Questões de Concurso
Comentadas sobre morfologia - pronomes em português
Foram encontradas 10.461 questões
Exposição no Palácio dos Bandeirantes convida a viajar
para o passado
A exposição “Arte e história nas coleções públicas
paulistas”, em cartaz no Palácio dos Bandeirantes, sede
do governo paulista, convida o visitante a passear pelo
passado. São mais de 200 peças trazidas do Museu
Paulista (mais conhecido como Museu do Ipiranga), da
Pinacoteca do Estado e do Acervo Artístico-Cultural dos
Palácios do Governo. Uma coleção de ferros de passar
roupa, uma carruagem do século XIX, mobiliário da elite
paulista e telas de pintores como Benedito Calixto e
Antonio Ferrigno contam episódios da história do Brasil
desde os tempos coloniais. É a primeira vez que uma
exposição reúne peças dos três mais antigos acervos
culturais paulistas num único espaço.
Para ajudar os visitantes ___ viajar para o
passado, a exposição começa com uma apresentação do
grupo de teatro do Instituto Histórico e Geográfico de São
Vicente. Vestidos ___ moda do século XIX, cerca de 20
atores interpretam personagens típicos do Brasil _____
vésperas da Independência: escravos, capitães do mato,
padeiros portugueses, aristocratas indolentes, polemistas
da imprensa e sinhás. Alguns personagens históricos
também entram em cena, como a escritora negra Maria
Firmina dos Reis, o jornalista Manoel Bastos Tigre e Dona
Leopoldina, mulher de Dom Pedro I.
Os personagens conversam sobre dilemas do
Brasil de 1822: uma escrava exige sua liberdade e o
senhor diz que razões econômicas impedem a Abolição;
uma portuguesa maldiz as ideias independentistas de
certos brasileiros; um menino jornaleiro anuncia notícias
da época. A pecinha termina com o grito “Independência
ou morte!”, bradado por um Dom Pedro de no máximo 6
anos de idade.
Depois da apresentação, os atores passeiam pela
exposição com os visitantes. Boa parte do espaço da
exposição é dedicada ____ iconografia produzida sobre
os bandeirantes, que foram glorificados em pinturas
acadêmicas e bucólicas. No início do XX, membros da
elite paulista costumavam encomendar obras de arte de
temática bandeirante para o Museu do Ipiranga. A
exposição tenta problematizar os bandeirantes e lembra
as brutalidades cometidas por eles contra populações
indígenas. Mas a história que os quadros contam é outra:
paulistas orgulhosos, com barbas longas e chapéus de
aba larga, índios sempre em segundo plano.
https://epoca.globo.com... - adaptado.
As lacunas abaixo devem ser preenchidas com o verbo “precisar” em determinadas formas nominais. Numerar a 2ª coluna de acordo com a 1ª conforme a forma que o verbo “precisar” deve assumir para preencher corretamente a lacuna e, após, assinalar a alternativa que apresenta a sequência CORRETA:
(1) Infinitivo.
(2) Gerúndio.
(3) Particípio.
(---) Você está __________ de ajuda?
(---) O problema era __________ de tempo.
Instrução: As questões de números 01 a 10 referem-se ao texto abaixo. Os destaques ao longo do texto estão citados nas questões.
Por que você precisa se tornar um professor empreendedor?
01 O professor como conhecemos hoje, exclusivamente atrelado ___ uma instituição de
02 ensino, aos poucos, dará espaço a um profissional capaz de preencher a lacuna existente entre o
03 docente tradicional, o administrador e o formulador de políticas educacionais. Estamos falando do
04 chamado teacherpreneur, ou professor-empreendedor em tradução livre. Afirmo isto diante da
05 realidade de que, apesar dos avanços tecnológicos, a maioria das escolas conta com uma
06 hierarquia que separa as pessoas que criam políticas educacionais (administradores) daquelas
07 que realmente entregam a educação (professores)
08 Essa história de compartimentalização muda com o professor-empreendedor, que além de
09 estar no dia ___ dia no ambiente escolar, sai da sala de aula para interagir com múltiplos
10 domínios da educação. Assim, em termos gerais, um professor-empreendedor envolve-se na
11 liderança educacional, escreve seus próprios currículos, pesquisa metodologias educacionais,
12 aprende a usar diferentes tecnologias, cria cursos próprios e os vende ou disponibiliza
13 gratuitamente em plataformas digitais, educa outros professores e até trabalha para reformar as
14 políticas educacionais oficiais.
15 Esse novo educador tem como característica fundir a imagem do professor inovador com a
16 liderança empreendedora que assume riscos para criar seu próprio lugar no mundo profissional.
17 São pessoas empenhadas em criar uma cultura de criatividade e reflexão na sala de aula, mas
18 que também pensam suas ações para além deste espaço, pois têm consciência de que o
19 aprendizado e lições valiosas não devem ficar restritos aos bancos escolares.
20 A possibilidade de se tornar um professor-empreendedor pode ser uma das soluções para
21 reverter o crescente desinteresse pela carreira e conter o êxodo para o mundo administrativo,
22 movimento geralmente resultante de salários pouco competitivos, dificuldades em lidar com os
23 alunos e até mesmo o esgotamento físico e mental que muitos alegam ao deixar a educação. É
24 um caminho possível para ajudar aqueles professores talentosos e dedicados a permanecerem
25 entusiasmados com sua profissão e a compartilharem suas melhores práticas. A chave aqui é que
26 o educador crie uma maneira diferente de navegar na profissão sem abandoná-la ou perder a
27 vontade de ensinar.
28 Mas o que os teacherpreneurs estão produzindo agora?
29 Como exemplo de professores-empreendedores, podemos nos pautar por vários cases de
30 sucesso, tanto no exterior como aqui mesmo no Brasil. São educadores que resolveram criar seu
31 próprio produto ou serviço para solucionar problemas que eles ou seus colegas encontraram na
32 sala de aula, desenvolvendo soluções criativas para educação.
33 Este é o caso do professor de História de uma escola pública localizada no Bronx, Charles
34 Best, que fundou o site DonorsChoose.org, uma plataforma de financiamento coletivo de projetos
35 escolares direcionados ___ rede pública norte-americana. Em 2000, Charles Best propôs que
36 seus alunos lessem “Little House on the Prairie”. Enquanto fazia fotocópias do único livro
37 disponível na escola, pensou em todo o dinheiro que ele e seus colegas gastavam em livros e
38 materiais de apoio para lecionar. Foi então que ele imaginou que talvez houvesse pessoas que
39 gostariam de colaborar com projetos educacionais, desde que pudessem acompanhar para onde
40 seu dinheiro estava indo.
41 Best esboçou um site onde os professores poderiam postar solicitações de projetos de sala
42 de aula e os doadores poderiam escolher os que desejariam apoiar. Seus colegas postaram os
43 primeiros onze pedidos. Hoje, a plataforma é utilizada em todo os Estados Unidos. Quando o
44 projeto atinge a meta de doações em dinheiro, a organização do DonorsChoose entrega os
45 materiais necessários – que vão desde livros e giz de cera até microscópios e equipamentos
16 esportivos – e envia para os doadores um extrato detalhado, indicando como cada dólar foi
47 utilizado.
48 Como se tornar um professor empreendedor?
49 Os exemplos mostram o quanto os professores empreendedores têm a oportunidade de
50 afetar a política educacional, impactando a sociedade e gerando inovação no ensino, sem
51 estarem necessariamente atrelados a uma instituição ou sala de aula convencional. Eles geram
52 renovação e entusiasmo, além de experiências mais eficazes e enriquecedoras para todo o
53 sistema educacional. Em certo sentido, eles dão um passo adiante para alcançar um estado de
54 aprendizado mais engajado e simplificado.
55 Abrir-se para a possibilidade de se transformar num professor-empreendedor é
56 importante porque traz um novo olhar sobre o ensino-aprendizado e sobre suas próprias
57 possibilidades como educador e pessoa. A profissão de professor não vai acabar, mas vai se
58 transformar profundamente. É importante se perguntar se você quer acompanhar esta mudança
59 ou não. Pelo que já estamos vendo, será uma ótima jornada. Você não vai querer ficar fora
60 desta, vai?
(Luciana Allan – Revista Exame – 14/02/2019 – disponível em: https://exame.abril.com.br/ - adaptação)
Considerando o emprego do vocábulo “que”, assinale a alternativa na qual ele é empregado como pronome relativo, relacionando-se a um substantivo e caracterizando-o.
Na Arábia, a família Saud era, havia muito tempo, a protetora do wahabismo, um credo islâmico puritano. Quem revigorou a fortuna da família no século 20 foi o rei Ibn Saud, que na prática fundou a nova Arábia Saudita. Ele era um dos homens mais altos do reino, além de um guerreiro habilidoso. Andava de maneira lenta e digna e suas palavras prendiam a atenção. De acordo com uma interpretação liberal do Alcorão, mantinha quatro esposas, quatro concubinas favoritas e quatro “escravas prediletas”. Havia um tipo de escravidão que persistia, com a concordância de Ibn, e um escravo chegou a tornar-se ministro da Fazenda durante seu reinado. A disciplina e o fervor religioso, de acordo com os preceitos do wahabismo, também tinham a benção do rei. A Arábia Saudita, com sua grande extensão de areia em várias tonalidades, não teve valor econômico durante muito tempo. Após a descoberta do petróleo em 1938, a riqueza da nação aumentou, primeiro lentamente e depois com rapidez. O fato de o país possuir as maiores reservas mundiais do recurso fez crescerem as tentações humanas contra as quais o ramo wahhabi do Islã diligentemente alertava. Mesmo envelhecido, o rei tentou deter o fluxo de licenciosidade que vinha do Ocidente. Até 1951, o futebol esteve banido e os estrangeiros que moravam no país eram proibidos de comprar bebidas alcoólicas. De todas as nações árabes, a Arábia Saudita era a única aliada tradicionalmente de Washington. Os dois países trabalhavam harmoniosamente, um fornecendo o petróleo, e o outro, proteção militar. Os Estados Unidos produziam cada vez menos o petróleo que consumiam e dependiam cada vez mais da Arábia Saudita. Lá, os norte-americanos residentes tinham de seguir, pelo menos aparentemente, os preceitos puritanos do Islã. Na década de 1980, praticamente não havia judeus entre os norte-americanos que viviam no país; os banhos de piscina mistos eram proibidos nos hotéis; e os membros das forças armadas norte-americanas concordaram em não celebrar missas de Natal nas bases. (BLAINEY, Geoffrey. Uma Breve História do Século XX. 2 ed. São Paulo: Fundamento, p. 298).
Ainda no que se refere à classificação gramatical, analise as sentenças abaixo e, ao final, assinale a alternativa correta:
I – Ontem me disseram que houve tiroteio.
II – Não a quero aqui.
III – Isso me traz boas lembranças.
Na Arábia, a família Saud era, havia muito tempo, a protetora do wahabismo, um credo islâmico puritano. Quem revigorou a fortuna da família no século 20 foi o rei Ibn Saud, que na prática fundou a nova Arábia Saudita. Ele era um dos homens mais altos do reino, além de um guerreiro habilidoso. Andava de maneira lenta e digna e suas palavras prendiam a atenção. De acordo com uma interpretação liberal do Alcorão, mantinha quatro esposas, quatro concubinas favoritas e quatro “escravas prediletas”. Havia um tipo de escravidão que persistia, com a concordância de Ibn, e um escravo chegou a tornar-se ministro da Fazenda durante seu reinado. A disciplina e o fervor religioso, de acordo com os preceitos do wahabismo, também tinham a benção do rei. A Arábia Saudita, com sua grande extensão de areia em várias tonalidades, não teve valor econômico durante muito tempo. Após a descoberta do petróleo em 1938, a riqueza da nação aumentou, primeiro lentamente e depois com rapidez. O fato de o país possuir as maiores reservas mundiais do recurso fez crescerem as tentações humanas contra as quais o ramo wahhabi do Islã diligentemente alertava. Mesmo envelhecido, o rei tentou deter o fluxo de licenciosidade que vinha do Ocidente. Até 1951, o futebol esteve banido e os estrangeiros que moravam no país eram proibidos de comprar bebidas alcoólicas. De todas as nações árabes, a Arábia Saudita era a única aliada tradicionalmente de Washington. Os dois países trabalhavam harmoniosamente, um fornecendo o petróleo, e o outro, proteção militar. Os Estados Unidos produziam cada vez menos o petróleo que consumiam e dependiam cada vez mais da Arábia Saudita. Lá, os norte-americanos residentes tinham de seguir, pelo menos aparentemente, os preceitos puritanos do Islã. Na década de 1980, praticamente não havia judeus entre os norte-americanos que viviam no país; os banhos de piscina mistos eram proibidos nos hotéis; e os membros das forças armadas norte-americanas concordaram em não celebrar missas de Natal nas bases. (BLAINEY, Geoffrey. Uma Breve História do Século XX. 2 ed. São Paulo: Fundamento, p. 298).
No que se refere à colocação pronominal, analise os itens a seguir e, ao final, assinale a alternativa correta:
I – Na ênclise, o pronome é colocado antes do verbo.
II – Na mesóclise, o pronome é colocado no meio do verbo.
III – Na próclise, o pronome é colocado depois do verbo.
Durante os combates da guerra civil, cidadãos russos fugiram das vulneráveis cidades. Havia comida e segurança para eles no campo. Entre 1918 e 1920, a população de São Petersburgo – renomeada Petrogrado e mais tarde chamada Leningrado – caiu quase pela metade, enquanto na nova capital, Moscou, muitas ruas ficaram estranhamente silenciosas, e as casas vazias. Aqueles que apoiavam o velho regime czarista abandonaram a Rússia na primeira oportunidade. O aumento dos preços, já assustador durante a Grande Guerra, foi ainda pior durante a guerra civil. A nação enfrentou seu surto de hiperinflação, que pouco depois atingiu também a Alemanha. Um rublo russo comprava, em 1913, um pacote de açúcar, mas no começo de 1921, uma dona de casa precisava de 17 mil rublos para comprar essa mesma quantidade do produto. O índice oficial de inflação geralmente serve como medida da competência financeira de um governo. De acordo com tal medida, a Rússia de Lênin foi inicialmente uma negação. A meta oficial era construir uma nova sociedade, mas antes disso a velha sociedade, despedaçada pela guerra, tinha de ser reconstituída. As ferrovias estavam em ruínas. Antes da guerra, a Rússia possuía 17 mil locomotivas a vapor, mas em janeiro de 1920 restavam apenas 4 mil. Talvez nenhuma grande rede ferroviária do mundo tenha sido alguma vez tão devastada. As locomotivas a vapor eram essenciais para milhares de atividades, incluindo o transporte de safras de grãos do campo para as cidades esfomeadas e a entrega de carvão para as cidades geladas. Muitos escritórios e fábricas trabalhavam no inverno intenso sem o benefício da calefação. Nos teatros, o público tremia, enquanto os atores esfregavam as mãos para se aquecer. (BLAINEY, Geoffrey. Uma Breve História do Século XX. 2 ed. São Paulo: Fundamento, p. 79).
A palavra “durante”, utilizada pelo autor na primeira linha do texto, possui a seguinte classe gramatical:
Considerando-se a colocação pronominal, marcar C para as afirmativas Certas, E para as Erradas e, após, assinalar a alternativa que apresenta a sequência CORRETA:
( ) As crianças contentarão-se com estes doces.
( ) Sempre me disseram que eu conseguiria uma vaga.
( ) Como te ferem!
Instrução: As questões de números 01 a 10 referem-se ao texto abaixo. Os destaques ao longo do texto estão citados nas questões.
Por que 2019 poderá ser o melhor ano da história da humanidade?
- O início de cada ano nos inunda com uma aura de otimismo, não é mesmo? Acreditar que
- tudo vai dar certo nos dá ânimo e coragem para seguir adiante. Afinal, quem não deseja ver um
- mundo mais justo, onde seja possível realizar sonhos, alcançar metas, ter uma vida mais
- próspera, digna e saudável?
- Mas, ao longo do ano, o bombardeio de notícias ruins vai enfraquecendo esse otimismo,
- chegando ao ponto de muitas pessoas perderem o ânimo e até a esperança na humanidade. Mas
- será que a humanidade não tem jeito mesmo? Estamos retrocedendo?
- Para acender uma luz sobre esse paradigma tão arraigado em nossas mentes, o jornalista
- Nicholas Kristof do New York Times, através da compilação de dados de pesquisas, publicou o
- artigo Why 2018 Was the Best Year in Human History! (Porque 2018 foi o melhor ano na história
- da humanidade!). O trabalho do autor foi elencar números que sustentam um otimismo legítimo
- e mostram como estamos evoluindo globalmente em questões essenciais.
- Compartilho aqui alguns desses números, para entendermos como foi possível essa
- afirmação tão positiva:
- -Segundo Max Roser, da Oxford University, durante 2018, a cada dia do ano, em média, 295.000
- pessoas tiveram acesso ___ eletricidade pela primeira vez em suas vidas;
- -Por dia, outras 305.000 pessoas desfrutam de água tratada e 602.000 pessoas acessaram ___
- internet pela primeira vez;
- -Nunca antes tantas pessoas foram alfabetizadas e alcançaram tamanha longevidade;
- -Em 2018, menos de 10% da população mundial viveu em situação de extrema pobreza, em
- comparação com a década de 80, quando 44% viviam nessa triste situação.
- Confesso que me entusiasmei ao ler o artigo. Em seguida, ao ampliar minhas pesquisas
- sobre o assunto, encontrei o trabalho brilhante do psicólogo Steven Pinker – nomeado em 2004
- como uma das pessoas mais influentes pela Revista Time.
- Pinker compartilha da mesma visão de Nicholas, o que fica claro ao assistir
- ao TED gravado por Pinker em abril de 2018, no qual ele traz uma quantidade impressionante de
- dados que comprovam o nosso progresso como humanidade em vários quesitos. A mensagem
- fica clara: podemos, sim, desconstruir uma visão pessimista de mundo. Isso não significa perder
- noção da realidade ou fechar os olhos para problemas, pelo contrário, valorizar essas conquistas
- nos dá mais inspiração para melhorar! Muitos outros passos ainda precisam ser dados
- globalmente nas mais variadas áreas, mas saber dessas informações nos reabastece de
- otimismo.
- Me pergunto, se houvesse uma pesquisa sobre qual a percepção das pessoas sobre a
- situação global, talvez tivéssemos números muito mais desanimadores do que os reais,
- apresentados por Nicholas e Pinker. Não acha próprio celebrarmos esse degrau que subimos em
- direção ___ mais civilidade? Principalmente por ser resultado de esforços individuais e de um
- grande esforço coletivo, afinal cocriamos dia a dia nossa própria realidade.
- Justiça, equidade, civilidade, tolerância e fraternidade são alguns exemplos de valores que
- estão por trás dos avanços apresentados nas pesquisas citadas, mas que ainda precisam
- ser aperfeiçoados para contemplarmos cada vez mais nossas necessidades, respeitarmos as
- diferenças e celebrarmos o que nos une: nosso senso de humanidade. Filosofia ___ parte,
- tangibilizar esses conceitos melhoram na prática a vida dos seres humanos em qualquer canto
- desse mundo.
- Meu desejo este ano é que a gente consiga manter o otimismo vivo, para realizar ainda
- mais sonhos individuais e coletivos, permanecendo atentos à realidade e não ao sensacionalismo.
- Assim será mais fácil fazermos nossa parte e contribuirmos para que 2019 seja o melhor ano da
- história da humanidade!
- Idealizadores do Walk and Talk, Luah Galvão e Danilo España deram uma Volta ao Mundo
- por mais de 2 anos e visitaram 28 países para entender o que motiva pessoas. Em seguida
- fizeram o Caminho de Compostela, entrevistando peregrinos sobre superação. Fecharam a tríade
- de viagens pesquisando “Resiliência” no projeto que batizaram de “Expedição Perú” e
- compartilham suas descobertas através de palestras e workshops por todo o Brasil.
Danilo España – Revista Exame – 16/01/2019 – Disponível em https://exame.abril.com.br/ - Adaptação)
O processo de formação de palavras que deu origem ao vocábulo “bombardeio” é chamado de derivação:
Instrução: As questões de números 01 a 10 referem-se ao texto abaixo. Os destaques ao longo do texto estão citados nas questões.
Por que 2019 poderá ser o melhor ano da história da humanidade?
- O início de cada ano nos inunda com uma aura de otimismo, não é mesmo? Acreditar que
- tudo vai dar certo nos dá ânimo e coragem para seguir adiante. Afinal, quem não deseja ver um
- mundo mais justo, onde seja possível realizar sonhos, alcançar metas, ter uma vida mais
- próspera, digna e saudável?
- Mas, ao longo do ano, o bombardeio de notícias ruins vai enfraquecendo esse otimismo,
- chegando ao ponto de muitas pessoas perderem o ânimo e até a esperança na humanidade. Mas
- será que a humanidade não tem jeito mesmo? Estamos retrocedendo?
- Para acender uma luz sobre esse paradigma tão arraigado em nossas mentes, o jornalista
- Nicholas Kristof do New York Times, através da compilação de dados de pesquisas, publicou o
- artigo Why 2018 Was the Best Year in Human History! (Porque 2018 foi o melhor ano na história
- da humanidade!). O trabalho do autor foi elencar números que sustentam um otimismo legítimo
- e mostram como estamos evoluindo globalmente em questões essenciais.
- Compartilho aqui alguns desses números, para entendermos como foi possível essa
- afirmação tão positiva:
- -Segundo Max Roser, da Oxford University, durante 2018, a cada dia do ano, em média, 295.000
- pessoas tiveram acesso ___ eletricidade pela primeira vez em suas vidas;
- -Por dia, outras 305.000 pessoas desfrutam de água tratada e 602.000 pessoas acessaram ___
- internet pela primeira vez;
- -Nunca antes tantas pessoas foram alfabetizadas e alcançaram tamanha longevidade;
- -Em 2018, menos de 10% da população mundial viveu em situação de extrema pobreza, em
- comparação com a década de 80, quando 44% viviam nessa triste situação.
- Confesso que me entusiasmei ao ler o artigo. Em seguida, ao ampliar minhas pesquisas
- sobre o assunto, encontrei o trabalho brilhante do psicólogo Steven Pinker – nomeado em 2004
- como uma das pessoas mais influentes pela Revista Time.
- Pinker compartilha da mesma visão de Nicholas, o que fica claro ao assistir
- ao TED gravado por Pinker em abril de 2018, no qual ele traz uma quantidade impressionante de
- dados que comprovam o nosso progresso como humanidade em vários quesitos. A mensagem
- fica clara: podemos, sim, desconstruir uma visão pessimista de mundo. Isso não significa perder
- noção da realidade ou fechar os olhos para problemas, pelo contrário, valorizar essas conquistas
- nos dá mais inspiração para melhorar! Muitos outros passos ainda precisam ser dados
- globalmente nas mais variadas áreas, mas saber dessas informações nos reabastece de
- otimismo.
- Me pergunto, se houvesse uma pesquisa sobre qual a percepção das pessoas sobre a
- situação global, talvez tivéssemos números muito mais desanimadores do que os reais,
- apresentados por Nicholas e Pinker. Não acha próprio celebrarmos esse degrau que subimos em
- direção ___ mais civilidade? Principalmente por ser resultado de esforços individuais e de um
- grande esforço coletivo, afinal cocriamos dia a dia nossa própria realidade.
- Justiça, equidade, civilidade, tolerância e fraternidade são alguns exemplos de valores que
- estão por trás dos avanços apresentados nas pesquisas citadas, mas que ainda precisam
- ser aperfeiçoados para contemplarmos cada vez mais nossas necessidades, respeitarmos as
- diferenças e celebrarmos o que nos une: nosso senso de humanidade. Filosofia ___ parte,
- tangibilizar esses conceitos melhoram na prática a vida dos seres humanos em qualquer canto
- desse mundo.
- Meu desejo este ano é que a gente consiga manter o otimismo vivo, para realizar ainda
- mais sonhos individuais e coletivos, permanecendo atentos à realidade e não ao sensacionalismo.
- Assim será mais fácil fazermos nossa parte e contribuirmos para que 2019 seja o melhor ano da
- história da humanidade!
- Idealizadores do Walk and Talk, Luah Galvão e Danilo España deram uma Volta ao Mundo
- por mais de 2 anos e visitaram 28 países para entender o que motiva pessoas. Em seguida
- fizeram o Caminho de Compostela, entrevistando peregrinos sobre superação. Fecharam a tríade
- de viagens pesquisando “Resiliência” no projeto que batizaram de “Expedição Perú” e
- compartilham suas descobertas através de palestras e workshops por todo o Brasil.
Danilo España – Revista Exame – 16/01/2019 – Disponível em https://exame.abril.com.br/ - Adaptação)
Assinale a alternativa que NÃO apresenta um pronome demonstrativo em sua construção.
Instrução: As questões de números 01 a 10 referem-se ao texto abaixo.
Previsões de Um Futuro Passado: 30 Anos de Internet
- Há 30 anos, o mundo era outro. Não, eu não estou falando da queda do muro de Berlim,
- da eleição de Collor ou dos protestos na Praça da Paz Celestial. Quero dizer que, em 1989, a
- internet mal existia. Foi só naquele ano que Tim Berners-Lee deu forma final a seu conceito de
- World Wide Web, quando ainda trabalhava na Organização Europeia para a Pesquisa Nuclear em
- Genebra. Provedores de internet para o grande público só engatinhavam nos Estados Unidos e na
- Europa.
- Ainda que fosse um cenário bastante distinto da nossa web de redes sociais, conexão
- sem-fio e emojis, ali estavam as bases da rede mundial de computadores que conhecemos hoje.
- Em homenagem ___ três décadas dessa invenção que mudou o mundo, mergulhei nos acervos
- de O Globo para conferir quais eram as previsões dos jornais sobre o futuro da Internet entre
- 1989 e 1995, ano em que o serviço chegou oficialmente ao Brasil e pudemos enfim conferir seu
- funcionamento ao vivo e a (poucas) cores. Separei, a seguir, três das mais interessantes
- previsões, deixando de lado outras como e-commerce e internet banking.
- "Quem quer ler tanta notícia?"
- Em 1991, a internet já alcançava um número decente de usuários. Pelo menos 3 milhões,
- segundo uma reportagem que descrevia as cada vez mais conectadas redes de computadores,
- até então, principalmente, acadêmicas. E um dado chama a atenção: quem se conectasse ___
- rede poderia ter acesso ___ mais de “200 conferências internacionais, sem sair de casa”. Mais do
- que isso, era possível ler até 100 páginas de notícias por dia! O número hiperbólico levou a
- repórter a se questionar: “Quem quer ler tanta notícia?!”
- Pois bem... quase 30 anos depois, o panorama é outro. Só nos EUA, dois terços das
- pessoas acessam notícias online , e a tendência é que esse número ainda cresça. O volume de
- publicações então, é imensurável. Certeza só de que são muito mais do que 100 páginas diárias
- de notícias por aí. A casa, com certeza, está nos milhões de artigos, reportagens, gráficos, vídeos
- e análises noticiosos por dia. Mas a pergunta continua de pé: “Quem quer ler tanta notícia?!”
- “Dono de videolocadora, o tempo é de começar a se preocupar”
- O aviso alarmista estampado em uma das reportagens analisadas não poderia ter sido
- mais certeiro, ainda que um pouco precipitado. Em outubro de 1994 a gigante americana Time-
- Warner anunciava o lançamento de um serviço de “Video On Demand” para alguns assinantes. O
- objetivo era de fornecer notícias, filmes e entretenimento em uma “rede digital multimídia”. Os
- arquivos eram comprimidos, enviados em até 450bps para receptores (que poderiam ser TVs) e
- então vistos pelos assinantes. Naquela altura, até 1000 pessoas eram capazes de assistir filmes
- simultaneamente.
- Com tamanhas aspirações, não surpreende que o repórter tenha visto a medida da Time-
- Warner (e de sua concorrente, a Oracle) como uma péssima notícia para as videolocadoras.
- Quase 30 anos depois, a preocupação era mais do que justificada. Vivemos uma era de
- streaming, a Blockbuster que o diga. Descansem em paz, videolocadoras.
- O rosto do seu computador
- Nem toda previsão é acertada. Inclusive uma feita pelo New York Times, que cravou, em
- 11 de julho de 1994, que a próxima grande tendência da informática seria dar caras aos
- computadores. E da maneira mais assombrosa possível: gerando rostos que interagissem e
- dessem recados aos usuários sobre o funcionamento dos PCs. A ideia, que talvez parecesse
- natural na época, felizmente, nunca foi para frente. Em 2019, ninguém recebe uma tela azul
- acompanhada de uma cara triste. :(
- A ideia, porém, não é de todo incoerente. A tentativa de humanização dos computadores
- ainda está na moda, como mostram filmes como “Her” e assistentes digitais como a “Alexa” e a
- “Siri”, da Amazon e Apple, respectivamente. A tentativa é válida e pode facilitar a vida dos
- usuários. Só, por favor, não deem rostos ___ máquinas. Não queremos pesadelos.
Daniel Salgado – 08/02/2019 – Disponível em: https://epoca.globo.com – adaptação.
Assinale a alternativa que apresenta a correta classificação morfológica da palavra “tanto”, presente na frase “Quem quer ler tanta notícia?!” no texto.
Instrução: As questões de números 01 a 10 referem-se ao texto abaixo.
Nós atraímos as amizades de forma semelhante aos algoritmos do Facebook
- Esses dias estava conversando com um casal de amigos meus e falávamos sobre o quanto é
- comum ver pessoas que antes eram muito próximas, eram boas amigas, e de uma hora para
- outra, de repente, elas somem da nossa vida e nós não ficamos tristes, ou magoados, ou
- ressentidos, etc. Nós simplesmente aceitamos e vamos seguindo nossas vidas. Isso me levou a
- refletir com eles sobre a nossa vibração, sobre a energia que a gente emana para as pessoas,
- que vai mudando ao longo do tempo e também com o nosso amadurecimento. Hoje em dia
- muitos espiritualistas e terapeutas holísticos explicam isso de uma forma elegante e simples.
- Tem __ ver com a lei universal do “semelhante atrai semelhante”. Ela se aplica a todos os
- campos da vida: amizade, relacionamento amoroso, família, trabalho, espiritualidade, etc. Todos
- nós mudamos muito ao longo da vida e seria uma pretensão muito grande querer que amigos de
- uma época longínqua fiquem ao nosso lado para sempre. Às vezes acontece, mas, convenhamos,
- é muito, muito raro acontecer.
- Vale ressaltar que quando vamos mudando nosso comportamento, nossos anseios, nossas
- crenças, nossos valores, etc., é também bastante natural que mudemos muito dos ambientes
- que frequentamos, os produtos que consumimos ou as páginas de Facebook e Instagram que
- seguimos. Isso me levou a refletir sobre a semelhança entre os amigos que atraímos e as
- páginas que seguimos no Facebook ou no Instagram. Você provavelmente sabe que as redes
- sociais funcionam através de algoritmos que gravam os nossos dados. Por exemplo, eu amo as
- páginas que falam sobre Psicologia, Filosofia e Autoconhecimento e sigo muita gente dessas
- áreas. O tempo todo aparece para mim novas sugestões de páginas, aparecem livros como
- opções de compra e até os amigos em comum que curtem as páginas. É simplesmente
- impressionante o poder desses algoritmos. Um dos meus irmãos gosta muito de música, de tocar
- instrumentos musicais e já tocou em algumas bandas e festivais. Ele já me contou que aparecem
- várias páginas de bandas ou de músicos para ele curtir, exatamente porque são essas as páginas
- que ele mais dá curtidas. E também muitos músicos solicitam amizade sem nunca nem terem
- trocado uma única palavra.
- Da mesma forma se dá com pessoas que, por exemplo, gostam muito de viajar. Aparecem
- diversas páginas de turismo e viagens, além de passagens promocionais. Se alguém gosta muito
- de maquiagens ou moda, também aparecem diversas páginas e pessoas que curtem para
- solicitar amizade. Na nossa vida real acontece de forma semelhante. Você sabia que não existe
- algoritmo mais complexo e intrigante do que a nossa mente e as nossas emoções? Elas ______
- um poder infinitamente maior do que os computadores mais sofisticados que você vê por aí. Por
- isso que algumas pessoas vão embora e nunca mais as vemos de novo. As energias são
- diferentes, não há compatibilidade. É como se fossem os polos iguais de um ímã. Você percebe
- que quando você tenta juntá-los eles fazem uma força e, por mais que você tente, eles não se
- juntam.
- Nós também somos ímãs para atrair pessoas que vibram de forma semelhante à nossa.
- Portanto, concluo esse texto com um convite ao autoconhecimento. Procure ser uma pessoa
- melhor a cada dia, porque, sabendo que é assim que a vida funciona, cada vez mais você atrairá
- amizades incríveis, pessoas que lhe ajudarão a crescer como ser humano. O seu algoritmo
- interno vai entrar em consonância com o algoritmo delas e dessa forma sua vida vai se tornar
- mais plena e feliz. Espero que esses insights lhe ajudem a enxergar a vida com um olhar mais
- consciente e perceba que esse mundo de mudanças velozes no qual estamos inseridos revela, a
- partir da tecnologia, muito do que existe no nosso universo interior…
Texto adaptado especialmente para esta prova. Disponível em:https://www.contioutra.com/nos-atraimos-as-amizades-de-forma-semelhante-aos-algoritmos-do-facebook/
A palavra “ambiente”, utilizada no texto, é formada pelo prefixo de origem latina “ambi”, que, por sua vez, é indicativo de:
A reforma da Previdência pesará mais sobre os mais pobres ou os mais ricos?
Heloísa Mendonça – 03/06/2019 – 16:22 BRT
1 A reforma da previdência é o assunto
2 que está mexendo com o Brasil. O ministro da
3 Economia, Paulo Guedes, tem repetido que a
4 nova Previdência irá remover privilégios e
5 reduzir as desigualdades entre as
6 aposentadorias do setor privado e público. Já
7 a oposição argumenta que as mudanças
8 atingirão principalmente os mais pobres. Mas
9 quem de fato vai ter de encarar mudanças
10 com a reforma que está no Congresso?
11 Para destrinchar algumas das mudanças
12 mais polêmicas propostas pela reforma, o EL
13 PAÍS escutou três economistas: Paulo Tafner,
14 um dos maiores especialistas em Previdência
15 no país, o pesquisador Marcelo Medeiros,
16 vinculado à Universidade de Princeton nos
17 Estados Unidos, e Denise Lobato Gentil,
18 professora do Instituto de Economia da
19 Universidade Federal do Rio de Janeiro
20 (UFRJ).
21 Contribuição maior para funcionários
22 públicos e da iniciativa privada
23 Dentre as diversas mudanças, há um
24 consenso entre os especialistas de uma
25 medida que ajudará a melhorar a distribuição
26 de renda: a criação de alíquotas de
27 contribuição progressiva para o setor privado
28 e os servidores. Hoje, os empregados da
29 iniciativa privada recolhem de 8% a 11%,
30 dependendo do salário. A nova regra prevê
31 alíquotas que variam de 7,5% a 14%,
32 distribuídas em mais faixas salariais. Para o
33 funcionalismo, cuja cobrança padrão é de
34 11%, a cobrança pode chegar a 22% para
35 quem recebe 39 mil reais ou mais. O modelo
36 foi pensado para garantir que quem ganha
37 mais pagará mais que os que ganham menos.
38 "A contribuição progressiva é correta e
39 positiva, já surte efeito no curto prazo. Mas
40 deve ser pedida para todas as categorias,
41 inclusive para os militares", aponta Medeiros.
42 A proposta de reforma para os militares -
43 apresentada à parte pelo Governo - unifica a
44 contribuição de todos os beneficiários do
45 sistema e passa a ser de 10,5% sobre o valor
46 integral do rendimento bruto a partir de
47 2022. Cabos e soldados estarão isentos dessa
48 contribuição durante o serviço militar
49 obrigatório. Hoje ativos e inativos contribuem
50 com 7,5% sobre o rendimento bruto.
51 Mas afinal, as mudanças vão pesar mais
52 para algum grupo?
53 Ainda que individualmente a reforma
54 piore a situação de todos os trabalhadores
55 brasileiros com regras mais rígidas, Tafner
56 defende que quando olhamos o coletivo, a
57 mudança será positiva para a sociedade como
58 um todo. "A partir do momento em que o
59 Governo consiga controlar as contas públicas,
60 o Estado terá maior capacidade de investir
61 recursos em educação e saúde, duas áreas
62 que, quando sofrem cortes, atingem muito
63 mais os mais pobres", afirma.
64 Para o economista, não há dúvida de
65 que na equação das novas regras
66 da aposentadoria serão os segmentos mais ricos
67 os mais punidos. "Pegue o exemplo de um
68 funcionário público, hoje ele se aposenta com
69 53, 54 anos. Com a reforma, para chegar ao
70 salário integral do benefício, ele terá que
71 trabalhar até os 65 anos, 10 anos mais. Já a
72 alíquota dele pode chegar a 18%, enquanto o
73 trabalhador urbano mais pobre será de
74 7,5%", diz.
75 Outro aspecto que pune os mais ricos,
76 segundo o economista, é que, com a reforma,
77 todos os servidores, inclusive deputados,
78 senadores ou juízes, vão ganhar no máximo
79 5.800 reais de aposentadoria.
80 "Proporcionalmente, o custo individual é
81 muito maior dessas pessoas e nesse sentido a
82 reforma é justa. Todo mundo está sendo
83 punido, mas os mais ricos mais. Não é a toa
84 que os servidores estão contra", explica
85 Tafner.
86 A visão de Denise Gentil é
87 completamente oposta. Para a economista, a
88 reforma é desalentadora e não combate
89 privilégios. "Se quisesse combater, não usaria
90 a Previdência como estratégia, e sim a
91 reforma tributária. O que o projeto quer é
92 desconstitucionalizar toda a proteção social.
93 Sem segurança jurídica, as pessoas irão
94 trabalhar sem perspectiva de se aposentar",
95 afirma Gentil. Na avaliação da professora da
96 UFRJ, as mulheres, professoras, os
97 trabalhadores rurais e os
98 beneficiários do Benefício de Prestação Continuada (BPC)
99 serão os maiores prejudicados. "Pensando em
100 cortes, a estratégia é de eliminação. Eliminar
101 as pessoas de alcançar a sobrevivência na
102 velhice".
103 Na avaliação de Medeiros, dizer que
104 quem pagará mais o ônus das mudanças na
105 aposentadoria serão os pobres é equivocado.
106 "Muita gente vai pagar. O que precisamos
107 fazer é uma reforma que alie
108 responsabilidade fiscal com responsabilidade
109 social. Esse projeto foi desenhado de tal
1110 maneira em que todo mundo sai perdendo,
111 mas o ideal é fazer mudanças para que os
112 pobres percam menos", diz.
113 Para o pesquisador, a distribuição das
114 aposentadorias é hoje extremamente
115 concentrada, e é ainda maior que a
116 desigualdade do mercado de trabalho. "Isso
117 traz uma mensagem importante. Se você
118 economizar no topo, você economiza a maior
119 parte dos recursos. Se você não fizer
120 concessões para as categorias que estão no
121 topo, você consegue economizar muito mais
122 que apertando as pessoas da parte de baixo",
123 explica Medeiros.
124 Apesar de avaliar que a reforma traz
125 uma série de medidas positivas, o
126 pesquisador afirma que o Governo continua
127 lançando medidas que protegem professores,
128 militares, policiais, mas não está interessado
129 em propor medidas para ajudar os mais
130 pobres. "A reforma mira a economia fiscal,
131 mas não se preocupa em melhorar a
132 aposentadoria de ninguém. Ela só tira. É
133 compreensível dado o rombo nas contas, mas
134 para os mais pobres é necessário criar
135 mecanismos de proteção um pouco
136 melhores", conclui.
Disponível em: https://brasil.elpais.com/brasil/2019/05/13/politica/15 57776028_131882.html Acesso em 11/07/2019. Texto adaptado
A significação do sufixo difere de “ação ou resultado dela” na palavra
A reforma da Previdência pesará mais sobre os mais pobres ou os mais ricos?
Heloísa Mendonça – 03/06/2019 – 16:22 BRT
1 A reforma da previdência é o assunto
2 que está mexendo com o Brasil. O ministro da
3 Economia, Paulo Guedes, tem repetido que a
4 nova Previdência irá remover privilégios e
5 reduzir as desigualdades entre as
6 aposentadorias do setor privado e público. Já
7 a oposição argumenta que as mudanças
8 atingirão principalmente os mais pobres. Mas
9 quem de fato vai ter de encarar mudanças
10 com a reforma que está no Congresso?
11 Para destrinchar algumas das mudanças
12 mais polêmicas propostas pela reforma, o EL
13 PAÍS escutou três economistas: Paulo Tafner,
14 um dos maiores especialistas em Previdência
15 no país, o pesquisador Marcelo Medeiros,
16 vinculado à Universidade de Princeton nos
17 Estados Unidos, e Denise Lobato Gentil,
18 professora do Instituto de Economia da
19 Universidade Federal do Rio de Janeiro
20 (UFRJ).
21 Contribuição maior para funcionários
22 públicos e da iniciativa privada
23 Dentre as diversas mudanças, há um
24 consenso entre os especialistas de uma
25 medida que ajudará a melhorar a distribuição
26 de renda: a criação de alíquotas de
27 contribuição progressiva para o setor privado
28 e os servidores. Hoje, os empregados da
29 iniciativa privada recolhem de 8% a 11%,
30 dependendo do salário. A nova regra prevê
31 alíquotas que variam de 7,5% a 14%,
32 distribuídas em mais faixas salariais. Para o
33 funcionalismo, cuja cobrança padrão é de
34 11%, a cobrança pode chegar a 22% para
35 quem recebe 39 mil reais ou mais. O modelo
36 foi pensado para garantir que quem ganha
37 mais pagará mais que os que ganham menos.
38 "A contribuição progressiva é correta e
39 positiva, já surte efeito no curto prazo. Mas
40 deve ser pedida para todas as categorias,
41 inclusive para os militares", aponta Medeiros.
42 A proposta de reforma para os militares -
43 apresentada à parte pelo Governo - unifica a
44 contribuição de todos os beneficiários do
45 sistema e passa a ser de 10,5% sobre o valor
46 integral do rendimento bruto a partir de
47 2022. Cabos e soldados estarão isentos dessa
48 contribuição durante o serviço militar
49 obrigatório. Hoje ativos e inativos contribuem
50 com 7,5% sobre o rendimento bruto.
51 Mas afinal, as mudanças vão pesar mais
52 para algum grupo?
53 Ainda que individualmente a reforma
54 piore a situação de todos os trabalhadores
55 brasileiros com regras mais rígidas, Tafner
56 defende que quando olhamos o coletivo, a
57 mudança será positiva para a sociedade como
58 um todo. "A partir do momento em que o
59 Governo consiga controlar as contas públicas,
60 o Estado terá maior capacidade de investir
61 recursos em educação e saúde, duas áreas
62 que, quando sofrem cortes, atingem muito
63 mais os mais pobres", afirma.
64 Para o economista, não há dúvida de
65 que na equação das novas regras
66 da aposentadoria serão os segmentos mais ricos
67 os mais punidos. "Pegue o exemplo de um
68 funcionário público, hoje ele se aposenta com
69 53, 54 anos. Com a reforma, para chegar ao
70 salário integral do benefício, ele terá que
71 trabalhar até os 65 anos, 10 anos mais. Já a
72 alíquota dele pode chegar a 18%, enquanto o
73 trabalhador urbano mais pobre será de
74 7,5%", diz.
75 Outro aspecto que pune os mais ricos,
76 segundo o economista, é que, com a reforma,
77 todos os servidores, inclusive deputados,
78 senadores ou juízes, vão ganhar no máximo
79 5.800 reais de aposentadoria.
80 "Proporcionalmente, o custo individual é
81 muito maior dessas pessoas e nesse sentido a
82 reforma é justa. Todo mundo está sendo
83 punido, mas os mais ricos mais. Não é a toa
84 que os servidores estão contra", explica
85 Tafner.
86 A visão de Denise Gentil é
87 completamente oposta. Para a economista, a
88 reforma é desalentadora e não combate
89 privilégios. "Se quisesse combater, não usaria
90 a Previdência como estratégia, e sim a
91 reforma tributária. O que o projeto quer é
92 desconstitucionalizar toda a proteção social.
93 Sem segurança jurídica, as pessoas irão
94 trabalhar sem perspectiva de se aposentar",
95 afirma Gentil. Na avaliação da professora da
96 UFRJ, as mulheres, professoras, os
97 trabalhadores rurais e os
98 beneficiários do Benefício de Prestação Continuada (BPC)
99 serão os maiores prejudicados. "Pensando em
100 cortes, a estratégia é de eliminação. Eliminar
101 as pessoas de alcançar a sobrevivência na
102 velhice".
103 Na avaliação de Medeiros, dizer que
104 quem pagará mais o ônus das mudanças na
105 aposentadoria serão os pobres é equivocado.
106 "Muita gente vai pagar. O que precisamos
107 fazer é uma reforma que alie
108 responsabilidade fiscal com responsabilidade
109 social. Esse projeto foi desenhado de tal
1110 maneira em que todo mundo sai perdendo,
111 mas o ideal é fazer mudanças para que os
112 pobres percam menos", diz.
113 Para o pesquisador, a distribuição das
114 aposentadorias é hoje extremamente
115 concentrada, e é ainda maior que a
116 desigualdade do mercado de trabalho. "Isso
117 traz uma mensagem importante. Se você
118 economizar no topo, você economiza a maior
119 parte dos recursos. Se você não fizer
120 concessões para as categorias que estão no
121 topo, você consegue economizar muito mais
122 que apertando as pessoas da parte de baixo",
123 explica Medeiros.
124 Apesar de avaliar que a reforma traz
125 uma série de medidas positivas, o
126 pesquisador afirma que o Governo continua
127 lançando medidas que protegem professores,
128 militares, policiais, mas não está interessado
129 em propor medidas para ajudar os mais
130 pobres. "A reforma mira a economia fiscal,
131 mas não se preocupa em melhorar a
132 aposentadoria de ninguém. Ela só tira. É
133 compreensível dado o rombo nas contas, mas
134 para os mais pobres é necessário criar
135 mecanismos de proteção um pouco
136 melhores", conclui.
Disponível em: https://brasil.elpais.com/brasil/2019/05/13/politica/15 57776028_131882.html Acesso em 11/07/2019. Texto adaptado
O pronome destacado na frase “Isso traz uma mensagem importante” (linhas 116-117), apresenta como referente a
Leia o texto para responder às questões de 01 a 03:
O sapo e o coelho
O Coelho vivia zombando do Sapo. Achava-o preguiçoso e lerdo, incapaz de qualquer agilidade. O sapo ficou zangado:
– Quer apostar carreira comigo?
– Com você? – assombrou-se o coelho.
– Justamente! Vamos correr amanhã, você na estrada e eu pelo mato, até a beira do rio...
O coelho riu muito e aceitou o desafio. O sapo reuniu todos seus parentes e distribuiu-os na margem do caminho, com ordem de responder aos gritos do coelho.
Na manhã seguinte, os dois enfileiraram-se e o coelho disparou como um raio, perdendo de vista o sapo que saíra aos pulos. Correu, correu, correu, parou e perguntou:
– Camarada Sapo?
Outro sapo respondia dentro do mato:
– Oi?
O coelho recomeçou a correr. Quando julgou que seu adversário estivesse bem longe, gritou:
– Camarada Sapo?
– Oi? – coaxava um sapo. Debalde o coelho corria e perguntava, sempre ouvindo o sinal dos sapos escondidos. Chegou à margem do rio exausto, mas já encontrou o sapo, sossegado e sereno, esperando-o. O coelho declarou-se vencido.
Luís da Câmara Cascudo. Os compadres corcundas e outros contos brasileiros. Rio de Janeiro: Ediouro, 1997. p. 88.
Marque a opção cuja classe gramatical da palavra destacada está corretamente classificada:
Leia com atenção o texto abaixo, de modo a responder às questões de 1 a 6:
Que tempos são esses?
1 __ Os dias estão sombrios. Em todo o planeta, o ódio tem mostrado sua face mais intransigente. E ela parece
2 com a nossa! Isso é o que, de fato, assusta. O poder da morte e da destruição ao alcance da nossa mão. A um
3 click, a uma nota assinada por algum poderoso mandatário...
4 __ No centro de tudo, a Palavra.
5 __ Tenho visto brigas completamente desnecessárias no trânsito, homens e mulheres que dão espaço a uma
6 verdadeira entidade guerreira graças a uma ultrapassagem indevida ou a uma simples buzinada. Jovens e
7 adolescentes que se agridem pelas redes sociais. Políticos que usam o verbo para separar nações, apontar o
8 dedo para cidadãos, enaltecer guerras.
9 __ No centro de tudo, a Palavra.
10 __ Diante dos temores e terrores da nossa época – e de todas as épocas – é a palavra que define o que somos.
11 Na era da disseminação fácil, rápida e aleatória, notícias falsas podem produzir o andamento da história. Ou o
12 contrário dela. Defender uma ideia, mesmo que levemente, pode determinar sua exclusão de um grupo social
13 ou da própria família.
14 __ No centro de tudo, a Palavra.
15 __ A vida está sombria. E aquele que acha graça em uma brincadeira de criança, ou se delicia com um
16 inocente sorvete, é visto com reservas, taxado de desvairado ou desvairada, com certeza falta-lhe um parafuso.
17 __ No centro de tudo, a Palavra.
18 __ Dos livros sagrados, da interpretação do que está escrito nessas obras, sempre em nome de Deus se
19 formam milícias, exércitos, alguém em uma mesquita e atira em uma centena de pessoas. Não sem antes deixar
20 claro em vídeo o que vai em sua mente. Ao vivo. Ou um jovem escreve uma mensagem enigmática e assassina
21 seus antes colegas da sua antiga escola. Pela dor que as palavras produzem em sua alma.
22 __ No centro de tudo, a Palavra.
23 __ Os corações estão sombrios. E é preciso urgentemente que se dê uma nova ordem à ordem social. Que se
24 escancarem os risos, as canções, as histórias encantadas, as lendas... Que venham as fadas, os duendes, elfos,
25 bruxos e bruxas nos ensinarem, novamente, a razão da vida. E que isso não seja um pecado.
26 __ No centro de tudo, a Palavra.
27 __ Mas, como disse o grande escritor e dramaturgo Bertold Brecht, que fez da indignação com as sombras
28 sua bandeira:
29 __ “Que tempos são esses, quando falar sobre flores é quase um crime?”
(Jussara Saraíba, jornalista e contadora de histórias - Rev. Língua Portuguesa, Ed. 76)
Na frase “E que isso não seja um pecado”, que finaliza o 11º parágrafo, o pronome isso caracteriza-se como:
I- Um pronome demonstrativo com função anafórica, pois retoma o conteúdo expresso nas frases precedentes, relativo à necessidade de mudança na ordem social.
II- Um pronome relativo que faz remissão à ideia expressa na frase precedente sobre o fato de as fadas, duendes, elfos, bruxos e bruxas nos ensinarem a razão da vida.
III- Um elemento que tem dupla função: textual, por atuar como recurso de coesão referencial; e gramatical, por ocupar o lugar de sujeito.
É CORRETO o que se afirma em:
Leia o texto a seguir para responder às próximas questões.
“Novas tecnologias impressionam exatamente por serem inéditas. Sua primeira versão costuma ser um trambolho que mal funciona. Seu aperfeiçoamento é lento e irregular. Quando finalmente amadurecem, se tornam invisíveis. É exatamente nesse ponto que transformam a vida de quem tem contato com elas”.
(Trecho escrito por Luli Radfahrer, com adaptações).
No trecho em que o autor do texto afirma que é “nesse ponto que transformam a vida de quem tem contato com elas”, o pronome “elas” se refere a:
Instrução: As questões de números 01 a 10 referem-se ao texto abaixo.
A era da indiferença
- Quão valiosos somos para as outras pessoas? Não digo qualquer pessoa, mas para aquelas
- que dizem se importar conosco. Quão importantes de fato somos para elas? Tenho me pegado
- pensando constantemente nisso e por mais que você tenha uma visão esperançosa em relação
- ao homem, parece-me que realmente vivemos na era da indiferença.
- A vida contemporânea exige muito de nós, isso é algo sabido por todos. No entanto, isso
- não justifica o modo como agimos uns com os outros. As relações são meramente questões de
- conveniência, é uma troca de fardos no mercado da personalidade, de tal maneira que apenas
- me aproximo de determinada pessoa e mantenho uma relação com ela se houver algo dela que
- possa usar. Ou seja, as relações humanas seguem lógicas comerciais e, assim, todos nos
- tornamos mercadorias.
- Obviamente, não estou querendo dizer que devemos nos submeter a relações degradantes,
- que apenas usurpam nossas forças ou que não devemos esperar reciprocidade ao se envolver
- com alguém. Mas, ao implementarmos uma lógica comercial às relações humanas, deixamos
- __ considerar totalmente as nuances e complexidades que formam o ser humano.
- Isto é, ninguém está bem o tempo inteiro, tampouco possui uma constante na vida. Todos
- nós temos nossos dias ruins, passamos por problemas e atravessamos os nossos períodos de
- crise, de modo que, ao doutrinar as relações humanas à cartilha comercial, os pontos baixos da
- vida de um indivíduo são desconsiderados, o que implica automaticamente a descartabilidade
- daqueles que sucumbem às suas fraquezas.
- Sendo assim, somos tão somente importantes e amados na medida em que temos um
- sorriso no rosto, uma história engraçada para contar e somos úteis de algum modo. Em outras
- palavras, somos queridos apenas nos nossos bons momentos, quando estamos no auge e tudo
- parece dar certo. Entretanto, como disse, a vida não é uma constante, de maneira que
- inevitavelmente passaremos por momentos ruins, em que tudo dá errado e nós perdemos a
- esperança.
- Nesses instantes, percebemos as fragilidades dos laços humanos e a nossa indiferença, a
- nossa incapacidade de se colocar no lugar do outro e buscar entender o porquê do sofrimento,
- da angústia, da insônia, do medo e da lágrima oculta no olhar, porque quando uma relação é
- construída com laços fortes, lutamos contra o egoísmo para poder sentir a dor que aflige e
- esmaga o peito de quem sofre. Quando uma relação é mais do que uma ação na bolsa de
- valores do amor líquido, temos empatia e esta não é ver uma pessoa triste e fazer coisas para
- que ela finja estar feliz. É ver uma pessoa triste e ser capaz de ajudá-la a chorar.
- Os nossos tempos estão carentes de pessoas corajosas o bastante para abraçar alguém e
- dizer que o ama enquanto as lágrimas se precipitam e anunciam uma torrente de dor em
- forma de choro intercalada com soluços. Por outro lado, o mundo está repleto de pessoas que
- abraçam e riem junto com você, mas, tão somente enquanto você também estiver com um
- sorriso no rosto. Pessoas que descartam as outras com imensa facilidade quando outras
- pessoas acenam com possibilidades melhores e sorrisos mais audaciozos. Tudo isso é uma
- pena, porque, no fim das contas, todos nós precisamos de alguém que nos ajude a chorar, já
- que só lágrimas de compaixão podem limpar a alma da indiferença.
Texto adaptado especialmente para esta prova. Disponível em https://www.contioutra.com/era-daindiferenca/. Acesso em 14 mar. 2019.
A qual classe gramatical pertence a palavra “bastante”, localizada na linha 33 do texto?
Leia este texto para responder às questões de 21 a 28.
Relacione as palavras em destaque à sua classe gramatical.
1. “[...]considerava-me destinada a curto percurso.”
2. “[...] cheguei aos 80 esbaforida somente pelo trabalho.”
3. “[...] alguma tantas perguntas já foram respondidas [...]”
4. “[...] não caminharei tardes inteiras atendendo minha ânsia turística.”
5. “Ali estão datas, descrições e até desenhos ou rabiscos retendo aquilo que ameaçava diluir.”
6. “As outras, de trabalho, continuam na ordem do dia [...]”
( ) Adjetivo
( ) Advérbio de lugar
( ) Pronome indefinido
( ) Pronome pessoal
( ) Pronome possessivo
( ) Substantivo
A sequência correta dessa associação é
Instrução: As questões de números 01 a 10 referem-se ao texto abaixo. Os destaques ao longo do texto estão citados nas questões.
Desumanizado mundo novo
- Vivemos em um mundo repleto de ironias, de contradições, de paradoxos, em um mundo
- confuso e confusamente percebido, como escreveu Milton Santos. Vemos, de um lado, a
- tecnologia se desenvolver em uma velocidade cada vez maior, enquanto nós parecemos ir no
- sentido contrário, em um processo contínuo e acelerado de desumanização. É óbvio que o
- desenvolvimento tecnológico em si não é o causador do problema, mas o progresso humano
- está paulatinamente mais distante do progresso da máquina e das grandes cidades. É como se,
- para que um exista, o outro tenha que ceder espaço de si mesmo, adaptar-se, abnegar-se,
- transformar-se no que não é.
- Por mais que o desenvolvimento da ciência e da tecnologia seja importante e traga
- benefícios para a vida individual e coletiva, é preciso considerar que um mundo de coisas não é
- um mundo de pessoas. Todo “progresso” conseguido através da tecnologia deve servir como
- instrumento para que haja uma melhora na condição humana. Desse modo, caso não seja
- percebido um progresso similar entre o mundo das máquinas e o mundo dos homens, é
- necessário repensar e reorganizar as bases em que tal “desenvolvimento” tem ocorrido.
- Se analisarmos os altos índices (com projeções ainda maiores) de doenças psicológicas,
- perceberemos que as áreas com maior incidência são as grandes cidades, onde a modernidade,
- com todo o seu “progresso” material, consegue se “desenvolver” com maior êxito. Além disso,
- os jovens são o grupo mais afetado, o que não significa que outras pessoas não possam sofrer
- com os mesmos problemas. Esses dados separados podem não ter muito nexo. Contudo, se
- analisados juntos, fazem todo o sentido, já que há uma pressão muito maior sobre as atuais
- gerações para que elas consigam se afirmar e obter sucesso dentro dos parâmetros
- estabelecidos pela sociedade, pautada, evidentemente, pelo consumismo e espetacularização
- de bens que afirmam a magnificência do mundo líquido moderno.
- Com isso, na medida em que o “sucesso” não é atingido, uma vez que nem todos possuem
- os “pré-requisitos” necessários para adentrar no oásis de prazer da sociedade de consumo, nem
- os “talentos” necessários para agradar à plateia do espetáculo permanente, que é a nossa
- sociedade, passa-se a ter sujeitos frustrados, insatisfeitos e desindividualizados, que ao mesmo
- tempo em que não conseguem se encaixar no mundo, não conseguem reconhecer a si próprios.
- Em outras palavras, não há espaço para todos brilharem e/ou nem todos querem, de fato,
- “brilhar”. Logo, muitos acabam ficando no meio do caminho, entre ser um sujeito individual,
- mas desencaixado; ou ser um sujeito despersonalizado, porém ajustado. O preço cobrado por
- sair __ um lugar, mas não chegar __ outro, é ficar perdido da sociedade e, sobretudo, de si
- mesmo.
- Apesar desses casos serem, aparentemente, mais graves, não se deve entender que
- renunciar à própria individualidade em favor do cumprimento de protocolos sociais seja algo
- saudável ou normal. Pelo contrário, é no enquadramento, na subserviência às regras de uma
- sociedade que se apresenta em um temível estado patológico que reside o âmago do problema,
- pois é por meio da conversão de novas ovelhas que a “igreja” expande o seu rebanho e,
- consequentemente, o seu poder.
- É urgente repensar o nosso mundo e declarar a ironia de uma sociedade que transverte o
- fracasso em uma roupa de sucesso e que, ao criar a ilusão de uma sociedade de indivíduos,
- criou uma sociedade de massa, uniforme e prisioneira em um reino de ignorância, indiferença,
- egoísmo e apatia, em que todos, em alguma medida, vivem de forma mecânica, anônima,
- invisível e solitária, distantes de si, distantes do mundo, chorando as lágrimas escassas de
- quem não acredita mais no choro. Estamos todos doentes e precisamos nos curar. Entretanto, a
- cura não está na sanidade de um mundo aparentemente são, mas completamente adoecido, e
- sim na lou(cura) de ser a si mesmo e permitir que os outros também sejam, pois qualquer
- caminho que tomemos deve ter como destino o nosso ser.
Texto adaptado especialmente para esta prova. Disponível em https://www.contioutra.com/desumanizado-mundo-novo/. Acesso em 14 mar. 2019.
Uma das finalidades dos pronomes é servir como recurso coesivo, retomando termos anteriormente mencionados num texto. Tomando-se por base esse pressuposto, considere as seguintes afirmações:
I. O pronome “seu” (l. 17) está retomando diretamente “grandes cidades” (l. 16).
II. O pronome “elas” (l. 21) está retomando diretamente “as atuais gerações” (l. 20-21).
III. O pronome “seu” (l. 38) está retomando diretamente “igreja” (l. 38).
Quais estão corretas?
Leia o texto “Como o conceito tradicional de masculinidade afeta os meninos?” dos escritores Tory Oliveira e Paula Calçade, para responder às questões de 1 a 8 a seguir.
Como o conceito tradicional de masculinidade afeta os meninos? (adaptado)
Deixar de dizer que ama um amigo, não poder abraçar quem se gosta, esconder seus sentimentos e não poder chorar. Para muitos meninos, essas são algumas das regras não escritas das masculinidades. Nascido dos debates sobre gênero, o conceito de masculinidades abarca as regras sociais delimitadas aos homens para que eles construam sua maneira de agir consigo, com o outro e com a sociedade. Muito cedo se aprende que a pena para quem não seguir um código estrito, que define a masculinidade, é ser visto como “menos homem”, associado à feminilidade, e, assim, estar vulnerável à violência e ao bullying dos pares.
Segundo Marcelo Hailer, pesquisador do Núcleo Inanna de Pesquisas sobre Sexualidades, Feminismos, Gêneros e Diferenças, da PUC- SP, “A narrativa social valoriza homens brancos, heterossexuais, fortes, com condições econômicas favoráveis”. Para o pesquisador, a escola pode ser um campo de cobranças dessa performance masculina. A ausência de discussões sobre o impacto disso para meninos e meninas pode resultar em violência dentro do ambiente escolar. “Enquanto não houver debate nas escolas, esses valores vão continuar resultando em violência física e psicológica, porque não há outras alternativas para essas crianças lidarem com as angústias e dúvidas em outros lugares também”.
“A maneira como os garotos são criados faz com que aprendam a esconder os sentimentos por trás de uma máscara de masculinidade” afirma o psicólogo americano William Pollack no documentário “A Máscara em Que Você Vive” (2015). Disponível atualmente na Netflix, o filme introduz o debate sobre masculinidades de maneira acessível, mostrando como essa construção rígida do que é ser homem impacta a vida, a educação e a saúde de meninos. “Os homens têm dificuldade de expressar aquilo que sentem. Em geral, isso se dá por meio da violência: quando está triste, com raiva, quando sente medo ou insegurança, em todos esses aspectos, a violência é uma fuga muito grande. Temos uma dificuldade de entender os sentimentos e de lidar com eles de maneira não violenta”, explica Caio César Santos, professor de Geografia, youtuber e pesquisador de masculinidades desde 2015.
(Fonte: Nova Escola)
Leia atentamente o texto acima e, de acordo com a Gramática Normativa da Língua Portuguesa, analise as afirmativas e dê valores Verdadeiro (V) ou Falso (F).
( ) Na expressão “Muito cedo se aprende”, é correto dizer que há dois advérbios: um se liga ao verbo “aprender”, modificando-o e outro se liga ao advérbio “cedo”, intensificando-lhe o sentido.
( ) Se, no trecho “associado à feminilidade”, substituíssemos a palavra “feminilidade” pela palavra “masculinidade”, esse trecho deveria ser reescrito como “associado a masculinidade”, sem o acento grave, indicador de crase, já que se trata de palavra masculina.
( ) O uso do acento gráfico no trecho “Os homens têm dificuldade” justifica-se pela mesma razão do que o uso na palavra “também”, ou seja, são oxítonas terminadas em “em”.
( ) No trecho “geral, isso se dá por meio da violência”, a palavra destacada é um pronome demonstrativo que tem função anafórica, já que retoma uma ideia já enunciada no texto.
Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta de cima para baixo.
Texto 1
Atividade física pode evitar 10 mil casos
de câncer ao ano no Brasil
Cerca de 10 mil novos casos de câncer, entre eles o de mama e o de cólon, poderiam ser evitados no Brasil se houvesse mais adesão à prática da atividade física entre a população. Os resultados fazem parte de uma pesquisa feita no Departamento de Medicina Preventiva da Faculdade de Medicina da USP (FMUSP), em parceria com a Universidade de Harvard, a Universidade de Cambridge e a Universidade de Queensland. Um artigo sobre o assunto foi publicado na revista científica internacional Cancer Epidemio/ogy em julho de 2018.
Os dados sobre a falta de atividade física da população brasileira são alarmantes. A última pesquisa realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (1 BGE), em 2013, mostra que aproximadamente metade das pessoas sequer atingiu a recomendação mínima preconizada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) para a prática por semana, ou seja, 150 minutos de atividade moderada ou 75 minutos em ritmo mais intenso.
As mulheres estão em desvantagem em relação aos homens. É maior o número de mulheres que não se exercitam, cerca de 51 %, enquanto os homens, é de 43%.
O de mama e o de cólon são os cânceres mais comuns e que poderiam ser evitados caso houvesse a prática regular de atividade física entre a população, segundo Leandro Fórnias Machado Rezende, um dos autores da pesquisa.
A prática regular da atividade física influencia no controle de peso e no nível de gordura, além de atuar diretamente sobre hormônios e marcadores inflamatórios. A falta dela aumenta o risco de incidência de alguns tipos de câncer, principalmente os que foram objetos de estudo, o de mama e o de cólon. A pesquisa trouxe mais detalhes sobre o assunto: os pesquisadores concluíram que até 8.600 casos de câncer em mulheres e 1. 700 casos de câncer em homens poderiam ter sido evitados simplesmente com o aumento dos exercícios semanais. Conforme afirma Rezende, esses casos correspondem a 19% da incidência de câncer de cólon e 12% de câncer de mama no Brasil.
De acordo com Rezende, os pesquisadores que trabalharam nesse estudo acreditam que os números possivelmente podem estar subestimados, já que há estudos recentes sugerindo uma possível relação de atividade física com a redução do risco de até 13 tipos de câncer.
(Por Redação - Editorias: Ciências da Saúde - URL Curta: jornal.usp.br/?p=184111)
Disponível em >htlps://jornal.usp.br/ciencias/ciencias-da-saude/atividade-fisica-pode-evitar-10miI-casos-de-cancer-ao-ano-no-brasiI/. Acesso em 18/05/2019. Adaptado.
Na frase "A falta dela aumenta o risco de incidência de alguns tipos de câncer" (5° parágrafo), o pronome em destaque refere-se a: