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Questões de Concurso Comentadas sobre morfologia - pronomes em português

Questões Discursivas

Foram encontradas 10.459 questões

Q3872329 Português

Leia as afirmações a seguir, acerca dos pronomes pessoais e pronomes de tratamento e assinale a alternativa correta:



I. Pronomes pessoais são aqueles que substituem os substantivos, indicando diretamente as pessoas do discurso.


II. Os pronomes pessoais não variam de acordo com as funções que exercem na oração.


III. Exemplos de pronome de tratamento: “você” e “tu”.


IV. A frase “Você e teus parentes estão convidados!” está gramaticalmente correta.

Alternativas
Q3872214 Português
Analise as sentenças abaixo quanto ao uso das formas verbais seguidas de pronomes oblíquos e assinale a alternativa correta, segundo a norma culta da Língua Portuguesa:

I. Entregar-me-ão as planilhas amanhã.
II. Não me entregarão as planilhas amanhã.
III. Me entregarão as planilhas amanhã.
Alternativas
Q3872199 Português
Classifique as palavras destacas na frase: “Embora os professores ajudassem bastante, poucos eram reconhecidos.” (Embora, bastante e poucos)
Alternativas
Q3872084 Português
Atenção: Considere a crônica "O último passo", do escritor Moacyr Scliar, para responder à questão.


    Durante trinta anos, Abílio trabalhou em uma fábrica de móveis. Não gostava do emprego; mas, pelo menos, tinha um salário garantido, com o qual podia sustentar a família - mulher e dois filhos -e economizar alguma coisa para a realização de seu sonho. Sim, Abílio tinha um sonho. Queria abrir sua própria fábrica - de móveis, naturalmente. Mas não móveis como aqueles que eram produzidos na gigantesca indústria, móveis padronizados, sem graça. Não, Abílio queria fazer móveis de vime. Trabalhar com vime era uma habilidade que aprendera com o pai; era uma tradição familiar que vinha de longo tempo. Para Abílio, uma poltrona verdadeira tinha de ser de vime. Um dia ainda terei minha própria empresa, dizia à mulher e aos filhos. 

    Esse dia finalmente chegou. Já adultos, os filhos podiam seguir seu próprio caminho: um era eletricista; o outro, especialista em informática. A casa estava paga, Abílio não tinha dívidas. Podia, pois, pôr em prática seu projeto. Não foi sem certo receio que pediu sua demissão da fábrica; mas, aos 62 anos, não podia esperar mais. Como disse à mulher, naquele dia: é agora ou nunca. Então é agora, foi a resposta dela.

    Aparentemente não seria difícil instalar a pequena indústria. Abílio já tinha o lugar para isso, uma velha casa não distante de onde morava. Não precisaria de muitas ferramentas, nem de empregados: um ou dois ajudantes resolveriam o problema. Mas havia, sim, os aspectos legais, como lhe explicou um vizinho contabilista. Abílio teria de conseguir um alvará. Para isso, seriam necessários 107 passos. Ele não entendeu bem aquela história de passos. São providências que você necessariamente precisa tomar, explicou o vizinho. Isso eu entendo, replicou Abílio, mas 107 passos? Para que tanto passo? Discussão inútil; se era o que a lei exigia, era o que ele tinha de fazer. E assim ele começou a dar os passos necessários. Não foi fácil. Abílio não estava acostumado com a burocracia. Tudo lhe parecia tão complicado que lá pelo quadragésimo passo ele pensou em desistir. Só não o fez porque a esposa estava a seu lado, animando-o, dando-lhe forçа.

    Finalmente, a lista dos 107 passos chegou ao fim. Faltava o último passo que era, justamente, buscar o alvará. Abílio até lembrou a frase do astronauta Neil Armstrong ao pisar na Lua: "Um pequeno passo para a humanidade, um grande passo para um homem." (Era o contrário, mas ele não dava muita importância a esses detalhes.) Dirigiu-se à repartição, como podem imaginar, animadíssimo. Tão animado que não viu o degrau, o pequeno degrau que precisava galgar para entrar no recinto. Tropeçou, caiu e estatelou-se no chão. Com uma fratura de fêmur, foi levado para o hospital. De onde não saiu. Sobreveio uma infecção, e Abílio, que já era diabético e tinha problemas renais, não sobreviveu. Foi enterrado na semana passada. O alvará continua à sua espera. Basta um passo para apanhá-lo.


(Adaptado de: SCLIAR, Moacyr. Histórias que os jornais não contam. Porto Alegre: L&PM, 2018, p.102-104)
Mas havia, sim, os aspectos legais, como lhe explicou um vizinho contabilista. Abílio teria de conseguir um alvará. Para isso, seriam necessários 107 passos. Ele não entendeu bem aquela história de passos. São providências que você necessariamente precisa tomar, explicou o vizinho. (3º parágrafo)

No trecho acima, os pronomes sublinhados referem-se, respectivamente, a
Alternativas
Q3872077 Português
Atenção: Considere a crônica "O último passo", do escritor Moacyr Scliar, para responder à questão.


    Durante trinta anos, Abílio trabalhou em uma fábrica de móveis. Não gostava do emprego; mas, pelo menos, tinha um salário garantido, com o qual podia sustentar a família - mulher e dois filhos -e economizar alguma coisa para a realização de seu sonho. Sim, Abílio tinha um sonho. Queria abrir sua própria fábrica - de móveis, naturalmente. Mas não móveis como aqueles que eram produzidos na gigantesca indústria, móveis padronizados, sem graça. Não, Abílio queria fazer móveis de vime. Trabalhar com vime era uma habilidade que aprendera com o pai; era uma tradição familiar que vinha de longo tempo. Para Abílio, uma poltrona verdadeira tinha de ser de vime. Um dia ainda terei minha própria empresa, dizia à mulher e aos filhos. 

    Esse dia finalmente chegou. Já adultos, os filhos podiam seguir seu próprio caminho: um era eletricista; o outro, especialista em informática. A casa estava paga, Abílio não tinha dívidas. Podia, pois, pôr em prática seu projeto. Não foi sem certo receio que pediu sua demissão da fábrica; mas, aos 62 anos, não podia esperar mais. Como disse à mulher, naquele dia: é agora ou nunca. Então é agora, foi a resposta dela.

    Aparentemente não seria difícil instalar a pequena indústria. Abílio já tinha o lugar para isso, uma velha casa não distante de onde morava. Não precisaria de muitas ferramentas, nem de empregados: um ou dois ajudantes resolveriam o problema. Mas havia, sim, os aspectos legais, como lhe explicou um vizinho contabilista. Abílio teria de conseguir um alvará. Para isso, seriam necessários 107 passos. Ele não entendeu bem aquela história de passos. São providências que você necessariamente precisa tomar, explicou o vizinho. Isso eu entendo, replicou Abílio, mas 107 passos? Para que tanto passo? Discussão inútil; se era o que a lei exigia, era o que ele tinha de fazer. E assim ele começou a dar os passos necessários. Não foi fácil. Abílio não estava acostumado com a burocracia. Tudo lhe parecia tão complicado que lá pelo quadragésimo passo ele pensou em desistir. Só não o fez porque a esposa estava a seu lado, animando-o, dando-lhe forçа.

    Finalmente, a lista dos 107 passos chegou ao fim. Faltava o último passo que era, justamente, buscar o alvará. Abílio até lembrou a frase do astronauta Neil Armstrong ao pisar na Lua: "Um pequeno passo para a humanidade, um grande passo para um homem." (Era o contrário, mas ele não dava muita importância a esses detalhes.) Dirigiu-se à repartição, como podem imaginar, animadíssimo. Tão animado que não viu o degrau, o pequeno degrau que precisava galgar para entrar no recinto. Tropeçou, caiu e estatelou-se no chão. Com uma fratura de fêmur, foi levado para o hospital. De onde não saiu. Sobreveio uma infecção, e Abílio, que já era diabético e tinha problemas renais, não sobreviveu. Foi enterrado na semana passada. O alvará continua à sua espera. Basta um passo para apanhá-lo.


(Adaptado de: SCLIAR, Moacyr. Histórias que os jornais não contam. Porto Alegre: L&PM, 2018, p.102-104)
Retoma um termo mencionado anteriormente na crônica a palavra sublinhada no seguinte trecho:
Alternativas
Q3871976 Português

Atenção: Para responder à questão, baseie-se no texto seguinte.



Arquitetura indígena



    É um grande acontecimento a Bienal Indígena de Arquitetura e Urbanismo, incluída na COP30, em Belém. Contará com a presença de lideranças indígenas, universidades, coletivos culturais, parceiros institucionais. Toda a sociedade está convidada: pensemos juntos uma forma diferente de Arquitetura e Urbanismo.


    Pensar a arquitetura e o urbanismo é pensar nosso lugar e pensar a sociedade. As cidades são vistas como centros da criação do conhecimento, que trouxe essa falsa ideia de que nos campos e florestas não se cria conhecimento. Nos grandes centros urbanos concentram-se, de fato, o dinheiro e o poder. Mas as cidades também poluem e soterram seus rios, e se alega que isso é parte da civilização. A especulação imobiliária faz a cidade crescer sem pensar suas áreas verdes e a importância das florestas na vida das pessoas. Essa ideia de cidade nos afastou da natureza.


    A Bienal Indígena surge no intuito de reconhecer e valorizar os modos de construir e viver dos povos originários, que há séculos habitam esse território de forma sustentável. Suas arquiteturas não se separam da floresta, do rio, mas são capazes de pensar cidades-floresta. Mostram um modo de vida em conexão com a natureza num mundo onde o equilíbrio ecológico é condição de existência.


    Esse projeto surge em um momento de emergência climática, quando a arquitetura, o urbanismo e o modo de vida das cidades precisam ter suas bases repensadas profundamente. O modelo ocidental de crescimento urbano e o consumo de "recursos naturais" mostrou-se insustentável, gerando destruição ambiental e desigualdade social. Frente a isso, os modos de vida e práticas indígenas oferecem alternativas concretas e filosóficas para reconstruir a relação entre o humano e a Terra: o uso consciente dos materiais, o respeito aos ciclos naturais etc.


    A Escola da Cidade e seus parceiros propõem esta bienal justamente num contexto em que a educação e a arquitetura buscam se descolonizar, buscando o entendimento dos saberes ancestrais. A Bienal Indígena será um ato de aprendizado coletivo. Uma oportunidade de reimaginar o que é habitar, projetar e viver em harmonia com o planeta.


    Mais do que um evento, esta Bienal é um chamado à transformação: um convite para compreender que a arquitetura indígena não pertence apenas ao passado, mas é uma das chaves para enfrentar os desafios do presente e desenhar futuros possíveis. A Bienal se afirma como uma iniciativa permanente, garantindo que cada edição amplie os frutos de aprendizagem, integração e transformação coletiva.



(Adaptado de: TXAI SURUÍ. Folha de S. Paulo. 01/11/2025)

É adequado o emprego do elemento sublinhado na seguinte frase:
Alternativas
Q3869108 Português

TEXTO PARA A QUESTÃO.


Games na sala de aula: 5 razões para utilizar jogos na aprendizagem


    Mais envolvente, personalizado e eficaz. Essa é a constatação para explicar o quanto o uso de jogos digitais pode auxiliar na trilha de aprendizagem dos alunos.


    A adoção de games está em expansão no ambiente escolar, acompanhando o avanço da tecnologia nas salas de aula e as mudanças no perfil dos estudantes.


    Uma pesquisa realizada pela Fundação Lemann em parceria com a Educa Insights revelou que 87% dos professores brasileiros acreditam que o uso de tecnologia, incluindo jogos, melhora o engajamento dos alunos.


    Entre esses educadores, 68% relataram melhora no desempenho acadêmico dos estudantes após a introdução de recursos gamificados.


    E os resultados também já confirmam o acerto da estratégia, que aumenta o engajamento, a motivação, a retenção do aprendizado, além do desenvolvimento de competências cognitivas.


    Segundo um estudo publicado na revista Computers & Education, estudantes expostos a ambientes de aprendizagem gamificados apresentaram um desempenho 14% superior em testes de conhecimento em comparação aos colegas que seguiram métodos tradicionais.


    Já para os educadores, trata-se de um facilitador para a avaliação contínua, na medida em que gera maior envolvimento com a cultura digital dos alunos. No entanto, é importante destacar que o jogo não substitui o professor.


    É o que enfatiza Morgana Batistella, diretora de soluções complementares da SOMOS Educação. “A gamificação amplia o alcance do que é ensinado, oferecendo novas formas de aprendizado, alinhada à dinâmica e vivências do aluno. É uma ponte entre o conteúdo curricular e a linguagem dos estudantes”, afirma. Além disso, em um cenário onde a legislação sobre o uso de dispositivos móveis nas escolas gera cautela em relação à tecnologia, a gamificação se destaca por demonstrar o papel positivo e estratégico do digital na eficácia do processo educacional.


    Morgana lista abaixo cinco motivos para incorporar os games na trilha de aprendizagem dos estudantes:


    1. Maior engajamento dos estudantes: A mecânica dos jogos, que contempla recompensa por resultados, níveis superiores mediante desempenho e feedback imediato, ajuda a manter o foco e o entusiasmo dos alunos com as disciplinas.


    2. Desenvolvimento de habilidades socioemocionais: Jogos colaborativos estimulam empatia, comunicação e cooperação, melhorando a convivência e a resolução de conflitos entre os alunos. Eles promovem habilidades sociais essenciais e tornam o ambiente escolar mais harmonioso e engajado.


    3. Aprendizado personalizado e adaptativo: Plataformas gamificadas permitem que cada aluno avance no próprio ritmo, oferecendo desafios adequados à sua etapa de desenvolvimento. Essa personalização reduz a evasão e melhora a retenção de conteúdo.


    4. Estímulo ao pensamento crítico e resolução de problemas: Jogos de lógica, simulação e estratégia trabalham diretamente o raciocínio lógico, a criatividade e a tomada de decisão. Dados da UNESCO apontam que essas habilidades são consideradas prioritárias no desenvolvimento de competências para o futuro do trabalho.


    5. Integração com conteúdos curriculares: Hoje, diversos games são desenhados com base na BNCC (Base Nacional Comum Curricular), o que garante que eles possam ser utilizados como complemento às aulas de matemática, ciências, história, geografia e línguas.


Fonte: https://www.cnnbrasil.com.br/educacao/games-na-sala-de-aula-5 razoes-para-utilizar-jogos-na-aprendizagem/x (adaptado).

No período “Além disso, em um cenário onde a legislação sobre o uso de dispositivos móveis nas escolas gera cautela em relação à tecnologia”, a palavra “onde” exerce a função de 
Alternativas
Q3869025 Português

TEXTO PARA A QUESTÃO.


Não via a hora de crescer, e hoje entendo minha urgência: eu só seria parida, de verdade, pelas palavras


    Ninguém sai ileso da infância. Mesmo a criança que teve pais amorosos, que recebeu atenção plena durante suas inquietudes, mesmo ela, nascida em um reino encantado, no lar mais que perfeito, haverá de arrastar algumas correntes na vida adulta. Não há nada de original nesta constatação, mas só agora, lendo as inúmeras entrevistas que compõem o livro Conversas Infinitas, de Mariano Horenstein, é que enxerguei a situação com mais clareza.


    O livro aborda a influência da psicanálise na criação artística, e entre os escritores, cineastas, músicos e demais artistas entrevistados, está o fotógrafo guatemalteco Luiz González Palma, que em determinado momento fala sobre a desconcertante solidão das crianças: em seus primeiros anos, ainda não possuem um acervo razoável de palavras para interpretar a complexidade do mundo.


    Eu lembro. O desespero por não conseguir nominar minhas emoções. A dificuldade de entender a mim mesma. O vácuo que me deixava vagando pelos corredores do colégio, pelas festas familiares, pelo tudo e o nada que eu não conseguia designar. Uma garotinha desamparada, sem a compreensão do que, dentro dela, era exclusivamente sensitivo. Palavras são salva-vidas. Fosse apenas por isso, dar livros de presente às crianças deveria ser obrigatório, não opcional.


    Abraços, carinhos, cuidados – a linguagem do afeto supre a ausência das palavras no início da vida, mas não de todo. E se quem nos ama desaparecer de repente? Como lidar com o medo, sem a rede de proteção de um pensamento lógico?


    Saramago disse, certa vez, que somos todos escritores, só que uns escrevem e outros não. À medida que vamos assimilando um repertório de palavras, passamos todos a nos narrar, finalmente. A narrativa que fazemos a nosso respeito é a base dos vínculos maduros – e de toda a psicanálise. Sem o auxílio das palavras, a infância não termina.


    Há quem não escreva, mas não existe quem não se narre. A palavra está por trás de tudo: música, teatro, cinema, fotografia, amizades, amor – toda expressão nasce de alguém que precisa entender quem é, entender como se sente, e dizê lo. Fosse apenas por isso, dar livros de presente aos adultos também deveria ser obrigatório, não opcional.


    A incompreensão de si mesmo é um vazio aterrador. Tive todas as necessidades atendidas, quando criança, mas não via a hora de crescer, e hoje entendo minha urgência: eu só seria parida, de verdade, pelas palavras. Através delas, eu colocaria meus pés no chão e existiria de forma mais precisa. Ou, ao menos, teria alguma lucidez sobre minha imprecisão. É a graça que vejo em ser adulta: dar um sentido à imaginação e descobrir que o que a gente pensa e sente (e sofre) é universal.


Autora: Martha Medeiros - GZH (adaptado). 

Na oração “Ninguém sai ileso da infância”, o termo “ninguém” classifica-se morfologicamente como: 
Alternativas
Q3868760 Português
TEXTO II – Base para responder à questão.


Arrumar o homem


Não boto a mão no fogo pela autenticidade da estória que estou para contar. Não posso, porém, duvidar da veracidade da pessoa de quem a escutei e, por isso, tenho-a como verdadeira. Salva-me, de qualquer modo, o provérbio italiano: “Se não é verdadeira... é muito graciosa!”

Estava, pois, aquele pai carioca, engenheiro de profissão, posto em sossego, admitido que, para um engenheiro, é sossego andar mergulhado em cálculos de estrutura. Ao lado, o filho, de 7 ou 8 anos, não cessava de atormentá-lo com perguntas de todo jaez, tentando conquistar um companheiro de lazer.

A ideia mais luminosa que ocorreu ao pai, depois de dez a quinze convites a ficar quieto e a deixá-lo trabalhar, foi a de pôr nas mãos do moleque um belo quebra-cabeça trazido da última viagem à Europa. “Vá brincando enquanto eu termino esta conta”. Sentencia entre dentes, prelibando pelo menos uma hora, hora e meia de trégua. O peralta não levará menos do que isso para armar o mapa do mundo com os cinco continentes, arquipélagos, mares e oceanos, comemora o pai-engenheiro.

Quem foi que disse hora e meia? Dez minutos depois, dez minutos cravados, e o menino já o puxava triunfante: “Pai, vem ver!” No chão, completinho, sem defeito, o mapa do mundo. Como fez, como não fez? Em menos de uma hora era impossível. O próprio herói deu a chave da proeza: “Pai, você não percebeu que, atrás do mundo, o quebra-cabeça tinha um homem? Era mais fácil. E quando eu arrumei o homem, o mundo ficou arrumado!” “Mas esse garoto é um sábio!”, sobressaltei, ouvindo a palavra final. Nunca ouvi verdade tão cristalina: “Basta arrumar o homem (tão desarrumado quase sempre) e o mundo fica arrumado!”

Arrumar o homem é a tarefa das tarefas, se é que se quer arrumar o mundo.


(Dom Lucas Moreira Neves Jornal do Brasil, Jan. 1997)
No trecho, “A ideia mais luminosa que ocorreu ao pai, depois de dez a quinze convites a ficar quieto e a deixá-lo trabalhar, foi a de pôr nas mãos do moleque um belo quebra-cabeça [...]”, a expressão em destaque estabelece um mecanismo de coesão textual por meio de:
Alternativas
Ano: 2026 Banca: FGV Órgão: TJ-RJ Provas: FGV - 2026 - TJ-RJ - Analista Judiciário - Sem Especialidade | FGV - 2026 - TJ-RJ - Analista Judiciário - Assistencial - Médico | FGV - 2026 - TJ-RJ - Analista Judiciário - Assistencial - Assistente Social | FGV - 2026 - TJ-RJ - Analista Judiciário - Tecnologia da Informação - Analista de Infraestrutura de TIC | FGV - 2026 - TJ-RJ - Analista Judiciário - Assistencial - Médico Psiquiatra | FGV - 2026 - TJ-RJ - Analista Judiciário - Tecnologia da Informação - Cientista de Dados | FGV - 2026 - TJ-RJ - Analista Judiciário - Assistencial - Psicólogo | FGV - 2026 - TJ-RJ - Analista Judiciário - Gestão - Contador | FGV - 2026 - TJ-RJ - Analista Judiciário - Judicial - Comissário de Justiça da Infância, da Juventude e do Idoso | FGV - 2026 - TJ-RJ - Analista Judiciário - Judicial - Execução de Mandados | FGV - 2026 - TJ-RJ - Analista Judiciário - Tecnologia da Informação - Analista de Gestão de TIC | FGV - 2026 - TJ-RJ - Analista Judiciário - Tecnologia da Informação - Analista de Segurança da Informação | FGV - 2026 - TJ-RJ - Analista Judiciário - Tecnologia da Informação - Analista de Sistemas | FGV - 2026 - TJ-RJ - Analista Judiciário - Tecnologia da Informação - Analista de Inteligência Artificial | FGV - 2026 - TJ-RJ - Analista Judiciário - Tecnologia da Informação - Analista de Negócios | FGV - 2026 - TJ-RJ - Analista Judiciário - Tecnologia da Informação - Analista de Projetos | FGV - 2026 - TJ-RJ - Analista Judiciário - Tecnologia da Informação - Arquiteto de Dados | FGV - 2026 - TJ-RJ - Analista Judiciário - Tecnologia da Informação - Engenheiro de Dados |
Q3868551 Português
Em todas as alternativas abaixo, os termos sublinhados foram substituídos, na continuidade da frase, por pronomes demonstrativos.
A única frase em que o pronome substituto NÃO é um pronome demonstrativo, como os demais, é:
Alternativas
Q3867715 Português
Leia o texto abaixo para responder a questão.

Os três sinais de pessoas com ansiedade

        A ansiedade, considerada um dos transtornos mentais mais comuns no mundo, pode influenciar diretamente a personalidade e criar padrões de comportamento, segundo a psicóloga espanhola Ángela Fernández. A especialista destacou três características frequentemente presentes em pessoas que sofrem com o problema.

        O primeiro traço é a alta responsabilidade, marcada por autoexigência, disciplina e busca constante pela perfeição.

        Embora socialmente valorizado, esse comportamento pode se transformar em rigidez mental, dificultando a flexibilidade necessária para lidar com situações adversas.

        Outro ponto recorrente é o excesso de amabilidade. Pessoas ansiosas tendem a ser generosas e cooperativas, mas podem ter dificuldades em estabelecer limites, priorizando os outros em detrimento do autocuidado. Fernández recomenda aprender a dizer não e praticar a definição de fronteiras pessoais.

         O terceiro traço citado é o neuroticismo, associado à instabilidade emocional, nervosismo e alta reatividade a situações cotidianas. Esse estado de alerta constante pode intensificar sentimentos de frustração e insegurança.

        Como estratégia, a psicóloga sugere adotar atividades que favoreçam serenidade e estabilidade emocional. Caso a sensação de ansiedade se torne um problema, é importante consultar-se com profissionais de saúde mental, como psiquiatras e psicólogos.

        De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), os transtornos de ansiedade afetam 4,4% da população global. Entre as formas mais comuns estão a ansiedade generalizada, o transtorno do pânico e a ansiedade social.

        Apesar de impactarem a vida diária e aumentarem o risco de outras doenças, esses transtornos estão entre os problemas de saúde mental mais tratáveis.

(Yuri Ferreira. Disponível em www.msn.com/pt-br/saude/medicina/os-três-sinais-de-pessoas-com-ansiedade-segundo-esta-psicóloga/ar-AA1Nj7JB)
Considerando o trecho do texto: “Esse estado de alerta constante pode intensificar sentimentos de frustração e insegurança.” O pronome destacado pode ser corretamente classificado como:
Alternativas
Q3867395 Português

TEXTO PARA A QUESTÃO.


A vida não é uma linha reta


    A maioria de nós tem medo de se desestruturar. Estamos sempre fazendo força para manter a imagem que construímos sobre nós mesmos. Mas em algum momento, acontece. Às vezes é a vida que nos derruba, noutras a morte. Às vezes é um relacionamento, noutras o fim dele. Às vezes até algo muito bom nos quebra. O fato é que, não sei bem porque e, nem como isso ocorre, mas temos uma fantasia de que a vida se desenvolve, ou pelo menos deveria, de modo linear. Como se partíssemos de um ponto X e devêssemos alcançar Y, como se viver fosse percorrer uma linha reta com início, meio e fim. E, de preferência, o fim precisa ser o lugar de descanso e recompensa. A vida não é uma linha reta. Talvez a culpa seja de Descartes. Talvez porque pensar assim nos ajuda a controlar o medo que temos de descobrir que não temos controle sobre isso.


    Às vezes alguns encontros nos desestruturam. E temos uma tendência a achar que a ideia de desestruturar-se assemelhasse a uma catástrofe. Como se, de repente, todo aquele andaime capenga que fazemos de nós mesmos para viver e conviver em sociedade, ruísse. Quebrasse. Ficamos quebrados, vulneráveis e visíveis para nós mesmos e para o outro. Mas olhar para este momento, deste único ponto de vista, me parece um jeito pequeno de ver a coisa toda. Até porque toda estrutura é uma espécie de prisão. Desestruturar-se é também liberdade.


    De quando em quando precisamos quebrar. Desestruturar-se é dar-se conta de que aquela estrutura que vínhamos mantendo tornou-se insuportável. E, mesmo que não entendamos o porquê. Mas aí, vivemos num contexto familiar e social que tenta a todo custo fazer com que a gente volte para a estrutura de antes. Voltar para o rumo. Voltar a ter prumo. A gente mesmo tenta isso, voltar para a forma antiga, que já não serve mais, feito uma roupa que ficou pequena. Nos automedicamos, rezamos, juramos que tudo vai ser como antes, e, fazemos inúmeras tentativas de nos reencaixar naquilo que não cabemos mais.


    Desestruturar-se é o desafio da mudança. Do jeito que estava não dá mais. É claro que é amedrontador, afinal, não há garantia alguma. Mas é compreender que não existe um único modo de viver. A gente se descobre diferente, mais solto de amarras, menos preso em padrões. Descobrir quem se é, é muito assustador, porque estamos tão acostumados a ser como os outros querem que sejamos, que quando conseguimos ser quem somos, nem nós mesmos nos reconhecemos. Descobrimos que somos outro, outra. E isso desestrutura o sistema todo.


Autora: Adriana Antunes - GZH (adaptado). 

No segmento “nos automedicamos”, a posição do pronome “nos” caracteriza-se como: 
Alternativas
Q3866026 Português
Assinale a alternativa que se apresenta totalmente correta com relação ao emprego do pronome “cujo” e variações, de acordo com a norma-padrão, atentando-se para todo o enunciado. 
Alternativas
Q3866025 Português
Preencha as lacunas abaixo com “eu” ou “mim”, de acordo com a norma-padrão. A seguir, assinale a sequência correta obtida.

- Ainda reinava um mal-estar entre ___ e ela.
- Para ___, fazer justiça é fundamental.
- Trouxe um presente para ___ relembrar os velhos tempos.
Alternativas
Q3865710 Português
Assinale a alternativa que se apresenta correta em relação à colocação do pronome destacado.
Alternativas
Q3865617 Português
Leia a frase a seguir:

A casa deles está sem energia elétrica desde ontem.

O termo “deles” pode ser corretamente classificado como: 
Alternativas
Q3865612 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão.


Mendigo


    Eu estava diante duma banca de jornais na Avenida, quando a mão do mendigo se estendeu. Dei-lhe uma nota tão suja e tão amassada quanto ele. Guardou-a no bolso, agradeceu com um seco obrigado e começou a ler as manchetes dos vespertinos. Depois me disse:

   — Não acredito um pingo em jornalistas. São muito mentirosos. Mas tá certo: mentem para ganhar a vida. O importante é o homem ganhar a vida, o resto é besteira.

    Calou-se e continuou a ler notícias eleitorais:

   — O Brasil ainda não teve um governo que prestasse. Nem rei, nem presidente. Tudo uma cambada só.

   Reconheceu algumas qualidades nessa ou naquela figura (aliás, com invulgar pertinência para um mendigo), mas isso, a seu ver, não queria dizer nada:

   — O problema é o fundo da coisa: o caso é que o homem não presta. Ora, se o homem não presta, todos os futuros presidentes também serão ruínas. A natureza humana é que é de barro ordinário. Meu pai, por exemplo, foi um homem bastante bom. Mas não deu certo ser bom durante muito tempo: então ele virou ruim.

   Suspeitando de que eu não estivesse convencido da sua teoria, passou a demonstrar para mim que também ele era um sujeito ordinário como os outros:

   — O senhor não vê? Estou aqui pedindo esmola, quando poderia estar trabalhando. Eu não tenho defeito físico nenhum e até que não posso me queixar da saúde.

   Tirei do bolso uma nota de cinquenta e lhe ofereci pela sua franqueza. (...)


CAMPOS, Paulo Mendes. Mendigo. In: Para Gostar de Ler. 12 ed. São Paulo: Ática, 1992. p. 70-71. (Volume 2 - Crônicas)
O parágrafo do texto “Reconheceu algumas qualidades nessa ou naquela figura (aliás, com invulgar pertinência para um mendigo), mas isso, a seu ver, não queria dizer nada” está corretamente reescrito na primeira pessoa do presente do indicativo em qual das alternativas a seguir?
Alternativas
Q3865385 Português

Silenciosamente barulhento


A ideia de recomeço atualmente vem batizada com uma camada de cafonice. Talvez seja fruto das propagandas de fim de ano, talvez seja a facilidade com que recorremos ao conceito. Começar do zero é tentador porque implicitamente nos permite abandonar erros ou versões desgastadas de nós mesmos as quais já não nos orgulhamos. Ao mesmo tempo, todo desmanche vem carregado do medo de encarar o novo. Para onde vou? Quem sou eu? O que eu faço a partir de agora?


Se falamos de viradas, quase sempre as associamos à ideia de barulho. É preciso brindar o novo — não é isso que fazemos a cada término de ano, afinal? Muitas vezes preparamos a festa da mudança de rota sem nem mesmo traçá-la primeiro. Queremos anunciar o novo ainda antes de entendê-lo.


Mas recomeços raramente gritam. Eles costumam chegar em silêncio. É certo que, quando a travessia envolve reorganizações internas, mil vozes parecem habitar a mente sem controle algum. E é por isso mesmo que nenhum gesto verdadeiro de mudança ocorre em paralelo ao caos e às crises. Poucos entendem que é preciso primeiro assentar a terra para depois decidir o que pode (ou não) ser construído sobre ela. É aí que passam a existir os silêncios que, na verdade, funcionam como sussurros: bem baixinho, a vida nos mostra o caminho.


Como em qualquer bota-fora que fazemos dentro de casa, ao esvaziar gavetas e armários de tralhas e papeladas que já não servem mais para nada, o vazio se torna ponto de partida. Nele, o silêncio desconfortável nos obriga a escutar aquilo que evitamos quando estamos ocupados demais explicando quem somos.


Não _____ toa, 2026 se anuncia como um ano de início. A Numerologia o define como um ano 1 — aquele em que os inícios ganham destaque. Não _____ traga respostas prontas, mas _____ nos devolve às perguntas certas. Porém, existe um tempo pouco celebrado chamado latência: o intervalo entre o estímulo e a resposta. Em um mundo que exige reações imediatas, talvez recomeçar seja justamente ampliar esse espaço.


Não responder ainda.

Não decidir agora.

Permitir que o silêncio faça o que o impulso não sabe.


Emily Dickinson escreveu quase toda a sua obra em silêncio e reclusão, longe de qualquer urgência de publicação ou resposta. Talvez soubesse que certos começos não sobrevivem ao excesso de explicação. Há coisas que só amadurecem quando não precisam ser anunciadas.


Ou, ainda, o que chamamos de pausa seja, na verdade, outra coisa. Um estado de suspensão. Um tempo em que não avançamos nem recuamos — apenas sustentamos. Não se trata de inércia, mas de lucidez: manter decisões no ar até que façam sentido ao tocar o chão. Há momentos em que seguir adiante exige exatamente isso: não agir.


Ao menos, não ainda.


Autor: Pedro Guerra - GZH (adaptado).

Na estrutura do período “antes de entendê-lo”, identifica-se o tipo de colocação pronominal denominado: 
Alternativas
Q3865104 Português
TEXTO II:

Ensinar língua portuguesa não é apenas ensinar regras. É, sobretudo, criar condições para que os alunos compreendam que a linguagem organiza a experiência humana e permite agir no mundo. Desde cedo, a criança participa de práticas sociais mediadas pela linguagem: escuta histórias, relata acontecimentos, faz perguntas, expressa desejos e constrói explicações sobre o que observa ao seu redor.

Na escola, essas práticas se ampliam e se tornam mais sistemáticas. O contato com diferentes gêneros textuais — narrativos, descritivos, argumentativos, expositivos e instrucionais — possibilita ao aluno reconhecer que cada texto responde a uma intenção comunicativa específica e circula em determinados contextos sociais. Ler e produzir textos, portanto, não são atividades neutras, mas ações situadas, que exigem escolhas linguísticas conscientes.

Nesse processo, a leitura assume papel central. Compreender um texto envolve mobilizar conhecimentos prévios, antecipar sentidos, formular hipóteses, verificar informações e estabelecer relações entre partes do texto. Estratégias como inferência, retomada referencial e identificação de conectores contribuem para a construção da coerência e para a progressão temática.

Assim, a prática de análise linguística deixa de ser um exercício mecânico de classificação e passa a integrar a reflexão sobre o funcionamento da língua nos textos. Ao articular leitura, produção e reflexão linguística, o ensino de língua portuguesa favorece a formação de sujeitos capazes de interpretar, argumentar, reescrever e produzir textos adequados a diferentes situações comunicativas, conforme orienta a Base Nacional Comum Curricular.
No trecho “essas práticas se ampliam e se tornam mais sistemáticas”, o pronome “essas” exerce função de: 
Alternativas
Q3864987 Português
TEXTO I

A língua é uma construção viva, moldada pelo uso cotidiano e pelas transformações históricas que atravessam a sociedade. Ela não permanece estática, pois acompanha as mudanças culturais, tecnológicas e sociais de cada época, incorporando novos sentidos, palavras e formas de expressão.

No entanto, apesar dessa dinamicidade, a língua também se organiza por regras e convenções que possibilitam a comunicação entre os falantes. A gramática, a ortografia e os princípios sintáticos funcionam como instrumentos de estabilidade, garantindo que a mensagem seja compreendida de maneira relativamente uniforme.

Entre o uso espontâneo da linguagem e suas normas, surge um espaço de tensão equilibrada: ao mesmo tempo em que o falante cria, adapta e ressignifica, ele também precisa reconhecer limites impostos pelo sistema linguístico. É nesse equilíbrio que se constrói a eficácia comunicativa.

Assim, compreender a língua vai além de memorizar regras. Exige interpretar sentidos, reconhecer intenções, perceber escolhas vocabulares e entender como cada elemento linguístico contribui para a construção do significado no texto.
Na expressão “cada elemento linguístico contribui para a construção do significado”, o termo “cada” classifica-se morfologicamente como:
Alternativas
Respostas
561: B
562: C
563: D
564: E
565: B
566: D
567: A
568: B
569: A
570: E
571: B
572: B
573: C
574: B
575: A
576: D
577: A
578: B
579: A
580: C