Questões de Concurso
Comentadas sobre morfologia - pronomes em português
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Com as descobertas que os cientistas vêm realizando, não se pode ter dúvida de que, daqui há alguns anos, será possível clonar seres humanos.
Analise o texto a seguir:
O Pedido de Desculpas
Em uma tarde ensolarada, no parque da cidade, dois amigos, Lucas e Sofia, caminhavam tranquilamente enquanto conversavam sobre os últimos acontecimentos.
Lucas: (com um tom sério) Me desculpa, Sofia, mas eu preciso te dizer algo importante.
Sofia: (surpresa) O que foi, Lucas? Parece sério.
Lucas: (respira fundo) Eu sei que errei ao não te ouvir quando você me alertou sobre as consequências das minhas decisões. Eu agi impulsivamente e acabei prejudicando nossa amizade.
Sofia: (com um semblante sério) Eu entendo,
Lucas. Realmente doeu ver você agir daquela forma, mas o que importa é que reconheceu o erro.
Lucas: (com um sorriso tímido) Eu só espero que possamos superar isso juntos. Sua amizade é muito importante para mim, Sofia.
Em relação aos pronomes utilizados, é correto afirmar que
Analise o texto a seguir:
O Pedido de Desculpas
Em uma tarde ensolarada, no parque da cidade, dois amigos, Lucas e Sofia, caminhavam tranquilamente enquanto conversavam sobre os últimos acontecimentos.
Lucas: (com um tom sério) Me desculpa, Sofia, mas eu preciso te dizer algo importante. Analise o texto a seguir: O Pedido de Desculpas Em uma tarde ensolarada, no parque da cidade, dois amigos, Lucas e Sofia, caminhavam tranquilamente enquanto conversavam sobre os últimos acontecimentos.
Lucas: (com um tom sério) Me desculpa, Sofia, mas eu preciso te dizer algo importante. Sofia: (surpresa) O que foi, Lucas? Parece sério.
Lucas: (respira fundo) Eu sei que errei ao não te ouvir quando você me alertou sobre as consequências das minhas decisões. Eu agi impulsivamente e acabei prejudicando nossa amizade.
Sofia: (com um semblante sério) Eu entendo, Lucas. Realmente doeu ver você agir daquela forma, mas o que importa é que reconheceu o erro.
Lucas: (com um sorriso tímido) Eu só espero que possamos superar isso juntos. Sua amizade é muito importante para mim, Sofia. Em relação aos pronomes utilizados, é correto afirmar que
Sofia: (surpresa) O que foi, Lucas? Parece sério.
Lucas: (respira fundo) Eu sei que errei ao não te ouvir quando você me alertou sobre as consequências das minhas decisões. Eu agi impulsivamente e acabei prejudicando nossa amizade.
Sofia: (com um semblante sério) Eu entendo, Lucas. Realmente doeu ver você agir daquela forma, mas o que importa é que reconheceu o erro.
Lucas: (com um sorriso tímido) Eu só espero que possamos superar isso juntos. Sua amizade é muito importante para mim, Sofia.
Em relação aos pronomes utilizados, é correto afirmar que
Afrânio Peixoto (1876-1947) foi um escritor, médico legista e professor brasileiro. Importante romancista, ensaísta e historiador literário, foi eleito para a cadeira nº 7 da Academia Brasileira de Letras. Em 1897, com 21 anos de idade, formou-se em medicina na Universidade de Salvador. Sua tese intitulada Epilepsia e Crime chamou a atenção de parte da sociedade médica do País e do exterior.
FRAZÃO, Dilva. Disponível em: <https://www.ebiografia.com/ afranio_peixoto/>. Acesso em: 5 maio 2024, com adaptações.
Para se referir ao termo “Afrânio Peixoto” e, ao mesmo tempo, evitar repeti-lo desnecessariamente ao longo do texto, a autora
No contexto apresentado, é possível afirmar que a referência evocada pelo pronome possessivo “seu”:
O eclipse solar total acontece nesta segunda-feira (8) e poderá ser visto no México, Estados Unidos e Canadá. De acordo com os astrônomos, o fenômeno parcial começa a ser visto às 12h42 e deve atingir seu ponto central às 15h17.
Um eclipse solar ocorre quando a Lua se posiciona entre o Sol e a Terra de uma maneira que ela acaba lançando uma sombra sobre a Terra. Quando a Lua bloqueia toda a luz do Sol, temos o chamado eclipse solar total − como o que acontece nesta segunda.
O fenômeno é considerado especial por diversos fatores, como sua curta duração e faixa reduzida de visibilidade. Sempre que acontecer um eclipse solar, seja ele total ou parcial, ele será acompanhado por um eclipse lunar na próxima fase da lua. Isso acontece por causa da inclinação das órbitas, que faz com que ambos os fenômenos estejam conectados.
Apesar de acontecer uma ou duas vezes por ano, é considerado raro porque somente as pessoas que estão em uma determinada faixa do planeta vão conseguir ver o eclipse total.
Outro ponto importante é que o eclipse não será visível se o céu estiver encoberto. Assim, aqueles que querem observar o fenômeno ainda tem que contar com a sorte de, nos poucos minutos em que ele pode ser visto, o céu estar sem nuvens.
Por Júlia Carvalho, G1.
Texto adaptado Disponível em https://g1.globo.com/ciencia/noticia/2024/04/08/ eclipse-solar-total-ocorre-nesta-segunda-saiba-como-acompa nhar-e-veja-5-curiosidades-sobre-o-fenomeno.ghtml. Acesso em 08/04/2024
As palavras em destaque no excerto apresentado são, respectivamente, pronomes dos tipos:
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.
As receitas
Quando eu era menino, na escola, as professoras me ensinaram que o Brasil estava destinado a um futuro grandioso porque as suas terras estavam cheias de riquezas: ferro, ouro, diamantes, florestas e coisas semelhantes. Ensinaram errado. O que me disseram equivale a predizer que um homem será um grande pintor por ser dono de uma loja de tintas. Mas o que faz um quadro não é a tinta: são as ideias que moram na cabeça do pintor. São as ideias dançantes na cabeça que fazem as tintas dançar sobre a tela.
Por isso, sendo um país tão rico, somos um povo tão pobre. Somos pobres em ideias. Não sabemos pensar. Nisto nos parecemos com os dinossauros, que tinham excesso de massa muscular e cérebros de galinha. Hoje, nas relações de troca entre os países, o bem mais caro, o bem mais cuidadosamente guardado, o bem que não se vende, são as ideias. É com as ideias que o mundo é feito. Prova disso são os tigres asiáticos, Japão, Coreia, Formosa que, pobres de recursos naturais, se enriqueceram por ter se especializado na arte de pensar.
Minha filha me fez uma pergunta: "O que é pensar?" Disse-me que 'esta era uma pergunta que o professor de filosofia havia proposto à classe. Pelo que lhe dou os parabéns. Primeiro por ter ido diretamente à questão essencial. Segundo, por ter tido a sabedoria de fazer a pergunta, sem dar a resposta. Porque, se tivesse dado a resposta, teria com ela cortado as asas do pensamento. O pensamento é como a águia que só alça voo nos espaços vazios do desconhecido. Pensar é voar sobre o que não se sabe. Não existe nada mais fatal para o pensamento que o ensino das respostas certas. Para isso existem as escolas: não para ensinar as respostas, mas para ensinar as perguntas. As respostas nos permitem andar sobre a terra firme. Mas somente as perguntas nos permitem entrar pelo mar desconhecido.
E, no entanto, não podemos viver sem as respostas. As asas, para o impulso inicial do voo, dependem de pés apoiados na terra firme. Os pássaros, antes de saber voar, aprendem a se apoiar sobre os seus pés. Também as crianças, antes de aprender a voar, tem que aprender a caminhar sobre a terra firme. Terra firme: as milhares de perguntas para as quais as gerações passadas já descobriram as respostas. O primeiro momento da educação é a transmissão deste saber. Nas palavras de Roland Barthes: "Há um momento em que se ensina o que se sabe..." E o curioso é que este aprendizado é justamente para nos poupar da necessidade de pensar.
As gerações mais velhas ensinam as mais novas as receitas que funcionam. Sei amarrar os meus sapatos automaticamente, sei dar o nó na minha gravata automaticamente: as mãos fazem o seu trabalho com destreza enquanto as ideias andam por outros lugares. Aquilo que um dia eu não sabia me foi ensinado; eu aprendi com o corpo e esqueci com a cabeça. E a condição para que minhas mãos saibam bem é que a cabeça não pense sobre o que elas estão fazendo. Um pianista que, na hora da execução, pensa sobre os caminhos que seus dedos deverão seguir, tropeçara fatalmente. Há a estória de uma centopeia que andava feliz pelo jardim, quando foi interpelada por um grilo: "Dona Centopeia, sempre tive curiosidade sobre uma coisa: quando a senhora anda, qual, dentre as suas cem pernas, é aquela que a senhora movimenta primeiro?" "Curioso", ela respondeu. "Sempre andei, mas nunca me propus esta questão. Da próxima vez, prestarei atenção." Termina a estória dizendo que a centopeia nunca mais conseguiu andar.
Todo mundo fala, e fala bem. Ninguém sabe como a linguagem foi ensinada e nem como ela foi aprendida. A despeito disto, o ensino foi tão eficiente que não preciso pensar para falar. Ao falar não sei se estou usando um substantivo, um verbo ou um adjetivo, e nem me lembro das regras da gramatica. Quem, para falar, tem de se lembrar destas coisas, não sabe falar. Há um nível de aprendizado em que o pensamento é um estorvo. Só se sabe bem com o corpo aquilo que a cabeça esqueceu. E assim escrevemos, lemos, andamos de bicicleta, nadamos, pregamos pregos, guiamos carros: sem saber com a cabeça, porque o corpo sabe melhor. É um conhecimento que se tornou parte inconsciente de mim mesmo. E isso me poupa do trabalho de pensar o já sabido. Ensinar aqui, é inconscientizar.
O sabido é o não-pensado, que fica guardado, pronto para ser usado como receita, na memória desse computador que se chama cérebro. Basta apertar a tecla adequada para que a receita apareça no vídeo da consciência. Aperto a tecla moqueca. A receita aparece no meu vídeo cerebral: panela de barro, azeite, peixe, tomate, cebola, coentro, cheiro verde, urucum, sal, pimenta, seguidos de uma se série de instruções sobre o que fazer. Não é coisa que eu tenha inventado. Me foi ensinado. Não precisei pensar. Gostei. Foi para a memória. Esta é a regra fundamental desse computador que vive no corpo humano: só vai para a memoria aquilo que e objeto do desejo.
A tarefa primordial do professor: seduzir o aluno para que ele deseje e, desejando, aprenda. E o saber fica memorizado de cor - etimologicamente, no coração -, à espera de que a tecla do desejo de novo o chame do seu lugar de esquecimento. Memdria: um saber que o passado sedimentou. Indispensavel para se repetir as receitas que os mortos nos legaram. E elas são boas. Téo boas que elas nos fazem esquecer que é preciso voar. Permitem que andemos pelas trilhas batidas. Mas nada tem a dizer sobre mares desconhecidos. Muitas pessoas, de tanto repetir as receitas, metamorfosearam-se de águias em tartarugas. E não são poucas as tartarugas que possuem diplomas universitários. Aqui se encontra o perigo das escolas: de tanto ensinar o que o passado legou - e ensinar bem — fazem os alunos se esquecer de que o seu destino não é o passado cristalizado em saber, mas um futuro que se abre como vazio, um não saber que somente pode ser explorado com as asas do pensamento. Compreende-se então que Barthes tenha dito que, seguindo-se ao tempo em que se ensina o que se sabe, deve chegar o tempo quando se ensina o que não se sabe. —
(Rubem Alves, no livro "A alegria de ensinar”. São Paulo: Ars Poetica Editora Ltda, 1994.)