Questões de Concurso
Comentadas sobre morfologia - pronomes em português
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I. Nós estamos felizes por recebê-la em casa.
II. Não há nenhum problema entre nós.
III. Pediu a nós que fizéssemos tudo por ele.
Tendo em vista as funções desempenhadas pela palavra “nós”, nas sentenças dadas, conclui-se que esse pronome pessoal é reto, e não oblíquo, apenas em:
Neste momento, em que[1] um mínimo legal foi e está sendo garantido, é necessário que a sociedade compreenda a importância das bibliotecas, ou melhor, da informação, para a sua vida, tanto no aspecto material quanto simbólico. Só esse espaço plural, onde[2] diferentes discursos coexistem e o autoritarismo não encontra lugar, pode levar a sociedade à compreensão das desigualdades e à busca por uma prosperidade que, mesmo quando individual, tem reflexos coletivos.
Em relação ao termos em destaque, é correto afirmar:
I.Ninguém me explicou o motivo daquela decisão repentina.
II.Ontem disseram-me que a reunião havia sido cancelada.
III.Quando te encontrei, percebi que não estavas bem.
IV.Os alunos que me auxiliaram foram devidamente reconhecidos.
Analise as afirmativas acima e identifique em quais delas o emprego da próclise está correto:
Em relação aos aspectos gramaticais do texto, julgue o item seguinte.
O pronome “isso”, em “e isso é muito perigoso”, atua como um elemento de coesão referencial, uma vez que resume todo o conteúdo do parágrafo.
A construção da identidade profissional de professores de língua portuguesa em formação inicial

(Disponível em: https://www.scielo.br/j/rbedu/a/34PnHM45C5fv5qdgxvWRpZL/?lang=pt – texto adaptado especialmente para esta prova).
( ) Na linha 11, o pronome possessivo “suas” relaciona “dificuldades” e “análises” (l. 10).
( ) Na linha 14-15, em “formação de professores”, a palavra “professores” é empregada como sinônimo de “docente” (l. 07).
( ) Na linha 15, em “voltaram-se desde então”, a expressão sublinhada garante um tipo de encadeamento que transmite a ideia de tempo inicial.
A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:
- Você jamais me faria uma desfeita daquelas.
- Eis o que lhe devo falar: conte comigo sempre que precisar.
- Aonde quer que faça-se necessário, estaremos lá.
- Nos mantendo unidos, seremos imbatíveis.
- Eu seria incapaz de fazê-los sofrerem.
I – O convite foi feito para vocês virem à festa conosco mesmos.
II – As mulheres têm ocupado importantes posições no mercado por elas próprias.
III – Nós mesmo já quisemos fazer a denúncia, mas retiramos a queixa na última hora.
IV – Para mim, ler todos os dias é um hábito saudável e uma necessidade vital.
V – Entre elas e eu não havia mais nenhum resquício de saudade ou ternura.
De acordo com as regras de colocação pronominal, a forma culta do pronome oblíquo para substituir o termo destacado é:
Em relação à coesão textual, analise a frase a seguir: "Joana preparou o lanche das crianças. Depois, ela as levou ao parque."
A frase apresenta coesão por meio de:
De acordo com as regras de colocação pronominal, a forma culta do pronome oblíquo para substituir o termo destacado é:
Dependência digital chega à terceira idade
Atualmente, muito se discute sobre a necessidade de balizadores para os tempos de tela de crianças e adolescentes. Não faltam estudos que indicam os problemas gerados pelo excesso de exposição dos mais jovens aos apelos do mundo digital, sobretudo aos conteúdos breves e incessantes das redes sociais. No entanto, pouco se fala sobre como os celulares têm afetado o cotidiano de pessoas idosas.
A pandemia acelerou a aproximação dos maiores de 60 anos ao mundo digital. De acordo com a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD), divulgada em agosto de 2024, o número de idosos que acessam a internet no Brasil mais que dobrou entre 2016 e 2023.
O contexto de distanciamento social pode ter aumentado o interesse desse grupo por ferramentas e mídias digitais, que permitiram a manutenção do contato com familiares e amigos, além de facilitar atividades cotidianas, como transações bancárias e serviços de entrega domiciliar.
Se, por um lado, o interesse pelas plataformas digitais aproxima os idosos do seu direito à informação e de participar do complexo território que é a internet, por outro, pode também reforçar situações de isolamento social e quadros depressivos.
Essa situação se agrava quando a pessoa idosa vive só, com pouca assistência familiar e escasso convívio social. Nesses casos, o tempo diante do celular pode representar uma forma de preencher lacunas ____________, o que, assim como ocorre entre crianças e adolescentes, pode prejudicar a cognição e a manutenção de laços significativos.
Os jovens, contudo, contam com espaços formais de educação, onde há oportunidades de refletir sobre sua relação com as tecnologias, tema previsto nos currículos das redes de ensino.
Já para os idosos, há escassez de espaços voltados à qualificação da experiência digital. Com isso, poucas pessoas com mais de 60 anos têm a chance de refletir sobre sua relação com o mundo digital e, principalmente, sobre o que certos hábitos, especialmente os mais compulsivos, podem estar encobrindo.
É preciso, portanto, reconhecer não apenas os mais jovens como sujeitos de direito à tecnologia. Participar do mundo conectado vai além de estar presente nas ____________ digitais. Por isso, a qualificação da inclusão digital deve estar diretamente relacionada à expansão das ofertas de educação midiática e digital para todas as idades.
Fonte: Educamídia. Adaptado.
I. Paris, Nantes, Marselha ou qualquer outra cidade, é tudo o mesmo para ele [...]
II. [...] desde que ele tenha um lugar seguro onde possa bater e cuidar da sua vidinha.
III. Mas de repente ele se deu conta e pediu satisfações.
O pronome pessoal “ele” é empregado como oblíquo apenas em:
Assinale a alternativa que apresenta uso adequado de pronome relativo.
TEXTO
POR QUE O BRASIL AINDA APOSTA EM TERMELÉTRICAS
Uma audiência pública sobre a instalação de uma termelétrica a gás natural em Samambaia (DF), a cerca de 35 quilômetros da praça dos Três Poderes, foi suspensa pela Justiça em março porque a população não teve tempo hábil para ser informada. Um mês antes, duas empresas desistiram de construir uma usina a carvão em Candiota e Hulha Negra, no Rio Grande do Sul, após o empreendimento ser questionado judicialmente.
Os dois casos geram intensos debates sobre os impactos ambientais locais desses empreendimentos e sobre a emissão de gases de efeito estufa, responsáveis pelo aquecimento global. E reforçam o questionamento: por que o Brasil ainda investe em termelétricas movidas a combustíveis fósseis, como gás natural e carvão, em plena crise climática?
O principal argumento a favor das termelétricas é a segurança energética. Ou seja, elas poderiam ser acionadas a qualquer momento, independentemente das condições climáticas, como possível falta de água, vento ou sol. Essa foi a justificativa usada pelo Ministério de Minas e Energia (MME) durante o lançamento do Plano Decenal de Expansão de Energia 2034 na defesa do “fortalecimento da geração termelétrica”.
Um estudo publicado em dezembro pela ONG Instituto de Energia e Meio Ambiente (IEMA) mostrou que as 67 termelétricas fósseis conectadas ao Sistema Interligado Nacional (SIN) emitiram, em 2023, 17,9 milhões de toneladas de gás carbônico (CO₂), o principal responsável pelo aquecimento global.
Para se ter uma ideia da magnitude dessas emissões, alertou a pesquisadora do IEMA, Raíssa Gomes, as termelétricas fósseis lançaram na atmosfera mais gás carbônico do que o município de São Paulo. Segundo dados do Sistema de Estimativas de Emissões e Remoções de Gases de Efeito Estufa (SEEG), os paulistanos foram responsáveis por emitir 14,5 milhões de toneladas do gás em 2023.
“Ou seja, apenas as térmicas fósseis do SIN emitiram mais gases de efeito estufa do que a maior cidade do país, com seus mais de 11 milhões de habitantes e intensa atividade econômica”, comparou a pesquisadora.
Para o físico especializado em mudanças climáticas e pesquisador do Instituto ClimaInfo, Shigueo Watanabe Jr, outras alternativas poderiam reduzir a necessidade das termelétricas, como a “repotencialização das hidrelétricas”. “A maior parte das hidrelétricas do Sudeste foram construídas na década de 1970, 1980. Mas hoje a situação é diferente. Se você trocar as turbinas, tem um ganho potencial de energia e de potência sem mexer na altura do reservatório, sem mexer em nada da parte física”, disse.
Além disso, segundo o especialista, em relação ao vento e ao sol. “Se eu fosse um planejador energético, estaria muito mais preocupado com o preço do gás. A Rússia invade a Ucrânia, e o preço do gás dispara. Aí o Catar fala assim: ‘Não, tá muito alto, eu vou bombar mais gás, o preço do gás cai.’ É totalmente imprevisível”, avaliou.
Para o pesquisador, os interesses econômicos estão por trás de grande parte das termelétricas. “Existe um lobby muito forte para alavancar mais ainda o gás natural. Toda vez que você tem alguma obra de uma termelétrica, há vários interesses políticos e econômicos e um lobby muito forte dentro do Congresso e dentro dos ministérios para poder ter mais gás, mais termelétrica.”.
Esse lobby pode ser visto em dois jabutis colocados em leis na área de energia – o termo é usado para designar um apêndice incluído em um projeto que trata de tema diferente do assunto principal. Em 2021, o Congresso Nacional aprovou uma lei que viabilizou a privatização da Eletrobras. Mas os congressistas colocaram no texto a obrigação da contratação de 8 gigawatt (GW) de eletricidade das termelétricas a gás natural sem infraestrutura de distribuição.
Já no projeto de lei que discutiu o marco legal para a geração de energia eólica offshore (em alto mar), os parlamentares acrescentaram a obrigação de contratar 4,25 GW de usinas termelétricas a gás natural. Eles também prorrogaram os contratos das usinas a carvão de 2040 para 2050. Em janeiro de 2025, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou o projeto, mas vetou os jabutis, alegando que iam na contramão da lei sancionada, por serem matrizes mais poluidoras, caras e ineficientes. [...]
A história das termelétricas atuais está relacionada com a crise de 2001, quando houve forte escassez de chuva, comprometendo os reservatórios de água das usinas hidrelétricas e o fornecimento de energia. “A maior parte das termelétricas que estão em operação hoje vieram do apagão que teve no governo Fernando Henrique. Eles criaram um programa prioritário de térmicas, que era basicamente térmicas a gás. Naquela época já se falava em aquecimento global, mas nada parecido com o que se fala hoje”, lembrou Watanabe Jr.
De acordo com Raíssa Gomes, com a expansão das fontes renováveis como a solar e a eólica, há uma transição em curso para que as térmicas fósseis operem cada vez mais de forma pontual, apenas em períodos de maior demanda ou baixa geração renovável. “Essa transição é fundamental, pois as termelétricas fósseis, ao contrário das fontes renováveis, são altamente emissoras de gases de efeito estufa e de emissões atmosféricas locais como óxidos de nitrogênio, enxofre, monóxido de carbono e material particulado.”
Além disso, segundo a pesquisadora, dependendo do sistema de resfriamento adotado, as usinas podem ter um elevado consumo de água, o que agrava a pressão sobre os recursos hídricos. “Soma-se a isso o fato de que a geração térmica, especialmente com combustíveis fósseis, tende a ser mais cara, contribuindo para o aumento nas tarifas de energia elétrica.” [...]
Disponível em: <https://www.dw.com/pt-br/por-que-o-brasilainda-aposta-em-termelétricas/a-72700747>. Adaptado. Acesso
em: 20 de setembro de 2025.
Assinale a alternativa que mantém correção gramatical.
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.
O bairro do centro de São Paulo eleito como terceiro mais atrativo do mundo
O guia britânico Time Out classificou a Barra Funda, na capital paulista, como o terceiro bairro mais atrativo do mundo, em publicação recente. A região paulistana ficou atrás apenas de Jimb?ch?, em Tóquio (Japão), e de Borgerhout, em Antuérpia (Bélgica). O resultado é elaborado com base em uma pesquisa realizada com uma rede global de especialistas — escritores e editores de diversas cidades ligados à revista — e leva em conta critérios como vida noturna, arte, cultura, gastronomia acessível, diversidade e presença de negócios independentes que preservam o caráter local e estimulam a criatividade urbana.
De acordo com a publicação, os bairros eleitos representam a alma das cidades, mantendo um perfil autêntico que atrai moradores e visitantes para viver, trabalhar e se divertir. A Time Out descreve a Barra Funda como a alma alternativa de São Paulo, um lugar onde a história industrial se mistura com uma atmosfera criativa e descolada. No mesmo quarteirão, convivem concreto, trilhos de trem e uma boate alternativa, antigos armazéns transformados em ateliês e cafés modernos instalados em antigas oficinas mecânicas, além de festas que acontecem atrás de portões de ferro.
Para os amantes da arte e da vida urbana, a revista recomenda a Barra Funda como um destino imperdível, citando a galeria Mendes Wood, as opções de compras exclusivas, a vida noturna vibrante e a culinária contemporânea. Restaurantes como Sururu, Caracol e Komah são destacados pelos ótimos cardápios, e a publicação propõe um roteiro ideal para um dia no bairro: começar com um passeio pelo Elevado Costa e Silva, o Minhocão, seguido de café da manhã na A Baianeira. Em seguida, visitar a galeria Mendes Wood e a loja Verniz, conhecida pelo mobiliário brasileiro moderno. Para o almoço, a sugestão é o restaurante Mescla, com seu arroz de camarão e o tradicional pudim como sobremesa. À noite, o roteiro inclui drinques no Mamãe Bar, ponto de encontro de um público jovem e animado, ou coquetéis no sofisticado bar Água e Biscoito.
Outro bairro brasileiro que aparece é Botafogo, no Rio de Janeiro, descrito como um lugar que nunca para. A Time Out destaca a efervescência cultural e gastronômica da região, com novos bares, restaurantes, galerias e cafés surgindo constantemente em casas reformadas e antigas garagens. À noite, as calçadas ficam cheias, e locais como Fala, Macuna, Tão Longe Tão Perto, Polvo e Quartinho se transformam até mesmo em pistas de dança. A publicação menciona cafés descolados como Dainer e Cirandaia, brunchs descontraídos e uma cena gastronômica de alto nível, que combina charme natural com influências culinárias variadas.
Para aproveitar um dia em Botafogo, a sugestão é começar com um pão de fermentação natural na The Slow Bakery, visitar exposições de arte contemporânea nas galerias Athena e Cavalo, almoçar no restaurante Sult — especializado em culinária brasileiro-italiana — e tomar um café no Chora à tarde. À noite, o roteiro ideal inclui bares como Botica, Tero e Chanchada, conhecidos por manter música, bebidas e boa energia até tarde da noite.
A presença de Barra Funda e Botafogo entre os bairros mais atrativos do mundo reafirma a relevância das cidades brasileiras no cenário urbano global, destacando sua capacidade de unir tradição e inovação, preservar a identidade local e criar espaços criativos que atraem diferentes públicos em busca de experiências culturais e gastronômicas autênticas.
https://www.bbc.com/portuguese/articles/ckgzdxxkl3mo.adaptado.
A presença de Barra Funda e Botafogo entre os bairros mais atrativos do mundo reafirma "a relevância das cidades brasileiras" no cenário urbano global.
De acordo com as regras de colocação pronominal, a forma culta do pronome oblíquo para substituir o termo destacado