Questões de Concurso
Comentadas sobre morfologia - verbos em português
Foram encontradas 11.236 questões

Márcio S. Vieira. Muito além de uma paixão. Escrita Viva, ano 8, ed.
103, Editora Escala, 2023 (com adaptações)
( ) Pluralizam-se apenas um dos elementos de substantivos compostos unidos por hífen quando ocorre substantivo + substantivo, substantivo + adjetivo, numeral + substantivo, adjetivo + substantivo, sem exceções. ( ) As palavras substantivadas, isto é, palavras de outras classes gramaticais usadas como substantivos, apresentam, no plural, as flexões próprias destes últimos, exceto os numerais substantivados terminados em -s ou -z, que não variam no plural. ( ) As siglas são pluralizadas, devendo ser usadas, sempre, em sua forma original. ( ) Há substantivos que só se usam no singular, como “o sul”, “a fé”, etc.; outros só no plural, como “os idos”, “as núpcias”; outros, no plural, têm sentido diferente do que têm no singular, como “o bem”, “os bens”.
A ordem correta de preeenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.
O procurador que foi Uber por 4 meses: 'Não tive sensação de ser meu próprio chefe'.
O procurador do Ministério Público do Trabalho Ilan
Fonseca tirou uma licença de quatro meses para ser
motorista de Uber nas ruas de Salvador
Fonseca diz que a Uber tem um "contrato em pedaços"
com os motoristas: além dos documentos iniciais, há
também mensagens por e-mail ou pelo aplicativo
enviados frequentemente aos motoristas, relata o
procurador.
"Esse 'contrato em pedaços' contempla normas
obrigatórias que surgem aos poucos para os motoristas",
diz.
Fonseca fala em "doses homeopáticas" de informações
relacionadas ao contrato e diz que isso "fragiliza, ainda
mais, o conhecimento dos empregados sobre as
informações necessárias acerca de suas condições de
trabalho".
Ele dá como exemplo as mensagens com atualizações
de condutas proibidas.
Depois da experiência, a conclusão do pesquisador é de
que existe uma subordinação do motorista em relação à
plataforma e que ela é "muito mais intensa do que a
gente imagina".
"Além de todas as obrigações que um motorista de
aplicativo deve seguir, os deveres dos trabalhadores da
plataforma vêm também expressos em mensagens
individualizadas diárias enviadas através do aplicativo,
explicitando-se que o descumprimento dessas regras
implica desativação e desligamento, diz.
Ele aponta, por exemplo, que os motoristas seguem
regras indicadas pela Uber inclusive sobre conversar ou
não com o passageiro (na categoria Comfort, o
passageiro pode escolher a opção "prefiro viajar em
silêncio").
O pesquisador diz que a possibilidade de aplicação de
punições pela plataforma evidencia a ausência de
autonomia dos motoristas, já que esse poder, segundo
ele, não seria esperado em um suposto cenário de
trabalho autônomo.
Nesse contexto, o procurador defende que a relação
entre plataforma e motorista deveria ser enquadrada nas
leis trabalhistas já existentes no Brasil.
https://www.bbc.com/portuguese/articles/cxwz24r3
p8yo.adaptado.
Os verbos destacados, nesta frase, comportam-se, respectivamente, como verbos:
Existe uma coisa nos estudos sobre cognição chamada “teste do espelho”. Ele é bem intuitivo: você põe animais na frente de um espelho e vê se eles admiram o próprio reflexo ou pensam se tratar de outro bicho. Para nós, humanos, é óbvio que aquela imagem refletida é nossa – bebês a partir de 18 meses já sabem disso. Mas essa capacidade não é universal.
I. “É importante que essa anomalia esteja fora do campo de visão do animal”
II. “Então, eles deixaram cada cobra sozinha com um entre cinco aromas”.
III. “As cobras-liga orientais exibiam movimentos de língua muito mais longos quando eram expostas ao próprio cheiro”.
Nas desinências dos verbos em destaque, há indicação do pretérito perfeito do modo indicativo apenas em:
Existe uma coisa nos estudos sobre cognição chamada “teste do espelho”. Ele é bem intuitivo: você põe animais na frente de um espelho e vê se eles admiram o próprio reflexo ou pensam se tratar de outro bicho. Para nós, humanos, é óbvio que aquela imagem refletida é nossa – bebês a partir de 18 meses já sabem disso. Mas essa capacidade não é universal.
Considere a oração a seguir.

Considerando o português escrito padrão, ao se flexionar o sujeito no plural, obtém-se:
Esta gente



Ana Hatherly. In: Um calculador de improbabilidades.
Anuncio para o item.

Internet: <www.crmpr.org.br> (com adaptações).
A respeito do anúncio, julgue o item.
Em “Loucura é não procurar ajuda”, o advérbio está
ligado à forma do verbo “ser”.
Madeiras nobres ou de lei
Madeiras nobres ou madeiras de lei são espécies de árvores que possuem maior durabilidade do que outras. Costumam ser mais duras e densas, sendo mais resistentes à umidade e ao ataque de fungos e doenças.
A origem do termo “madeira de lei” remonta à época da colonização do Brasil, quando a família real portuguesa chegou ao país e houve intensa extração de árvores nativas. Em resposta a esse cenário, foi instituída uma lei que proibia a retirada dessas árvores sem a devida autorização da coroa portuguesa, originando o termo “madeira de lei”.
Um exemplo é o pau-brasil, que não apenas foi a primeira árvore a ser considerada madeira de lei, mas também a espécie que deu nome ao país.
Espécies nobres apresentam pouca distinção entre o alburno (parte branca da madeira) e o cerne (parte central da madeira), e, a maioria das espécies, possui cores próprias e marcantes, variando do bege ao amarelo, ou do vermelho ao marrom-escuro, conforme a espécie. Normalmente, a madeira de lei costuma apresentar superfície lisa e lustrosa, resultando em um material mais bonito e de acabamento refinado.
Atualmente, essas espécies de madeira são protegidas por diversas leis ambientais que visam evitar o desmatamento de árvores nativas. Para serem comercializadas, os plantios precisam estar organizados e em conformidade com a legislação vigente.
Instituto brasileiro de florestas – “O que são madeiras
nobres?”. Adaptado.
A respeito do período acima, indique a alternativa correta.
Se você me perguntar qual é o trabalho mais complexo do mundo, direi que é ser mãe. A verdade é que não há desafios em uma empresa que se comparem aos desafios da maternidade. Ser mãe envolve se desdobrar em desafios físicos, emocionais e, principalmente, sociais. No Brasil, as mulheres representam mais da metade da população (e são mães da outra metade). A maternidade deveria ser uma pauta essencial a ser discutida no trabalho, na política e na sociedade.
Apesar de este texto ser voltado para mães, percebo a maternidade como uma escolha livre para as mulheres. Ela não deve ser encarada como o único caminho para nós. Definitivamente, não estou entre aqueles que acreditam que a mulher nasceu para ser mãe; você nasceu e pode se tornar quem e o que quiser.
Observo mulheres enfrentando o dilema de quando ser mãe e como isso afetará suas carreiras. Essa situação, além de desafiadora, não deveria nos impor pressa ou medo na realização de nossos sonhos, nem nos obrigar a sacrificar outras áreas de nossas vidas. Mas a gente sabe que a realidade não é assim.
Sem querer romantizar, mas, [como] mulher e rodeada de outras, nós sabemos, mais do que ninguém, [como] fazer do limão uma limonada. Apesar de o mundo não ser feito para nós, ele é feito por nós. Diversos estudos mostram que as habilidades adquiridas na maternidade são valiosas no ambiente de trabalho. A capacidade de gerenciar tarefas, de tomar decisões e de resolver problemas de forma criativa é uma competência adquirida ao longo dessa jornada louca que é maternar.
E sim, para que isso aconteça, a gente precisa de mulheres e de mulheres-mães no poder para que licença maternidade não seja sinônimo de demissão quando esse período acabar. Que não precisemos passar por sufoco para conseguir creches e pré-escolas acessíveis e de qualidade, que as empresas enxerguem a flexibilidade de horários como algo normal na rotina de qualquer ser humano, que salários justos e oportunidades sejam iguais para homens e mulheres. Precisamos de nós tomando decisões por nós, já que sabemos onde o calo aperta.
Mas hoje vim falar sobre o respeito que parece que as mulheres não recebem por suas escolhas. Então, que, nos próximos dias das mães — cientes de que não será logo —, a gente enxergue a verdadeira contribuição delas para o mundo, que a maternidade não tenha gosto de culpa e muito menos de fim do mundo. Que a maternidade seja celebrada por quem decidiu vivenciá-la e respeitada por quem não quis. No final, sempre somos nós por nós.
Se você me perguntar qual é o trabalho mais complexo do mundo, direi que é ser mãe. A verdade é que não há desafios em uma empresa que se comparem aos desafios da maternidade. Ser mãe envolve se desdobrar em desafios físicos, emocionais e, principalmente, sociais. No Brasil, as mulheres representam mais da metade da população (e são mães da outra metade). A maternidade deveria ser uma pauta essencial a ser discutida no trabalho, na política e na sociedade.
Apesar de este texto ser voltado para mães, percebo a maternidade como uma escolha livre para as mulheres. Ela não deve ser encarada como o único caminho para nós. Definitivamente, não estou entre aqueles que acreditam que a mulher nasceu para ser mãe; você nasceu e pode se tornar quem e o que quiser.
Observo mulheres enfrentando o dilema de quando ser mãe e como isso afetará suas carreiras. Essa situação, além de desafiadora, não deveria nos impor pressa ou medo na realização de nossos sonhos, nem nos obrigar a sacrificar outras áreas de nossas vidas. Mas a gente sabe que a realidade não é assim.
Sem querer romantizar, mas, [como] mulher e rodeada de outras, nós sabemos, mais do que ninguém, [como] fazer do limão uma limonada. Apesar de o mundo não ser feito para nós, ele é feito por nós. Diversos estudos mostram que as habilidades adquiridas na maternidade são valiosas no ambiente de trabalho. A capacidade de gerenciar tarefas, de tomar decisões e de resolver problemas de forma criativa é uma competência adquirida ao longo dessa jornada louca que é maternar.
E sim, para que isso aconteça, a gente precisa de mulheres e de mulheres-mães no poder para que licença maternidade não seja sinônimo de demissão quando esse período acabar. Que não precisemos passar por sufoco para conseguir creches e pré-escolas acessíveis e de qualidade, que as empresas enxerguem a flexibilidade de horários como algo normal na rotina de qualquer ser humano, que salários justos e oportunidades sejam iguais para homens e mulheres. Precisamos de nós tomando decisões por nós, já que sabemos onde o calo aperta.
Mas hoje vim falar sobre o respeito que parece que as mulheres não recebem por suas escolhas. Então, que, nos próximos dias das mães — cientes de que não será logo —, a gente enxergue a verdadeira contribuição delas para o mundo, que a maternidade não tenha gosto de culpa e muito menos de fim do mundo. Que a maternidade seja celebrada por quem decidiu vivenciá-la e respeitada por quem não quis. No final, sempre somos nós por nós.
A idosa que passa o tempo ensinando como entrar para a história fazendo o que ninguém consegue
Mauro Condé
“Desistir não é estratégia”.
Acabo de voltar de uma viagem rumo ao conhecimento, usando como meio de transporte excelentes filmes disponíveis na Netflix.
Eles me levaram para Havana, capital de Cuba, onde fui recebido por Diana Nyad, a quem fui logo pedindo:
Ensina-me algo que eu ainda não saiba e tenha o poder de mudar a minha vida para melhor.
— Acredite ... você nunca será velho demais para desistir dos seus sonhos ... qualquer que seja a sua outra margem... o que quer que você queira fazer... o que quer que te inspire... você sempre encontrará uma maneira de chegar lá.
Onze anos atrás, quando Nyad tinha 64 anos, ela acordou durante um pesadelo, lembrando que a vida é caótica, que a gente não controla o tempo e que vivemos para morrer um dia.
Alguma vez na sua vida você também já pensou assim?
Ela não esperou o dia clarear, acordou aos gritos a sua melhor amiga e treinadora de longa data, dizendo-se decidida a retornar ao desafio de nadar os mais de 160 km de Cuba até a Flórida, por quase 60 horas ininterruptas (quase uma hora para cada ano de vida)... feito que ela já tinha tentado um punhado de vezes sem sucesso, a primeira quando tinha 28 anos.
Foi taxada de louca varrida.
Você conhece alguém irritantemente determinado e teimoso desse jeito?
E acredita que ela mandou pintar a frase... “O diamante é um carvão que só se transformou porque foi submetido a alta e constante pressão”... na parede do seu quarto?!
Rapidamente Nyad persuadiu a treinadora a embarcar no seu sonho, depois de tantos anos, e organizou um pequeno time de apoio com coadjuvantes melhores do que ela, gente boa... a treinadora, velejadores, médicos e meteorologistas... todos incrédulos diante de tanta chama acesa numa pessoa só.
Ocê acredita que pouco tempo depois ela pulou na água do mar de Cuba e enfrentou as maiores adversidades pelo caminho?... tubarões, águas vivas, desvios de rota por causa da traiçoeira corrente do Golfo, a alta temperatura das águas daquela região.
E que, desta vez, ela finalmente chegou do outro lado do seu sonho, através de uma heróica trajetória, braçada a braçada, até Miami?
Desde que assisti ao filme Nyad, eu não tiro da cabeça aquela música dos Beatles “When I’m sixty-four (Quando eu tiver 64 anos)”... Estranhei sua ausência na ótima trilha sonora.
Disponível em: https://www.hojeemdia.com.br/opiniao/opiniao/aidosa-que-passa-o-tempo-ensinando-como-entrar-para-a-historiafazendo-o-que-ninguem-consegue-1.1007486
Considerando os tempos e modos bem como as especificidades das formas verbais nos seguintes fragmentos retirados do texto, marque a opção que apresenta uma análise INCORRETA acerca delas.
I. “Ensina-me algo” (4º parágrafo)
II. “ainda não saiba” (4º parágrafo)
III. “você queira” (5º parágrafo)
IV. “Eles me levaram” (3º parágrafo)