Questões de Concurso
Comentadas sobre morfologia - pronomes em português
Foram encontradas 10.820 questões
Assinale a alternativa onde o pronome pessoal está empregado corretamente:
Nosso objetivo ao nos comunicarmos é que
aprovem e assimilem nossas fundamentações
ou argumentações. Entre o desejo e sua
realização há uma série de detalhes que pode
funcionar como barreira sem que percebamos.
A insegurança é um de nossos principais
inimigos internos. Se, de saída, não confiarmos
em nossa capacidade de captar o interesse e a
aprovação da plateia, então não há milagre
capaz de fazer o contrário. Essa segurança vai
permear toda a apresentação, contaminando-a
de maneira irreversível. É fácil perceber os
seus sinais: gaguejamos, permeamos a fala
com cacoetes verbais ou de “brancos” (aquelas
pausas evidentes de quem perdeu o fio da
meada), assumimos posturas corporais de
derrota, não vemos a hora de acabar com esse
martírio e, então, perdemos o foco dos nossos
argumentos. Se não acreditamos em nós, quem
acreditará? Assim, a atitude correta para
começar é acreditar em nós mesmos e em
nossa capacidade de expressar o que queremos
da melhor maneira. E trabalhar neste sentido,
ou seja, encarar o desafio de falar em público,
transformando esse momento no melhor
possível todas as vezes que precisamos fazê-lo.
Para tanto, aceite a necessidade de se expor e
trate de se conhecer muito bem, para aproveitar
suas qualidades e corrigir suas falhas. O talento
para a comunicação pode e deve ser construído
passo a passo, com entusiasmo e certeza de que
para chegar lá é preciso o primeiro passo e,
depois, ir dando um de cada vez. Haverá muito
mais adiante. A cada conquista, surge um novo
e gratificante motivo para continuar
aperfeiçoando este diferencial. Nem mesmo
uma natural timidez ou introversão pode
impedir alguém de se apresentar bem diante de
uma plateia. Assim, deixe de se apoiar em uma
muleta como esta, caso esteja nesta categoria
de pessoas. O remédio para superar as próprias
limitações é treino, exercício constante e
dedicação (...). (DOUGLAS, William et ali. A
arte de falar bem em público. São Paulo: Agir,
2016, p. 28).
Assinale a alternativa que indica corretamente a classe gramatical da palavra “irreversível” (linha 12):
Ceará é líder no país em exportação de água de coco Os produtos pertencentes à classificação de água de coco são os principais nas relações comerciais do Ceará com o mundo. (Por G1 CE 12/06/2018 07h59)
O Ceará em 2018, assim como em 2017, segue como terceiro maior exportador de bebidas do Brasil - atrás apenas de São Paulo e do Paraná. As vendas externas cearenses do setor de janeiro a abril, porém, foram no sentido contrário à tendência nacional de crescimento, registrando uma discreta retração de 5,0% em relação ao ano de 2017, alcançando no acumulado do ano o montante de US$ 23,2 milhões.
Já nas importações, o estado exibiu uma queda de 36,7% em relação ao ano anterior, bem acima da média nacional que foi de 1,5%. Os dados são do estudo Ceará de maio, produzidos pelo Centro Internacional de Negócios da FIEC, com base em informações obtidas de janeiro a abril de 2018.
Os produtos pertencentes à classificação de água de coco são os principais nas relações comerciais do Ceará com o mundo. Foram os mais exportados, com um valor de US$ 13,8 milhões em 2018, colocando o Ceará na liderança entre os estados brasileiros exportadores de água de coco.
Destaca-se, todavia, a queda significante nas exportações de “sucos (sumo) de outras frutas, não fermentado, sem adição de açúcar”, que reduziram suas vendas em 80,4% do último ano para o atual. O suco de acerola ganha o destaque pela performance positiva no mesmo período, saindo de US$ 1,3 milhão em 2017, para US$ 3,3 milhões em 2018.
Do lado das importações, lidera também a água de coco, contabilizando US$ 2,9 milhões. Principal destino das exportações cearenses, os EUA reduziram as compras de bebidas do Estado em 17%, mas ainda são responsáveis por 60% do total exportado. A Holanda assumiu a segunda colocação nessa lista exibindo crescimento de 202,3%, saindo de US$ 944,7 mil para US$ 2,9 milhões entre 2017 e 2018.
Destaca-se, todavia, a queda significante nas exportações de “sucos (sumo) de outras frutas. Dadas as afirmativas abaixo, marque a opção em que a colocação pronominal obedeça a mesma regra acima destacada:
Observe a informação abaixo e marque a opção em que os vacábulos destacados são, respectivamente:
Depois que a telespectadora recolhe as informações, torna a guardá-las na memória.
TEXTO 02
Violência disfarçada
Mas, o que é bullying? É o ato covarde de molestar, ameaçar e humilhar colegas, como a colocação de apelidos, na escola ou em qualquer outro lugar onde há relações interpessoais.
Nesse sentido, entendemos que, para caracterizar o bullying, essas atitudes têm de ser intencionais e repetitivas, com o objetivo de deixar a vítima emocionalmente abalada, “para baixo”. Como é um fenômeno que ocorre em quase todos os lugares onde há convívio entre as pessoas, suas consequências afetam a todos. A vítima é a mais prejudicada, pois pode sentir os efeitos do seu sofrimento, quase nunca compartilhado, desenvolvendo algumas atitudes como isolamento social, insegurança, e mostrando-se indefesa diante dos ataques.
Quanto ao agressor, impõe-se por “sua superioridade”, podendo chegar a atos de violência física contra suas vítimas. Age sozinho ou em grupo e, geralmente, sente necessidade de ser aceito e visto pelos colegas de classe. Há um terceiro elemento envolvido nesse tipo de relação, que é o expectador, alunos que testemunham tudo, mas não saem em defesa da vítima por medo de serem o próximo alvo no ataque. Algumas dessas pessoas podem vir a apoiar o agressor.
As consequências do bullying na escola são imprevisíveis e podem ter até um desfecho com morte [...].
CLEMENTE, Antonio. Revista Construindo Notícias. Recife: MultiMarcas, maio/junho, 2008, p. 19
Em “Como é um fenômeno que ocorre em quase todos os lugares”, o termo “QUE” pode ser classificado, morfologicamente, como
Leia o texto a seguir para responder às questões de 1 a 10.
Dona Ana
Até a última batida do coração do marido, dona Ana esteve ao lado.
Não foi fácil. Seu Antônio era educado e agradável no trato social, mas intempestivo, intolerante e voluntarioso com a esposa e os dois filhos. Dava a impressão de que as interações com pessoas pouco íntimas esgotavam na rua seu estoque de tolerância.
Aos sete anos, vendia de casa em casa os pastéis que a mãe viúva fritava, enquanto os cinco filhos ainda dormiam. Aos quinze, veio sozinho para São Paulo com a obrigação de ganhar o sustento da família. Dormiu três dias na rua, antes de conseguir emprego num depósito de ferro velho.
Quando ficou doente, aos sessenta e oito anos, tinha mais de duzentos empregados, duas fazendas e uma imobiliária para administrar os imóveis de sua propriedade.
Dona Ana tinha três irmãs e um pai militar que proibia as filhas de chegar depois de escurecer e que só permitia que ela saísse com o noivo aos domingos, desde que acompanhada pela irmã caçula, rotina mantida até a semana anterior ao casamento.
Casada, aceitou sem rebeldia o autoritarismo do consorte. Deu à luz dois filhos criados com o rigor do pai e a dedicação abnegada da mãe, num ambiente doméstico que beirava a esquizofrenia: alegre e descontraído na presença dela, sisudo e silencioso à chegada do pai.
Quando nasceu o casal de netos, a avó os cobriu de carinho. Passava os dias de semana com eles para que as noras pudessem trabalhar; nos fins de semana em que ficava sem vê-los, morria de saudades.
A doença do patriarca mudou a rotina. Com o marido em casa e os filhos ocupados na condução dos negócios do pai, coube a ela cuidar e atender às solicitações do doente, que exigia sua presença dia e noite e não aceitava um copo d´água das mãos de outra pessoa.
Nas fases finais, oito quilos mais magra, abatida e sonolenta, parecia mais debilitada do que o marido.
Viúva, fez questão de permanecer no mesmo apartamento, apesar da insistência dos filhos e das noras para que fosse morar com eles.
Os familiares estranharam quando pediu que não deixassem mais os netos com ela. Acharam que a perda do marido havia causado um trauma que lhe roubara a felicidade e a disposição para a lida com os pequenos, suspeita que se agravou quando constataram que a mãe não os procurava. Nos fins de semana, era inútil convidá-la para as refeições, ir ao cinema ou viajar com eles. Quando as crianças queriam vê-la, os pais precisavam levá-las até ela.
Numa dessas ocasiões, filhos e noras tentaram convencê-la a procurar um psiquiatra, um medicamento antidepressivo a livraria daquela tristeza solitária. A resposta foi surpreendente:
― Vocês acham que mulher deprimida sai de casa para comprar este vestido lindo que estou usando?
Além do que, explicou, não se sentia nem estava solitária: descobrira no Facebook várias amigas dos tempos de solteira, viúvas como ela. Reuniam-se a cada dois ou três dias para cozinhar, tomar vinho e dar risada. Às terças e quintas, iam ao cinema; aos sábados, lotavam uma van que as levava ao teatro.
No carro, a caminho de casa, os filhos estavam desolados:
― Como pode? Essa alegria toda, três meses depois da morte do papai?
― Deve estar em processo de negação, acrescentou a nora mais nova.
Nos meses seguintes, voltaram a insistir tantas vezes no tratamento psiquiátrico, que ela os proibiu de tocar no assunto, sob pena de não recebê-los mais.
A harmonia familiar desandou de vez num domingo de verão. Sem conseguir falar com a mãe por dois dias, os filhos decidiram procurá-la. O zelador do prédio avisou que não adiantava subir, dona Ana saíra com a mala na quinta-feira, sem revelar quando voltaria.
Segunda-feira depois do jantar, os filhos foram vê-la. Com ar consternado, revelaram estar preocupadíssimos com o comportamento materno, achavam que a perda do marido com quem havia convivido quase meio século, comprometera sua sanidade mental.
Num tom mais calmo do que o dos rapazes, a mãe contou que, na volta do enterro, abriu uma garrafa de vinho pela primeira vez na vida, sentou naquele sofá em que se achavam e pensou em voz alta:
― Vou fazer setenta anos. De hoje em diante não dou satisfação para mais ninguém.
VARELLA, Dráuzio. Dona Ana. Drauzio Varella. 4 abr. 2016. Disponível em: < http://drauziovarella.com.br/drauzio/dona-ana/ >. Acesso em: 20 abr. 2016 (Adaptação).
Assinale a alternativa em que a locução destacada não se refere, semanticamente, à palavra ou locução entre colchetes.
UM PADRÃO IDEAL DA LÍNGUA
(1º§) Existem, na língua, padrões reais e padrões ideais de linguagem.
(2º§) Padrão ideal é o que se espera que o falante diga numa situação de formalidade.
(3º§) Padrão real é o que o falante diz em situações informais ou em situações em que o falante recusa ou ignora a formalidade. O que se ensina na escola, nas aulas de português, são padrões ideais [...].
(4º§) Quando alguém, com exagero, afirma que determinado orador “assassina” o português, o que ele está dizendo é que esse orador não aprendeu ou não respeita os padrões ideais de um registro adequado à situação de formalidade em que o discurso se realiza.
(5º§) Embora uma pessoa entre na escola respirando, ouvindo ou enxergando, não é exagero dizer que ela ainda não sabe respirar, ouvir ou enxergar adequadamente em certas situações. O mesmo ocorre com a língua.
(6º§) Entra-se na escola falando-se o português. Mas é aprendendo a falar a própria língua que um falante consegue mudar os registros linguísticos de acordo com a situação da fala.
(7º§) A língua não tem apenas uma função social. [...]
(Por: Dr. José Augusto Carvalho. Doutor em Letras. Língua Portuguesa, ano 8, dez. 2012.)
Sobre o trecho: “Mas é aprendendo a1 falar a2 própria língua que3 um falante consegue mudar os registros linguísticos de acordo com a situação da fala”. - Marque a alternativa com afirmação incorreta.
Instrução: As questões de números 01 a 10 referem-se ao texto abaixo. Os destaques ao longo do texto estão citados nas questões.
Qual é o limite das minhas capacidades intelectuais?
- Eis a grande pergunta. Mas, para respondê-la, precisamos definir a que nos referimos quando
- falamos de capacidade intelectual. Seria a capacidade de cada pessoa tomar decisões, pensar e
- aprender tanto uma atividade motora como um conceito. Uma vez clara essa questão, a resposta
- sobre o limite da capacidade intelectual, sua ou de qualquer um, deve começar por dizer que há
- três fatores que estabelecem esses limites.
- O primeiro seria a capacidade intelectual dada por sua genética, pelo genoma que você herdou
- de seus antepassados. Essa carga genética é diferente em cada pessoa. Depois haveria uma
- segunda parte que é o treinamento, o exercício da capacidade intelectual. E o terceiro é o
- ambiente onde a pessoa vive e que pode lhe permitir ou não desenvolver mais ou menos tanto
- sua capacidade inata como o treinamento e a educação. Ou seja, você pode ter uma enorme
- capacidade para aprender chinês, mas se jamais em sua vida for exposta a essa língua, não a
- aprenderá.
- Uma vez que temos claro que esses são os três limites, é preciso explicar também que a
- combinação deles é o que tornará sua capacidade intelectual maior ou menor. Por exemplo, pode
- haver alguém com não muita capacidade inata, mas que esteja decidido a ampliar muito seu
- horizonte intelectual – o que ele deve fazer é muito treinamento. Talvez essa seja a chave que
- explica _____ todos os esportistas, músicos ou qualquer um que seja muito bom numa
- determinada tarefa é tão bom assim _____ treina muito, além de ter de saída uma grande
- capacidade inata, pois só tendo predisposição para isso não conseguiriam. Mas também é preciso
- deixar claro que o desenvolvimento de algumas capacidades só com treinamento às vezes é
- complicado e não permite alcançar um grau de excelência enorme, embora ajude a melhorar.
- Também é muito importante considerar o ambiente – certeza que lhe ocorrem nomes de pessoas
- que se destacam em alguns aspectos simplesmente _____ estão em um ambiente muito propício.
- Há outro aspecto relacionado com a inteligência que é fundamental na hora de avaliar a
- capacidade de uma pessoa: a tomada de decisões. Isso quer dizer que também falamos de
- inteligência ou capacidade intelectual naquela vertente em que uma pessoa tomaria uma
- determinada decisão entre todas as que possa tomar. Aqui não estaríamos melhorando uma
- habilidade, mas sim falando de uma pessoa inteligente no sentido de que toma a melhor decisão.
- Podemos ver pessoas quase iletradas, como alguém que cuida um rebanho e que toma ....... boas
- decisões com relação a conseguir que este rebanho siga ....... – isto seria um comportamento
- claramente inteligente, embora essa pessoa provavelmente obtivesse ....... resultados em uma
- prova que medisse outro tipo de capacidade intelectual.
- Assim, resumindo, existe de fato um limite para a capacidade intelectual, _____
- geneticamente o temos. Por exemplo, você poderia chegar a falar muito bem um idioma devido
- à exposição a ele e ao treino, mas ser incapaz de alcançar o nível fonético dos que são nativos
- do lugar. Também é preciso ter claro que se uma pessoa trabalhar duro pode reduzir, e até muito
- essas limitações. Durante muito tempo parecia que com a educação era possível conseguir tudo,
- e isso não é totalmente verdade. Concluindo, há limites, mas também há uma grande
- variabilidade, e se as pessoas trabalharem e não houver uma doença ou uma lesão, pode-se
- chegar a conseguir muitíssimo.
Adaptado de: https://brasil.elpais.com/brasil/2018/08/13/ciencia/1534154167_450036.html
A palavra ‘que’ da linha 06 apresenta a mesma classificação da ocorrência da linha:
Instrução: As questões de números 01 a 10 referem-se ao texto abaixo. Os destaques ao longo do texto estão citados nas questões.
Qual é o limite das minhas capacidades intelectuais?
- Eis a grande pergunta. Mas, para respondê-la, precisamos definir a que nos referimos quando
- falamos de capacidade intelectual. Seria a capacidade de cada pessoa tomar decisões, pensar e
- aprender tanto uma atividade motora como um conceito. Uma vez clara essa questão, a resposta
- sobre o limite da capacidade intelectual, sua ou de qualquer um, deve começar por dizer que há
- três fatores que estabelecem esses limites.
- O primeiro seria a capacidade intelectual dada por sua genética, pelo genoma que você herdou
- de seus antepassados. Essa carga genética é diferente em cada pessoa. Depois haveria uma
- segunda parte que é o treinamento, o exercício da capacidade intelectual. E o terceiro é o
- ambiente onde a pessoa vive e que pode lhe permitir ou não desenvolver mais ou menos tanto
- sua capacidade inata como o treinamento e a educação. Ou seja, você pode ter uma enorme
- capacidade para aprender chinês, mas se jamais em sua vida for exposta a essa língua, não a
- aprenderá.
- Uma vez que temos claro que esses são os três limites, é preciso explicar também que a
- combinação deles é o que tornará sua capacidade intelectual maior ou menor. Por exemplo, pode
- haver alguém com não muita capacidade inata, mas que esteja decidido a ampliar muito seu
- horizonte intelectual – o que ele deve fazer é muito treinamento. Talvez essa seja a chave que
- explica _____ todos os esportistas, músicos ou qualquer um que seja muito bom numa
- determinada tarefa é tão bom assim _____ treina muito, além de ter de saída uma grande
- capacidade inata, pois só tendo predisposição para isso não conseguiriam. Mas também é preciso
- deixar claro que o desenvolvimento de algumas capacidades só com treinamento às vezes é
- complicado e não permite alcançar um grau de excelência enorme, embora ajude a melhorar.
- Também é muito importante considerar o ambiente – certeza que lhe ocorrem nomes de pessoas
- que se destacam em alguns aspectos simplesmente _____ estão em um ambiente muito propício.
- Há outro aspecto relacionado com a inteligência que é fundamental na hora de avaliar a
- capacidade de uma pessoa: a tomada de decisões. Isso quer dizer que também falamos de
- inteligência ou capacidade intelectual naquela vertente em que uma pessoa tomaria uma
- determinada decisão entre todas as que possa tomar. Aqui não estaríamos melhorando uma
- habilidade, mas sim falando de uma pessoa inteligente no sentido de que toma a melhor decisão.
- Podemos ver pessoas quase iletradas, como alguém que cuida um rebanho e que toma ....... boas
- decisões com relação a conseguir que este rebanho siga ....... – isto seria um comportamento
- claramente inteligente, embora essa pessoa provavelmente obtivesse ....... resultados em uma
- prova que medisse outro tipo de capacidade intelectual.
- Assim, resumindo, existe de fato um limite para a capacidade intelectual, _____
- geneticamente o temos. Por exemplo, você poderia chegar a falar muito bem um idioma devido
- à exposição a ele e ao treino, mas ser incapaz de alcançar o nível fonético dos que são nativos
- do lugar. Também é preciso ter claro que se uma pessoa trabalhar duro pode reduzir, e até muito
- essas limitações. Durante muito tempo parecia que com a educação era possível conseguir tudo,
- e isso não é totalmente verdade. Concluindo, há limites, mas também há uma grande
- variabilidade, e se as pessoas trabalharem e não houver uma doença ou uma lesão, pode-se
- chegar a conseguir muitíssimo.
Adaptado de: https://brasil.elpais.com/brasil/2018/08/13/ciencia/1534154167_450036.html
Analise as seguintes assertivas sobre pronomes no texto:
I. O pronome ‘-la’ (l.01) retoma a grande pergunta: qual o limite das nossas capacidades intelectuais.
II. O pronome ‘sua’ (l.06) faz referência direta ao leitor do texto.
III. O pronome ‘o’ (l.34) retoma ‘um limite’ (l.33).
Quais estão corretas?
Atenção: Leia o texto abaixo para responder às questões de 31 a 43.
Para assegurar a pertinência da dominação produtiva industrial, do modo de pensar e de fazer que a gera e que ela induz, é preciso fazer romper a alteridade em múltiplas facetas de exotismo. É preciso também fazer aparecer as sociedades ainda diferentes como caminhos sem saída, erros, ausências ou inacabados no curso de uma progressão histórica inelutável. Na melhor das hipóteses, poder-se-ia considerá-los como traços de fases anteriores na construção da cidade humana universal. As sociedades que a exploração descobre, tornam-se imagens fotográficas e depois cinematográficas suscetíveis de ser transportadas, editadas, montadas, referidas e, sobretudo, comentadas em relação a um espectador cuja centralidade e o caráter de referencialidade essencial não são postos em questão. Trata-se de tentativas de levantamentos sistemáticos de desvios e de etapas no que será a elaboração de uma humanidade alocada sob a chancela universal do darwinismo.
A melhora das condições técnicas da exploração do mundo (transporte e comunicação se aperfeiçoam com a máquina a vapor, a eletricidade e o telégrafo) fornecia a essas intenções meios cada vez mais performativos. O cinema completa a panóplia dos instrumentos para essa coleta generalizada, fundindo a ambição do olhar à objetividade pela supressão dos obstáculos do espaço e do tempo. A imagem animada capta o transitório da duração, supera a subjetividade do testemunho duvidoso dos viajantes de longa distância, suprime os desvios especiosos da memória: os momentos fugidios da vivência, as singularidades e as diferenças do Outro tornam-se transportáveis e, portanto, observáveis à vontade, como o obelisco de Luxor, as múmias do Egito ou os afrescos do Partenon.
A etnografia iniciada por Franz Boas, e que fará da pesquisa de campo seu “laboratório” indispensável, emergindo dos limbos da reflexão teórica e frequentemente ética sobre as origens e as etapas das sociedades humanas, se tornará, do mesmo modo, um instrumento dessa coleção de realidades do mundo e de uma “objetivação” no mesmo sentido do olhar. A apresentação de uma observação dinâmica e totalizante, a passagem “pelo campo” e, portanto, a experimentação, fazem do cinema e da etnografia irmãos gêmeos de um empreendimento comum de descoberta, de identificação, de apropriação e talvez de absorção e de assimilação do mundo e de suas histórias.
Ao extremo da distância/diferença constatada, nas regiões mais remotas, no seio das sociedades mais exóticas, se – isto é, este anônimo genérico e referencial que se considera o homem branco – identificavam, com um fervor receoso, primitivismos nos limites de um inquietante estado de natureza, canibalismos “selvagens” marcando aparentemente o que devia ser o salto qualitativo em direção à cultura ou antes em direção à Civilização com sua maiúscula. Com essas designações, essas estigmatizações fascinadas, o homem ocidental decerto mastigava, como em uma denegação analítica, sua própria bulimia, sua necessidade incessante de apropriação, de dominação, projetando finalmente no outro seu próprio desejo de consumo, de devoração...! A gravação por imagem e som, assim como o empreendimento de categorização etnográfica, contribuem para os mesmos efeitos: absorver a distância material do outro e reduzi-lo a imagem e a conceitos de que se alimentam meu olhar e minha mente
(Adaptado de: PIAULT, Marc. Antropologia e Cinema. São Paulo, Editora Unifesp, 2018)
No segmento do modo de pensar e de fazer que a gera e que ela induz, a oração sublinhada complementa o sentido de
Instrução: As questões 06 a 10 referem-se ao texto abaixo.
Sem prejuízos com a comida
01. A Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa
02. Agropecuária) passou a orientar os consumidores para que
03. reduzam o ______ de alimentos. Dicas e informações
04. sobre os atributos de qualidade na compra, o correto
05. ______ e ______ dos produtos nos mercados e nas
06. residências para evitar a perda de alimentos estão
07. agora disponíveis em uma página da internet,
08. patrocinada pela instituição.
09. Além de orientar sobre cuidados, a página pretende
10. estimular o aumento do consumo de vegetais, com
11. diversas opções de preparos, salientando que as
12. hortaliças não devem servir apenas para saladas.
Fonte: adaptado de Zero Hora, Hortaliças, publicado em 14 e 15/11/2017.
Considere a última frase do texto:
Além de orientar sobre cuidados, a página pretende estimular o aumento do consumo de vegetais, com diversas opções de preparos, salientando que as hortaliças não devem servir apenas para saladas.
Nessa frase, o vocábulo que está sendo usado com o valor de
Na norma culta de colocação pronominal, em casos de locuções verbais, a próclise aos verbos principais que estão no infinitivo e no gerúndio não é aceita. Entretanto, a norma permite o uso da próclise aos verbos auxiliares em alguns casos. Escolha a opção gramaticalmente CORRETA.
A ênclise, colocação pronominal no qual o pronome oblíquo átono vem posposto ao verbo, juntamente com um hífen, é exigida em alguns casos, de acordo com a norma culta. Marque a opção em que a ênclise é usada incorretamente.
Instrução: As questões de números 01 a 10 referem-se ao texto abaixo. Os destaques ao longo do texto estão citados nas questões.
Todo mundo tem pelo menos um esqueleto escondido no armário
- Quando o suposto “defeito” fica na parte de fora da gente, aprendemos a disfarçá-lo;
- com cortes de cabelo, maquiagem, roupas que nos favoreçam, filtros fotográficos e o que mais
- estiver ao nosso alcance para que possamos exibir ao mundo uma imagem mais aceita e
- “curtível”. Já quando a incongruência vem de dentro, do nosso caráter ou do nosso DNA
- afetivo, aí a coisa fica um pouquinho mais complicada. Para nossas distorções internas não ___
- filtro, roupa de grife ou tratamento estético que dê jeito. O mais estranho é que, talvez, seja
- exatamente essa maior dificuldade encontrada o que nos torna tão especialistas em camuflar
- nossas partes internas mais densas, pesadas, estranhas e rejeitadas. Por exemplo, já reparou
- como todo mundo se sente vítima da inveja, mas ninguém assume ser invejoso? Essa conta
- simplesmente não fecha; sobra “x”, sobra incógnitas, sobra dividendos e zeros depois da
- vírgula. E a explicação para essa transgressão matemática é muito simples: a nossa
- configuração interna não é exata, não flutua segundo a orientação dos maravilhosos (e
- assustadores) algoritmos, não há fórmula racional possível para equalizar nossas demandas
- emocionais, nossas batalhas diárias contra nosso mais terrível inimigo: a falta de
- autoconhecimento.
- Somos completos estranhos para nós mesmos. Essa personagem que acorda conosco
- dentro de nós apenas imagina quem seja essa outra personagem que a gente vê no espelho, e
- vice-versa. Somos pelo menos dois tentando fazer dar certo um casamento indissolúvel. O fato
- é que passamos a vida julgando os outros, querendo os outros, desejando os outros, rejeitando
- os outros, perseguindo os outros e descartando os outros, para tentar escapar do nosso
- intransferível destino: somos completamente incapazes de sentir por nós mesmos todas essas
- complexas paixões de aproximação e desapego. Então, para não termos de encarar de frente
- esse desafio enorme que é desencavarmos esse fóssil humano de nós mesmos, soterrado sob
- inúmeras camadas de poeira, pedra e lágrimas, seguimos fingindo que está tudo bem.
- Arranjamos jeitos de doer menos, nos cercamos de crenças – religiosas ou não – para nos
- acalmar a angústia diante da nossa indisfarçável imperfeição. Seguimos recitando pequenas
- ladainhas, invocando algum deus ou sábio, a fim de explicar ou abençoar nossas pretensões à
- uma suposta santidade ou – ainda mais ambiciosos – a fim de alcançar uma coisa chamada
- “paz interior”.
- É, companheiro, só a gente mesmo para entender o quão complexo, custoso e
- desafiador é carregar-nos todo santo dia para cima e para baixo. E haja academia, terapia,
- creme hidratante, plástica capilar, fruta orgânica e receitas sem carboidrato para caber em tão
- descabida expectativa. Quem sabe não esteja na hora de visitarmos aquele porão esquecido,
- frio e escurinho. Abrir aquele armário secreto, trancado a sete chaves e dar uma boa olhada
- naquele esqueletinho que padece ali, abandonado e sem afeto. Imagine cada um de nós
- andando por aí com seu podre revelado… Talvez, de início se instalasse o caos. Sim, _______
- desacostumamos demais da verdade. Porque, no começo, insistiríamos em afirmar que o
- esqueleto do outro é muito mais temível do que o nosso. Entretanto, passado um tempo…
- acabaríamos compreendendo que não há uma variedade assim tão grande de defeitos. Nossos
- horrores internos são, na verdade, muito mais parecidos do que a nossa vitrine inventada e
- mantida com tanto custo. Reveladas nossas entranhas esquisitas, acabaríamos tirando um peso
- enorme do peito e das costas e descobriríamos que nossas faltas, assim como nossos excessos,
- são apenas casquinhas de feridas que ainda não aprendemos a curar.
Texto especialmente adaptado para esta prova. Disponível em https://www.contioutra.com/todo-mundo-tem-pelo-menos-um-esqueleto-escondido-no-armario/. Acesso em 9 set. 2018.
Quanto à sua classificação, o termo “aquele” (l. 33 e 34) é considerado um pronome:
Leia as afirmativas a seguir:
I. O acervo lexical da Língua Portuguesa é constituído em sua maioria por vocábulos herdados do latim, aos quais se acrescentaram outros emprestados de idiomas diversos.
II. A flexão dos pronomes se realiza de modo totalmente distinto da flexão dos nomes.
Marque a alternativa CORRETA:
Leia as afirmativas a seguir:
I. Vogal temática é a vogal que ocorre antes do radical e depois das desinências. Essa vogal é sempre tônica nos nomes e átona nos verbos, quando no infinitivo.
II. Os pronomes possibilitam esquemas opositivos entre formas substantivas (pronomes substantivos) e formas adjetivas (pronomes adjetivos).
Marque a alternativa CORRETA:
Leia as afirmativas a seguir:
I. O conceito de composição remete ao processo de formação de palavras pela separação de dois ou mais radicais.
II. Nos pronomes, há três categorias inexistentes nos nomes: gênero ativo, passivo e reflexivo.
Marque a alternativa CORRETA:
INSTRUÇÕES: As questões de 1 a 4 dizem respeito ao TEXTO 1.
Leia-o atentamente antes de respondê-las.
TEXTO 1
Aprenda a cuidar melhor dos pés, esses injustiçados
1 Normalmente não dispensamos a esses fiéis
escudeiros a atenção que merecem. Pior: quase
sempre os ignoramos, quando não os castigamos
com excesso de peso e sapatos que são
5 verdadeiros instrumentos de tortura. Mas ainda
está em tempo de tratar melhor os pés, que depois
dos 50 exibem os tristes resultados de décadas de
negligência. Pacientes diabéticos já são orientados
pelos médicos para redobrar os cuidados com essa
10 parte do corpo, mas mesmo quem não sofre da
doença ou de problemas como joanetes ou artrose
deve tomar precauções. Não perca seus pés de
vista: depois do banho, enxugue bem entre os
dedos, porque a umidade facilita a proliferação de
15 fungos. Verifique se a pele apresenta bolhas,
manchas avermelhadas ou algum ferimento. E
aprenda a tratá-los com mais carinho, porque são
fundamentais para nos manter ativos. Alguns
cuidados fundamenteis para os pés são: manter
20 uma boa hidratação, manter as unhas sempre
limpas e aparadas, evitar sapatos inadequados,
Promover o descanso, bem controlar o peso.
G1 - Disponível em: https://g1.globo.com/bemestar/blog/longevidade-modo-de-usar/post/aprenda-a-cuidar-melhor-dos-pes-esses-injusticados.ghtml (Fragmento adaptado) - Acesso em: 22 jan..2018.
Sobre a regência verbal, concordância e colocação pronominal, assinale a alternativa correta:
CONSOADA Quando a Indesejada das gentes chegar (Não sei se dura ou caroável), Talvez eu tenha medo. Talvez sorria, ou diga: - Alô, iniludível! O meu dia foi bom, pode a noite descer. (A noite com os seus sortilégios.) Encontrará lavrado o campo, a casa limpa, A mesa posta, Com cada coisa em seu lugar. (Manuel Bandeira. Disponível em: www.poesiaspoemaseversos.com.br) |
Com base no texto 'CONSOADA', leia as afirmativas a seguir:
I. No verso “Quando a Indesejada das gentes chegar”, o conectivo “quando” inicia uma relação semântica de tempo.
II. O primeiro e o terceiro versos conferem ao texto um caráter sorumbático.
Marque a alternativa CORRETA:
CONSOADA Quando a Indesejada das gentes chegar (Não sei se dura ou caroável), Talvez eu tenha medo. Talvez sorria, ou diga: - Alô, iniludível! O meu dia foi bom, pode a noite descer. (A noite com os seus sortilégios.) Encontrará lavrado o campo, a casa limpa, A mesa posta, Com cada coisa em seu lugar. (Manuel Bandeira. Disponível em: www.poesiaspoemaseversos.com.br) |
Com base no texto 'CONSOADA', leia as afirmativas a seguir:
I. No verso “Talvez eu tenha medo”, o advérbio “talvez” exprime a dúvida do eu-poético.
II. No verso “- Alô, iniludível!”, o vocábulo “alô” funciona como pronome demonstrativo e retoma termos anteriores.
Marque a alternativa CORRETA: