Questões de Concurso Comentadas sobre morfologia - pronomes em português

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Q1928426 Português

O texto seguinte servirá de base para responder a questão.


VOCÊ VALE MAIS DO QUE PENSA! É NOTA 10!

(1º§) Você é uma pessoa de muito valor, nunca meça sua vida, seu caráter, seus sentimentos e seus objetivos pela régua dos outros. Seu futuro não pode ser previsto, depende do processo aplicado em sua construção. Por isso, o sucesso do seu futuro está em suas mãos: construa ele pelo que você é ou viverá com ele disponível nas prateleiras do mundo, para que os outros o tomem para si e façam dele o que quiserem.

(2º§) VOCÊ VALE MAIS DO QUE PENSA! É NOTA 10!

(3º§) Os mistérios nos intrigam justamente por serem difíceis de decifrar, a busca por objetivos nos leva por caminhos às vezes mais lindos que os próprios objetivos. Nessa frenética maneira de viver, é possível que você tenha se esquecido de quanto realmente vale e, talvez por não se dar o devido valor, esteja permitindo que outras pessoas o tratem inadequadamente; talvez por não se dar o devido valor, esteja sendo vítima de injustiças; talvez por não se dar o devido valor, seu coração esteja sofrendo e seu corpo pedindo água.

(4º§) VOCÊ VALE MAIS DO QUE PENSA! É NOTA 10!

(5º§) Ninguém tem o direito de lhe causar nenhum mal, a não ser que você permita, e a maior permissão que podemos dar é quando não nos valorizamos o suficiente, anulando-nos diante de situações em que deveríamos nos impor segundo nossos padrões de formação.

(6º§) VOCÊ VALE MAIS DO QUE PENSA! - É NOTA 10!

(7º§) Pare de se anular e de se limitar permitindo que seu destino seja apenas o que o dia propõe; valorize-se, motive-se e dê você as cartas, decidindo o que é melhor para si e mostrando às pessoas seu valor. Qualquer pessoa tem dentro de si habilidades importantes, e é pela soma delas a uma conduta ética que inserimos nosso ritmo individual ao mundo.

(8º§) VOCÊ VALE MAIS DO QUE PENSA! - É NOTA 10!

(9º§) Você é uma pessoa muito valiosa, muito digna, superimportante. São essas as impressões que deve cultivar em seu coração. Aumente seu amor-próprio, aumente sua autoestima, conte suas dádivas, acredite mais em você. A vida gosta de quem se gosta e valoriza quem se valoriza.


(Fonte: Livro Super dicas Para Motivar Sua Vida);
(http://sucesso.powerminas.com/texto-de-motivacao-mudancas/)
Marque a alternativa com análise INCORRETA.
Alternativas
Q1928246 Português
Leia atentamente o texto a seguir, escrito por Paulo Mendes Campos, para responder as próximas questões. 

“Homem perfeitamente infeliz tem saúde de ferro; seus males físicos são apenas dois: dor de cabeça (não toma comprimido porque ataca o coração) e azia (não toma bicarbonato porque vicia o organismo). Banho frio por princípio, mesmo no inverno, e meia hora de ginástica diária. O homem perfeitamente infeliz julga-se ameaçado: ao norte, pela queda do cabelo; ao sul, pela desvalorização da moeda; a leste, pelo acúmulo de matéria graxa; a oeste, pela depravação dos costumes. Não empresta dinheiro; não deve nada a ninguém; toma notas minuciosas de todas as suas despesas; nunca pagou nada para os outros; e tem manifesto orgulho disso tudo. Iniciar oração com o pronome oblíquo é para ele um crime contra o idioma pátrio, embora seja esta toda a sua ciência a respeito de gramática. A força de vontade do homem perfeitamente infeliz é tremenda: deixou de fumar há onze anos, três meses, cinco dias. Racista, embora só o confesse aos mais íntimos; admite vagamente todas as religiões; não pratica nenhum culto, mas considera o catolicismo um freio. Acha-se (e infelizmente é verdade) insubstituível em seu trabalho; sem ele, o escritório não anda. Ver televisão é o seu recreio mental mais importante; resolver problemas de palavras cruzadas desenvolve o raciocínio e enriquece o vocabulário – uma de suas teses preferidas. O homem perfeitamente infeliz sabe o que é enfiteuse e pignoratício. O homem perfeitamente infeliz ama os seus de um amor incômodo ou francamente insuportável. Sua glória é poder afirmar, diante de alguém em desgraça: ‘Bem que eu te avisei!’. E o mal profundo do homem perfeitamente infeliz é julgar-se um homem perfeitamente feliz”. (A arte de ser infeliz, por Paulo Mendes Campos, com adaptações).
Segundo o autor do texto, para o típico homem infeliz, “iniciar oração com o pronome oblíquo é para ele um crime contra o idioma pátrio”. Marque a alternativa que indica um exemplo desse tipo de oração.
Alternativas
Q1926608 Português
Texto
Faroeste
    Naquele tempo o mocinho era bom.
    Puro do cavalo branco até o chapelão imaculado.
A camisa limpa, com estrela de xerife. Luvas de couro, tímido e olho baixo. Namorando a mocinha, cisca nas pedras e espirra estrelinha com a espora da botina.
    Nunca despenteia o cabelo nas brigas. Defende órfão e viúva. Com os brutos, implacável porém justo.
   Frequenta o boteco pra chatear os bandidos. Bebe um trago e disfarça a careta. Atira só em legítima defesa. O mocinho é sempre mocinho, nunca brinca de bandido.
   Ah, o vilão todo de preto, duas pistolas no cinto prateado e um punhal (escondido) na bota – o segundo mais rápido do oeste. Bigodinho fino, risadinha cínica. Bebe, trapaceia no jogo. Cospe no chão. Mata pelas costas.
    Covarde, patético, chora na cadeia. E morre, bem feito!, na forca.
    Qual dos dois é o vilão hoje?
    Se um quer roubar o ouro da mina do pai da mocinha, o outro também.
    Sem piscar, um troca a mocinha pelo cavalo do outro.
    Os punhos nus eram a arma do galã. Hoje briga sujo. Inimigo vencido, a cara no pó? Chuta de letra o nariz até esguichar sangue.
   Costeleta e bigodinho ele também. Sem modos, entra de chapelão na casa do juiz. Corteja a heroína, já viu, aparando as unhas? Pífio jogador de pôquer, o toque na orelha esquerda significa trinca de sete.
    A cada estalido na sombra já tem o dedo no gatilho – seu lema é atire primeiro e pergunte depois. Você por acaso fecha o olho do bandido que matou? Nem ele.
    E a mocinha, de cachinho loiro e tudo, que vergonha!
    Começa que moça direita nunca foi. Cantora fuleira de cabaré, gira a valsa do amor nos braços de um e de outro.
    Por interesse, casa com o chefão do bando. Casa com o pai do mocinho. Até com o mocinho ela casa.   
    Deixa estar, guri não é trouxa. Torce pelo bandido.


(TREVISAN, Dalton. O beijo na nuca. Rio de Janeiro: Record, 2014. P.66-67)
A análise morfológica e semântica do título “Faroeste” permite concluir seu caráter:
Alternativas
Q1926607 Português
Texto
Faroeste
    Naquele tempo o mocinho era bom.
    Puro do cavalo branco até o chapelão imaculado.
A camisa limpa, com estrela de xerife. Luvas de couro, tímido e olho baixo. Namorando a mocinha, cisca nas pedras e espirra estrelinha com a espora da botina.
    Nunca despenteia o cabelo nas brigas. Defende órfão e viúva. Com os brutos, implacável porém justo.
   Frequenta o boteco pra chatear os bandidos. Bebe um trago e disfarça a careta. Atira só em legítima defesa. O mocinho é sempre mocinho, nunca brinca de bandido.
   Ah, o vilão todo de preto, duas pistolas no cinto prateado e um punhal (escondido) na bota – o segundo mais rápido do oeste. Bigodinho fino, risadinha cínica. Bebe, trapaceia no jogo. Cospe no chão. Mata pelas costas.
    Covarde, patético, chora na cadeia. E morre, bem feito!, na forca.
    Qual dos dois é o vilão hoje?
    Se um quer roubar o ouro da mina do pai da mocinha, o outro também.
    Sem piscar, um troca a mocinha pelo cavalo do outro.
    Os punhos nus eram a arma do galã. Hoje briga sujo. Inimigo vencido, a cara no pó? Chuta de letra o nariz até esguichar sangue.
   Costeleta e bigodinho ele também. Sem modos, entra de chapelão na casa do juiz. Corteja a heroína, já viu, aparando as unhas? Pífio jogador de pôquer, o toque na orelha esquerda significa trinca de sete.
    A cada estalido na sombra já tem o dedo no gatilho – seu lema é atire primeiro e pergunte depois. Você por acaso fecha o olho do bandido que matou? Nem ele.
    E a mocinha, de cachinho loiro e tudo, que vergonha!
    Começa que moça direita nunca foi. Cantora fuleira de cabaré, gira a valsa do amor nos braços de um e de outro.
    Por interesse, casa com o chefão do bando. Casa com o pai do mocinho. Até com o mocinho ela casa.   
    Deixa estar, guri não é trouxa. Torce pelo bandido.


(TREVISAN, Dalton. O beijo na nuca. Rio de Janeiro: Record, 2014. P.66-67)
Em “Você por acaso fecha o olho do bandido que matou?” (12º§), o pronome destacado refere-se:
Alternativas
Q1926602 Português
Texto
Faroeste
    Naquele tempo o mocinho era bom.
    Puro do cavalo branco até o chapelão imaculado.
A camisa limpa, com estrela de xerife. Luvas de couro, tímido e olho baixo. Namorando a mocinha, cisca nas pedras e espirra estrelinha com a espora da botina.
    Nunca despenteia o cabelo nas brigas. Defende órfão e viúva. Com os brutos, implacável porém justo.
   Frequenta o boteco pra chatear os bandidos. Bebe um trago e disfarça a careta. Atira só em legítima defesa. O mocinho é sempre mocinho, nunca brinca de bandido.
   Ah, o vilão todo de preto, duas pistolas no cinto prateado e um punhal (escondido) na bota – o segundo mais rápido do oeste. Bigodinho fino, risadinha cínica. Bebe, trapaceia no jogo. Cospe no chão. Mata pelas costas.
    Covarde, patético, chora na cadeia. E morre, bem feito!, na forca.
    Qual dos dois é o vilão hoje?
    Se um quer roubar o ouro da mina do pai da mocinha, o outro também.
    Sem piscar, um troca a mocinha pelo cavalo do outro.
    Os punhos nus eram a arma do galã. Hoje briga sujo. Inimigo vencido, a cara no pó? Chuta de letra o nariz até esguichar sangue.
   Costeleta e bigodinho ele também. Sem modos, entra de chapelão na casa do juiz. Corteja a heroína, já viu, aparando as unhas? Pífio jogador de pôquer, o toque na orelha esquerda significa trinca de sete.
    A cada estalido na sombra já tem o dedo no gatilho – seu lema é atire primeiro e pergunte depois. Você por acaso fecha o olho do bandido que matou? Nem ele.
    E a mocinha, de cachinho loiro e tudo, que vergonha!
    Começa que moça direita nunca foi. Cantora fuleira de cabaré, gira a valsa do amor nos braços de um e de outro.
    Por interesse, casa com o chefão do bando. Casa com o pai do mocinho. Até com o mocinho ela casa.   
    Deixa estar, guri não é trouxa. Torce pelo bandido.


(TREVISAN, Dalton. O beijo na nuca. Rio de Janeiro: Record, 2014. P.66-67)
O texto remete a dois momentos distintos. A distinção entre esses dois momentos é feita por um recurso coesivo da Língua através do emprego de uma classe gramatical de caráter:
Alternativas
Q1926537 Português

Considere o seguinte trecho:


Os pássaros são animais muito interessantes porque há partes do cérebro deles __________ os neurônios se regeneram a cada ano para aprender novas canções para atrair parceiros.


Assinale a alternativa que preenche corretamente a lacuna acima.  

Alternativas
Q1926535 Português

Considere o seguinte texto:


        Um homem que voltou aos Estados Unidos após uma viagem à China, em fevereiro, sentiu-se resfriado. Foi a uma sala de emergências em Miami, temendo ter sido contagiado pelo novo coronavírus durante sua viagem.

        Depois de algumas análises, os médicos _____ deram uma boa notícia: era só um resfriado comum. Receitaram-_____ alguns medicamentos para o mal-estar e disseram que ele poderia ir para casa. Mas uma carta que recebeu duas semanas depois quase _____ fez ficar doente de novo: ele devia ao hospital mais de US$ 3 mil (R$ 15 mil) pelos gastos com os exames que eles haviam feito.

        À medida que o vírus se espalha pelo país e os contágios aumentam, acadêmicos, especialistas em saúde e organizações civis temem que o caso – reportado primeiro pelo jornal Miami Herald – não seja único. […] “O sistema não está realmente orientado ao que precisamos neste momento. É um fracasso. Vamos admiti-lo”, disse a principal autoridade em infectologia do país em uma audiência no Congresso. […] Os especialistas em saúde consultados pela BBC concordam que a principal causa pela qual não se tem estatísticas mais confiáveis da situação do coronavírus nos EUA está vinculada à escassez de exames para detectar os doentes de covid-19. “O primeiro elemento para a contenção é ter disponíveis os testes que _____ permitam isolar a população doente. É algo que demoramos muito a fazer”, considera Greninger.

(Extraído de: https://www.bbc.com/portuguese/internacional-51869644.)


Assinale a alternativa que preenche corretamente as lacunas acima, na ordem em que aparecem no texto.  

Alternativas
Q1926444 Português
Leia atentamente: “Refiro-me a esta carta e não aquela que recebi ontem.” Na frase, a falta de um acento gráfico indica um erro de: 
Alternativas
Q1926046 Português
O PL das fake news não pode tramitar apressadamente 

No trâmite legislativo, há urgências e urgências. Projetos importantíssimos para o país muitas vezes dormem nas gavetas de comissões por pura má vontade daqueles que as comandam, e nesses casos um requerimento de urgência tem o poder de destravar seu andamento; mas outras vezes pretende-se analisar rapidamente projetos extensos e controversos, que necessitariam de discussão muito mais profunda. O caso do PL das fake news (PL 2.630/20) se encaixa perfeitamente nesta segunda categoria, e felizmente o plenário da Câmara rejeitou, por pouco (faltaram apenas oito votos), a tramitação às pressas defendida pelo presidente da casa, Arthur Lira (PP-AL), por partidos de esquerda e até mesmo pelo Supremo Tribunal Federal (STF) e pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

É inegável que o ambiente digital sofre de sérias disfunções, que não são exclusividade brasileira, mas que foram potencializadas graças à polarização política e ao que chamamos de “apagão da liberdade de expressão” no país; entre elas estão tanto a difusão generalizada de mentiras e notícias falsas quanto a confusão conceitual a respeito da natureza das mídias sociais, que se declaram neutras para fugir de responsabilização legal, mas na prática decidem quais conteúdos e perfis podem ou não permanecer no ar. Em ambos os casos o vale-tudo tem sérias consequências, seja para quem é caluniado na internet, seja para quem é censurado por puro arbítrio de algoritmos, “checadores de fatos” ou até mesmo magistrados. A questão fundamental é: o PL 2.630 resolve estes problemas ou os agrava?

Como lembramos recentemente neste espaço, o Senado Federal, que já aprovou a também chamada “Lei Brasileira de Liberdade, Responsabilidade e Transparência na Internet”, melhorou o texto inicial, mas o relator do texto na Câmara, Orlando Silva (PCdoB-SP), voltou a piorá-lo, e nem os inúmeros questionamentos e emendas propostas estão sendo capazes de fazer a necessária depuração. Pelo contrário: ainda que o projeto estabeleça um certo procedimento para os casos de exclusão de conteúdo, com garantias aos usuários que hoje lhes são negadas pelas Big Techs, permanece a confusão conceitual sobre a natureza das mídias sociais e sua consequente responsabilização – o máximo que o relator fez foi equipará-las a veículos de comunicação apenas para questões relativas à Lei de Inelegibilidade (Lei Complementar 64/90).

A título de exemplo, continua no PL a criminalização da “disseminação em massa de mensagens que contenha fato que sabe inverídico que seja capaz de comprometer a higidez do processo eleitoral ou que possa causar dano à integridade física e seja passível de sanção criminal”. A chave, aqui, está no conceito extremamente aberto de “fato que se sabe inverídico”, e que poderá ser usado para punir criminalmente não apenas a difusão intencional da mentira ou da calúnia, mas também a posição oposta a supostos “consensos”. Caso a lei já estivesse em vigor há algum tempo, por exemplo, os autores de muitas afirmações sobre a pandemia inicialmente descartadas como “teorias da conspiração”, mas que depois se mostraram ao menos plausíveis – como no caso da possível origem laboratorial do Sars-CoV-2 –, poderiam ser punidos por divulgar “fato que se sabe inverídico”. Da mesma forma, não se pode descartar que o conceito aberto sirva para perseguir defensores de certas posições éticas ou morais, como a ideia de que atletas transgênero não deveriam poder participar de competições femininas. Além disso, a menção à “higidez do processo eleitoral” cria pretexto para se perseguir qualquer um que faça questionamentos sobre a segurança das urnas eletrônicas, por exemplo.

O pêndulo, hoje, está do lado restritivo. A liberdade de expressão tem sido atropelada tanto pelas Big Techs quanto pelo Judiciário sem o menor pudor, e o PL 2.630, apesar de se dizer pautado por uma série de liberdades e garantias, pouco ou nada faz na prática para defendê-las. Medidas interessantes como a caça aos robôs e perfis falsos foram misturadas a uma série de previsões de caráter aberto e que dão margem a perseguição e censura com base política e ideológica. Jamais um texto como esse poderia tramitar rapidamente; ele necessita de um pente-fino criterioso, inclusive com participação da sociedade civil, para que tenha clareza extrema e efetivamente proteja as liberdades sem validar o mau uso das mídias sociais e aplicativos de mensagens.

Disponível em: https://www.gazetadopovo.com.br/opiniao/editoriais/pl-fakenews-urgencia/ Copyright © 2022, Gazeta do Povo. Todos os direitos reservados. Acesso em 10 abr 2022
“Projetos importantíssimos para o país muitas vezes dormem nas gavetas de comissões por pura má vontade daqueles que as comandam, e nesses casos um requerimento de urgência tem o poder de destravar seu andamento; mas outras vezes pretende-se analisar rapidamente projetos extensos e controversos, que necessitariam de discussão muito mais profunda. O caso do PL das fake news (PL 2.630/20) se encaixa perfeitamente nesta segunda categoria (...)” 
O pronome demonstrativo nesta está sendo empregado com que finalidade?
Alternativas
Q1926042 Português
O PL das fake news não pode tramitar apressadamente 

No trâmite legislativo, há urgências e urgências. Projetos importantíssimos para o país muitas vezes dormem nas gavetas de comissões por pura má vontade daqueles que as comandam, e nesses casos um requerimento de urgência tem o poder de destravar seu andamento; mas outras vezes pretende-se analisar rapidamente projetos extensos e controversos, que necessitariam de discussão muito mais profunda. O caso do PL das fake news (PL 2.630/20) se encaixa perfeitamente nesta segunda categoria, e felizmente o plenário da Câmara rejeitou, por pouco (faltaram apenas oito votos), a tramitação às pressas defendida pelo presidente da casa, Arthur Lira (PP-AL), por partidos de esquerda e até mesmo pelo Supremo Tribunal Federal (STF) e pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

É inegável que o ambiente digital sofre de sérias disfunções, que não são exclusividade brasileira, mas que foram potencializadas graças à polarização política e ao que chamamos de “apagão da liberdade de expressão” no país; entre elas estão tanto a difusão generalizada de mentiras e notícias falsas quanto a confusão conceitual a respeito da natureza das mídias sociais, que se declaram neutras para fugir de responsabilização legal, mas na prática decidem quais conteúdos e perfis podem ou não permanecer no ar. Em ambos os casos o vale-tudo tem sérias consequências, seja para quem é caluniado na internet, seja para quem é censurado por puro arbítrio de algoritmos, “checadores de fatos” ou até mesmo magistrados. A questão fundamental é: o PL 2.630 resolve estes problemas ou os agrava?

Como lembramos recentemente neste espaço, o Senado Federal, que já aprovou a também chamada “Lei Brasileira de Liberdade, Responsabilidade e Transparência na Internet”, melhorou o texto inicial, mas o relator do texto na Câmara, Orlando Silva (PCdoB-SP), voltou a piorá-lo, e nem os inúmeros questionamentos e emendas propostas estão sendo capazes de fazer a necessária depuração. Pelo contrário: ainda que o projeto estabeleça um certo procedimento para os casos de exclusão de conteúdo, com garantias aos usuários que hoje lhes são negadas pelas Big Techs, permanece a confusão conceitual sobre a natureza das mídias sociais e sua consequente responsabilização – o máximo que o relator fez foi equipará-las a veículos de comunicação apenas para questões relativas à Lei de Inelegibilidade (Lei Complementar 64/90).

A título de exemplo, continua no PL a criminalização da “disseminação em massa de mensagens que contenha fato que sabe inverídico que seja capaz de comprometer a higidez do processo eleitoral ou que possa causar dano à integridade física e seja passível de sanção criminal”. A chave, aqui, está no conceito extremamente aberto de “fato que se sabe inverídico”, e que poderá ser usado para punir criminalmente não apenas a difusão intencional da mentira ou da calúnia, mas também a posição oposta a supostos “consensos”. Caso a lei já estivesse em vigor há algum tempo, por exemplo, os autores de muitas afirmações sobre a pandemia inicialmente descartadas como “teorias da conspiração”, mas que depois se mostraram ao menos plausíveis – como no caso da possível origem laboratorial do Sars-CoV-2 –, poderiam ser punidos por divulgar “fato que se sabe inverídico”. Da mesma forma, não se pode descartar que o conceito aberto sirva para perseguir defensores de certas posições éticas ou morais, como a ideia de que atletas transgênero não deveriam poder participar de competições femininas. Além disso, a menção à “higidez do processo eleitoral” cria pretexto para se perseguir qualquer um que faça questionamentos sobre a segurança das urnas eletrônicas, por exemplo.

O pêndulo, hoje, está do lado restritivo. A liberdade de expressão tem sido atropelada tanto pelas Big Techs quanto pelo Judiciário sem o menor pudor, e o PL 2.630, apesar de se dizer pautado por uma série de liberdades e garantias, pouco ou nada faz na prática para defendê-las. Medidas interessantes como a caça aos robôs e perfis falsos foram misturadas a uma série de previsões de caráter aberto e que dão margem a perseguição e censura com base política e ideológica. Jamais um texto como esse poderia tramitar rapidamente; ele necessita de um pente-fino criterioso, inclusive com participação da sociedade civil, para que tenha clareza extrema e efetivamente proteja as liberdades sem validar o mau uso das mídias sociais e aplicativos de mensagens.

Disponível em: https://www.gazetadopovo.com.br/opiniao/editoriais/pl-fakenews-urgencia/ Copyright © 2022, Gazeta do Povo. Todos os direitos reservados. Acesso em 10 abr 2022
O pronome oblíquo átono lhes é usado para substituir um substantivo que exerce função de objeto indireto. No trecho “Pelo contrário: ainda que o projeto estabeleça um certo procedimento para os casos de exclusão de conteúdo, com garantias aos usuários que hoje lhes são negadas pelas Big Techs, permanece a confusão conceitual sobre a natureza das mídias sociais e sua consequente responsabilização”, o pronome lhes está substituindo e se referindo a que palavra já mencionada?
Alternativas
Q1926038 Português
O PL das fake news não pode tramitar apressadamente 

No trâmite legislativo, há urgências e urgências. Projetos importantíssimos para o país muitas vezes dormem nas gavetas de comissões por pura má vontade daqueles que as comandam, e nesses casos um requerimento de urgência tem o poder de destravar seu andamento; mas outras vezes pretende-se analisar rapidamente projetos extensos e controversos, que necessitariam de discussão muito mais profunda. O caso do PL das fake news (PL 2.630/20) se encaixa perfeitamente nesta segunda categoria, e felizmente o plenário da Câmara rejeitou, por pouco (faltaram apenas oito votos), a tramitação às pressas defendida pelo presidente da casa, Arthur Lira (PP-AL), por partidos de esquerda e até mesmo pelo Supremo Tribunal Federal (STF) e pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

É inegável que o ambiente digital sofre de sérias disfunções, que não são exclusividade brasileira, mas que foram potencializadas graças à polarização política e ao que chamamos de “apagão da liberdade de expressão” no país; entre elas estão tanto a difusão generalizada de mentiras e notícias falsas quanto a confusão conceitual a respeito da natureza das mídias sociais, que se declaram neutras para fugir de responsabilização legal, mas na prática decidem quais conteúdos e perfis podem ou não permanecer no ar. Em ambos os casos o vale-tudo tem sérias consequências, seja para quem é caluniado na internet, seja para quem é censurado por puro arbítrio de algoritmos, “checadores de fatos” ou até mesmo magistrados. A questão fundamental é: o PL 2.630 resolve estes problemas ou os agrava?

Como lembramos recentemente neste espaço, o Senado Federal, que já aprovou a também chamada “Lei Brasileira de Liberdade, Responsabilidade e Transparência na Internet”, melhorou o texto inicial, mas o relator do texto na Câmara, Orlando Silva (PCdoB-SP), voltou a piorá-lo, e nem os inúmeros questionamentos e emendas propostas estão sendo capazes de fazer a necessária depuração. Pelo contrário: ainda que o projeto estabeleça um certo procedimento para os casos de exclusão de conteúdo, com garantias aos usuários que hoje lhes são negadas pelas Big Techs, permanece a confusão conceitual sobre a natureza das mídias sociais e sua consequente responsabilização – o máximo que o relator fez foi equipará-las a veículos de comunicação apenas para questões relativas à Lei de Inelegibilidade (Lei Complementar 64/90).

A título de exemplo, continua no PL a criminalização da “disseminação em massa de mensagens que contenha fato que sabe inverídico que seja capaz de comprometer a higidez do processo eleitoral ou que possa causar dano à integridade física e seja passível de sanção criminal”. A chave, aqui, está no conceito extremamente aberto de “fato que se sabe inverídico”, e que poderá ser usado para punir criminalmente não apenas a difusão intencional da mentira ou da calúnia, mas também a posição oposta a supostos “consensos”. Caso a lei já estivesse em vigor há algum tempo, por exemplo, os autores de muitas afirmações sobre a pandemia inicialmente descartadas como “teorias da conspiração”, mas que depois se mostraram ao menos plausíveis – como no caso da possível origem laboratorial do Sars-CoV-2 –, poderiam ser punidos por divulgar “fato que se sabe inverídico”. Da mesma forma, não se pode descartar que o conceito aberto sirva para perseguir defensores de certas posições éticas ou morais, como a ideia de que atletas transgênero não deveriam poder participar de competições femininas. Além disso, a menção à “higidez do processo eleitoral” cria pretexto para se perseguir qualquer um que faça questionamentos sobre a segurança das urnas eletrônicas, por exemplo.

O pêndulo, hoje, está do lado restritivo. A liberdade de expressão tem sido atropelada tanto pelas Big Techs quanto pelo Judiciário sem o menor pudor, e o PL 2.630, apesar de se dizer pautado por uma série de liberdades e garantias, pouco ou nada faz na prática para defendê-las. Medidas interessantes como a caça aos robôs e perfis falsos foram misturadas a uma série de previsões de caráter aberto e que dão margem a perseguição e censura com base política e ideológica. Jamais um texto como esse poderia tramitar rapidamente; ele necessita de um pente-fino criterioso, inclusive com participação da sociedade civil, para que tenha clareza extrema e efetivamente proteja as liberdades sem validar o mau uso das mídias sociais e aplicativos de mensagens.

Disponível em: https://www.gazetadopovo.com.br/opiniao/editoriais/pl-fakenews-urgencia/ Copyright © 2022, Gazeta do Povo. Todos os direitos reservados. Acesso em 10 abr 2022
“Em ambos os casos o vale-tudo tem sérias consequências (...) A questão fundamental é: o PL 2.630 resolve estes problemas ou os agrava?”
No texto, o pronome demonstrativo estes faz referência a uma ideia que se encontra explícita no enunciado anterior: às consequências da difusão de mentiras e à confusão conceitual das mídias sociais. Ao uso desse pronome na função de retomada de termos ou ideias, dá-se o nome de:
Alternativas
Q1925925 Português

Com base no texto abaixo, responda à questão.


  Foi durante a Primeira Guerra Mundial que uma peregrinação silenciosa deu os primeiros passos no interior deste país. A febre cresceu sem avisar, sem ser notada ou compreendida por aqueles que não estavam envolvidos nela. Não terminaria até os anos 1970, e impulsionaria mudanças no norte e no sul que ninguém, nem mesmo os protagonistas da marcha, poderia ter imaginado no início ou sonhado que levaria o tempo de uma vida para terminar.

   Os historiadores chamariam a isso a Grande Migração. Seria talvez a maior história não contada do século XX... As ações das pessoas deste livro foram ao mesmo tempo universais e claramente americanas. Sua migração foi em resposta a uma estrutura social e econômica pela qual não eram responsáveis. Elas fizeram aquilo que os seres humanos têm feito por séculos quando a vida se torna insustentável – aquilo que os pilgrins fizeram sob a tirania do poder britânico, que os escocesesirlandeses fizeram em Oklahoma quando a terra virou pó, que os irlandeses fizeram quando não havia nada para comer, que os judeus europeus fizeram durante a expansão do nazismo, que o sem-terra na Rússia, Itália, China e tantos outros lugares fizeram quando algo melhor os chamava do outro lado do oceano. O que liga essas histórias é a busca sem possibilidade de retorno, busca relutante ainda assim esperançosa, por algo melhor, em qualquer lugar menos aquele em que estavam. Eles fizeram aquilo que têm feito com frequência, ao longo da história, os seres humanos que procuram a liberdade. 

   Partiram.


(WILKERSON, Isabel. O calor de outros sóis. In: PINKER, Steven. Guia de escrita: como conceber um texto com clareza, precisão e elegância. São Paulo: Contexto, 2018.)

Em conformidade com o texto acima, em qual das alternativas abaixo a afirmação é falsa?
Alternativas
Q1925539 Português

INSTRUÇÃO: leia o texto abaixo e responda à questão.


Saudades da secretária eletrônica

Antonio Prata 20 nov 2021

Meu velho pai sabe das coisas. Eu o chamo de “velho pai” não porque seja realmente velho: é como ele se chama ao falar comigo. Às vezes usa o epíteto num modo semi-irônico, como quem põe um cachimbo na boca pra uma foto. Outras vezes é mais a sério — acende o cachimbo. Na semana passada, por exemplo, me escreveu uma e meia da manhã pedindo para lhe mandar um x-salada: “Alimente seu velho pai”. Meu velho pai não usa Uber Eats, iFood, Rappi ou qualquer uma “dessas coisas”.

Meu velho pai tá de saco cheio “dessas coisas”. Outro dia ele me ligou. “Recebeu minha mensagem?”. “Por onde?”. Silêncio. “PQP! Não aguento mais essas coisas” — e começou a reclamar da dificuldade de nos comunicarmos por tantos canais: “É WhatsApp, SMS, e-mail, DM no Facebook, no Instagram, no Twitter...”. “Qual era a mensagem, pai?”. “Aí é que tá. Eu tive uma ideia muito boa no meio da noite e te escrevi pra não esquecer, agora não lembro nem da ideia e nem por onde escrevi”. 

Segundo meu velho pai, a razão de ele e tantos outros estarmos desmemoriados é “dessas coisas”: aplicativos e plataformas e dispositivos jorrando uma quantidade infinita de informação que de bom grado entuchamos retina abaixo, cada tela um daqueles funis de milho pra transformar fígado de ganso em patê. (Talvez o plano do Zuckerberg e seus comparsas seja esse: transformar nossos cérebros em patê para depois comê-los com cream-crackers-low-carb-glúten-free-ESG-sem-pegadas-de-carbono. A hipótese é absurda, mas não mais que o furdunço global que estamos vivendo). 

Meu velho pai tá injuriado com o furdunço global que estamos vivendo e tem uma proposta bem razoável para minorá-lo. “Cinco anos sem inventarem nada. Nada. Todo mundo fica com o celular que tem, com o Android que tem, o IOS que tem, com os aplicativos que tem e os canais de televisão que tem. Quando a gente aprender a usar tudo, assistir a todas as séries, ler todos os livros, ouvir todos os podcasts, vê se precisa inventar mais alguma coisa ou para por aí mesmo”. 

Concordo. A humanidade precisa de um novo Adobe Reader a cada semana pra quê, exatamente?! De que forma PhDs em física podem “otimizar” um troço que é basicamente um xerox eletrônico?

Na faculdade eu penava pra entender o que o Marx queria dizer com aquele papo de “a infraestrutura produz a superestrutura”. Mais tarde entendi e era simples e verdadeiro. A nossa maneira de agir molda a nossa maneira de pensar. Um pescador no século 19 se relaciona com o tempo, a comida, o sexo e as unhas dos pés de formas completamente diferentes do que um programador de vinte e dois anos, hoje, no Vale do Silício. É evidente que existe uma ligação direta entre a placa do meu celular e a minha placa para bruxismo. Quando meus dedos aflitos param de digitar, passam o turno pros dentes.

O supracitado alemão resumiu o que parecia ser o fim dos tempos com a frase “tudo o que é sólido desmancha no ar”. O que diria sobre nossa época em que o próprio ar se desmancha, inundado por dióxido de carbono, metano, óxido nitroso e sei lá mais o quê? 

[...]

“Tinha que ser geral”, sugere meu velho pai, “com Biden, Merkel, China, ONU, com tudo: cinco anos sem inventarem nada. Nada. PQP: que saudades da secretária eletrônica.” 

(PRATA, Antonio. Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/antonioprata/2021/11/ saudades-da-secretaria-eletronica.shtml. Acesso em: 30 mar. 2022. Adapt.)
Dentre as opções abaixo, retiradas do texto “Saudades da secretária eletrônica”, identifique aquela em que a correspondência entre o termo em negrito e a ideia que ele está retomando ou antecipando, apresentada em itálico à frente de cada alternativa, está INCORRETA
Alternativas
Q1925413 Português
Leia esta passagem do romance Memórias póstumas de Brás Cubas de Machado de Assis, observando os pronomes em destaque.
[...] Virgília deixou-se estar de pé; durante algum tempo ficamos a olhar um para o outro, sem articular palavra. Quem diria? De dois grandes namorados, de duas paixões sem freio, nada mais havia ali, vinte anos depois; havia apenas dois corações murchos, devastados pela vida e saciados dela, não sei se em igual dose, mas enfim saciados. Virgília tinha agora a beleza da velhice, um ar austero e maternal; estava menos magra do que quando a vi, pela última vez, numa festa de São João, na Tijuca; e porque era das que resistem muito, só agora começavam os cabelos escuros a intercalar-se de alguns fios de prata.
̶ Anda visitando os defuntos? disse-lhe eu.
̶ Ora, defuntos! respondeu Virgília com um muxoxo. E depois de me apertar as mãos: ̶ Ando a ver se ponho os vadios para a rua. [...]
(Assis, Machado de. Obra Completa. vol. I. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 1994. Disponível em: http://www.dominiopublico.gov.br/download/texto/bv000215.pdf. Acesso em: 01 abr. 2022.)

Assinale a alternativa em que o termo a que se refere o pronome em destaque foi indicado ERRONEAMENTE.
Alternativas
Q1925017 Português

De acordo com as regras de colocação pronominal da língua portuguesa, marcar C para as afirmativas Certas, E para as Erradas e, após, assinalar a alternativa que apresenta a sequência CORRETA:


(  ) No período “Trata-se, essencialmente, de uma ferramenta [...]”, o pronome sublinhado poderia ser proclítico.

(  ) No período “Falamos sobre imunidade natural em pessoas que se recuperaram de covid [...]”, o pronome sublinhado poderia ser mesoclítico.

(  ) No período “E em vez de se sentir azarado [...]” não há a presença de um fator que exija o uso da ênclise.

Alternativas
Q1925015 Português

O perigo do mito sobre ‘fortalecer’ o sistema imunológico


    O sistema imunológico é o sistema biológico mais complexo do corpo humano, com _____________ do cérebro, e ele sendo assunto agora como nunca. A pandemia introduziu um novo vocabulário em nossas vidas. Falamos sobre imunidade natural em pessoas que se recuperaram de covid, em imunidade gerada por vacinas e em efeitos colaterais etc.

    De repente, esses assuntos se tornaram tão comuns, quanto falar sobre o clima, mas o fato de a imunidade estar presente com mais frequência nas conversas não significa necessariamente que as pessoas saibam mais sobre ela. Talvez o maior equívoco seja a preocupação em obter um sistema imunológico "fortalecido".

    A Internet está cheia de produtos que prometem fazer exatamente isso: de café com proteína em pó e raízes místicas da floresta amazônica a pílulas de vitaminas, a lista é interminável; mas o que muitas pessoas não entendem é que o sistema imunológico pode ser perigoso. Não é uma coisa que queremos que seja desencadeada dentro de nós sem limites.

    Trata-se, essencialmente, de uma ferramenta para distinguir "o outro", o estranho, do "eu". Se o estranho não estiver em uma lista de convidados muito ____________ que ___________ entrada gratuita, ele deve ser atacado e destruído - porque existe a possibilidade de ser prejudicial. O que as vacinas fazem, por exemplo, é ajudar no reconhecimento desse inimigo.

    O mais importante para a saúde do sistema imunológico é ter uma dieta que forneça todas as vitaminas e nutrientes que seu corpo precisa, ingerindo frutas e legumes. Seu sistema imunológico constantemente produz muitos bilhões de novas células e elas precisam ser alimentadas.

    Os efeitos positivos do exercício regular moderado para a saúde são conhecidos há muito tempo. A boa circulação permite que suas células e proteínas imunológicas se movam com mais eficiência e liberdade, o que as ajuda a fazer seu trabalho melhor. O exercício também pode retardar seu declínio na velhice.

    Levar uma vida menos estressante traz benefícios tangíveis à nossa saúde de várias maneiras, e uma delas é o sistema imunológico. Sem entrar em muitos detalhes, o estresse pode desencadear uma série de eventos que atrapalham o trabalho e o equilíbrio desse sistema.

    A realidade é que não somos iguais. As escolhas de estilo de vida importam. Talvez você fume ou não coma tão bem quanto os outros. Talvez você tenha um trabalho muito estressante ou um trabalho que o exponha mais aos vírus, ou talvez você simplesmente seja sedentário.

    Há a genética. Uma pessoa pode ser melhor no combate aos vírus e outra, no combate às bactérias. Em terceiro lugar, há a ____________. Todo mundo afirma conhecer alguém que diz que nunca fica doente, mas isso não é verdade.

    Então, talvez da próxima vez que você acordar com o nariz escorrendo ou um pouco suado, pense no exército de ajudantes que o mantém vivo. E em vez de se sentir azarado, sinta-se agradecido.

Fonte: BBC – adaptado. 

No trecho “Talvez você fume ou não coma tão bem quanto os outros.”, a palavra sublinhada é classificada gramaticalmente como:
Alternativas
Q1924978 Português

Leia o texto.


– Haveis de entender, começou ele, que a virtude e o saber têm duas existências paralelas, uma no sujeito que as possui, outra no espírito dos que o ouvem ou contemplam. Se puserdes as mais sublimes virtudes e os mais profundos conhecimentos em um sujeito solitário, remoto de todo contato com outros homens, é como se eles não existissem. Os frutos de uma laranjeira, se ninguém os gostar, valem tanto como as urzes e plantas bravias, e, se ninguém os vir, não valem nada; ou, por outras palavras mais enérgicas, não há espetáculo sem espectador.

(Machado de Assis – O segredo do bonzo. excerto)


Avalie as afirmações sobre o texto.

1. O saber e a virtude não podem coexistir no ser humano.

2. O homem solitário, a laranja e um espetáculo são postos em oposição para que o leitor perceba a existência da virtude e do saber.

3. O pronome “eles” (sublinhado no texto) retoma a expressão “as mais sublimes virtudes e os mais profundos conhecimentos”.

4. Na frase: “se ninguém os gostar” o pronome “os” refere-se a frutos de uma laranjeira.

5. O homem solitário carece de plateia para sobreviver.


Assinale a alternativa que indica todas as afirmativas corretas

Alternativas
Q1924405 Português

Leia o texto.


Despedida


E no meio dessa confusão alguém partiu sem se despedir; foi triste. Se houvesse uma despedida talvez fosse mais triste, talvez tenha sido melhor assim, uma separação como às vezes acontece em um baile de carnaval — uma pessoa se perde da outra, procura-a por um instante e depois adere a qualquer cordão. É melhor para os amantes pensar que a última vez que se encontraram se amaram muito — depois apenas aconteceu que não se encontraram mais. Eles não se despediram, a vida é que os despediu, cada um para seu lado — sem glória nem humilhação.

Creio que será permitido guardar uma leve tristeza, e também uma lembrança boa; que não será proibido confessar que às vezes se tem saudades; nem será odioso dizer que a separação ao mesmo tempo nos traz um inexplicável sentimento de alívio, e de sossego; e um indefinível remorso; e um recôndito despeito.

E que houve momentos perfeitos que passaram, mas não se perderam, porque ficaram em nossa vida; que a lembrança deles nos faz sentir maior a nossa solidão; mas que essa solidão ficou menos infeliz: que importa que uma estrela já esteja morta se ela ainda brilha no fundo de nossa noite e de nosso confuso sonho?  

Talvez não mereçamos imaginar que haverá outros verões; se eles vierem, nós os receberemos obedientes como as cigarras e as paineiras — com flores e cantos. O inverno — te lembras — nos maltratou; não havia flores, não havia mar, e fomos sacudidos de um lado para outro como dois bonecos na mão de um titeriteiro* inábil.

Ah, talvez valesse a pena dizer que houve um telefonema que não pôde haver; entretanto, é possível que não adiantasse nada. Para que explicações? Esqueçamos as pequenas coisas mortificantes; o silêncio torna tudo menos penoso; lembremos apenas as coisas douradas e digamos apenas a pequena palavra: adeus.

A pequena palavra que se alonga como um canto de cigarra perdido numa tarde de domingo.

* Pessoa que movimenta bonecos articulados com fios.


(Rubem Braga)

Identifique abaixo as afirmativas verdadeiras ( V ) e as falsas ( F ).
( ) As palavras “despedida” e “separação” são homônimas. ( ) Na frase “…procura-a por um instante” o “a” é um pronome oblíquo que substitui a palavra “outra”. ( ) No último período do primeiro parágrafo, todos os verbos estão no pretérito perfeito e há uma próclise obrigatória. ( ) Na frase “haverá outros verões”, se o verbo “haver” for trocado por “existir”, teremos a seguinte construção: “Existirão outros verões”. ( ) Na frase “E que houve momentos perfeitos que passaram, mas não se perderam”, a vírgula foi usada para separar um período composto por coordenação.
Assinale a alternativa que indica a sequência correta, de cima para baixo.
Alternativas
Q1923976 Português

Leia o texto.


Cafezinho

Leio a reclamação de um repórter irritado que precisava falar com um delegado e lhe disseram que o homem havia ido tomar um cafezinho. Ele esperou longamente e chegou à conclusão de que o funcionário passou o dia inteiro tomando café.


Tinha razão o rapaz de ficar zangado. Mas com um pouco de imaginação e bom humor podemos pensar que uma das delícias do gênio carioca é exatamente esta frase:


— Ele foi tomar café.


A vida é triste e complicada. Diariamente é preciso falar com um número excessivo de pessoas. O remédio é ir tomar um “cafezinho”. Para quem espera nervosamente, esse “cafezinho” é qualquer coisa infinita e torturante.


Depois de esperar duas ou três horas dá vontade de dizer:


— Bem cavalheiro, eu me retiro. Naturalmente o Sr. Bonifácio morreu afogado no cafezinho.


Ah, sim, mergulhemos de corpo e alma no cafezinho. Sim, deixemos em todos os lugares este recado simples e vago:


— Ele saiu para tomar um café e disse que volta já.


Quando a bem-amada vier com seus olhos tristes e perguntar:


— Ele está? alguém dará o nosso recado sem endereço.


Quando vier o amigo e quando vier o credor, e quando vier o parente, e quando vier a tristeza, e quando a morte vier, o recado será o mesmo:


— Ele disse que ia tomar um cafezinho...


Podemos, ainda, deixar o chapéu. Devemos até comprar um chapéu especialmente para deixá-lo. Assim dirão:


— Ele foi tomar um café. Com certeza volta logo. O chapéu dele está aí...


Ah! Fujamos assim, sem drama, sem tristeza, fujamos assim. A vida é complicada demais. Gastamos muito pensamento, muito sentimento, muita palavra. O melhor é não estar.


Quando vier a grande hora de nosso destino nós teremos saído há uns cinco minutos para tomar um café. Vamos, vamos tomar um cafezinho.


(Rubem Braga)

Analise as frases abaixo quanto ao uso correto de pronomes.


( ) É hora deles voltarem e a ti não te convém interferir.


( ) Deixaram o recado conosco mesmo: “O repórter queria falar consigo, delegado!”.


( ) Sabia que não lhes veria mais; isto era para mim, conscientemente, entender.


( ) Para mim, sair para o cafezinho ainda é um sacrifício.


( ) Vossa Senhoria julga que posso auxiliá-lo em sua agenda?


Assinale a alternativa que indica todas as frases corretas.

Alternativas
Q1923645 Português
O objeto indireto é um termo da oração que complementa o sentido do verbo transitivo indireto.

Assinale a opção em que o pronome pessoal oblíquo exerce a função de objeto indireto.
Alternativas
Respostas
4681: D
4682: C
4683: D
4684: A
4685: A
4686: B
4687: E
4688: E
4689: E
4690: D
4691: B
4692: C
4693: A
4694: C
4695: C
4696: D
4697: B
4698: C
4699: D
4700: C