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Questões de Concurso Comentadas sobre morfologia - pronomes em português

Questões Discursivas

Foram encontradas 10.466 questões

Q4209066 Português

Leia o Texto I para responder à questão.


Texto I 

 

A Ética na Era Digital: Formando Cidadãos Conscientes e Responsáveis 


Celso Niskier

Presidente do Conselho de Administração da Abmes

Membro do Conselho Nacional de Educação e Reitor do Centro Universitário UniCarioca. 


Vivemos uma época em que as fronteiras entre o mundo físico e o digital se tornaram quase imperceptíveis. A internet, as redes sociais e as tecnologias inteligentes transformaram profundamente nossas formas de comunicar, aprender, trabalhar e conviver. Diante dessas mudanças, a educação enfrenta um desafio urgente e inadiável: formar cidadãos éticos para um mundo digital.


A ética digital não diz respeito apenas ao uso correto da tecnologia. Trata-se de um compromisso profundo com os valores que sustentam a convivência em sociedade – como o respeito, a responsabilidade, a empatia e a justiça – aplicados agora a contextos cada vez mais complexos. Em um universo onde dados, imagens e ideias circulam em tempo real, a consciência sobre os impactos de nossas ações ganha nova dimensão. Muitas vezes, jovens e adultos acessam e compartilham conteúdos sem refletir sobre suas consequências. Notícias falsas, discursos de ódio, cyberbullying, vazamentos de dados e manipulações algorítmicas são sintomas de um mundo digital ainda carente de maturidade ética. E é na escola que essa consciência precisa ser cultivada, com diálogo, reflexão crítica e formação de valores sólidos.


A educação ética no ambiente digital começa com a alfabetização digital crítica. Os estudantes devem ser preparados para identificar informações confiáveis, compreender o funcionamento das plataformas, questionar as narrativas dominantes e reconhecer os riscos associados à superexposição e à desinformação. Saber usar a tecnologia com segurança é apenas o ponto de partida.


As discussões sobre privacidade, consentimento, liberdade de expressão e responsabilidade digital devem fazer parte do cotidiano escolar. A formação ética não se dá apenas por meio de regras e orientações, mas pela vivência e pelo exemplo. Professores e gestores precisam criar espaços seguros para o debate, promovendo uma cultura de respeito, escuta e corresponsabilidade.


Além disso, é essencial estimular a empatia digital. Ensinar os alunos a se colocarem no lugar do outro também no ambiente virtual é uma forma de humanizar a tecnologia. A convivência digital exige as mesmas qualidades da convivência presencial: gentileza, diálogo, tolerância às diferenças e capacidade de resolver conflitos de forma não violenta.


A ética na era digital é também uma questão de cidadania. O uso consciente da tecnologia fortalece a democracia, promove o bem comum e combate desigualdades. Os estudantes precisam compreender que são agentes ativos nesse processo: suas escolhas importam, suas vozes têm poder e sua atuação pode contribuir para uma internet mais segura, justa e inclusiva.


Formar cidadãos éticos para o mundo digital é formar seres humanos completos para a vida. Não se trata de resistir à tecnologia, mas de guiar sua utilização com sabedoria e responsabilidade. Em tempos de transformação acelerada, é a ética que nos dá rumo. E é a educação que nos dá as ferramentas para praticá-la com profundidade, consistência e coragem.


Fonte:https://abmes.org.br/blog/detalhe/18952/a-etica-na-era-digital-formando-cidadaos-conscientes-e-responsaveis Acesso em 18 abr. 2026

No trecho do Texto I: “Muitas vezes, jovens e adultos acessam e compartilham conteúdos sem refletir sobre suas consequências.”, a palavra “suas” pode ser classificada como: 
Alternativas
Q4208993 Português
No trecho retirado do texto “o estudioso reproduzia as conversas que outro filósofo — no caso, Sócrates — tinha com certos cidadãos gregos”, a palavra “certos” é classificada gramaticalmente como:
Alternativas
Q4208363 Português

Leia o Texto I para responder à questão.

Texto I


O governo agora é obrigado a escrever bem. Por lei.

O que não significa, é claro, que os jargões e o juridiquês vão desaparecer do setor público brasileiro da noite para o dia. Entenda as origens psicológicas e históricas da má comunicação.

Em novembro de 2025, o governo federal aprovou a Política Nacional de Linguagem Simples. Ela obriga os órgãos públicos a escrever de maneira clara e concisa em formulários, contratos, portais de internet, apps e outros textos que o cidadão precisa entender para, por exemplo, marcar um exame no SUS, matricular uma criança na escola ou pagar a conta de luz. A norma recomenda evitar termos estrangeiros que não sejam de uso corrente, começar os textos com a informação mais importante, sem enrolação, e preferir a voz ativa (por exemplo: “Collor confiscou as poupanças” em vez de “as poupanças foram confiscadas por Collor”). Outras orientações são escolher palavras comuns, de uso cotidiano, evitar jargões e juridiquês e redigir frases curtas, em ordem direta: opte por “as margens plácidas do Ipiranga ouviram o brado retumbante de um povo heroico” em vez do original “Ouviram do Ipiranga as margens plácidas / De um povo heroico o brado retumbante”.

Uma máquina pública que se expressa com clareza é um pré-requisito para uma democracia saudável. 29% da população brasileira acima de 15 anos é analfabeta funcional: até sabe ler e escrever, mas não consegue, de fato, interpretar um texto.

Mundo afora, há esforços parecidos. Em junho de 2023, a Organização Internacional de Normalização (ISO) – aquela que emite a certificação ISO 9001 – publicou a primeira norma internacional de Linguagem Simples. A Colômbia aprovou sua legislação sobre o tema em 2014. Nos EUA, em que uma norma desse tipo vigora desde 2010, uma ONG chamada Centro para Linguagem Simples organiza um concurso anual de redação em repartições públicas.

Infelizmente, tudo que esses conselhos têm de velhos eles têm de ignorados. Só nos EUA, falhas de comunicação custam US$ 1,2 trilhão por ano às empresas. Em um levantamento com 251 gestores, eles estimaram que suas equipes perdem, em média, 7,47 horas por semana por causa de falhas de comunicação. Um outro estudo, feito no Reino Unido, concluiu que o trabalhador médio torra cinco horas por semana esclarecendo o conteúdo de e-mails e mensagens. Uma enquete com 547 empresários revelou que 54% se incomodam com os jargões em suas leituras cotidianas.

O que torna esses dados preocupantes é que, em geral, ninguém escreve com o objetivo de não se fazer entender. Se todo mundo tenta ser claro, por que existem textos ruins por toda parte? A resposta tem duas camadas. A primeira é psicológica: nós temos vieses cognitivos – bugs de percepção e raciocínio – que nos tornam propensos a escrever mal. A segunda é social: como o vizir egípcio já sabia, falar “bonito” e rebuscado é uma forma de a elite se diferenciar do povo, e esse preconceito deixou uma herança estilística.

Nem só de boas intenções, porém, nascem os textos ruins. Às vezes, eles são herméticos por escolha. Vide o Hino Nacional, já citado acima. A letra é obra de Osório Duque-Estrada, um poeta parnasiano e bacharel de Direito da USP. Ele pertencia à elite que fundou a República – e era o tipo de brasileiro que, no começo do século 20, escrevia rebuscado de propósito. Em 1907, quando mais de 70% da população brasileira era analfabeta, Osório se opôs a uma reforma ortográfica que ajudaria no ensino do português dizendo que “a corrente erudita há de reagir sempre contra o elemento popular e inconsciente e perturbador da pureza e das boas normas da linguagem”.

Diante de um histórico desses, é uma boa não depositar muitas esperanças na Lei Nacional de Linguagem Simples. Ela é um texto, não um milagre. Eliminar os vícios de linguagem do governo brasileiro exigiria uma equipe de redatores grande, caríssima e com paciência essencialmente infinita para dialogar com todos os burocratas. Porém, o simples fato de que essa norma existe é um passo na direção certa. Com algumas décadas de incentivo à boa escrita em Brasília, talvez seja possível espantar o fantasma parnasiano. E tornar o Brasil mais democrático não só na prática, mas também no discurso.

 

Fonte: VAIANO, Bruno. Superinteressante. 15 de maio de 2026. Página 6. Disponível em: https://www.pressreader.com/brazil/superinteressante/20260515/page/6. Acesso em: 11 jun. 2026 [Adaptado].

Analise as alternativas e assinale a CORRETA acerca das relações coesivas observadas no Texto I. 
Alternativas
Q4208253 Português
Leia o Texto I para responder à questão:

Texto I

O governo agora é obrigado a escrever bem. Por lei.

O que não significa, é claro, que os jargões e o juridiquês vão desaparecer do setor público brasileiro da noite para o dia. Entenda as origens psicológicas e históricas da má comunicação.

    Em novembro de 2025, o governo federal aprovou a Política Nacional de Linguagem Simples. Ela obriga os órgãos públicos a escrever de maneira clara e concisa em formulários, contratos, portais de internet, apps e outros textos que o cidadão precisa entender para, por exemplo, marcar um exame no SUS, matricular uma criança na escola ou pagar a conta de luz. A norma recomenda evitar termos estrangeiros que não sejam de uso corrente, começar os textos com a informação mais importante, sem enrolação, e preferir a voz ativa (por exemplo: “Collor confiscou as poupanças” em vez de “as poupanças foram confiscadas por Collor”). Outras orientações são escolher palavras comuns, de uso cotidiano, evitar jargões e juridiquês e redigir frases curtas, em ordem direta: opte por “as margens plácidas do Ipiranga ouviram o brado retumbante de um povo heroico” em vez do original “Ouviram do Ipiranga as margens plácidas / De um povo heroico o brado retumbante”.
    Uma máquina pública que se expressa com clareza é um pré-requisito para uma democracia saudável. 29% da população brasileira acima de 15 anos é analfabeta funcional: até sabe ler e escrever, mas não consegue, de fato, interpretar um texto.
    Mundo afora, há esforços parecidos. Em junho de 2023, a Organização Internacional de Normalização (ISO) – aquela que emite a certificação ISO 9001 – publicou a primeira norma internacional de Linguagem Simples. A Colômbia aprovou sua legislação sobre o tema em 2014. Nos EUA, em que uma norma desse tipo vigora desde 2010, uma ONG chamada Centro para Linguagem Simples organiza um concurso anual de redação em repartições públicas.
    Infelizmente, tudo que esses conselhos têm de velhos eles têm de ignorados. Só nos EUA, falhas de comunicação custam US$ 1,2 trilhão por ano às empresas. Em um levantamento com 251 gestores, eles estimaram que suas equipes perdem, em média, 7,47 horas por semana por causa de falhas de comunicação. Um outro estudo, feito no Reino Unido, concluiu que o trabalhador médio torra cinco horas por semana esclarecendo o conteúdo de e-mails e mensagens. Uma enquete com 547 empresários revelou que 54% se incomodam com os jargões em suas leituras cotidianas.
    O que torna esses dados preocupantes é que, em geral, ninguém escreve com o objetivo de não se fazer entender. Se todo mundo tenta ser claro, por que existem textos ruins por toda parte? A resposta tem duas camadas. A primeira é psicológica: nós temos vieses cognitivos – bugs de percepção e raciocínio – que nos tornam propensos a escrever mal. A segunda é social: como o vizir egípcio já sabia, falar “bonito” e rebuscado é uma forma de a elite se diferenciar do povo, e esse preconceito deixou uma herança estilística.
    Nem só de boas intenções, porém, nascem os textos ruins. Às vezes, eles são herméticos por escolha. Vide o Hino Nacional, já citado acima. A letra é obra de Osório Duque-Estrada, um poeta parnasiano e bacharel de Direito da USP. Ele pertencia à elite que fundou a República – e era o tipo de brasileiro que, no começo do século 20, escrevia rebuscado de propósito. Em 1907, quando mais de 70% da população brasileira era analfabeta, Osório se opôs a uma reforma ortográfica que ajudaria no ensino do português dizendo que “a corrente erudita há de reagir sempre contra o elemento popular e inconsciente e perturbador da pureza e das boas normas da linguagem”. 
    Diante de um histórico desses, é uma boa não depositar muitas esperanças na Lei Nacional de Linguagem Simples. Ela é um texto, não um milagre. Eliminar os vícios de linguagem do governo brasileiro exigiria uma equipe de redatores grande, caríssima e com paciência essencialmente infinita para dialogar com todos os burocratas. Porém, o simples fato de que essa norma existe é um passo na direção certa. Com algumas décadas de incentivo à boa escrita em Brasília, talvez seja possível espantar o fantasma parnasiano. E tornar o Brasil mais democrático não só na prática, mas também no discurso.


Fonte: VAIANO, Bruno. Superinteressante. 15 de maio de 2026. Página 6. Disponível em: https://www.pressreader.com/brazil/superinteressante/20260515/page/6 . Acesso em: 11 jun. 2026 [Adaptado].
Analise as alternativas e assinale a CORRETAacerca das relações coesivas observadas no Texto I.
Alternativas
Q4207765 Português
A questão refere-se ao texto abaixo.


Cão Orelha: psicóloga explica o que leva alguém a maltratar animais 


    A morte do cachorrinho Orelha, em Florianópolis, comoveu o país. Conhecido e cuidado por moradores da região, o cão comunitário tinha cerca de 10 anos e fazia parte da rotina da vizinhança. No início de janeiro, entretanto, sua história teve um desfecho doloroso: Orelha foi atacado por um grupo de quatro _ _ _ _ _ _ _ _ e sofreu ferimentos graves. 

    Socorrido e levado a uma clínica veterinária, o animal teve de ser _ _ _ _ _ _ à eutanásia em razão da gravidade dos ferimentos. A notícia provocou _ _ _ _ _ _, tristeza e uma onda de manifestações nas redes sociais.

    Para além da comoção, o episódio chama a atenção para as origens psicológicas da violência contra animais, como lidar com o luto após a morte dos pets e onde denunciar maus-tratos.

    Segundo a psicóloga Juliana Sato, especializada em luto pet e comportamento humano, ... agressão contra animais é um comportamento grave que, do ponto de vista psicológico, pode indicar dificuldades na regulação emocional, na empatia e no reconhecimento de limites éticos.

    Esse tipo de conduta, explica ... especialista, pode surgir em contextos de vulnerabilidade psicossocial, como exposição ... violência, negligência, dinâmicas familiares disfuncionais, dificuldades persistentes no manejo da frustração e prejuízos no controle de impulsos.

     Ainda assim, não é possível reduzir o fenômeno a uma única causa. “Mas é importante reconhecer que esse tipo de comportamento pode funcionar como marcador de risco e exige atenção, responsabilização e encaminhamentos adequados”, completa.


    Esse tipo de ação está associado a adoecimento psicológico?

    Do ponto de vista científico, a resposta é cautelosa. Embora a agressividade contra animais possa ser um dos comportamentos associados a determinados transtornos psicológicos, não é possível estabelecer diagnósticos com base em episódios isolados.

    Em termos clínicos, esse comportamento pode aparecer em transtornos disruptivos e de conduta — sobretudo na adolescência —, no uso de substâncias, em quadros de impulsividade acentuada ou em situações em que há prejuízo no julgamento, no autocontrole e na empatia.

    Aliás, há estudos que apontam que dados policiais mostram que pessoas envolvidas em crueldade animal têm probabilidade maior de cometer crimes contra pessoas, como agressões e até homicídio.

    Por outro lado, é importante ter cuidado para evitar tanto a patologização automática quanto a minimização do comportamento. “[Por isso,] do ponto de vista ético e técnico, diante de uma conduta dessa gravidade, esse tipo de comportamento deve motivar avaliação psicológica especializada e, quando indicado, psiquiátrica”, narra Juliana.

Como lidar com o luto após a morte violenta de um animal?

    Casos como o de Orelha costumam gerar um luto complexo, marcado pela perda, mas também pelo choque e pela sensação de insegurança. Nesses casos, o cuidado psicológico envolve tanto a elaboração do vínculo rompido quanto o enfrentamento do componente traumático. 

    A psicoterapia pode ajudar a organizar a narrativa do ocorrido, lidar com sentimentos de culpa, impotência e ansiedade e construir rituais de despedida que preservem a memória sem reforçar a revivência do trauma.

    “Também é relevante reconhecer que o luto por um animal ainda é, com frequência, socialmente invalidado, e a validação do sofrimento é parte do cuidado”, destaca Juliana.

    Casos de maus-tratos podem ser denunciados em delegacias comuns ou em unidades especializadas em meio ambiente ou proteção animal. Também é possível acionar o Ministério Público ou o IBAMA.

    A Constituição Federal estabelece que a proteção da fauna é dever do poder público e da coletividade, determinando que práticas que submetam animais à crueldade sejam vedadas por lei.

    Centros de Controle de Zoonoses, Vigilância Sanitária, Promotorias de Justiça do Meio Ambiente e órgãos ambientais também podem atuar, de acordo com a situação. Em casos de flagrante, uma orientação é acionar a Polícia Militar pelo telefone 190.

    Especialistas recomendam ainda verificar se o município possui canais específicos de denúncia. Além disso, instituições como a World Animal Protection orientam que o denunciante leve por escrito o artigo 32 da Lei de Crimes Ambientais (Lei Federal nº 9.605, de 1998), já que nem todos os agentes públicos conhecem o detalhamento da legislação.

    A lei estabelece que os animais são tutelados pelo Estado, e o denunciante não se torna parte do processo judicial. Após a apuração, cabe ao poder público dar andamento à ação penal.


Texto Adaptado. 
Em “A lei estabelece que os animais são tutelados pelo Estado...”, a palavra destacada pertence à classe dos (as) 
Alternativas
Q4207384 Português
De acordo com Bechara (2019), analise as assertivas a seguir sobre o uso dos pronomes relativos das orações adjetivas:
I. O pronome relativo “que”, quando precedido da preposição necessária, pode exercer as funções de sujeito e predicativo.
II. O pronome “quem”, sempre em referência a pessoas ou coisas personificadas, só se emprega precedido de preposição, e exerce as funções sintáticas de objeto indireto, objeto direto, complemento relativo, adjunto adverbial e agente da passiva.
III. Os pronomes “cujo(s)” e “cuja(s)”, precedidos ou não de preposição, valem sempre “do qual”, “da qual”, “dos quais”, “das quais” (caso em que a preposição “de” tem sentido de posse) e funcionam como adjunto adnominal do substantivo seguinte com o qual concordam em gênero e número.
Quais estão corretas?
Alternativas
Q4207313 Português

Analise as assertivas abaixo acerca da acentuação gráfica e da colocação pronominal.



I- Acentuam-se os vocábulos paroxítonos terminados em ditongo crescente, seguido, ou não, de s, como ocorre em “sábio”.


II- Acentuam-se os vocábulos que terminam por encontro vocálico e que podem ser pronunciados como proparoxítonos, como ocorre em “conterrâneo”.


III- Palavras de sentido negativo, pronomes relativos e certos advérbios são fatores atrativos dos pronomes átonos para a posição posterior ao verbo.


IV- Amesóclise ocorre no futuro do presente e no futuro do pretérito.


V- Em “não o pagarei” o pronome deve ser deslocado para posição mesoclítica.



É CORRETO o que se afirma em:

Alternativas
Q4207308 Português

Analise as afirmações a respeito da coesão textual.



I- Quando o referente precede o item coesivo, tem-se a catáfora, como ocorre em “Ele tinha uma grande qualidade: a paciência”.


II- Diz-se referência exofórica quando o referente está fora do texto; diz-se referência endofórica quando o referente encontra-se expresso no próprio texto.


III- No exemplo “Mariana chegou cedo, pois ela tem muito serviço” temos um caso de referência exofórica do tipo anáfora mediante o emprego do pronome pessoal de terceira pessoa.


IV- No exemplo “Mariana chegou cedo, pois ela tem muito serviço” temos um caso de substituição lexical e não gramatical.


V- Os elementos de referência são aqueles que remetem a outros itens do discurso.



É CORRETO o que se afirma apenas em:

Alternativas
Q4206751 Português

"Se um livro é mau, nada o pode desculpar; sendo bom, nem todos os reis o conseguem esmagar." (Voltaire)


Assinale a alternativa em que os dois trechos destacados acima foram reescritos de acordo com as normas de colocação pronominal em Língua Portuguesa.

Alternativas
Q4206365 Português

Leia o Texto I para responder à questão:


Texto I



O governo agora é obrigado a escrever bem. Por lei.



O que não significa, é claro, que os jargões e o juridiquês vão desaparecer do setor público brasileiro da noite para o dia. Entenda as origens psicológicas e históricas da má comunicação.



    Em novembro de 2025, o governo federal aprovou a Política Nacional de Linguagem Simples. Ela obriga os órgãos públicos a escrever de maneira clara e concisa em formulários, contratos, portais de internet, apps e outros textos que o cidadão precisa entender para, por exemplo, marcar um exame no SUS, matricular uma criança na escola ou pagar a conta de luz. A norma recomenda evitar termos estrangeiros que não sejam de uso corrente, começar os textos com a informação mais importante, sem enrolação, e preferir a voz ativa (por exemplo: “Collor confiscou as poupanças” em vez de “as poupanças foram confiscadas por Collor”). Outras orientações são escolher palavras comuns, de uso cotidiano, evitar jargões e juridiquês e redigir frases curtas, em ordem direta: opte por “as margens plácidas do Ipiranga ouviram o brado retumbante de um povo heroico” em vez do original “Ouviram do Ipiranga as margens plácidas / De um povo heroico o brado retumbante”.

    Uma máquina pública que se expressa com clareza é um pré-requisito para uma democracia saudável. 29% da população brasileira acima de 15 anos é analfabeta funcional: até sabe ler e escrever, mas não consegue, de fato, interpretar um texto.

    Mundo afora, há esforços parecidos. Em junho de 2023, a Organização Internacional de Normalização (ISO) – aquela que emite a certificação ISO 9001 – publicou a primeira norma internacional de Linguagem Simples. A Colômbia aprovou sua legislação sobre o tema em 2014. Nos EUA, em que uma norma desse tipo vigora desde 2010, uma ONG chamada Centro para Linguagem Simples organiza um concurso anual de redação em repartições públicas.

    Infelizmente, tudo que esses conselhos têm de velhos eles têm de ignorados. Só nos EUA, falhas de comunicação custam US$ 1,2 trilhão por ano às empresas. Em um levantamento com 251 gestores, eles estimaram que suas equipes perdem, em média, 7,47 horas por semana por causa de falhas de comunicação. Um outro estudo, feito no Reino Unido, concluiu que o trabalhador médio torra cinco horas por semana esclarecendo o conteúdo de e-mails e mensagens. Uma enquete com 547 empresários revelou que 54% se incomodam com os jargões em suas leituras cotidianas.

    O que torna esses dados preocupantes é que, em geral, ninguém escreve com o objetivo de não se fazer entender. Se todo mundo tenta ser claro, por que existem textos ruins por toda parte? A resposta tem duas camadas. A primeira é psicológica: nós temos vieses cognitivos – bugs de percepção e raciocínio – que nos tornam propensos a escrever mal. Asegunda é social: como o vizir egípcio já sabia, falar “bonito” e rebuscado é uma forma de a elite se diferenciar do povo, e esse preconceito deixou uma herança estilística.

    Nem só de boas intenções, porém, nascem os textos ruins. Às vezes, eles são herméticos por escolha. Vide o Hino Nacional, já citado acima. A letra é obra de Osório Duque-Estrada, um poeta parnasiano e bacharel de Direito da USP. Ele pertencia à elite que fundou a República – e era o tipo de brasileiro que, no começo do século 20, escrevia rebuscado de propósito. Em 1907, quando mais de 70% da população brasileira era analfabeta, Osório se opôs a uma reforma ortográfica que ajudaria no ensino do português dizendo que “a corrente erudita há de reagir sempre contra o elemento popular e inconsciente e perturbador da pureza e das boas normas da linguagem”.

    Diante de um histórico desses, é uma boa não depositar muitas esperanças na Lei Nacional de Linguagem Simples. Ela é um texto, não um milagre. Eliminar os vícios de linguagem do governo brasileiro exigiria uma equipe de redatores grande, caríssima e com paciência essencialmente infinita para dialogar com todos os burocratas. Porém, o simples fato de que essa norma existe é um passo na direção certa. Com algumas décadas de incentivo à boa escrita em Brasília, talvez seja possível espantar o fantasma parnasiano. E tornar o Brasil mais democrático não só na prática, mas também no discurso.



Fonte: VAIANO, Bruno. Superinteressante. 15 de maio de 2026. Página 6. Disponível em: https://www.pressreader.com/brazil/superinteressante/20260515/page/6 . Acesso em: 11 jun. 2026 [Adaptado]. 

Analise as alternativas e assinale a CORRETA acerca das relações coesivas observadas no Texto I. 
Alternativas
Q4206016 Português
Para responder à questão, Ieia o texto abaixo.


Proporção de crianças com celular cai; privacidade e segurança são os motivos mais citados


   A preocupação com a privacidade e a segurança se consolidou como principal motivo para evitar que crianças e adolescentes tenham telefone celular. É o que mostra o modulo temático sobre tecnologia da informação e comunicação da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), divulgado no dia 02 de julho de 2026, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

   No ano passado, a proporção de crianças de 10 a 13 anos que tinham o aparelho caiu pela primeira vez, desde que a pesquisa começou a ser feita em 2016. O IBGE identificou que 55,2% dos brasileiros nessa faixa etária tinham celular, um recuo de 1,5 ponto percentual na comparação com 2024. A principal explicação para essa queda pode estar entre aqueles que ainda não têm celular. O motivo mais alegado foi a preocupação com a privacidade e a segurança, indicada por 32% dos responsáveis, 7,8 pontos percentuais a mais do que em 2024. A série histórica mostra ainda que essa proporção quase dobrou desde 2022. Naquele ano, o principal motivo alegado pelos pais para que os filhos dessa faixa etária não tivessem celular era o preço elevado do aparelho, seguido pela falta de necessidade e pelo fato de que essas crianças já usavam o celular de outra pessoa. A preocupação com segurança e privacidade aparecia apenas em quarto lugar.

   O analista do IBGE Gustavo Fontes destaca ainda que o grupo de 10 a 13 anos foi o único que registrou queda na posse de celular em 2025. Nas outras faixas etárias, o crescimento se manteve, fazendo com que esse uso alcançasse 89,8% da população em geral.

   "A gente tem visto cada vez mais uma preocupação com a segurança das crianças, com a exposição delas nas redes sociais, por exemplo. A gente teve também em 2025 uma restrição ao uso de celulares nas escolas", avalia Fontes.

  Outro dado da pesquisa que fortalece essa avaliação é a ligeira queda no acesso à internet nessa faixa etária, independentemente do aparelho utilizado, de 84,9% para 84,4%. Entre as crianças que se mantêm desconectadas, o principal motivo alegado é a falta de necessidade, mas a preocupação com privacidade e segurança aparece em segundo lugar.

   Novamente, este foi o único grupo etário a registrar queda, mas a pesquisa também identificou uma estabilidade entre os adolescentes de 14 a 19 anos. Considerando a população geral, o uso da internet subiu de 89,2%o para 90,5%.


Fonte: https://agenciabrasrl.ebc.com br/direitos-humanos/noticia/2026- 07 /proporcao-de-criancas-com-celular-cai-seguranca-e-motivo-mais - citado (adaptado).
No período do sexto parágrafo, Novamente, este foi o único grupo etário a registrar queda..., o pronome demonstrativo sublinhado exerce papel coesivo anafórico. Esse pronome retoma diretamente a seguinte informação do parágrafo anterior:
Alternativas
Q4205403 Português
"Acho importante questionar. E nada melhor do que a ficção para o fazer. É da ficção que nasce toda a nossa realidade." (Afonso Cruz)
A palavra destacada no pensamento acima funciona como um:
Alternativas
Q4205187 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Por que é melhor comer com inteligência do que contar calorias?

A sabedoria popular indica que a solução para manter o peso saudável é contar quantas calorias ingerimos e quantas nós gastamos.

Este cálculo faz sentido: a energia que entra em comparação com a que sai. Parece simples, não é mesmo?

Mas esta forma de pensar desconsidera uma verdade importante: nem todas as calorias da nossa alimentação são iguais.

Na verdade, existe uma complexa interação biológica ocorrendo no interior do nosso corpo, influenciada pelo tipo de alimento que ingerimos, pela rapidez com que o consumimos e pela sua interação com a agitada comunidade de micróbios que vive nos nossos intestinos.

"Esta é uma área de pesquisa em enorme expansão", afirma a professora de nutrição Sarah Berry, do King's College de Londres.

"Estamos realmente começando a ver como a nossa reação aos alimentos varia e que eu posso comer algo que irei metabolizar de forma muito diferente da sua, em relação ao mesmo alimento."

Quando comemos

O que comemos certamente ainda é importante. Uma alimentação rica em legumes e verduras frescas será melhor do que se for dominada por x-búrguers.

Mas esta consideração está longe de ser a única.

O horário da refeição, por exemplo, também influencia a qualidade da digestão e quais nutrientes serão absorvidos pelo nosso corpo.

Um estudo demonstrou que mulheres obesas e com excesso de peso perderam mais peso ao consumir a maior parte das suas calorias no horário do café da manhã, em comparação com aquelas que comiam mais à noite, mesmo que o total de calorias fosse o mesmo.

Outro pequeno estudo, realizado por pesquisadores do Reino Unido, concluiu que reduzir o período de tempo entre a primeira e a última refeição do dia pode fazer com que você, ao todo, coma menos calorias.

Quando adultos saudáveis, mas levemente acima do peso, postergaram sua primeira refeição do dia em uma hora e meia e comeram pela última vez 90 minutos mais cedo que o normal, sua ingestão de energia foi menor e eles sofreram redução da gordura corporal, em comparação com um grupo controle, mesmo tendo acesso à mesma quantidade de comida.

Os cientistas acreditam que isso pode ocorrer porque o nosso ritmo circadiano é conectado a como digerimos e metabolizamos os alimentos. Este é um campo emergente de pesquisa conhecido como crononutrição.

E comer mais cedo também pode ajudar. Pesquisadores da Espanha descobriram que as pessoas que almoçam mais cedo perderam peso ou mantiveram peso mais baixo com mais facilidade do que aquelas que comem após as 15 horas.

Também podemos reavaliar o horário dos nossos lanches, pois as pesquisas relacionaram os lanches após as 21 horas a altos níveis de colesterol ruim e açúcar no sangue, o que pode aumentar o risco de obesidade e doenças cardiovasculares.

Nos EUA e no Reino Unido, cerca de 25% da nossa energia diária vêm dos lanches. Por isso, repensar o que lanchamos e quando fazemos pode melhorar nossa saúde.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/czxr55plyk5o- fragmento
"A sabedoria popular indica que a solução para manter o peso saudável é contar quantas calorias ingerimos e quantas nós gastamos."
A posição dos pronomes oblíquos átonos segue regras específicas de colocação pronominal. Considerando essas regras, caso a expressão 'o peso saudável' seja substituída por um pronome oblíquo, assinale a alternativa correta que apresenta a colocação adequada do pronome e a respectiva justificativa.
Alternativas
Q4205039 Português
Assinale a alternativa em que a substituição da expressão destacada pela proposta entre parênteses se apresenta de acordo com a norma-padrão.
Alternativas
Q4205036 Português
"Quando um livro ensina a explicitar emoções que eu sinto, esse é um livro bom." (Antônio Lobo Antunes)
A palavra destacada no enunciado acima pode ser substituída corretamente por:
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Q4204629 Português

TEXTO II



O Dilema do Algoritmo e a Essência Humana



    Vivemos um momento de transição sem precedentes. A ascensão vertiginosa da Inteligência Artificial (IA) Generativa não é apenas uma evolução tecnológica, mas um divisor de águas que nos obriga a redefinir o conceito de trabalho e, talvez, de humanidade. Enquanto entusiastas celebram a eficiência robótica, críticos alertam para a erosão da subjetividade.


    O problema central não reside na ferramenta em si, mas naquilo a que nos propomos enquanto sociedade: estamos substituindo o esforço criativo pela conveniência do comando automatizado. Quando delegamos a escrita de um poema ou a criação de uma arte a um código, perdemos o processo, o erro e a angústia — elementos que são, essencialmente, a alma da produção humana.


    Ademais, a regência de nossas vidas parece estar sendo entregue a algoritmos opacos. É urgente que as instituições públicas e privadas assistam ao desenvolvimento dessa tecnologia com olhar atento e ético. Não podemos permitir que a busca pelo lucro desenfreado silencie a voz humana. Afinal, a máquina pode processar dados, mas nunca sentirá a satisfação de uma descoberta genuína. Este é o desafio da nossa era: domar a técnica sem se deixar domesticar por ela. 


(Autor desconhecido) 

No trecho "O problema central não reside na ferramenta em si, mas naquilo a que nos propomos...", quanto ao emprego da palavra destacada pode-se inferir que 
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Q4202999 Português
Analise o texto a seguir:
"Os alunos participaram ativamente da feira de ciências. Eles apresentaram projetos criativos e explicaram cuidadosamente cada etapa das pesquisas aos visitantes."
Com base nas classes de palavras variáveis e invariáveis presentes no texto, assinale a alternativa CORRETA.
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Q4202695 Português

Texto CG1A1

Um dos temas correntes da psicologia dos preços é que as avaliações de valor monetário têm muito em comum com julgamentos sensoriais, como os relativos a peso, brilho, altura, calor, frio ou intensidade de odores. O estudo das percepções sensoriais é conhecido como psicofísica. Nos anos 1800, os psicofísicos mostraram que as pessoas são muito sensíveis às diferenças e não tão sensíveis a valores absolutos. Digamos que você esteja diante de duas maletas idênticas, uma com 12 kg e outra com 13 kg; nesse caso, basta levantá-las para saber qual é a mais pesada. Porém, sem uma balança, é difícil saber se qualquer uma das malas atenderia ao limite de 16 kg de uma companhia aérea.

O mesmo tipo de desconhecimento se aplica em relação aos preços. Este fato importantíssimo passa quase despercebido. Isso acontece porque vivemos nossas vidas sob uma nuvem midiática de preços e valores de mercado. Como nos lembramos do que as coisas “deveriam” custar, somos induzidos a pensar que temos um sentido infalível de valor. Os consumidores são como uma pessoa com problemas de visão que consegue se virar em um ambiente familiar porque memorizou onde estão os móveis. Isso é uma compensação; nada tem a ver com acuidade visual.

De vez em quando, recebemos alguma dica do quanto o sentido do preço é míope. Qualquer um que já tenha vendido artigos pessoais sabe como é difícil atribuir um preço justo a produtos usados. “Este CD antigo da Tribe Called Quest deve valer o dobro deste da Alanis Morissette. Só não sei se o CD da Tribe deveria ser vendido por US$ 10 ou US$ 0,10”.

Em um artigo de 2003, os economistas Dan Ariely, George Loewenstein e Drazen Prelec chamaram esta curiosa combinação de “convicção e incerteza de arbitrariedade coerente”. As avaliações relativas são estáveis e coerentes, enquanto os valores em dólares podem ser descontroladamente arbitrários. A venda de artigos pessoais revela uma verdade que talvez não tenhamos coragem de admitir em transações comerciais: os preços são números inventados que nem sempre envolvem muita convicção.

Os números que fazem nosso mundo girar não são tão sólidos, imutáveis e logicamente fundamentados quanto aparentam. Na nova psicologia dos preços, os valores são escorregadios e incertos, tão fluidos quanto os reflexos nos espelhos de um parque de diversões.

 

William Poundstone. Preço: o mito do valor justo e como tirar vantagem disso. Tradução:

Adriana Rieche. 1.ª ed. Rio de Janeiro: Best Business, 2015 [recurso digital] (com adaptações).

No trecho “nesse caso, basta levantá-las para saber qual é a mais pesada” (primeiro parágrafo do texto CG1A1), o segmento “levantá-las” exerce, em relação à forma verbal “basta”, a função sintática de
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Q4200636 Português
A rotina de Carlos como Agente de Combate a Endemias começa cedo. Com seu colete e bolsa a tiracolo, ele percorre as ruas do bairro da Esperança não apenas como um fiscal, mas como um educador e amigo da vizinhança. Em uma de suas visitas, Carlos bateu à porta de Dona Rita. Com um sorriso acolhedor, ela o convidou para entrar. Durante a vistoria no quintal, Carlos encontrou um pequeno pratinho de planta com água parada.


— Dona Rita, a senhora sabe que esse acúmulo de água é o berçário perfeito para o mosquito da dengue, não é? — disse ele, em tom de orientação, esvaziando o recipiente.


A moradora, surpresa, agradeceu o alerta. Carlos explicou que o trabalho do agente só tem sucesso quando a comunidade se envolve. Ele ressaltou:


— Nós orientamos, mas a prevenção é um dever de todos. Se cada um fizer a sua parte, nossa saúde estará intacta.


O diálogo é a principal ferramenta de Carlos, pois informar é o primeiro passo para erradicar as doenças. Ao se despedir, ele entregou um panfleto que continha a imagem do mosquito riscado com um grande "X" vermelho JUNTO À FRASE: DENGUE: AQUI NÃO. 
No trecho "...ELA O CONVIDOU para entrar", a colocação do pronome oblíquo "O" ocorreu antes do verbo (próclise). Assinale a alternativa em que, ao utilizarmos pronomes em frases relacionadas ao contexto do cargo, a regra de colocação pronominal tenha sido DESRESPEITADA, ou seja, está INCORRETA segundo a norma-padrão. 
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Q4200124 Português

Texto CG1A1

Com o objetivo de promover a transformação digital e atender diretamente a população, o governo de Rondônia inovou com o lançamento da primeira assistente virtual baseada em inteligência artificial (IA) no Portal da Transparência do estado. A assistente, denominada Clara, foi apresentada durante o 2.º Encontro de Controles Internos, nos dias 27 e 28 de junho de 2024, no Instituto Federal em Porto Velho.

A iniciativa fez parte de um trabalho desenvolvido pela Superintendência Estadual de Tecnologia da Informação e Comunicação (SETIC), em parceria com a Controladoria Geral do Estado (CGE), em acordo com o eixo de gestão estratégica governamental. Ela surgiu da necessidade de simplificar a relação do poder público com a sociedade, e a IA foi escolhida por sua capacidade de adaptação com base em novos treinamentos.

Para o governo de Rondônia, a Clara representa um avanço para o estado, reforçando os investimentos da gestão estadual em modernização, eficiência e qualidade das iniciativas.

O governo de Rondônia está em primeiro lugar entre os Poderes Executivos estaduais no Programa Nacional de Transparência Pública. Para alcançar essa posição, é necessário obter um nível de transparência entre 95% e 100%, e Rondônia atingiu 99,29%. A Clara é fruto da continuidade desse trabalho e do compromisso do estado com a transformação digital.

Segundo o coordenador de análise de dados da SETIC, Pedro Gomes, o uso de IA está revolucionando o mundo e a administração pública. “Apenas acompanhar e replicar tendências não é suficiente para contribuir para a modernização de serviços. Por isso é importante analisar e escolher as melhores soluções para solucionar problemas e proporcionar melhorias de processos dentro da administração pública”, destacou.

De acordo com o superintendente da SETIC, Delner Freire, a adoção de IA no setor público traz uma série de benefícios, que incluem: automatização de processos, análise de dados para tomadas de decisão, atendimentos mais eficientes e redução de custos. “Esses benefícios podem se converter em sistemas de atendimento ao cidadão e ferramentas de análise para políticas públicas. Ao contrário de outras tecnologias, a IA tem a capacidade de aprender e se adaptar continuamente, melhorando sua eficácia ao longo do tempo”, explicou.

Internet: <rondonia.ro.gov.br> (com adaptações).

A respeito dos mecanismos de coesão empregados no texto CG1A1, assinale a opção correta. 
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Respostas
41: B
42: C
43: D
44: D
45: A
46: C
47: E
48: C
49: C
50: D
51: B
52: C
53: C
54: D
55: E
56: A
57: B
58: B
59: D
60: B