Questões de Concurso Comentadas sobre morfologia - pronomes em português

Foram encontradas 10.823 questões

Q3406114 Português
Leia o texto abaixo em que foram sublinhados alguns termos.

Tenho a grande vantagem de haver nascido numa época em que os maiores eventos mundiais passavam à ordem do dia e continuavam durante a minha longa existência, de modo que fui testemunha viva da Guerra dos Sete Anos, depois da separação da América da Inglaterra, em seguida da Revolução Francesa, e, por fim, de toda a época napoleônica até a queda do herói e dos acontecimentos que se lhe seguiram. Assim cheguei a resultados e conclusões bem diferentes daqueles a que poderão chegar quantos nascerem de agora em diante, devendo familiarizar-se com esses grandes eventos através de livros que não entendem.

Assinale a opção em que o antecedente textual de um desses termos está corretamente indicado.
Alternativas
Q3401487 Português

Os pronomes de tratamento devem ser empregados de forma correta e em relação com a pessoa referida.


Assinale o pronome de tratamento que mostra forma de abreviação ou a identificação errada da pessoa a quem se dirige. 

Alternativas
Q3401484 Português
Assinale a frase em que o emprego do demonstrativo está inadequado, segundo a norma culta tradicional.
Alternativas
Q3401467 Português

Em todas as frases a seguir há exemplos de coesão referencial com pronomes.


Assinale a opção em que o pronome substituto do termo sublinhado está mal classificado.

Alternativas
Q3397567 Português
Assinale a frase com erro na colocação pronominal: 
Alternativas
Q3396650 Português

O TEXTO I A SEGUIR SERVIRÁ DE BASE PARA A RESOLUÇÃO DA QUESTÃO.



TEXTO I

A Cigarra e a Formiga



    Havia uma cigarra que passou todo o verão a cantar, aproveitando os agradáveis fins de tarde e curtindo o tempo de forma despreocupada.

    Mas quando chegou o gelado inverno, a cigarra já não estava alegre, pois estava faminta e tremendo de frio.

    Assim, foi pedir ajuda à formiga, que havia trabalhado muito no verão. Pediu que a colega lhe desse alimento e abrigo. Ao que a formiga perguntou:

    O que você fez durante todo o verão?

    — Estive a cantar - respondeu a cigarra.

    E a formiga lhe deu uma resposta grosseira:

    — Pois então, agora dance!


Fonte: https://www.culturagenial.com

No trecho “O que você fez durante todo o verão?”, caso se alterasse o pronome pessoal destacado pela forma “tu”, a frase ficaria corretamente elaborada, preservando-se o tempo e o modo verbal, da seguinte forma:
Alternativas
Q3392526 Português
Leia trecho do conto “A condessa descalça” para responder à questão.


    A moça deixou o Brasil e hoje mora em Bruxelas, graças a uma bolsa de estudos. A moça vive modestamente na pensão de uma grega chamada Papacapopoulos, ou coisa parecida. Um dia a senhoria lhe disse que era um absurdo ela estar na Europa e não viajar: não ter ainda conhecido Londres, por exemplo, que era tão perto. Então a moça economizou um dinheirinho e comprou a passagem: a Papacapopoulos lhe recomendou a filha, que vivia lá.

    E a moça foi a Londres, toda contente. Chegou à noite, debaixo de chuva, depois de uma viagem de navio e outra de trem. Molhou-se da estação até o táxi. Já no hotel, deixou os sapatos encharcados junto do aquecedor, deitou-se e dormiu. 

    Pela manhã, verificou que os sapatos estavam secos, mas estalando de tão secos: assados. Mal lhe entravam no pé. Não tendo outros, calçou-se assim mesmo, depois de muito esforço, e saiu pelas ruas, a perna dura, dando patadas no chão, à procura de uma sapataria. Encontrou uma, explicou-se como pôde, mostrando nos pés os sapatos esturricados. O homem os olhava, assombrado. Quando se dispôs a atendê-la verificou que não tinha o número que ela calçava: 33. Recomendou-lhe outra sapataria.

    Esta outra também não tinha – e assim, sucessivamente, ela foi a sete sapatarias londrinas, sem resultado. Já se desesperava, reduzida à perspectiva de condessa descalça, única coisa que Londres lhe poderia oferecer. Acabou voltando para o hotel. Tinha os pés empolados, cheios de bolhas e de calos. Resolveu mergulhar os sapatos na banheira para ver se, molhados, recuperavam sua condição anterior.


(Fernando Sabino. A condessa descalça. https://cronicabrasileira.org.br. Adaptado)
Assinale a alternativa em que a expressão destacada pode ser substituída pelo que está entre colchetes, mantendo-se a norma-padrão de colocação pronominal.
Alternativas
Q3391980 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão:


    Janeiro, na casa onde me criei, podia transcorrer em qualquer lugar, desde que ensolarado – estou me lembrando de Guarapari, Araxá, Bertioga, Salvador –, mas nosso julho era sempre na fazenda. Não havia escolha, e ninguém reclamava.

     Quando menino, me parecia uma distância enorme a percorrer. Só mais tarde me dei conta de que aquelas terras de meus avós ficavam a 14 km da Praça Sete, o umbigo de Belo Horizonte, município ao qual acabaram sendo integralmente incorporadas. Ficava tão perto que, com a família em férias, meu pai seguia todas as manhãs para o batente em seu consultório.

    A sensação de lonjura que me dava tinha a ver com a progressiva piora nas condições dos caminhos sobre os quais, lotado, trafegava o nosso carro – primeiro, um Chevrolet 1939, depois uma sucessão de Kombis, única solução automobilística para um casal que se desdobrou numa dezena de crias.

    O asfalto não tardava a dar lugar ao calçamento, e este a uma estrada de terra, à qual não faltavam “costelas”, ondulações que me faziam pensar no plano inclinado de um tanque onde se esfrega a roupa. A certa altura, entrava em nosso campo de visão, à direita, o soturno prédio do Matadouro Municipal.

     A fazenda parecia longe, também, pela diferença de temperatura, no inverno muito mais baixa do que em Belo Horizonte. O frio era revoltante aos domingos, quando, nuns restos ainda escuros de madrugada, nossos pais nos acordavam para a missa das 6, a uns poucos quilômetros dali, na capela do sanatório que meu avô fizera construir.

    Acho que comecei a perder a fé religiosa naquelas madrugadas em que me obrigavam a deixar o bem-bom das cobertas e seguir, em jejum, para a missa das 6. Foi lá que adquiri o direito irrevogável a uma vaga no Paraíso, não importando que pecados tenha cometido desde então, e quantos venha a cometer ainda. Estará assim compensado, espero, o sofrimento térmico que passei, com o Rodrigo e o Otávio, meus irmãos parelhos, quando nosso pai, um cavalheiro, nos mandava apear do carro e seguir a pé, cedendo a alguém de mais idade (na época, praticamente não havia quem não o fosse) três assentos ainda quentes no Chevrolet 1939.


(Humberto Werneck, https://www.estadao.com.br/cultura/ humberto-werneck/na-toca-mas-viajando/, 05.03.2025. Adaptado)
Assinale a alternativa em que a alteração da posição do pronome em relação ao verbo, indicada entre colchetes, está em conformidade com a norma-padrão.
Alternativas
Q3390696 Português

Leia a tira a seguir para responder a questão: 


Levando-se em consideração o emprego e a colocação pronominal, assinale a alternativa que preenche, correta e respectivamente, os espaços, de acordo com a norma-padrão.
Alternativas
Q3390495 Português

Internet: <www.meuartigo.brasilescola.uol.com.br> (com adaptações).

No que se refere à estruturação linguística do texto anterior, julgue o seguinte item.


Manteria a correção gramatical a substituição do vocábulo “os”, no trecho “que os atingiam”, pelo elemento lhes.

Alternativas
Q3390493 Português

Internet: <www.meuartigo.brasilescola.uol.com.br> (com adaptações).

No que se refere à estruturação linguística do texto anterior, julgue o seguinte item.


No primeiro parágrafo, no trecho “Desde que foram estabelecidos padrões de convivência coletiva, os seres humanos têm lutado contra as enfermidades que põem em risco a saúde dos seus animais. No entanto, muitas das doenças que dizimaram os seus rebanhos também foram responsáveis pela morte de milhares de pessoas.”, em ambas as ocorrências, o vocábulo “seus” retoma, diretamente, a expressão “milhares de pessoas”.

Alternativas
Q3390443 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão:


Fobia imobiliária


    A vida me poupou de uns tantos pesadelos. É nisso que penso enquanto o camarada à minha frente, com incontida excitação, vai fazendo o pormenorizado relato de sua batalha para alugar apartamento. Já esteve em duas dúzias de endereços, contabiliza, e em outros tantos pretende estar, pois em cada um achou defeito. Longe de se lamentar, está feliz. À beira da euforia, parece governado pela convicção de que o bom não é achar, é procurar, prazer que exige dele ver imperfeição onde não tem.

   Faria par, este amigo recente, com uma senhora da minha família, que, precisando de empregada, vetou consecutivamente duas alternativas que as filhas lhe arranjaram, uma por lhe faltarem alguns dentes, a outra porque, prognata, tinha “dentes demais”.

  Respeitemos o time dos que procuram na esperança de não encontrar – de certa forma aparentados com aqueles que inventam pretexto para estar o tempo todo reformando a casa. São, uns e outros, meus antípodas. A simples ideia de empreender uma reforma já me levaria a buscar um novo pouso – se também essa perspectiva não me trouxesse pânico. E, a esta altura da vida, talvez já não haja divã que dê jeito na fobia imobiliária de quem jamais – jamais – se lançou, como o citado camarada, numa peregrinação em busca de poleiro.

   Minto: ciente das minhas dificuldades nesse particular, houve um dia, meio século atrás, em que, com poucos meses de São Paulo, e pendurado ainda na generosidade do casal que me acolheu de mala e cuia, achei que era hora de providenciar cafofo próprio. Encantado com o que me parecia ser uma inédita capacidade de superar limitações, dias depois eu fechava negócio com o dono de um apartamento num predinho até simpático, na esquina de Augusta e Rua Costa. Quem disse que eu não dava conta? – gabei-me. Mas não precisei de uma semana para me dar conta de que ali simplesmente não havia água, nem disposição dos outros moradores para dar sentido à existência das torneiras. E, no entanto, tudo estava claro desde o início, pois na primeira incursão eu pudera ver o espetáculo medieval de cordas içando baldes na soturna área interna do edifício. A rapidez com que consegui anulação do contrato me trouxe a certeza de que não fui ali o otário pioneiro.


(Humberto Werneck, “Fobia Imobiliária”, 02.10.20. Disponível em: https://www.estadao.com.br/cultura/ humberto-werneck/fobia-imobiliaria. Adaptado)
Assinale a alternativa em que a posição do pronome em relação ao verbo atende à norma-padrão. 
Alternativas
Q3390203 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Uma corrida épica nos seus ouvidos


Você provavelmente faz bom uso dos seus fones de ouvido com cancelamento de ruído. Mas como eles realmente cancelam o ruído indesejado?

Os seus fones, por menores que sejam, incluem mais de um microfone.

Um deles coleta a onda sonora do ruído que entra, gerando uma corrida entre a velocidade do som.

O fone recebe a onda sonora barulhenta e a inverte, agrega e faz com que ela chegue ao seu tímpano exatamente com a mesma velocidade do som indesejado original.

A onda sonora que você não quer ouvir é cancelada pela própria onda sonora invertida. Por isso, você não a escuta e continua apreciando o som que realmente aprecia.

Isso parece uma inovação recente, mas sua origem remonta a setenta anos atrás, durante a Guerra da Coreia (1950-1953).

Os Estados Unidos enviavam helicópteros para recolher soldados feridos ou imobilizados, que pediam ajuda pelo rádio. Mas as pás dos helicópteros impediam que os sinais fossem ouvidos.

Nem o piloto, nem os passageiros dos helicópteros conseguiam se comunicar verbalmente entre si, impossibilitados pelo ruído. O engenheiro Lawrence J. Fogel comprovou esta situação e fez diversas viagens de helicóptero em busca de uma solução.

A teoria sobre a forma de cancelamento das ondas sonoras entre si havia sido descoberta mais de cento e cinquenta anos antes. Mas Fogel foi o primeiro a fazer uso prático dela, na década de 1950.

Ele criou os primeiros fones de ouvido com cancelamento de som. Com isso, Fogel transformou completamente as comunicações durante o voo.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/cg7289kg822o.adaptado. 
Os Estados Unidos enviavam "helicópteros" para recolher "soldados feridos ou imobilizados", que pediam "ajuda" pelo rádio.

Assinale a alternativa em que a substituição dos termos destacados pelos pronomes oblíquos átonos ocorre de acordo com as normas de colocação pronominal culta. 
Alternativas
Q3389455 Português

Leia a frase a seguir e identifique a classe gramatical destacada:


Aquela professora explicou claramente o conceito.”


Nessa frase, “Aquela” funciona como:

Alternativas
Q3388444 Português
Assinale a alternativa em que o pronome destacado está corretamente identificado e classificado:
Frase:
Ela entregou o presente para mim, não para ele.
Alternativas
Q3387821 Português

Austrália: Mulher é julgada por envenenar e matar sogros com cogumelos



        A Justiça da Austrália deu início nesta terça-feira (29) ao julgamento de Erin Patterson, acusada de matar idosos convidados para um almoço por “ingestão de cogumelo” em 2023. Ela foi incriminada por assassinar seus sogros, Gail e Donald Patterson, além da irmã de Gail, Heather Wilkinson.


        Os idosos adoeceram após um almoço oferecido por Erin em sua casa na cidade de Leongatha, que abriga cerca de 6 mil habitantes e fica a cerca de 135 quilômetros de Melbourne. Os promotores alegam que os cogumelos foram servidos às vítimas como parte de um bife Wellington.


        Acusações adicionais de tentativa de homicídio de seu marido, Simon Patterson, e do marido de Heather, Ian Wilkinson, também foram feitas na época, porém elas foram retiradas pelos promotores, informou o juiz Christopher Beale ao tribunal. “Essas acusações foram retiradas e vocês precisam tirá-las da cabeça”, comentou ele ao júri. 


        Quinze jurados foram selecionados no Tribunal de Magistrados de Latrobe Valley, na cidade de Morwell. Os argumentos iniciais devem começar na manhã desta quarta-feira (30). Erin Patterson se declarou inocente de todas as acusações. 


        O caso chamou atenção tanto na Austrália quanto internacionalmente, com os seis assentos na sala do tribunal reservados para a imprensa sendo alocados em uma votação diária. Dezenas de outros jornalistas devem assistir ao processo em uma sala extra instalada no tribunal. 


        A emissora estatal ABC está produzindo um podcast diário durante o julgamento, que deve durar de cinco a seis semanas, enquanto o serviço de streaming Stan encomendou um documentário sobre o que considera “um dos casos criminais de maior repercussão da história recente”. 


Fonte: Austrália: Mulher é julgada por envenenar e matar sogros com cogumelos | CNN Brasil

Assinale a alternativa que apresente o termo do texto ao qual se refere o termo em destaque no período: “Essas acusações foram retiradas e vocês precisam tirá-las da cabeça”, comentou ele ao júri.
Alternativas
Q3387600 Português
Como aumentar vida útil das roupas: 'Se jogamos fora só porque zíper quebrou, precisamos repensar'


    "Passei anos vasculhando lojas de roupa de segunda mão e vi centenas de peças perfeitas abandonadas por causa de um zíper quebrado", conta a italiana Orsola de Castro. "Afinal, por que gastar tempo e dinheiro consertando um zíper quebrado quando é mais rápido, mais barato e infinitamente mais divertido comprar uma roupa nova com zíper funcionando?", acrescenta.

       Em seu livro Loved Clothes Last (Roupas amadas duram, em tradução livre), publicado em 2021, a fundadora da campanha mundial Fashion Revolution fez um apelo apaixonado. "Se jogamos fora uma roupa só porque o zíper quebrou, precisamos repensar o que estamos fazendo. O que aconteceria se decidíssemos substitui-la?", questionou.

       É cada vez mais difícil ignorar o dano social e ambiental causado pela fabricação de roupas. As taxas de consumo de recursos naturais são estratosféricas, sem mencionar os níveis de contaminação e desperdício e as cadeias de suprimentos, que são marcadas pela exploração. Segundo a Organização das Nações Unidas (ONU), o setor é responsável por 2% a 8% do total de emissões globais de gases de efeito estufa e utiliza 215 bilhões de litros de água por ano, o que é equivalente a 86 milhões de piscinas olímpicas.

     Além disso, os resíduos têxteis chegam a 92 milhões de toneladas por ano. Isso equivale a um caminhão de lixo cheio de roupas incineradas ou enviadas a aterros sanitários a cada segundo. Os números da indústria de vestuário são impressionantes, considerando que, de certa forma, este é um setor de produtos não essenciais.

     Poucas pessoas no mundo realmente precisam de mais roupas. Ainda assim, entre 80 e 100 bilhões de peças são produzidas por ano, em uma estimativa conservadora. A indústria de moda tem tentado enfrentar esses impactos por meio de iniciativas e pesquisas que incluem projetos para aumentar a eficiência energética nas cadeias de suprimento, utilização de materiais renováveis, investimento em inovação de materiais para evitar os sintéticos, e iniciativas de justiça social e de combate à crueldade contra os animais.

    Mas ainda que esses esforços tenham boas intenções, essa é uma indústria que tem um impacto ambiental enorme. Basta dizer que a maioria dessas quase 100 bilhões de peças acaba sendo incinerada ou jogada em aterros sanitários após pouquíssimo uso. Por isso, cada vez mais ativistas argumentam que uma das maneiras mais fáceis de reduzir o impacto da indústria de moda é comprando menos.

    Segundo o grupo ativista britânico Take the Jump, o segredo está em comprar apenas três peças novas por ano e fazer com que nossas roupas durem mais. Para uma geração de consumidores alimentados por desejos construídos artificialmente e gratificações instantâneas, esse pode ser um objetivo difícil de imaginar, mas os números são irrefutáveis.

    Uma pesquisa realizada pela organização ambientalista britânica Wrap indica que prolongar a vida útil de uma peça de roupa em apenas nove meses poder reduzir o impacto ambiental em até 10%. Imagine o que poderíamos conseguir ao longo de décadas. Os fatores que contribuem para isso incluem a compra de roupas de boa qualidade, a disposição das pessoas em usar a mesma peça muitas vezes e sua capacidade de cuidar bem dela.

    Pode parecer fácil, mas se fosse, já estaríamos fazendo isso. É claro que, neste momento, os riscos parecem grandes demais para simplesmente ignorarmos. Já se passou pouco mais de uma geração desde que perdemos essa cultura de cuidado com as roupas.

   Enquanto a vida dos nossos avós era baseada em economia e consertos, a maioria dos consumidores hoje se acostumou com o sistema de usar, estragar e jogar fora. As roupas que Castro mencionou ter visto nos brechós — em perfeito estado, mas com zíperes quebrados — são resultado de uma profunda falta de conexão com a forma como as roupas são feitas.

    Hoje é mais importante do que nunca se perguntar porque tanta roupa está sendo feita com materiais derivados do petróleo. Temos que nos perguntar se a viscose (fibra artificial feita a partir da celulose) daquela camisa foi feita a partir da exploração de florestas antigas, se há pele de animal naquele pompom ou por que apenas uma pequena fração dos trabalhadores da indústria têxtil recebe salários dignos.

    E também nos perguntar se queremos seguir causando destruição. O subtítulo do livro de Castro é "como a alegria de remendar e vestir pode ser um ato revolucionário". E é um fato: precisamos de uma revolução.


Fonte: Vida útil das roupas: 'Se jogamos fora porque zíper quebrou, precisamos repensar' - BBC News Brasil
Assinale a alternativa que apresente a classe morfológica do termo em destaque no período: Enquanto a vida dos nossos avós era baseada em economia e consertos, a maioria dos consumidores hoje se acostumou com o sistema de usar, estragar e jogar fora.
Alternativas
Q3386840 Português

Leia o texto para responder à questão.


Billy adora ouvir música clássica. De smoking.


Sentado em uma almofada no meio de uma sala de ensaio de orquestra, um filhote de pastor alemão vestindo um smoking fechou os olhos pacificamente para absorver a música ao vivo ao seu redor.



Billy, um fã de música clássica, com 2 anos e meio de idade e resgatado de uma fazenda no Texas, foi convidado pela Orquestra Metropolitana de Vancouver, no Canadá, para assistir, no início de setembro, ao primeiro ensaio da temporada.



Os músicos Lucian Barz, um violinista e violista de 33 anos, e Teresa Bowes, uma pianista de 27 anos, casados, adotaram Billy em junho de 2022, completamente alheios à sua admiração pela música clássica.



“Mas eu fiquei surpreso”, conta Barz. “Você ouve muitas coisas sobre animais que gostam de música. Eu cresci em uma fazenda e costumava levar meu violino e tocar para as vacas.” Barz explica que Bowes frequentemente toca música clássica em casa. E, logo que adotaram Billy, eles perceberam o quanto ele era receptivo aos sons que ouvia todos os dias.




“É principalmente um alimento para a alma, apenas ver a pureza de um animal desfrutando música, lembrando que ela é a linguagem universal”, diz Barz.



Ken Hsieh, maestro da orquestra, decidiu executar a Sinfonia no 4 de Schumann para Billy, e notou o quão sociável o filhote era com os músicos e pensou que ele ficaria agitado durante a apresentação, mas, para sua surpresa, Billy ficou quieto e envolveu-se com a música respeitosamente. 



“Ele levantava a cabeça quando ouvia algo grandioso acontecendo na música e abaixava quando em momentos mais tranquilos”, conta Hsieh. “Ele realmente se relaciona, de maneira ativa, com o que fazemos, e isso é o que eu realmente desejo que meu público esteja fazendo. Quero dizer, passando por esse mesmo estado emocional.”



(Jiselle Lee, The Washington Post. O Estado de S.Paulo, 21 de setembro de 2024. Adaptado)

A expressão em destaque está corretamente substituída nos parênteses, de acordo com a norma-padrão de emprego do pronome em:
Alternativas
Q3386210 Português
VALE DO PARAÍBA TEM RELAÇÃO CULTURAL COM O ARROZ E OUSA COM TIPOS ESPECIAIS


   Em Guaratinguetá, plantações de arroz provam que alimento, além de ser elementar na mesa do brasileiro, tem diferentes variedades, sabores e usos no dia a dia. No Sudeste, digo que o sabor se manifesta por meio da memória. Isso porque a mesa dos estados que compõem a região é recheada de tradições e referências que foram ganhando atualizações e novos jeitinhos de conquistar o nosso paladar.

   Na busca pelos sabores do Brasil, a viagem nesta parte do país nos presenteia com torresmo crocante, queijos maturados e até vinhos que nascem de uvas de terras antes consideradas improváveis. Para dar pontapé à jornada pelo Sudeste, desembarquei com a temporada especial CNN Viagem & Gastronomia: Sabores do Brasil no Vale do Paraíba, região histórica entre as serras da Mantiqueira e do Mar que entrega paisagens fascinantes e que se apoia na tradição alimentar como traço identitário e de desenvolvimento.

   Afinal, os arredores tiveram papel fundamental no Ciclo do Café e hoje nos deparamos com um polo tecnológico que se debruça também em pesquisas de alimentos. Na cidade de Guaratinguetá, isso se traduz por meio de plantações de arroz, um dos símbolos mais fortes do Brasil.


Disponível em: https://www.cnnbrasil.com.br/viagemegastronomia/gastronomia/vale-do-paraiba-tem-relacao-cultural-com-o-arroz-e-ousa-com-tipos-especiais.
Levando em consideração os elementos destacados no trecho do texto: “Afinal, os arredores tiveram papel fundamental no Ciclo do Café e hoje nos deparamos com um polo tecnológico que se debruça também em pesquisas de alimentos.”, podemos considerar de acordo com as regras de posicionamento dos pronomes que: 
Alternativas
Respostas
1221: D
1222: D
1223: B
1224: E
1225: C
1226: E
1227: C
1228: D
1229: A
1230: B
1231: E
1232: E
1233: A
1234: D
1235: A
1236: B
1237: C
1238: D
1239: B
1240: A