Questões de Concurso Comentadas sobre morfologia - pronomes em português

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Q1850824 Português
Observe as orações abaixo:
I. “Uma chuva me surpreendeu.” II. “Sendo tartaruga me libertei da areia” III. “Pensei em me ver no espelho” IV. “Só que meu lado racional me mostrou os riscos.”
As palavras destacadas são, respectivamente: 
Alternativas
Q1850815 Português
Monólogo das mãos e do olhar

Parte 1
   As mãos servem para pedir, prometer, chamar, conceder, ameaçar, suplicar, exigir, acariciar, recusar, interrogar, admirar, confessar, calcular, comandar, injuriar, incitar, teimar, encorajar, acusar, condenar, absolver, perdoar, desprezar, desafiar, aplaudir, reger, benzer, humilhar, reconciliar, exaltar, construir, trabalhar, escrever.
   As mãos de Maria Antonieta, ao receber o beijo de Mirabeau, salvou o trono da França e apagou a auréola do famoso revolucionário. Foi com as mãos que Jesus amparou Madalena. Com as mãos David agitou a funda que matou Golias.
   As mãos dos Césares Romanos decidiam a sorte Dos gladiadores vencidos na arena; Pilatos lavou as mãos para limpar a consciência.
   A mão serve para o herói empunhar a espada e o carrasco, a corda;
   O operário construir e o burguês destruir;
   O bom amparar e o justo punir;
   O amante acariciar e o ladrão roubar;
   O honesto trabalhar e o viciado jogar;
   Com as mãos atira-se um beijo ou uma pedra;
   Uma flor ou uma granada, uma esmola ou uma bomba!
   Com as mãos o agricultor semeia e o anarquista incendeia!
   O noivo para casar-se pede a mão de sua amada;
    Jesus abençoava com as mãos;
    As mães protegem os filhos cobrindo-lhes com as mãos as cabeças inocentes;
   Nas despedidas, a gente parte, mas a mão fica ainda por muito tempo agitando o lenço no ar.

Parte 2
E hoje, nossas mãos precisaram ficar intactas. Nossos lábios, escondidos. Ficamos com o olhar.
Entretanto os olhos, muitas vezes, falam mais do que as palavras.
Com os olhos, os marujos avistaram uma terra já colonizada.
Com os olhos, quando crianças, nossos pais sinalizavam nossas ações indevidas frente a outras pessoas.
Com os olhos eu delato alguém.
Com os olhos eu demonstro desejo, entretanto com os olhos eu posso demonstrar acepção.
Com os olhos, mesmo fechados, eu vejo meus sonhos, meus anseios, meus fantasmas.
Com os olhos me revelo para o outro. Ou me disfarço com um olhar de soslaio.
Com o olhar, eu tenho a minha primeira impressão do dia quando acordo.
Com o olhar, eu me despeço ao fechá-los.
(Texto Adaptado)
“Com as mãos David agitou a funda que matou Golias;”. Morfologicamente, a palavra destacada, empregada nessa oração, é um(a):
Alternativas
Q1850775 Português
TEXTO 

LÍNGUA

Esta Língua é como um elástico
Que espicharam pelo mundo.

No início era tensa, de tão clássica.
Com o tempo, se foi amaciando,
foi-se tornando romântica,
incorporando os termos nativos
E amolecendo nas folhas de bananeira
As expressões mais sisudas.
Um elástico que já não se pode
Mais trocar, de tão gasto;
Nem se arrebenta mais, de tão forte.

Um elástico assim como é a vida
Que nunca volta ao ponto de partida.
(TELES, Gilberto Mendonça. Falavra.
Lisboa: Dinalivro, 1989, p. 95-96.)
Em relação às classes de palavras, julgue os itens a seguir:
I - O verbo “espicharam”, no segundo verso, está flexionado na 3ª pessoa do plural, pois estabelece uma concordância ideológica com a ideia implícita de “pessoas”, “indivíduos”. II - As expressões “No início” e "Com o tempo”, nesse contexto, têm a função de locuções adverbiais. III - No verso “As expressões mais sisudas”, o vocábulo mais é um pronome indefinido e estabelece uma ideia de quantidade.
Assinale a alternativa em que os itens são corretos:
Alternativas
Q1850426 Português
Em relação à colocação do pronome oblíquo átono, assinalar a alternativa CORRETA:
Alternativas
Q1850425 Português
A palavra sublinhada em “Procurava desesperadamente pelo animal perdido.” é classificada como:
Alternativas
Q1850420 Português

Qual é a diferença entre orquestra sinfônica e filarmônica? 


    Hoje, nenhuma. O termo “filarmônica”, que significa “amor pela harmonia”, tem o mesmo prefixo grego phylos, que aparece em “filantropia”, o amor pela humanidade, e “filosofia”, o amor pelo saber.

    Ele surgiu no século 19 para se referir _____ sociedades de músicos unidos pelo desejo de praticar e apresentar sua arte sem fins lucrativos. Muitas filarmônicas dos EUA eram sustentadas por mecenas na virada do século 19 para o 20.

    É importante apontar que normalmente as sociedades filarmônicas batizavam orquestras homônimas, mas não consistiam apenas nas orquestras: os músicos se reuniam por outras razões e realizavam outros projetos na área cultural (como ensino de música, organização de palestras e eventos etc.).

    Já o termo “sinfônica” costumava se aplicar _____ orquestras administradas como empresas, com músicos assalariados e financiamento do Estado. É uma denominação mais genérica, que advém do nome da forma musical que essas orquestras tocavam na época em que se consolidaram: a sinfonia.

    Com o tempo, porém, a nomenclatura parou de refletir os modelos de negócio. Ela permanece associada _____ orquestras de acordo com a tradição de cada uma. Em muitos casos, duas orquestras de uma mesma cidade podem se diferenciar pelos termos.

    As orquestras consistem em conjuntos que vão aproximadamente de 80 a 110 músicos. O número exato de integrantes varia conforme o arranjo da peça. Uma peça pode exigir instrumentos que outra não emprega, ou então exigir certos instrumentos em maior ou menor número.


(Site: Abril - adaptado.)

Na frase “Qual é a diferença entre orquestra sinfônica e filarmônica?”, a expressão sublinhada é classificada gramaticalmente como:
Alternativas
Q1850389 Português

Feita a leitura do texto, responda ao que se pede:


São realmente muito assustadores os acontecimentos nas ruas do centro de São Paulo. Deve ser tomada uma providência imediata contra os grupos de vândalos que saem pelas ruas para atacar pessoas inocentes. Se cometem tais atos por mera diversão ou por preconceito, não sabemos, mas não podemos permitir que os moradores de rua continuem passando por tamanho risco de vida.


(SOUZA, D. L. Valinhos, SP. Cartas dos Leitores. Disponível em: http://revistaepoca. Acesso em 21 fev. 2020.) 


Os termos que compõem uma oração assumem diferentes funções, de acordo com a distribuição na estrutura oracional. Nesse sentido, analise com (V) as verdadeiras e (F) as falsas as proposições a seguir


( ) Em: “São realmente muito assustadores os acontecimentos nas ruas do centro de São Paulo”, tem-se um caso de sujeito simples, posposto ao verbo SER.

( ) Em: “Deve ser tomada uma providência imediata contra os grupos de vândalos que saem pelas ruas”, o pronome relativo introduz uma oração subordinada adjetiva restritiva, tendo como referente a expressão “grupos de vândalos.”

( ) Em: “não podemos permitir que os moradores de rua continuem passando por tamanho risco de vida”, o pronome relativo “que” introduz uma oração subordinada adjetiva restritiva.

( ) Em: “se cometem tais atos por mera diversão ou por preconceito, não sabemos”, o “se” introduz uma oração subordinada adverbial conformativa.


A sequência CORRETA de preenchimento dos parênteses é:

Alternativas
Q1850383 Português

Empregue, no fragmento textual abaixo exposto, extraídos da matéria “Como o ensino básico pode formar os profissionais do futuro” (Isto É, 05/02/20), os conectivos adequados, particularmente, pronomes relativos, de modo a estabelecer a relação entre as orações. 


Modelo tradicional, _________ o professor é o guardião do conhecimento, deve ceder lugar a métodos com maior participação dos alunos e disciplinas com temas mais próximos do dia a dia.


Embora a tecnologia permeie todas as áreas da nossa vida, a educação básica ainda não reflete completamente essa realidade. [...]


O modelo tradicional ainda prevalece, com salas de aulas ______ os alunos ficam perfilados, voltados para o professor, que é o guardião do saber e deve repassá-lo aos alunos. Esses, por sua vez, vão receber o conteúdo passivamente. Tal modelo, no entanto, não dá mais conta de formar os profissionais __________ o mercado de trabalho – atual e do futuro – precisa.


Nesse contexto, ganha força a chamada educação Steam, movimento ______ propõe um ensino baseado em cinco disciplinas específicas (Ciências, tecnologia, engenharia, artes e matemática, _________ iniciais em inglês compõem a sigla Steam), integradas em uma abordagem interdisciplinar.


A sequência que preenche CORRETAMENTE as lacunas é:

Alternativas
Q1850346 Português
Assinale a alternativa em que o termo entre parênteses substitui corretamente a expressão.
Alternativas
Q1849911 Português

Leia o texto para responder à questão.


    Separadas por uma tela, as pessoas na sociedade virtual não alcançam o outro, motivo pelo qual não conseguem se colocar em seu lugar. Estamos vivendo o maior individualismo da história humana.

    A falta da empatia, do toque físico, do acolhimento, do contato ocular e da presença física faz com que a pessoa não veja o outro, não o perceba, não note a presença do outro e, consequentemente, não se coloque no lugar dele.

    A necessidade da felicidade como objetivo e não como consequência provoca a criação de um mundo irreal em que, para o outro, você é feliz, mas não para si mesmo. Esse mundo perfeito exposto na mídia social gera uma concorrência, uma competição que resulta em duelo, e isso cria um individualismo que, com o tempo, passa a ficar impregnado no indivíduo.

    O individualismo está ligado também à falta da verdade, ou seja, não quero que o outro saiba minha azeda verdade, já que o que projeto na mídia social não é real, não é de verdade.

    Ama-se tanto a si mesmo e promove-se tanto o amor próprio que esquecemos o outro e tornamos o egoísmo um hábito.

    Não admitimos que somos apenas humanos. Temos vidas fictícias fragmentadas em momentos e apenas nos alegra o impacto que isso causa no outro. 


(Fabiano de Abreu – A geração que não consegue se colocar no lugar do outro. www.deabreu.pt/artigo – acesso em 11.12.2019. Adaptado)

A alternativa que apresenta o emprego do pronome e a colocação pronominal corretos, de acordo com a norma-padrão da língua portuguesa, é:
Alternativas
Q1849025 Português

Leia o texto de Marcos Rey, para responder à questão.


O coração roubado


    Eu cursava o último ano do primário e como já estava com o diplominha garantido, meu pai me deu um presente muito cobiçado: “O coração”, famoso livro do escritor italiano Edmondo de Amicis, best-seller1 do gênero infantojuvenil. À página de abertura, lá estava a dedicatória do velho com sua inconfundível letra esparramada. Como todos os garotos da época, apaixonei-me por aquela obra-prima, tanto que a levava ao grupo escolar para reler trechos no recreio.
    Justamente no último dia de aula, o das despedidas, após a festinha de formatura, voltei para a classe a fim de reunir meus objetos escolares, antes do adeus. Mas onde estava “O coração”? Onde? Desaparecera. Tremendo choque. Algum colega na certa o furtara. Não teria coragem de aparecer em casa sem ele.
    Ia informar à diretora quando, passando pelas carteiras, vi o livro bem escondido sob uma pasta escolar. Mas era lá que se sentava o Plínio, não era? Plínio, o primeiro da classe em aplicação e comportamento, o exemplo para todos nós. Inclusive o mais bem limpinho, o mais bem penteadinho, o mais tudo. Confesso, hesitei2 . Desmascarar um ídolo? Então peguei o exemplar e o guardei na minha pasta. Caladão. Sem revelar a ninguém o acontecido.
    Passados muitos anos, reconheci o retrato de Plínio num jornal. Advogado, fazia rápida carreira na Justiça.
    E, quando o desembargador Plínio já estava aposentado, mudei-me para meu endereço atual. Durante a mudança, alguns livros despencaram de uma estante improvisada. Um deles era “O coração”. Saudades. Havia quantos anos não o abria? Lembrei-me da dedicatória do meu falecido pai. Procurei e não a encontrei. Teria a tinta se apagado? Na página seguinte havia uma dedicatória. Mas não reconheci a caligrafia paterna: “Ao meu querido filho Plínio, com todo o amor e carinho de seu pai”.

(Coleção Melhores Crônicas – Marcos Rey. Seleção Anna Maria Martins. Global, 2010. Adaptado)

1 best-seller: livro que é sucesso de vendas
2 hesitei: fiquei na dúvida

Considere a seguinte frase.
No último dia de aula, como sempre o autor levou seu material escolar e, depois da formatura, voltou à classe para reunir o material escolar e procurar os colegas para dar adeus aos colegas.
De acordo com o emprego dos pronomes estabelecido pela norma-padrão da língua portuguesa, os trechos destacados podem ser substituídos, correta e respectivamente, por:
Alternativas
Q1849022 Português

Leia o texto de Marcos Rey, para responder à questão.


O coração roubado


    Eu cursava o último ano do primário e como já estava com o diplominha garantido, meu pai me deu um presente muito cobiçado: “O coração”, famoso livro do escritor italiano Edmondo de Amicis, best-seller1 do gênero infantojuvenil. À página de abertura, lá estava a dedicatória do velho com sua inconfundível letra esparramada. Como todos os garotos da época, apaixonei-me por aquela obra-prima, tanto que a levava ao grupo escolar para reler trechos no recreio.
    Justamente no último dia de aula, o das despedidas, após a festinha de formatura, voltei para a classe a fim de reunir meus objetos escolares, antes do adeus. Mas onde estava “O coração”? Onde? Desaparecera. Tremendo choque. Algum colega na certa o furtara. Não teria coragem de aparecer em casa sem ele.
    Ia informar à diretora quando, passando pelas carteiras, vi o livro bem escondido sob uma pasta escolar. Mas era lá que se sentava o Plínio, não era? Plínio, o primeiro da classe em aplicação e comportamento, o exemplo para todos nós. Inclusive o mais bem limpinho, o mais bem penteadinho, o mais tudo. Confesso, hesitei2 . Desmascarar um ídolo? Então peguei o exemplar e o guardei na minha pasta. Caladão. Sem revelar a ninguém o acontecido.
    Passados muitos anos, reconheci o retrato de Plínio num jornal. Advogado, fazia rápida carreira na Justiça.
    E, quando o desembargador Plínio já estava aposentado, mudei-me para meu endereço atual. Durante a mudança, alguns livros despencaram de uma estante improvisada. Um deles era “O coração”. Saudades. Havia quantos anos não o abria? Lembrei-me da dedicatória do meu falecido pai. Procurei e não a encontrei. Teria a tinta se apagado? Na página seguinte havia uma dedicatória. Mas não reconheci a caligrafia paterna: “Ao meu querido filho Plínio, com todo o amor e carinho de seu pai”.

(Coleção Melhores Crônicas – Marcos Rey. Seleção Anna Maria Martins. Global, 2010. Adaptado)

1 best-seller: livro que é sucesso de vendas
2 hesitei: fiquei na dúvida

Assinale a alternativa correta a respeito do trecho do texto.
Alternativas
Q1848926 Português
    Oh, Deus, meu Deus, que misérias e enganos não experimentei, quando simples criança me propunham vida reta e obediência aos mestres, a fim de mais tarde brilhar no mundo e me ilustrar nas artes da língua, servil instrumento da ambição e da cobiça dos homens.
     Fui mandado à escola para aprender as primeiras letras, cuja utilidade eu, infeliz, ignorava. Todavia, batiam-me se no estudo me deixava levar pela preguiça. As pessoas grandes louvavam esta severidade. Muitos dos nossos predecessores na vida tinham traçado estas vias dolorosas, por onde éramos obrigados a caminhar, multiplicando os trabalhos e as dores aos filhos de Adão. Encontrei, porém, Senhor, homens que Vos imploravam, e deles aprendi, na medida em que me foi possível, que éreis alguma coisa de grande e que podíeis, apesar de invisível aos sentidos, ouvir-nos e socorrer-nos.
  Ainda menino, comecei a rezar-Vos como a “meu auxílio e refúgio”, desembaraçando-me das peias da língua para Vos invocar. Embora criança, mas com ardente fervor, pedia-Vos que na escola não fosse açoitado. 
     Quando me não atendíeis — “o que era para meu proveito” —, as pessoas mais velhas e até os meus próprios pais, que, afinal, me não desejavam mal, riam-se dos açoites — o meu maior e mais penoso suplício.
     Contudo, pecava por negligência, escrevendo, lendo e aprendendo as lições com menos cuidado do que de nós exigiam.
    Senhor, não era a memória ou a inteligência que me faltavam, pois me dotastes com o suficiente para aquela idade. Mas gostava de jogar, e aqueles que me castigavam procediam de modo idêntico! As ninharias, porém, dos homens chamam-se negócios; e as dos meninos, sendo da mesma natureza, são punidas pelos grandes, sem que ninguém se compadeça da criança, nem do homem, nem de ambos. 

Santo Agostinho. Confissões. Montecristo Editora. Edição do Kindle, p. 23-24 (com adaptações).

Com relação às ideias e aos aspectos linguísticos do texto precedente, julgue os itens a seguir. 

Mantendo-se a coerência do texto, o trecho “com menos cuidado do que de nós exigiam” (quinto parágrafo) poderia ser corretamente reescrito da seguinte forma: com menos zelo do que nos era exigido. 
Alternativas
Q1848908 Português
exto CG1A1-I

   A teoria das causas cerebrais dos transtornos mentais passou gradualmente a ironizar tudo o que se relacionava com a forma de vida do sujeito, compreendida como unidade entre linguagem, desejo e trabalho. As narrativas de sofrimento da comunidade ou dos familiares com quem se vive, a própria versão do paciente, o seu “lugar de fala” diante do transtorno, tornaram-se epifenômenos, acidentes que não alteram a rota do que devemos fazer: correção educacional de pensamentos distorcidos e medicação exata.
   Quarenta anos depois, acordamos em meio a uma crise global de saúde mental, com elevação de índices de suicídio, medicalização massiva receitada por não psiquiatras e insuficiência de recursos para enfrentar o problema.
   Esse é o custo de desprezar a cultura como instância geradora de mediações de linguagem necessárias para que enfrentemos o sofrimento antes que ele evolua para a formação de sintomas. Esse é o desserviço dos que imaginam que teatro, literatura, cinema e dança são apenas entretenimento acessório — como se a ampliação e a diversidade de nossa experiência cultural não fossem essenciais para desenvolver capacidade de escuta e habilidades protetivas em saúde mental. Como se eles não nos ensinassem como sofrer e, reciprocamente, como tratar o sofrimento no contexto coletivo e individual do cuidado de si.

Christian Dunker. A Arte da quarentena para principiantes.
São Paulo: Boitempo, 2020, p. 32-33 (com adaptações). 

Julgue o próximo item, relativos aos sentidos e aos aspectos linguísticos do texto CG1A1-I.  
O termo “Esse”, que inicia o terceiro parágrafo, retoma toda a ideia veiculada pelo segundo parágrafo. 
Alternativas
Q1848902 Português
exto CG1A1-I

   A teoria das causas cerebrais dos transtornos mentais passou gradualmente a ironizar tudo o que se relacionava com a forma de vida do sujeito, compreendida como unidade entre linguagem, desejo e trabalho. As narrativas de sofrimento da comunidade ou dos familiares com quem se vive, a própria versão do paciente, o seu “lugar de fala” diante do transtorno, tornaram-se epifenômenos, acidentes que não alteram a rota do que devemos fazer: correção educacional de pensamentos distorcidos e medicação exata.
   Quarenta anos depois, acordamos em meio a uma crise global de saúde mental, com elevação de índices de suicídio, medicalização massiva receitada por não psiquiatras e insuficiência de recursos para enfrentar o problema.
   Esse é o custo de desprezar a cultura como instância geradora de mediações de linguagem necessárias para que enfrentemos o sofrimento antes que ele evolua para a formação de sintomas. Esse é o desserviço dos que imaginam que teatro, literatura, cinema e dança são apenas entretenimento acessório — como se a ampliação e a diversidade de nossa experiência cultural não fossem essenciais para desenvolver capacidade de escuta e habilidades protetivas em saúde mental. Como se eles não nos ensinassem como sofrer e, reciprocamente, como tratar o sofrimento no contexto coletivo e individual do cuidado de si.

Christian Dunker. A Arte da quarentena para principiantes.
São Paulo: Boitempo, 2020, p. 32-33 (com adaptações). 

Julgue o próximo item, relativos aos sentidos e aos aspectos linguísticos do texto CG1A1-I.  
A correção gramatical do texto seria prejudicada caso, no trecho “se vive” (segundo período do primeiro parágrafo), a forma pronominal “se” fosse deslocada para logo após a forma verbal — escrevendo-se vive-se
Alternativas
Q1848821 Português

Leia o texto para responder à questão.


Fake news na mira


    Controversa, a expressão fake news é amplamente usada. Mas, se não é fácil definir o que é fake news, imagine combatê-la de forma eficiente. Esse nome tem sido recorrentemente atribuído a postagens que desagradam, erros em matérias, títulos descalibrados e até a colunas de opinião, embora não o sejam. Fake news são conteúdo falso. É uma mentira com aparência de verdade que mimetiza a forma da notícia. Para isso, lança mão da linguagem jornalística e busca popularidade nas redes sociais.
    Um aspecto crucial é saber diferenciá-la dos erros cometidos pela imprensa.

    Diferentemente da notícia, as fake news são produzidas anonimamente e buscam induzir a erro para obter vantagem econômica ou política. Uma Redação profissional é alvo da cobrança do público e pode ser responsabilizada. Quem são os autores de fake news? Não se sabe e, portanto, deles nada pode ser cobrado.

    O fato é que a imprensa não tem o monopólio da verdade. Ela erra e desinforma. A questão é que, quando isso acontece, a sociedade tem meios para cobrar as correções.

    No caso de conteúdo fraudulento, não há espaço para contestação dos acusados nem correção de erro – mesmo porque o erro é proposital.


(Flávia Lima. https://www1.folha.uol.com.br/colunas/flavia-lima-ombudsman/2019/11/fake-news-na-mira.shtml. 24.11.2019. Adaptado)

Considere o seguinte trecho do primeiro parágrafo para responder à questão.
•  Para isso, lança mão da linguagem jornalística e busca popularidade nas redes sociais.
O termo isso, em destaque, refere-se à
Alternativas
Q1848779 Português

Leia atentamente o texto abaixo para responder a questão.


Annabel Lee

Edgar Allan Poe

(tradução de Fernando Pessoa)




Foi há muitos e muitos anos já,/ Num reino de ao pé do mar.

Como sabeis todos, vivia lá/ Aquela que eu soube amar;

E vivia sem outro pensamento/ Que amar-me e eu a adorar.

Eu era criança e ela era criança,/ Neste reino ao pé do mar;

Mas o nosso amor era mais que amor/ - O meu e o dela a amar;

Um amor que os anjos do céu vieram/ a ambos nós invejar.

E foi esta a razão por que, há muitos anos,/ Neste reino ao pé do mar,

Um vento saiu duma nuvem, gelando/ A linda que eu soube amar;

E o seu parente fidalgo veio/ De longe a me a tirar,

Para a fechar num sepulcro/ Neste reino ao pé do mar.

E os anjos, menos felizes no céu,/ Ainda a nos invejar...

Sim, foi essa a razão (como sabem todos,/ Neste reino ao pé do mar)

Que o vento saiu da nuvem de noite/ Gelando e matando a que eu soube amar. 

*barras marcam divisão dos versos do poema.

A vogal “a”, quando inserida em orações e textos, assume funções e classificações distintas. Analise o seu uso no enunciado a seguir: “E o seu parente fidalgo veio/ De longe a me a tirar,” [...] Assinale a alternativa que apresenta correta e respectivamente a classificação dos termos em destaque.
Alternativas
Q1848774 Português

Leia atentamente o texto abaixo para responder a questão.


Annabel Lee

Edgar Allan Poe

(tradução de Fernando Pessoa)




Foi há muitos e muitos anos já,/ Num reino de ao pé do mar.

Como sabeis todos, vivia lá/ Aquela que eu soube amar;

E vivia sem outro pensamento/ Que amar-me e eu a adorar.

Eu era criança e ela era criança,/ Neste reino ao pé do mar;

Mas o nosso amor era mais que amor/ - O meu e o dela a amar;

Um amor que os anjos do céu vieram/ a ambos nós invejar.

E foi esta a razão por que, há muitos anos,/ Neste reino ao pé do mar,

Um vento saiu duma nuvem, gelando/ A linda que eu soube amar;

E o seu parente fidalgo veio/ De longe a me a tirar,

Para a fechar num sepulcro/ Neste reino ao pé do mar.

E os anjos, menos felizes no céu,/ Ainda a nos invejar...

Sim, foi essa a razão (como sabem todos,/ Neste reino ao pé do mar)

Que o vento saiu da nuvem de noite/ Gelando e matando a que eu soube amar. 

*barras marcam divisão dos versos do poema.

Observe:
I. “Um amor que os anjos do céu vieram/ a ambos nós invejar.” II. “E os anjos, menos felizes no céu,/ Ainda a nos invejar...”
Sobre os vocábulos em destaque, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q1848737 Português

Conforme a gramática normativa, em relação à colocação pronominal, analisar os itens abaixo:

I. Me chamaram para participar do sorteio.

II. Sempre nos disseram a verdade.

III. Não informaram-te sobre os prazos?

Está(ão) CORRETO(S):

Alternativas
Q1848464 Português

Texto 1 para responder à questão.

Acerca das questões gramaticais referentes ao texto, assinale a alternativa correta. 
Alternativas
Respostas
5081: A
5082: A
5083: B
5084: A
5085: B
5086: C
5087: C
5088: E
5089: A
5090: D
5091: E
5092: E
5093: C
5094: C
5095: C
5096: E
5097: B
5098: B
5099: B
5100: D