Questões de Concurso
Comentadas sobre morfologia - pronomes em português
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Analise as afirmativas abaixo a respeito da colocação pronominal e destaque, posteriormente, a alternativa correta.
I. Na oração “Onde nos encontraremos amanhã?”, utiliza-se a próclise em razão do advérbio interrogativo.
II. A posição do termo “me” em “Não me auxiliou na tarefa.” se justifica porque há uma palavra de negação que atrai o pronome.
III. Em “Te chamei mais cedo.”, a colocação pronominal está errada, visto que o verbo “chamar” exige a ênclise.
Texto para a questão.


Antonieta Cunha. A crônica. In: Affonso Romano de Sant’Anna. Crônicas para jovens. Global Editora, 2015 (com adaptações).


Leia o texto e responda a questão:
Oscar 2025: 'Ainda estou aqui' faz história e 'Anora' é grande vencedor da noite
'Ainda estou aqui' ganhou primeiro Oscar do Brasil, na categoria de melhor filme internacional. Veja lista completa de ganhadores.
"Ainda estou aqui" fez história ao ganhar o primeiro Oscar da história do Brasil, na categoria de melhor filme internacional, neste domingo (2).
Já na premiação geral, o grande vencedor foi "Anora", que venceu como melhor filme, melhor atriz (Mikey Madison) e em outras três categorias. Só seu diretor, Sean Baker, se tornou a primeira pessoa a ganhar quatro estatuetas pela mesma produção.
"O brutalista" conseguiu três prêmios no total. Entre eles, o de melhor ator, para Adrien Brody. "Emilia Pérez", "Wicked" e "Duna: Parte 2" levaram dois cada.
"Ainda estou aqui" ganhou o primeiro Oscar do Brasil. A produção original Globoplay venceu na categoria de melhor filme internacional e fez história.
"Em nome do cinema brasileiro, é uma honra tão grande receber isso de um grupo tão extraordinário. Isso vai para uma mulher que, depois de uma perda tão grande em um regime tão autoritário, decidiu não se dobrar e resistir", afirmou o diretor Walter Salles em seu discurso de agradecimento.
"Esse prêmio vai para ela: o nome dela é Eunice Paiva. E também vai para as mulheres extraordinárias que deram vida a ela. Fernanda Torres e Fernanda Montenegro." O filme também estava indicado a melhor atriz, com Fernanda Torres, e melhor filme. Ambas as categorias ficaram com o grande vencedor da noite.
"Anora" ganhou cinco prêmios no total. Com tamanho domínio, Sean Baker também fez história. O cineasta se tornou a primeira pessoa na história a ganhar quatro Oscars pelo mesmo filme.
Além da estatueta de melhor filme como produtor da história sobre a relação entre uma stripper e o herdeiro de um oligarca russo, o americano venceu como diretor, como montador e como roteirista (na categoria de roteiro original).
Fechando a conta, Mikey Madison superou o favoritismo de Demi Moore (e a torcida brasileira por Fernanda Torres) ao levar a estatueta de melhor atriz.
O filme passou por altos e baixos na temporada. Após iniciar como favorito ao vencer a Palma de Ouro no Festival de Cannes, em maio de 2024, perdeu um pouco de fôlego com os meses e ao passar em branco no Globo de Ouro, em janeiro.
No entanto, chegou como favorito às principais categorias da edição ao ganhar prêmios importantes, como os dos sindicatos dos diretores e dos produtores de Hollywood.
(https://g1.globo.com/pop-arte/cinema/noticia/2025/03/03/oscar-2025-ainda-estou-aqui-faz-historia-e-anora-e-grandevencedor-da-noite.ghtml)
Analise e assinale a alternativa que apresenta, respectivamente, a classificação dos termos da citação abaixo: “
"Esse prêmio vai para ela: o nome dela é Eunice Paiva.”
I. A frase “Não levantar-me cedo atrapalha meus estudos.” está correta em relação ao uso da mesóclise.
II. Em “Quem deu-lhe uma coleção de discos?”, a ênclise está incorreta, pois nas orações interrogativas iniciadas por pronomes ou advérbios interrogativos utiliza-se a próclise.
III. Utiliza-se a ênclise com verbos que iniciam a frase, por exemplo: “Fez-me bem caminhar ontem.”.
I. Pela primeira vez foi outro escritor quem(1) disse.
II. Essa ideia de olhar pela última vez tem algo(2) de deprimente.
III. Em 32 anos, nunca o(3) viu.
A classificação do tipo dos pronomes enumerados nas sentenças dadas é, respectivamente:
Para responder à questão, considere o Texto II a seguir.

Fonte: G1. Redes sociais, perigos e distorção da realidade. Disponível em: <https://g1.globo.com/pr/parana/especial-publicitario/colegio-positivo/
para-um-futuro-positivo/noticia/2021/11/18/redes-sociais-perigos-e-distorcao-da-realidade.ghtml>. Acesso em: 25 nov. 2024. (Adaptado)
I → No trecho “Este mundo tecnológico em que vivemos promove (...)” (ℓ. 03), a palavra “que” é um pronome relativo.
II → No trecho “(...) os adolescentes, e até mesmo as crianças, passam a acreditar que o mundo das telas (...)” (ℓ. 08-09), a palavra “que” é um pronome relativo.
III → No trecho “(...) tornam não apenas reais, mas cruciais.” (ℓ. 19-20), a palavra “mas” é uma conjunção coordenada adversativa.
IV → No trecho “(...) não é bem-vindo no mundo digital, embora esses sejam aspectos intrínsecos (...)” (ℓ. 24-25), a substituição da conjunção “embora” pela locução conjuntiva “posto que” mantém o sentido original.
Estão corretas
(Caio Fernando Abreu)
A palavra destacada ESTÁ como:
“− Não entendo por que tenho que (........) neste lugar para provar que ainda estou vivinho em folha! − Porque depois que vi no seu cadastro a sua idade e a sua aposentadoria, confesso que me assustei tentando entender como você consegue sobreviver com o salário que o INSS (........) paga, mensalmente.”
A alternativa que completa CORRETAMENTE as lacunas entre parênteses é:
Quanto à estruturação, ASSINALE a alternativa adequada.
Leia o texto a seguir para responder à questão.
O homem rouco
Deus sabe o que andei falando por aí; coisa boa não há de ter sido, pois Ele me tirou a voz.
Ela sempre foi embrulhada e confusa; a mim próprio muitas vezes parecia monótona e enjoada, que dirá aos outros. Mas era, afinal de contas, a voz de uma pessoa, e bem ou mal eu podia dizer ao mendigo “não tenho trocado”, ao homem parado na esquina, “o senhor pode ter a gentileza de me dar fogo”, e ao garçom, “por favor, mais um pedaço de gelo”. Dizia certamente outras coisas e numa delas me perdi. Fiquei vários dias afônico e, hoje, me comunico e lamento com uma voz de túnel, roufenha, intermitente e infame.
Ora, naturalmente que me trato. Deramme várias pastilhas horríveis e um especialista me receitou uma injeção e uma inalação que cheguei a fazer uma vez e me aborreceu pelo seu desagradável jeito de vício secreto ou de rito religioso oriental. Uma leitora me receitou pelo telefone chá de pitangueira, laranja da terra e eucalipto, tudo isso agravado por um dente de alho bem moído.
Não farei essas coisas. Vejo-me à noite, no recolhimento do lar, tomando esse chá dos tempos coloniais e me sinto velho e triste de cortar o coração.
Alguém me disse que se trata de rouquidão nervosa, o que me deixa desconfiado de mim mesmo. Terei muitos complexos? Precisamente quantos? Feios, graves? Por que me atacaram a garganta e não, por exemplo, o joelho? Ou quem sabe que havia alguma coisa que eu queria dizer e não podia, não devia, não ousava, estrangulado de timidez, e então engoli a voz?
Quando era criança, agora me lembro, passei um ano gago porque fui com outros moleques gritar “Capitão Banana” diante da tenda de um velho que vendia frutas, e ele estava escondido no escuro e me varejou um balde d’água em cima. Naturalmente devo contar essa história a um psicanalista. Mas então ele começará a me escarafunchar a pobre alma e isso não vale a pena. Respeitemos a morna paz desse brejo noturno onde fermentam coisas estranhas e se movem monstros informes e insensatos.
Afinal, posso aguentar isso, sou um rapaz direito, bem comportado, talvez até bom partido para uma senhorita da classe média que não faça questão da beleza física, mas sim da moral, modéstia à parte.
O remédio é falar menos e escrever mais, antes que os complexos me paralisem os dedos, pobres dedos, triste mão que... Mas, francamente, página de jornal não é lugar para a gente falar essas coisas.
Eu vos direi, senhora, apenas, que a voz é feia e roufenha, mas o sentimento é límpido, é cristalino, puro – e vosso.
BRAGA, R. O homem rouco. 3ª ed., Record, 1984. Disponível em <https://cronicabrasileira.org.br/cronicas/13137/ohomem-rouco>.
Analise as afirmativas a seguir, tendo em vista a estrutura linguística de composição dessa passagem.
I- Em “viver uma vida ansiosa”, verifica-se o emprego da figura de linguagem pleonasmo como recurso de expressão.
II- Em “me preocupar menos”, o pronome oblíquo átono “me” foi usado, informalmente, proclítico, pois, formalmente, estaria enclítico, resultando a forma “preocupar-me”.
III- Em “quando a gente não aceita”, o termo “a gente” é marca de coloquialidade que poderia ser substituída pelo pronome pessoal “nós”, com o qual o verbo “aceita” deveria concordar.
IV- Em “dançar conforme a música”, verifica-se o emprego da linguagem conotativa e essa expressão assume, no texto, o sentido de aceitar a vida com ela é.
V- Em “quando a gente não aceita o que se apresenta”, o pronome “se” foi usado proclítico, de acordo com a norma, pois a palavra “que” é atrativa.
Estão CORRETAS as afirmativas



