Questões de Concurso Comentadas sobre morfologia - pronomes em português

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Q1933815 Português
Leia o texto de Rubem Braga, escrito em novembro de 1944, quando o autor era correspondente de guerra, para responder à questão.

A procissão de guerra

   Corremos pela estrada, mas o jipe tem de ir lentamente.
   Em sentido contrário, um pesado e lento comboio de enormes caminhões avança – e em nossa frente, na mesma direção em que vamos, se arrasta outro.
   É impossível passar. As estradas da Itália são boas, mas são estreitas. É preciso ter paciência.
    A esta hora, em milhares de outras estradas do mundo os caminhões estão assim, em comboios, rodando para a guerra ou para a retaguarda.
    É a procissão da guerra.
   Tu segues com uma caneta-tinteiro e um pedaço de chocolate no bolso. Aquele leva caixas de comida, o outro caixas de munição, óculos para ver o inimigo, armas para matá-lo, botinas, braços e pernas, mapas, cérebros, cartas de mulheres distantes, saudosas ou não, com retratos de crianças, capotes – uma guerra se faz com tudo, exige tudo, engole tudo.
    Entramos em uma cidade e durante 20 minutos avançamos por ruas onde não há uma só casa em pé.
    Da primeira vez, confrangem essas ruas de casas estripadas que mostram as vísceras de suas paredes íntimas, num despudor de ruína completa.
    Nesses montes de escombros estão soterrados os reinos íntimos, as antigas ternuras, as inúteis e longas discussões domésticas – e, às vezes, num pedaço de parede que se equilibra entre ruínas, aparece, num ridículo macabro, a legenda da última fanfarronada fascista: Vincere!*
     Avançamos entre os montões de tijolos, pó e traves quebradas.
    Agora isso já não interessa aos nossos olhos: essa desgraça é monótona. Entretanto, nessa cidade devastada pela maldição da guerra, onde nem os ratos se arriscam mais, há alguma coisa que chama a atenção e comove.
     É um arbusto que tombou entre os escombros – mas em meio à montoeira de entulho ainda tenta sobreviver, e permanece verde, sugando, por escassos canais, debaixo da terra calcinada, alguma seiva rara.
    E essa pequena árvore que se recusa a morrer, essa pequena árvore patética, é a única nota de humanidade do quarteirão arrasado.
      Prossegue a nossa procissão e, afinal, nosso jipe se liberta e corre entre as campinas.


(Coleção melhores crônicas: Rubem Braga.
Seleção de Carlos Ribeiro. Global, 2013. Adaptado)

*“Vencer”, frase dita por Benito Mussolini.
Considerando a frase – Agora isso já não interessa aos nossos olhos: essa desgraça é monótona. (11º parágrafo) –, assinale a alternativa que, correta e respectivamente, indica à qual informação o pronome “isso” faz referência e traz observação pertinente acerca da declaração introduzida pelos dois-pontos.
Alternativas
Q1933459 Português
O texto a seguir é referência para a questão.

Nos dias atuais, qual o real motivo de se discutir temas como a forma da Terra ou a eficácia das vacinas?

Do ponto de vista prático, para a maior parte das pessoas, a questão sobre o formato do planeta é irrelevante. A vida segue seu fluxo, independentemente de se entender __________ a Terra não é plana. No fundo, isso é verdade sobre quase tudo; temos a impressão __________ podemos seguir adiante com nossas vidas sem entrar em detalhe sobre como funciona o mundo.
Mas essa não é apenas uma questão sobre a forma do nosso planeta, e sim sobre a nossa crença e confiança em um sistema lógico e coerente capaz de explicar o mundo: a ciência.
No momento __________ conhecimentos consolidados como a esfericidade da Terra passam a ser questionados de maneira simplória, abrem-se as portas para um mundo ilógico, __________ toda sorte de ideia pseudocientífica tem lugar. Perde-se a crença na eficácia das vacinas, na utilidade da energia nuclear, na ecologia planetária, para citar alguns de seus perigos. Procurar entender o formato de nosso planeta é procurar entender o mundo. E esse é o método mais eficiente _______ conhecemos para melhorá-lo.

(Disponível em: https://cienciahoje.org.br/artigo/pequenas-perguntas-grandes-questoes-383/.) 
Assinale a alternativa que preenche corretamente as lacunas acima, de acordo com a ordem em que aparecem no texto. 
Alternativas
Q1932340 Português
Leia o texto a seguir e responda à questão.

Por que é tão difícil admitir que estamos errados? A psiquiatria explica



(POLLO, Luiza. Por que é tão difícil admitir que estamos errados? A psiquiatria explica. TAB Uol, 13 jun. 2020. Com adaptações. Disponível em: <
https://tab.uol.com.br/noticias/redacao/2020/06/13/como-neurociencia-e-psiquiatria-explicam-nossa-dificuldade-em-admitir-erros.htm>)

Considere o período "A neurocientista pesquisa, há quase 20 anos, como o nosso cérebro reage à chegada de novas informações e descobriu que ele não grava tão bem aquelas que vão contra o que acreditamos — principalmente quando são negativas" (linhas 14 a 16). Julgue as seguintes afirmações sobre sua construção sintática:
I. Uma das posições que "há quase 20 anos" pode ocupar no período é após a conjunção 'e''.
II. Há duas orações conectadas por "e" que compartilham o mesmo sujeito.
III. As duas ocorrências do pronome relativo "que" marcam a introdução de oração com valor adjetivo.
IV. A oração subordinada "como o nosso cérebro reage à chegada de novas informações" exerce função de objeto direto e possui, em sua composição, um objeto indireto. 
Alternativas
Q1932031 Português
Quanto à colocação dos pronomes, assinale a alternativa que apresenta um caso de próclise. 
Alternativas
Q1931228 Português
O texto seguinte servirá de base para responder a questão.


TERRA: O PLANETA DA VIDA

(1º§) Até o momento, não se conhece nenhum outro lugar do Universo, além da Terra, que reúna condições para a existência de vida. As atividades humanas no nosso planeta, porém, têm reduzido cada vez mais essas condições.

(2º§) O crescimento constante da população e o consequente aumento do consumo vêm causando a destruição progressiva dos recursos disponíveis e modificando rapidamente o ambiente. Incrível! Muita reflexão! Conscientização sempre!

(3º§) A maioria dos seres vivos só se utiliza daquilo que realmente precisa para subsistir. O homem não, pois com seus instrumentos e máquinas é capaz de multiplicar infinitamente o trabalho que seria feito por um só indivíduo.

(4º§) Assim, ele se apropria intensiva e rapidamente dos recursos e rompe o equilíbrio frágil e extremamente complexo da natureza. Desse modo, prejudica os demais seres vivos, ocasionando, muitas vezes, sua total destruição.

(5º§) O número de habitantes do planeta, porém, cresce sem parar, e muitas áreas produtivas da Terra já foram, e continuam sendo, ocupadas sem planejamento e exploradas de modo inadequado. Se continuarmos a agir assim, esgotando os recursos da natureza, em pouco tempo só restarão na Terra ambientes impróprios para vida e sem possibilidade de recuperação.

(6º§) Mas uma espécie como a nossa, capaz de realizações magníficas no campo das artes, das ciências e da filosofia, deverá saber organizar-se e encontrar soluções adequadas para garantir sua permanência na Terra.

(7º§) Pense na riqueza do "Nosso Planeta". Lute pela sua salvação enquanto há tempo!


(MATTOS. Neide Simões de. et al. Nós e o ambiente. Editora Scipione, 1990.In: Atividade e Criatividade - A redação passada a limpo. José de Nicola.Vol.4)
Marque a frase escrita com exemplo de próclise.
Alternativas
Q1931226 Português
O texto seguinte servirá de base para responder a questão.


TERRA: O PLANETA DA VIDA

(1º§) Até o momento, não se conhece nenhum outro lugar do Universo, além da Terra, que reúna condições para a existência de vida. As atividades humanas no nosso planeta, porém, têm reduzido cada vez mais essas condições.

(2º§) O crescimento constante da população e o consequente aumento do consumo vêm causando a destruição progressiva dos recursos disponíveis e modificando rapidamente o ambiente. Incrível! Muita reflexão! Conscientização sempre!

(3º§) A maioria dos seres vivos só se utiliza daquilo que realmente precisa para subsistir. O homem não, pois com seus instrumentos e máquinas é capaz de multiplicar infinitamente o trabalho que seria feito por um só indivíduo.

(4º§) Assim, ele se apropria intensiva e rapidamente dos recursos e rompe o equilíbrio frágil e extremamente complexo da natureza. Desse modo, prejudica os demais seres vivos, ocasionando, muitas vezes, sua total destruição.

(5º§) O número de habitantes do planeta, porém, cresce sem parar, e muitas áreas produtivas da Terra já foram, e continuam sendo, ocupadas sem planejamento e exploradas de modo inadequado. Se continuarmos a agir assim, esgotando os recursos da natureza, em pouco tempo só restarão na Terra ambientes impróprios para vida e sem possibilidade de recuperação.

(6º§) Mas uma espécie como a nossa, capaz de realizações magníficas no campo das artes, das ciências e da filosofia, deverá saber organizar-se e encontrar soluções adequadas para garantir sua permanência na Terra.

(7º§) Pense na riqueza do "Nosso Planeta". Lute pela sua salvação enquanto há tempo!


(MATTOS. Neide Simões de. et al. Nós e o ambiente. Editora Scipione, 1990.In: Atividade e Criatividade - A redação passada a limpo. José de Nicola.Vol.4)
Marque o parágrafo que inicia com conjunção que tem ideia adversativa e dentro do mesmo parágrafo existe uma locução verbal composta por um verbo de primeira conjugação escrito com exemplo de ênclise.
Alternativas
Q1931223 Português
O texto seguinte servirá de base para responder a questão.


TERRA: O PLANETA DA VIDA

(1º§) Até o momento, não se conhece nenhum outro lugar do Universo, além da Terra, que reúna condições para a existência de vida. As atividades humanas no nosso planeta, porém, têm reduzido cada vez mais essas condições.

(2º§) O crescimento constante da população e o consequente aumento do consumo vêm causando a destruição progressiva dos recursos disponíveis e modificando rapidamente o ambiente. Incrível! Muita reflexão! Conscientização sempre!

(3º§) A maioria dos seres vivos só se utiliza daquilo que realmente precisa para subsistir. O homem não, pois com seus instrumentos e máquinas é capaz de multiplicar infinitamente o trabalho que seria feito por um só indivíduo.

(4º§) Assim, ele se apropria intensiva e rapidamente dos recursos e rompe o equilíbrio frágil e extremamente complexo da natureza. Desse modo, prejudica os demais seres vivos, ocasionando, muitas vezes, sua total destruição.

(5º§) O número de habitantes do planeta, porém, cresce sem parar, e muitas áreas produtivas da Terra já foram, e continuam sendo, ocupadas sem planejamento e exploradas de modo inadequado. Se continuarmos a agir assim, esgotando os recursos da natureza, em pouco tempo só restarão na Terra ambientes impróprios para vida e sem possibilidade de recuperação.

(6º§) Mas uma espécie como a nossa, capaz de realizações magníficas no campo das artes, das ciências e da filosofia, deverá saber organizar-se e encontrar soluções adequadas para garantir sua permanência na Terra.

(7º§) Pense na riqueza do "Nosso Planeta". Lute pela sua salvação enquanto há tempo!


(MATTOS. Neide Simões de. et al. Nós e o ambiente. Editora Scipione, 1990.In: Atividade e Criatividade - A redação passada a limpo. José de Nicola.Vol.4)
Marque a alternativa com informação CORRETA.
Alternativas
Q1931195 Português

O texto seguinte servirá de base para responder a questão.


TERRA: O PLANETA DA VIDA

(1º§) Até o momento, não se conhece nenhum outro lugar do Universo, além da Terra, que reúna condições para a existência de vida. As atividades humanas no nosso planeta, porém, têm reduzido cada vez mais essas condições.

(2º§) O crescimento constante da população e o consequente aumento do consumo vêm causando a destruição progressiva dos recursos disponíveis e modificando rapidamente o ambiente. Incrível! Muita reflexão! Conscientização sempre!

(3º§) A maioria dos seres vivos só se utiliza daquilo que realmente precisa para subsistir. O homem não, pois com seus instrumentos e máquinas é capaz de multiplicar infinitamente o trabalho que seria feito por um só indivíduo.

(4º§) Assim, ele se apropria intensiva e rapidamente dos recursos e rompe o equilíbrio frágil e extremamente complexo da natureza. Desse modo, prejudica os demais seres vivos, ocasionando, muitas vezes, sua total destruição.

(5º§) O número de habitantes do planeta, porém, cresce sem parar, e muitas áreas produtivas da Terra já foram, e continuam sendo, ocupadas sem planejamento e exploradas de modo inadequado. Se continuarmos a agir assim, esgotando os recursos da natureza, em pouco tempo só restarão na Terra ambientes impróprios para vida e sem possibilidade de recuperação.

(6º§) Mas uma espécie como a nossa, capaz de realizações magníficas no campo das artes, das ciências e da filosofia, deverá saber organizar-se e encontrar soluções adequadas para garantir sua permanência na Terra.

(7º§) Pense na riqueza do "Nosso Planeta". Lute pela sua salvação enquanto há tempo!



(MATTOS. Neide Simões de. et al. Nós e o ambiente. Editora Scipione, 1990.In: Atividade e Criatividade - A redação passada a limpo. José de Nicola.Vol.4
Marque a alternativa com informação INCORRETA. 
Alternativas
Q1931162 Português
O texto seguinte servirá de base para responder a questão.


VOCÊ VALE MAIS DO QUE PENSA! É NOTA 10!

(1º§) Você é uma pessoa de muito valor, nunca meça sua vida, seu caráter, seus sentimentos e seus objetivos pela régua dos outros. Seu futuro não pode ser previsto, depende do processo aplicado em sua construção. Por isso, o sucesso do seu futuro está em suas mãos: construa ele pelo que você é ou viverá com ele disponível nas prateleiras do mundo, para que os outros o tomem para si e façam dele o que quiserem.

(2º§) VOCÊ VALE MAIS DO QUE PENSA! É NOTA 10!

(3º§) Os mistérios nos intrigam justamente por serem difíceis de decifrar, a busca por objetivos nos leva por caminhos às vezes mais lindos que os próprios objetivos. Nessa frenética maneira de viver, é possível que você tenha se esquecido de quanto realmente vale e, talvez por não se dar o devido valor, esteja permitindo que outras pessoas o tratem inadequadamente; talvez por não se dar o devido valor, esteja sendo vítima de injustiças; talvez por não se dar o devido valor, seu coração esteja sofrendo e seu corpo pedindo água.

(4º§) VOCÊ VALE MAIS DO QUE PENSA! É NOTA 10!

(5º§) Ninguém tem o direito de lhe causar nenhum mal, a não ser que você permita, e a maior permissão que podemos dar é quando não nos valorizamos o suficiente, anulando-nos diante de situações em que deveríamos nos impor segundo nossos padrões de formação.

(6º§) VOCÊ VALE MAIS DO QUE PENSA! - É NOTA 10!

(7º§) Pare de se anular e de se limitar permitindo que seu destino seja apenas o que o dia propõe; valorize-se, motive-se e dê você as cartas, decidindo o que é melhor para si e mostrando às pessoas seu valor. Qualquer pessoa tem dentro de si habilidades importantes, e é pela soma delas a uma conduta ética que inserimos nosso ritmo individual ao mundo.

(8º§) VOCÊ VALE MAIS DO QUE PENSA! - É NOTA 10!

(9º§) Você é uma pessoa muito valiosa, muito digna, superimportante. São essas as impressões que deve cultivar em seu coração. Aumente seu amor-próprio, aumente sua autoestima, conte suas dádivas, acredite mais em você. A vida gosta de quem se gosta e valoriza quem se valoriza.


(Fonte: Livro Super dicas Para Motivar Sua Vida);
(http://sucesso.powerminas.com/texto-de-motivacao-mudancas/)
Marque a alternativa com análise INCORRETA.
Alternativas
Q1931160 Português
O texto seguinte servirá de base para responder a questão.


VOCÊ VALE MAIS DO QUE PENSA! É NOTA 10!

(1º§) Você é uma pessoa de muito valor, nunca meça sua vida, seu caráter, seus sentimentos e seus objetivos pela régua dos outros. Seu futuro não pode ser previsto, depende do processo aplicado em sua construção. Por isso, o sucesso do seu futuro está em suas mãos: construa ele pelo que você é ou viverá com ele disponível nas prateleiras do mundo, para que os outros o tomem para si e façam dele o que quiserem.

(2º§) VOCÊ VALE MAIS DO QUE PENSA! É NOTA 10!

(3º§) Os mistérios nos intrigam justamente por serem difíceis de decifrar, a busca por objetivos nos leva por caminhos às vezes mais lindos que os próprios objetivos. Nessa frenética maneira de viver, é possível que você tenha se esquecido de quanto realmente vale e, talvez por não se dar o devido valor, esteja permitindo que outras pessoas o tratem inadequadamente; talvez por não se dar o devido valor, esteja sendo vítima de injustiças; talvez por não se dar o devido valor, seu coração esteja sofrendo e seu corpo pedindo água.

(4º§) VOCÊ VALE MAIS DO QUE PENSA! É NOTA 10!

(5º§) Ninguém tem o direito de lhe causar nenhum mal, a não ser que você permita, e a maior permissão que podemos dar é quando não nos valorizamos o suficiente, anulando-nos diante de situações em que deveríamos nos impor segundo nossos padrões de formação.

(6º§) VOCÊ VALE MAIS DO QUE PENSA! - É NOTA 10!

(7º§) Pare de se anular e de se limitar permitindo que seu destino seja apenas o que o dia propõe; valorize-se, motive-se e dê você as cartas, decidindo o que é melhor para si e mostrando às pessoas seu valor. Qualquer pessoa tem dentro de si habilidades importantes, e é pela soma delas a uma conduta ética que inserimos nosso ritmo individual ao mundo.

(8º§) VOCÊ VALE MAIS DO QUE PENSA! - É NOTA 10!

(9º§) Você é uma pessoa muito valiosa, muito digna, superimportante. São essas as impressões que deve cultivar em seu coração. Aumente seu amor-próprio, aumente sua autoestima, conte suas dádivas, acredite mais em você. A vida gosta de quem se gosta e valoriza quem se valoriza.


(Fonte: Livro Super dicas Para Motivar Sua Vida);
(http://sucesso.powerminas.com/texto-de-motivacao-mudancas/)
Sobre a estrutura do (1º§), marque a afirmação INCORRETA.
Alternativas
Q1931154 Português
O texto seguinte servirá de base para responder a questão.


VOCÊ VALE MAIS DO QUE PENSA! É NOTA 10!

(1º§) Você é uma pessoa de muito valor, nunca meça sua vida, seu caráter, seus sentimentos e seus objetivos pela régua dos outros. Seu futuro não pode ser previsto, depende do processo aplicado em sua construção. Por isso, o sucesso do seu futuro está em suas mãos: construa ele pelo que você é ou viverá com ele disponível nas prateleiras do mundo, para que os outros o tomem para si e façam dele o que quiserem.

(2º§) VOCÊ VALE MAIS DO QUE PENSA! É NOTA 10!

(3º§) Os mistérios nos intrigam justamente por serem difíceis de decifrar, a busca por objetivos nos leva por caminhos às vezes mais lindos que os próprios objetivos. Nessa frenética maneira de viver, é possível que você tenha se esquecido de quanto realmente vale e, talvez por não se dar o devido valor, esteja permitindo que outras pessoas o tratem inadequadamente; talvez por não se dar o devido valor, esteja sendo vítima de injustiças; talvez por não se dar o devido valor, seu coração esteja sofrendo e seu corpo pedindo água.

(4º§) VOCÊ VALE MAIS DO QUE PENSA! É NOTA 10!

(5º§) Ninguém tem o direito de lhe causar nenhum mal, a não ser que você permita, e a maior permissão que podemos dar é quando não nos valorizamos o suficiente, anulando-nos diante de situações em que deveríamos nos impor segundo nossos padrões de formação.

(6º§) VOCÊ VALE MAIS DO QUE PENSA! - É NOTA 10!

(7º§) Pare de se anular e de se limitar permitindo que seu destino seja apenas o que o dia propõe; valorize-se, motive-se e dê você as cartas, decidindo o que é melhor para si e mostrando às pessoas seu valor. Qualquer pessoa tem dentro de si habilidades importantes, e é pela soma delas a uma conduta ética que inserimos nosso ritmo individual ao mundo.

(8º§) VOCÊ VALE MAIS DO QUE PENSA! - É NOTA 10!

(9º§) Você é uma pessoa muito valiosa, muito digna, superimportante. São essas as impressões que deve cultivar em seu coração. Aumente seu amor-próprio, aumente sua autoestima, conte suas dádivas, acredite mais em você. A vida gosta de quem se gosta e valoriza quem se valoriza.


(Fonte: Livro Super dicas Para Motivar Sua Vida);
(http://sucesso.powerminas.com/texto-de-motivacao-mudancas/)
Marque o que NÃO se comprova em: "Você vale mais do que pensa! - É nota 10!" 
Alternativas
Q1930969 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

Zé Alegria

Havia uma fazenda onde os trabalhadores viviam tristes e isolados.

Eles estendiam suas roupas surradas no varal e alimentavam seus magros cães com o pouco que sobrava das refeições.

Todos que viviam ali trabalhavam na roça do Sinhozinho João, um homem rico e poderoso. Esse, sendo dono de muitas terras, exigia que todos trabalhassem duro, pagando muito pouco por isso.

Um dia, chegou ali um novo empregado, cujo apelido era Zé Alegria.

Era um jovem agricultor em busca de trabalho.

Recebeu, como todos, uma velha casa onde iria morar enquanto trabalhasse ali.

O jovem vendo aquela casa suja e largada, resolveu dar-lhe vida nova.

Pegou uma parte de suas economias, foi até a cidade e comprou algumas latas de tinta.

Chegando em casa, cuidou da limpeza e, em suas horas vagas, lixou e pintou as paredes com cores alegres e brilhantes, além de colocar flores nos vasos.

Aquela casa limpa e arrumada chamava a atenção de todos que passavam.

O jovem sempre trabalhava alegre e feliz na fazenda, era por isso que tinha esse apelido.

Os outros trabalhadores lhe perguntavam:

- Como você consegue trabalhar feliz e sempre cantando com o pouco dinheiro que ganhamos?

O jovem olhou bem para os amigos e disse:

- Bem, esse trabalho, hoje é tudo que eu tenho.

Ao invés de blasfemar e reclamar, prefiro agradecer por ele.

Quando aceitei este trabalho, sabia de suas limitações.

Não é justo que agora que estou aqui, fique reclamando.

Farei com capricho e amor aquilo que aceitei fazer.

Os outros olharam admirados. "Como ele podia pensar assim?"

Afinal, acreditavam ser vítimas das circunstâncias abandonados pelo destino...

O entusiasmo do rapaz, em pouco tempo, chamou a atenção de Sinhozinho, que passou a observar à distância os passos dele.

Um dia Sinhozinho pensou:

- Alguém que cuida com tanto cuidado e carinho da casa que emprestei, cuidará com o mesmo capricho da minha fazenda.

Ele é o único aqui que pensa como eu.

Estou velho e preciso de alguém que me ajude na administração da fazenda.

Sinhozinho foi até a casa do rapaz e, após tomar um café bem fresquinho, ofereceu ao jovem um emprego de administrador da fazenda.

O rapaz prontamente aceitou.

Seus amigos agricultores novamente foram perguntar-lhe:

- O que faz algumas pessoas serem bem-sucedidas e outras não?

E ouviram, com atenção, a resposta:

- Em minhas andanças, meus amigos, eu aprendi muito e o principal é que:

A vida é como um navio, e nós é que somos o capitão, não somos vítimas do destino. Existe em nós o livre-arbítrio, e com ele a capacidade de realizar e dar vida nova a tudo que nos cerca. E isso depende de cada um" 
O pronome em destaque no trecho: "Os outros trabalhadores LHE perguntavam", está exercendo a função sintática de:
Alternativas
Ano: 2022 Banca: UFPel-CES Órgão: UFPEL Prova: UFPel-CES - 2022 - UFPEL - Enfermeiro |
Q1930805 Português
Leia o texto a seguir para responder a questão.

Teoria Geral do Quase
Carlos Heitor Cony

  o terminar meu nono romance (Pilatos), há mais de vinte anos, prometi a mim mesmo que, acontecesse o que acontecesse, aquele seria o último. Nada mais teria a dizer – se é que cheguei a dizer alguma coisa.
    Daí a repugnância em considerar este Quase memória como romance. Falta-lhe, entre outras coisas, a linguagem. Ela oscila, desgovernada, entre a crônica, a reportagem e, até mesmo, a ficção.  
   Prefiro classificá-lo como “quase-romance” – que de fato o é. Além da linguagem, os personagens reais e irreais se misturam, improvavelmente, e, para piorar, alguns deles com os próprios nomes do registro civil. Uns e outros são fictícios. Repetindo o anti-herói da história, não existem coincidências, logo, as semelhanças, por serem coincidências, também não existem.
   No quase-quase de um quase-romance de uma quase-memória, adoto um dos lemas do personagem central deste livro, embora às avessas: amanhã não farei mais essas coisas.

C.H.C

Referência: CONY, Carlos Heitor. Quase memória: quase-romance. São Paulo: Companhia das Letras, 1995.
No texto há diversos elementos gramaticais que permitem que seja coeso e coerente. Na frase do 3º parágrafo, “Prefiro classificá-lo como “quase-romance” – que de fato o é.”, é correto afirmar que as partículas “lo” e “o” remetem, respectivamente, a
Alternativas
Ano: 2022 Banca: UFPel-CES Órgão: UFPEL Prova: UFPel-CES - 2022 - UFPEL - Enfermeiro |
Q1930801 Português

Leia o texto a seguir para responder a questão.


Palavras gordas, ideias magras

Rodrigo Gurgel 


   “Você precisa florear o seu texto. Um texto precisa ter palavras bonitas.” Era o que eu ouvia na escola quando comecei a escrever o que antigamente chamávamos de “composições” — o que hoje todos conhecem como “redação”.

     Quantos professores não continuam repetindo a mesmíssima coisa para seus alunos e perpetuando a ideia falsa de que todo texto precisa ser, principalmente, enfeitado? Eles, contudo, não o fazem por mal. Repetem esses lugares-comuns porque desconhecem o que é literatura e porque aprenderam que escrever é um exercício de adiposidade verbal: usar palavras gordas para ideias magras, como dizia Álvaro Lins. E é mais fácil repetir o que se aprendeu.

     Sejam quais forem as razões que os levam a fazê-lo, o fato é que, ao repetir o aprendido, propagam uma retórica que poderíamos sem exagero chamar de venenosa. Essa retórica, difunde-a o escritor grandiloquente e os críticos que o incensam. Difunde-a a professora que escolhe textos palavrosos e cheios de uma adjetivação vazia, mostrando-os aos alunos como exemplos de boa literatura. Difunde-a o jornalista com seus chavões e frases de efeito em textos ocos e mal escritos. Difundem-na as escolas, os jornais, os portais de notícias da web, de modo que, em toda a parte, o que se encontra é só repetição. 

   Literários ou não, tais textos não refletem aquilo que o escritor ou autor realmente pensa: não passam de macaqueação. Revelam ainda o equívoco de conceber a escrita como o ato de reunir conceitos prontos e expressões lidas e/ou ouvidas em algum lugar — e enfiá-los todos num papel (ou numa tela). Mas não há escrita sem reflexão. As palavras precisam expressar o que o escritor realmente deseja expressar. Por isso, para se desenredar da retórica perniciosa, quem escreve tem de pensar de forma clara e adequar o seu pensamento às palavras.  

     Essa questão não nos apresenta somente um problema linguístico ou estético, senão também um problema ético. Pois no substrato da imprecisão no uso das palavras ou do excesso de palavras vazias, há duas coisas: incompetência e insinceridade. Males felizmente remediáveis.

    A incompetência se revolve com o estudo, a leitura de bons autores e a produção consciente de textos. A insinceridade, por sua vez, resolve-se com uma mudança de comportamento. É preciso ser sincero consigo mesmo e fazer com que suas palavras digam aquilo que de fato você quer dizer. É preciso, enfim, deixar de ser um mero repetidor.


Disponível em: https://rodrigogurgel.com.br/palavras-gordas-ideias-magras/ Acesso em abril 2022.

No 3º parágrafo, o pronome utilizado junto ao verbo difundir, em todos os casos, retoma o termo
Alternativas
Q1930592 Português
Texto 2 para a questão.

Por
Redação
Data de Publicação
27/04/2020
Editorial
Notícias

Como sou um otimista incorrigível —embora os fatos, muitas vezes, me desmintam—, creio que, após a pandemia, nossa sociedade em particular e o mundo em geral irão emergir mais conscientes da nossa fragilidade. E isso nos encaminhará para um tipo de sociedade mais solidária, respeitosa e cidadã.
O ser humano, quando em contato com o perigo, volta-se para seu interior e, ensimesmado, passa a refletir o quanto o outro lhe é importante e tem valor; e, nesse sentido, o quanto a alteridade precisa ser preservada. Passado o perigo, refazemos nossos laços e buscamos nos aproximar daqueles que se distanciaram, seja por questões físicas, seja por questões, digamos, ideológicas.

Paulo Martins
Professor livre-docente de letras clássicas e vice-diretor da FFLCH-USP
(Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas - Universidade de São Paulo); autor de 'Imagem e Poder' (Edusp), entre outros

Disponível em: https://www.fflch.usp.br/2196. Acesso em 09 de maio de 2022.
Assinale a alternativa cuja declaração contém uma INCORREÇÃO no tocante à Colocação Pronominal.
Alternativas
Q1930587 Português
Observe o texto abaixo:
“Entendo que solidariedade é enxergar no próximo as lágrimas nunca choradas e as angústias nunca verbalizadas.” (Augusto Cury)

Sobre Classes Gramaticais, assinale a alternativa CORRETA.
Alternativas
Q1930520 Português
Assinalar a alternativa cuja colocação pronominal está CORRETA:
Alternativas
Q1930256 Português
A arte

A arte acompanha o ser humano desde sempre. Defini-la, contudo, é tarefa difícil. Sobre ela não existe um conceito universalmente pacífico. Os clássicos buscavam entendê-la. Aristóteles a conceitua como disposição permanente para produzir coisas de um modo racional. Platão, por sua vez, como capacidade de fazer algo por meio da inteligência, através de um aprendizado. A arte para ele tem na capacidade criadora do ser humano seu sentido geral.

O Renascimento proporcionou mudança na mentalidade conceitual da arte ao separá-la dos ofícios e das ciências. À época a poesia, por exemplo, passou a ser considerada arte ao invés de um tipo de filosofia ou mesmo profecia. A partir daí nota-se inclusive uma melhora na percepção e na situação social do artista, pois os nobres e os ricos europeus aguçaram seus interesses pela beleza. A arte consagra-se como um objeto de consumo estético da nobreza e das altas classes sociais.

O romantismo culminou no século 19 com a ideia de que a arte surge espontaneamente do indivíduo, pois a obra artística emerge do interior do artista e de sua própria linguagem natural. Valoriza-se a sensibilidade e a fantasia. Arthur Schopenhauer afirmou que a arte é uma via de escape do estado de infelicidade do próprio homem, já que a arte é a reconciliação entre a vontade e a consciência, entre o objeto e o sujeito, alcançando um estado de contemplação, de felicidade. Finalmente, a arte fala o idioma da intuição, não o da reflexão. É ela uma forma de liberar-se da vontade, de ir além do eu.

O esteticismo de finais do século 19 é uma reação ao materialismo advindo com a Revolução Industrial. Charles Baudelaire aponta vir a beleza da paixão e, como cada indivíduo tem sua própria paixão, também tem seu próprio conceito de beleza. Para ele o artista é o herói da modernidade, cuja qualidade principal é a melancolia, que é o anseio pela beleza ideal.

No Brasil, entre 11 e 18 de fevereiro de 1922, artistas propuseram uma nova visão de arte à luz de uma estética inovadora inspirada na vanguarda europeia, evento esse que, embora nascido em São Paulo, ficou nacionalmente conhecido como a Semana da Arte Moderna: uma manifestação artística cultural que reuniu apresentações de danças, esculturas, músicas, poesias e recitais. Uma ação que impactou e transformou a arte modernista brasileira. Tratou-se, não há dúvidas, de uma emancipação estética patrocinada por artistas, escritores, músicos e pintores.

Se para São Tomás de Aquino a arte é o reto ordenamento da razão, para Pablo Picasso, a arte é a mentira que nos ajuda a ver a verdade. Ambos estarão certos. Quiçá, por isso, se aceita o conceito de arte englobar todas as criações realizadas pelo ser humano para expressar sua visão mais sensível acerca do mundo, seja real ou imaginário. Através da arte o ser humano expressa ideias, emoções, percepções e sensações. Em consequência, a arte liberta e emancipa.

A arte engloba arquitetura, cinema, dança, desenho, escultura, fotografia, literatura, música, pintura, poesia. Hoje em dia, em pleno século 21, até mesmo a televisão, a moda, a publicidade e os videojogos são por muitos considerados como manifestações artísticas. Segundo René Huyghe, a arte e o homem são indissociáveis. Não há arte sem homem, muito menos homem sem arte. O ser isolado ou a civilização que não chega à arte estão ameaçados por uma secreta asfixia espiritual, por uma turbação moral. Para a Unesco, a arte é chave para formar gerações capazes de reinventar o mundo herdado. Ela reforça a vitalidade das identidades culturais e promove a relação com outras comunidades.

A arte é a capacidade humana de criação. É a expressão ou aplicação de habilidades criativas e a imaginação para criar obras que são apreciadas principalmente por sua beleza, intelecto ou poder emocional. Seus resultados são obtidos por distintos meios. A arte de cozinhar, de pintar quadros, de grafitar, as artes plásticas, a arte de compor (poemas e partituras musicais), a gravura, a impressão de livros e, até mesmo, atrelados a um conceito mais severo, meios hoje em dia causadores de grande repulsa social, como a caça e a guerra, podem ser considerados como arte. O ser humano e a arte estão rigorosamente conectados. A arte liberta. E, atualmente, a arte de viver cada vez mais se faz indispensável para a emancipação humana.

Renato Zerbini Ribeiro Leão. Disponível em: https://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia/opini ao/2020/01/26/internas_opiniao,823467/artigo-aarte.shtml (Adaptado)
Para a colocação do pronome destacado na passagem “(...) para Pablo Picasso, a arte é a mentira que nos ajuda a ver a verdade.” (6º parágrafo), há uma correta afirmativa em:
Alternativas
Q1928768 Português


Dez minutos de idade


Fernando Sabino


        A enfermeira surgida de uma porta me impôs silêncio com o dedo junto aos lábios e mandou-me entrar. Estava nascendo! Era um menino.


        Nem bonito nem feio; tem boca, orelhas, sexo e nariz no seu devido lugar, cinco dedos em cada mão e em cada pé. Realizou a grande temeridade de nascer, e saiu-se bem da empreitada. Já enfrentou dez minutos de vida. Ainda traz consigo, nos olhinhos esgazeados, um resto de eternidade.


        Portanto, alegremo-nos. A vida também não é bonita nem feia. Tem bocas que murmuram preces, orelhas sábias no escutar, sexos que se contentam, perfumes vários para o nariz, mãos que se apertam, dedos que acariciam, múltiplos caminhos para os pés. É verdade que algumas palavras, melhor fora nunca dizê-las, outras nunca escutá-las. Olhos há que procuram ver o que não podem, alguns narizes se metem onde não devem. Há muito prazer insatisfeito, muito desejo vão. Mãos que se fecham. Pés que se atropelam. Mas o simples ato de nascer já pressupõe tudo isso, o primeiro ar que se respira já contém as impurezas do mundo. O primeiro vagido é um desafio. A vida aceitou um novo corpo e o batismo vai traçar-lhe um destino. A luta se inicia: mais um que será salvo. Portanto, alegremo-nos.


        Menino sem nome ainda, não te prometo nada. Não sei se terás infância: brinquedos, quintal, monte de areia, fruta verde, casca de árvore, passarinho, porão de fantasmas, formigas em fila, beira de rio, galinha no choco, caco de vidro, pé machucado. O mundo de hoje, tal como o estou vendo da janela do meu apartamento, desconfio que te reserva para a infância um miraculoso aparelho eletrocosmogônico de brincar. Ou apenas uma eterna garrafa de Coca-Cola e um delicioso Chicabon.


        Aceita, menino, esses inofensivos divertimentos. Leva-os a sério, com toda aquela seriedade grave da infância, chupa o Chicabon, bebe a Coca-Cola, desmonta e torna a montar a miraculosa máquina de brincar de nosso século que a imaginação de teu pai jamais poderia sequer conceber. Impõe a essas coisas e a essa vida que te oferecerão como infância a sofreguidão da tua boca, a ousadia de teus olhos e a força de tuas mãos. Imprime a tudo que tocares a alegria que me deste por nasceres. Qualquer que seja tua infância, conquista-a, que te abençoo. Dela te nascerá uma convicção. Conquista-a também – e vá viver, em meu nome. Nada te posso dar senão um nome.


        Nada te posso dar. No teu primeiro instante de vida minha estrela não se apagou. Partiu-se em duas e lá no alto uma delas te espera, será tua. Nada te posso dar senão um nome e esta estrela. Se acreditares em estrela, vai buscá-la. 



SABINO, Fernando. Dez minutos de idade. In: A mulher do vizinho. Rio de Janeiro: Editora do Autor, 1962. p. 216-218.

Disponível em:

https://cronicabrasileira.org.br/cronicas/13156/dez-minutos-de-idade. Acesso em: 08 abr. 2022.

Por vezes, escritores literários fogem à norma gramatical padrão para a escrita em língua portuguesa devido, por exemplo, a questões de estilo ou a uma adequação de registro em relação ao interlocutor. No caso da colocação pronominal, o autor da crônica não seguiu as regras estabelecidas para a escrita em
Alternativas
Q1928767 Português


Dez minutos de idade


Fernando Sabino


        A enfermeira surgida de uma porta me impôs silêncio com o dedo junto aos lábios e mandou-me entrar. Estava nascendo! Era um menino.


        Nem bonito nem feio; tem boca, orelhas, sexo e nariz no seu devido lugar, cinco dedos em cada mão e em cada pé. Realizou a grande temeridade de nascer, e saiu-se bem da empreitada. Já enfrentou dez minutos de vida. Ainda traz consigo, nos olhinhos esgazeados, um resto de eternidade.


        Portanto, alegremo-nos. A vida também não é bonita nem feia. Tem bocas que murmuram preces, orelhas sábias no escutar, sexos que se contentam, perfumes vários para o nariz, mãos que se apertam, dedos que acariciam, múltiplos caminhos para os pés. É verdade que algumas palavras, melhor fora nunca dizê-las, outras nunca escutá-las. Olhos há que procuram ver o que não podem, alguns narizes se metem onde não devem. Há muito prazer insatisfeito, muito desejo vão. Mãos que se fecham. Pés que se atropelam. Mas o simples ato de nascer já pressupõe tudo isso, o primeiro ar que se respira já contém as impurezas do mundo. O primeiro vagido é um desafio. A vida aceitou um novo corpo e o batismo vai traçar-lhe um destino. A luta se inicia: mais um que será salvo. Portanto, alegremo-nos.


        Menino sem nome ainda, não te prometo nada. Não sei se terás infância: brinquedos, quintal, monte de areia, fruta verde, casca de árvore, passarinho, porão de fantasmas, formigas em fila, beira de rio, galinha no choco, caco de vidro, pé machucado. O mundo de hoje, tal como o estou vendo da janela do meu apartamento, desconfio que te reserva para a infância um miraculoso aparelho eletrocosmogônico de brincar. Ou apenas uma eterna garrafa de Coca-Cola e um delicioso Chicabon.


        Aceita, menino, esses inofensivos divertimentos. Leva-os a sério, com toda aquela seriedade grave da infância, chupa o Chicabon, bebe a Coca-Cola, desmonta e torna a montar a miraculosa máquina de brincar de nosso século que a imaginação de teu pai jamais poderia sequer conceber. Impõe a essas coisas e a essa vida que te oferecerão como infância a sofreguidão da tua boca, a ousadia de teus olhos e a força de tuas mãos. Imprime a tudo que tocares a alegria que me deste por nasceres. Qualquer que seja tua infância, conquista-a, que te abençoo. Dela te nascerá uma convicção. Conquista-a também – e vá viver, em meu nome. Nada te posso dar senão um nome.


        Nada te posso dar. No teu primeiro instante de vida minha estrela não se apagou. Partiu-se em duas e lá no alto uma delas te espera, será tua. Nada te posso dar senão um nome e esta estrela. Se acreditares em estrela, vai buscá-la. 



SABINO, Fernando. Dez minutos de idade. In: A mulher do vizinho. Rio de Janeiro: Editora do Autor, 1962. p. 216-218.

Disponível em:

https://cronicabrasileira.org.br/cronicas/13156/dez-minutos-de-idade. Acesso em: 08 abr. 2022.

No trecho “A vida aceitou um novo corpo e o batismo vai traçar-lhe um destino.”, o pronome lhe foi empregado para representar
Alternativas
Respostas
4661: C
4662: B
4663: D
4664: B
4665: C
4666: D
4667: D
4668: A
4669: A
4670: A
4671: C
4672: D
4673: C
4674: A
4675: B
4676: C
4677: A
4678: D
4679: B
4680: D