Questões de Concurso Comentadas sobre morfologia - pronomes em português

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Q1394614 Português

BELEZA


    A beleza está nos olhos da dona Maria Francisca. Há alguns dias, ela não estava tão bela. Deitada na maca, com suplemento de oxigênio em suas narinas, sua fala ainda cansada e intercortada, buscava me deixar feliz dizendo que estava melhorando. Mesmo no seu pior dia, olhava-me com seus marejados e dizia: só um pouco de falta de ar. Em alguns dias, por preceitos que ultrapassam qualquer lógica natural da vida, ela melhorou. Respirava agora por conta própria. Enchia o peito e agora dizia com fôlego: estou ótima, graças ao senhor e a Deus! Mais belas que sua face agora corada estavam naquele momento as lágrimas que desciam de seus olhos. Mais belas estavam sua fé e força de vontade. Minha função foi cumprida, mas meu esforço foi recompensado. Não há beleza maior que a gratidão mais sincera.

Texto adaptado. Fonte: https://www.passeidireto.com/arquivo/19626867/ exercicio-de-comu-e-expressao-questoes-objetivas-de-g1

Para a construção de um texto, é necessária a junção de fatores referentes tanto aos aspectos formais como as relações sintático-semânticas, quanto às relações entre o texto e os elementos que o circundam: falante, ouvinte, situação pragmática. Assinale a alternativa correta quanto ao que se afirma a respeito dos mecanismos sintático-semânticos mencionados ou em destaque nas expressões a seguir retiradas do texto.

Alternativas
Q1394282 Português

TEXTO

AUDIÊNCIA PÚBLICA


A audiência pública realizada esta semana no DF reuniu representantes dos Conselhos Comunitários de Segurança (Conseg) de diversas cidades do Distrito Federal e o comando da Polícia Militar do DF na manhã desta terça-feira, 1º de setembro, no plenário da Casa. O intuito foi debater questões de segurança pública. Da audiência pública saiu a cobrança ao GDF de mais eficiência do serviço 190. Conselheiros reclamaram que o serviço é inoperante: o número não atende diuturnamente, há demora durante o atendimento ao usuário e ineficiência no envio de viaturas.

Entre as sugestões de integrantes dos Conseg está a descentralização do serviço 190, localizado na Secretaria de Segurança Pública, para os comandos das PM, além da modernização e desburocratização do serviço. José Valmir dos Santos, de Samambaia, um dos conselheiros que se manifestaram em plenário, disse que o “190 pode ser útil para alimentar bancos de dados, mas não como atendimento de emergência”, porque, segundo ele, “muitas perguntas são feitas à comunidade em um serviço que era para ser emergencial”.

Liliane destacou que “o 190 é um serviço para o qual as pessoas ligam quando estão em situação de desespero”. Segundo a parlamentar, há vários relatos de dificuldade de acesso do cidadão a esse serviço. “Precisamos encontrar soluções para que o cidadão não se sinta abandonado pelo Estado”, declarou. Ela prometeu levar as sugestões dos conselheiros ao governador.

No primeiro período do texto aparece duas vezes o pronome demonstrativo ESTA – esta semana; desta terça-feira. A opção pela forma ESTA e não ESSA ou AQUELA se deve ao fato de que essa forma de demonstrativo:
Alternativas
Q1394233 Português

Imagem associada para resolução da questão

Disponível em: <http://soumaisenem.com.br/sites/default/files/20110901135852584.jpg>.

Acesso em: 19 jul. 2016. 


Os pronomes demonstrativos isto e isso foram usados na tirinha como indicadores

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Q1394184 Português

Memórias do Cárcere, Capítulo II

Graciliano Ramos


No começo de 1936, funcionário na instrução pública de Alagoas, tive a notícia de que misteriosos telefonemas, com veladas ameaças, me procuravam, o endereço. Desprezei as ameaças: ordinariamente o indivíduo que tenciona ofender outro não o avisa. Mas os telefonemas continuaram. Mandei responder que me achava na repartição diariamente, das nove horas ao meio-dia, das duas às cinco da tarde. Não era o que pretendiam. Nada de requerimentos: queriam visitar-me em casa.

(RAMOS, Graciliano. Memórias do cárcere. 49.ed. Rio de Janeiro: Record, 2015. p.17)

Assinale a alternativa que analisa a devida colocação pronominal, segundo a norma culta, dos termos destacados no texto, respectivamente:
Alternativas
Q1393321 Português
Assinale a alternativa que apresenta, RESPECTIVAMENTE, pronome possessivo, pronome demonstrativo, pronome pessoal e pronome de tratamento.
Alternativas
Q1393319 Português
O porquê das coisas


Somos movidos a responder as nossas próprias perguntas, os pontos de interrogação ecoam na nossa mente e tendem a nos incomodar desde sempre, quando temos cinco anos de idade somos invadidos por uma onda de curiosidade, e muitas das nossas frases começam com “por que?”, geralmente nossos pais sempre tinham boas respostas para nos dar durante a infância, mas a gente cresce e continuamos com um caminhão de novas perguntas, a nossa volta, “quem somos?”, “de onde viemos?”, “para onde vamos?”...

Com o passar do tempo o homem passou a ter um olhar mais profundo do próprio ser humano, desde então as máquinas ganharam grande espaço trazendo consigo a idéia do racionalismo interligado ha ciência que trouxe inúmeras respostas, a vida nunca mais foi à mesma desde que o homem começou a ter uma postura mais racional, mas o que significa ser racional? Buscamos sempre a verdade, buscando a verdade, procuramos o porquê das coisas e sempre que encontram as respostas temos uma postura racional. Mas nenhum ser é completamente racional, já que todos nós temos perguntas a serem respondidas, então acabamos escolhendo o que acreditar, é como ter fé por exemplo.

Essa ânsia de sempre querer fazer novas descobertas e entender mais o mundo a nossa volta é algo que estará presente sempre durante a nossa vida, há muito o que aprender, mas será que tudo tem uma resposta? A única coisa que sabemos é que enquanto estivermos vivos, sempre haverá dúvidas, já que para cada resposta existe inúmeras outras perguntas. Talvez a própria falta de respostas seja a resposta que nem tudo tem verdadeiramente uma resposta.

“Não são as respostas que movem o mundo, são as perguntas.” 

Maíra Cunha. O porquê das coisas. Disponível em:<http://fazdecontatxt.blogspot.com.br/2013/02/o-porque-das-coisas.
htm> . Acesso em: 08/11/2016.

Considerando a função morfológica das unidades lexicais “mente” (l. 2), “nos” (l. 4), “profundo” (l. 7) e “as” (l. 8), assinale a opção que apresenta, RESPECTIVAMENTE, a categoria morfológica exercida no texto por essas palavras.
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Q1391576 Português

Doenças transmitidas pelo Aedes aegypti têm explosão

em novo balanço da Saúde


    O número de casos de dengue em Minas Gerais, nos três primeiros meses deste ano, supera o mesmo período de 2013, quando ocorreu a pior epidemia já registrada da doença no estado. Enquanto de janeiro a março daquele ano foram 245.304 ocorrências, em igual período de 2016 já são 251.315 registros, de acordo com o Boletim Epidemiológico de Monitoramento dos Casos de Dengue, Chikungunya e Zika Vírus, divulgado ontem pela Secretaria de Estado da Saúde (SES-MG). Foram confirmadas 30 mortes causadas pela doença no estado, uma a mais que no último balanço.

    O boletim também aponta uma explosão nos casos de zika, atribuída à mudança no critério de diagnóstico. De 10 casos, conforme boletim divulgado na semana passada, o número saltou para 789. De acordo com critérios do Ministério da Saúde, quando há confirmação da circulação do vírus nos municípios, não é mais necessária a realização de exames laboratoriais, passando a ser considerados para a confirmação do diagnóstico apenas os exames clínicos. O documento também demonstrou que foram confirmados oito casos da febre chikungunya em Belo Horizonte, Santa Vitória, Limeira do Oeste, Nanuque e Água Comprida. A secretaria informa que todos os casos foram importados, uma vez que a infecção ocorreu em estados do Nordeste brasileiro.

    O aumento dos casos contrasta com o número de vistoria em residências em Minas. As visitas domiciliares, que estão entre as principais ações para o combate ao Aedes aegypti, estão longe de alcançar a totalidade de imóveis. Das 7,2 milhões de residências no estado, apenas 45,98% foram vistoriadas, de acordo com dados divulgados ontem pelo Ministério da Saúde. O percentual coloca Minas em sétimo lugar no ranking nacional, liderado por Rondônia, onde 62,37% dos imóveis foram vistoriados. Entre as federações do Sudeste, Minas é o melhor colocado ficando à frente de Espírito Santo (40,69%), Rio de Janeiro (37,91%) e São Paulo (33,68%). Segundo a Secretaria Municipal de Saúde de Belo Horizonte, até fevereiro, dos 886 mil imóveis da capital, foram vistoriados 370 mil. 

     Para tentar reduzir as pendências de casas em que o acesso foi vedado, a Defesa Civil de Belo Horizonte adotou estratégia ostensiva para localizar os proprietários. Como muitos não são encontrados durante o dia, técnicos visitarão as residências, no período noturno, para tentar agendar a visita dos agentes de combate a endemias (ACE). “Estamos fazendo um piloto no Barreiro para identificarmos as dificuldades. O nosso objetivo é diminuir ao máximo o número de pendências”, afirma o coordenador da Defesa Civil de BH, coronel Alexandre Lucas. Cerca de 20% não receberam a visita de agentes ou porque os moradores não estão em casa ou não permitiram a entrada.

    Desde que a Prefeitura de Belo Horizonte (PBH) decretou estado de emergência em razão da infestação do Aedes aegypti, já foram realizadas 75 ações de entrada forçada em imóveis. De acordo com o município, a partir do Decreto 16.182, de dezembro de 2015, o poder público pôde intensificar as ações intersetoriais no combate ao mosquito. 

    Além das visitas dos ACEs e agentes comunitários de saúde (ACS), também são realizados mutirões nas regionais. A gerente de Vigilância em Saúde e Informação da Secretaria Municipal de Saúde de Belo Horizonte, Maria Tereza da Costa, pontuou que este tem sido um ano atípico. Ela lembra que o número de casos começou a aumentar em janeiro. Diante desse quadro de proliferação do vetor, a especialista destaca que uma das principais ações são os mutirões. Até o momento, foram feitos 85 e retiradas 3 mil toneladas de lixo. “Toda semana, são realizados mutirões com visita de uma média de 3 mil residências em cada uma das regionais”, informa.

Disponível em: http://www.em.com.br/app/noticia/gerais/2016/03/30/interna_gerais,748385/doencastransmitidas-pelo-aedes-aegypti-tem-explosao-em-novo-balanco-d.shtml Acesso em: 09 abr. 2016.

O termo destacado é pronome em:
Alternativas
Q1391397 Português

Leia, atentamente, o texto.

TESTES DE TV

Walcyr Carrasco


    O pedido que mais recebo, como autor de televisão, se resume no seguinte: “Quando tiver testes na Globo, me avisa!”. Tento ser gentil. Explico que esses testes não existem. Não da forma como estão pensando. Nenhuma televisão ou produtora abre testes indiscriminadamente. Imaginem se a Globo avisasse que dia tal, mês tal, haveria testes livres para quem chegasse. Juntaria uma multidão na porta, capaz de demolir o Projac! Sei por mim.

    Certa vez, no início de uma novela, recebi inúmeros pedidos para testes pelo Twitter. Faz uns dez anos. Era um asno em termos de internet. Perguntei à produtora de elenco, Rosane, se podia dar o e-mail dela para quem pedisse testes. O produtor de elenco, na televisão, é quem busca os atores, de acordo com perfis de personagens, idades, tipos físicos. Quando não se trata de alguém famoso, com trabalho conhecido, eu e o diretor vemos só o material filtrado pelo produtor, de quem já tem material gravado no departamento de recursos artísticos da Globo. Ou de uma descoberta, quando é um perfil muito específico, como a Angel (Camila Queiroz) de Verdades secretas. Tinha de ter tipo de modelo, mais de 18 anos, mas rosto de ninfeta. Bem, naquela época, dei no Twitter o email da produtora Rosane. No dia seguinte, a internet do Projac caiu, tal o número de mensagens. A Rosane teve de criar outro e-mail. A direção da Globo pediu que eu nunca mais fizesse isso. Imaginem isso fisicamente. Milhares de pessoas pedindo senha para fazer teste. Teste para o quê? Não é assim que se escolhe um papel.

    Eu escrevo a trama, chamada sinopse. Anexo a relação de cenários e personagens com o perfil de cada um. Testes, só de acordo com as características exigidas. Entre atores já profissionalizados. Ou seja, que têm o DRT, o direito de exercer a profissão. Para conseguir o DRT, ou se faz um curso legalizado de uns três anos ou se presta um exame no sindicato, com a comprovação de trabalhos em teatro, inclusive. Só com DRT, o ator ou atriz podem se candidatar a um papel. Pode ser a mulher mais linda do mundo. Se a personagem tiver de parecer uma mulher comum, a bonitona não fará o teste. Os atores profissionais sabem disso. Em geral, quem implora por testes tem pouca conexão real com a profissão. Quando eu trabalhava no SBT, vi uma fila de candidatas a assistentes de palco do programa Silvio Santos. Era imensa, dobrava a esquina do estacionamento.

    Conhecer alguém ajuda? Claro. Se eu assistir a uma peça, gostar de um trabalho de alguém, indico. Certa vez, fui a um espetáculo, levado pelo produtor de elenco, para ver um determinado ator. Mas gostei de outro, o Fábio Lago, um grande comediante. Levou o papel em Caras & bocas e fez um enorme sucesso. Mas já era um profissional!

   Pior é a situação das crianças. Em geral, são as mães, tias e avós encantadas pelo que acham ser um talento. É normal, hoje em dia, que uma criança goste de fazer vídeos, cante, dance. Isso não significa que deseje ser ator mirim. Hoje, com as leis e o Estatuto do Menor, a propaganda de produtos infantis na TV está muito restrita. Usam-se poucas crianças em publicidade, o que diminui o mercado em São Paulo. Uma rede de televisão séria, como a Globo, jamais pegaria um menino paulista para gravar no Rio de Janeiro sem residência carioca, o acompanhamento de um responsável, pai ou mãe, matrícula na escola e jornada diária pequena. Chamar alguém de São Paulo ou de outro Estado para gravar no Rio é difícil. Mas inúmeras “agências de talentos” não contam isso. Cobram a realização de um book fotográfico. Claro, o book é essencial para mostrar o tipo físico, a expressão. Uma boa parte das agências não vai arrumar publicidade alguma. Ou papel em televisão. Vive de fazer books. A família economiza, reúne centavos, faz o book e não tem mais notícias.[...]

    O público é sábio, percebe quando um ator é bom. Melhor estar preparado. [...] Se você sonha com um teste na TV, precisa de formação. Talento natural existe. Mas até diamante precisa ser burilado para brilhar.

http://epoca.globo.com/colunas-e-blogs/walcyr-carrasco/noticia/2016/02/testes-de-tv.html (Adaptado)

Os termos destacados são pronomes demonstrativos, EXCETO em:
Alternativas
Q1391358 Português
UM PAÍS SE FAZ COM SAPATOS E LIVROS

Leo Cunha

     Outro dia, numa palestra, eu escutei uma frase genial do Pedro Bandeira, aquele escritor que você deve estar cansado de conhecer. [...] 
     Pois bem: o Pedro estava num colégio carérrimo e chiquérrimo de São Paulo quando uma madame veio reclamar do preço dos livros. Nosso caro escritor - carérrimo, segundo a madame - olhou pros filhos dela e viu que os dois estavam de tênis importado.
     Então o Pedro – que, apesar do nome, não costuma dar bandeira – virou pra ela e soltou a seguinte frase: “Ô, minha senhora, não é o livro que é caro. É a senhora que prefere investir no pé do que na cabeça dos seus filhos”.
     O auditório aplaudiu de pé aquela história. Palmas, gritos, gargalhadas. Eu, disfarçadamente, olhei pra baixo pra ver se não estava calçando meu bom e velho Nike branco. Não tenho a menor intenção de fazer propaganda pra ninguém, pelo contrário: não perco uma chance de comentar aquelas acusações que a Nike vive recebendo, de explorar o trabalho infantil na Ásia. Mas não posso negar que me bateu um sentimento de culpa ao escutar aquela frase. Felizmente eu estava calçando um discretíssimo mocassim preto, então pude aplaudir com mais entusiasmo a tirada do Pedro.
     Tirada, aliás, que me fez lembrar um caso divertido da minha infância. Foi no início da década de 80, eu e minha irmã estávamos entrando na adolescência e estudávamos num grande colégio de BH.
     Um dia, estávamos em casa quando a mãe de um colega da minha irmã bateu a campainha. Abrimos a janela e vimos a tal senhora debruçada sobre o portão, em lágrimas. Pronto, morreu alguém!, pensamos logo.
     Mas não. A coitada começou a explicar, aos soluços: “Eu não estou dando conta dos meus serviçais, eles não param de brigar!”. Juro, foi assim que ela falou: “meus serviçais”. Se eu me lembro bem, a casa dessa senhora era imensa e ocupava quase um quarteirão. Para manter o castelo em ordem, ela precisava de pelo menos uns oito “serviçais”. Era aí que o negócio complicava, pois controlar tanta gente se mostrava uma tarefa árdua, que exigia muito preparo e psicologia.
     Ficamos muito consternados com a pobrezinha, ela agradeceu o apoio moral, mas completou que esse não era o motivo da visita. O que era então? E foi aí que veio a bomba. O colégio tinha mandado os meninos lerem um livro assim assim (esqueci o título) e ela queria saber se minha irmã já tinha terminado, pra poder emprestar pro filho dela!
     Minha mãe ficou congelada, não sabia se tinha ouvido direito. Então quer dizer que a madame podia contratar oito serviçais pra se engalfinharem e não podia comprar um livro, um mísero livro, coitadinho, que nunca brigou com ninguém?
     Minha mãe era livreira, professora, escrevia resenhas para a imprensa e tinha uma biblioteca imensa, inclusive com alguns livros repetidos. Deve ser por isso que, se não me falha a memória, nós não apenas emprestamos, como demos o livro para a mulher.
     A frase do Pedro Bandeira completa perfeitamente o caso, e vice-versa. Ninguém está negando que o livro, ou alguns livros, poderiam ser mais baratos, mas de que adianta baixar o preço do produto se nós não dermos valor a ele, se ele não for importante em nossas vidas? Se a gente prefere entrar numa sapataria e investir no pé de nossos filhos. Se a gente entra num McDonald’s da vida e pede pelo número, pede pelo número deixando as letras para depois, ou para nunca. 

Disponível em: http://dicasdeleitores.blogspot.com.br/2012/09/um-pais-se-fazcom-sapatos-e-livros.html Acesso em 28 mar. 2016 (Adaptado)
Os referentes dos pronomes destacados estão corretamente identificados entre parênteses, EXCETO em:
Alternativas
Q1389077 Português
No enunciado “Ontem à tarde, duas pessoas pagaram suas compras com notas falsas na mercearia de um comerciante do bairro. Além de ____ causarem um prejuízo de cerca de quatrocentos reais, denunciaram- ____ à polícia por receptação de dinheiro falso.” Assinale a alternativa que tenha pronomes que sirvam nas lacunas, respectivamente:
Alternativas
Q1388998 Português
Considerando as normas gramaticais, o pronome pessoal oblíquo átono está corretamente colocado em:
Alternativas
Q1388590 Português

    As pessoas, de um modo geral, sempre reagem quando ____ mudanças. Ninguém gosta de mudar seus hábitos, nem ver alteradas suas rotinas. E muito menos quando as mudanças não são suficientemente entendidas. ____ vezes a reação________ mudanças se torna até mesmo irracional, assumindo formas violentas, ou curiosas.

    Em janeiro de 1874, o Brasil aderiu ao sistema métrico decimal, que começava _____ se impor como um novo padrão universal de pesos e medidas, e decretou ao povo o uso do novo padrão, sem esclarecer o povo sobre as novas exigências internacionais. Surgiu assim uma grande revolta contra essa mudança.

(Eloy Terra, Crônicas pitorescas da história do Brasil 500 anos. Adaptado)

Para responder à questão, considere a seguinte passagem do texto: ... decretou ao povo o uso do novo padrão sem esclarecer o povo sobre as novas exigências internacionais. Surgiu assim uma grande revolta contra essa mudança.


A alternativa que reescreve com correção o trecho destacado é:

Alternativas
Q1388581 Português

    Não tem jeito! Ficar reclamando da má sorte, que as dificuldades são muitas, que a vida está difícil, não vai mudar nada na sua rotina e nem na vida de ninguém. Atitude como essa apenas demonstra o lado pessimista e características de alguém que não consegue perceber que oportunidades são criadas.

    Às vezes ouço pessoas comentando: “fulano tem muita sorte! As coisas acontecem para ele com facilidade!” Engano! Para que existam resultados, é preciso empenho, energia, dedicação, coragem e uma dose de ousadia.

    Aquilo que os outros entendem por “sorte” é o resultado, na maioria das vezes, de muito trabalho. Desde o cuidado com os relacionamentos, à conduta ética ao longo da carreira e à confiança conquistada por um histórico de bons trabalhos realizados com competência.

    As grandes verdades são que viver não é para fracos e que oportunidades não caem no colo de ninguém. É preciso agir. Costumo dizer que o ser humano é o único animal capaz de enganar a si próprio.

     Aprender habilidades novas requer paciência consigo mesmo, e persistir apesar das dificuldades iniciais é o que, de fato, leva ao aprendizado.

    Talvez seja essa uma das características entre as mais desejadas nos profissionais: a capacidade de persistir. Mostrar interesse e motivação para aprender o novo e novas competências. Suportar as frustrações iniciais e se empenhar.

    Enfim, viver é diferente de “ir durando”, como dizia uma colega.

    Há dois tipos de pessoas na vida – aquelas que sabem o que querem, que fazem suas escolhas, e aquelas que deixam a vida decidir por elas.

(Adriana Gomes, Você decide ou decidem por você. Folha de S.Paulo, 22.11.2015. Adaptado)

Assinale a alternativa em que a frase entre parênteses, redigida a partir do texto, está de acordo com a norma-padrão.
Alternativas
Q1386075 Português

Alguns motivos para você ver os morcegos com outros olhos

Mariana Araguaia de Castro Sá Lima


Geralmente, morcegos não são animais que despertam simpatia nas pessoas. Provavelmente, o primeiro motivo é o fato de sempre serem associados aos vampiros, bem como a uma grande probabilidade de transmitirem a raiva. Além desses dois fatores, há também o agravante de que alguns se alimentam de sangue de gado e têm uma aparência horrível.

Primeiramente, é importante dizer que espécies hematófagas, ou seja, as que se alimentam de sangue, são apenas três. Dessa forma, dentre as mais de 1.000 espécies que temos em todo o mundo, somente essas possuem tal hábito alimentar.

Outra questão é o fato de que nossa espécie não faz parte do cardápio de nenhum outro animal, exceto em casos extremos. Assim, entre uma galinha e você, por exemplo, com certeza um morcego hematófago optará pela primeira opção, e entre uma galinha e uma espécie nativa, provavelmente esta será a escolhida. Isso porque morcegos preferem espécies que se encontram em seu habitat. No entanto, quando seu ambiente está fragilizado ou destruído, a alternativa é buscar outro local que possa oferecer a ele abrigo e alimento.

Quanto à raiva, realmente os morcegos são capazes de transmiti-la, assim como qualquer mamífero, inclusive aqueles que vivem conosco, tais como gatos e cachorros. Daí a importância da vacinação. Além disso, na maioria dos casos, os responsáveis são os hematófagos e, como você já sabe, são apenas três.

Assim como cachorros com raiva, morcegos acometidos pelo vírus responsável por essa doença apresentam sintomas característicos: são avistados durante o dia, e no chão. Caso veja algum morcego assim, é necessário somente se afastar e contactar o Centro de Zoonoses.

No que se refere à aparência, não há muito a ser dito, embora seja necessário perceber que temos uma tendência a dar juízo de valor sobre as outras espécies de acordo com a visão que temos delas, o que é algo discutível.

Morcegos são capazes de realizar, com eficiência, o controle populacional de diversas espécies, inclusive daquelas capazes de nos transmitir doenças ou causar prejuízos econômicos, como ratos, mosquitos e pragas de plantação em geral. Além disso, graças a eles, há a polinização eficiente de diversas plantas e a dispersão de sementes, auxiliando também na recomposição de ambientes destruídos. Só para se ter uma ideia, aproximadamente dois terços das angiospermas tropicais são polinizadas por morcegos e, algumas, somente por eles!

Assim, percebe-se que os morcegos são animais muito importantes para a manutenção da vida de diversos ambientes e espécies, inclusive a nossa. Praticamente inofensivos, muitos são mortos em decorrência de preconceito e falta de conhecimento sobre a sua importância. Quanto a isso, é sabido que, em alguns países, muitas famílias constroem abrigos e disponibilizam bebedouros para tais animais, como forma de protegê-los e gozar de seus benefícios.


Adaptado de: <http://mundoeducacao.bol.uol.com.br/curiosidades/algunsmotivos-para-voce-ver-os-morcegos-com-outros-.htm>

No contexto da oração “A cidade onde moramos tem mais de um milhão de habitantes.”, a palavra “onde” é classificada como:
Alternativas
Q1384243 Português
Na expressão “Alguns candidatos vão ao esgotamento total num único dia”, extraída do texto I, é CORRETO se afirmar que:
Alternativas
Q1383658 Português

Considere o excerto de texto a seguir.


"Nossos ancestrais viviam em grupos pequenos, sociais e cooperativos que valorizavam os membros o suficiente para lhes dar comida, cuidado e proteção" [...]

Disponível em:<http://revistagalileu.globo.com/Sociedade/noticia/2016/02/vergonha-e-um-mecanismo-de-sobrevivencia-afirmam-cientistas.html>. Acesso em: 12/03/2016.



O emprego do pronome lhe segue regras bem fixas na nossa língua, prescritas pela norma padrão gramatical para as funções de objeto indireto, adjunto adnominal e complemento nominal. Assinale o período em que esse pronome foi usado de maneira INCORRETA.

Alternativas
Q1379698 Português

Atenção: Para responder à questão, considere o texto abaixo. 


[Um leopardo no Kilimanjaro] 


    O Kilimanjaro é aquela montanha na África onde, segundo Hemingway disse num conto*, um dia encontraram a carcaça congelada de um leopardo perto do cume, e nunca ficaram sabendo o que o leopardo fazia por lá. O leopardo de Hemingway já foi considerado símbolo de muitas coisas: espírito de aventura, a busca solitária do inalcançável, a imprevisibilidade do comportamento humano, a pretensão ou a simples inquietação que move bichos e artistas. 
    Num mundo ameaçado de afogamento pelo degelo causado pelo aquecimento global, o leopardo de Hemingway também pode simbolizar o instinto suicida que nos trouxe a este ponto. O próprio Kilimanjaro é um termômetro assustador do efeito estufa cujas consequências e combate se discutiram na Conferência de Bali. O pico do monte já perdeu mais de 80 por cento de sua cobertura de neve nos últimos noventa anos e o cálculo é que a neve desaparecerá por completo nos próximos vinte.
* “As neves do Kilimanjaro”, conto do escritor norte-americano Ernest Hemingway (1899-1961)

(Verissimo, Luis Fernando. O mundo é bárbaro. Rio de Janeiro: Objetiva, 2008, p. 121)
Há num conto de Hemingway a personagem de um leopardo, a carcaça congelada desse leopardo parece revestir o leopardo da aura de um símbolo.
Evitam-se as viciosas repetições da frase acima substituindo-se os segmentos sublinhados, respectivamente, por:
Alternativas
Q1379693 Português

Atenção: Para responder à questão, considere o texto abaixo. 

Criadores e legados 

      Dando alguns como aceitável que a nossa vida possa ser considerada um absurdo, já que ela existe para culminar na morte, parece-lhes ainda mais absurda quando se considera o caso dos grandes criadores, dos artistas, dos pensadores. Eles empregam tanta energia e tempo para reconhecer, formular e articular linguagens e ideias, tanto esforço para criar ou desafiar teorias e correntes do pensamento, é-lhes sempre tão custoso edificar qualquer coisa a partir da solidez de uma base e com vistas a alguma projeção no espaço e no tempo – que a morte parece surgir como o mais injusto e absurdo desmoronamento para quem justamente mais se aplicou na engenharia de toda uma vida. 
       Por outro lado, pode-se ponderar melhor: se o legado é grande, e não morre tão cedo, a desaparição de quem o construiu em nada reduz a atualização de sentido do que foi deixado. O criador não testemunhará o desfrute, mas quem recolher seu legado reconhecerá nele a força de um sujeito, de uma autoria confortadora para quantos que se beneficiam da obra deixada, e que dela assim compartilham. Sem sombra de rancor, uma sonata de Beethoven modula-se no dedilhar de uma sucessão de pianistas e por gerações de ouvintes, a cada vez que é interpretada e renovada. Na onda ecoante, no papel, no celuloide, no marfim, no mármore, no barro, no metal, na voz das palavras, é o tempo da vida e da arte, não o da morte, que se celebra no Feito. 
    O legado teimoso das obras consumadas parece contar com o fundamento mesmo da morte para reafirmar a cada dia o tempo que lhes é próprio. Essa é a sua riqueza e o seu desafio. Sempre alguém poderá dizer, na voz do poeta Manuel Bandeira: “ tenho o fogo das constelações extintas há milênios”, ecoando tanto uma verdade da astrofísica como a poesia imensa do nosso grande lírico.

(Justino de Azevedo, inédito)



Está correto o emprego de ambos os segmentos sublinhados na frase:
Alternativas
Q1374513 Português
Redes sociais são “megafone” para desabafar e reforçar ego dos internautas

    Madri, 19 jul (Efe). – Inerente ao ser humano, o ato de reclamar encontrou no imediatismo e na simplicidade das redes sociais um novo lar, que oferece ao internauta um “megafone” para desabafar e reforçar seu ego.

    As redes sociais, especialmente o Twitter, se tornaram um canal de insatisfações e frustrações. Mas, será que reclamamos mais do que antes com as redes sociais? A frieza do meio estimula o protesto e a crítica? Por que o ser humano usa a internet como um microfone inclusive para propagar mensagens destrutivas?

     A Agência Efe conversou com o filósofo Jesús Mosterín, com os psicólogos Javier Jiménez e Fabrizio Ferri, e com o Twitter para tentar compreender o fenômeno das reclamações nas redes sociais.

    Mosterín destacou que “vivemos tempos de muita democracia e pouca tecnocracia”, que nas redes sociais qualquer cidadão pode se expressar em igualdade de condições com o maior analista em um assunto. De acordo com o filósofo, reclamar nas redes sociais “não serve para conhecer a realidade, mas para se expressar, para tirar o que temos dentro de nós e sentir que não somos coibidos”.

    O psicólogo Javier Jiménez, especialista em medição psicológica que trabalhou para a universidade de Cambridge, explica que a principal função dessa reclamação é o reconhecimento social e um pedido de apoio.

    “A queixa, vista como manifestação da insatisfação, sempre existiu. Mas o que há agora é uma barreira muito mais baixa para que essa reclamação chegue aos demais. A tecnologia facilita muito”, segundo o psicólogo Fabrizio Ferri, especialista em novas tecnologias.

    Segundo Ferri, as redes sociais podem ser comparadas, em parte, com uma máquina caça-níqueis, pois pode “significar uma grande recompensa para uma conduta que custou muito pouco, então se torna algo quase viciante. Atenção recebida, e às vezes inesperada, muitas vezes recompensa o pequeno esforço feito”.

    Muitas vezes, a crítica fácil, a desqualificação e a reclamação são movidas pelo que Mosterín denomina de “um concurso de popularidade”. “Há pessoas que, quando chegam a um determinado número de seguidores, sentem seu ego alimentado e se sentem aptos para fazer uma queixa, inclusive agressiva, sem reparos”, relatou Ferri.

    Mosterín concorda com Ferri ao dizer que o ser humano sempre gostou de se queixar, mas antes fazia em “voz baixa” para evitar que “cortassem sua cabeça”. “A primeira coisa que as crianças pequenas fazem, antes de serem influenciadas pela cultura em que vivem, é se queixar. Não acho que as pessoas reclamem mais agora, no sentido de terem mais motivos de queixa, mas agora é mais fácil de serem vistas e ouvidas”, analisou.

    Os especialistas ressaltaram que as redes sociais e outras ferramentas, como o “e-mail”, são frias. Segundo eles, é difícil sentir empatia em relação a textos e imagens. A falta de contexto, para Ferri, dificulta a empatia e faz com que a comunicação seja muito mais agressiva e ofensiva. “Temos a tendência de acreditar que as pessoas são melhores do que são”, ressaltou.

    O Facebook é a rede social com mais usuários do mundo, mas é mais comum recorrer ao Twitter para reclamar. Para Jiménez, isso ocorre porque as mensagens no Twitter são acessíveis para qualquer um, enquanto no Facebook os usuários costumam ter contas privadas.

    Ferri enfatizou como qualidades do Twitter o imediatismo, a concisão (as mensagens se limitam a 140 caracteres) e a simplicidade de uso. Além disso, não é possível controlar nem ocultar os tweets.

    “Se você observa um pensamento no Twitter, este passa a fazer parte de um fluxo de pensamento único sobre esse tema, que qualquer um pode acessar”, disse. Fontes do Twitter afirmaram que, “em geral”, a experiência na rede é “amável”. Nos últimos meses, a empresa implementou diversos mecanismos para dissuadir e denunciar comportamentos agressivos na rede social.

    Em tom de crítica, Mosterín comentou que, apesar das reclamações, não acredita que as redes sociais sirvam para resolver a maioria dos problemas manifestados. “Se me perguntarem que contribuição o Twitter e o Facebook dão ao conhecimento humano ou à resolução dos problemas do mundo atual, acho que a contribuição é quase nula”, declarou.

(Disponível em: http://mulher.uol.com.br/comportamento/noticias/efe/2015/07/19/redes-sociais-sao-megafone-para-desabafar-e-reforcarego-dos-internautas.htm. Acesso em: 21/07/2015.) 
Quanto à classe gramatical dos termos sublinhados, e ao contexto, assinale a alternativa que apresenta a correspondência INCORRETA
Alternativas
Q1374310 Português
A língua como ela é

    Nos últimos dias tive uma experiência muito gratificante cumprindo o meu papel de professora de língua portuguesa – sim, gosto de enfatizar que dou aula de língua e não de gramática da língua. Pois é, nos últimos dias ensinei a nossa língua portuguesa a estrangeiros ávidos por aprender o idioma oficial do país que sediou o maior evento esportivo do planeta. São pessoas de todas as partes com um objetivo em comum: interagir, comunicar-se em português.
   Como práxis, nas aulas iniciais, ensinamos o verbo “ser” e “estar”; para nós brasileiros, o famoso e enfadonho verbo to be das aulinhas de inglês. Então, a lição inicial é fazer com que os iniciantes entendam a diferença entre ambos os verbos, já que na língua do Tio Sam tal diferença só é percebida no contexto comunicativo. As explicações acontecem com exemplos reais, a fim de mostrar-lhes a língua como ela é.
    Nas aulas para estrangeiros o “tu” e o “vós” são abolidos, completamente descartados, e isso é o sonho linguístico de toda e qualquer criança brasileira. Imaginem o tormento: conjugação do verbo “ir”, no presente do indicativo “tu vais”, “vós ides” e a criança inconformada e chorosa pergunta: “Mãe, alguém fala isso? Eu não falo”. Pois é, sábia conclusão! A criança, com seu conhecimento linguístico inato, não reconhece o idioma descrito na Gramática e intui que aquelas conjugações trarão uma imensa dor de cabeça e possíveis notas vermelhas.
   A língua como ela é não se apresenta, com pretérito-mais-que-perfeito, como insiste a Gramática Normativa e seus exemplos surreais: “O vento fechou a porta que o vento abrira.” Abrira?
   Com o futuro também temos problemas. Não, não sou vidente, não me refiro ao amanhã, refiro-me ao tempo gramatical. Ele, como a GN sugere, não participa dos nossos planos, visto que um casal, ao sonhar com o ninho de amor, não enrola a língua para conjugar o verbo “querer” e, em vez de dizer “Nós quereremos um apartamento de frente para o mar”, usam a corriqueira forma composta “Vamos querer...”. A partir disso, façamos uma reflexão: por que não mostrar aos nossos pupilos os tempos verbais no contexto da nossa realidade linguística? O tempo futuro pode ser dito com a forma composta (verbo auxiliar no presente + verbo principal no infinito) acompanhada pelo advérbio de tempo que situa a ideia. Sendo assim, dizemos: “Vou viajar amanhã”. E falar assim é menos futuro? É tanto quanto em “Viajarei amanhã”, com o detalhe de que está caindo em desuso na fala do dia a dia.
    Ah! Como é gostoso ensinar a língua viva! Aquela que não está engessada nos compêndios gramaticais! Porém, os gramáticos que elaboram tais manuais afirmariam categoricamente: ensinar português para estrangeiros é diferente de ensinar português a uma criança nativa, afinal, ela já sabe português. Concordo! Claro que não precisamos ensinar as diferenças entre ser e estar, levar e trazer, conhecer e saber, confusões típicas de um aprendiz não nativo.
    Sugerir e advogar a favor do ensino real da língua significa retirar o que não é utilizado ou é raramente visto na escrita, é ignorar regras inúteis que não influenciam na compreensão da língua. Um exemplo clássico é o pronome oblíquo no começo da oração. Os puristas da língua consideram um erro crasso, mas que mal pode haver em dizer “Me empresta o seu livro do Veríssimo”? E por que não escrever assim também? É uma tendência nossa o uso da próclise, enquanto os portugueses preferem a ênclise. O nosso olhar para com os fenômenos linguísticos se compara ao estudo de um biólogo ou de um botânico, que não diz que aquela flor é mais ou menos bela por causa do formato das pétalas ou da coloração. Falar “empresta-me” não é mais ou menos bonito, é diferente, e em ambos os casos a comunicação acontece.
    Portanto, a minha singela conclusão é que precisamos de gramáticas que não tenham espaço para mesóclise, pronome possessivo “vosso”, lista de substantivos coletivos, tipos de sujeito e predicado, enfim, uma série de bobagens e gramatiquices que não ensinamos para os estrangeiros, porque não são relevantes para comunicação, também porque não fazem parte da língua como ela é.

(Disponível em http://conhecimentopratico.uol.com.br/linguaportuguesa/gramatica-ortografia/53/artigo344826-1.asp. Acesso em: 08 set 2016.)
Assinale a alternativa que apresenta a adequada análise do fragmento destacado do texto.
Alternativas
Respostas
7961: E
7962: A
7963: B
7964: E
7965: C
7966: E
7967: D
7968: D
7969: C
7970: D
7971: A
7972: C
7973: E
7974: C
7975: C
7976: E
7977: D
7978: A
7979: D
7980: C