Questões de Concurso
Comentadas sobre morfologia - pronomes em português
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Assinale o enunciado em que a colocação pronominal está correta:
Em:
1 - Desagrada - ________este pensamento.
2 - Assiste - __________ tal direito.
3 – Não ________ ajudam, porque não querem.
4- Nós_________ obedecemos, porque o respeitamos.
5- Informaram - _______ as ocorrências policiais.
O pronome oblíquo “O” só pode ser empregado junto ao verbo:
Terrorismo
O terrorismo é o nome dado a protestos violentos realizados por grupos ou indivíduos que objetivam transformar ordens do governo, bem como o próprio governo, por meio do pânico, gerando decisões precipitadas e radicais. Nos dias atuais, o terrorismo é visto e praticado de forma diferente daquela que se manifestava antigamente, pois exige planejamento, objetivos em foco, recursos financeiros e a presença de guerreiros. Nesse contexto, acredita-se que atos terroristas são financiados por pessoas bem sucedidas que simpatizam com o movimento, por pessoas ligadas ao governo que tentam secretamente destruir algo e ainda pessoas envolvidas com o tráfico de drogas. Os terroristas utilizam explosivos, gases nocivos, vírus, bactérias, materiais radioativos, armamentos atômicos e ainda sequestros e assassinatos.
(Adaptado. Disponível em : http://mundoeducacao.bol.uol.com.br/geografia/terrorism o.htm
Com base no texto 'Terrorismo', marque a opção CORRETA
“O comerciante Gaspar Landim dos Reis, de 64 anos, não rasga dinheiro. Desde que abriu um boteco na esquina de casa, num bairro popular de São José dos Campos, no interior paulista, ele tratou de deixar bem claras as regras do estabelecimento. A plaqueta pregada numa das paredes vermelhas da birosca sem eira nem beira alerta: ‘Se você não tem vergonha de pedir fiado, não tenho vergonha de dizer não’. Enquanto servia uma dose de Jurubeba Leão do Norte a um cliente assíduo, ele contou a ÉPOCA como se viu envolvido num esquema que provocou um prejuízo de R$ 9,5 milhões à Secretaria Estadual de Saúde. Se não tivesse sido descoberto a tempo, o caso poderia ter consumido cerca de R$ 40 milhões. Bem mais complexo que o boteco de Reis, o Sistema Único de Saúde (SUS) tem sido obrigado pela Justiça a rasgar dinheiro todos os dias.” (Época.com)
As palavras grifadas no texto acima são todas:
“Eu teria estudado na USP, se tivesse passado no vestibular.” O tempo é:
A substituição do elemento grifado pelo pronome correspondente, com os necessários ajustes, foi realizada de modo CORRETO em:
Sobre a colocação pronominal, analise as assertivas e identifique com V as verdadeiras e com F as falsas.
( ) Quando o pronome oblíquo vem antes do verbo, diz-se que ocorreu uma próclise pronominal.
( ) Recomenda-se o uso da ênclise quando: o verbo iniciar a oração, o verbo estiver no gerúndio, o verbo estiver no imperativo afirmativo e o verbo estiver no infinitivo impessoal.
( ) Recomenda-se o uso da mesóclise sempre que o verbo estiver no futuro do presente ou no futuro do pretérito e não vier precedido por uma das palavras que atraem os pronomes átonos.
( ) Existem determinadas palavras da língua portuguesa que são consideradas “atrativas” dos pronomes pessoais oblíquos átonos, uma vez que nos enunciados em que elas surgem, esses pronomes devem suceder o verbo que completam, constituindo ênclise.
A alternativa que contém a sequência correta, de cima para baixo, é
Para responder às questões de 1 a 5, leia o texto abaixo.
Genética "inocenta" canadense acusado erroneamente de ser "Paciente Zero" da Aids nos EUA
O vírus HIV chegou aos Estados Unidos no começo da década de 1970, segundo novos estudos. O canadense Gaetan Dugas foi um dos pacientes mais demonizados da história. Sua fama era nada mais, nada menos do que a de ter sido responsável por propagar o vírus da imunodeficiência humana (HIV) nos Estados Unidos.
Porém, a ciência mostrou que não foi bem assim. Um estudo genético publicado na revista Nature limpou a reputação de Dugas, que ficou conhecido como o "Paciente Zero" de Aids. Na verdade, mostraram os exames, ele foi mais uma entre as milhares de vítimas infectadas pela doença na década de 1970.
O erro se originou de um mal-entendido que confundiu a letra O com o numeral zero. Um "paciente ó" era alguém infectado com vírus HIV de fora do Estado da Califórnia ("out-of-California", na sigla em inglês utilizada pela entidade Centros de Controle da Doença dos EUA). Com o tempo, porém, a letra foi sendo confundida com o numeral e Dugas passou a ser conhecido como o Paciente Zero - supostamente o primeiro a contrair a doença, no jargão médico.
"Gaetan Dugas foi um dos pacientes mais demonizados da história e um dos muitos indivíduos e grupos apontados como responsáveis por espalhar a epidemia intencionalmente", disse Richard McKay, historiador da ciência da Universidade de Cambridge. Dugas era homossexual e comissário de bordo da companhia Air Canada. Ele morreu em 1984 em decorrência de complicações por causa da Aids.
A expressão "Paciente Zero" é utilizada em referência ao histórico de algumas doenças - por exemplo, em relação ao primeiro caso do surto de Ebola no continente africano. Mas no caso da Aids - a síndrome da imunodeficiência adquirida -, a disseminação ocorreu de maneira diferente.
A Aids começou a ficar conhecida em 1981, quando sintomas até então incomuns começaram a aparecer em homens gays. Mas os investigadores do estudo conseguiram ir além e analisaram amostras de sangue armazenadas como provas de hepatite na década de 1970 e concluíram que algumas delas já continham HIV.
A equipe da Universidade do Arizona desenvolveu um novo método para reconstruir o código genético do vírus nesses pacientes. Depois de avaliar 2 mil amostras de Nova York e São Francisco, os cientistas conseguiram achar oito códigos genéticos completos do HIV.
Isso deu a eles a informação de que precisavam para construir uma árvore genealógica do HIV e descobrir quando ele chegou aos EUA. "As amostras apresentam tamanha diversidade genética que não é possível que elas tenham origem no final da década de 1970", disse Michael Worobey, um dos pesquisadores do estudo.
"Podemos considerar as datas mais precisas sobre a origem da epidemia nos Estados Unidos por volta de 1970 e 1971", acrescenta. Os cientistas também avaliaram o código genético do vírus da imunodeficiência humana tirado do sangue de Dugas - e o resultado é que ele não é a origem da epidemia nos Estados Unidos.
Dugas foi identificado como "Paciente Zero" no livro "And the Band Played on" ("E a vida continua", em tradução livre).
Pontos de disseminação
O estudo também explorou o papel chave de Nova York na propagação da doença. A cidade de Kinshasa, na República Democrática do Congo, foi indicada como a cidade em que a pandemia mundial teve início. Dali, expandiu-se para o Caribe e os Estados Unidos por volta de 1970.
"Na cidade de Nova York, o vírus encontrou uma população que era como lenha seca, fazendo com que a epidemia se espalhasse muito rápido, infectando uma grande quantidade de gente e chamando a atenção do mundo pela primeira vez", disse Worobey.
"Da mesma forma como Kinshasa foi um lugar crítico para a pandemia, a cidade de Nova York também o foi, porque o vírus chegou à Costa Oeste e depois à Europa Ocidental, Austrália, Japão, América Latina e outros lugares", acrescentou.
Segundo Oliver Pybus, especialista em doenças infecciosas da Universidade de Oxford, "esses novos dados ajudam a confirmar as origens do HIV nos Estados Unidos".
"O 'Paciente Zero' se tornou um tema de discussão relacionado às origens da Aids, porém, por mais que a narrativa pareça atraente, não tem nenhuma base científica", diz o cientista. "É realmente lamentável que essa pessoa tenha sido identificada assim."
(Adaptado de g1.globo.com)
Analise este período do texto:
"Isso deu a eles a informação de que precisavam para construir uma árvore genealógica do HIV e descobrir quando ele chegou aos EUA."
Sobre ele, julgue as afirmativas a seguir, para assinalar a alternativa correta.
I. Esse período, formado por cinco orações, é composto por subordinação e por coordenação.
II. A oração "de que precisavam" classifica-se como subordinada substantiva completiva nominal.
III. A conjunção "e" é coordenativa, enquanto "quando" é uma conjunção subordinativa.
Está correto o que se afirma em:
Para responder às questões de 1 a 5, leia o texto abaixo.
Genética "inocenta" canadense acusado erroneamente de ser "Paciente Zero" da Aids nos EUA
O vírus HIV chegou aos Estados Unidos no começo da década de 1970, segundo novos estudos. O canadense Gaetan Dugas foi um dos pacientes mais demonizados da história. Sua fama era nada mais, nada menos do que a de ter sido responsável por propagar o vírus da imunodeficiência humana (HIV) nos Estados Unidos.
Porém, a ciência mostrou que não foi bem assim. Um estudo genético publicado na revista Nature limpou a reputação de Dugas, que ficou conhecido como o "Paciente Zero" de Aids. Na verdade, mostraram os exames, ele foi mais uma entre as milhares de vítimas infectadas pela doença na década de 1970.
O erro se originou de um mal-entendido que confundiu a letra O com o numeral zero. Um "paciente ó" era alguém infectado com vírus HIV de fora do Estado da Califórnia ("out-of-California", na sigla em inglês utilizada pela entidade Centros de Controle da Doença dos EUA). Com o tempo, porém, a letra foi sendo confundida com o numeral e Dugas passou a ser conhecido como o Paciente Zero - supostamente o primeiro a contrair a doença, no jargão médico.
"Gaetan Dugas foi um dos pacientes mais demonizados da história e um dos muitos indivíduos e grupos apontados como responsáveis por espalhar a epidemia intencionalmente", disse Richard McKay, historiador da ciência da Universidade de Cambridge. Dugas era homossexual e comissário de bordo da companhia Air Canada. Ele morreu em 1984 em decorrência de complicações por causa da Aids.
A expressão "Paciente Zero" é utilizada em referência ao histórico de algumas doenças - por exemplo, em relação ao primeiro caso do surto de Ebola no continente africano. Mas no caso da Aids - a síndrome da imunodeficiência adquirida -, a disseminação ocorreu de maneira diferente.
A Aids começou a ficar conhecida em 1981, quando sintomas até então incomuns começaram a aparecer em homens gays. Mas os investigadores do estudo conseguiram ir além e analisaram amostras de sangue armazenadas como provas de hepatite na década de 1970 e concluíram que algumas delas já continham HIV.
A equipe da Universidade do Arizona desenvolveu um novo método para reconstruir o código genético do vírus nesses pacientes. Depois de avaliar 2 mil amostras de Nova York e São Francisco, os cientistas conseguiram achar oito códigos genéticos completos do HIV.
Isso deu a eles a informação de que precisavam para construir uma árvore genealógica do HIV e descobrir quando ele chegou aos EUA. "As amostras apresentam tamanha diversidade genética que não é possível que elas tenham origem no final da década de 1970", disse Michael Worobey, um dos pesquisadores do estudo.
"Podemos considerar as datas mais precisas sobre a origem da epidemia nos Estados Unidos por volta de 1970 e 1971", acrescenta. Os cientistas também avaliaram o código genético do vírus da imunodeficiência humana tirado do sangue de Dugas - e o resultado é que ele não é a origem da epidemia nos Estados Unidos.
Dugas foi identificado como "Paciente Zero" no livro "And the Band Played on" ("E a vida continua", em tradução livre).
Pontos de disseminação
O estudo também explorou o papel chave de Nova York na propagação da doença. A cidade de Kinshasa, na República Democrática do Congo, foi indicada como a cidade em que a pandemia mundial teve início. Dali, expandiu-se para o Caribe e os Estados Unidos por volta de 1970.
"Na cidade de Nova York, o vírus encontrou uma população que era como lenha seca, fazendo com que a epidemia se espalhasse muito rápido, infectando uma grande quantidade de gente e chamando a atenção do mundo pela primeira vez", disse Worobey.
"Da mesma forma como Kinshasa foi um lugar crítico para a pandemia, a cidade de Nova York também o foi, porque o vírus chegou à Costa Oeste e depois à Europa Ocidental, Austrália, Japão, América Latina e outros lugares", acrescentou.
Segundo Oliver Pybus, especialista em doenças infecciosas da Universidade de Oxford, "esses novos dados ajudam a confirmar as origens do HIV nos Estados Unidos".
"O 'Paciente Zero' se tornou um tema de discussão relacionado às origens da Aids, porém, por mais que a narrativa pareça atraente, não tem nenhuma base científica", diz o cientista. "É realmente lamentável que essa pessoa tenha sido identificada assim."
(Adaptado de g1.globo.com)
No texto, "a cidade de Nova York também o foi" aparece em destaque. Considerando a construção dessa oração e o contexto em que está inserida, assinale a alternativa totalmente correta sobre o trecho "também o foi".
Leia o texto a seguir.
Os cientistas explicam que, assim como as dores, a vergonha tem a função de prevenir as pessoas de se machucarem. No caso, a vergonha ajudou nossos antepassados a se comportarem da forma "apropriada" de acordo com os grupos onde estavam inseridos, de forma a sobreviverem. "Nossos ancestrais viviam em grupos pequenos, sociais e cooperativos que valorizavam os membros o suficiente para lhes dar comida, cuidado e proteção", disse o antropologista John Tooby, da Universidade da Califórnia, Santa Barbara, nos Estados Unidos, em entrevista ao The Current.
Disponível em: <http://revistagalileu.globo.com/Sociedade/noticia/2016/02/vergonha-e-um-mecanismo-de-sobrevivencia-afirmam-cientistas.html>. Acesso em: 12/03/2016.
Considere o excerto de texto a seguir.
"Nossos ancestrais viviam em grupos pequenos, sociais e cooperativos que valorizavam os membros o suficiente para lhes dar comida, cuidado e proteção" [...]
Disponível em: <http://revistagalileu.globo.com/Sociedade/noticia/2016/02/vergonha-e-um-mecanismo-de-sobrevivencia-afirmam-cientistas.html>. Acesso em: 12/03/2016.
O emprego do pronome lhe segue regras bem fixas na nossa língua, prescritas pela norma padrão gramatical para as funções de objeto indireto, adjunto adnominal e complemento nominal. Assinale o período em que esse pronome foi usado de maneira INCORRETA.
Aponte a alternativa que contém erro de feminino de substantivo.
Assinale a alternativa que contém erro de plural de palavra.
Os pronomes pessoais, representantes das pessoas do discurso, estão corretamente empregados em todas as alternativas, com exceção da:
A idade da emoção
Walcyr Carrasco
Fui assistir à peça Uma espécie de Alasca, de Harold Pinter, que estreou há pouco em São Paulo. Conta a história de uma mulher que entrou em coma aos 15 e acordou 29 anos depois. Bem interpretada por Yara de Novaes, inspira-se em um caso real do médico americano Oliver Sacks. Para mim, o texto “bateu” de forma profunda. Não aconteceu o mesmo comigo, e com muita gente que conheço? Estou acima dos 60, o tempo passou tão rapidamente! Não, não estive em coma. Mas um dia a gente “acorda” e descobre que a idade chegou. Mais que isso: que chegou, mas não chegou, porque o coração e os sonhos continuam os mesmos. Até antes da peça, na espera, percebi que estava lá uma outra tribo, já no jeito de vestir. Diferente de mim, de meus amigos, das pessoas que me cercam. A personagem do texto acorda com um rosto mais velho, um corpo, mas sente os desejos, medos, de uma garota de 15. Olha para a irmã e não reconhece: quem é afinal essa mulher velha e gorda?
Todos os homens da minha idade já passaram por isso, ao reencontrar a garota mais sexy, mais ambicionada da escola. Muitas vezes, virou uma senhora gorda, com netos. A gente procura nos olhos, em algum traço, aquela menina. E diz para si mesmo:
– Como foi que ela mudou tanto assim?
Mas eu também mudei, fisicamente. Uma antiga namorada, dos 17 anos, comentou com uma amiga em comum – modéstia à parte – que fui o homem mais belo que ela já conheceu. Eu? Pois é. Fui. Certamente, se ela me reencontrar, pensará o mesmo:
– Onde estão aqueles traços? O topete?
Na área em que trabalho, vejo isso acontecer com frequência, de forma até desesperadora. Quantas atrizes jovens, sexy, explodindo, já conheci? Tinham qualquer homem a seus pés. O tempo passou. Vieram outras atrizes. Elas amadurecem, sem perceber. Continuam com os mesmos sorrisos sedutores, olhares intensos. Surpreendem-se quando disputam um papel com uma garota de 20 anos.
– Mas eu faço! Tenho 35, mas passo por 20.
Não passam. A câmera é inexorável, ainda mais com a alta definição. A pele muda. Algo, nem sei dizer o quê, a vida talvez, transforma um semblante que ainda é belo. Mas sem o mesmo frescor. Iniciam-se os procedimentos estéticos. Botox, plásticas. A juventude não volta. O rosto fica mais agradável, não nego. Sem tantas marcas, sem os sulcos na pele causados até pelas histórias da vida. Alguém oferece o papel de tia. Ou de mãe. A atriz se assusta.
– Mas eu não pareço ser mãe dela!
Só uma sucessiva série de dissabores “acordará”, até cruelmente, a pessoa. O tempo passou. A idade chegou. Funciona do mesmo jeito para mim, para meus amigos, para quem tem 40. A juventude, na peça, é simbolizada pelo coma. Um dia a gente acorda. O tempo simplesmente passou, e é preciso rever expectativas, projetos, sonhos. Mas é? A emoção, sim, continua a mesma! Como lidar com isso? Ainda tenho livros para escrever, novelas, quero viver um grande amor. Meu coração bate por coisas novas. E, como eu, o de tanta gente! A sociedade agrária, onde os pais envelheciam junto aos filhos, se desagregou. Eu tenho amigos que ainda tentam ressuscitar esse projeto, brincam com os netinhos e conformam-se em correr atrás dos filhos, sempre ocupados com seus próprios sonhos!
Um número crescente de pessoas sente como eu. Se é um coma, não quero acordar, porque minhas emoções continuam vivas! Posso adaptar projetos, mas desistir dos sonhos nunca! Um antigo ditado dizia que a vida começava aos 40. Depois, aos 50. Estou pronto para considerar os 60 como a idade de ouro. É assim, juro. Eu olho para minhas amigas, parentes: em um olhar, gesto, percebo a garotinha que ela foi. A adolescente. Está lá, viva! Minhas emoções, tantas vezes, são as de um jovem começando a vida. Sempre quero fazer algo de novo. Voltei a pintar. O coração bate acelerado porque uma nova novela está a caminho, ou conheci alguém. E tem mais uma pergunta importante: eu estou em coma, não reconheço a realidade dos meus 60? Bem, se isso é um estado de sonho, de desprendimento da realidade, sou como a personagem da peça. Não quero acordar. Quero bater a cabeça como um adolescente e até, juro, brincar de esconde-esconde dentro de casa. Quero, enfim, sonhar.
A emoção não tem idade. Conformar-se com uma realidade que não nos faz feliz, isso sim é viver em estado de coma. Mas a emoção pode transformá-la. Nós todos enfrentamos essa espécie de Alasca.
Disponível em: http://epoca.globo.com/colunas-e-blogs/walcyrcarrasco/noticia/2015/11/idade-daemocao.html .Acesso em: jul. 2016
Em: “Tinham qualquer homem a seus pés.”, qualquer é um pronome
Leia o texto para responder às questões de números 10 a 15.
Na época escolar, minhas “viagens espaciais” ao mundo da lua pintavam a Terra e seus objetos com as cores mais inusitadas. Por pouco tempo... até virarem luas de papel amassadas nas mãos da professora. Na escola diziam que devia pintar a Terra e seus objetos com as cores verdadeiras da verdade. Isto é, o tronco das árvores de marrom e a copa de verde.
Viver “no mundo da lua” e olhar para a Terra de outras distâncias, de outros ângulos, não era bem-visto pelos adultos, em geral, e pelos adultos da escola, em particular.
O mundo do Era uma vez..., do conto contado, lido, ouvido ou imaginado significava para mim a nave espacial que me permitia inúmeras viagens na travessia terra-lua-terra.
Então encontrava, no texto literário, a misteriosa conspiração das palavras. Sabia que elas, de alguma maneira, comunicavam-se entre si. Era como se tivessem muitos braços e entre abraços formassem uma rede invisível. Um tecido.
(Glória Kirinus, Criança e poesia na pedagogia Freinet. Adaptado)
Assinale a alternativa correta quanto à colocação pronominal.
Leia o texto para responder às questões de números 02 a 07.
Numa cidade de 12 milhões de habitantes, como São Paulo, não há de ser simples a logística para distribuir remédios gratuitos às farmácias estatais e garantir o acesso tempestivo a quem deles depende.
Falhas pontuais acontecem. Cabe ao poder público saná-las de pronto e por elas desculpar-se, sem recorrer a pretextos burocráticos para explicar a inoperância. Eles não têm como minorar o desconforto do doente que fica sem medicamento a que tem direito.
(Folha de S.Paulo, 03.07.2016)
Na passagem do 2o parágrafo “Eles não têm como minorar o desconforto do doente...”, o pronome em destaque refere-se a
A mãe estava na sala, costurando. O menino abriu a porta da rua, meio ressabiado, arriscou um passo para dentro e mediu cautelosamente a distância. Como a mãe não se voltasse para vê-lo, deu uma corridinha em direção de seu quarto.
– Meu filho? – gritou ela.
– O que é – respondeu, com o ar mais natural que lhe foi possível.
– Que é que você está carregando aí?
Como podia ter visto alguma coisa, se nem levantara a cabeça? Sentindo-se perdido, tentou ainda ganhar tempo.
– Eu? Nada…
– Está sim. Você entrou carregando uma coisa.
Pronto: estava descoberto. Não adiantava negar – o jeito era procurar comovê-la. Veio caminhando desconsolado até a sala, mostrou à mãe o que estava carregando:
– Olha aí, mamãe: é um filhote…
Seus olhos súplices aguardavam a decisão.
– Um filhote? Onde é que você arranjou isso?
– Achei na rua. Tão bonitinho, não é, mamãe?
Sabia que não adiantava: ela já chamava o filhote de isso. Insistiu ainda:
– Deve estar com fome, olha só a carinha que ele faz.
– Trate de levar embora esse cachorro agora mesmo!
– Ah, mamãe… – já compondo uma cara de choro.
– Tem dez minutos para botar esse bicho na rua. Já disse que não quero animais aqui em casa.
Tanta coisa para cuidar, Deus me livre de ainda inventar uma amolação dessas.
O menino tentou enxugar uma lágrima, não havia lágrima. Voltou para o quarto, emburrado:
A gente também não tem nenhum direito nesta casa – pensava. Um dia ainda faço um estrago louco. Meu único amigo, enxotado desta maneira!
– Que diabo também, nesta casa tudo é proibido! – gritou, lá do quarto, e ficou esperando a reação da mãe.
– Dez minutos – repetiu ela, com firmeza.
– Todo mundo tem cachorro, só eu que não tenho.
– Você não é todo mundo.
– Também, de hoje em diante eu não estudo mais, não vou mais ao colégio, não faço mais nada.
– Veremos – limitou-se a mãe, de novo distraída com a sua costura.
– A senhora é ruim mesmo, não tem coração!
– Sua alma, sua palma.
Conhecia bem a mãe, sabia que não haveria apelo: tinha dez minutos para brincar com seu novo amigo, e depois… ao fim de dez minutos, a voz da mãe, inexorável:
– Vamos, chega! Leva esse cachorro embora.
– Ah, mamãe, deixa! – choramingou ainda: – Meu melhor amigo, não tenho mais ninguém nesta vida.
– E eu? Que bobagem é essa, você não tem sua mãe?
– Mãe e cachorro não é a mesma coisa.
– Deixa de conversa: obedece sua mãe.
Ele saiu, e seus olhos prometiam vingança. A mãe chegou a se preocupar: meninos nessa idade, uma injustiça praticada e eles perdem a cabeça, um recalque, complexos, essa coisa.
– Pronto, mamãe!
E exibia-lhe uma nota de vinte e uma de dez: havia vendido seu melhor amigo por trinta dinheiros.
– Eu devia ter pedido cinquenta, tenho certeza que ele dava murmurou, pensativo.
(Fonte: Sabino, Fernando. O melhor amigo. In: A vitória da infância. São Paulo: Ática, 1995.)
No enunciado “(...) ela já chamava o filhote de isso.”, o pronome demonstrativo “isso” toma o lugar de outra classe gramatical. Assinale a alternativa em que consta a classe em que se coloca o demonstrativo no enunciado.
AS QUESTÕES DE 01 A 10 ESTÃO RELACIONADAS AO TEXTO ABAIXO
MENTE SADIA
1 _____ Experimente jogar uma pelada depois de meses sem chegar perto da bola. As
2 dores musculares do dia seguinte são o sinal de que seu corpo está atrofiado. O
3 mesmo vale para a mente.
4 _____ Assim como o resto do corpo, o cérebro também envelhece. Ao longo dos anos,
5 essa massa de 1,4Kg não escapa dos ataques dos radicais livres e de outros danos
6 celulares. Como consequência, os neurônios ficam cada vez mais frágeis, até que
7 começam a morrer. Aos poucos, o cérebro vai encolhendo e perdendo parte de seus
8 86 bilhões de neurônios. De acordo com uma pesquisa recente da University of
9 Western Ontário, no Canadá, depois dos 26 anos o órgão perde 20 gramas por década.
10 Ou seja: depois dos 80 anos, o cérebro já perdeu quase 10% de sua massa – e isso está
11 relacionado a sintomas clássicos do envelhecimento, como a perda de memória de
12 curto prazo.
13 _____ [...] Quando o cérebro está ativo, imerso em atividades intelectuais, a corrosão
14 do órgão, aparentemente, é menor. “Quanto mais os neurônios são usados, mais
15 fortes ficam as conexões entre eles”, explica o neurologista Norberto Frota,
16 presidente da Academia Brasileira de Neurologia. Entre as atividades que ele
17 recomenda estão jogos de tabuleiro, palavras cruzadas, estudar uma língua nova e até
18 mesmo discutir política. E é preciso pegar pesado. “Não basta ler um livro. O ideal é
19 fazer um resumo ou contar a história para alguém. É necessário processar a
20 informação”, afirma.
21 _____ Incorporar desafios mentais na rotina pode, além de prevenir, até mesmo
22 reverter o envelhecimento cerebral que já está em andamento.
Adaptado de DOSSIÊ SUPERINTERESSANTE. FOREVER YOUNG – MENTE SADIA, ed. 359-A, abr. 2016, p.38-39.
Assinale a alternativa que preenche corretamente as lacunas do texto abaixo, na ordem em que aparecem:
“O valor dignidade da pessoa humana é um fundamento constitutivo do direito de cada indivíduo _____ igual liberdade, e _____ é, desde o advento do constitucionalismo, a chave da resolução dos complexos problemas suscitados pela relação entre _____ confissões religiosas e o Estado.”
AS QUESTÕES DE 01 A 10 ESTÃO RELACIONADAS AO TEXTO ABAIXO
MENTE SADIA
1 _____ Experimente jogar uma pelada depois de meses sem chegar perto da bola. As
2 dores musculares do dia seguinte são o sinal de que seu corpo está atrofiado. O
3 mesmo vale para a mente.
4 _____ Assim como o resto do corpo, o cérebro também envelhece. Ao longo dos anos,
5 essa massa de 1,4Kg não escapa dos ataques dos radicais livres e de outros danos
6 celulares. Como consequência, os neurônios ficam cada vez mais frágeis, até que
7 começam a morrer. Aos poucos, o cérebro vai encolhendo e perdendo parte de seus
8 86 bilhões de neurônios. De acordo com uma pesquisa recente da University of
9 Western Ontário, no Canadá, depois dos 26 anos o órgão perde 20 gramas por década.
10 Ou seja: depois dos 80 anos, o cérebro já perdeu quase 10% de sua massa – e isso está
11 relacionado a sintomas clássicos do envelhecimento, como a perda de memória de
12 curto prazo.
13 _____ [...] Quando o cérebro está ativo, imerso em atividades intelectuais, a corrosão
14 do órgão, aparentemente, é menor. “Quanto mais os neurônios são usados, mais
15 fortes ficam as conexões entre eles”, explica o neurologista Norberto Frota,
16 presidente da Academia Brasileira de Neurologia. Entre as atividades que ele
17 recomenda estão jogos de tabuleiro, palavras cruzadas, estudar uma língua nova e até
18 mesmo discutir política. E é preciso pegar pesado. “Não basta ler um livro. O ideal é
19 fazer um resumo ou contar a história para alguém. É necessário processar a
20 informação”, afirma.
21 _____ Incorporar desafios mentais na rotina pode, além de prevenir, até mesmo
22 reverter o envelhecimento cerebral que já está em andamento.
Adaptado de DOSSIÊ SUPERINTERESSANTE. FOREVER YOUNG – MENTE SADIA, ed. 359-A, abr. 2016, p.38-39.
“Incorporar desafios mentais na rotina pode, além de prevenir, até mesmo reverter o envelhecimento cerebral que já está em andamento.” (L.21/22)
A respeito da frase acima, pode-se afirmar, corretamente, que:
Texto – Saudade
1----------Conversávamos sobre saudade. E de
2---repente me apercebi de que não tenho
3---saudade de nada. (...) Nem da infância
4---querida, nem sequer das borboletas azuis,
5---Casimiro. Nem mesmo de quem morreu. De
6---quem morreu sinto é falta, o prejuízo da
7---perda, a ausência. A vontade da presença,
8---mas não no passado, e sim presença atual.
9---Saudade será isso? Queria tê-los aqui, agora.
10--Voltar atrás? Acho que não, nem com eles.
11----------A vida é uma coisa que tem de passar,
12--uma obrigação de que é preciso dar conta.
13--Uma dívida que se vai pagando todos os
14--meses, todos os dias. Parece loucura lamentar
15--o tempo em que se devia muito mais.
16----------Gostaria de ter palavras boas, eficientes,
17--para explicar como é isso de não ter
18--saudades; fazer sentir que estou exprimindo
19--um sentimento real, a humilde, a nua verdade.
20--Você insinua a suspeita de que talvez seja isso
21--uma atitude.(...) Pois então eu lhe digo que
22--essa capacidade de morrer de saudades, creio
23--que ela só afeta a quem não cresceu direito;
24--feito uma cobra que se sentisse melhor na
25--pele antiga, não se acomodasse nunca à pele
26--nova. (...)
27----------Fala que saudade é sensação de perda.
28--Pois é. E eu lhe digo que, pessoalmente, não
29--sinto que perdi nada. Gastei, gastei tempo,
30--emoções, corpo e alma. E gastar não é perder,
31--é usar até consumir.
32----------E não pense que estou a lhe sugerir
33--tragédias. Tirando a média, não tive quinhão
34--por demais pior que o dos outros. Houve
35--muito pedaço duro, mas a vida é assim
36--mesmo, a uns traz os seus golpes mais cedo e
37--a outros mais tarde; no fim, iguala a todos.
38----------Infância sem lágrimas, amada, protegida.
39--Mocidade - mas a mocidade já é de si uma
40--etapa infeliz. Coração inquieto que não sabe o
41--que quer, ou quer demais. Qual será, nesta
42--vida, o jovem satisfeito? Um jovem pode nos
43--fazer confidências de exaltação, de
44--embriaguez; de felicidade, nunca. Mocidade é
45--a quadra dramática por excelência, o período
46--dos conflitos, dos ajustamentos penosos, dos
47--desajustamentos trágicos. A idade dos
48--suicídios, dos desenganos e, por isso mesmo,
49--dos grandes heroísmos. É o tempo em que a
50--gente quer ser dono do mundo - e ao mesmo
51--tempo sente que sobra nesse mesmo mundo.
52--A idade em que se descobre a solidão
53--irremediável de todos os viventes. (...)
54----------Não sei mesmo como, entre as inúmeras
55--mentiras do mundo, se consegue manter essa
56--mentira maior de todas: a suposta felicidade
57--dos moços. Por mim, sempre tive pena deles,
58--da sua angústia e do seu desamparo.
59--Enquanto esta idade a que chegamos, você e
60--eu, é o tempo da estabilidade e das batalhas
61--ganhas. Já pouco se exige, já pouco se espera.
62--E mesmo quando se exige muito, só se espera
63--o possível. Se as surpresas são poucas,
64--poucos também os desenganos. A gente vai
65--se aferrando a hábitos, a pessoas e objetos.
-----(...)
66----------E depois há o capítulo da morte, sempre
67--presente em todas as idades. Com a diferença
68--de que a morte é a amante dos moços e a
69--companheira dos velhos. Para os jovens ela é
70--abismo e paixão. Para nós, foi se tornando
71--pouco a pouco uma velha amiga, a se anunciar
72--devagarinho: o cabelo branco, a preguiça, a
73--ruga no rosto, a vista fraca, os achaques.
74--Velha amiga que vem de viagem e de cada
75--porto nos manda um postal, para indicar que
76--já embarcou.
QUEIROZ, Rachel de. Um alpendre, uma rede, um
açude. Rio de Janeiro: José Olympio, 2006.
Texto adaptado.
Assinale a opção em que a anteposição ou a posposição do adjetivo ao substantivo implica mudança de significado.