Questões de Concurso Comentadas sobre morfologia - pronomes em português

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Q3510456 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Como a primeira bactéria que encontramos na nossa vida pode nos manter saudáveis 


As primeiras bactérias que nosso corpo encontra — nas horas seguintes ao nascimento — podem nos proteger de infecções perigosas, de acordo com cientistas do Reino Unido.


Eles demonstraram, pela primeira vez, que bactérias boas parecem reduzir pela metade o risco de crianças pequenas serem internadas com infecções pulmonares.


Os pesquisadores disseram que esta foi uma descoberta "fenomenal" — e que podem levar a terapias que estimulem bactérias boas em bebês.


Acredita-se que nossos primeiros encontros com micróbios sejam cruciais para o desenvolvimento do nosso sistema imunológico.


 Saímos do útero estéreis, mas isso não dura muito tempo. Todos os cantos e recantos do corpo humano se tornam lar para um mundo de vida microbiana, conhecido como microbioma.


Pesquisadores da University College London (UCL) e do Sanger Institute, no Reino Unido, investigaram os primeiros estágios de colonização do nosso corpo por bactérias, fungos e muito mais.


Eles coletaram amostras de fezes de 1.082 recém-nascidos na primeira semana de vida. Em seguida, a equipe realizou uma análise genética completa de todo o DNA das amostras para descobrir exatamente quais espécies estavam presentes, e quão comuns elas eram em cada criança.

 

Em seguida, eles acompanharam o que aconteceu com esses bebês, usando dados hospitalares, durante os dois anos seguintes.


Um dos primeiros habitantes do corpo humano em particular, a Bifidobacterium longum, parecia ter um efeito protetor.


Apenas 4% dos bebês com esta espécie passariam uma noite no hospital com infecção pulmonar nos dois anos seguintes. Os bebês com bactérias iniciais diferentes tinham de duas a três vezes mais chance de precisar ficar internados.


Estes são os primeiros dados que mostram que a formação do microbioma afeta o risco de infecção.


"Acho que é realmente fenomenal. É incrível poder mostrar isso. Estou animado", disse Nigel Field, professor da UCL, à BBC.


 https://www.bbc.com/portuguese/articles/c20n2d3zq16ofragmento - adaptado


De acordo com a norma-padrão, quando se trata de colocação pronominal em locuções verbais, alguns critérios devem ser considerados. Com base nos critérios de emprego dos pronomes e suas devidas justificativas, ulgue as afirmativas:


I.Com verbo auxiliar mais infinitivo ou gerúndio, o pronome átono poderá aparecer proclítico ao auxiliar: Eu lhe quero falar ou enclítico ao auxiliar ligado por hífen: Eu quero-lhe falar.


II.Com verbo auxiliar mais infinitivo ou gerúndio, o pronome átono poderá aparecer proclítico ao auxiliar: Eu lhe quero falar ou enclítico ao auxiliar: Eu quero lhe falar.


III.Com verbo auxiliar mais infinitivo ou gerúndio pode ocorrer ênclise ao verbo principal ligado por hífen: Eu quero falar-lhe.


É correto o que se afirma em:

Alternativas
Q3509802 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Leia as citações do livro Meu Reino por um Cavalo e responda o que se pede no comando da questão.
Assinale a afirmação incompativel com a classificação morfológica das palavras na seguinte frase de Sammy Davis Jr "Minha celebridade permite que eu seja insultado em lugares onde nenhum negro tem esperança de ser insultado":
Alternativas
Q3509050 Português
A Modernidade e o Prefixo "Meta": Uma Nova Dimensão do Pensamento


A era moderna tem sido marcada por avanços tecnológicos e mudanças estruturais que redefinem a forma como interagimos com o mundo. Em um cenário de constante inovação, conceitos como inteligência artificial, realidade virtual e transformação digital moldam novas formas de comunicação, expressão e organização social. Nesse contexto, o prefixo "meta" tem emergido como um símbolo da transição para uma realidade ampliada, onde o físico e o digital se entrelaçam de maneira cada vez mais sofisticada.

O uso do prefixo "meta" remete à ideia de transcendência, algo que vai além do convencional. O conceito de metacognição, por exemplo, representa a capacidade de pensar sobre o próprio pensamento, enquanto o metaverso sugere uma realidade paralela digitalizada, permitindo a interação em ambientes virtuais imersivos. Esses termos refletem a busca humana por um conhecimento aprofundado e por experiências que extrapolam os limites físicos tradicionais.

Além disso, empresas e movimentos culturais têm adotado o "META" como um selo de inovação. O rebranding da gigante tecnológica Facebook para Meta exemplifica essa tendência, sinalizando uma aposta na construção de um ambiente virtual imersivo e interconectado. Esse fenômeno demonstra como o prefixo vem sendo utilizado para representar um salto evolutivo, tanto em termos de tecnologia quanto de concepção de novas formas de interação digital.

Outro aspecto interessante é como o "meta" também tem sido aplicado na arte e na cultura contemporânea. O conceito de metaficção, por exemplo, explora narrativas que desafiam as convenções da literatura tradicional ao expor a própria construção da história dentro da obra. Da mesma forma, a arquitetura moderna adota princípios metaconceituais, unindo estética e funcionalidade de maneira inovadora. Essas manifestações reforçam como a modernidade está intrinsecamente ligada à ideia de expansão e reflexão sobre seus próprios processos.

Em suma, o prefixo "meta" se tornou um símbolo do pensamento contemporâneo, marcando um período em que ultrapassar barreiras tornou-se um objetivo central. Seja na tecnologia, na arte ou na ciência, ele traduz um desejo de evolução, reafirmando que a modernidade não se limita apenas a avanços técnicos, mas também à capacidade de repensar e reconstruir conceitos em novas dimensões. 
No fragmento "Essas manifestações reforçam como a modernidade está intrinsecamente ligada à ideia de expansão e reflexão sobre seus próprios processos", extraído do texto sobre o prefixo "meta" na contemporaneidade, o pronome demonstrativo em destaque estabelece relação anafórica com:
Alternativas
Q3507666 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão.


Um país que envelhece mal


    Em 2023, pelo quinto ano seguido, o Brasil registrou queda no número de nascimentos, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Foram registrados 2,5 milhões de nascimentos em cartórios País afora, uma queda de 0,7% em relação a 2022. Não bastasse isso, o índice de registros foi o menor desde 1976.


    No mundo desenvolvido, a queda de nascimentos e o envelhecimento da população representam um desafio para a gestão dos sistemas previdenciário, de educação e saúde, entre outros. No Brasil, um país marcado pela baixa produtividade no trabalho e pelo mau desempenho dos estudantes em exames nacionais e internacionais de aprendizagem, a questão ganha contornos ainda mais dramáticos.


    Tal padrão já é realidade em países como o Japão, bem como em outros da União Europeia. Ao contrário do Brasil, porém, esses países já alcançaram um alto padrão de desenvolvimento, educação e prosperidade econômica e social. Tanto japoneses quanto europeus desfrutam de índices de produtividade no trabalho superiores aos brasileiros, além de ostentarem níveis médios de desempenho educacional bem melhores do que os nossos. Por isso, estão mais preparados para lidar com o desafio da queda da natalidade acompanhada do envelhecimento populacional e podem lidar melhor com ferramentas tecnológicas, como a inteligência artificial (IA), seja para manter, seja para aprimorar a produtividade. Ademais, a tecnologia não raro é empregada para criar serviços para uma população que envelhece.


    Levantamento recente do Indicador de Alfabetismo Funcional (Inaf) mostrou que 29% dos brasileiros entre 15 e 64 anos são analfabetos funcionais, ou seja, mesmo escolarizados não conseguem interpretar textos ou fazer contas ligeiramente mais complexas. É imperativo melhorar a qualidade da educação brasileira, além de criar condições para que os cidadãos sejam digitalmente letrados. Só assim o País poderá ampliar sua produtividade e assegurar um crescimento econômico sustentado.


    Sem solidez econômica, o País dificilmente conseguirá promover as adequações necessárias na área da saúde, por exemplo. A longevidade humana é uma extraordinária conquista civilizatória, mas exige preparo para lidar não apenas com as enfermidades que acometem os mais velhos, como também com as limitações impostas pela idade mais avançada.


    E ainda há o desafio nada trivial da Previdência pública. Com menos brasileiros em idade de trabalho e mais cidadãos com direito à aposentadoria, o sistema atual prova-se cada vez menos sustentável.


(Editorial, https://www.estadao.com.br/, 19.05.2025. Adaptado)
A colocação pronominal atende à norma-padrão em:
Alternativas
Q3506795 Português
Assinale a alternativa em que o uso do pronome está correto, de acordo com a norma padrão da língua portuguesa.
Alternativas
Q3505100 Português
Instrução: Leia o texto a seguir e responda à questão.


Brainrot - o lixo que apodrece a mente


Este fenômeno, Brainrot, surgiu no auge dos animes e mangás, quando seus fãs passavam horas e horas consumindo conteúdos.


    Brainrot ainda não faz parte dos termos médicos ou cientificamente reconhecidos, é, na verdade, um termo que vem sendo usado e ganhando popularidade na internet e nas redes sociais, é algo que diz respeito ao comportamento de consumir excessivamente conteúdos de baixa qualidade e até mesmo nocivos à saúde mental. A conexão está sempre direcionada à atualização de fenômenos negativos, ao lixo das redes.

    Este fenômeno surgiu no auge dos animes e mangás, quando seus fãs passavam horas e horas consumindo conteúdos. Mais tarde isso evoluiu para outros interesses das redes sociais, sempre de baixa qualidade, geralmente tóxico para a saúde mental e para os relacionamentos.

    Parece que nosso tempo perde-se literalmente entre os dedos. Enchemos ou preenchemos nossos dias com banalidades, com informações irrelevantes, muitas vezes falsas, ou pelo menos, duvidosas. Parecemos dominados e entregues ao lixo social. O pior é que passamos a viver essa realidade, trabalhamos para ela, somos sua criatura. Oferecemos o que nos é oferecido, damos o que recebemos. Tornamo-nos multiplicadores de lixo.

    Vivemos esses momentos, que poderiam ser horas preciosas de vida, imersos num mundo tóxico, que nos aproxima do nada e nos distancia de todos. Pensamos lixo, vivemos lixo, nosso cérebro termina apodrecendo pelo lixo.

    A cada dia que passa o Brainrot vem sendo mais tratado como um problema de saúde, visto que as pessoas envolvidas nesse tipo de comportamento manifestam sintomas psíquicos, como procrastinação, falta de concentração, ansiedade, isolamento social, depressão, além de problemas físicos. A mente passa a ser consumida por pensamentos repetitivos e obsessivos, muitas vezes relacionados a um determinado tema, atualmente muito comum o conteúdo ideológico.

    Isso pode desencadear algo que se pode chamar de “vício cognitivo”, que leva a pessoa a ficar obcecada por determinado assunto e incapaz de pensar em outra coisa. Essa condição pode levar a uma sensação de exaustão mental e dificuldade de concentração em outras atividades.

    Como se trata de um problema de saúde, há necessidade de busca de ajuda profissional, mas, infelizmente, a maioria das pessoas acometidas por esse mal não se veem doentes e aborrecem-se com aquelas que tentam lhe pontuar o problema. As poucas que percebem, entendem que precisam buscar informações de qualidade, usar parte de seu tempo em outras atividades, como práticas esportivas, cultura e lazer. Tornam-se convictas de que a vida não é apenas virtual, que precisam sair do mundo online e observar que há vida aqui fora.

    Infelizmente estamos na era da internet, com disparos intermináveis de mensagens, muitas com conteúdos desencontrados, muita maldade dentro do que deveria ser saudável e útil, causando desentendimentos, desavenças, inimizades e grupos de pessoas divididos, considerando-se inimigos uns dos outros.

    Infelizmente, isso já é presente e pode piorar no futuro, a não ser que façamos algo para prevenir a degradação dos tempos. Mas, o que fazer? Pelo menos, sejamos cabeças pensantes para tentar mudar essa história.


(ESTEVÃO, M. Disponível em: primeirapágina.com.br. Acesso em: 20/09/2024.)
O pronome demonstrativo é um elemento coesivo muito presente também nesse texto. Assinale V para a afirmativa em que a relação de sentido apresentada está correta e F para a que está incorreta.

( ) Este fenômeno (parágrafo 2) retoma algo que diz respeito ao comportamento de consumir excessivamente conteúdos de baixa qualidade e até mesmo nocivos à saúde mental.
( ) esses momentos (parágrafo 4) retoma Enchemos ou preenchemos nossos dias com banalidades, com informações irrelevantes, muitas vezes falsas, ou pelo menos, duvidosas.
( ) nesse tipo de comportamento (parágrafo 5) retoma sintomas psíquicos, como procrastinação, falta de concentração, ansiedade, isolamento social, depressão, além de problemas físicos.
( ) Isso (parágrafo 6) retoma A mente passa a ser consumida por pensamentos repetitivos e obsessivos, muitas vezes relacionados a um determinado tema, atualmente muito comum o conteúdo ideológico.

Marque a sequência correta.
Alternativas
Q3504978 Português
Instrução: Leia o texto e responda à questão.


Muito além das regras de etiqueta, a forma como você interage com os outros demonstra se você é, de fato, uma pessoa elegante


Quando nos comunicamos, nosso comportamento causa um impacto imediato em quem está ao redor. A forma como escolhemos nos expressar pode criar uma impressão duradoura, positiva ou negativa. Por isso, é fundamental estar atento a como nossas palavras e ações afetam aqueles com quem interagimos. Ser elegante ao se comunicar vai contribuir para causar uma boa impressão nas relações sociais e profissionais. E isso não depende somente de seguir regras de etiqueta. Muitas vezes confundimos elegância com formalidade excessiva ou apenas com a utilização de palavras de cortesia. Ser elegante na comunicação é muito mais que isso. Confira abaixo algumas orientações:


Palavras mágicas


Na infância, somos ensinados (ou deveríamos ser!) que existem “palavras mágicas” que nunca podemos esquecer e que são essenciais para termos boas maneiras. São as expressões básicas como “por favor”, “bom dia”, “boa tarde”, “desculpe” e “com licença”, sem as quais não podemos falar em comunicação elegante. Estas simples expressões de cortesia demonstram respeito pelos outros e são o primeiro passo para estabelecer uma comunicação harmoniosa.


[...]


Saber escutar


A elegância na comunicação também se reflete na habilidade de ouvir. Não interromper o outro e prestar atenção ao que está sendo dito são sinais claros de respeito. Escutar ativamente, sem a intenção de monopolizar a conversa, demonstra interesse pelo ponto de vista alheio e ajuda a criar um diálogo mais equilibrado e cordial.


Discordar com classe


Saber discordar com classe é uma habilidade crucial. Ao enfrentamos opiniões divergentes, é importante expressar nossas próprias perspectivas de maneira construtiva e respeitosa. Isso envolve reconhecer o ponto de vista do outro, mesmo não concordando com ele, e evitar ataques pessoais ou comentários depreciativos. E já parou para pensar na chatice que seria conversar somente com quem pensa igual a você em tudo?


Sem intimidade com quem não é íntimo


Tratar alguém com a mesma intimidade que você reserva para sua família e seus amigos mais próximos pode ser inadequado, especialmente quando não há uma relação de proximidade estabelecida. Já trouxemos aqui na coluna uma lista do que devemos evitar para não deixar uma má impressão. Vale relembrar: nada de chamar alguém de ‘amor’, ‘linda/o’, ‘fofa/o’, ‘flor’ ou por apelidos, se você não tem intimidade.


Linguagem corporal e vocabulário adequado


A postura e o olhar fazem parte da linguagem corporal e desempenham um papel relevante na elegância da nossa interação. Manter contato visual, ou seja, olhar nos olhos da pessoa com quem estamos conversando, demonstra atenção e respeito. Além disso, usar um vocabulário que o outro entenda facilita a clareza e a compreensão mútua. Usar palavras difíceis para ‘impressionar’ pode ter o efeito contrário: afastar e não prender a atenção.


[...]


(COLLARES, L. Disponível em: www.primeirapágina.com.br. Acesso em: 20/08/24. Adaptado.)
Sobre palavras encontradas no tópico Discordar com classe, assinale a afirmativa correta.
Alternativas
Q3504590 Português
REVOLUÇÃO EM CURSO


   O problema da obesidade chega a níveis cada vez mais preocupantes no Brasil. Entre 2003 e 2019, a quantidade de pessoas acima do peso mais que dobrou, chegando a 26,8% da população. A projeção para 2025 é que esse número suba para 31%. Única forma de frear o crescimento, a prevenção vem sendo ignorada por muita gente. Levantamentos mostram que metade dos brasileiros raramente ou nunca pratica qualquer atividade física. Se não bastasse, à mesa, durante as refeições, boa parte das pessoas consome poucos nutrientes e muitas calorias. Um agravante é a grande preferência pelos chamados alimentos ultraprocessados, como biscoitos, torradas e salgadinhos. Combinados, sedentarismo e péssimos hábitos alimentares formam a receita que alimenta a obesidade.

   A ciência tem sido uma grande aliada na luta para controlar o problema, e esse esforço está hoje a cargo de pesos-pesados. No ringue dos avanços mais notáveis na área nos últimos anos, estão as duas farmacêuticas com o maior valor de mercado da atualidade. De um lado, a americana Eli Lilly, com seu medicamento tirzepatida, conhecido comercialmente como Mounjaro. Do outro, a dinamarquesa Novo Nordisk, dona da semaglutida, princípio ativo do Wegovy e de seu primo mais famoso, o Ozempic, que é destinado ao diabetes. Demanda para esses fármacos não falta: hoje o excesso de gordura corporal afeta mais de 1 bilhão de pessoas no mundo. Mas quem será que leva a melhor na batalha pela perda de peso?

   Em pesquisa do fim do ano passado financiada pela Eli Lilly, a tirzepatida levantou o cinturão do emagrecimento. Enquanto ela promoveu uma redução, em média, de 20% no peso corporal, a rival chegou a quase 14% - ambos números expressivos, diga-se. Os participantes do braço do Mounjaro perderam por volta de 22 quilos; os do Wegovy enxugaram 15 quilos no período. Feitas as contas, os autores do comparativo constataram que a diminuição de peso relativa foi 47% maior com a tirzepatida. O Mounjaro foi aprovado pela Anvisa em 2023 e acaba de ser divulgada a previsão do início das vendas do remédio no Brasil, conforme mostra a reportagem “Chegada de peso” desta edição. Contudo, não há indicação dele para controle da obesidade - o que implicará o chamado uso off-label.

   Esse medicamento e outros que engordam a lista da nova geração de drogas utilizadas no combate à obesidade já provocam uma revolução comportamental aqui no Brasil e no mundo. Com a devida orientação médica, são ferramentas poderosas para auxiliar pacientes na faixa de maior risco, aqueles com muita dificuldade para perder peso. Só não são drogas milagrosas, pois o problema pode voltar rapidamente se não ocorrer uma mudança de hábitos. A ciência tem dado uma grande contribuição na batalha contra a doença, sem dúvida, mas o esforço individual na busca por uma rotina mais saudável segue sendo imprescindível.


Revista Veja 2936, ano 58, nº 12. 21 de março de 2025. 
Em relação ao uso dos pronomes em português como forma de retomar informações já apresentadas no texto, assinale a única forma adequada para completar o seguinte enunciado:
“A ciência tem sido uma grande aliada na luta para controlar o problema da obesidade no mundo, porém
Alternativas
Q3504579 Português
BACTÉRIA REGULA O APETITE HUMANO POR DOCES

Ela vive no intestino - e produz uma substância que influencia o cérebro.


    A Bacteroides Vulgatus, que vive no intestino humano, está relacionada a uma preferência alimentar: pessoas com baixos níveis dessa bactéria sentem maior desejo por doces. Essa foi a conclusão de um estudo publicado por cientistas de duas universidades chinesas, que fizeram experiências em ratos de laboratório e também analisaram 84 voluntários humanos. Primeiro, nas cobaias, os pesquisadores desligaram um gene chamado Ffar4 (sigla em inglês para "receptor de ácidos graxos 4"). Isso teve dois efeitos: reduziu a quantidade da bactéria B. vulgatus no intestino deles, e elevou o apetite dos animais para alimentos doces. Depois, os cientistas examinaram a microbiota dos voluntários humanos - e descobriram que as pessoas que comiam mais doces carregavam menos B. vulgatus no intestino. Essa bactéria funciona como um freio para o apetite: ela secreta ácido pantotênico, uma substância que estimula o organismo a produzir o hormônio GLP-1, que age no cérebro controlando o apetite (uma versão sintética dele é o princípio ativo do Ozempic e de medicamentos similares). A descoberta pode levar à criação de um tratamento probiótico para o emagrecimento, baseado na suplementação de B. vulgatus.


Revista Superinteressante, 472 Ed. Fevereiro de 2025.
O pronome isso, em “Isso teve dois efeitos”, faz referência, no texto, ao(à) 
Alternativas
Q3504471 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.



TEXTO 1:



Quase 11 milhões de brasileiros apostam de modo a pôr em risco a saúde e as finanças


Apostar em jogos de azar de modo a pôr em risco a saúde física, mental e financeira é hoje uma questão de saúde pública relevante no Brasil e, segundo alguns especialistas, quase tão grave quanto a dependência do álcool e do tabaco. Atualmente, 10,9 milhões de brasileiros com mais de 14 anos, o correspondente a 6,8% da população nessa faixa etária, jogam de forma a criar para si próprios problemas emocionais, familiares, econômicos ou com o trabalho e são classificados como jogadores de risco. O mais preocupante é que cerca de um em cada oito desses jogadores − o que equivale a 1,4 milhão de pessoas − apresenta um padrão de apostas mais comprometedor, compatível com o diagnóstico do transtorno do jogo, uma enfermidade caracterizada pelo desejo incontrolável de jogar mesmo diante de prejuízos.


Apresentados no início de abril em um evento na Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), esses números foram calculados a partir de informações coletadas de uma amostra representativa da população brasileira. Eles ajudam a delinear um retrato atualizado de quem aposta − e como se aposta − no país depois da disseminação e da legalização das plataformas de jogos de azar on-line. Até então, os dados nacionais obtidos com metodologia científica datavam de quase 20 anos antes, e as informações mais recentes disponíveis haviam sido obtidas por instituições privadas especializadas em análises de comportamento e tendências.


A equipe da Unidade de Pesquisa em Álcool e Drogas (Uniad) da Unifesp chegou à estimativa atual de quantas pessoas apostam no Brasil e da proporção que o faz de maneira nociva por meio dos dados obtidos na terceira e mais recente edição do Levantamento Nacional sobre Álcool e Drogas (Lenad), realizado entre 2023 e 2024. Divulgado no final de março em Brasília, durante o lançamento do Observatório Brasileiro de Informações sobre Drogas (Obid), o Lenad III foi conduzido pela pesquisadora Clarice Sandi Madruga e financiado pela Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas e Gestão de Ativos (Senad), que mantém um convênio com a Unifesp sob a coordenação do psiquiatra Ronaldo Laranjeira.


A terceira edição do levantamento ampliou o tamanho da amostra e ouviu 16.608 brasileiros com 14 anos de idade ou mais de 349 municípios, distribuídos por todas as regiões do país − nas anteriores, haviam sido entrevistadas entre 3 mil e 4 mil pessoas. O Lenad III também expandiu o universo de temas investigados. Além de responder questionários sigilosos de autopreenchimento sobre o consumo de álcool e tabaco, os participantes forneceram informações sobre o uso de cigarros eletrônicos (dispositivos eletrônicos para fumar ou vapes), de medicamentos que podem causar dependência e substâncias psicoativas ilícitas. O levantamento coletou, ainda, indicadores de saúde física e mental e determinantes sociais de saúde. Os resultados devem ser pormenorizados em publicações específicas nos próximos meses.


Um módulo específico do Lenad III avaliou a frequência e o impacto dos jogos de apostas no país. Nele, 4.860 pessoas − sendo 876 adolescentes com idades entre 14 e 18 anos, de ambos os sexos, e 3.984 homens e mulheres adultos − responderam nove perguntas do Índice de Gravidade do Jogo Problemático (PGSI, na sigla em inglês), um instrumento que avalia os prejuízos pessoais, sociais e financeiros relacionados ao comportamento de apostar e identifica o nível de risco de desenvolver o chamado transtorno do jogo.


Divulgados agora, os dados sobre jogo estão detalhados em um documento de 60 páginas − o Caderno temático − Jogos de aposta na população brasileira − e sugerem que o risco associado ao hábito de apostar do brasileiro se intensificou em relação ao observado no primeiro levantamento, embora os indicadores que investigam jogos de apostas não sejam diretamente comparáveis entre as duas edições, por terem usado instrumentos de aferição diferentes.


No Lenad I, realizado em 2005 e 2006 sob a coordenação de Laranjeira, os entrevistadores coletaram informações de 3.007 pessoas com mais de 14 anos em 144 cidades brasileiras. Na época, ainda existiam casas com jogo de bingo eletrônico e máquinas caça-níqueis e 88,3% da população não jogava, como foi detalhado em artigo publicado em 2010 na revista Psychiatry Research. Já 9,4% eram jogadores ocasionais, 1,3% tinham algum grau de problema com jogos e 1% se enquadrava na categoria dos jogadores patológicos, aqueles que apostavam repetidamente apesar de já terem sofrido prejuízos financeiros, emocionais ou nas relações familiares e sociais.


No levantamento atual, feito ainda no início da recente febre das bets e das plataformas on-line de aposta, a proporção de pessoas que não jogam foi de 82,6%. Os 17,4% restantes, número que corresponde a quase 28 milhões de brasileiros, se distribuem da seguinte forma: 10,6% jogam de modo esporádico, sem enfrentar problemas; 3,4% são jogadores com baixo risco de se tornarem dependentes; 2,6% com risco moderado; e 0,8% jogador problemático. Os últimos são aqueles que somaram mais de 8 pontos na escala PGSI, que vai até 27, e possivelmente já desenvolveram o chamado transtorno do jogo, uma forma de dependência induzida pelo comportamento, e não por uma substância química, registrada no Manual de diagnóstico e estatístico de transtornos mentais (DSM) e na Classificação estatística internacional de doenças e problemas relacionados com a saúde (CID).


"Há indícios preocupantes de aumento de comportamentos problemáticos relacionados às apostas", comenta o psiquiatra Hermano Tavares, da Universidade de São Paulo (USP), que detalhou os resultados do Lenad I na Psychiatry Research e não participou da versão atual do levantamento. "Esses sinais começaram a se intensificar durante a pandemia, período que impulsionou as apostas on-line, e ainda não perderam força. Atualmente, a dependência do jogo é a terceira mais comum entre os brasileiros. Supera a da cocaína e do crack e fica atrás apenas da do álcool e do tabaco. A rede pública de saúde não está preparada para lidar com isso", afirma.


"Esse transtorno se manifesta quando a pessoa perde o controle sobre o hábito de apostar, que passa a ocupar um papel central em sua vida e traz prejuízos significativos", explica o psiquiatra Daniel Spritzer, que faz pós-doutorado na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e é colaborador do Lenad III. "Isso inclui apostar mais do que se deveria ou poderia, perder dinheiro e voltar a apostar para tentar recuperá-lo ou precisar aumentar cada vez mais os valores para sentir o mesmo prazer inicial", detalha. Os sinais de alerta incluem ansiedade e angústia quando não se consegue apostar, além de comportamentos como pedir dinheiro emprestado ou vender bens para continuar jogando.


A proporção de jogadores varia de acordo com a região do país. O Sul concentra a maior fração deles (20,4% das pessoas com mais de 14 anos apostam) e o Nordeste, a menor, 16,3%. A relação entre as duas regiões se inverte quando são consideradas as proporções de indivíduos que apostam de forma arriscada: a maior fração de apostadores (52,3%) com algum grau de risco (baixo, médio ou elevado) de desenvolver transtorno do jogo está no Nordeste, enquanto essa proporção é bem menor no Sul (29,8%) e no Sudeste (28%).



TEXTO 02:




Textos retirados e adaptados de Ceci (2025).  

Assinale a alternativa que apresenta a colocação pronominal correta, segundo as regras da gramática normativa:
Alternativas
Q3503721 Português
TEXTO 1


Educação Integral e ensino de Língua Portuguesa: diálogos necessários

Por Gina Vieira Ponte


A função social da escola é garantir a todas(os) que passam pelos seus portões o acesso ao conhecimento científico poderoso que nos conecta com o que a humanidade foi construindo como saber, como experiência, como conhecimento, como marco civilizatório, ao longo do seu processo evolutivo. Falar de uma educação que se comprometa em olhar para todas as dimensões que constituem as(os) estudantes, falar de uma educação que se ocupe de educá-las(os) para que construam o pensamento crítico e incidam na sociedade buscando transformá-la é, portanto, falar de uma educação que as(os) olhe por inteiro, as(os) perceba em sua inteireza, como sujeitos sócio-históricos que são.

Entendendo que a concepção de Educação Integral deve orientar a organização do trabalho pedagógico em todas as etapas e modalidades e no ensino de todos os componentes curriculares, como incorporar às aulas de Língua Portuguesa os princípios, os pressupostos teóricos e as concepções da Educação Integral? Antes de tudo, é necessário destacar que a base histórica do ensino de Língua Portuguesa no Brasil apoia-se na ideia de transformar as diferenças em deficiências. Por muitos anos, o país construiu uma proposta pedagógica de ensino de Língua Portuguesa muito mais sustentada na ideia de confirmar às(aos) estudantes das camadas populares a sua suposta incompetência em relação a falar e utilizar a própria língua de forma escrita do que para fortalecer, de fato, os seus saberes e conhecimentos sobre ela (Soares, 2002).

A concepção de sociedade, a partir da qual esse ensino de língua foi proposto, anunciava a condição de subordinação das classes populares às classes dominantes. Parte desta proposta pedagógica envolvia estigmatizar as(os) estudantes das camadas mais populares, desqualificando os seus dialetos, os seus registros linguísticos, e apresentando o Português como uma língua dominada apenas por um grupo seleto. Também é importante relacionar essa concepção de ensino de língua com a nossa herança colonial. Sendo o Brasil um país de base histórica escravocrata e racista, muitas das teorias produzidas para pensar a educação brasileira, bem como o ensino de línguas, eram reproduções de ideias europeias que partiam da compreensão de que os grupos sociais miscigenados eram considerados incapazes (Patto, 2015).

A nossa riqueza cultural, a nossa diversidade como país está, em grande medida, materializada na diversidade linguística que nos constitui. Uma vez que a linguagem é o principal produto da cultura e o principal elemento para a sua transmissão, ignorar a diversidade linguística que nos constitui é restringir e aligeirar o trabalho realizado no ensino de línguas [...].

Uma postura de genuíno respeito ao saber linguístico da(o) aluna(o) deve estar intrinsecamente ligada ao compromisso ético de garantir que a(o) estudante compreenda a diversidade linguística que nos constitui, e tenha a oportunidade de ter um ensino de língua de qualidade teórica, pedagógica e humana. Isso significa criar as condições adequadas para que ela(ele) possa pensar, de forma sistematizada, a gramática da própria língua, os gêneros textuais/discursivos, as suas convenções e regras de funcionamento, e possa conhecer, apropriar-se e fazer uso do que alguns autores convencionaram chamar de dialeto-padrão, não como um dialeto superior ao seu, mas como o dialeto necessário ao exercício da cidadania, necessário para que essa(esse) estudante conquiste melhores e mais amplas condições de participação social, política e cultural. Este é um imperativo ético de uma Educação Integral que estabelece um compromisso inegociável com a garantia das aprendizagens (Guedes, 1997; Soares, 2002).

Para garantir esse direito, as(os) profissionais da educação precisam ainda se compreender como intelectuais orgânicas(os) (Giroux, 1997), precisam ter a sua autoria e autonomia respeitadas, devem ter, como elemento norteador do seu fazer pedagógico, a premissa de que “a aula de Português não faz sentido se não for dada para leitoras(es). Só a(o) leitora(or) pode ser chamada(o) a ler melhor o que leu e a escrever melhor o que escreveu” (Guedes, 1997, p.7). O sentido de ler, aqui, precisa também ser reconfigurado, porque não se restringe à concepção de leitura muitas vezes cristalizada na escola, em que se espera que a(o) aluna(o) leia apenas para aceitar ou descobrir os sentidos já constituídos como tradicionais nos textos. O que se deve buscar nessa leitura, como nos adverte o grande mestre Paulo Freire, é “uma compreensão crítica do ato de ler, que não se esgota na decodificação pura da palavra escrita ou da linguagem escrita, mas que se antecipa e se alonga na inteligência do mundo” (Freire, 1989, p. 23).

Quanto à leitura, merece destaque também o trabalho com a literatura, a literatura brasileira como este “esforço histórico que construiu uma cultura de resistência ao colonialismo” (Guedes, 1997, p.11), a literatura como espaço de reflexão crítica sobre a realidade, sobre nós mesmos, a literatura como alimento para a imaginação. Em uma escola que se ocupa da Educação Integral, o trabalho com a literatura tem centralidade, porque ela é um dos elementos culturais mais importantes para a formação humana, ética, artística e para o desenvolvimento da capacidade de pensar de forma inteligente e profunda a realidade [...].

Na tarefa de construir a(o) leitora(or), nós, professoras e professores, precisamos estar atentas(os) também ao fato de que a curadoria que fazemos dos textos que trabalhamos em nossas aulas, no nosso compromisso de promover uma Educação Integral, não pode repercutir as exclusões históricas que deixaram fora do currículo oficial as produções de mulheres, de escritoras e escritores negras(os), indígenas, quilombolas, bem como das(os) escritoras(es) locais, aquelas(es) que escrevem sobre a realidade daquele território e daquela comunidade onde a escola está inserida [...].

Falar da interface entre ensino de Língua Portuguesa e Educação Integral é falar da promoção de uma educação genuinamente transformadora. Se a língua é o nosso instrumento mais importante de significação, representação e relação com o mundo, a forma como a escola ensina essa língua será decisiva, não só quanto a garantir ou não o direito de a(o) estudante aprender, mas ela será decisiva na maneira como essa(esse) estudante construirá relações consigo, com a sua comunidade e com o seu país [...].


PONTE, Gina Vieira. Educação Integral e ensino de Língua Portuguesa: diálogos necessários. Na Ponta do Lápis, São Paulo, ed. 41, p. 7-15, set. 2024. Disponível em: https://www.cenpec.org.br/pesquisa/na-ponta-do-lapis/. Acesso em: 28 mai. 2025. [Texto adaptado]
Considere o excerto a seguir:

Uma postura de genuíno respeito ao saber linguístico da(o) aluna(o) deve estar intrinsecamente ligada ao compromisso ético de garantir que a(o)[1] estudante compreenda a diversidade linguística que nos[2] constitui, e tenha a oportunidade de ter um ensino de língua de qualidade teórica, pedagógica e humana. Isso[3] significa criar as condições adequadas para que ela(ele) possa pensar, de forma sistematizada, a gramática da própria língua, os gêneros textuais/discursivos, as suas[4] convenções e regras de funcionamento, e possa conhecer, apropriar-se e fazer uso do que alguns autores convencionaram chamar de dialeto-padrão, não como um dialeto superior ao seu, mas como o dialeto necessário ao exercício da cidadania, necessário para que essa(esse) estudante conquiste melhores e mais amplas condições de participação social, política e cultural.

Entre os elementos linguísticos em destaque, o termo encapsulador está indicado em 
Alternativas
Q3502181 Português
        Entre as décadas de 1890 e 1930, período caracterizado pelo processo de modernização das grandes cidades, observou-se uma das maiores transformações técnicas nas habitações: a sua articulação aos sistemas de infraestrutura urbana. Com a chegada dos serviços de abastecimento de energia e saneamento no interior da moradia, surgiu a necessidade de espaços e práticas específicas para o funcionamento da nova aparelhagem, o que implicava a reorganização dos ambientes e da vida doméstica. 
        Um dos grandes feitos da tecnologia das canalizações foi concentrar e organizar os fluxos de água pura e servida, antes dispersos pelo espaço da cidade, e estabelecer, assim, maior controle sobre a captação e o descarte da água. Simultaneamente à oferta da infraestrutura sanitária, existia uma série de ações deliberadas para a extinção do uso compartilhado e gratuito da água, como a destruição dos chafarizes, para forçar a conexão das residências às redes urbanas, e a proibição do uso dos rios e córregos para banho, lavagem de roupa ou despejo de dejetos. Além dos riscos que ofereciam à saúde pública, essas práticas, comuns até então, passaram a ser consideradas como expressão do atraso civilizacional das grandes cidades do país, obstáculos em seu processo de modernização.
        Nesse sentido, o cerceamento de determinadas práticas no espaço público respondia ao enquadramento de ordem do sistema de higiene, pelo qual se promovia a casa como lugar privilegiado do domínio sobre o consumo da água e de eliminação dos dejetos. Trata-se do processo que François Béguin, engenheiro de materiais e ex-líder do Grupo de Energia e Meio Ambiente, na França, denomina de “domesticação da circulação dos fluidos”, em referência ao pioneiro sistema urbano de redes nas cidades industriais inglesas do século XIX.
        Béguin mostra que, embora não tenham sido desenvolvidos para as habitações residenciais, o aparelhamento técnico e as atividades de captação de água, lavagem de roupa, banhos, despejo de água servida etc. passaram a ter lugar nos espaços domésticos. A configuração arquitetônica foi transformada com a instalação de dispositivos e equipamentos, bem como com a formulação de ambientes especiais, como os banheiros.

Clarissa de Almeida Paulillo. Padrões e apropriações da higiene na consolidação do banheiro nas moradias paulistanas (1890−1930). In: Anais do Museu Paulista: História e Cultura Material, São Paulo, v. 30, p. 1–38, 2022. Internet: (com adaptações).

Julgue o item que se seguem, com base na estruturação linguística do texto CG1A1 e no vocabulário nele empregado.

A expressão “pelo qual” (primeiro período do terceiro parágrafo) poderia ser substituída por onde, sem alteração do sentido do texto ou prejuízo de sua correção gramatical. 

Alternativas
Q3501791 Português
Para evitar a ambiguidade e garantir a clareza, assinale a alternativa que reescreve a frase “O Ministro comunicou ao Secretário que sua proposta foi rejeitada.”, eliminando o duplo sentido:
Alternativas
Q3500998 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Uso de bicicletas elétricas cresce no Brasil

As bicicletas elétricas (ebikes) têm ganhado espaço nas cidades brasileiras, principalmente entre os jovens, por serem práticas e isentas de tributos.

A Resolução nº 465 do Contran estabelece critérios para equiparação às bicicletas comuns, como limite de 350 watts e velocidade de até 25 km/h. Contudo, muitos modelos no mercado excedem essas especificações, o que os enquadra em outras categorias do Código de Trânsito Brasileiro.

Apesar disso, circulam sem fiscalização, ocupando calçadas e vias rápidas, muitas vezes guiadas por pessoas sem capacete ou habilitação. 

A popularização das ebikes também se deve ao custo-benefício e à isenção de impostos. Embora contribuam para a redução de poluentes, o uso desordenado gera riscos. 

A falta de regras claras e fiscalização eficiente preocupa. O crescimento desregulado aponta a urgência de atualizar a legislação. 

Regras mais precisas podem garantir segurança e definir o papel das ebikes na mobilidade urbana.

Euler Vespúcio - Texto Adaptado


https://www.otempo.com.br/opiniao/2025/6/10/uso-de-bicicletas-eletrica s-cresce-no-brasil 
No trecho "Contudo, muitos modelos no mercado excedem essas especificações, o que os enquadra em outras categorias do Código de Trânsito Brasileiro.", a escolha do pronome demonstrativo "essas" é um aspecto importante da coesão textual. Analise sua correção e função. 
Alternativas
Q3500153 Português
Assinale a alternativa em que o uso do pronome oblíquo átono está de acordo com as normas gramaticais da língua portuguesa.
Alternativas
Q3497661 Português

Texto para a questão:


Advogado chama juiz de "Sua Alteza" e polícia de "calça frouxa"

Revoltado, causídico ainda disse que oficial de Justiça não cumpriu seu papel: "mostrou-se imprestável".


            Um advogado do Rio de Janeiro depositou sua revolta em uma petição direcionada ao juízo da 35ª vara do Trabalho do TRT da 1ª região. No documento, disse que o Estado é incompetente; chamou a polícia de "calça frouxa"; o oficial de Justiça de "imprestável", e, ao final, pediu a "Sua Alteza Real", o juízo, a revisão da decisão.


Disponível em: https://www.migalhas.com.br/quentes/391052/advogado-chama-juiz-de-sua-alteza-e-policia-decalca-frouxa

Conforme a gramática padrão, o advogado cometeu um erro. O correto pronome para se referir a um juiz, dentro de um processo judicial, é:
Alternativas
Q3497660 Português
Assinale a alternativa que apresenta correta colocação pronominal, conforme as normas da gramática padrão:
Alternativas
Q3496472 Português
Leia o texto a seguir e responda a questão.


Aprendizagem para o futuro


Marcos de Lacerda Pessoa


    As rotinas dos indivíduos e os cenários profissionais estão mudando muito rapidamente, ensejando as seguintes questões, que já permeiam todas as atividades humanas: Quem serão as pessoas do novo tempo? Estamos prontos para construir o futuro num ambiente com tantas mudanças? Estamos sendo devidamente educados ou educando-nos para isso?


    O grupo The Economist publicou recentemente um relatório sobre aprendizagem, com vistas a estabelecer critérios que garantam educação dos jovens voltada para o futuro. O documento afirma que muitos governos não estão fazendo o suficiente a fim de preparar os jovens para as grandes mudanças que têm ocorrido no trabalho e na vida, e para os complexos desafios do século 21. Assuntos cruciais, como o aprendizado baseado na solução de problemas e os conceitos de cidadania global, estão sendo ignorados. Pensamento crítico, prática de trabalho em colaboração e consciência a respeito das questões globais precisam ser desenvolvidos.


    O relatório ainda afirma que as políticas educacionais necessitam ser implementadas por um conjunto de professores bem equipados, com capacidade para orientar os estudantes no sentido de eles adquirirem as competências que serão relevantes no futuro. As salas de aula precisam ter suas paredes “derrubadas”. Os alunos necessitam enxergar a aprendizagem como um processo não confinado aos ambientes tradicionais de ensino. Os programas no exterior podem ser um caminho para isso, bem como a colaboração entre universidade e empresa.


    Professores bem pagos e fundos de apoio à educação são fatores importantes, mas o dinheiro não pode ser uma panaceia. Salários dignos e elevação do prestígio da classe dos professores são temas essenciais, mas deve-se atentar para o fato de que só esses fatores não resolverão as complexas questões inerentes ao sistema educacional. Uma questão é essencial: a reciclagem para a permanente atualização do corpo docente.


    O texto destaca que a educação holística, voltada ao futuro, tem ligação direta com uma sociedade que seja tolerante e também aberta em termos de diversidade cultural, liberdade de expressão, respeito e valorização das mulheres etc. E o documento também identifica algumas habilidades que devem ser cultivadas nos alunos para, quando adultos, poderem vencer as complexidades dos problemas a surgir no futuro. Entre elas, estão habilidade no tratamento interdisciplinar, habilidade criativa e analítica, habilidade para o empreendedorismo, habilidade de liderança, habilidade digital e técnica, consciência global e educação cívica.


    Se o modelo educacional de hoje foi criado para a era industrial, um novo modelo é agora necessário visando preparar os estudantes para as demandas e desafios da era da informação, quando as inovações serão cada vez mais frequentes.


    Com respeito à inovação – algo que certamente estará no centro da economia do futuro –, o governo da Austrália publicou recentemente a primeira minuta de um documento listando o comportamento esperado daqueles que queiram desenvolver trabalhos inovadores. A lista, apresentada a seguir, está baseada no documento australiano e pode servir de direcionamento para uma aprendizagem voltada ao futuro. Segundo ela, os alunos – em todos os ambientes, mas especialmente em sala de aula – devem ser estimulados e treinados para formular perguntas. Como inovação diz respeito a mudar comportamentos e alterar a maneira como as coisas são feitas, faz-se relevante que os alunos fiquem habituados a questionar hipóteses; questionar como e por que as coisas são feitas de certo modo; questionar se haveria maneira melhor de se fazer; perguntar se haveria algum ângulo diferente de olhar para as coisas, ou se haveria outras pessoas que pudessem adicionar novos insights. Os alunos devem ser treinados a usar as respostas a essas questões para construir uma compreensão mais rica de uma determinada situação, de quais são os problemas existentes e do que pode ser feito para resolvê-los.


    Eles também têm de ser incentivados a realizar testes e a experimentar. Inovação é incerteza: se houvesse alguém sabendo exatamente o que vai acontecer, não seria inovação. Para reduzir essa incerteza, é preciso testar, experimentar uma nova ideia e aferir os resultados. Os alunos precisam estar treinados nisso.


    Os alunos, ainda, devem ser treinados para contar histórias. É comum que uma nova ideia pareça para outros como uma atividade adicional de trabalho, ou como uma fuga em relação ao negócio principal. Se uma história for contada como parte do processo inovador, deixando claros quais os benefícios a alcançar, pode-se identificar como e por que a inovação se faz relevante. Assim, a inovação terá mais chances de passar a ser encarada como parte de um trabalho existente, em vez de uma carga adicional de trabalho.


    Outra qualidade é a de ter foco no problema a ser solucionado. Há sempre muitas ideias, mas quais serão as mais relevantes para a solução de problemas existentes? É importante não ficar “grudado” a uma ideia específica, mas concentrar-se nos benefícios que cada ideia poderá proporcionar. Sempre podem aparecer ideias melhores, o que demandará uma mudança de direção. Focar no problema (e não em ideia especifica) tende a proporcionar maior flexibilidade, escolhendo-se sempre a ideia mais adequada.


    E, por fim, os estudantes devem estar conscientizados sobre o valor da persistência. Desenvolver uma ideia inovadora pode requerer novas habilidades e competências. Isso exige que as pessoas saiam da sua posição de conforto, o que geralmente resulta em antagonismos. Nessa hora, é preciso não desistir ante o primeiro problema. Eventualmente, se a resistência for grande, pode ser necessária a formação de novas equipes e novas redes de relacionamentos, para que o novo empreendimento possa ser viabilizado.


    Há bastante tempo dividem-se as opiniões quanto ao propósito dos locais de aprendizagem – escolas, colégios, faculdades, universidades. Em termos um tanto simplificados, a grande cisão é entre as pessoas de convicção conservadora, que se satisfazem em apoiar um ensino que reflita e preserve o statu quo, e aquelas que acreditam que os ambientes de aprendizagem devem ser postos avançados que atuem na fronteira das mudanças socioeconômicas. Entre essas duas posições polares, há, naturalmente, infinitas nuances de opinião.


    Aceitar a ideia da aprendizagem orientada para o futuro é ingressar nas fileiras dos que creem que a educação deva ser um agente de mudança e de transformação para a construção de um mundo melhor para todos!


Fonte: http://www.gazetadopovo.com.br 
Conforme Pestana (2013, p.120), a coesão referencial “ocorre quando usamos as classes gramaticais para recuperar certos termos dentro do texto”. Ciente disso, analise, como verdadeiras (V) ou falsas (F) as afirmativas a seguir sobre a coesão referencial estabelecida no texto “Aprendizagem para o futuro”.

I- O termo “minuta” foi utilizado para realizar uma substituição lexical do substantivo “relatório”;
II- Em um resumo do texto “Aprendizagem para o futuro”, poderíamos substituir lexicalmente o relatório do grupo The Economist e a minuta do governo da Austrália pelo substantivo “documentos”; 
III- O pronome “Isso”, presente no excerto “[...] Isso exige que as pessoas saiam da sua posição de conforto [...]” faz referência à conscientização dos alunos sobre o valor da persistência;
IV- No trecho “[...] aquelas que acreditam que os ambientes de aprendizagem devem ser postos avançados que atuem na fronteira das mudanças socioeconômicas [...]”, o pronome em destaque exerce uma função catafórica na coesão referencial do texto.

Após análise das afirmativas, conclui-se que a sequência correta é: 
Alternativas
Q3494495 Português
Quando "se trata" de músculos, é um caso de "usá-los" ou "perdê-los".

Fonte: https://www.bbc.com/portuguese/articles/cpq2329ex05o. adaptado

As normas-padrão de colocação pronominal destacadas na frase denominam-se, respectivamente:
Alternativas
Q3494016 Português

Texto para a questão.



O naufrágio


    Cada dia na vida humana é único, pois o corpo está em constante transformação. Em sete anos, todas as células se renovam, e em uma vida longa, o corpo é trocado diversas vezes. Somos feitos de matéria mutável, conectados ao universo em sua essência atômica.

    Viver plenamente o presente, como ensina o xamã do Yucatán, é libertar-se do peso do passado e da ansiedade do futuro — é o que a criança faz, vivendo apenas de sensações imediatas.

    A morte, inevitável, causa temor, mas pode ser vista como parte de um ciclo maior. Religiões orientais falam em reencarnação e karma; outras, em vida eterna espiritual.

    O pavor da morte se deve ao desconhecimento e, também, às reações do ambiente, da família, dos amigos, da sociedade em geral, daqueles com os quais se convive.

    A variedade de condições em que nascemos levanta questões sobre mérito, destino e justiça. Platão e o pensamento oriental sugerem que as almas escolhem onde nascer, conforme seu grau de evolução.

    A espiritualidade oriental vê a morte como troca de roupa: transitória. O budismo diz que o divino está em nós — e o despertar é reencontrar essa essência.

    Ao fim da vida, resta a paz de quem, mesmo após naufragar, contempla o infinito e encontra doçura nas águas do desconhecido.

    Gastei minha vida para vencer uma congênita ignorância e pequenez. Consegui um vislumbre do infinito à minha frente. Contudo, sinto-me feliz, como o poeta que revelou: “o naufragar é doce neste mar”.


Vittorio Medioli – Texto Adaptado


Disponível em: https://www.otempo.com.br/opiniao/vittorio-medioli/2025/4/27/o-naufragio

No trecho “O budismo diz que o divino está em nós — e o despertar é reencontrar essa essência”, a escolha do pronome demonstrativo “essa” cumpre uma função referencial específica no texto. Com base na articulação coesiva do enunciado, assinale a alternativa que apresenta a interpretação correta da função desempenhada por esse termo.
Alternativas
Respostas
1121: D
1122: B
1123: A
1124: E
1125: C
1126: A
1127: A
1128: A
1129: C
1130: E
1131: C
1132: E
1133: D
1134: A
1135: A
1136: A
1137: A
1138: B
1139: A
1140: E