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Questões de Concurso Comentadas sobre morfologia - pronomes em português

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Q638493 Português

INSTRUÇÃO: Leia o texto do grande poeta mato-grossense Manoel de Barros, em Memórias inventadas: a infância, e responda à questão.

      Hoje eu completei oitenta e cinco anos. O poeta nasceu de treze. Naquela ocasião escrevi uma carta aos meus pais, que moravam na fazenda, contando que eu já decidira o que queria ser no meu futuro. Que eu não queria ser doutor. Nem doutor de curar nem doutor de fazer casa nem doutor de medir terras. Que eu queria ser fraseador. Meu pai ficou meio vago depois de ler a carta. Minha mãe inclinou a cabeça. Eu queria ser fraseador e não doutor. Então, o meu irmão mais velho perguntou: Mas esse tal de fraseador bota mantimento em casa? Eu não queria ser doutor, eu só queria ser fraseador. Meu irmão insistiu: Mas se fraseador não bota mantimento em casa, nós temos que botar uma enxada na mão desse menino pra ele deixar de variar. A mãe baixou a cabeça um pouco mais. O pai continuou meio vago. Mas não botou enxada. 

Naquela ocasião escrevi uma carta aos meus pais, que moravam na fazenda, contando que eu já decidira o que queria ser no meu futuro. Que eu não queria ser doutor. Nesse trecho, há ocorrência da palavra que em quatro situações linguísticas. Sobre o uso em cada situação, assinale a afirmativa correta.
Alternativas
Q638227 Português
Assinale a alternativa cujo pronome relativo foi empregado de forma incorreta:
Alternativas
Q635851 Português

Leia o texto abaixo.  

                                              RENDA-SE

                                           O vestido curto,

                                             com abertura

                                              nas costas e

                                            renda, ressalta

                                             a feminilidade

                                            e a delicadeza

                                                  do look.

                    (Revista Picadilly, editora profashional, nº15, ano 7, p. 43, adaptado)


As palavras “renda-se” e “renda” presentes no texto se caracterizam por:

I. Serem um verbo e um nome.

II. Ambas podem ser antecedidas de artigo.

III. Somente a segunda pode ser antecedida de artigo.

IV. Ambas se combinam com pronomes átonos.

V. Somente a primeira se combina com pronome átono.

Está correto o que se afirma apenas em:  

Alternativas
Q635847 Português

Analise as frase abaixo extraídas da Revista Língua Portuguesa, nº 36, maio 2012.

I. Já disseram-lhe a verdade.

II. Já lhe disseram a verdade.

III. Me contaram a estória inteira.

IV. Contaram-me a estória inteira.

V. Tendo-se ausentado, perdeu o prêmio.

VI. Tendo ausentado-se, perdeu o prêmio.

Com relação à colocação pronominal, estão corretas as formas a serem usadas na linguagem escrita:

Alternativas
Q634336 Português
Analise o seguinte trecho: “Daí a pouco, da bruta escuridão, surgiram dois olhos luminosos, fosforescentes, como dois vagalumes. Um sapo cururu grelou-os e ficou deslumbrado, com os olhos esbugalhados, presos naquela boniteza luminosa.” Marque a alternativa que apresenta a expressão a qual o pronome pessoal oblíquo átono “os” se refere.
Alternativas
Ano: 2015 Banca: MPE-RS Órgão: MPE-RS Prova: MPE-RS - 2015 - MPE-RS - Assessor - Letras |
Q632747 Português

Leia o fragmento abaixo, extraído e adaptado de documento oficial. 

1 A pendência ao julgamento do recurso de apelação, interposto pelo Ministério Público, não

2 obsta a obtenção de benefícios na execução da pena à teor do que dispõe a Súmula do

3 Supremo Tribunal Federal: "Admite-se a progressão de regime de cumprimento da pena ou

4 a aplicação imediata de regime menos severo nela determinada, antes do trânsito em

5 julgado da sentença condenatória". No caso específico dos autos, contudo, o Paciente não

6 encontra-se preso preventivamente o que impede a pretendida expedição de guia

7 provisória de cumprimento de pena. Habeas corpus denegado.

Este fragmento apresenta problemas com relação à correção gramatical. A esse respeito, considere os seguintes itens do ponto de vista da correção gramatical do fragmento. 
1 - uso da preposição a depois da palavra pendência (l. 1) 2 - uso de vírgula antes e depois de interposto pelo Ministério Público (l.1) 3 - ausência de vírgula depois de pena (l. 2) 4 - uso de crase na expressão à teor(l. 2) 5 - uso do termo cumprimento (l. 3 e 7) 6 - posposição do pronome se na forma verbal encontra-se (l. 6) 7 - ausência de vírgula depois de preventivamente (l. 6) 8 - uso de itálico na expressão Habeas corpus (l. 7)
Dos itens arrolados acima, estão em desacordo com as regras de correção gramatical da Língua Portuguesa apenas dos itens
Alternativas
Ano: 2015 Banca: MPE-RS Órgão: MPE-RS Prova: MPE-RS - 2015 - MPE-RS - Assessor - Letras |
Q632742 Português

Instrução: A questão esta relacionada à redação oficial.

Assinale a alternativa que preenche corretamente as lacunas tracejadas do enunciado abaixo.

Peço a Vossa Excelência que _________ o relatório de gestão ao ________ Assessor em Letras, a fim de que este ________ devolva o texto revisado.

Alternativas
Ano: 2015 Banca: MPE-RS Órgão: MPE-RS Prova: MPE-RS - 2015 - MPE-RS - Assessor - Letras |
Q632738 Português

Assinale a alternativa que preenche corretamente as lacunas dos enunciados abaixo, na ordem em que aparecem. 

1. Já comuniquei ao Procurador-Geral o fato _____você se refere. 

2. Trabalho em uma repartição pública _____ os servidores são numerosos.

3. São poucos os colegas________ nome não me lembro.

4. Os professores são pessoas ______ opiniões devemos considerar

Alternativas
Q631906 Português
São exemplos de pronomes demonstrativo, indefinido e relativo, respectivamente:
Alternativas
Q629249 Português
Indique a frase em que a utilização do pronome pessoal é típica da linguagem coloquial:
Alternativas
Q625757 Português
Texto 2 – Semana Nacional do Trânsito

      Estamos no último dia da Semana Nacional do Trânsito e vamos encerrar falando sobre o tema que foi bem escolhido pelo Denatran: Seja Você a Mudança no Trânsito.

      Vivemos numa sociedade que tem o hábito de responsabilizar o Estado, autoridades e governos pelas mazelas do país. Em muitos casos são críticas absolutamente procedentes, mas, quando o tema é segurança no trânsito, não nos podemos esquecer que quem faz o trânsito são seres humanos, ou seja, somos nós.

      Deveríamos aproveitar a importância desta semana para refletir sobre nosso comportamento como pedestres, passageiros, motoristas, motociclistas, ciclistas, pais, enfim, como cidadãos cujas ações tem reflexo na nossa segurança, assim como dos demais. O pedestre que não respeita a faixa coloca em risco sua vida e também a do motorista e de terceiros. Muitas vezes para desviar de um pedestre e evitar seu atropelamento, um motorista perde o controle do veículo e provoca um acidente grave com outras pessoas que nada têm a ver com o comportamento do pedestre. Não precisamos nem aprofundar as consequências dos motoristas que andam em excesso de velocidade, sob efeito de álcool, ou que dirigem uma carreta cansados. São todos fatores humanos que contribuem para o que chamamos de acidente.

      (....) Nesta semana nacional do trânsito pelo menos mil pessoas vão ter morrido nas ruas e nas estradas. Não podemos mais tolerar esses números e, para que isso mude realmente, é preciso que você e cada um de nós sejamos de fato os agentes da mudança na direção de um trânsito mais seguro. Com certeza você pode contribuir para isso, aproveite esta semana para refletir e conversar sobre o tema com seus entes queridos e amigos, afinal, quem morre no trânsito é amigo ou parente de alguém. Ninguém está livre disso.

                                                          Rodolfo Alberto Rizzotto (adaptado)
Nesta semana nacional do trânsito pelo menos mil pessoas vão ter morrido nas ruas e nas estradas. Não podemos mais tolerar esses números e, para que isso mude realmente, é preciso que você e cada um de nós sejamos de fato os agentes da mudança na direção de um trânsito mais seguro. Com certeza você pode contribuir para isso, aproveite esta semana para refletir e conversar sobre o tema com seus entes queridos e amigos, afinal, quem morre no trânsito é amigo ou parente de alguém.Ninguém está livre disso".

Nesse parágrafo do texto 2, há um conjunto de demonstrativos empregados de forma correta. O comentário inadequado sobre seu emprego é:
Alternativas
Q623296 Português
      Em 1956, John McCarthy, um cientista da computação do Dartmouth College, então com menos de 30 anos, cunhou a expressão inteligência artificial (IA). De forma simples como os aros pesadões de seus óculos, ele definiu o novo campo de estudos: “A engenharia de fabricar máquinas inteligentes".

      A ambição de criar robôs dotados de esperteza é anterior, remete aos mitos da Grécia antiga, tal qual o de Talo, o gigante de bronze criado pelos deuses. Mas foi só a partir de meados do século passado, com o trabalho de estudiosos como McCarthy, que a chance de produzir androides come- çou a ser levada a sério. Rapidamente brotaram medos exagerados e possibilidades descabidas, refletidas na ficção em obras da literatura. O exemplo mais evidente é o clássico Eu, Robô, de Isaac Asimov – no qual se apresentaram as Três Leis da Robótica, que controlariam a IA e, desrespeitadas, gerariam monstros de ferro e alumínio nas veias. Hoje, sabe- -se que não passa de bobagem a mirabolante visão de um futuro de guerras fratricidas contra nossas crias.

      A IA progrediu e, silenciosamente, está perto de superar a capacidade mental humana, principalmente em tarefas padronizadas e exatas, como nos cálculos financeiros ou na promessa de carros sem motorista. Não há o conflito desenhado, a não ser no cinema. É cada um na sua. As máquinas não param de evoluir, mas estritamente como máquinas. Os humanos serão cada vez mais humanos, com fraquezas, inseguranças e imperfeições.

      Pedir a um software capaz de pintar como Van Gogh que cortasse a própria orelha deixaria os algoritmos tontos, perdidos, incapazes de entender o comando suicida.

(Felipe Vilic, Raquel Beer e Rita Loiola, Cada um na sua. Veja, 22.07.2015, p. 78. Adaptado)
Assinale a alternativa em que a pontuação e o emprego de pronomes e verbos estão de acordo com a norma-padrão.
Alternativas
Q623295 Português
      Em 1956, John McCarthy, um cientista da computação do Dartmouth College, então com menos de 30 anos, cunhou a expressão inteligência artificial (IA). De forma simples como os aros pesadões de seus óculos, ele definiu o novo campo de estudos: “A engenharia de fabricar máquinas inteligentes".

      A ambição de criar robôs dotados de esperteza é anterior, remete aos mitos da Grécia antiga, tal qual o de Talo, o gigante de bronze criado pelos deuses. Mas foi só a partir de meados do século passado, com o trabalho de estudiosos como McCarthy, que a chance de produzir androides come- çou a ser levada a sério. Rapidamente brotaram medos exagerados e possibilidades descabidas, refletidas na ficção em obras da literatura. O exemplo mais evidente é o clássico Eu, Robô, de Isaac Asimov – no qual se apresentaram as Três Leis da Robótica, que controlariam a IA e, desrespeitadas, gerariam monstros de ferro e alumínio nas veias. Hoje, sabe- -se que não passa de bobagem a mirabolante visão de um futuro de guerras fratricidas contra nossas crias.

      A IA progrediu e, silenciosamente, está perto de superar a capacidade mental humana, principalmente em tarefas padronizadas e exatas, como nos cálculos financeiros ou na promessa de carros sem motorista. Não há o conflito desenhado, a não ser no cinema. É cada um na sua. As máquinas não param de evoluir, mas estritamente como máquinas. Os humanos serão cada vez mais humanos, com fraquezas, inseguranças e imperfeições.

      Pedir a um software capaz de pintar como Van Gogh que cortasse a própria orelha deixaria os algoritmos tontos, perdidos, incapazes de entender o comando suicida.

(Felipe Vilic, Raquel Beer e Rita Loiola, Cada um na sua. Veja, 22.07.2015, p. 78. Adaptado)
Assinale a alternativa que reescreve o trecho destacado em – Pedir a um software capaz de pintar como Van Gogh que cortasse a própria orelha deixaria os algoritmos tontos, perdidos, incapazes de entender o comando suicida. – de acordo com a norma-padrão de emprego do sinal indicativo de crase e de colocação de pronomes.
Alternativas
Q622131 Português
Selecione a alternativa que não faz o uso da colocação pronominal adequada:
Alternativas
Q621607 Português
Assinale a única alternativa que apresenta uma situação em que o pronome oblíquo destacado não pode ser classificado como pronome recíproco.
Alternativas
Q620680 Português
Com relação aos pronomes de tratamento, os termos utilizados nas orações a seguir estão corretos, EXCETO:
Alternativas
Q618508 Português
Assinale a alternativa que completa correta e respectivamente os períodos a seguir, empregando as palavras: mim e eu.

I. Essa blusa é para________ e não para minha irmã.

II. Um sorriso é a menor distância entre________ e você.

III. Na gravidez, seria muito difícil para________fazer um curso de inglês.
Alternativas
Q617915 Português

OBS: Não serão exigidas as alterações introduzidas pelo Decreto Federal 6.583/2008 - Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa, alterado pelo Decreto nº 7.875/2012 que prevê que a implementação do Acordo obedecerá ao período de transição de 1º de janeiro de 2009 a 31 de dezembro de 2015, durante o qual coexistirão a norma ortográfica atualmente em vigor e a nova norma estabelecida.”. 

O destino viaja de ônibus 

    O que era para ser uma rotineira e inconsequente viagem, entre duas pequenas localidades, acaba mudando o destino de muitas vidas. O ônibus atola por causa de uma tempestade e está pronto o cenário. No percurso, cada passageiro criara um ______ de privacidade e proteção, cada um deles ruminando os próprios problemas. A partir daí começa a socialização. Juan, Alice, Camile, Tim tomam consciência que formam uma comunidade e o destino deles ainda não fora definido.
     “O destino viaja de ônibus” é um dos grandes romances do norte-americano John Steinbeck, Prêmio Nobel de Literatura de 1962. Ele assume uma das comparações favoritas da existência: a vida é uma grande viagem. Somos nós e nossas circunstâncias. Uma viagem monótona pode tomar cores vivas. A pessoa pode estar no lugar errado no momento errado. Ou ao contrário: estar no lugar certo no momento certo. Mesmo assim não podemos atribuir tudo _____ sorte ou ao azar.
    Afinal, você foi até o Terminal Rodoviário, escolheu o destino, escolheu o horário, escolheu o ônibus e até mesmo foi consultado sobre a poltrona favorita. Mas não escolheu os demais que viajariam no ônibus e também não teve qualquer decisão sobre o bom ou mau tempo, sobre a tempestade e sobre o atoleiro. Nossas escolhas ______ sempre alguma conexão entre elas. Depois surgem os outros e as circunstâncias.
    Podemos aumentar a alegoria lembrando que cada um dos viajantes carrega sua mala. Há malas importadas, malas que já fizeram muitas viagens, malas quase vazias, malas que transportam dinheiro, malas que transportam coisas inúteis, malas grandes ou pequenas, cada uma com um nome e todas elas protegendo seu segredo.
     Os fatalistas garantem que tudo está decidido. Temos a sensação de liberdade, mas esta liberdade é redirecionada a cada curva do caminho. Os imprevistos têm força de _____. Outros são de opinião que somos inteiramente livres e construímos sozinhos o nosso projeto.
    Quando nascemos, carregamos nosso destino. Somos feitos, direcionados, para Deus. As circunstâncias que surgem podem mudar o roteiro, podem nos levar longe do projeto original. Mas Deus refaz nosso projeto para alcançarmos um final feliz. Por outro lado, a felicidade não está no fim do caminho, mas é um modo de viajar. [...]

(Aldo Colombo – Jornal Correio Riograndense – Edição nº 5417 - disponível em http://www.correioriograndense.com.br – acesso em 15/04/2015 - adaptado)
Quanto ao sentido de palavras empregadas no texto, analise cada uma das afirmações a seguir e assinale a INCORRETA:
Alternativas
Q617594 Português
                                        As sandálias da humildade

Ignorar a existência de um problema equivale a eternizá-lo. Albert Einstein já dizia que só quando a gente reconhece uma limitação é que se torna capaz de superá-la.
Os japoneses entendem essa lição de forma clara. Dei-me conta disso com a reação das autoridades aos resultados do Programa Internacional de Avaliação de Estudantes, da OCDE, que compara o rendimento de secundaristas em diferentes países. Os estudantes do Japão alcançaram o quarto lugar em leitura e em ciências e o sétimo em matemática. Tais resultados representaram uma melhora da posição do Japão nas três matérias em relação ao exame anterior.
No entanto, não se viu discurso triunfalista; os resultados foram recebidos com sobriedade. A maioria dos comentários chamava a atenção para a importância de que se fizessem esforços ainda maiores para aprimorar a qualidade acadêmica e a competitividade internacional dos estudantes japoneses.
Na mesma avaliação, o Brasil também melhorou em leitura, matemática e ciências. As autoridades brasileiras saudaram os resultados como "grande avanço".
Talvez seja a influência da cultura japonesa em mim, mas acho muito cedo para nos vangloriarmos. Nesse campo, vejo mais batalha que vitória. Fizemos progressos, mas poderíamos ter feito muito mais. Entre 65 países avaliados, o Brasil ficou em 58º. Nossa posição é, em si, vergonhosa. Acabamos bem abaixo da média. Saímos reprovados.
Somos um país em desenvolvimento. Temos nossas limitações. No entanto, para superá-las, primeiro temos de reconhecê-las, como sugeriu Albert Einstein. Recentemente, o ministro dos Esportes anunciou que alguns dos estádios prometidos para a Copa não serão entregues no prazo contratado. Algo no planejamento ou na execução dos projetos falhou. Essas coisas acontecem. Todo mundo está sujeito a atrasos involuntários. Mas a primeira coisa que a gente faz quando se atrasa é desculpar-se. A segunda é explicar o atraso a quem teve de aguentá-lo.
O ministro não fez nem uma coisa nem outra. Comparou a Copa do Mundo a um casamento e os estádios a noivas, que sempre se atrasam. Esqueceu-se, no entanto, de considerar que, nos casamentos, a festa é paga com recursos privados. A construção dos estádios, porém, é financiada com verbas públicas. No caso da noiva, o atraso pode ser charme. No caso de obras públicas, atrasos nada mais são do que falhas, involuntárias ou não, de quem é responsável por construí-las.
Para corrigir esse tipo de problema, precisamos admitir sua existência. Somos um país em desenvolvimento. Temos o direito de errar. Mas, se não aprendermos com os nossos erros, ficaremos em desenvolvimento para sempre - ou, pelo menos, por mais tempo do que seria necessário. Uma vez mais, chegaremos atrasados.
Para acelerar o passo, talvez devêssemos calçar mais frequentemente as sandálias da humildade. Quem sabe elas tornem mais rápida a longa caminhada que, como país, ainda temos diante de nós.

(Alexandre Vidal Porto – Folha de São Paulo – adaptado)

A questão a seguir refere-se ao texto acima:


Leia as afirmativas a seguir, a respeito do texto:


I – Em “No entanto, não se viu discurso triunfalista; ...” a próclise é obrigatória por causa da palavra “não”, que atrai o pronome.

II – No trecho “Albert Einstein já dizia que só quando a gente reconhece...” o verbo “dizia” é classificado como REGULAR.

III – Em “estudantes japoneses” (3º parágrafo) a palavra “japoneses” é um adjetivo pátrio que qualifica o substantivo ao qual se refere.

IV – No período “Esqueceu-se, no entanto, de considerar que, nos casamentos, a festa é paga com recursos privados.” a conjunção “no entanto” é coordenativa adversativa.


Estão corretas:

Alternativas
Q617593 Português
                                        As sandálias da humildade

Ignorar a existência de um problema equivale a eternizá-lo. Albert Einstein já dizia que só quando a gente reconhece uma limitação é que se torna capaz de superá-la.
Os japoneses entendem essa lição de forma clara. Dei-me conta disso com a reação das autoridades aos resultados do Programa Internacional de Avaliação de Estudantes, da OCDE, que compara o rendimento de secundaristas em diferentes países. Os estudantes do Japão alcançaram o quarto lugar em leitura e em ciências e o sétimo em matemática. Tais resultados representaram uma melhora da posição do Japão nas três matérias em relação ao exame anterior.
No entanto, não se viu discurso triunfalista; os resultados foram recebidos com sobriedade. A maioria dos comentários chamava a atenção para a importância de que se fizessem esforços ainda maiores para aprimorar a qualidade acadêmica e a competitividade internacional dos estudantes japoneses.
Na mesma avaliação, o Brasil também melhorou em leitura, matemática e ciências. As autoridades brasileiras saudaram os resultados como "grande avanço".
Talvez seja a influência da cultura japonesa em mim, mas acho muito cedo para nos vangloriarmos. Nesse campo, vejo mais batalha que vitória. Fizemos progressos, mas poderíamos ter feito muito mais. Entre 65 países avaliados, o Brasil ficou em 58º. Nossa posição é, em si, vergonhosa. Acabamos bem abaixo da média. Saímos reprovados.
Somos um país em desenvolvimento. Temos nossas limitações. No entanto, para superá-las, primeiro temos de reconhecê-las, como sugeriu Albert Einstein. Recentemente, o ministro dos Esportes anunciou que alguns dos estádios prometidos para a Copa não serão entregues no prazo contratado. Algo no planejamento ou na execução dos projetos falhou. Essas coisas acontecem. Todo mundo está sujeito a atrasos involuntários. Mas a primeira coisa que a gente faz quando se atrasa é desculpar-se. A segunda é explicar o atraso a quem teve de aguentá-lo.
O ministro não fez nem uma coisa nem outra. Comparou a Copa do Mundo a um casamento e os estádios a noivas, que sempre se atrasam. Esqueceu-se, no entanto, de considerar que, nos casamentos, a festa é paga com recursos privados. A construção dos estádios, porém, é financiada com verbas públicas. No caso da noiva, o atraso pode ser charme. No caso de obras públicas, atrasos nada mais são do que falhas, involuntárias ou não, de quem é responsável por construí-las.
Para corrigir esse tipo de problema, precisamos admitir sua existência. Somos um país em desenvolvimento. Temos o direito de errar. Mas, se não aprendermos com os nossos erros, ficaremos em desenvolvimento para sempre - ou, pelo menos, por mais tempo do que seria necessário. Uma vez mais, chegaremos atrasados.
Para acelerar o passo, talvez devêssemos calçar mais frequentemente as sandálias da humildade. Quem sabe elas tornem mais rápida a longa caminhada que, como país, ainda temos diante de nós.

(Alexandre Vidal Porto – Folha de São Paulo – adaptado)

A questão a seguir refere-se ao texto acima:


Assinale a opção em que o termo destacado NÃO pertence à mesma classe de palavras dos destacados nas demais opções:

Alternativas
Respostas
8241: A
8242: D
8243: B
8244: E
8245: E
8246: E
8247: D
8248: C
8249: B
8250: B
8251: D
8252: E
8253: C
8254: D
8255: C
8256: D
8257: D
8258: D
8259: C
8260: B