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Questões de Concurso Comentadas sobre morfologia - pronomes em português

Foram encontradas 10.398 questões

Q569782 Português
Texto I - Clarisse

    Clarisse, cidade gloriosa, tem uma história atribulada. Diversas vezes decaiu e refloresceu, mantendo sempre a primeira Clarisse como inigualável modelo de todos os esplendores, a qual comparada com o atual estado da cidade, não deixa de suscitar suspiros a cada giro de estrelas. Nos séculos de degradação, a cidade, esvaziada por causa das pestilências, reduzida em estatura por causa do desabamento de traves e cornijas e do desmoronamento de terras, repovoava-se lentamente com hordas de sobreviventes emersos de sótãos e covas como férvidos ratos movidos pelo afã de revolver e roer e que ao mesmo tempo se reuniam e se ajeitavam como passarinhos num ninho. Agarravam-se a tudo o que podia ser retirado de onde estava e colocado em outro lugar com outra utilidade [...] Montada com os pedaços avulsos da Clarisse imprestável, tomava forma uma Clarisse da sobrevivência, repleta de covis e casebres, córregos infectados, gaiolas de coelhos. Todavia não se perdera quase nada do antigo esplendor de Clarisse, estava tudo ali apenas disposto de maneira diversa mas não menos adequada às exigências dos seus habitantes.Os tempos de indigência eram sucedidos por épocas mais alegres: uma suntuosa Clarisse-borboleta saía da mísera Clarisse-crisálida...

                                                 Ítalo Calvino. “As cidades e o nome 4" In: As cidades invisíveis. RJ:

                                                                                  O Globo, 2003. Páginas 102-103. Fragmento. 
“estava tudo ali". O pronome em destaque funciona como sujeito da oração. Exerce a mesma função sintática o termo destacado em:
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Q569318 Português
O homem que conheceu o amor  

1º Do alto de seus oitenta anos, me disse: “Na verdade, fui muito amado.". E __________ isto com tal plenitude como quem dissesse: sempre me trouxeram flores, sempre comi ostra .......... beira-mar.

2º Não havia arrogância em sua frase, mas algo entre a humanidade e a petulância sagrada. Parecia um pintor, que olhando o quadro terminado assina seu nome embaixo. Havia um certo fastio em suas palavras gestos. Se retirava de um banquete satisfeito. Parecia pronto para morrer, já que sempre estivera pronto para amar.

3º Aquele homem me confessou que amava sem nenhuma coerção. Não lhe encostei .......... faca no peito cobrando algo. Ele é que tinha algo a me oferecer. Foi muito diferente daqueles que não confessam seus sentimentos nem mesmo debaixo de um “pau-de-arara": estão ali se afogando de paixão, levando choques de amor, mas não se entregam. E, no entanto, basta ler-lhes a ficha que está tudo lá: traficante ou guerrilheiro do amor.

4º Uns dizem: casei várias vezes. Outros assinalam: fiz vários filhos. Outro dia li numa revista um conhecido ator dizendo: tive todas as mulheres que quis. Outros, ainda, dizem: não posso viver sem fulana (ou fulano). Na Bíblia está que Abraão gerou Isac, Isac gerou Jacó e Jacó gerou as doze tribos de Israel. Mas nenhum deles disse: “Na verdade, fui muito amado.".

5º Mas quando do alto de seus oitenta anos aquele homem desfechou sobre mim aquela frase, me senti não apenas como o filho que quer ser engenheiro como o pai. Senti-me um garoto de quatro anos, de calças curtas, se dizendo: quando eu crescer quero ser um homem de oitenta anos que diga: “Amei muito, na verdade, fui muito amado.". Se não pensasse isto, não seria digno daquela frase que acabava de me ser ofertada. E eu não poderia desperdiçar uma sabedoria que levou oitenta anos para se formar. É como se eu não visse o instante em que a lagarta se transformaria em libélula.

6º Ouvindo-o, por um instante, suspeitei que a psicanálise havia fracassado; que tudo aquilo que Freud sempre disse de que o desejo nunca é preenchido, que se o é, o é por frações de segundos, e que a vida é insatisfação e procura, tudo isto era coisa passada. Sim, porque sobre o amor há muitas frases inquietantes por aí.

7º Frase que se pode atualizar: eu era amado e não sabia. Porque nem todos sabem reconhecer quando são amados. Flores despencam em arco-íris sobre sua cama, um banquete real está sendo servido e, sonolento, olha noutra direção.

8º Sei que vocês vão me repreender, dizendo: deveria ter-nos apresentado o personagem, também o queríamos conhecer, repartir tal acontecimento. E é justa a reprimenda. Porque quando alguém está amando, já nos contamina de jasmins. Temos vontade de dizer, vendo-o passar: ame por mim, já que não pode se deter para me amar a mim. Exatamente como se diz a alguém que está indo .......... Europa: por favor, na Itália, coma e beba por mim.

9º Ver uma pessoa amando é como ler um romance de amor. É como ver um filme de amor. Também se ama por contaminação na tela do instante. A estória é do outro, mas passa das páginas e telas para a gente.

10° Reconhece-se a cinquenta metros um desamado, o carente. Mas reconhece-se a cem metros o bem-amado. Lá vem ele: sua luz nos chega antes de suas roupas e pele. Sinos batem nas dobras de seu ser. Pássaros pousam em seus ombros e frases. Flores está colorindo o chão em que pisou.

11° O que ama é um disseminador.

12° O bem-amado é uma usina de luz. Tão necessário .......... comunidade, que deveria ser declarado bem de utilidade pública.

                                                                                                    Affonso Romano de Sant'Anna.
 Em “... não confessam seus sentimentos..." se substituir o termo grifado por um pronome, de acordo com a norma culta tem-se: 
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Q569195 Português
A importância do ato de ler 

                                                                                                                            Paulo Freire  

1º Rara tem sido a vez, ao longo de tantos anos de prática pedagógica, por isso política, em que me tenho permitido a tarefa de abrir, de inaugurar ou de encerrar encontros ou congressos.

2º Aceitei fazê-lo agora, da maneira, porém, menos formal possível. Aceitei vir aqui para falar um pouco da importância do ato de ler.

3º Me parece indispensável, ao procurar falar de tal importância, dizer algo do momento mesmo em que me preparava para aqui estar hoje; dizer algo do processo em que me inseri enquanto ia escrevendo este texto que agora leio, processo que envolvia uma compreensão crítica do ato de ler, que não se esgota na descodificação pura da palavra escrita ou da linguagem escrita, mas que se antecipa e se alonga na inteligência do mundo. A leitura do mundo precede a leitura da palavra, daí que a posterior leitura desta não possa prescindir da continuidade da leitura daquele. Linguagem e realidade se prendem dinamicamente. A compreensão do texto a ser alcançada por sua leitura crítica implica a percepção das relações entre o texto e o contexto. Ao ensaiar escrever sobre a importância do ato de ler, em que senti levado – e até gostosamente – a “reler" momentos fundamentais de minha prática, guardados na memória, desde as experiências mais remotas de minha infância, de minha adolescência, de minha mocidade, em que a compreensão crítica da importância do ato de ler se veio _____ mim constituindo. Ao ir escrevendo este texto, ia “tomando distância" dos diferentes momentos em que o ato de ler se veio dando na minha experiência existencial. Primeiro, a “leitura" do mundo, do pequeno mundo em que me movia; depois, a leitura da palavra que nem sempre, ao longo de minha escolarização, foi a leitura da “palavra mundo".

4º A retomada da infância distante, buscando _____ compreensão do meu ato de “ler" o mundo particular em que me ouvia – e até onde não sou traído pela memória –, me é absolutamente significativa. Neste esforço a que me vou entregando, re-crio, re-vivo, no texto que escrevo, a experiência vivida no momento em que ainda não lia a palavra. Me vejo então na casa mediana em que nasci, no Recife, rodeada de árvores, algumas delas como se fossem gente, tal a intimidade entre nós – à sua sombra brincava e em seus galhos mais dóceis à minha altura eu me experimentava _____ riscos menores que me preparavam para riscos e aventuras maiores. A velha casa, seus quartos, seu corredor, seu sótão, seu terraço – o sítio das avencas de minha mãe –, o quintal amplo em que se achava, tudo isso foi meu primeiro mundo. Nele engatinhei, balbuciei, me pus de pé, Andrei, falei. Na verdade, aquele mundo especial se dava a mim como o mundo de minha atividade perceptiva, por isso mesmo como o mundo de minhas primeiras leituras. Os “textos", as “palavras", as “letras" daquele contexto – em cuja percepção me experimentava e, quanto mais o fazia, mais aumentava a capacidade de perceber – se encarnavam numa série de coisas, de objetos, de sinais, cuja compreensão eu ia apreendendo _____ meu trato com eles, nas minhas relações com meus irmãos mais velhos e com meus pais.

                     FREIRE, Paulo. A importância do ato de ler. 12. ed. São Paulo: Cortez, 1986. p. 11-3.
Em: “Ao ir escrevendo este texto" substituir o termo grifado por um pronome, de acordo com a norma culta tem-se:
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Q567179 Português
Observe as palavras destacadas a seguir.
“Mauro havia deitado tarde. Ele ainda dormia quando sua mãe o chamou." 

As palavras destacadas são pronomes
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Q566887 Português

                       

A colocação do pronome destacado atende às exigências da norma-padrão da Língua Portuguesa em:
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Ano: 2015 Banca: Quadrix Órgão: CRESS-PR Prova: Quadrix - 2015 - CRESS-PR - Agente Fiscal |
Q566830 Português
Para responder à questão, leia o texto abaixo.

Migrantes pegam trens com destino à Alemanha e à Áustria.

Centenas de migrantes que estavam bloqueados em campos de refugiados improvisados em estações de Budapeste, na Hungria, conseguiram embarcar com destino à Alemanha e à Áustria. Famílias com crianças estão no grupo que conseguiu entrar nos trens. Centenas também embarcaram na Macedônia em direção à Sérvia.
A empresa que opera o sistema de trens na Hungria informou que a composição que vai para Munique parou em Hegyeshalom, cidade na fronteira com a Áustria, à espera da "ação das autoridades".
A polícia austríaca informou que quem pediu asilo à Hungria não pode prosseguir viagem. Já aqueles que querem pedir refúgio à Áustria podem se mover por duas semanas no país. Depois disso, eles podem ser devolvidos para o último país de trânsito.
Budapeste
Muitos refugiados aproveitaram que não havia forças de segurança para correr até os trens que partiam para Viena, Munique e Berlim, de acordo com a agência France Presse.
A checagem dos documentos era feita pelas autoridades dentro do trem, segundo a Reuters. De acordo com o canal local M1, no entanto, embarcaram apenas migrantes que tinham comprado as passagens e dispunham de documentos válidos.
(1) vários dias, muitas pessoas (2) espera de asilo na Alemanha, Áustria ou em um país escandinavo permaneceram em acampamentos improvisados e pediam que (3) autoridades deixassem o grupo seguir viagem.
Na Macedônia, o governo forneceu trens, que partem duas vezes por dia, para os imigrantes que se dirigem à Servia. Em um acampamento improvisado, as pessoas receberam ajuda humanitária antes de embarcar em comboios escoltados pela polícia e pelo exército macedônio.
[...]
Nos últimos dias, as autoridades detiveram 36 pessoas por tráfico de seres humanos, que enfrentarão investigações policiais, indicou o relatório do Ministério do Interior húngaro.
Os ministros do Interior da França, da Alemanha e do Reino Unido pediram à presidência da União Europeia que organize uma reunião nas duas próximas semanas sobre a chegada de grande quantidade de imigrantes às fronteiras do bloco.
Guerras, pobreza, repressão política e religiosa são alguns dos motivos que impulsionam milhares de pessoas a deixar países como Síria, Afeganistão, Iraque, Líbia e Eritreia.
                                                                                                                                                                  (g1.globo.com/)
Sabe-se que o pronome relativo exerce determinadas funções sintáticas, de acordo com a construção de que participa. Pode-se afirmar que o pronome relativo destacado no primeiro parágrafo do texto exerce a mesma função sintática do termo destacado em:
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Q566607 Português
A questão abaixo tomará por base a continuação da crônica de Wanda Sily, publicada no jornal Século Diário (ES), de 18/08/2012.
Sônia de quê, pergunta sem interrogação, pois acha que ela não vai responder. Sônia Dalmin Roger. Parece nome de casada, diz. Fui, mas como você estou em fase de reabilitação. Sozinha, sem sono e sem senso de humor, ele pensa mas não fala. Por que não toma um relaxante? Porque não tenho em casa. Nem eu. E você, tem nome ou se esconde atrás de um pseudônimo? ela quer saber. Amado, Olavo Amado. Omitiu o de Jesus, uma humilhação. Não há quem não ria ou zombe, ou morra de pena quando lhe ouve o nome. Amado de Jesus, sem emprego, sem sono e sozinho? com certeza ela perguntaria. A mãe queria que ele fosse padre. Vou pra cama ou amanhã estarei um lixo pra tal entrevista... Ela diz que vai também, e aconselha meditação, sempre ajuda. No estado em que anda minha vida, quanto mais medito pior fica. Ela joga uns rs, rs, rs, achando que é brincadeira. Não sabe da missa um terço, diria minha mãe, se ainda pudesse dizer alguma coisa. Vai direto da insônia para a entrevista, e na sala cheia de candidatos que passaram a noite dormindo, procura alguém que possa se chamar Sônia e com cara de sono, mas coincidências nunca acontecem duas vezes, dizia o pai, que não o deixou ser padre.
Olavo Amado de Jesus! chama a secretária, e um repentino silêncio se faz no recinto. Segue para a sala que ela lhe indica. A Dra. Sônia vai atendê-lo.
A última frase do texto termina com uma combinação acentuada de verbo e pronome. A regra que determina o emprego de acento em “atendê-lo” também manda que se coloque acento em:
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Q566606 Português
A questão abaixo tomará por base a continuação da crônica de Wanda Sily, publicada no jornal Século Diário (ES), de 18/08/2012.
Sônia de quê, pergunta sem interrogação, pois acha que ela não vai responder. Sônia Dalmin Roger. Parece nome de casada, diz. Fui, mas como você estou em fase de reabilitação. Sozinha, sem sono e sem senso de humor, ele pensa mas não fala. Por que não toma um relaxante? Porque não tenho em casa. Nem eu. E você, tem nome ou se esconde atrás de um pseudônimo? ela quer saber. Amado, Olavo Amado. Omitiu o de Jesus, uma humilhação. Não há quem não ria ou zombe, ou morra de pena quando lhe ouve o nome. Amado de Jesus, sem emprego, sem sono e sozinho? com certeza ela perguntaria. A mãe queria que ele fosse padre. Vou pra cama ou amanhã estarei um lixo pra tal entrevista... Ela diz que vai também, e aconselha meditação, sempre ajuda. No estado em que anda minha vida, quanto mais medito pior fica. Ela joga uns rs, rs, rs, achando que é brincadeira. Não sabe da missa um terço, diria minha mãe, se ainda pudesse dizer alguma coisa. Vai direto da insônia para a entrevista, e na sala cheia de candidatos que passaram a noite dormindo, procura alguém que possa se chamar Sônia e com cara de sono, mas coincidências nunca acontecem duas vezes, dizia o pai, que não o deixou ser padre.
Olavo Amado de Jesus! chama a secretária, e um repentino silêncio se faz no recinto. Segue para a sala que ela lhe indica. A Dra. Sônia vai atendê-lo.
Todas as alternativas contêm oração iniciada por pronome relativo, exceto esta:
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Q566539 Português

As torcidas organizadas do Brasil aterrorizam boa parte dos torcedores do Brasil. Por causa delas e, principalmente, das cenas de violência que elas protagonizam, milhões de torcedores se mantêm afastados dos estádios e muitos outros nem consideram a possibilidade de levar mulheres, pais e filhos aos estádios. É ruim, mas poderia ser muito pior.

O jornalista argentino Gustavo Grabia é uma das maiores autoridades do continente sobre a violência das torcidas. Profundo conhecedor das barras argentinas, ele mostra que a situação no Brasil pode se deteriorar, se nada ou muito pouco continuar a ser feito. 

Na Argentina, as barras, os equivalentes das organizadas, superam as irmãs brasileiras em violência, poder financeiro e poder político. Com o silêncio da polícia, conseguem até enfrentar presidentes de clubes e ameaçar jogadores sem sofrer sanções.

Com isso, arrecadam muito dinheiro. Com esses recursos, conseguem corromper policiais, dirigentes e até políticos. Grande parte das barras prestam serviços aos partidos políticos, de situação ou oposição. Os líderes das barras possuem um acesso aos círculos do poder – são recebidos no palácio presidencial – que é impensável no Brasil. 

As diferenças vêm desde a formação. Na Argentina, há uma barra por clube e ela é uma organização informal. Não existem eleições, nem mandatos. O poder se mantém pela força. O líder da barra só deixa o cargo quando é preso, morto ou deposto por um rival, normalmente após uma luta de poder entre os dois grupos. Apesar disso, o número de mortes no futebol argentino neste ano é menos do que a metade do caso brasileiro, oito contra dezessete. 

de Marcelo Damato (Lance: 18/10/2013), intitulado “Se no Brasil é ruim, na Argentina é pior”: 

Considerando o contexto em que ocorre a frase “O poder se mantém pela força”, seria correto do ponto de vista da língua-padrão reapresentá-la empregando formas pronominais. É o que comprova a seguinte frase:
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Q566533 Português
O quão popular é a lenda de Atlântida? O que há de tão interessante na história dessa antiga cidade para atrair o homem moderno? Precisamos agradecer ao filósofo grego Platão pela lenda de Atlântida. Em um de seus livros, Platão cria um cenário no qual uma sociedade perfeita é subitamente exposta a grandes dificuldades, inclusive um ataque por um inimigo bárbaro, acompanhado de todo conflito e confusão associados a tal agressão. Nessa obra, Atenas era uma sociedade idealizada; Atlântida, seu hostil agressor. Antes dos escritos de Platão, não existe menção em lugar algum da literatura a respeito de tal ilha e civilização antiga. Além de ser um dos grandes pensadores de todos os tempos, Platão era também um excelente contador de histórias. Em Atlântida havia um grande e maravilhoso império que se empenhou em subjugar de um só golpe toda a terra nos limites das ilhas gregas.

Mas a história contada por Platão não se baseava na realidade. Era uma alegoria. Ele tentava transmitir uma lição moral a seus discípulos ao contar a história de Atenas e Atlântida. Ele a inventou – provavelmente utilizando um antigo mito egípcio como fonte. Ninguém menos que Aristóteles, discípulo de Platão, confirmou que a história era uma fábula escrita para ressaltar um ponto de vista. Ainda assim, a lenda de Atlântida sobrevive até hoje.

 de Stephen Spignesi (traduzido por Bruna Hartstein), publicado em Os 100 Maiores Mistérios do Mundo (DIFEL, 2004: p. 45-46). 

Na frase “Platão cria um cenário no qual uma sociedade perfeita é subitamente exposta a grandes dificuldades", o pronome relativo está empregado de acordo com as regras da língua padrão. O mesmo acontece em todas as alterações propostas a seguir, exceto esta:
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Q566529 Português
O dono de uma empresa pediu ao jovem funcionário que escrevesse uma mensagem formal para um cliente, começando-a com o pronome de tratamento recomendado nas práticas comerciais. O resultado ficou perfeito, pois o rapaz escreveu:
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Q566399 Português
A questão abaixo toma por base a seguinte notícia, publicada no jornal ES-HOJE de 18/08/2012.

Daqui a duas semanas começa a versão capixaba da maior mostra de decoração da América Latina: a Casa Cor Espírito Santo 2012. Com 5.000 metros quadrados e 43 ambientes, a exposição será realizada de 28 de agosto a 2 de outubro, oferecendo aos visitantes o que há de melhor em arquitetura, decoração, design e paisagismo. Entre as novidades desta edição está a Casa Office, pela primeira vez realizada fora de São Paulo, com os profissionais capixabas traduzindo para o mundo corporativo todo o potencial da arquitetura e decoração modernos, em ambientes que mesclam sofisticação, estilo e funcionalidade. Compõem o novo espaço os ambientes Escritório do Publicitário, Escritório do Estilista, Escritório do Exportador, Consultório do Médico, Escritório do Artista Plástico, Espaço da Mulher, entre outros. A mostra residencial apresenta um estilo de morar moderno, pautado pelos ambientes mais compactos, mas sem abrir mão do glamour e da elegância. A Casa Cor apresenta lofts e apartamentos com dimensões bem próximas da grande maioria dos imóveis dos dias de hoje. Três lofts e dois apartamentos com dependências completas, incluindo jardins e varandas, ocupam a segunda parte da mostra. Nesses espaços, arquitetos, decoradores, designers e paisagistas, pautados pelo tema da mostra deste ano, “Moda, Estilo e Tecnologia", transitam entre o meio fashion e a decoração.

A parte final da Casa Cor traz os ambientes gastronômicos, comerciais e de lazer. Em meio a uma bela área verde, estão restaurantes, lojas, espaços de beleza e entretenimento. 
Considere esta variação do texto: “A exposição oferece aos visitantes mercadorias de qualidade." As alternativas abaixo mostram possibilidades de continuação para essa frase, mas apenas uma emprega formas pronominais corretas na regência da língua padrão. Qual?
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Q566390 Português
Nas comunicações oficiais de uma instituição de ensino em cuja hierarquia administrativa o cargo máximo é o de Reitor, uma correspondência a ele enviada deve ter o seguinte endereçamento:
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Q565751 Português

                                          Velho mal disfarçado

      Os cigarros e cachimbos eletrônicos são a nova roupagem tecnológica de um velho e conhecido produto que faz mal à saúde — o tabaco, principal causa evitável de doenças e mortes no mundo. Ao contrário do que tem sido divulgado, longe de ser um sonho para os fumantes, fumar (vaporizar) tabaco através destes dispositivos eletrônicos que liberam a nicotina pode se transformar num pesadelo para a saúde pública e um novo filão de lucro, um sonho para a indústria do tabaco.

      O cigarro eletrônico produz um vapor que não é inofensivo. Ele tem mais de oito mil sabores, o que favorece a captação de adolescentes curiosos, além da sedução por novidades tecnológicas. A propaganda de cigarro, proibida na mídia, vem ressurgindo, induzindo os jovens, e mesmo personalidades e formadores de opinião, a acreditarem que o uso deste produto não gera prejuízos para a saúde. Além disso, não há estudos científicos que provem que eles ajudam a parar de fumar.

      O vapor que conduz a nicotina às vias respiratórias do fumante de cigarro eletrônico não é composto somente por água, tendo em sua composição o gelo seco (propilenoglicol), substância que não é liberada para inalação por apresentar riscos de doenças respiratórias. O gelo seco, quando aquecido, forma outra substância (óxido de propileno) com evidências de ser cancerígena.

      Embora o vapor não contenha alcatrão e monóxido de carbono — presentes na fumaça do cigarro convencional —, há diversas substâncias que causam doenças respiratórias, câncer de pulmão e em outros órgãos, tais como as nitrosaminas, creolina (acroleína), formol (formaldeído) e metais pesados. Também libera um anticongelante (etilenoglicol) que causa desde irritação na pele, olhos, nariz, garganta até convulsão, lesão cerebral, podendo chegar ao coma; e ainda pode causar má-formação no feto.

      A cotinina, subproduto da nicotina, foi encontrada em níveis semelhantes aos da fumaça do cigarro em pessoas expostas ao vapor dos cigarros eletrônicos. Nesse caso, aplicam-se as restrições da Lei Antifumo brasileira.

      Como representantes de entidades médicas, de pesquisa e da sociedade civil, nos sentimos no dever de passar aos leitores estas informações. Nossas principais preocupações são com a desinformação quanto aos riscos dos cigarros eletrônicos, que podem levar os jovens iniciantes e os fumantes que desejam parar de fumar a acreditar que somente o cigarro tradicional é o vilão.

      O fumo de tabaco, em suas diversas formas e disfarces, vem enganando seus consumidores há longo tempo. Essa história já aconteceu com os cigarros de baixos teores. Estejamos em alerta, pois não há forma segura de consumo de tabaco. O fumo mata dois de cada três usuários e, com o cigarro eletrônico, não será diferente. Fumar e vaporizar são duas faces cruéis da mesma moeda cunhada no tabaco, que rouba os sonhos e a vida de seis milhões de pessoas a cada ano.

                 Stella Martins e Alberto Araújo. O Globo, 02/06/2015, “Opinião”, 1º caderno, Página 15

Em “dispositivos eletrônicos que liberam a nicotina” – 1º parágrafo, o termo em destaque é um pronome relativo, pois se refere à termo expresso anteriormente e introduz uma oração adjetiva. NÃO é pronome relativo o termo destacado em:
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Q565515 Português

Texto III: O copo ou o sapato?

Sempre me pareceu um pouco absurdo, até mesmo cruel, comparar um filme com o livro que lhe deu origem. É como se me perguntassem: “o que você prefere, um copo ou um sapato?” Naturalmente, um copo é mais adequado para beber do que um sapato. Em contrapartida, prefiro sapato para caminhar.

A primeira grande diferença entre um livro e um filme tem a ver com os custos da sua produção, algo que se reflete na liberdade de criação e, portanto, no objeto final. Explico-me: um romance fica barato. Escrever continua a ser um trabalho solitário, silencioso, artesanal. Um filme, pelo contrário, custa rios de dinheiro, e envolve um vasto número de pessoas. Um diretor nunca está sozinho. Frequentemente é forçado a fazer compromissos, escolhendo caminhos em que não acredita totalmente.

José Eduardo Agualusa. O Globo, 25/05/2015. Fragmento

Em “Sempre me pareceu um pouco absurdo, até mesmo cruel, comparar um filme com o livro que lhe deu origem.”, o pronome em destaque tem função coesiva e refere-se ao seguinte termo:

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Q565466 Português
Considerar o texto VI, para responder à questão.

Texto VI: O copo ou o sapato?

Sempre me pareceu um pouco absurdo, até mesmo cruel, comparar um filme com o livro que lhe deu origem. É como se me perguntassem: “o que você prefere, um copo ou um sapato?” Naturalmente, um copo é mais adequado para beber do que um sapato. Em contrapartida, prefiro sapato para caminhar. A primeira grande diferença entre um livro e um filme tem a ver com os custos da sua produção, algo que se reflete na liberdade de criação e, portanto, no objeto final. Explico-me: um romance fica barato. Escrever continua a ser um trabalho solitário, silencioso, artesanal. Um filme, pelo contrário, custa rios de dinheiro, e envolve um vasto número de pessoas. Um diretor nunca está sozinho. Frequentemente é forçado a fazer compromissos, escolhendo caminhos em que não acredita totalmente.

José Eduardo Agualusa.O Globo, 25/05/2015. Fragmento.
No trecho “... escolhendo caminhos em que não acredita totalmente”, o pronome relativo é precedido por preposição, devido à regência do verbo.
O mesmo motivo gramatical exige uso de preposição em:
Alternativas
Q565465 Português
Considerar o texto VI, para responder à questão.

Texto VI: O copo ou o sapato?

Sempre me pareceu um pouco absurdo, até mesmo cruel, comparar um filme com o livro que lhe deu origem. É como se me perguntassem: “o que você prefere, um copo ou um sapato?” Naturalmente, um copo é mais adequado para beber do que um sapato. Em contrapartida, prefiro sapato para caminhar. A primeira grande diferença entre um livro e um filme tem a ver com os custos da sua produção, algo que se reflete na liberdade de criação e, portanto, no objeto final. Explico-me: um romance fica barato. Escrever continua a ser um trabalho solitário, silencioso, artesanal. Um filme, pelo contrário, custa rios de dinheiro, e envolve um vasto número de pessoas. Um diretor nunca está sozinho. Frequentemente é forçado a fazer compromissos, escolhendo caminhos em que não acredita totalmente.

José Eduardo Agualusa.O Globo, 25/05/2015. Fragmento.
Em “Sempre me pareceu um pouco absurdo, até mesmo cruel, comparar um filme com o livro que lhe deu origem.”, o pronome em destaque tem função coesiva e refere-se ao seguinte termo:
Alternativas
Q565459 Português
Considerar o texto V, para responder à questão.

Texto V: E o castelo de areia ruiu.

Pisar em Cuba, referência para mim desde que comecei a me interessar mais seriamente por política, foi impactante. Já nas cercanias do aeroporto José Martí, em Havana, dois outdoors me impressionaram. Seus dizeres eram “Cuba, território livre do analfabetismo” e “Bem-vindo ao primeiro território livre da América”. A comunicação visual tinha dado um salto importante depois da revolução e outdoors como aqueles eram novidade para mim, tanto do ponto de vista estético, como no que se referia a seu uso político.
Décadas depois eles continuam sendo usados na comunicação do governo com a população e os visitantes do país em geral. Recordo-me dos dizeres de um dos que vi da última vez que estive em Cuba: “Hoje vão dormir nas ruas 200 milhões de crianças. Nenhuma delas é cubana”.
Logo percebi que a capacidade de expressão verbal do cubano médio era bem maior do que a do brasileiro médio. Consequência de um bom sistema de ensino, o cubano era capaz de articular seu pensamento com começo, meio e fim – concordasse ou não o interlocutor com o que ele dizia. No Brasil, até hoje, mais de 40 anos depois, parte expressiva da população tem dificuldades para exprimir de forma coerente o que pensa.

Cid Benjamin. Gracias a la vida: memórias de um militante. Rio de Janeiro: José Olympio, 2013. Páginas 146 – 147. Fragmento.
Ao longo do texto, é possível observar a ocorrência dos pronomes “mim” e “me”. Trata-se de um recurso discursivo que pode ser definido como:
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Q565445 Português

Considerar o texto III, para responder à questão.

Texto III: Bauman e os escritores

Laços secretos unem a literatura à sociologia. Irmãs muito próximas, elas têm, porém, uma relação muito difícil. “Sua relação é uma mistura de rivalidade com apoio mútuo”, diz o sociólogo polonês Zygmunt Bauman. A afirmação aparece em Para que serve a sociologia?, longo diálogo entre Bauman e os sociólogos Michael Hviid Jacobsen, da Universidade de Aalorg, Dinamarca e seu colega, Keith Tester, professor da Universidade de Hull, Inglaterra. Sou pego de surpresa: em algumas páginas, e apesar do título do livro, o sociólogo trata intensamente da literatura. Não esconde sua paixão pelas ficções e a segunda verdade que elas sustentam. E mostra como ela alimenta seu processo de trabalho pessoal.
[...]
Curioso que os jovens escritores – provavelmente copiando o que fazem os jovens sociólogos – estão sempre em busca de mandamentos que sustentem sua escrita. Esquecem-se de que o padrão (o parâmetro) não é um fim em si, mas apenas um meio. O fim deve ser sempre o homem e apenas ele. Recorda Bauman queos grandes escritores procuram “a verdade da vida real”, e não a “verdade absoluta”. Por isso, tanto eles quanto os sociólogos devem, em vez de visar o acerto e a perfeição, se expor a riscos e reconhecer a oscilação inerente ao conhecimento. Para isso, devem estimular em si mesmos o desejo de “aprender sobre as alternativas que permanecem inexploradas, desprezadas, negligenciadas ou ocultas de sua vista”.

José Castello. A literatura na poltrona. Jornal Rascunho, Abril, 2015. Fragmento

Sua relação é uma mistura de rivalidade com apoio mútuo". O pronome em negrito refere-se,no texto, à ligação entre:
Alternativas
Q565437 Português
Considerar o texto I, para responder à questão.

Texto I: Civilização virtual

Nos anos 60 os astronautas buscavam vida em outros planetas. Meio século depois é aqui mesmo que se descobre um outro tipo de vida: a incorpórea população que habita o ciberespaço.
As ideias, como as gerações, envelhecem e morrem. Maneiras de sentir e de ver o mundo têm prazo de validade. Confundidas com um trivial choque de gerações, as transformações profundas que estão em curso constituem uma mudança de era. São o sintoma da emergência de uma civilização desconhecida.
[...]
Paradoxo: essas tecnologias que supostamente nos aproximam do que é longínquo nos afastam dos mais próximos. A internet e os celulares nos oferecem tudo, salvo pessoas em carne e osso. O SMS economiza a viva voz como os twitters economizam os pensamentos. Conversamos com alguém do outro lado do mundo, vemos sua imagem, mas não sentimos o calor de sua presença.
Atropelando direitos, ignorando autores, Google age como uma superpotência e contra esse poder avassalador já se insurgem Estados como França e Alemanha. O ciberoráculo responde a qualquer questão, salvo de onde viemos e para onde vamos.

Rosiska Darcy de Oliveira. “Civilização Virtual”. Jornal O Globo, 11/11/2012. Fragmento.
“... as transformações profundas que estão em curso constituem uma mudança de era.” O que nesse segmento pertence à mesma classe gramatical que o termo em destaque em:
Alternativas
Respostas
8401: C
8402: C
8403: C
8404: E
8405: B
8406: E
8407: A
8408: A
8409: A
8410: A
8411: A
8412: A
8413: A
8414: A
8415: A
8416: A
8417: B
8418: C
8419: D
8420: C