Questões de Concurso Comentadas sobre morfologia - pronomes em português

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Q3578991 Português
Em relação ao uso de pronomes relativos, assinale a frase que está inteiramente correta.
Alternativas
Q3578732 Português
E esse milhinho assado? Tem sem ser transgênico?


Entre riscos à saúde e à biodiversidade, pequenos agricultores resistem ao domínio do milho modificado com o cultivo de sementes crioulas e práticas agroecológicas.

Dente de Burro, Sabugo Fino, Sol da Manhã, Batité, Landrês, Cateto, Cateto Kiriri, Eldorado, Branco de Angola, Catingueiro, Branco do Egito, Pontinha, Jaboatão e Roxo Peruano. Você já ouviu esses nomes antes? São alguns nomes de milhos orgânicos, de diferentes cores, preservados e produzidos por organizações brasileiras hoje.

Cada um deles é fruto de um processo que envolve agroecologia, mudança de manejo, agricultura familiar e resistência produtiva. Uma pesquisa identificou, aliás, 29 tipos diferentes de milho cultivados no Brasil e no Uruguai, todos cultivados justamente por pequenos agricultores.

A pergunta que fica é: porque estamos comendo apenas milho amarelo e transgênico ao invés de diversos outros tipos de milhos — roxo, vermelho, branco, preto, azul e rajado —, e agroecológicos ? Antes de mais nada é importante entender como e porque o milho amarelo se tornou o queridinho. As justificativas são muitas: é cultivado em abundância desde o período da escravatura nos Estados Unidos, tem alto teor de amido, serve também como alimento para animais, fabricação de xarope, combustível, óleo etc. É ainda fácil de manipular geneticamente, o que muitos adjetivam como melhorias: essas são algumas das justificativas encontradas neste artigo da Embrapa, para o sucesso do milho amarelo. Mas a maior delas é a produtividade. É pela produtividade que deixamos para trás milénios de evolução, sabores diferentes, distintas regiões de plantio e épocas do ano para colheita.

A boa notícia é: tem gente fazendo diferente.

Do outro lado dessa moeda estão , por exemplo, as sementes agroecológicas produzidas pelo Movimento Camponês Popular (MCP) no Brasil, em especial em Pernambuco e Sergipe e da CoopBorborema, na Paraíba. As duas organizações têm como foco espalhar as sementes e o manejo agroecológico para pequenos produtores dos estados. "Que os camponeses tenham capacidade para produzir alimento para alimentar a nação", diz Sandreildo Santos, dirigente do MCP Pernambuco.


(Disponível em: https://ojoioeotrigo.com.br/2025/06/e-esse-milhinho-assado-tem-sem-s er-transgenico/. Acesso em 22 jul. 2025. Adaptado.)
Analise as assertivas que seguem:

(__)Em "Você já viu esses nomes?", o uso do pronome demonstrativo está equivocado, uma vez que se refere a algo já mencionado no texto (relação anafórica), no caso, os nomes dos milhos. O adequado seria "estes".

(__)Em "Cada um deles", a expressão faz referência aos tantos tipos de milho orgânicos e diferentes produzidos no Brasil hoje.

(__)Em "Do outro lado dessa moeda", a expressão estabelece uma relação de oposição na produção de milho em que, de um lado tem-se subentendido o agronegócio, que cultiva praticamente apenas o milho amarelo, o queridinho, e do outro a agricultura familiar, que preserva e produz milhos diversos e de diferentes cores.

Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta:
Alternativas
Q3578660 Português
Assinale a frase em que o pronome pessoal enclítico (após o verbo) está mal-empregado.
Alternativas
Q3578651 Português
Assinale a frase em que a palavra “quem” pertence à classe dos pronomes relativos. 
Alternativas
Q3577331 Português
Observe a seguinte frase:

A pessoa a quem entregaram a medalha, foi a que a homenageou no discurso de encerramento.

Nessa frase há cinco ocorrências do vocábulo “a”, que pertencem a quatro classes gramaticais.
Assinale a única classe ausente dessa frase.
Alternativas
Q3577329 Português
As frases a seguir mostram pronomes relativos sublinhados.

Assinale a frase em que o antecedente de um desses pronomes está corretamente indicado.
Alternativas
Q3577326 Português
Nas frases abaixo foram sublinhados elementos de coesão, relacionados a termos anteriores.

Assinale a frase em que o elemento sublinhado se refere a um termo posterior. 
Alternativas
Q3577277 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão:


A voz sem microfone


    Semana passada, animais de toda sorte, desde o cavalo à tartaruga, passando pelo esquilo, foram abençoados por um frade, em praça pública de Ipanema. Não sei o que eles acharam da benção. O ponto de vista dos animais não é necessariamente o nosso, por muito que eles façam para entender-nos. Mas a benção foi dada com a melhor das intenções, e a tartaruga não terá motivo para reclamar contra essa efusão espiritual sobre sua carapaça.

    O que não quer dizer que os bichos não tenham opinião. Tanto a têm que editam um jornalzinho, ou encarregam gente de editá-lo por eles. Chama-se precisamente A Voz dos Animais e já vai pelo sexto número. Em cinco anos, saiu à rua seis vezes. Não se pode dizer que os animais abusem do direito de manifestar-se.

    Tenho à mão o número 6 e parece-me ouvir, de fato, a voz do animal através da modesta textura do papel de mimeógrafo. Porque o jornal é mimeografado. As finanças da organização não dão para mais. De qualquer modo, a voz, as vozes múltiplas e não raro pungentes dos chamados bichos, os signos linguísticos específicos de várias espécies irrompem do jornalzinho pobre e vêm cutucar-nos o ouvido pouco afeito a linguagens não dicionarizadas.

    Precisamos falar, precisamos ser escutados – diz o vozeio humilde, e aqui é um gato a protestar contra a estúpida corrida de gatos, ali é o cavalo pingando sangue depois do rodeio em que o obrigam a derrubar o cavaleiro, esporeando-o nas partes mais sensíveis. 

    O animal como ator compulsório de um espetáculo de sadismo com fins comerciais – eis uma das misérias da sociedade de entretenimento ou de consumo de crueldade. Ainda nos comprazemos em fazer sofrer, e tiramos disso um lucro em moeda corrente, que mais uma vez a pequenina, débil e mimeografada voz dos animais denuncia nos limites do melhor dos nossos órgãos de imprensa.


(Carlos Drummond de Andrade. Disponível em: https://cronicabrasileira.org.br/cronicas/18017/a-voz-sem-microfone)
Assinale a alternativa em que o trecho do texto foi reescrito em conformidade com a norma-padrão de colocação pronominal.
Alternativas
Ano: 2025 Banca: IF-MG Órgão: IF-MG Prova: IF-MG - 2025 - IF-MG - Assistente de Aluno |
Q3574488 Português
Nanofios orgânicos podem acelerar chips
Físicos da Universidade de Miami criaram uma molécula orgânica (que contém carbono) com baixíssima resistência à passagem de eletricidade - ou seja, permite transmiti-la com altíssima eficiência. Em seguida, eles conseguiram usar esse novo material para fazer microfios com 20 nanômetros de comprimento: um tamanho muito pequeno, mas que já seria suficiente para uso dentro de chips de computador. Os nanofios, cujo desenvolvimento levou mais de dois anos, geram menos calor do que o silício. Isso pode permitir, um dia, a criação de CPUs com maior número de circuitos (e, consequentemente, maior poder de processamento).
GARATONNI, Bruno. Nanofios orgânicos podem acelerar chips. Superinteressante. Editora Abril, São Paulo, v. 476, ano 39, n. 6, p. 15, junho de 2025.

Acerca do período ‘’Os nanofios, cujo desenvolvimento levou mais de dois anos, geram menos calor do que o silício'’, pode-se afirmar que
Alternativas
Q3574401 Português
Texto I:


Girl Power: estudantes do campus Ribeirão das Neves criam app para segurança de mulheres e vencem etapa regional de desafio global. 


      Aplicativo "Caminho Seguro" é voltado para segurança de mulheres e garante destaque na etapa regional do Technovation Girls 2025.


    Quatro estudantes do Campus Ribeirão das Neves conquistaram o primeiro lugar na etapa regional do Technovation Girls 2025, uma das maiores competições mundiais de tecnologia e empreendedorismo voltada para meninas. Com o projeto do aplicativo "Caminho Seguro", a equipe batizada de Golden Girls garantiu a classificação para a semifinal internacional do desafio.


As estudantes Carla Jhenifer Morais Vieira, Ellen Rodrigues da Silva, Emily Vitória Melo Batista de Castro e Laís Cristina da Silva, todas do segundo ano do curso Técnico em Informática Integrado ao Ensino Médio, desenvolveram uma solução tecnológica voltada à segurança de mulheres em seus deslocamentos diários. 


O aplicativo mapeia rotas seguras com base em dados oficiais de órgãos de segurança pública e informações colaborativas fornecidas pelas próprias usuárias. Por meio da plataforma, é possível registrar alertas e compartilhar percepções sobre os trajetos. 


“A partir de uma necessidade real de segurança, criamos o Caminho Seguro para ajudar as usuárias a escolherem rotas mais protegidas”, explica Ellen Rodrigues. A estudante destaca que o projeto foi aprimorado com base na experiência da equipe na edição anterior da competição, em 2024.


Moradora de Ribeirão das Neves, Carla Jhenifer reforça a importância social da iniciativa. “A ideia veio de coisas que a gente vê e ouve o tempo todo: relatos de medo e casos trágicos. O aplicativo nasceu da vontade de transformar essa realidade e usar a tecnologia para ajudar de verdade”, afirma. 


A etapa de pitch regional da competição foi realizada no campus Florestal da Universidade Federal de Viçosa, em parceria com o projeto MinasCoders.


Além das medalhas e premiações, a equipe Golden Girls garantiu mentorias com especialistas em inovação e empreendedorismo, incluindo um encontro com representantes da GoldStreet Venture Capital, uma aceleradora de negócios.


Disponível em: https://www.ifmg.edu.br/portal/noticias/giro_campi/girlpower-estudantes-do-campus-ribeirao-das-neves-vencemetapa-regional-de-desafio-global-de-tecnologia. Acesso em 11 jul. 2025. 



Texto II:

Q2_6.png (326×257)


Disponível em: https://blogdoaftm.com.br/chargeviolencia-contra-a-mulher-2/. Acesso em 11 jul. 2025.
Quanto ao texto II, está correta a seguinte afirmação: 
Alternativas
Q3570597 Português

Leia o texto a seguir:


S.O.S. Português


Por que os pronomes oblíquos têm esse nome e quais as regras para utilizá-los?


As expressões “pronome oblíquo” e “pronome reto” são oriundas do latim (casus obliquus e casus rectus). Elas eram usadas para classificar as palavras de acordo com a função sintática. Quando estavam como sujeito, pertenciam ao caso reto. Se exerciam outra função (exceto a de vocativo), eram relacionadas ao caso oblíquo, pois um dos sentidos da palavra oblíquo é “não é direito ou reto”. Os pronomes pessoais da língua portuguesa seguem o mesmo padrão: os que desempenham a função de sujeito (eu, tu, ele, nós, vós e eles) são os pessoais do caso reto; e os que normalmente têm a função de complementos verbais (me, mim, comigo, te, ti, contigo, o, os, a, as, lhe, lhes, se, si, consigo, nos, conosco, vos e convosco) são os do caso oblíquo.


NOVA ESCOLA. Coluna “Na dúvida”, dez. 2008, p. 20.) Quando estudamos os pronomes, conhecemos um procedimento como colocação pronominal. A estrutura que está de acordo com as regras apresentadas no texto é:



Alternativas
Q3565537 Português
Dia do Servidor Público: conheça histórias de funcionários que há décadas fazem a diferença

O Dia do Servidor Público é celebrado nesta segunda-feira, 28 de outubro. Em todo estado, são quase 540 mil agentes da administração direta e indireta servindo à comunidade. São diversas as funções, como professores, médicos, policiais, auditores, assessores e motoristas. As áreas com o maior número de servidores são: educação, segurança pública, saúde e ciência e tecnologia. Conheça algumas histórias desses funcionários que fazem a diferença para a população.

42 anos de dedicação ao Hospital Maternidade Leonor Mendes de Barros

Rosana Negrizoli é bióloga, tem 65 anos e trabalha como funcionária pública há 42 anos no Hospital Maternidade Leonor Mendes de Barros, da Secretaria de Estado da Saúde (SES). Na unidade, referência em todo o Estado de São Paulo pelo atendimento em saúde da mulher e do recém-nascido, ela construiu uma carreira, passando de oficial Administrativa de Laboratório para Diretora da Divisão de Apoio Diagnóstico.

A diretora aponta que a tecnologia foi uma transformação que marcou as mais de quatro décadas de trabalho no hospital. "As coisas evoluíram, tudo se tornou mais rápido com a internet. Atualmente, os pacientes conseguem agendar consultas, exames, tudo de uma forma muito mais fácil. A primeira vez que vi um computador na frente eu me assustei e hoje a gente não vive sem ele", relembra.

Rosana testemunhou diferentes fases do hospital e acabou criando uma família com os colegas de trabalho. "No funcionalismo público, nós trabalhamos muitos anos com as mesmas pessoas e eles acabam se tornando membros da nossa família. Quando você tem esse contato, essa amizade, fica muito mais fácil de trabalhar e você passa para o paciente um ambiente melhor e mais acolhedor", comenta.

Toda a dedicação gerou frutos e, hoje, a unidade é referência em saúde da mulher e maternidade. "Eu tenho muito orgulho de fazer parte da família Leonor. Somos premiados como maternidade segura, aleitamento materno, consultórios de rua e outros projetos de sucesso, como o Outubro Rosa", comemora.

Rosana admite que sofre ao pensar na aposentadoria. "Tento me preparar psicologicamente porque eu sei que não vai ser fácil. Eu amo o que eu faço. Eu amo ser servidora pública. Eu amo o Leonor!".

https://www.agenciasp.sp.gov.br/dia-do-servidor-publico-conheca-histor ias-de-funcionarios-que-ha-decadas-fazem-a-diferenca-em-sp/ adaptado 
"Passamos boa parte do nosso dia no trabalho, então é importante que este seja um ambiente salutar que nos proporcione satisfação, valorização e reconhecimento."
Quanto aos elementos linguísticos utilizados no trecho, identifique a alternativa INCORRETA.
Alternativas
Q3565501 Português
Autoridades pedem alinhamento público-privado para financiamento climático

Autoridades destacaram a necessidade de maior articulação entre os setores público e privado para viabilizar o financiamento climático de forma efetiva e a longo prazo.

O financiamento climático é considerado fundamental para impulsionar projetos sustentáveis, promover a adaptação às mudanças climáticas e reduzir emissões de carbono.

O secretário nacional de Mudança do Clima do Ministério do Meio Ambiente (MMA), Aloisio Melo, defendeu a ampliação dos investimentos privados na agenda verde.

"É preciso ter investimento privado, porque as empresas têm capacidade de mobilizar recursos próprios, mas também deve haver financiamento por meio de bancos multilaterais e entre países", afirmou.

Ele acrescentou que o governo federal já atua nessa frente com programas como o Fundo Clima , linhas de crédito do BNDES e o Eco Invest, iniciativa para atrair capital externo e estimular projetos sustentáveis de longo prazo.

O governador de Mato Grosso do Sul, Eduardo Riedel (PSDB), também reforçou que a construção de iniciativas sustentáveis depende de uma base regulatória clara e de incentivos públicos para engajar o setor privado.

"São questões disruptivas, às quais o mercado vem se adaptando. E a política pública ajuda como? Direcionando essas ações com incentivos, propostas e mensagens que aproximam o mercado financiador dessa realidade. Essa conta vem sendo paga com diretrizes públicas e ações do setor privado alinhadas a elas", disse.

Já a diretora-geral da ANA (Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico), Verônica Sánchez, ressaltou a necessidade urgente de ampliar a infraestrutura hídrica no país para dar conta das demandas climáticas e sociais.

"Precisamos ter mais infraestruturas de reservação de água. Há muitos anos não construímos novas hidrelétricas, e a situação está muito aquém do necessário", destacou.

Sob liderança da diplomacia brasileira, a expectativa é de que a COP impulsione as negociações sobre financiamento climático, transição energética, preservação da Amazônia e cumprimento das metas do Acordo de Paris.


https://www.cnnbrasil.com.br/economia/macroeconomia/autoridades-pe dem-alinhamento-publico-privado-para-financiamento-climatico/
"Essa conta vem sendo paga com diretrizes públicas e ações do setor privado alinhadas a elas."
Os pronomes oblíquos tônicos preposicionados como 'a elas', empregado no trecho, podem aparecer na língua exemplar em certos contextos. Com base nisso, analise o uso desse tipo de pronome nas orações a seguir:
I.A ele cumpria encher as guias. II.Remeti livros a ele e ao tio. III.Eu disse a ela que viesse.
Quanto ao emprego dos pronomes, de acordo com a norma exemplar, estão corretas: 
Alternativas
Q3565169 Português

Descobertas em uma flanada pela maior festa literária do Brasil


Por Gilberto Porcidonio







(Disponível em: www.piaui.folha.uol.com.br/valter-hugo-mae-inventou-o-paratynder/ – texto adaptado especialmente para esta prova).

Analise as asserções a seguir e a relação proposta entre elas sobre colocação pronominal de acordo com a norma-padrão:

I. Na frase adaptada do texto “Nunca me confundiram com algum artista negro”, a colocação pronominal está inadequada de acordo com a norma-padrão, mas é usual no português contemporâneo falado.
PORQUE
II. A colocação pronominal segundo a norma-padrão seria “Nunca confundiram-me”, pois palavras negativas como advérbios de negação obrigam ao uso de ênclise.

A respeito das asserções, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q3564793 Português
A QUESTÃO SE REFERE AO TEXTO SEGUINTE.


Tinha um rio no meio do caminho


    Inspirado em uma viagem que fiz à foz do rio Doce, no Espírito Santo, em meados do ano passado, encarei um itinerário ainda mais ambicioso: explorar um pouco mais do percurso desse rio.

    Não era apenas por mera curiosidade de ver como a região estava quase dez anos depois de uma das maiores tragédias ambientais da nossa história. O que eu queria mesmo era ampliar a experiência que tive quando fui à tal foz: a de encontrar pessoas incríveis. 

    Sabia que não me decepcionaria logo no meu ponto de partida, em Mariana (MG), onde fui conhecer o precioso trabalho de restauro na reserva técnica lá montada. De uma peça de altar à folha de papel destruída, tudo ganha novamente vida por lá. 

    Por mais minucioso que seja o trabalho desses técnicos, o que me chamava a atenção era o carinho envolvido nesses restauros. Qualquer mesa de trabalho parecia uma oficina de ourivesaria. Visitar uma sala com peças já restauradas era como adentrar um berçário.

    Isso tinha a ver com as pessoas envolvidas, não só no restauro. Estrada adentro em direção à foz, cruzei o Perd (Parque Estadual do Rio Doce) e novamente me emocionei primeiro com as pessoas, depois com a natureza.

    Seja o Marlon procurando bichos exóticos, a Lariane me mostrando o guia das aves que os turistas do mundo vêm conferir no Perd, o Maurício explicando como o rio Doce é monitorado ou o Vicente me lembrando que onde tem capivara tem onça... A paixão é o ponto comum entre eles.

    Claro que o Perd é absolutamente exuberante. É uma das maiores áreas contínuas de mata atlântica preservada no Brasil, e a lagoa Dom Helvécio, ou Lagoa do Bispo, a mais profunda do Brasil, é de uma imensidão apaixonante. 

    Pode ser num grupo de maracatu em Governador Valadares (MG), o animadíssimo Maracatudo, ou em volta de uma mesa em Regência, em Linhares (ES), comendo o peixe frito da Deia, no Comida de Mãe. Aí está o maior patrimônio dessa região: humanidade.

    Essa viagem serviu para reforçar minha ideia de que esse é um país que se mistura e que se orgulha de ser tão mestiço. Há, em cada uma dessas pessoas, uma conexão muito forte com a história dos lugares.

    Não era apenas uma ligação geográfica. A terra ali significa não só um solo, mas um passado. Ou, ainda, uma narrativa em comum. E que com carinho, apesar de todas as dificuldades, todos fazem questão de preservar. Isso aumentou a minha fé de que eu estava viajando por um Brasil maior.

    "Tenho certeza de que esse lugar ainda vai ser o que era antes", me conta Deia. "As pessoas saindo pra pescar, com alegria e com a certeza de trazer a comida pra mesa". Uma lágrima, inevitavelmente, assinou a sua fala. Outra desceu pelo rosto de quem a ouvia.

    A mesma Deia encontrei depois, batendo seu tambor no ensaio do Congo de São Benedito. "Eu tava no porto do dia do desastre. O rio e o mar estavam a coisa mais linda", ela continuou. "Parece que Deus falou: vou dar essa visão pra você", completa, na certeza de que ela ainda vai poder mostrar a seus netos uma paisagem como aquela.

    Porque tem esse rio no meio do caminho dessa gente. No meio dessa gente tem esse rio Doce. Mineiro que sou, como o Drummond de quem empresto os versos, não posso deixar de desejar uma visão como essa para as retinas tão fatigadas de Deia.


Camargo, Zeca. Tinha um rio no meio do caminho. Folha de S. Paulo, Turismo, 20 jan. 2025, p. B11. Adaptado.
Leia os textos a seguir.

Texto I

“Essa viagem serviu para reforçar minha ideia de que esse é um país que se mistura e que se orgulha de ser tão mestiço”.

Texto II

Q15.png (718×165)
Disponível em: https://www.gazetanews.com/oi-o-tucano-ecologista-papagaio-roxo/index.html#google_vignette

Preencha corretamente as lacunas do texto a seguir quanto à função do pronome ESSE.

Tanto no Texto I quanto no Texto II, o pronome __________ "esse" constitui um elemento de __________ porque conecta, respectivamente, o __________ a que se refere com o contexto conhecido, garantindo que a mensagem faça sentido.

A sequência que preenche corretamente as lacunas do texto é:
Alternativas
Q3564787 Português
A QUESTÃO SE REFERE AO TEXTO SEGUINTE.


Tinha um rio no meio do caminho


    Inspirado em uma viagem que fiz à foz do rio Doce, no Espírito Santo, em meados do ano passado, encarei um itinerário ainda mais ambicioso: explorar um pouco mais do percurso desse rio.

    Não era apenas por mera curiosidade de ver como a região estava quase dez anos depois de uma das maiores tragédias ambientais da nossa história. O que eu queria mesmo era ampliar a experiência que tive quando fui à tal foz: a de encontrar pessoas incríveis. 

    Sabia que não me decepcionaria logo no meu ponto de partida, em Mariana (MG), onde fui conhecer o precioso trabalho de restauro na reserva técnica lá montada. De uma peça de altar à folha de papel destruída, tudo ganha novamente vida por lá. 

    Por mais minucioso que seja o trabalho desses técnicos, o que me chamava a atenção era o carinho envolvido nesses restauros. Qualquer mesa de trabalho parecia uma oficina de ourivesaria. Visitar uma sala com peças já restauradas era como adentrar um berçário.

    Isso tinha a ver com as pessoas envolvidas, não só no restauro. Estrada adentro em direção à foz, cruzei o Perd (Parque Estadual do Rio Doce) e novamente me emocionei primeiro com as pessoas, depois com a natureza.

    Seja o Marlon procurando bichos exóticos, a Lariane me mostrando o guia das aves que os turistas do mundo vêm conferir no Perd, o Maurício explicando como o rio Doce é monitorado ou o Vicente me lembrando que onde tem capivara tem onça... A paixão é o ponto comum entre eles.

    Claro que o Perd é absolutamente exuberante. É uma das maiores áreas contínuas de mata atlântica preservada no Brasil, e a lagoa Dom Helvécio, ou Lagoa do Bispo, a mais profunda do Brasil, é de uma imensidão apaixonante. 

    Pode ser num grupo de maracatu em Governador Valadares (MG), o animadíssimo Maracatudo, ou em volta de uma mesa em Regência, em Linhares (ES), comendo o peixe frito da Deia, no Comida de Mãe. Aí está o maior patrimônio dessa região: humanidade.

    Essa viagem serviu para reforçar minha ideia de que esse é um país que se mistura e que se orgulha de ser tão mestiço. Há, em cada uma dessas pessoas, uma conexão muito forte com a história dos lugares.

    Não era apenas uma ligação geográfica. A terra ali significa não só um solo, mas um passado. Ou, ainda, uma narrativa em comum. E que com carinho, apesar de todas as dificuldades, todos fazem questão de preservar. Isso aumentou a minha fé de que eu estava viajando por um Brasil maior.

    "Tenho certeza de que esse lugar ainda vai ser o que era antes", me conta Deia. "As pessoas saindo pra pescar, com alegria e com a certeza de trazer a comida pra mesa". Uma lágrima, inevitavelmente, assinou a sua fala. Outra desceu pelo rosto de quem a ouvia.

    A mesma Deia encontrei depois, batendo seu tambor no ensaio do Congo de São Benedito. "Eu tava no porto do dia do desastre. O rio e o mar estavam a coisa mais linda", ela continuou. "Parece que Deus falou: vou dar essa visão pra você", completa, na certeza de que ela ainda vai poder mostrar a seus netos uma paisagem como aquela.

    Porque tem esse rio no meio do caminho dessa gente. No meio dessa gente tem esse rio Doce. Mineiro que sou, como o Drummond de quem empresto os versos, não posso deixar de desejar uma visão como essa para as retinas tão fatigadas de Deia.


Camargo, Zeca. Tinha um rio no meio do caminho. Folha de S. Paulo, Turismo, 20 jan. 2025, p. B11. Adaptado.
Segundo a gramática normativa, o pronome pode ser proclítico (anteposto ao verbo); mesoclítico (intercalado no verbo) e enclítico (posposto ao verbo).

Sobre a colocação do pronome “me” proclítico na frase “Sabia que não me decepcionaria logo no meu ponto de partida, em Mariana (MG)...”, informe se é verdadeiro (V) ou falso (F) o que se afirma.

( ) É obrigatória, devido à presença de partícula atrativa.
( ) É facultativa, pois não há regra específica para seu uso.
( ) É opcional, porque seu emprego independe do contexto.
( ) É de rigor, visto a ênclise ser inaceitável gramaticalmente.

De acordo com as afirmações, a sequência correta é:
Alternativas
Q3564702 Português
De acordo com as regras de colocação pronominal, os pronomes oblíquos podem ocupar posições antes, intercaladas ou após os verbos. Com base nessas regras, analise os enunciados a seguir:
I.Aquilo me entristeceu.
II.Convém não contar-lhe tudo.
III.Encontrar-te-ia mais tarde, se não tivesse compromisso.
IV.Devo-lhe mandar o livro hoje.
Quanto à posição dos pronomes oblíquos, estão corretas:
Alternativas
Q3564291 Português
Considerando-se a classificação dos pronomes, relacionar as colunas e assinalar a sequência correspondente.

(1) Pronome pessoal.
(2) Pronome possessivo.
(3) Pronome demonstrativo.

( ) Deixei a sua apostila no armário.
( ) Essa semana foi muito agitada.
( ) Ele disse que adora basquete.
Alternativas
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Q3563811 Português




(Disponível em: www.dominiopublico.gov.br/pesquisa/DetalheObraForm.do?select_action&co_obra=1888 –

texto adaptado especialmente para essa prova).

Analise as seguintes asserções e a relação proposta entre elas:

I. No período “fi-la construir de propósito” (l. 01), o pronome oblíquo exerce função de objeto direto da forma verbal “fiz”, compondo estrutura típica de colocação pronominal em locução verbal.

PORQUE

II. A anteposição do pronome oblíquo “-la” justifica-se pela presença de uma oração subordinada reduzida de infinitivo que atua como objeto direto, antecedida de uma forma verbal finita auxiliar.

A respeito dessas asserções, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q3563725 Português
    A língua portuguesa é o idioma falado por mais de 265 milhões de pessoas espalhadas por todos os continentes, e a língua mais falada no hemisfério sul. O português tem origens romanas, assim como o espanhol, italiano e francês.

    Esse grupo de idiomas tem raízes no latim, uma língua considerada morta, ou seja, que não possui falantes nativos. O português falado no Brasil é a mistura do idioma trazido pelos colonizadores de Portugal, das línguas indígenas faladas pelos povos originários brasileiros e das línguas africanas dos povos traficados para o país durante o período escravista.

    A língua portuguesa tem influência do que é chamado de latim vulgar, uma variação do latim culto, e das línguas árabes dos povos que habitavam a região da península ibérica, onde fica Portugal e Espanha. Infelizmente, não há registros de como seria o latim vulgar. Isso porque ele era falado por povos que não dominavam a escrita.

    Segundo a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa, o português é reconhecido como idioma oficial não só em Portugal, mas também em outras nações, incluindo Brasil, Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Guiné Equatorial, Moçambique, Timor-Leste e São Tomé e Príncipe. 

    O português também é uma das línguas oficiais em Macau, uma região autônoma na costa sul da China. Macau foi colonizada e administrada pelos portugueses por mais de 400 anos. 

    A língua portuguesa contém sons únicos para os falantes nativos de outros idiomas. O português tem uma das fonologias — ramo da linguística que estuda o sistema sonoro de um idioma — mais ricas entre as línguas derivadas do românico.

    O idioma, no Brasil, tem raízes europeias, já que a língua foi trazida e imposta pelos colonizadores em 1500. Porém, após mais de cinco séculos, a língua que falamos por aqui se distanciou consideravelmente da língua-mãe.

    A primeira diferença que notamos ao comparar as duas variedades é o sotaque. Além disso, há diversas palavras e expressões que podem colocar em uma verdadeira saia-justa os falantes dos idiomas do Brasil e de Portugal durante uma conversa. Por exemplo, “canalha”, para os falantes de português europeu, significa um grupo de crianças.


Fonte: Academia Brasileira de Letras. Adaptado.
Considerar o fragmento do texto a seguir:

“Além disso, há diversas palavras e expressões que podem colocar em uma verdadeira saia-justa os falantes dos idiomas do Brasil e de Portugal durante uma conversa”.

O pronome relativo destacado no excerto poderia ser substituído, mantendo o mesmo sentido e a correção gramatical, por:
Alternativas
Respostas
1061: E
1062: A
1063: C
1064: E
1065: D
1066: B
1067: C
1068: D
1069: E
1070: D
1071: A
1072: B
1073: C
1074: E
1075: C
1076: A
1077: A
1078: C
1079: C
1080: A