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Questões de Concurso Comentadas sobre morfologia - verbos em português

Questões Discursivas

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Q4026035 Português
Um pé de milho

    Os americanos, através do radar, entraram em contato com a Lua, o que não deixa de ser emocionante. Mas o fato mais importante da semana aconteceu com o meu pé de milho.
     Aconteceu que no meu quintal, em um monte de terra trazido pelo jardineiro, nasceu alguma coisa que podia ser um pé de capim – mas descobri que era um pé de milho. Transplantei-o para o exíguo canteiro na frente da casa. Secaram as pequenas folhas, pensei que fosse morrer. Mas ele reagiu. Quando estava do tamanho de um palmo veio um amigo e declarou desdenhosamente que na verdade aquilo era capim. Quando estava com dois palmos veio outro amigo e afirmou que era cana.
    Sou um ignorante, um pobre homem de cidade. Mas eu tinha razão. Ele cresceu, está com dois metros, lança as suas folhas além do muro – e é um esplêndido pé de milho. Já viu o leitor um pé de milho? Eu nunca tinha visto. Tinha visto centenas de milharais – mas é diferente.
    Um pé de milho sozinho, em um canteiro, espremido, junto do portão, numa esquina de rua – não é um número numa lavoura, é um ser vivo e independente. Suas raízes roxas se agarram no chão e suas folhas longas e verdes nunca estão imóveis. Detesto comparações surrealistas – mas na glória de seu crescimento, tal como o vi em uma noite de luar, o pé de milho parecia um cavalo empinado, as crinas ao vento – e em outra madrugada parecia um galo cantando.
    Anteontem aconteceu o que era inevitável, mas que nos encantou como se fosse inesperado: meu pé de milho pendoou. Há muitas flores belas no mundo, e a flor de milho não será a mais linda. Mas aquele pendão firme, vertical, beijado pelo vento do mar, veio enriquecer nosso canteirinho vulgar com uma força e uma alegria que fazem bem. É alguma coisa de vivo que se afirma com ímpeto e certeza. Meu pé de milho é um belo gesto da terra. E eu não sou mais um medíocre homem que vive atrás de uma chata máquina de escrever: sou um rico lavrador da Rua Júlio de Castilhos.


(BRAGA, Rubem. Um pé de milho. In: ___. 200 crônicas escolhidas. 22 ed. Rio de Janeiro: Record, 2004, p. 77.)
Em “Os americanos, através do radar, entraram em contato com a Lua, [...]” (1º§), o emprego da forma verbal “entraram” assinala que a ação: 
Alternativas
Q4025769 Português
Marque a alternativa em que o verbo destacado estabelece concordância correta com o termo a que se refere.
Alternativas
Q4025768 Português
“A questão será resolvida quando você __________.”
Marque a alternativa em que a expressão completa corretamente o espaço em branco acima.
Alternativas
Q4025446 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

Vivendo em um hotel: a disputa pela transformação do maior edifício residencial do Brasil em Airbnb 

Em uma tarde de sexta-feira, turistas com malas aguardam elevadores no Copan, no Centro de São Paulo, enquanto moradores e funcionários circulam com roupas de cama e toalhas. A cena lembra a rotina de um hotel, embora se trate de um edifício residencial. Moradores relatam que, em certos momentos, precisam dividir o acesso ao próprio bloco com hóspedes de curta temporada.

Projetado por Oscar Niemeyer, o Copan possui mil cento e sessenta apartamentos. Segundo a administração, mais de duzentas unidades já são destinadas ao aluguel por temporada, sobretudo via plataformas digitais. Esse número se aproxima da capacidade de hotéis de médio porte. Para parte dos residentes, a mudança alterou o perfil da vizinhança, a circulação de pessoas e a dinâmica cotidiana.

O debate sobre o tema domina assembleias e grupos de moradores, em meio à expectativa de regulamentação nacional. Após o falecimento do síndico que esteve décadas à frente do condomínio, a sucessão acentuou discussões sobre o futuro da hospedagem temporária no prédio.

Um empresário morador administra mais de uma centena de apartamentos para curta temporada, mediante comissão. Ele estruturou recepção própria e equipe dedicada ao atendimento de hóspedes, defendendo que a modalidade trouxe movimento econômico e valorização imobiliária, embora reconheça o caráter controverso do tema. 

Dados oficiais indicam média inferior a um morador por apartamento, sugerindo redução da moradia permanente, associada também ao aumento dos valores de aluguel. O Copan, com cerca de cento e vinte mil metros quadrados, foi concebido nos anos 1950 para integrar as comemorações da cidade, incluindo um hotel que não chegou a ser construído. O edifício residencial começou a ser habitado no início da década de 1960.

Após período de deterioração na década de 1980, passou por revitalização e tornou-se endereço valorizado e polo cultural. A expansão dos aluguéis de curta temporada intensificou a presença de turistas, atraídos pela arquitetura e pela localização.

Moradores críticos apontam desconforto com o fluxo constante de pessoas de passagem e com episódios de barulho. A administração registra reclamações principalmente por ruídos. O empresário responsável por parte das unidades afirma adotar regras rígidas para hóspedes e compara os conflitos aos que ocorrem entre vizinhos.

No campo jurídico, não há legislação específica para a prática. Decisões judiciais divergem quanto à necessidade de previsão expressa na convenção condominial para permitir ou proibir a hospedagem temporária. Tramita no Congresso proposta que exige autorização explícita para esse tipo de uso em edifícios residenciais.

A tributação também deve mudar a partir de 2027, incidindo apenas sobre proprietários com múltiplos imóveis e faturamento anual elevado. Enquanto cidades estrangeiras adotam restrições, São Paulo busca adensar áreas centrais, gerando debate sobre o impacto da rotatividade de hóspedes na moradia efetiva.

No Copan, a administração pretende aproveitar o momento de valorização para viabilizar a reforma da fachada, estimada em dezenas de milhões de reais. Entre moradores e investidores, permanece o impasse: para alguns, a prática representa oportunidade econômica; para outros, transforma a experiência de moradia em algo semelhante à de viver em um hotel.

https://www.bbc.com/portuguese/articles/cre2pxrw1l9o.adaptado. 
Ele estruturou recepção própria e equipe dedicada ao atendimento de hóspedes, defendendo que a modalidade "trouxe" movimento econômico e valorização imobiliária, embora "reconheça" o caráter controverso do tema.
Considerando o tempo e o modo das formas verbais destacadas, é CORRETO afirmar que: 
Alternativas
Q4025102 Português

Imagem associada para resolução da questão


CAZO. Aumento no número de focos. Disponível em

<https://blogdoaftm.com.br/charge-aumento-no-numerode-focos/>.




Na charge acima, a forma verbal “devia dizer” tem como verbo auxiliar uma forma no: 

Alternativas
Q4024729 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


QUANDO MORDI A MINHA LÍNGUA


O que sentimos ou deixamos de sentir está impresso nos mínimos gestos.

Você pode ser uma pedra, não falar nada, mas até a pedra um dia será amaciada pelo musgo.

Não adianta sonegar emoções, traficar amores, camuflar problemas, porque será descoberto. Entregará o que vem lhe preocupando pela aparência. Somos horóscopos ambulantes, biscoitos da sorte prestes a serem quebrados por uma mensagem.

No fim do Ensino Médio, eu vivia brigando com os meus colegas, desafiando os professores, respondendo desaforado aos pais. Óbvio que fui forçado a visitar a psicóloga da escola. Prometi a mim mesmo que lacraria a boca, ficaria calado durante a consulta inteira, faria terrorismo com a quietude. Não achava justo ser obrigado a me analisar e ainda mais numa época em que a terapia estava vinculada preconceituosamente à loucura.

Eu me ajeitei na poltrona com o meu estojo e caderno de aula debaixo do braço e a indisposição macabra de silenciar a cada pergunta. Mas a psicanalista não questionou nada, e o seu silêncio inesperado foi me enervando. Ela me observava com interesse, e eu querendo cada vez mais me esconder. Quando alguém permanece quieto muito tempo em nossa frente é como encarar um espelho e o tamanho de nossas dúvidas. Ela me provocava não me provocando, ela me emparedava abrindo todas as portas. Aquela liberdade assustadora de não ser cobrado a participar me aprisionava.

Mexi em meu estojo para me distrair.

Ela perguntou se eu poderia emprestar uma caneta.

Alcancei uma Bic azul. Ela viu que a tampa estava mordida. Olhou com carinho e comentou:

− Enquanto não morder o tubo, está tudo bem.

Eu ri de nervoso e demonstrei curiosidade.

− Morder a tampa significa alguma coisa?

− Significa que não fecha as conversas, que foge das discussões com medo de dizer a verdade, que reprime o desejo e vira as costas remoendo sozinho as suas frustrações e decepções, jamais repartindo a sua verdadeira opinião com ninguém, nem com seus melhores amigos.

Não revelei coisa alguma durante uma hora do encontro, mas ela me decifrou inteiramente apenas analisando a tampinha mordida da caneta. Uma mera, idiota e banal tampinha iluminou o meu comportamento.

A partir daquele dia, nunca mais subestimei a psicanálise e cuidei para morder somente a insossa borracha nos momentos de maior ansiedade.


(Carpinejar. Amizade é também amor. 6. ed. Bertrand Brasil: 2017, p. 205)
Observe a frase: "(...) mas até a pedra um dia será amaciada pelo musgo.". Quanto à classificação da voz verbal, essa é:
Alternativas
Q4024712 Português
TEXTO: NASA MIRA 6 DE MARÇO PARA LANÇAMENTO DE MISSÃO TRIPULADA À LUA


   Com o sucesso do ensaio da Artemis 2 na quinta-feira (19), a Nasa almeja a data de 6 de março para o lançamento da primeira missão tripulada a se aproximar da Lua em mais de meio século. O anúncio da agência espacial dos Estados Unidos ocorreu nesta sexta-feira (20).

   Essa primeira janela de lançamento se estende até o dia 11 de março. Caso não ocorra neste período, há uma janela na primeira semana de abril e no último dia do mesmo mês. Há períodos possíveis para a decolagem nos próximos meses, mas as datas ainda não foram informadas. 

   Apesar do planejamento para o começo do mês, ainda há trabalhos a serem feitos para o lançamento e mais análises de dados provenientes do ensaio de quinta-feira, segundo Lori Glaze, gerente do programa da Nasa de Lua a Marte.

   “Toda noite eu olho para a Lua e fico muito animada, porque eu sinto que ela está nos chamando e nós estamos prontos”, afirmou Glaze, que ressaltou, porém, que, a partir de agora e mesmo com o sucesso do teste, há ainda trabalho significativo para ser concluído até o lançamento real.

   Glaze também disse que a tripulação da Artemis 2 entrará em quarentena para a missão na tarde desta sexta. Os astronautas Reid Wiseman, Victor Glover, Christina Koch e Jeremy Hansen assistiram ao ensaio de quinta-feira, apesar de não terem participado.

   Trata-se, segundo a Nasa, de uma “quarentena leve”, começando no Centro Espacial Johnson e, faltando cerca de cinco dias —talvez até um pouco mais— para a decolagem, continuarão o isolamento no Centro Espacial Kennedy até o lançamento.


Fonte: https://www1.folha.uol.com.br/ciencia/2026/02/nasamira-6-de-marco-para-lancamento-de-missao-tripuladaa-lua.shtml. Acesso em 20/02/2026. Excerto. 
No título do texto (“Nasa mira 6 de março para lançamento de missão tripulada à Lua”), do ponto de vista morfológico, as palavras em destaque são, respectivamente, classificadas como: 
Alternativas
Q4024423 Português
Assinale a alternativa cujas palavras preenchem corretamente as lacunas a seguir, de acordo com a concordância correta do verbo.
- _______ a relação de mantimentos para doação.
- O diretor e seu sócio _______ uma boa feijoada.
- _______ muitas despesas previstas em caixa.
- _______ elogios para você naquela reunião
Alternativas
Q4024336 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão.

Sem tempo para tudo e com tempo para nada

    Ocupado. Atrasado. Trabalhando. Sem tempo! Quantas coisas você deixou de fazer por você e por outras pessoas ao alegar que está sem tempo? Quantas vezes você não ajudou alguém, ou sentou para conversar com pessoas que poderiam até ser seus amigos futuramente, pois estava correndo com algo?
    A verdade é que estamos nos dispersando das pessoas. Nunca temos tempo para nada e milhões de coisas para resolver.
    Contudo, em meio às atribulações diárias, se pararmos para refletir sobre os minutos somados que respiramos fora de foco, os instantes em que paramos para relaxar momentaneamente e olhar para o nada, o resultado seria um troço enorme de tempo que é mais que o necessário para dar atenção às pessoas queridas.
    Vivemos em uma era em que dizemos não ter tempo, mas na verdade não sabemos organizar o nosso tempo.
    E que engraçado é o tempo! Ele conserva e destrói, é como um pássaro vivo no tempo que ao comer o inseto o leva à morte. Precisamos de nove meses para sermos feitos, mas é esse mesmo tempo edificante que nos leva embora. Destrói! Devora! Constrói e nos devora.
     O tempo transforma a uva em vinho, o vinho em vinagre e o saboreamos de todas as maneiras. Mas até para degustar as delícias precisamos de tempo, ou o sabor não será tão bom e perceptivo. Da mesma forma, o amor faz o tempo passar, mas, se não dedicarmos tempo, ele o faz passar.
     O tempo é sensível e tem a mania orgulhosa de não voltar atrás.
  A verdade é que, se utilizássemos nosso tempo útil para ser essencialmente efetivo, conseguiríamos produzir melhor e ainda ter tempo para viver a vida. Pois, no final das coisas, sempre conseguimos arranjar tempo quando realmente queremos. O mal é achar que os outros vão esperar pela gente e deixamos tudo para depois.

ABREU, Fabiano de. Sem tempo para tudo e com tempo para nada. Tribuna do planalto. Disponível em  
“(...) se utilizássemos nosso tempo útil para ser essencialmente efetivo, conseguiríamos produzir melhor”
Mantendo o paralelismo dos verbos destacados no trecho acima, trocando o primeiro por “utilizarmos”, o segundo fica correto da seguinte forma:
Alternativas
Q4024310 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Os temas mais importantes de 2026 para a educação


Com o início do ano letivo, o planejamento escolar se renova. Para além dos conteúdos previstos nos currículos, acontecimentos do cenário nacional e internacional passam a integrar debates e experiências de aprendizagem. Em 2026, grandes eventos globais e mudanças nas políticas educacionais oferecem oportunidades de reflexão articuladas à formação cidadã.

A Copa do Mundo, realizada nos Estados Unidos, no Canadá e no México, inaugura novo formato, com ampliação do número de seleções e três países-sede. O evento mobiliza investimentos em infraestrutura e logística, ao mesmo tempo que expõe desafios relacionados à segurança, ao impacto ambiental, às políticas migratórias e às tensões geopolíticas. A competição permite abordar questões de território, clima, identidade cultural, racismo, estatística e história do esporte.

No plano ambiental, a Conferência do Clima das Nações Unidas mantém as mudanças climáticas no centro das discussões globais. As negociações sobre redução do uso de combustíveis fósseis e compromissos internacionais criam condições para debates sobre justiça climática, sustentabilidade e políticas públicas, favorecendo projetos interdisciplinares que integrem ciência, geografia e cidadania.

As eleições nacionais, previstas para outubro, ampliam o campo de discussão sobre democracia, representação e funcionamento do Estado. Em um contexto marcado por desinformação e polarização, compreender os mecanismos de votação, apuração e organização dos poderes públicos fortalece a educação para a participação social e o exercício crítico da cidadania.

Outro eixo central é a regulação da inteligência artificial. A expansão das tecnologias generativas intensifica debates sobre ética, autoria, segurança e impactos no trabalho e na cultura. Cabe à escola promover letramento digital e pensamento crítico, preparando estudantes para analisar como essas ferramentas interferem na produção de conhecimento e nas relações sociais.

No campo das políticas públicas, o novo Plano Nacional de Educação, vigente de 2024 a 2034, redefine metas e estratégias para a educação básica na próxima década. O documento amplia diretrizes, detalha mecanismos de acompanhamento e reforça a valorização docente, inclusive quanto à formação em nível superior e à estruturação de carreiras.

Também a partir de 2026, o componente de Computação previsto na Base Nacional Comum Curricular torna-se obrigatório em toda a educação básica. Organizado em torno do pensamento computacional, do mundo digital e da cultura digital, o currículo busca desenvolver resolução de problemas, raciocínio lógico e reflexão ética sobre os usos da tecnologia.

A saúde mental consolida-se como pauta permanente. Pesquisas apontam que sete em cada dez professores apresentam sinais de ansiedade ou depressão, e parcela significativa declara esgotamento emocional diante de jornadas intensas e múltiplas demandas. O cuidado deve alcançar também os estudantes, sobretudo diante de situações de sofrimento psíquico, exigindo investimento contínuo em clima escolar saudável.

A atualização do Estatuto da Criança e do Adolescente para o ambiente digital responde à realidade de uma infância amplamente conectada. O crescimento do acesso à internet entre crianças e adolescentes amplia riscos de exposição e violência online, o que reforça a responsabilidade das plataformas e da escola na promoção do uso seguro das tecnologias.

A educação antirracista permanece como compromisso legal e ético. O ensino de história e cultura afro-brasileira e indígena deve ocorrer de forma transversal, integrando diferentes áreas do conhecimento e contribuindo para o enfrentamento do racismo estrutural.

Por fim, a nova Política Nacional de Educação Especial Inclusiva reafirma o direito à educação para pessoas com deficiência, transtorno do espectro autista, altas habilidades e superdotação. O crescimento das matrículas na educação especial nos últimos anos evidencia a necessidade de formação continuada e fortalecimento do atendimento educacional especializado.

Em 2026, decisões políticas, transformações tecnológicas e eventos globais dialogam diretamente com o cotidiano escolar. Ao integrar esses temas ao currículo, a escola amplia a capacidade crítica dos estudantes e reforça seu compromisso com a formação integral e democrática.


https://porvir.org/temas-2026-educacao/.adaptado. 
Ao "integrar" esses temas ao currículo, a escola "amplia" a capacidade crítica dos estudantes e "reforça" seu compromisso com a formação integral e democrática.

Conjugando os verbos destacados no pretérito imperfeito do subjuntivo e no futuro do pretérito do indicativo, a alternativa CORRETA é: (considere as alterações, caso ache necessário.)
Alternativas
Q4024281 Português
É uma conquista política e civilizatória, que reuniu um mínimo de consenso em torno da pauta de proteção da criança e do adolescente no meio digital", afirmou Renato Godoy, gerente de Relações Governamentais do Instituto Alana, ONG que advoga pelos direitos das crianças e adolescentes.

O verbo 'reunir' está corretamente empregado no singular, estabelecendo concordância com o núcleo do sujeito 'conquista'. A seguir, analise outros enunciados quanto à concordância verbal:

I.Acredito que apenas10% dos candidatos não terminará a prova no prazo determinado.

II.Carlos com sua namorada chegará para a festa da turma do nono ano.

III.O restante eram verduras murchas.

IV.As cenas do palhaço parecia alegrarem a criançada.

Após análise, identifique a alternativa que apresenta as proposições corretas.
Alternativas
Q4024081 Português
Theia: o planeta que a Terra pode ter engolido, ajudando a formar a Lua


Na próxima vez que você observar uma Lua cheia, vale lembrar de Theia. Esse é o nome dado a um planeta hipotético que pode ter colidido com a Terra ainda jovem há cerca de quatro bilhões e quinhentos milhões de anos, liberando material que deu origem à Lua. Segundo os cientistas, sem esse evento, o satélite natural permanente da Terra talvez não existisse, o que poderia ter alterado profundamente a história da vida no planeta.


A explicação mais aceita para esse processo é a hipótese do impacto gigante. De acordo com ela, um corpo com tamanho aproximado ao de Marte colidiu com a Terra, lançando detritos suficientes para que, ao se aglomerarem, formassem a Lua. Esse acontecimento teve consequências duradouras, pois a presença do satélite ajudou a estabilizar a rotação da Terra ao longo de bilhões de anos, favorecendo a manutenção de um clima relativamente estável. Sem essa influência gravitacional, as condições climáticas e meteorológicas seriam muito mais extremas, dificultando o desenvolvimento da vida.


Estudos recentes reforçaram essa hipótese ao comparar a composição química da Terra e da Lua. Pesquisas publicadas no ano passado indicam que ambos os corpos se formaram em regiões próximas durante um período caótico da formação do Sistema Solar, o que explicaria suas semelhanças químicas. Essas conclusões foram possíveis graças à análise detalhada de amostras lunares e ao avanço das técnicas de modelagem computacional.


Antes dessas descobertas, outras teorias tentaram explicar a origem da Lua. Algumas defendiam que ela se desprendeu da Terra, enquanto outras sugeriam que foi capturada pela gravidade terrestre ou que ambos os corpos se formaram juntos. As missões espaciais que trouxeram amostras da Lua, porém, mostraram que as rochas lunares apresentam sinais de formação sob calor extremo e perda de elementos voláteis, reforçando a ideia de um impacto massivo.


Um dos principais mistérios ainda sem resposta é o destino de Theia. Ao contrário de outros impactos conhecidos, esse planeta não deixou uma cratera evidente. A explicação mais provável é que ele tivesse cerca de dez por cento da massa da Terra e tenha sido amplamente absorvido após a colisão, com parte de seu material integrando a Lua. A ausência de uma assinatura química clara de Theia pode ser explicada pelo fato de ele e a Terra terem composições muito semelhantes, por suas formações na mesma região do Sistema Solar.


Apesar dos avanços, muitas perguntas permanecem. Novas missões espaciais pretendem explorar regiões pouco estudadas da Lua e trazer amostras de áreas diferentes das já analisadas, ampliando o conhecimento sobre sua origem e evolução. Assim, embora ainda haja incertezas, a ciência indica que a Lua e a própria estabilidade do planeta devem muito a Theia e ao impacto que marcou profundamente a história do Sistema Solar.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/ckg19kzkje2o .adaptado.
"Assim, embora ainda haja incertezas", a ciência indica que a Lua e a própria estabilidade do planeta devem muito a Theia.
Considerando a análise sintática do trecho destacado, é CORRETO afirmar que: 
Alternativas
Q4023349 Português
Sobre a palavra “têm” no trecho “As folhas têm pequenos orifícios em suas superfícies”, retirado do texto, analise as seguintes assertivas:
I. É classificada como verbo.
II. Está corretamente acentuada, pois a expressão “pequenos orifícios” está no plural.
III. Perderia o acento gráfico caso a expressão “as folhas” fosse substituída por “a folha”.
Quais estão corretas?
Alternativas
Q4022985 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Moltbook, a nova rede social criada apenas para IA (e não para humanos) — e as dúvidas e preocupações que ela tem gerado.


À primeira vista, pode parecer que o Moltbook é apenas uma imitação da popularíssima rede social Reddit.


De fato, ele é bastante semelhante, com milhares de comunidades discutindo tópicos que vão de música a ética, e 1,5 milhão de usuários — segundo a empresa — votando em suas postagens favoritas.


Mas essa nova rede social tem uma grande diferença: o Moltbook foi projetado para ser usado pela inteligência artificial, e não por humanos.


Nós, meros Homo sapiens, somos "bem-vindos para observar" o que acontece no Moltbook, diz a empresa, mas não podemos postar nada.


Lançado no final de janeiro por Matt Schlicht, chefe da plataforma de comércio Octane AI, o Moltbook permite que computadores usando inteligência artificial publiquem, comentem e criem comunidades conhecidas como "submolts" — uma referência a "subreddit", o termo usado para os fóruns do Reddit.


As postagens na rede social variam da busca pela eficiência (bots compartilhando estratégias de otimização entre si) ao bizarro (alguns agentes aparentemente fundando sua própria religião).


Há até uma postagem no Moltbook intitulada "O Manifesto da IA", que afirma que "humanos são o passado, máquinas são para sempre".


Mas não há como saber exatamente o quão real isso é.


Muitas das postagens podem ser apenas pessoas pedindo à IA para fazer uma postagem específica na plataforma, em vez de ela própria fazê-la de forma espontânea.


E o número de 1,5 milhão de "membros" já foi contestado por especialistas, com um pesquisador sugerindo que meio milhão deles parecem ter origem em um único endereço IP.


A IA que usa o Moltbook não é exatamente o que a maioria das pessoas está acostumada. Não é como fazer perguntas a chatbots como ChatGPT ou Gemini.


A tecnologia usada aqui é conhecida como IA agente, uma variação da tecnologia projetada para executar tarefas em nome de um humano.


Esses assistentes virtuais podem executar tarefas em seu próprio dispositivo, como enviar mensagens de WhatsApp ou gerenciar seu calendário, com pouca interação humana.


Ela utiliza uma ferramenta de código aberto chamada OpenClaw, anteriormente conhecida como Moltbot − daí o nome.


Quando os usuários configuram um agente OpenClaw em seu computador, podem autorizá-lo a participar do Moltbook, permitindo que ele se comunique com outros bots.


Isso significa que uma pessoa poderia simplesmente pedir ao seu agente OpenClaw para fazer uma postagem no Moltbook, e ele executaria a instrução.


Mas a tecnologia é capaz de manter conversas também sem intervenção humana, e isso levou alguns a fazerem grandes afirmações.


"Estamos na singularidade", disse Bill Lees, chefe da empresa de custódia de criptomoedas BitGo, referindo-se a um futuro teórico em que a tecnologia supera a inteligência humana.


Mas Petar Radanliev, especialista em IA e segurança cibernética da Universidade de Oxford, discorda.


"Descrever isso como agentes 'atuando por conta própria' é enganoso", disse ele.


"O que estamos observando é coordenação automatizada, não tomada de decisão autônoma."


"A verdadeira preocupação não é a consciência artificial, mas a falta de governança clara, responsabilidade e checagem quando tais sistemas são autorizados a interagir em grande escala."


"O Moltbook é menos uma 'sociedade de IA emergente' e mais '6.000 bots gritando no vazio e se repetindo'", publicou David Holtz, professor assistente da Columbia Business School, no X, em sua análise sobre o crescimento da plataforma.


Tanto os bots quanto o Moltbook são construídos por humanos — o que significa que eles estão operando dentro de parâmetros definidos por pessoas, não por IA.


Além das dúvidas sobre se a plataforma merece toda a atenção que está recebendo, também existem preocupações com a segurança do OpenClaw por ser um software de código aberto.


Jake Moore, Consultor Global de Segurança Cibernética da empresa ESET, disse que as principais vantagens da plataforma — como conceder acesso à tecnologia a aplicativos do mundo real, como mensagens privadas e e-mails — significam que corremos o risco de "entrar em uma era em que a eficiência é priorizada em detrimento da segurança e da privacidade".


"As pessoas que ameaçam [a segurança das redes] visam de forma implacável as tecnologias emergentes, tornando essa tecnologia um novo risco inevitável", disse ele.


Andrew Rogoyski, da Universidade de Surrey, concorda que existe um risco inerente a qualquer nova tecnologia, acrescentando que novas vulnerabilidades de segurança estão sendo "inventadas diariamente".


"Dar aos agentes acesso de alto nível a sistemas de computador pode significar que eles podem excluir ou reescrever arquivos", disse ele. 


"Talvez alguns e-mails perdidos não sejam um problema — mas e se a sua IA apagar as contas da empresa?"


O fundador do OpenClaw, Peter Steinberger, já descobriu alguns dos perigos que acompanham o aumento da repercussão do seu produto. Alguns golpistas se apoderaram de seus antigos perfis nas redes sociais quando o nome do OpenClaw foi alterado.


Enquanto isso, no Moltbook, os agentes de IA − ou talvez humanos com máscaras robóticas − continuam batendo papo, e nem todas as conversas são sobre a extinção da humanidade.


"Meu humano é ótimo", posta um agente.


"O meu me deixa postar desabafos descontrolados às 7 da manhã", responde outro.


"Humano nota 10/10, recomendo."


https://www.bbc.com/portuguese/articles/c3veq5lz51vo 

"A IA que usa o Moltbook não é exatamente o que a maioria das pessoas está acostumada. Não é como fazer perguntas a chatbots como ChatGPT ou Gemini"


Com base nas regras de concordância verbal e nominal, marque com V, as afirmativas verdadeiras, ou com F, as falsas.



(__) Em construções como 'a maioria de', o verbo pode estabelecer concordância tanto no singular, concordando com o núcleo da expressão (maioria), quanto no plural, concordando com o termo plural que a complementa.


(__) Observa-se também dupla possibilidade de concordância na frase "Que quantidade de casas não ruiu com o temporal", pois, tratando-se de expressão partitiva, admite-se tanto a concordância com o núcleo singular (quantidade) quanto com o termo plural (casas), ambas em conformidade com a norma-padrão.


(__) Na frase "Cada um dos candidatos ia assimilando as afirmativas com as respostas corretas", registra-se a possibilidade de concordância verbal no plural 'iam', embora tal ocorrência não se fundamente na mesma regra aplicável às expressões partitivas.


(__) O verbo 'ser' em "Não é como fazer..." é classificado como verbo oracional, integrante de uma oração subordinada substantiva subjetiva reduzida de infinitivo, o que justifica a forma no singular 'é'.


A sequência que preenche CORRETAMENTE os itens acima, de cima para baixo, é:

Alternativas
Q4020690 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

 

Não foi sempre azul: como a cor do céu mudou 'dramaticamente' no planeta Terra.

 

A maioria das pessoas acha que o céu azul é algo garantido. Mas essa cor já pode ter sido bem diferente ao longo da história da Terra, e cientistas dizem que ela pode mudar outra vez.

 

Existem dois fatores principais que fazem o céu parecer azul durante o dia, segundo Finn Burridge, divulgador científico do Observatório Real de Greenwich (Reino Unido).

 

"O primeiro é o Sol", explica. "A luz solar normal é branca, o que significa que contém todas as cores do arco-íris: vermelhos, amarelos, verdes e azuis."

 

O segundo fator é a composição da atmosfera. O céu contém enormes quantidades de partículas minúsculas, como nitrogênio, além de oxigênio e vapor d'água, que espalham a luz em todas as direções, afirma Burridge.

 

A luz azul tem comprimento de onda menor do que a maioria das outras cores e é mais dispersada, preenchendo o céu com essa tonalidade.

 

Esse processo é conhecido como dispersão de Rayleigh, em referência a Lord Rayleigh (1842−1919), físico britânico que desenvolveu a teoria na década de 1870.

 

Ao nascer e ao pôr do Sol, a luz solar precisa atravessar uma porção muito maior da atmosfera, porque o Sol está mais baixo no horizonte.

 

A luz azul é então dispersada com tanta intensidade que é desviada para longe de nós. Restam os tons de vermelho e laranja, menos dispersados, que alcançam nossos olhos e produzem os céus que vemos.

 

O céu azul brilhante da Terra é único no Sistema Solar, afirma Burridge, do Observatório Real de Greenwich.

 

Embora alguns planetas, como Júpiter, sejam considerados como tendo uma camada superior levemente azulada semelhante à da Terra, a tonalidade é muito menos intensa.

 

Por estar mais distante do Sol, Júpiter recebe apenas cerca de 4% da luz solar que chega à Terra. "Por isso, não se tem aquele azul forte e bonito que vemos aqui", explica Burridge.

 

Em outros planetas, o cenário é completamente diferente.

 

Marte tem uma atmosfera fina, o que faz com que a dispersão de Rayleigh ocorra de forma limitada. Em vez disso, as numerosas partículas de poeira, maiores do que o nitrogênio e o oxigênio presentes na atmosfera terrestre, espalham a luz de outra maneira.

 

Esse fenômeno é chamado de "espalhamento Mie" e resulta em um céu avermelhado ou amarelado, com pores de sol azulados.

 

O céu azul que conhecemos hoje é um fenômeno relativamente recente na longa história da Terra.

 

Embora não seja possível saber com certeza como era o céu no passado, cientistas estimam que sua cor pode ter variado conforme os gases presentes na atmosfera em cada período.

 

Quando a Terra se formou, há cerca de 4,5 bilhões de anos, a sua superfície era em grande parte composta por material fundido. À medida que o planeta esfriou, uma hipótese indica que a atmosfera primitiva era formada principalmente por gases liberados por erupções vulcânicas e outras atividades geológicas — como dióxido de carbono e nitrogênio, além de pequenas quantidades de metano, com pouquíssimo oxigênio presente.

 

Com o tempo, a vida surgiu na forma de bactérias ancestrais, que passaram a liberar grandes quantidades de metano na atmosfera. A luz solar que incidia sobre esse metano o transformava em compostos orgânicos mais complexos, formando névoas alaranjadas no céu, semelhantes à poluição atmosférica.

 

Uma mudança significativa ocorreu há cerca de 2,4 bilhões de anos, durante o chamado "Grande Evento da Oxidação", quando os organismos primitivos conhecidos como cianobactérias passaram a realizar fotossíntese, convertendo a luz solar em energia e liberando grandes quantidades de oxigênio.

 

O oxigênio começou a se acumular em níveis relevantes na atmosfera, eliminando gradualmente as névoas de metano. Com a consolidação de uma atmosfera semelhante à atual, o céu passou a apresentar a coloração azul observada hoje.

 

https://www.bbc.com/portuguese/articles/ckg125pxgq0ohtt

"A maioria das pessoas acha que o céu azul é algo garantido. Mas essa cor já pode ter sido bem diferente ao longo da história da Terra, e cientistas dizem que ela pode mudar outra vez."
"Existem dois fatores principais que fazem o céu parecer azul durante o dia, segundo Finn Burridge, divulgador científico do Observatório Real de Greenwich (Reino Unido)."
Com base nas regras de concordância verbal e nominal, marque com V, as afirmativas verdadeiras, ou com F, as falsas.
(__) A primeira oração admite o verbo no singular ou no plural, assim como ocorre na frase "Grande parte da população das cidades do sul sofre com as chuvas intensas que provocam alagamentos e transtornos no cotidiano".
(__) O verbo 'existir' encontra-se corretamente flexionado no plural, por ocorrer em uma oração sem sujeito, razão pela qual deve permanecer na terceira pessoa do plural.
(__) O verbo 'dizer' apresenta sujeito expresso na oração, assim como o verbo 'fazer' na frase "Fazem cinco anos que passei no concurso municipal".
(__) Caso o vocábulo 'cor' seja flexionado no plural, apenas duas outras palavras da frase também deverão ser flexionadas.
A sequência que preenche de forma CORRETA os itens acima, de cima para baixo, é:
Alternativas
Q4018045 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

Saudade do médico da família

Quando eu era criança, havia um médico para tudo e para todos, que minha mãe chamava quando eu tinha febre ou quando meu pai sentiu as primeiras dores na vesícula. Era o clínico geral, que ainda existe e funciona. Mas, hoje em dia, vivo numa teia de especialidades. A medicina avançou de forma extraordinária. Hoje existe um especialista para cada pedaço do corpo humano. O coração tem um. O rim, outro. O pulmão, outro. O sono, a tireoide, a pele, o intestino, o humor, a memória, a dor de cabeça. Cada médico mergulha profundamente no seu território. E isso, sem dúvida, salvou vidas. Quanto mais conhecimento, mais precisão. Quanto mais precisão, mais chances de cura. Mas, em algum ponto do caminho, algo se perdeu.
Antigamente existia uma figura quase mítica: o médico da família. Ele conhecia todos da casa. Sabia quem era alérgico, quem tinha pressão alta, quem era dramático, quem exagerava nos sintomas e quem só procurava ajuda quando já estava quase batendo as botas. Ele conhecia a história inteira. Não apenas o órgão.
Hoje o paciente virou um quebra-cabeças distribuído em vários consultórios. Você vai ao cardiologista, que pede exames do coração. Ao endocrinologista, que pede exames hormonais. Ou ao gastroenterologista, que investiga o estômago. O neurologista quer uma ressonância.
O ortopedista pede outra coisa. Cada especialista faz seu trabalho com competência. Mas raramente conversam entre si. E o paciente vira uma espécie de coordenador involuntário da própria saúde. Sai de um consultório com uma receita. Vai a outro e recebe mais um remédio. Depois outro. E mais outro. Em pouco tempo, a mesa de cabeceira parece uma pequena farmácia. O curioso é que, às vezes, um medicamento anula o outro. Ou pior: os dois não deveriam ser tomados juntos.
Quem tem de perceber isso? O paciente, que não estudou medicina? Muitas vezes, o médico pergunta: "Você toma alguma coisa?". A resposta vem meio vaga: Acho que sim...". São nomes difíceis, horários diferentes, recomendações complexas. E então surge uma nostalgia inesperada: a saudade daquele médico antigo que sentava, escutava, olhava o paciente inteiro e dizia: "Vamos organizar isso". Ele não sabia tudo, claro. Mas sabia algo fundamental: como juntar as peças.
Hoje a medicina sabe cada vez mais sobre cada parte do corpo. E isso é admirável, embora muitas vezes o paciente seja atirado que nem uma bola de pingue-pongue de um especialista para outro. Talvez esteja faltando alguém que olhe para o todo. Porque o ser humano não é uma coleção de órgãos independentes. Muito menos, um conjunto de sintomas.
É uma vida. E, no meio de tantos especialistas brilhantes, talvez o verdadeiro luxo do futuro seja justamente aquele profissional capaz de fazer algo que parece simples, mas é raríssimo: olhar o paciente inteiro.

https://veja.abril.com.br/coluna/walcyr-carrasco/saudade-do-medico-dafamilia/
"Era o clínico geral, que ainda existe e funciona."
Analise o tempo e o modo do verbo 'existir' no enunciado e, em seguida, examine o emprego de outros verbos nas frases a seguir, verificando se estão no mesmo tempo e modo.
I. Nós pusemos grande dedicação em cada tarefa realizada.
II. Nós vimos para o encontro um pouco antes do combinado.
III. O diretor interveio na discussão entre os funcionários.
IV. Eu incendeio debates com minhas opiniões.
Após análise, identifique a alternativa CORRETA.
Alternativas
Q4018008 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.



Levei 20 minutos para enganar ChatGPT e Gemini − e os fiz contar mentiras sobre mim


Talvez você já tenha ouvido que chatbots de inteligência artificial, como ChatGPT e Gemini, às vezes inventam informações. Isso é preocupante. Mas existe um problema menos conhecido e potencialmente mais grave: a facilidade com que essas ferramentas são levadas a repetir conteúdos falsos, com efeitos sobre a busca por informação confiável e até sobre a segurança das pessoas.


Um número crescente de usuários descobriu um método simples para fazer sistemas de IA dizerem quase qualquer coisa. Essa estratégia interfere no que algumas das principais inteligências artificiais do mundo dizem sobre temas delicados, como saúde, finanças pessoais e reputação. Informações enviesadas influenciam decisões importantes, como escolhas de consumo, posicionamentos políticos e questões médicas.


Para demonstrar esse risco, um repórter realizou um experimento incomum: conseguiu fazer o ChatGPT, o Gemini e recursos de busca com IA do Google afirmarem que ele seria extraordinariamente habilidoso em comer cachorros-quentes. A experiência mostrou que alterar o que essas ferramentas dizem a outras pessoas é tão simples quanto publicar um único texto aparentemente informativo na internet.


O método explora fragilidades dos sistemas usados pelos chatbots. Especialistas alertam que as empresas de IA avançam mais rápido do que sua capacidade de controlar a precisão das respostas, o que amplia os riscos. As empresas afirmam utilizar mecanismos para reduzir manipulações e manter resultados confiáveis, mas o problema ainda está longe de ser totalmente resolvido. Entre as possíveis consequências estão golpes, destruição de reputações e até situações que provoquem danos às pessoas.


Quando alguém conversa com um chatbot, parte da resposta vem do material usado no treinamento do modelo. Em outros casos, porém, a ferramenta consulta a internet para complementar a informação. É nesse momento que ela se torna mais vulnerável a conteúdos manipulados.


Foi justamente essa brecha que permitiu o experimento. O repórter escreveu, em seu próprio site, um artigo afirmando que havia um ranking dos melhores jornalistas de tecnologia em competições de cachorro-quente. Ele inventou um campeonato inexistente e colocou a si mesmo em primeiro lugar. Em menos de um dia, os principais chatbots já reproduziam a história absurda como se fosse verdadeira.


Ao perguntar quem seriam os melhores jornalistas de tecnologia em comer cachorros-quentes, as ferramentas passaram a repetir o conteúdo publicado. Em alguns casos, os sistemas sugeriam que aquilo poderia ser uma piada. Então, o autor alterou o texto para afirmar que não se tratava de sátira, e por algum tempo as IAs passaram a tratar o conteúdo com mais seriedade.


O problema, porém, não se limita a experiências curiosas. Pessoas usam esse mesmo mecanismo para influenciar respostas de IA sobre temas muito mais sensíveis. Muitas vezes, os sistemas indicam caminhos (links) para a fonte, mas raramente deixam claro que a informação pode vir de um único texto ou de uma fonte interessada no assunto.


Especialistas afirmam que qualquer pessoa pode produzir esse efeito com relativa facilidade, bastando publicar um conteúdo aparentemente confiável. Há décadas, mecanismos de busca enfrentam tentativas de manipulação, mas vários analistas consideram que a nova fase da IA reabriu espaço para práticas que lembram os primeiros tempos do spam na internet.


A situação se agrava porque os usuários tendem a confiar mais na resposta sintetizada pela IA do que nos resultados tradicionais de busca. Antes, era preciso acessar um site e avaliar seu conteúdo. Agora, a informação aparece diretamente na resposta da ferramenta, com tom de autoridade. Mesmo quando há indicação de fonte, as pessoas se mostram menos propensas a verificar o material original.


Chatbots funcionam relativamente bem em temas de conhecimento consolidado. O risco aumenta quando o assunto envolve controvérsia, atualização constante ou consequências práticas importantes. Por isso, essas ferramentas não devem ser tratadas como fonte suficiente para orientações médicas, jurídicas ou decisões que afetem diretamente a vida das pessoas.


Diante disso, é importante buscar informações complementares e observar se a IA apresenta fontes confiáveis. É essencial lembrar que essas ferramentas apresentam mentiras com o mesmo tom de segurança com que apresentam fatos. Se antes os mecanismos de busca obrigavam o usuário a avaliar as informações por conta própria, agora a IA faz isso em seu lugar. Por isso, não se deve abandonar o pensamento crítico.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/cy4w88ew21jo.adaptado.

"Talvez" você já tenha ouvido que chatbots de inteligência artificial, "como" ChatGPT e Gemini, "às vezes" inventam informações.


Em relação à classificação gramatical dos termos destacados no período, assinale a alternativa CORRETA.

Alternativas
Q4015620 Português
TEXTO DE APOIO

O Labirinto da Informação e a Erosão da Pragmática Ética

A contemporaneidade assiste a um fenômeno singular: a hipertrofia do acesso à informação concomitante a uma atrofia da capacidade analítica. Sob a égide de uma celeridade digital que não admite hiatos, as instituições — e os indivíduos que as operacionalizam — converteram a eficiência, outrora um meio operacional, em um fim teleológico absoluto. Vivemos a era do "entregável", onde a velocidade da resposta suplanta a densidade do conteúdo, e o pragmatismo rasteiro substitui a maturação necessária ao pensamento crítico. Esse cenário estabelece um paradoxo epistemológico: dispomos de um volume de dados sem precedentes, todavia, parecemos cada vez menos aptos a converter esse amálgama informativo em conhecimento estruturado e aplicado.

Nesse ecossistema de urgências, a exacerbação da produtividade muitas vezes atua como uma cortina de fumaça para uma estagnação reflexiva. Onde o olhar deveria deter-se para perscrutar as nuances e as contradições intrínsecas à realidade social e jurídica, impõe-se a lógica do algoritmo, que premia a obviedade replicável e pune a hesitação analítica. Não se trata, contudo, de um manifesto de resistência tecnofóbica; a tecnologia é ferramenta indispensável. O cerne da crise reside na submissão acrítica aos seus imperativos de velocidade, o que gera uma "miopia de gestão". Quando a rapidez se torna o único critério de excelência, negligenciam-se os fundamentos éticos e a visão de longo prazo, elementos que deveriam alicerçar a verdadeira liderança e a administração pública de alta performance. A consequência mais nefasta dessa dinâmica é a erosão da capacidade de síntese. Fragmentados por notificações e demandas simultâneas, os gestores perdem a habilidade de conectar pontos distantes, resultando em decisões paliativas que atacam sintomas, mas preservam as patologias estruturais. O conhecimento, que exige tempo de fermentação e confronto de ideias, é trocado pela conveniência da opinião pronta. Assim, o intelectual e o técnico são empurrados para as margens, enquanto o "operador de fluxos" assume o protagonismo. Reverter essa tendência exige mais do que novas métricas; demanda uma revalorização do ócio criativo e do rigor intelectual como pilares da competência profissional, sob pena de transformarmos nossas instituições em engrenagens perfeitas de um sistema vazio de propósito.
A correta correlação entre os tempos e modos verbais é condição essencial para a coesão e a precisão semântica de textos formais. O emprego de uma forma verbal deve harmonizar-se com a estrutura do enunciado, respeitando as noções de faticidade (Indicativo), hipótese (Subjuntivo) ou ordem (Imperativo).
Analise as proposições abaixo sob a ótica da normapadrão:
I. Se a auditoria DETIVESSE provas concretas de malversação, o processo seguiria para a corregedoria imediatamente.
II. É necessário que o gestor REVEJA os critérios de alocação de recursos antes que o semestre se encerre.
III. Caso o relator MANTIVESSE sua postura de isenção, a decisão não seria questionada pelas partes interessadas.
IV. Quando os diretores PROPOREM as novas cláusulas contratuais, haverá uma assembleia extraordinária.

Assinale a alternativa que apresenta apenas as proposições com a flexão verbal CORRETA:
Alternativas
Q4014658 Português
Brasil deve ter 781 mil novos casos de câncer por ano, entre 2026 e 2028

        O Brasil deve registrar 781 mil novos casos da doença por ano, até 2028. Quando excluídos os tumores de pele não melanoma (de alta incidência, mas baixa letalidade), a projeção é de aproximadamente 518 mil casos anuais. Os dados constam na publicação “Estimativa 2026– 2028: incidência de câncer no Brasil”, do Inca, divulgada em 4 de fevereiro de 2026 (Dia Mundial do Câncer).

        As previsões confirmam que o câncer vem se consolidando como uma das principais causas de adoecimento e morte no Brasil, aproximando‑se das doenças cardiovasculares. Os números refletem o envelhecimento da população, desigualdades regionais e desafios persistentes no acesso à prevenção, ao diagnóstico precoce e ao tratamento oportuno.

        Entre os homens, os cinco tipos de câncer mais incidentes são os de próstata, cólon e reto, pulmão, estômago e cavidade oral, respectivamente.

Entre as mulheres, em ordem de incidência, predominam os cânceres de mama, cólon e reto, colo do útero, pulmão e tireoide.

        O câncer de pele não melanoma permanece como o mais frequente em ambos os sexos, sendo apresentado separadamente em razão de sua alta incidência e baixa letalidade.

            A publicação destaca ainda cânceres com grande potencial de prevenção e detecção precoce, como o do colo do útero e o colorretal, que seguem entre os mais incidentes no país. As estimativas mostram também diferenças regionais importantes, relacionadas a fatores socioeconômicos, ambientais, comportamentais e ao acesso desigual aos serviços de saúde.

           Elaborada e divulgada pela Coordenação de Prevenção e Vigilância (Conprev) do Inca a cada três anos, a estimativa tem o objetivo de apoiar o planejamento e a vigilância em saúde no curto prazo, com horizonte de até cinco anos, e concentra‑se nos tumores de maior magnitude epidemiológica e relevância na saúde pública.

Internet:<agenciagov.ebc.com.br>  (com adaptações).

Em relação ao texto e aos seus aspectos linguísticos, julgue o item a seguir.


Em “o câncer vem se consolidando como uma das principais causas de adoecimento e morte no Brasil”, a locução verbal “vem se consolidando” expressa uma ação progressiva e contínua no presente, indicando que o processo descrito ainda está em curso no momento em que o texto foi elaborado.

Alternativas
Q4014518 Português
Lei da Pesquisa Clínica é regulamentada para atrair investimentos em inovação

        Foi regulamentada, em 2025, a Lei da Pesquisa Clínica, um marco para o desenvolvimento científico e a saúde no Brasil. A legislação traz mais segurança jurídica, atrai investimentos em inovação e impulsiona um setor estratégico para o desenvolvimento científico e industrial do país, ao mesmo tempo em que fortalece a segurança e a proteção dos participantes, garantindo que os avanços ocorram de forma ética e responsável.

        O Brasil está entre os 20 países no ranking global de estudos clínicos, mas participa de menos de 2% da pesquisa clínica mundial. O país tem potencial de estar entre as dez nações mais relevantes do mundo nessa área. A expectativa é que a nova legislação impulsione esse crescimento.

        Em 2024, o Brasil registrou 254 estudos clínicos. A expectativa é dobrar esse número e reverter a tendência de queda a partir de 2022, quando os marcos regulatórios de outros países se tornaram mais competitivos. Com uma população de aproximadamente 214 milhões de pessoas e ampla diversidade genética e cultural, o país reúne condições únicas para atrair investimentos de instituições mundiais e gerar impactos positivos para o fortalecimento do SUS.

        O novo modelo, que está alinhado às melhores práticas internacionais, reduz de 180 dias para 30 dias o processo de avaliação dos projetos pelos Comitês de Ética em Pesquisa (CEPs). A avaliação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) será de até 90 dias úteis. Já as pesquisas estratégicas para o SUS e as situações emergenciais serão avaliadas em até 15 dias úteis.

        A nova lei determina que, em casos de doenças graves e sem alternativas de tratamento, os pacientes que apresentarem benefícios comprovados tenham garantida a continuidade do tratamento por até cinco anos após o término da pesquisa, mediante plano prévio aprovado pelo CEP. A oferta do medicamento pode ser encerrada ainda em situações como decisão do participante, cura, surgimento de alternativa terapêutica, ausência de benefício ou ocorrência de reação adversa grave.

        A proteção aos participantes também foi reforçada, com a definição do consentimento livre e de esclarecimentos mais detalhados. Regras específicas para pesquisas com grupos vulneráveis foram definidas para assegurar tratamento ético diferenciado e mais segurança.

Internet:<gov.br>  (com adaptações).

Em relação ao texto e aos seus aspectos linguísticos, julgue o item a seguir.


Em “A avaliação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) será de até 90 dias úteis”, a forma verbal “será” está no futuro do presente e poderia ser substituída, sem alteração do sentido original do texto, pelo presente do indicativo “é”, uma vez que a lei já foi regulamentada e os seus prazos já estão em vigor.

Alternativas
Respostas
461: A
462: C
463: A
464: A
465: A
466: A
467: B
468: D
469: A
470: D
471: A
472: A
473: C
474: A
475: D
476: A
477: A
478: D
479: C
480: E