Questões de Concurso
Comentadas sobre morfologia - pronomes em português
Foram encontradas 10.459 questões
"Todavia, não se deve forçá-la a essa atividade, é preciso partir dela. Como dito, uma boa conversa sobre os desenhos abre espaço de diálogo e facilita a entrada no mundo da imaginação da criança. Essa interação passa a ser algo lúdico e facilitador de intimidade e conectividade entre pais e filhos, alerta Renata Bento."
Com base nos princípios sintáticos de concordância, regência e colocação pronominal, é correto afirmar que
I. O pronome é usado antes do verbo em orações que contenham uma palavra ou expressão de valor negativo, por exemplo: “Não se acanhe, papai, mande dizer se o senhor quiser alguma coisa.” (QUEIROZ, Dinah Silveira de. História de Mineiro. In: Quadrante, Editora do Autor, 1968, p. 13-15).
II. Nas orações iniciadas por advérbios interrogativos, o pronome é corretamente usado antes do verbo, próximo do advérbio, como na frase “Quem te ensinou esses modos?” (SABINO, Fernando. Menino. In: As melhores Crônicas de Fernando Sabino, Record, 1986, p. 86-88).
III. O pronome deve ser usado sempre antes de verbos no gerúndio, desde que não venham precedidos da preposição “em”, por exemplo: “Dá-me vontade de abraçá-la chorando. E por isso rio e faço frases de bom humor.” (RIO, João do. Bom Humor. In: Revista da Semana, 09 set. 1916.)
(Pronominais, de Oswald de Andrade)
Assinale a alternativa que apresenta uma análise correta das expressões empregadas no poema acima.

Internet: https://www.revistabula.com (com adaptações).
( ) Eles se conhecem desde a época da escola – a palavra em destaque classifica-se como preposição.
( ) Elas estudam todas as tardes – a palavra “estudam” é um verbo conjugado na terceira pessoa do singular.
( ) A caneta falhou bem na hora da prova – o termo destacado na frase é um substantivo abstrato.
( ) Aquele é o senhor cuja esposa vende bolos – a palavra destacada é um pronome relativo.
INSTRUÇÃO: Leia, com atenção, o texto 02 e, a seguir, responda à questão, que a ele se refere.
Texto 02

Disponível em: https://br.pinterest.com/pin/576108977315838163/. Acesso em: 28 jun. 2025. Adaptado.
Considerando os aspectos linguísticos do texto apresentado, julgue (C ou E) o item a seguir.
A correção gramatical do texto seria mantida caso o pronome “se”, em “se torna” fosse empregado após a forma verbal: torna-se.
Considerando os sentidos do texto, julgue (C ou E) o item a seguir.
No último período do texto, os pronomes “essa” e “esse” foram empregados como um recurso anafórico, visto que se referem a um elemento anteriormente citado no texto.
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.
Como ler transforma o cérebro
Enquanto lemos, ativamos circuitos cerebrais que levaram milênios para se desenvolver. A leitura é uma habilidade que transformou o cérebro humano e a sociedade, embora não seja algo natural como a fala. A cientista cognitiva Maryanne Wolf, professora da Universidade da Califórnia em Los Angeles, explica que não nascemos com circuitos preparados para ler, e sim para enxergar e falar. A leitura, portanto, exigiu que nosso cérebro reciclasse funções antigas, como o reconhecimento visual, para atribuir significado a símbolos e sons. Esse processo começou por volta de 3300 a.C., com os sumérios, embora haja discussão sobre a contribuição dos egípcios.
Wolf afirma que a leitura profunda, aquela que envolve reflexão, análise e empatia, está sob ameaça com os hábitos digitais modernos, como a leitura apressada e fragmentada nas telas. O uso constante de celulares, com interrupções e excesso de estímulos, reduz a capacidade de concentração e de compreensão crítica dos textos. O cérebro passa a buscar recompensas rápidas, tornando difícil o engajamento com textos mais densos e elaborados.
Estudos mostram que palavras ativam áreas amplas do cérebro, evocando conceitos múltiplos. Por exemplo, a palavra "bug" desperta associações com insetos, erros de informática ou até o carro Fusca. Além disso, diferentes sistemas de escrita exigem circuitos distintos. O chinês, por ser logográfico, ativa áreas ligadas à memória visual, o que foi observado em pacientes bilíngues com lesões cerebrais que afetaram a leitura do chinês, mas não do inglês.
O estímulo à leitura deve começar na infância. O contato com livros desde cedo favorece o desenvolvimento emocional e cognitivo, ajudando a criança a criar empatia e senso crítico. Por outro lado, crianças privadas desse estímulo enfrentam desvantagens desde os primeiros anos escolares. Um estudo famoso indica que, até os 3 anos, crianças de lares sem estímulos verbais ou leitura escutam cerca de 30 milhões de palavras a menos que outras mais expostas ao vocabulário.
Wolf alerta para uma "crise de leitura": por ser uma habilidade adquirida, ela pode ser atrofiada se não for cultivada. A leitura superficial compromete a capacidade de análise, compreensão profunda, apreciação estética da linguagem e até a habilidade de identificar informações falsas. Crianças que crescem hiperestimuladas por telas e com pouco contato com livros apresentam menor desempenho acadêmico e maior dificuldade de concentração.
Outro ponto abordado é a dislexia, condição que afeta de 4% a 10% da população. Pessoas com dislexia enfrentam desafios específicos na leitura, mas isso não está relacionado à falta de inteligência. Muitas são altamente criativas e brilhantes, havendo indícios de que gênios como Leonardo da Vinci, Thomas Edison e Albert Einstein tivessem dislexia. A dificuldade, na verdade, está ligada a circuitos cerebrais diferentes dos típicos. Wolf, que tem um filho disléxico, defende que crianças com dislexia precisam ser compreendidas e estimuladas, e não rotuladas como preguiçosas.
A pesquisadora conclui que o antídoto para a crise da leitura está no incentivo diário ao hábito de ler, com o envolvimento de pais e professores como modelos. A leitura deve ser apresentada como um santuário pessoal, um espaço de autonomia, reflexão e desenvolvimento intelectual.
https://www.bbc.com/portuguese/articles/c89el24p358o.ADAPTADO.
O contato com livros desde cedo favorece o desenvolvimento emocional e cognitivo, ajudando "a criança" a criar "empatia e senso crítico".
Assinale a alternativa correta quanto ao uso dos pronomes oblíquos na substituição dos termos destacados.
Julgue o item a seguir, referente a aspectos linguísticos e ao vocabulário do texto CB1A1.
Estaria mantida a correção gramatical do texto caso o pronome “os”, em “os cerca” (final do terceiro parágrafo), fosse empregado em posição enclítica, da seguinte forma: cerca-os.
O uso da crase antes de pronomes obedece a regras específicas. No trecho analisado, o emprego da crase está adequado. A seguir, examine os enunciados e verifique sua correção.
I. Hoje, assisti a uma cena igual à que vi ontem.
II. A moça à qual me referi há pouco está chegando.
III. As pessoas costumam dar atenção somente àquilo que lhes interessa.
IV. Projeto garante proteção à quem usa comércio virtual.
V. A razão do desequilíbrio é o seguro-desemprego à que os artesanais têm direito quando não podem pescar.
O emprego da crase antes dos pronomes está correto em:
Assinale a alternativa que preenche, correta e respectivamente, as lacunas da frase a seguir:
A equipe médica deve prestar socorro imediato ________________ paciente ________________ corrente sanguínea se detectou um vírus de alta transmissão, ________________ pode configurar uma ameaça ________________ saúde pública.
Leia o texto a seguir para responder a questão
Bula do egoísmo gripal (1991)
Como se não bastassem as aflições que povoam a nossa rotina, anda aí agora, insidioso, o tal vibrião colérico. Cólera sugere datas do século 19. Já vai para quase dois anos que soou o alarme lá em cima na fronteira. Foi um corre-corre danado. Tudo fogo de palha. Agora recomeça o susto. Desembarcou no Rio um soldado colérico. Em São Paulo, uma freira pode estar com cólera.
O pior é que continuamos sitiados por toda sorte de mazelas. O Brasil é recordista mundial de chagásicos: cinco milhões. Leprosos? 500 mil, depois que a lepra foi praticamente extinta em todo o mundo. Doenças tropicais, como leishmaniose, se alastram por aí como chuchu.
Aqui no Rio nos ameaçam com a dengue hemorrágica. Só falta voltar a febre amarela, que era chamada de patriótica. Matava de preferência estrangeiros. Houve um surto que durou 50 anos. Chegou até o nosso século 20, mas Oswaldo Cruz liquidou com o flagelo. Isto num Brasil com muito menos recursos e quase sem comunicação. Quando eu nasci, Miguel Pereira já tinha morrido. Vivíssima, porém, estava a sua frase: “O Brasil é um vasto hospital”. Apenas seis palavras. Mas que força, que gênio – e que originalidade!
Uma vez caí na besteira de ler um trabalho sobre o bócio. Perdi o sono só de pensar. Se dormia, era um pesadelo na certa. Por mais que o brasileiro seja um coração compassivo e solidário, é difícil abrir espaço para tantas epidemias e tantos doentes. Hoje, por exemplo, só há lugar em mim para a gripe que obtura a minha sensibilidade. Doem-me todas as esquinas do meu ser. Enquanto não me livrar desta peste, não dou bola para o vasto hospital. Gripe é uma doencinha muito egoísta. Ainda mais no calor!
(Otto Lara Resende. Disponível em https://cronicabrasileira.org.br/ cronicas/6157/bula-do-egoismo-gripal. Acesso em 28.05.2025. Adaptado)