🎯 Saiba o que estudar

Avançado com Treinador a partir de R$ 0,76/dia

Questões de Concurso Comentadas sobre morfologia - pronomes em português

Questões Discursivas

Foram encontradas 10.459 questões

Q1798020 Português
Chore e lute, filha.

  Dentre as tantas lições que recebi e recebo de minha mãe, considero duas primordiais: chore sempre que quiser chorar, filha. Lute mesmo quando não quiser lutar, filha.
Sou filha de uma virginiana de origem germânica, regras rígidas, poucas palavras. Mas não houve uma única vez em que ela tenha me mandado engolir o choro, como tanto se ouve por aí. Pelo contrário, ela dizia, com sua escassa e preciosa doçura: “O choro é o xixi do coração, filha. Tem que deixar que ele saia”. Aprendi a obedecer (porque não lhe obedecer segue sendo o erro mais certo de todos) e choro invariavelmente, abandonando constrangimentos e preocupação com olhares de terceiros.
   Sobre a luta, ela nunca verbalizou. Preferiu, nesse caso, ser apenas um exemplo permanente. Por vezes, soltava frases duras como “Segure isso pelo chifre”, “Mostre para o cavalo quem é o cavaleiro aqui”, “Segure as rédeas da sua vida ou ela vai para onde quiser”, “Mantenha só na sua mão a chave da sua felicidade”, ou ainda “Deus nunca nos dá um fardo mais pesado do que podemos aguentar”. As frases ficaram como marcas, mas, no fundo, sempre bastou observá-la, no presente e no passado corajoso.
   Sua luta nunca foi barulhenta. Olhares. Gestos. Frases curtas em tom de voz sereno e firme. Longas cartas manuscritas. Venho, há anos, aprendendo nesse treinamento inconsciente a duelar sem armas, a gritar sem som, a intimidar com os olhos e a romper sem cortes.
   Nunca a vi abandonar ideais, relativizar princípios ou tolerar afrontas. Sempre a vi lutar pelo que acredita e, sobretudo, por aqueles em quem acredita. Sempre a vi continuar acreditando, embora com os olhos um pouco inchados, de quem chorou por meia dúzia de minutos atrás da necessária porta do banheiro (porque filhos podem chorar no seu colo, mas ela, mãe germânica, chora sozinha).
   Um dia ela me disse, em tom de confidência, que me achava muito corajosa. Eu quis, com todas as minhas forças, acreditar nesse elogio com o qual nunca nem ousaria sonhar. Ainda não acredito. Ainda me julgo borboleta, cheia de cores, leve, superficial e frágil. Ainda me tornarei como ela: árvore, raiz, tronco, verde e vida.
   Por enquanto, em tempos estranhos, em campo minado, em terreno incerto, em pedras falsas e em total incerteza na vida, sigo no choro sincero, sigo na luta honesta. Sigo por mim, por ela, por tantos. Porque, como dizem por aí, luto só me serve se for verbo. E assim seguimos caminhando.

(MANUS,Ruth. Um dia ainda vamos rir de tudo isso. p. 67/68.).
Assinale a alternativa em que o “a(s)" é pronome pessoal:
Alternativas
Q1797919 Português
Leia o texto e responda o que se pede no comando da questão.

Álcool tipo exportação

   Ao adotar nova legislação sobre a mistura do etanol à gasolina, a China anima os produtores brasileiros a vender o biocombustívellá fora. 
   A ambição de emplacar o etanol como base da matriz energética brasileira é antiga e remonta ao primeiro governo de Getúlio Vargas, quando foi criado o já extinto Instituto do Açúcar | e Álcool. Desde então - e lá se vão 86 anos-, os discursos sem- . pre se fizeram acompanhar de uma generosa dose de otimismo, | mas nunca passaram disso. Emjunho de 2008, na esteira de um programa do BNDES de subsídio ao setor, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou que o Brasil se tornaria a Arábia Saudita verde.
   O atual governo também marcou posição no assunto no fim de setembro, quando o presidente Jair Bolsonaro, em uma de suas lives no Facebook, deixou o diretor de biocombustíveis do Ministério de Minas e Energia, Miguel Ivan Lacerda, bradar que o país tem hoje o “maior programa de descarbonizaçãoede transição energética do mundo”. Assertivo, o presidente corroborou: “O Brasil está preocupado com a questão ambiental e faz a sua parte”. Para além da retórica oficial, o etanol, que nunca passou de um coadjuvante do petróleo, tem finalmente a chance de alcançar um inédito papel entre as exportações do país. E tal ascensão se deverá à China.
  O gigante asiático aprovou recentemente uma legislação que determina que sejam misturados 10% de etanol na gasolina consumida no país, a chamada E10, a partir de 2020, com o intuito de reduzir as quantidades de gases poluentes no ar. Os chineses são os maiores emissores de CO2 do mundo esignatários do Acordo de Paris, firmado em 2015 com o intuito de conter o aquecimento global. “Lá, a lei é para valer, tanto que a China já está se organizando para distribuir o combustível. É aí que nós entramos: os chineses precisarão importar todo esse etanol, diz Gustavo Junqueira, secretário de Agricultura e Abastecimento de São Paulo. 
   Empresários do setor calculam que a decisão da China, dona da maior frota de veículos do planeta, demandará pelo menos15 bilhões de litros de etanol por ano - metade da produção nacional. Diante do novo cenário, as movimentações já são perceptíveis. No Brasil, o grupo São Martinho, o maior produtor mundial de cana, anunciou a construção de uma nova unidade em Goiás. Além disso, planeja produzir álcool a partir do milho nos períodos de entressafra da cana. Haverá, contudo, concorrência para os brasileiros: as multinacionais Bunge, de origem holandesa, e British Petroleum, da Inglaterra, informaram que vão fundir suas subsidiárias dedicadas à fabricação e distribuição de etanol para aumentar seu peso no mercado internacional.
   Há mais fatores que animam o mercado do biocombustível. Um deles é a animosidade comercial entre a China e os Estados Unidos, o maior produtor de etanol do planeta. Outro foi o ataque de drones às principais refinarias sauditas, o que fez o preço do petróleo disparar. Para aproveitar as circunstâncias, um grupo de usineiros brasileiros esteve recentemente na China, no Japão e nos Emirados Árabes - e planeja voar para a Índia, país que, seguindo o exemplo chinês, debate uma lei para implementar a E10 em 2022. “No passado, o álcool era visto como adversário dos combustíveis fósseis, mas isso mudou: |( agora são produtos complementares, aliados importantes para diminuir a poluição”, acredita Evandro Gussi, presidente da União da Indústria de Cana de Açúcar. Depois de passar décadas como alternativa restrita ao mercado brasileiro, o etanol, enfim, ganha fôlego para conquistar o mundo.
Eduardo Gonçalves

Excerto para a questão.

“Assertivo, o presidente corroborou: “O Brasil está preocupado com a questão ambiental e faz a sua parte'”.”
Ao analisar o vocábulo “sua”, é correto afirmar que:
Alternativas
Q1795674 Português
Dezenas de pessoas participaram no último sábado (05) de mais uma edição da Pedalada Rosa, organizada pelo Governo Municipal através da Fundação de Esportes e Secretaria de Saúde, com o objetivo de mobilizar pessoas em relação ____ importância do diagnóstico precoce do câncer de mama e colo do útero.
Os participantes pedalaram da Praça da Bandeira, no Centro da cidade, até ____ rótula do bairro Perequê, passando também pelo bairro Vila Nova. Mulheres, homens e crianças participaram do evento, que se tornou tradição na cidade.
[...]
A Pedalada Rosa fez parte da programação dos 187 anos de Porto Belo, comemorado neste mês de outubro. A programação segue até o final do mês, e ainda conta com o corte do bolo e parabéns ____ Porto Belo, no dia 13 de outubro, _____ 15h.

Disponível em: https://www.portobelo.sc.gov.br/noticias/index/ver/codMapaItem/4326/codNoticia/579494 Acesso em: 07/out/2019.[adaptado]
Sobre a colocação do pronome átono no trecho “...que se tornou tradição na cidade.”, podemos afirmar que a próclise está correta, pois o verbo está precedido de palavra que atrai o pronome para antes do verbo. Assinale a alternativa que identifica a classificação dessa palavra atrativa:
Alternativas
Q1795320 Português
‘Habilidade emocional é o que vai importar no mercado
de trabalho’, diz futurologista britânico

    O britânico Ian Pearson não foge de uma polêmica. Em 2018, o futurologista ficou em evidência após declarar que em 2050 os humanos vão se tornar imortais, por conta dos avanços na medicina e na tecnologia de tratamento de doenças hoje incuráveis. Sobre o futuro do trabalho, Pearson acredita que a automação e a inteligência artificial vão tornar as funções dos humanos mais focadas em situações que envolvam um alto grau de inteligência emocional. “Pode ser que nosso trabalho seja tomar uma cerveja com um amigo e saber como ele está. Talvez o Estado até nos pague para isso”, afirma.
    Formado em física e matemática, Pearson trabalhou como futurólogo da empresa de telecomunicações britânica BT Group de 1991 a 2007, quando fundou sua empresa de consultoria, a Futurizon. Ele calcula que a taxa de acerto nas suas previsões seja de 85%. Veja se você concorda com ele, na entrevista exclusiva ao EstadãoQR:
Como você vê as relações de trabalho nas próximas décadas? 
    O que todo mundo prevê, e eu concordo, é que a automação vai resultar em funções com um foco maior em habilidades emocionais e sociais e ir acabando gradualmente com tarefas repetitivas. Um fenômeno que vai crescer é o chamado “cobots”, o trabalho colaborativo de humanos com robôs. Enquanto uma máquina inteligente ou uma inteligência artificial faz as partes chatas de um trabalho, o humano vai ter mais tempo para se aprimorar e concentrar esforços nas tarefas que realmente importam no seu emprego. A não ser que aconteça uma inovação sem precedentes, acho que pelos próximos 10 a 20 anos a inteligência artificial não vai conseguir realizar essas tarefas que exigem habilidades essencialmente humanas. No médio prazo, vejo os humanos saindo das funções que exigem um QI elevado para as que necessitam de QE, um quociente emocional, mais apurado.
Essas mudanças no trabalho, mesmo com foco em inteligência emocional, vão causar desemprego? 
    Eu comparo essa situação com caixas eletrônicos de bancos. Quando os primeiros surgiram, muitas pessoas ficaram receosas e continuaram usando os caixas com funcionários, mas hoje as pessoas pouco frequentam um banco. Vai chegar um ponto em que as pessoas vão preferir a rapidez de uma máquina a um humano e o mercado de trabalho vai se adaptar. Eu não sou um daqueles apocalípticos que acha que a inteligência artificial vai acabar com empregos, porque em um primeiro momento você vai precisar de pessoas supervisionando a máquina e o aumento de produtividade por conta dessa automação vai causar uma expansão e, com isso, mais postos de trabalho.
Como assim expansão de empregos?
    No Reino Unido isso acontece, e tenho certeza que aí no Brasil também, de pessoas que trabalham com uma espécie de hobby como forma de ganhar um dinheiro a mais no fim do mês. Eu tenho uma amiga na área de software que nas horas vagas faz bolos de casamento, mas isso não chega a ser um negócio por conta de toda a burocracia que envolve abrir e gerenciar uma empresa. Com a inteligência artificial cuidando dessa parte operacional e um sistema automatizado de entregas, via drones, por exemplo, ela poderia profissionalizar esse hobby e ganhar mais dinheiro, talvez até contratar alguém para ajudá-la. Por isso que não vejo com pessimismo a automação: ela vai garantir mais autonomia para as pessoas realizarem tarefas que hoje elas não têm tempo por conta das funções repetitivas no dia a dia.
Quais habilidades serão essenciais para o trabalhador do futuro não perder seu emprego?
    Empregos que hoje envolvem um alto nível de inteligência emocional, como o de enfermeira, que exige um contato humano de zelo e acolhimento, não vão sumir. Isso é engraçado porque alguns médicos, principalmente os da área diagnóstica e alguns cirurgiões, vão acabar ficando sem função com a automação, mas enfermeiras, que recebem menos da metade do salário e não têm glamour como eles, vão continuar empregadas. Por mais avançada que uma máquina ou inteligência artificial seja, essas funções que exigem um contato humano são insubstituíveis. O que é importante salientar é que ninguém é contratado porque sabe apertar teclas de um computador muito bem e sim o que ele, como pessoa, traz para o ambiente de trabalho. Então, hoje se um gerente tem funções operacionais, ele será mantido em seu emprego como alguém que vai elevar a produtividade do setor e checar a parte humana, se os colegas de trabalho estão bem e se precisam de alguma coisa. 
Quais empregos vão surgir?
    Uma das funções que mais vemos crescer atualmente são relacionadas de alguma forma a coaching, ensinar outras pessoas habilidades que elas não sabem ou precisam de um aprimoramento. Com mais tempo livre por conta da automação, vamos ter de aprender novas coisas e há uma categoria profissional se especializando nisso. Não se trata apenas de ensinar novas habilidades, mas também aprimorar relações interpessoais e se tornar um líder melhor. O que nós entendemos como trabalho está mudando. Pode ser que lá em 2050, quando os computadores ocuparem a maioria das funções que desempenhamos hoje, nosso trabalho seja tomar uma cerveja com um amigo e ver como ele está emocionalmente. Talvez o Estado nos pague para isso.

(Disponível em:
https://arte.estadao.com.br/focas/estadaoqr/materia/habilidadeemo
cional-e-o-que-vai-importar-no-mercado-de-trabalho-diz-futurologista-
britanico. Fragmento. Felipe Laurence e Iander Porcella. 11/07/2019.)
Indique a seguir a alternativa em que a alteração sugerida para o trecho transcrito do texto mantém a correção gramatical e semântica.
Alternativas
Q1795319 Português
‘Habilidade emocional é o que vai importar no mercado
de trabalho’, diz futurologista britânico

    O britânico Ian Pearson não foge de uma polêmica. Em 2018, o futurologista ficou em evidência após declarar que em 2050 os humanos vão se tornar imortais, por conta dos avanços na medicina e na tecnologia de tratamento de doenças hoje incuráveis. Sobre o futuro do trabalho, Pearson acredita que a automação e a inteligência artificial vão tornar as funções dos humanos mais focadas em situações que envolvam um alto grau de inteligência emocional. “Pode ser que nosso trabalho seja tomar uma cerveja com um amigo e saber como ele está. Talvez o Estado até nos pague para isso”, afirma.
    Formado em física e matemática, Pearson trabalhou como futurólogo da empresa de telecomunicações britânica BT Group de 1991 a 2007, quando fundou sua empresa de consultoria, a Futurizon. Ele calcula que a taxa de acerto nas suas previsões seja de 85%. Veja se você concorda com ele, na entrevista exclusiva ao EstadãoQR:
Como você vê as relações de trabalho nas próximas décadas? 
    O que todo mundo prevê, e eu concordo, é que a automação vai resultar em funções com um foco maior em habilidades emocionais e sociais e ir acabando gradualmente com tarefas repetitivas. Um fenômeno que vai crescer é o chamado “cobots”, o trabalho colaborativo de humanos com robôs. Enquanto uma máquina inteligente ou uma inteligência artificial faz as partes chatas de um trabalho, o humano vai ter mais tempo para se aprimorar e concentrar esforços nas tarefas que realmente importam no seu emprego. A não ser que aconteça uma inovação sem precedentes, acho que pelos próximos 10 a 20 anos a inteligência artificial não vai conseguir realizar essas tarefas que exigem habilidades essencialmente humanas. No médio prazo, vejo os humanos saindo das funções que exigem um QI elevado para as que necessitam de QE, um quociente emocional, mais apurado.
Essas mudanças no trabalho, mesmo com foco em inteligência emocional, vão causar desemprego? 
    Eu comparo essa situação com caixas eletrônicos de bancos. Quando os primeiros surgiram, muitas pessoas ficaram receosas e continuaram usando os caixas com funcionários, mas hoje as pessoas pouco frequentam um banco. Vai chegar um ponto em que as pessoas vão preferir a rapidez de uma máquina a um humano e o mercado de trabalho vai se adaptar. Eu não sou um daqueles apocalípticos que acha que a inteligência artificial vai acabar com empregos, porque em um primeiro momento você vai precisar de pessoas supervisionando a máquina e o aumento de produtividade por conta dessa automação vai causar uma expansão e, com isso, mais postos de trabalho.
Como assim expansão de empregos?
    No Reino Unido isso acontece, e tenho certeza que aí no Brasil também, de pessoas que trabalham com uma espécie de hobby como forma de ganhar um dinheiro a mais no fim do mês. Eu tenho uma amiga na área de software que nas horas vagas faz bolos de casamento, mas isso não chega a ser um negócio por conta de toda a burocracia que envolve abrir e gerenciar uma empresa. Com a inteligência artificial cuidando dessa parte operacional e um sistema automatizado de entregas, via drones, por exemplo, ela poderia profissionalizar esse hobby e ganhar mais dinheiro, talvez até contratar alguém para ajudá-la. Por isso que não vejo com pessimismo a automação: ela vai garantir mais autonomia para as pessoas realizarem tarefas que hoje elas não têm tempo por conta das funções repetitivas no dia a dia.
Quais habilidades serão essenciais para o trabalhador do futuro não perder seu emprego?
    Empregos que hoje envolvem um alto nível de inteligência emocional, como o de enfermeira, que exige um contato humano de zelo e acolhimento, não vão sumir. Isso é engraçado porque alguns médicos, principalmente os da área diagnóstica e alguns cirurgiões, vão acabar ficando sem função com a automação, mas enfermeiras, que recebem menos da metade do salário e não têm glamour como eles, vão continuar empregadas. Por mais avançada que uma máquina ou inteligência artificial seja, essas funções que exigem um contato humano são insubstituíveis. O que é importante salientar é que ninguém é contratado porque sabe apertar teclas de um computador muito bem e sim o que ele, como pessoa, traz para o ambiente de trabalho. Então, hoje se um gerente tem funções operacionais, ele será mantido em seu emprego como alguém que vai elevar a produtividade do setor e checar a parte humana, se os colegas de trabalho estão bem e se precisam de alguma coisa. 
Quais empregos vão surgir?
    Uma das funções que mais vemos crescer atualmente são relacionadas de alguma forma a coaching, ensinar outras pessoas habilidades que elas não sabem ou precisam de um aprimoramento. Com mais tempo livre por conta da automação, vamos ter de aprender novas coisas e há uma categoria profissional se especializando nisso. Não se trata apenas de ensinar novas habilidades, mas também aprimorar relações interpessoais e se tornar um líder melhor. O que nós entendemos como trabalho está mudando. Pode ser que lá em 2050, quando os computadores ocuparem a maioria das funções que desempenhamos hoje, nosso trabalho seja tomar uma cerveja com um amigo e ver como ele está emocionalmente. Talvez o Estado nos pague para isso.

(Disponível em:
https://arte.estadao.com.br/focas/estadaoqr/materia/habilidadeemo
cional-e-o-que-vai-importar-no-mercado-de-trabalho-diz-futurologista-
britanico. Fragmento. Felipe Laurence e Iander Porcella. 11/07/2019.)
A partir da pergunta do entrevistador: “Essas mudanças no trabalho, mesmo com foco em inteligência emocional, vão causar desemprego?” pode-se afirmar que:
Alternativas
Q1793988 Português
    É difícil pensar na finitude humana, por trazer à tona a visão escatológica do fim do mundo da nossa tradição judaico-cristã. Ela representa sinais inevitáveis de que todos os seres vivos são finitos, todos vamos morrer e temos um final, mas o medo da morte dispara o nosso mecanismo de defesa contra o absurdo de não querer morrer. No fundo, ninguém acredita em sua própria morte, como disse Freud: “no inconsciente cada um de nós está convencido de sua própria imortalidade”. Apesar dessa negação, a morte nos dá sinais com frequência, porque está em nós o medo do abandono, da doença, da velhice, da violência e das incertezas da vida e seus conflitos.
    Então, para superar a negação da morte, precisamos aceitar que ela é um fenômeno impossível de não acontecer, que não se importa se somos religiosos, ateus, pobres e ricos ou menos ainda se alguém será enterrado como indigente ou em um mausoléu construído para sepultar uma figura importante. Entretanto, podemos aprender a lidar com isso de maneira pacífica: buscando o conforto na fé e nas crenças que acreditam na continuação da vida depois da morte, ou encontrar na sabedoria e na espiritualidade não apenas respostas sobre a finitude, mas sobre o sentido da vida, com seus encantos e desencantos.
    Hoje, em nossa civilização, estão presentes duas grandes forças antagônicas, segundo o psicanalista Erich Fromm: a orientação necrófila (amor à morte) e a orientação biófila (amor à vida). A primeira considera a morte de estranhos e de inimigos um fato insólito, exaltando as enfermidades, os desastres, os homicídios, etc., que causam mortes. A orientação biófila, porém, revela-se nos seres humanos que celebram que todos os organismos vivos ______ direito ____ vida. Eles lutam para preservar a vida e compreender a morte como processo da nossa biofilia. Além disso, as pessoas biófilas amam a vida e são atraídas pela sua energia beneficiente e beleza em todas as dimensões, preferindo a pacificação à destruição.
    Assim, passamos a ter a percepção de finitude humana, mas não pela razão fria e calculista que estabelece a condição niilista de vida e morte, presente em criaturas que prefaciam não existir tempo suficiente para concretizar todos seus desejos e ambições, vivendo a sensação feral e débil diante da vida. A finitude e seus sinais se impõem pela nossa realidade involuntária de haver nascido e ter que morrer. Contudo, nascemos livres para dar sentido à vida e entender os dilemas da existência humana. É como afirmou Leon Tolstói: “quando se pensa na morte, a vida tem menos encantos, mas é mais pacífica”.
    Enfim, para nos desprender da tensão entre a vida e a morte, é necessária a capacidade de transcender, de se elevar acima dessa dicotomia, já que temos a potência para desenvolver a nossa consciência e sentimentos, que nutrem de significados a nossa existência nos planos material e espiritual.

(Texto adaptado especialmente para esta prova. Disponível em:
https://www.contioutra.com/quando-se-pensa-na-morte-a-vida-tem-
menos-encantos-mas-e-mais-pacifica/. Acesso em: 17/07/2019.)
Correlacione os itens a seguir, identificando corretamente a classificação das palavras retiradas do texto.
1. Advérbio de lugar. 2. Adjetivo derivado. 3. Adjetivo primitivo. 4. Pronome indefinido.
( ) Acima. ( ) Pacífica. ( ) Ninguém. ( ) Fria.
A sequência está correta em
Alternativas
Ano: 2019 Banca: ESPM Órgão: ESPM Prova: ESPM - 2019 - ESPM - Vestibular 2020/1 - RS |
Q1788867 Português
    Os fenômenos da linguagem examinavam-se outrora apenas à luz da gramática e da lógica, e já era muito se a análise reconhecia como palavras expletivas ou de realce os termos sobejantes¹ unidos à oração ou nela encravados.
    Hoje que a ciência da linguagem investiga os fatos sem deixar-se pear² por antigos preconceitos, já não podemos levar essas expressões à conta da superfluidades nem ainda atribuir-lhes papel decorativo, o que seria contrassenso, uma vez que rareiam no discurso eloquente e retórico e se usam a cada instante justamente no falar desataviado de todos os dias.
    Uma coisa é dirigirmo-nos à coletividade, a pessoas desconhecidas, de condições diversas, e que nos ouvem caladas; outra coisa é tratar com alguém de perto, falar e ouvir, e ajeitar a cada momento a linguagem em atenção a essa pessoa que está diante de nós, para que fique sempre bem impressionada com as nossas palavras.

(Said Ali, Meios de Expressão e Alterações Semânticas, RJ)

¹sobejantes: demasiados, excessivos, de sobras.
²pear: prender.
No segundo parágrafo, no segmento: ...nem ainda atribuir-lhes papel decorativo..., o pronome pessoal oblíquo “lhes” tem como referência no texto:
Alternativas
Q1788685 Português
A era da desinformação

    Não podemos negar que a internet tornou-se um dos principais meios para a disseminação de informações. Em 2018, a rede cruzou a marca de 4 bilhões de usuários. Mais da metade da população mundial está conectada a ela. Este ano, o consumo diário de mídia online passará o de TV. A tendência é que a diferença se acentue nos próximos anos.
    Graças às redes sociais e as plataformas de comunicação instantânea, a distância entre as pessoas diminui drasticamente. Já a velocidade de disseminação de informação aumentou de maneira brutal. Quando uma informação – um meme, ou uma notícia – cai na malha, ela é rapidamente replicada e enviada a outros pontos da rede. Quantas vezes não recebemos a mesma mensagem em diferentes grupos de Whastsapp ou vemos aquela notícia repetidas vezes no Twitter e no Facebook?
    Mas não é só a escala e a velocidade da internet que são fatos novos. Ao contrário de seus predecessores – TV e rádio –, a internet está ao alcance de todos. Qualquer pessoa pode usá-la para disseminar suas ideias a milhões. Por outro lado, foi possível dar voz a milhares de pessoas que não eram representadas e que agora têm como lutar por seus direitos. Do outro, colocamos um canhão nas mãos dos que usam a desinformação como ferramenta. 
     Em 2016, na campanha para a eleição presidencial dos EUA, vimos o surgimento do termo “fake news”. Notícias bem elaboradas, com cara de autênticas, mas que não eram verídicas e foram desenhadas para propagar determinada linha de pensamento. Elas sempre existiram, mas nunca alavancadas com uma plataforma como a internet. Com elas, o arsenal de guerra na era da informação ganhou uma arma de alto calibre. 
    Agora, com a popularização da inteligência artificial, as “fake news” estão passando por um processo bem perigoso. Uma das maneiras de combater as notícias falsas era a de trazer ao público evidências claras da manipulação, como imagens, vídeos e áudios que pudessem tirar qualquer dúvida. Porém, ferramentas de síntese computacional estão dando origem ao que chamamos de “deep fakes”, deixando as “fake news” ainda mais robustas. Como os “deep fakes”, é possível, a partir de imagens e vídeos reais, gerar novas imagens e vídeos que colocam as pessoas do material original fazendo coisas que não acorreram – a troca do rosto de uma pessoa por outra, a criação de uma fala completamente fictícia e até a de rostos realistas, mas de pessoas que não existem.
    Esse tipo de manipulação já acontecia. As técnicas, porém, custavam caro, levavam tempo para serem produzidas e a qualidade final não era tão boa. Agora, tudo é feito de maneira cada vez mais automática. Todos sabem que já passou da hora de não acreditar em tudo que se lê e recebe pela internet. Agora é bom deixar de lado o “só acredito vendo”. 
(Por Manuel Lemos – O Estado de São Paulo. Disponível em:
https://link.estadao.com.br/noticias/geral,a-era-da-
desinformacao,70002915133.
Acesso em: 10/06/2019.)
Em “Quando uma informação – um mene ou uma notícia – cai nessa malha, ela é rapidamente replicada e enviada a outros pontos da rede.” (2º§), a palavra sublinhada é um pronome, cuja função desempenhada nesse trecho é:
Alternativas
Q1788678 Português
Três décadas de internet

     A internet, no modo como a conhecemos hoje em dia, completa 30 anos. Ainda que seja relativamente recente, ela mudou e continua a mudar profundamente as relações sociais, econômicas e políticas, com reflexo em todas as esferas da vida. Se é inegável que a internet é expressão cabal da capacidade humana de inovar, ampliando e criando inúmeras possiblidades de desenvolvimento, também é certo que ela cada vez mais apresenta desafios para todos – governos, empresas e cidadãos. A tecnologia não é capaz, por si só, de assegurar a tão prometida liberdade na internet. É preciso uma atenta vigilância. 
     O aniversário da internet faz referência ao dia 12 de março de 1989, quando Tim Berners-Lee, pesquisador do Cern, o famoso laboratório de física da Suíça, elaborou uma proposta de sistemas de gerenciamento de informações para a internet. Era o nascimento da World Wide Web (www).
    A internet, como rede de computadores, já existia desde a década de 60. Como parte da estratégia militar durante a guerra fria, os Estados Unidos buscaram formas de diversificar o armazenamento e a troca de informações militares sensíveis. O resultado desse esforço foi o desenvolvimento de um sistema que interligava vários computadores e permitia a troca de dados entre eles. Depois, a rede deixaria de ser de uso exclusivo militar.
    A contribuição de Tim Berners-Lee foi apresentar uma proposta de sistema organizado para escrever, transmitir e armazenar essas informações entre os computadores, o que então não existia. O mérito da www consistiu em ser um sistema que facilitava a navegação dos usuários na rede. A proposta de Berners-Lee incluía, por exemplo, o hiperlink, que se mostrou tão útil para simplificar o uso da internet.
    Ardente defensor da neutralidade da rede, Tim Berners-Lee comentou que o trigésimo aniversário da www é motivo de comemoração e também de reflexão. As pessoas “estão assustadas após as eleições de Trump e o Brexit, percebendo que a web que eles achavam tão legal não necessariamente está fazendo bem para a humanidade”, afirmou Berners-Lee. É cada vez mais consolidada a impressão de que “a internet não é tão bonita assim”.
    O tão sonhado ambiente virtual de liberdade, no qual cada um deveria poder expressar suas ideias e opiniões, ter acesso a novas fontes de conhecimento e conectar-se como novas comunidades e pessoas, é fortemente ameaçado pelo abuso de poder de alguns, pela manipulação de informações, pela difusão de notícias mentirosas, pelo radicalismo e extremismo de determinados grupos. A internet, que em tese poderia ser uma significativa contribuição para a coesão e a colaboração social – como de fato é em tantas situações –, tem sido também ocasião para o esgarçamento das relações sociais, como se fosse terra sem lei, na qual mandam o mais atrevido e o mais forte.
    Além do risco de manipulação social e política por meio da internet, outro ponto que suscita especial preocupação no trigésimo aniversário é a proteção dos dados pessoais. Há casos de flagrante violação da privacidade, às vezes com vazamento de informações de milhares de usuários. Têm havido também frequentes denúncias de uso não autorizado por parte de empresas em relação a dados de usuários e de terceiros.
    “É a nossa jornada da adolescência para um futuro mais maduro, responsável e inclusivo”, Disse Berners-Lee, ao apontar que a internet é um caminho sem volta. Os governos precisam erar atentos, tanto para investigar as violações aos direitos e garantias dos usuários como para atualizar as leis numa área em contínua transformação. Também são precisos vigilância e aprendizado por parte dos cidadãos. A experiência de 30 anos de internet mostra que nada substitui a responsabilidade pessoal. Mais do que questão de tecnologia, alguns riscos da internet sobre a política evidenciam uma ainda frágil cidadania. A maturidade da internet também deve ser a maturidade do usuário.
(Notas & Informações – O Estado de São Paulo. Disponível em:
https://opiniao.estadao.com.br/noticias/notas-e-informacoes,tres-
decadas-de-internet,70002752966. Acesso em: 25/06/2019.)
No trecho “O resultado desse esforço foi o desenvolvimento de um sistema que interligava vários computadores e permitia a troca de dados entre eles.” (3º§), a expressão sublinhada retoma a informação sobre:
Alternativas
Q1785864 Português
Estudo mostra os países em que as pessoas envelhecem com melhor saúde

     Há diferentes formas de alcançar os 65 anos de idade – dependendo de que país tenha nascido, uma pessoa pode se sentir mais velha ou mais nova. Foi o que determinou um estudo, publicado no The Lancet, no qual pesquisadores usaram um índice chamado DALYs para aproximar os impactos na saúde associados com a idade, tais como câncer e problemas cardíacos. A sigla corresponde a Disability-adjusted life-years (em tradução livre, “anos de vida ajustados pela incapacidade”) e serve para estimar – não apenas como uma pessoa aos 65 anos de idade se sente em cada país – mas quais países estão se saindo melhor em preservar a saúde em casos de idade avançada.
    Os pesquisadores utilizaram como referência outra pesquisa, de 2017, sobre o Fardo Global de Doenças, Lesões e Fatores de Risco, e identificaram uma série de doenças relacionadas à idade ao verificar sua incidência na população adulta ao longo dos anos. De acordo com o estudo, 92 doenças foram identificadas como relacionadas ao envelhecimento, um equivalente de 51,3%, entre todos os impactos globais sofridos por adultos em 2017.
    A seguir, os cientistas mediram os danos da idade com o DALYs e identificaram esses impactos em 195 países entre o ano de 1990 a 2017. 
    As conclusões indicam a disparidade na promoção da qualidade de vida em diferentes países. Um japonês de 76 anos de idade, por exemplo, se sente tão novo quanto um cidadão global médio de 65 anos de idade. O país asiático está no topo do ranking entre os idosos que apresentam melhor bem-estar.
    A nação que tem os piores números é Papua-Nova Guiné: pessoas com idade de 45 anos já se sentem bem mais velhas, como se já tivessem 65 anos. 
    O avanço realizado pela pesquisa agora pode abrir caminhos para que populações possam atrasar os efeitos da velhice. As comparações entre diferentes países permitem que aqueles mais desenvolvidos possam ajudar as nações com números menos favoráveis, até que a população global finalmente possa viver por mais tempo – e de modo mais saudável.

(Data: 05/04/2019-08H44/ ATUALIZADO 11H58 / POR REDAÇÃO
GALILEU. Disponível em: https://revistagalileu.globo.com/Ciencia/Saude/noticia/2019/04/estud o-mostra-os-paises-em-que-pessoas-envelhecem-com-melhor
saude.html.)
No título do texto, a expressão “em que” pode ser substituída, sem que haja prejuízo quanto à correção, por
Alternativas
Q1775739 Português
Leia um trecho do romance A cidade de Ulisses, de Teolinda Gersão, para responder à questão.

     Assim que a professora de pintura entrou em nossa casa, uma nova época se inaugurou.
     A vida da minha mãe ficou de repente preenchida, pareceu ganhar magicamente um rumo. Pintar ocupava-lhe os dias de tal modo que começou a usar um despertador, cujo alarme tocava um pouco antes de o meu pai chegar. Então, apressava-se a arrumar tudo, despia a bata e, ao bater do meio-dia, sentava-se na sala a esperá-lo. Como se sempre lá tivesse estado, com o coração a bater da correria pela escada.
     Até que um dia o meu pai achou que podia economizar esse dinheiro, a professora foi dispensada e minha mãe continuou a pintar, por sua conta e risco. 
     Fascinado, eu exigi desde o início partilhar essa expedição com ela. O tempo que passei naquele sótão foi de longe o mais feliz da minha infância.
     A ideia que guardo é a da casa como um espaço dividido, o espaço ameaçador do meu pai e o mundo aventuroso e secreto de minha mãe. Passava-se de um para o outro através da escada: o sótão era um lugar ilimitado, como se boiasse no ar ou assentasse nas nuvens. A minha mãe estendia na mesa uma folha de papel e punha ao meu alcance lápis de cor, pincéis e tintas.
     Então tudo começava a ser possível: bastava eu querer e uma coisa aparecia: o sol, um pássaro, uma árvore, uma folha. Ela dizia sim, e sorria. Éramos cúmplices e partilhávamos um poder mágico. Estávamos no centro do mundo, e ele obedecia. Fazíamos o sol subir no horizonte, púnhamos um carro na estrada, um moinho num monte, pessoas acenando das janelas. Tudo o que quiséssemos acontecia. Tudo.
(A cidade de Ulisses. Oficina Raquel, 2017. Adaptado)
Considere o texto.
___________ para arrumar tudo, despia a bata, , ______________ pois o marido chegaria em breve, e descia para a sala onde _____________ pontualmente.
Considerando o emprego e a colocação dos pronomes, as lacunas desse texto devem ser preenchidas, respectivamente, por:
Alternativas
Q1775733 Português
Leia o texto para responder à questão.

Escape room

     A regra é só uma: escapar antes que o tempo acabe. Já a quantidade de usos pedagógicos desse jogo se multiplica na medida da criatividade dos professores. Febre no exterior – e opção de lazer que também caiu no gosto dos brasileiros –, os escape rooms agora desembarcaram nas escolas. Presos dentro de uma sala misteriosa, cheia de cofres e cadeados, os alunos têm de resolver juntos uma série de enigmas para encontrar a chave da liberdade.
     Enquanto os problemas podem passar pela Geografia, Biologia e Matemática, as soluções vêm, necessariamente, do trabalho em equipe. Nos escapes, não existe um ganhador: ou todos saem ou nada feito. Alunos com espírito de liderança ajudam a coordenar o grupo ao mesmo tempo que outros trabalham para acalmar os colegas.
     Foram três meses quebrando a cabeça – até nas férias – para que o professor Renato Aruta conseguisse finalmente montar um escape room à altura da perspicácia dos seus alunos do 3° ano do ensino médio. No dia da atividade, levou os estudantes para dentro da sala e apenas avisou, solene: “Vocês têm 30 minutos para sair daí”.
     “Não acredito que ele fez isso com a gente”, pensava Giovanna C., de 17 anos, uma das “detidas”, enquanto Aruta monitorava os alunos – e se divertia – por meio de uma câmera instalada na sala. A incredulidade deu lugar ao corre- -corre e logo a turma entrou no espírito. Quem tinha intimidade com mapas ajudou a desvendar códigos escondidos em coordenadas geográficas. Fãs da Matemática se debruçaram sobre cálculos.
     Mas o reforço dos conteúdos foi apenas um efeito colateral. “A ideia foi unir características de cada aluno, como liderança e capacidade de resolver problemas”, explica Aruta. 
     Para professor e estudantes, conhecer mais o outro revelou boas surpresas: “Tem uma amiga que é bem quietinha. Nunca imaginei que ela organizaria tudo enquanto estavam todos nervosos”, exemplifica Luísa P., de 16 anos. 
     Atividades como os escape rooms se inserem em um contexto de valorização das habilidades socioemocionais, decisivas para a formação dos jovens e o bem-estar na escola.
(Júlia Marques, O Estado de S.Paulo, 18.08.2019. Adaptado) 

Assinale a alternativa correta a respeito do termo destacado nos trechos do texto.
Alternativas
Q1761378 Português
Atenção! O texto será subsídio para a questão

Uma caneta esferográfica funcionaria em Marte?

  Ninguém nunca foi lá para testar, é óbvio. Mas é bem provável que não. Você já deve ter ouvido que as canetas esferográficas comuns não funcionam no espaço por conta da baixa gravidade. E é verdade. A gravidade é responsável por empurrar a tinta para baixo, fazendo a caneta funcionar. Mas não é só isso. O próprio movimento de bolinha da caneta consegue “puxar” a tinta e fazer a caneta funcionar por um tempo – mesmo contra a gravidade.

  Faça o seguinte experimento: pegue uma caneta e um caderno e tente fazer rabiscos de cabeça para baixo. A caneta funciona inicialmente, mas depois de alguns segundos ela começa a falhar.

  É difícil saber qual é a gravidade mínima para fazê-la funcionar. Marte tem pouco mais de um terço da gravidade terrestre, então é provável que você consiga usar a caneta no início. Logo, porém, ela começaria a falhar.(...)

Fonte: https://super.abril.com.br/blog/oraculo/uma-caneta-esferografica-funcionaria-em-marte/
Observe as seguintes frases:
I - É difícil saber qual é a gravidade mínima para fazê-la funcionar. II - Ninguém nunca foi para testar, é óbvio.
É INCORRETO o expresso em:
Alternativas
Q1757804 Português
Há três possíveis colocações para os pronomes oblíquos átonos. Não é um deles:
Alternativas
Q1757318 Português
Assinale a sentença que completa corretamente as lacunas do presente texto:

Se hoje você consegue carregar o seu celular em poucas horas e usá-___________ ao longo de todo o dia, é ________________ das baterias de íons de lítio. É difícil lembrar de como era a vida sem________________ . É _________________ que o Nobel de Química de 2019 foi dado aos três cientistas que ajudaram a desenvolvê-_____________: Stanley Whittingham, Akira Yoshino e John Goodenough, sendo ___________ a pessoa mais velha a receber o prêmio Nobel, aos 97 anos de idade.
Alternativas
Q1757218 Português
Observe as palavras em destaque em cada sentença juntamente com a análise proposta e posteriormente assinale a alternativa CORRETA: 
I – O plural das palavras: degrau e hambúrguer faz-se respectivamente: degraus e hambúrgueres. II- “Este ano está bom para nós.” Temos nas palavras em destaque dois exemplos de pronomes. III – “É difícil conviver com esta elasticidade”. Temos na palavra em destaque um exemplo de verbo.
Alternativas
Q1757217 Português
Os pronomes em geral podem ser utilizados como elementos coesivos de referenciação, pois permitem a retomada de ideias ou termos da oração, garantindo assim, a coesão textual. Nesse sentido, assinale a alternativa que apresenta um exemplo de referente pronominal.
Alternativas
Q1755315 Português

Assinale a alternativa que possui um pronome relativo invariável.

Alternativas
Q1755312 Português

Com relação às Classes de Palavras é CORRETO:

I– As classes de palavras são divididas em palavras variáveis e palavras invariáveis.

II – Substantivo é a palavra que nomeia os seres em geral, desde objetos, fenômenos, lugares, qualidades, ações, dentre outros. Pode ser flexionado em: Gênero, número e grau.

III- As respectivas formas flexionadass dos adjetivos para o grau superlativo absoluto de pobre e humilde são: paupérrimo e humílimo.

IV - Do ponto de vista semântico, o pronome pode apresentar inúmeros sentidos, a depender do contexto: posse, indefinição, generalização, questionamento, apontamento, aproximação, afetividade, ironia, depreciação etc.

Alternativas
Q1755310 Português

Observe o excerto da crônica: O texto é um bolo para comer com café”

Sempre me encantou saber que as coisas podem ter receitas e que cada uma delas pode ser um guia para a gente seguir na cozinha, na escrita dos textos jornalísticos ou na vida. Jamais esqueci os cadernos de receita de dona Joene, minha mãe. Como nunca fui lá um grande cozinheiro, acho que a melhor coisa que aprendi nesses cadernos foi a admirar o modo como ela erguia as paredes com perfeição.

Embora para cada cozinheiro o bolo vá resultar de um ou de outro jeito como dizem os mestres- cucas, tudo depende muito ‘da mão’ de quem cozinha –, as receitas tendem sempre a conduzir a resultados satisfatórios.

Com relação ao excerto é INCORRETO:

Alternativas
Respostas
5921: C
5922: B
5923: B
5924: A
5925: D
5926: A
5927: A
5928: C
5929: D
5930: D
5931: C
5932: E
5933: C
5934: D
5935: B
5936: A
5937: B
5938: C
5939: B
5940: E