consumindo a mesma quantidade de alimento que outras. O gene MC4R, por exemplo, está alterado em parte significativa da população mundial e está associado à alimentação excessiva e à menor saciedade. Medicamentos recentes para perda de peso atuam justamente nesses mecanismos biológicos.

Outro conceito relevante é o do "set point", segundo o qual o cérebro tende a defender uma faixa de peso considerada ideal. Quando o peso cai abaixo desse ponto, o organismo reage, aumentando a fome e reduzindo o metabolismo, o que ajuda a explicar o efeito sanfona das dietas. Hormônios como a leptina participam desse processo, mas seu funcionamento pode ser comprometido em ambientes alimentares ricos em ultraprocessados.

O aumento da obesidade também está ligado a fatores ambientais. A ampla oferta de alimentos calóricos, o marketing agressivo, o aumento das porções e a dificuldade de praticar atividade física criam um ambiente obesogênico, no qual até pessoas motivadas têm dificuldade para manter um peso saudável. Medidas governamentais, como restrições à publicidade de alimentos não saudáveis, são vistas por alguns como necessárias, embora consideradas insuficientes por outros.

Nesse cenário, especialistas defendem uma abordagem mais equilibrada. A força de vontade tem seu papel, mas não é constante nem suficiente por si só. Estratégias flexíveis, apoio psicológico, informação científica e mudanças sustentáveis no estilo de vida aumentam as chances de sucesso. A obesidade, portanto, não é falha moral, mas uma condição crônica e multifatorial, que exige compreensão e políticas baseadas em evidências, e não apenas julgamentos sobre disciplina pessoal.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/cj4l9wg4vlxo.adaptado.
Um estudo internacional publicado na revista The Lancet "mostrou" que oito em cada dez pessoas "acreditam" que a obesidade "poderia" ser totalmente evitada apenas por escolhas individuais de estilo de vida.

Conjugando os verbos destacados no futuro do pretérito do indicativo, pretérito imperfeito do indicativo e pretérito imperfeito do subjuntivo, respectivamente, tem-se:
Alternativas
Q3835878 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Turbulência em voos pode triplicar até 2050; veja como a aviação está se preparando


Casos de fortes turbulências em voos comerciais têm se tornado mais frequentes nos últimos anos. Em 2024, um avião da Singapore Airlines enfrentou severa instabilidade ao sobrevoar o sul de Mianmar, e, pouco depois, um Boeing 787 passou por situação semelhante nas Filipinas, resultando em ferimentos a uma comissária de bordo. Episódios como esses evidenciam um fenômeno crescente associado às mudanças climáticas provocadas pela ação humana.

Pesquisas indicam que a turbulência severa em céu claro — caracterizada por movimentos caóticos do ar invisíveis a radares e satélites — aumentou cerca de 55% desde 1979. A previsão é que esse tipo de turbulência triplique globalmente até a década de 2050, afetando especialmente rotas no leste da Ásia e no Atlântico Norte. Esse cenário reforça o medo de voar, frequentemente associado à sensação de perda de controle e a experiências anteriores com instabilidade durante o voo.

Além do desconforto aos passageiros, a turbulência gera custos relevantes para a aviação, pois acelera o desgaste das aeronaves e obriga pilotos a desviar rotas, elevando o consumo de combustível e as emissões. Diante disso, companhias aéreas, cientistas e engenheiros intensificam a busca por soluções para reduzir seus impactos.

Uma das iniciativas envolve pequenos mecanismos adicionais acoplados às asas, capazes de ajustar automaticamente o ângulo em resposta a variações no fluxo de ar, estabilizando a aeronave de forma semelhante ao voo das aves. Essa tecnologia já demonstrou potencial para reduzir significativamente a turbulência percebida, embora ainda esteja em fase de adaptação para aeronaves de grande porte.

O enfrentamento da turbulência também depende de avanços em matemática, dinâmica dos fluidos e inteligência artificial. Sistemas baseados em aprendizado de máquina vêm sendo testados para simular e prever o comportamento do ar a partir de medições realizadas diretamente nas asas. Outras abordagens incluem sensores de infrassom e tecnologias como o Lidar, capazes de mapear o ar à frente da aeronave, ainda que limitações técnicas restrinjam seu uso em aviões comerciais.

Enquanto essas inovações não se consolidam, pilotos recorrem a previsões meteorológicas cada vez mais precisas, que hoje conseguem antecipar cerca de 75% dos episódios de turbulência, número superior ao observado há duas décadas. 

Com o avanço das mudanças climáticas, a aviação enfrenta o desafio de combinar ciência, tecnologia e planejamento operacional para lidar com um ambiente atmosférico mais instável, tornando os voos do futuro mais seguros e previsíveis.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/ce9yzrzdzr0o.adaptado.
Sistemas baseados em aprendizado de máquina "vêm sendo testados" para simular e prever o comportamento do ar.

Quanto às vozes verbais presentes na forma verbal destacada, é correto afirmar que: 
Alternativas
Q3835800 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Turbulência em voos pode triplicar até 2050; veja como a aviação está se preparando


Casos de fortes turbulências em voos comerciais têm se tornado mais frequentes nos últimos anos. Em 2024, um avião da Singapore Airlines enfrentou severa instabilidade ao sobrevoar o sul de Mianmar, e, pouco depois, um Boeing 787 passou por situação semelhante nas Filipinas, resultando em ferimentos a uma comissária de bordo. Episódios como esses evidenciam um fenômeno crescente associado às mudanças climáticas provocadas pela ação humana.

Pesquisas indicam que a turbulência severa em céu claro — caracterizada por movimentos caóticos do ar invisíveis a radares e satélites — aumentou cerca de 55% desde 1979. A previsão é que esse tipo de turbulência triplique globalmente até a década de 2050, afetando especialmente rotas no leste da Ásia e no Atlântico Norte. Esse cenário reforça o medo de voar, frequentemente associado à sensação de perda de controle e a experiências anteriores com instabilidade durante o voo.

Além do desconforto aos passageiros, a turbulência gera custos relevantes para a aviação, pois acelera o desgaste das aeronaves e obriga pilotos a desviar rotas, elevando o consumo de combustível e as emissões. Diante disso, companhias aéreas, cientistas e engenheiros intensificam a busca por soluções para reduzir seus impactos.

Uma das iniciativas envolve pequenos mecanismos adicionais acoplados às asas, capazes de ajustar automaticamente o ângulo em resposta a variações no fluxo de ar, estabilizando a aeronave de forma semelhante ao voo das aves. Essa tecnologia já demonstrou potencial para reduzir significativamente a turbulência percebida, embora ainda esteja em fase de adaptação para aeronaves de grande porte.

O enfrentamento da turbulência também depende de avanços em matemática, dinâmica dos fluidos e inteligência artificial. Sistemas baseados em aprendizado de máquina vêm sendo testados para simular e prever o comportamento do ar a partir de medições realizadas diretamente nas asas. Outras abordagens incluem sensores de infrassom e tecnologias como o Lidar, capazes de mapear o ar à frente da aeronave, ainda que limitações técnicas restrinjam seu uso em aviões comerciais.

Enquanto essas inovações não se consolidam, pilotos recorrem a previsões meteorológicas cada vez mais precisas, que hoje conseguem antecipar cerca de 75% dos episódios de turbulência, número superior ao observado há duas décadas.

Com o avanço das mudanças climáticas, a aviação enfrenta o desafio de combinar ciência, tecnologia e planejamento operacional para lidar com um ambiente atmosférico mais instável, tornando os voos do futuro mais seguros e previsíveis.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/ce9yzrzdzr0o.adaptado.
Sistemas baseados em aprendizado de máquina "vêm sendo testados" para simular e prever o comportamento do ar.

Quanto às vozes verbais presentes na forma verbal destacada, é correto afirmar que: 
Alternativas
Q3835782 Português

Leia o texto abaixo para responder à próxima questão:


Pneumotórax


Febre, hemoptise, dispneia e suores noturnos.


A vida inteira que podia ter sido e que não foi.


Tosse, tosse, tosse.



Mandou chamar o médico:



— Diga trinta e três.


— Trinta e três… trinta e três… trinta e três…


— Respire.



……………………………………………………………………….


— O senhor tem uma escavação no pulmão esquerdo e o pulmão direito infiltrado.


— Então, doutor, não é possível tentar o pneumotórax?


— Não.



A única coisa a fazer é tocar um tango argentino.


Manuel Bandeira

No decorrer da extensão do poema, as falas do médico configuram conselhos ou pedidos deste para o eu-lírico, que, no contexto do poema, exerce a função de paciente durante uma consulta.

Esses pedidos se dão por formas verbais que estão conjugadas em:
Alternativas
Q3835109 Português

O que é alimentação saudável?



    Uma alimentação saudável deve ser baseada em práticas alimentares com significação social, cultural e afetiva. É fundamental estimular a produção e o consumo de alimentos saudáveis regionais (como legumes, verduras e frutas).


    Algumas das principais características de uma alimentação saudável são:


    1. Variação: estimular o consumo de vários tipos de alimentos, com os diferentes nutrientes necessários para o organismo.


    2. Cores: um prato colorido garante a variedade em termos de vitaminas e minerais, assim como uma apresentação atrativa das refeições.


    3. Harmonia: a quantidade e a qualidade dos alimentos devem considerar os aspectos culturais, afetivos e comportamentais.


    5. Segurança: do ponto de vista de contaminação, com possíveis riscos à saúde, deve haver a garantia de alimentos seguros para a população.



Fonte: Biblioteca Virtual em Saúde. Adaptado.

O verbo destacado na frase “Essas matas influenciam a quantidade” está no tempo:
Alternativas
Q3834648 Português

Leia a tira a seguir para responder a questão.

(Quino. Mafalda. São Paulo: Martins Fontes, 1998.)

Se, na frase do 1º quadrinho – Lá a gente se encontra. – a garota empregasse o pronome “nós” em vez da expressão “a gente”, a frase dita por ela estaria em conformidade com a norma-padrão em:
Alternativas
Q3833163 Português
"A taxa de conclusão tem avançado nos últimos anos, passando de 54,5% em 2015 para 74,3% em 2025."

Considerando o tipo, tempo e modo dos verbos no trecho acima, marque com V, as afirmativas verdadeiras, e com F, as falsas:

( ) A forma verbal 'tem avançado' é uma locução verbal formada pelo verbo auxiliar no presente do indicativo e pelo particípio de um verbo regular, expressando uma ação iniciada no passado que se prolonga até o presente.
( ) A troca de 'tem avançado' por 'avançou' preservaria integralmente o sentido do trecho.
( ) O verbo 'ter', no trecho, exerce função de verbo auxiliar, sendo responsável pela formação de um tempo composto do modo indicativo.
( ) A forma verbal 'passando' refere-se ao verbo regular 'passar' no particípio, expressando processo contínuo e mudança gradual, ligado semanticamente ao verbo principal 'tem avançado'.

A sequência que preenche corretamente os itens acima, de cima para baixo, é: 
Alternativas
Q3832924 Português
INSTRUÇÃO: Leia, com atenção, o texto 01 e, a seguir, responda à questão, que a ele se refere.


Texto 01


Dezembrite


Chega dezembro e, com o calor, as luzinhas piscando nas janelas, o Papai Noel em todos os lugares e as músicas natalinas que fazem a trilha sonora das compras, aparece uma sensação difícil de nomear. Para muita gente, o período entre o Natal e o Réveillon não é só festa. É cansaço acumulado, é a grama do vizinho mais verde, são as cobranças pelas metas que não foram cumpridas e a impressão de que todo mundo está celebrando, menos você. Não à toa, essa depressão sazonal ganhou até apelido: “dezembrite”.

Antônia Burke, psicanalista e educadora socioemocional, comenta que o calendário tem um efeito psicológico poderoso. “O fim do ano funciona como um espelho cheio de luz, iluminando aquilo que não deu certo, o que está faltando, o que a gente não conseguiu controlar”, diz. Nesse cenário, as redes sociais lotadas de fotos de viagens aparentemente incríveis e conquistas editadas podem fazer com que a pessoa conclua que é uma fracassada. “Ficamos com a impressão de que nossa vida é horrível, de que a gente é incompetente”, afirma.

A médica psiquiatra Vanessa Fávaro, assistente do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da FMUSP, lembra que esse momento mistura fechamento de ciclo, reuniões familiares, festas da firma e expectativas em relação ao futuro. “É uma época em que as pessoas ficam muito emotivas e emocionadas, às vezes até apresentam um quadro de mais tristeza mesmo, de desânimo”, observa.

Isso não significa que toda tristeza que chega em dezembro seja um episódio depressivo. A diferença, resume Fávaro, está na intensidade, na duração e no quanto esse estado passa a prejudicar a rotina. [...] Há caminhos possíveis para atravessar esse período com menos opressão e mais autocuidado com a saúde mental. Eles não anulam a melancolia, o luto ou a frustração, mas ajudam a reorganizar, com carinho, a maneira como olhamos para os doze meses que passaram e para os que vêm pela frente — afinal, é como canta Simone: “O ano termina e nasce outra vez”. Porém, “A esperança não é um botão que a gente aperta, é consequência de pequenas reorganizações internas e externas”, sintetiza Burke. [...]


Disponível em: https://gamarevista.uol.com.br/semana/. Acesso: 21 dez. 2025. Adaptado. 
Na passagem “[...] ajudam a reorganizar, com carinho, a maneira como olhamos para os doze meses que passaram e para os que vêm pela frente [...]”, o verbo “vêm” aparece acentuado porque se trata
Alternativas
Q3832852 Português

TEXTO PARA A QUESTÃO.


Chupeta e dedo: o que diz a Odontopediatria? 


    A sucção é um reflexo essencial para recém-nascidos, sendo fundamental para a alimentação e desenvolvimento orofacial, além de contribuir para fortalecer o vínculo materno. Por outro lado, o uso de bicos artificiais é desaconselhado, pois pode promover o desmame precoce, privando a criança de todos os benefícios do aleitamento materno.


    Muitas crianças acabam substituindo a sucção no seio materno por chupetas, quando estas são oferecidas pelos pais ou responsáveis, ou por chupar dedo. Embora tenham o efeito de acalmar os bebês, esses hábitos são deletérios, ou seja, comportamentos repetitivos que podem causar danos à saúde bucal das crianças.


    Por isso, o Sistema Conselhos de Odontologia, composto pelo Conselho Federal de Odontologia (CFO) e os 27 Conselhos Regionais de Odontologia de todo país, faz um alerta, através do programa CFO Esclarece, para que pais e cuidadores se atentem aos prejuízos da utilização de chupetas e do hábito de chupar dedo, sendo fundamental que observem o momento ideal para intervenções. 


    A professora e vice-presidente da Associação Brasileira de Odontopediatria Nacional (ABOPED), Letícia Vieira Pereira, destaca que a primeira infância é um período decisivo para o desenvolvimento bucal, exigindo atenção especial aos hábitos que podem influenciar a saúde oral das crianças.


    A cirurgiã-dentista e professora universitária Elisa Maria Rosa de Barros Coelho, especialista, mestre e doutora em Odontopediatria, explica que o uso precoce da chupeta pode reduzir o tempo do aleitamento materno das crianças e favorecer o estabelecimento de padrões respiratórios inadequados, como a respiração bucal.


    O uso prolongado interfere no desenvolvimento da musculatura orofacial e no crescimento da face, podendo levar à mordida aberta anterior, mordida cruzada posterior e posicionamento incorreto da língua, com impacto direto na função e harmonia orofacial da criança.


    Já o hábito de chupar o dedo pode causar alterações semelhantes às provocadas pela chupeta, mas a principal diferença é que o comportamento costuma ser mais difícil de cessar, pois o dedo faz parte do próprio corpo da criança e, portanto, está sempre disponível.


    Embora sejam completamente contraindicados, os comportamentos de chupar dedos ou de usar chupeta devem ser desestimulados pela família até, no máximo, os três anos de vida da criança. Essa medida pode minimizar os impactos do hábito deletério, reduzindo o risco de alterações da arcada.


 Fonte: https://website.cfo.org.br (adaptado).

No período A sucção é um reflexo essencial, o tempo e modo do verbo é classifica-se como: 
Alternativas
Q3832851 Português

TEXTO PARA A QUESTÃO.


Chupeta e dedo: o que diz a Odontopediatria? 


    A sucção é um reflexo essencial para recém-nascidos, sendo fundamental para a alimentação e desenvolvimento orofacial, além de contribuir para fortalecer o vínculo materno. Por outro lado, o uso de bicos artificiais é desaconselhado, pois pode promover o desmame precoce, privando a criança de todos os benefícios do aleitamento materno.


    Muitas crianças acabam substituindo a sucção no seio materno por chupetas, quando estas são oferecidas pelos pais ou responsáveis, ou por chupar dedo. Embora tenham o efeito de acalmar os bebês, esses hábitos são deletérios, ou seja, comportamentos repetitivos que podem causar danos à saúde bucal das crianças.


    Por isso, o Sistema Conselhos de Odontologia, composto pelo Conselho Federal de Odontologia (CFO) e os 27 Conselhos Regionais de Odontologia de todo país, faz um alerta, através do programa CFO Esclarece, para que pais e cuidadores se atentem aos prejuízos da utilização de chupetas e do hábito de chupar dedo, sendo fundamental que observem o momento ideal para intervenções. 


    A professora e vice-presidente da Associação Brasileira de Odontopediatria Nacional (ABOPED), Letícia Vieira Pereira, destaca que a primeira infância é um período decisivo para o desenvolvimento bucal, exigindo atenção especial aos hábitos que podem influenciar a saúde oral das crianças.


    A cirurgiã-dentista e professora universitária Elisa Maria Rosa de Barros Coelho, especialista, mestre e doutora em Odontopediatria, explica que o uso precoce da chupeta pode reduzir o tempo do aleitamento materno das crianças e favorecer o estabelecimento de padrões respiratórios inadequados, como a respiração bucal.


    O uso prolongado interfere no desenvolvimento da musculatura orofacial e no crescimento da face, podendo levar à mordida aberta anterior, mordida cruzada posterior e posicionamento incorreto da língua, com impacto direto na função e harmonia orofacial da criança.


    Já o hábito de chupar o dedo pode causar alterações semelhantes às provocadas pela chupeta, mas a principal diferença é que o comportamento costuma ser mais difícil de cessar, pois o dedo faz parte do próprio corpo da criança e, portanto, está sempre disponível.


    Embora sejam completamente contraindicados, os comportamentos de chupar dedos ou de usar chupeta devem ser desestimulados pela família até, no máximo, os três anos de vida da criança. Essa medida pode minimizar os impactos do hábito deletério, reduzindo o risco de alterações da arcada.


 Fonte: https://website.cfo.org.br (adaptado).

No trecho fortalecer o vínculo materno, as palavras sublinhadas são classificadas, gramaticalmente, como: 
Alternativas
Q3832749 Português
Em relação à classificação dos verbos, assinale a alternativa INCORRETA. 
Alternativas
Respostas
521: C
522: E
523: D
524: C
525: E
526: C
527: D
528: B
529: A
530: D
531: D
532: E
533: C
534: A
535: D
536: B
537: D
538: C
539: D
540: A