Questões de Concurso
Comentadas sobre morfologia - pronomes em português
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Atenção: Para responder à questão, considere o trecho da crônica “O VIP sem querer”, de Carlos Drummond de Andrade.

• Você ainda passa, porque está levando alguma coisa a alguém, e por isso lhe conferiram honras de VIP (24º parágrafo).
• é uma coisa que nasce com o indivíduo, ou não nasce, e jamais lhe será consubstancial (26º parágrafo).
Os pronomes sublinhados referem-se, respectivamente, a
Atenção: Para responder à questão, considere o poema de Mario Quintana.
Recordo ainda... e nada mais me importa…
Aqueles dias de uma luz tão mansa
Que me deixavam, sempre, de lembrança,
Algum brinquedo novo à minha porta...
Mas veio um vento de desesperança
Soprando cinzas pela noite morta!
E eu pendurei na galharia torta
Todos os meus brinquedos de criança...
Estrada afora após segui... Mas, ai,
Embora idade e senso eu aparente,
Não vos iluda o velho que aqui vai:
Eu quero os meus brinquedos novamente!
Sou um pobre menino... acreditai…
Que envelheceu, um dia, de repente!...
(QUINTANA, Mario. Melhores poemas. São Paulo: Global, 2005)
Texto para o item.

Internet: <www.metropoles.com/saúde> (com adaptações).
Em relação aos recursos retóricos empregados no texto e aos mecanismos de coesão textual, julgue o item.
Em “Precisamos desenvolvê-lo mais” (linha 15) e em “e
ajudá-las” (linha 16), identificam-se dois pronomes
oblíquos átonos com função anafórica.
“Os recursos de integração hermenêutica, disponíveis ao aplicador contemporâneo, são suficientes para exigir, dos agentes públicos, a conduta politicamente virtuosa e constitucionalmente positivada que se espera deles.”
Agora, assinale a alternativa correta:
Fóssil do maior dinossauro predador da Europa
é descoberto no Reino Unido
O fóssil do maior dinossauro já catalogado na Europa foi encontrado recentemente na Ilha de Wight, no Reino Unido. A ossada do espinossaurídeo inclui vértebras pélvicas e _________ e foi descoberta na região sudeste da ilha, localizada na costa sul da Inglaterra. O estudo, documentando os detalhes sobre o animal, que media mais de 10 metros de _________ e que viveu por volta de 125 milhões de anos atrás, foi publicado no dia 9 de junho, na revista científica Peer-Life Environment.
O dinossauro era uma espécie de predador bípede que possuía uma cabeça similar a de um crocodilo atual, e foi apelidado de “espinossaurídeo da rocha branca” por conta da camada geológica onde foi encontrado – e que também determinou sua provável idade. A descoberta se deu em uma formação geológica chamada “Formação Vectis”, em que os extratos foram formados ____ quase 125 milhões de anos.
“É provável que seja o material de espinossaurídeo mais jovem já conhecido no Reino Unido”, afirmou Neil Gostling, um dos autores do estudo conduzido por paleontólogos da Universidade de Southampton, na Inglaterra. “Este era um animal enorme, com mais de 10 metros e, a julgar por algumas das dimensões, provavelmente representa o maior dinossauro predador já encontrado na Europa”, afirmou, em nota, o estudante de doutorado Chris Barker, que liderou a pesquisa.
Além do longo rabo vertebrado, foi encontrado também um largo osso da pelve do animal, contendo perfurações em formato de túneis do tamanho de um dedo indicador. Para o paleontólogo Jeremy Lockwood, também autor do estudo, que é aluno de doutorado da Universidade de Portsmouth, no Reino Unido, e do Museu de História Natural, os buracos são indicadores de que o corpo do animal teria sido atacado por larvas comedoras de ossos de uma espécie de besouro necrófago. “É interessante pensar que esse assassino gigante acabou se tornando uma refeição para um monte de insetos”, comentou.
(Fonte: Hypeness - adaptado.)
A arma ___ se feriu foi apreendida. Estes são os meus amigos ___ lhe falei. Esses dias encontrei um antigo colega de trabalho ___ nome não me recordei. Visitamos um haras ___ se criam cavalos da raça Andaluz.
Pronomes são palavras que substituem os substantivos ou os determinam, indicando a pessoa do discurso. Pessoa do discurso é a que participa ou é objeto do ato da comunicação. (CEGALLA, Domingos Paschoal. Novíssima Gramática da Língua Portuguesa. São Paulo: Companhia Editora Nacional, 2008, p. 179).
Considerando a função e o emprego dos pronomes em língua portuguesa, assinale a alternativa correta a respeito dessa classe de palavras.

O demonstrativo ISSO (l. 9) se refere:
"Já vi muito comentarista burro, mas burro comentarista é a primeira vez."
Percebe-se que a classe gramatical das palavras se altera em função da ordem que elas assumem na expressão. Assinale a alternativa em que isso não ocorre:
A arte silenciosa e o café
Ia escrever sobre café. Já escrevi algumas vezes sobre esse prazer que hoje me é proibido, por conta de uma esofagite. Queria refletir sobre o motivo de o nome das casas de café, muitas vezes, associarse à arte: Café Sabor & Arte, Café e Arte, Arte do Café, Café, Letras & Arte, etc. Uma amiga me disse que é porque a cafeína conduz a um estado sublime, tal qual a arte. Às vezes, o café pode estar amargo; e a arte também, muitas vezes, tem de ser amarga. Frequentar cafés, os estabelecimentos, não é um hábito tão comum no Brasil quanto na Europa ou nos EUA, onde tem dois cafés a cada quadra. Justo nós que somos seu maior e talvez melhor produtor.
Nos últimos anos, essa moda parece ter crescido. Nas grandes cidades, como aqui em Natal, já há lugares onde se pode sentar sem pressa, pedir um expresso, ler um livro. E há uma profusão de tipos para escolher: tem café orgânico, descafeinado, macchiato … tem até café para quem não quer sentir o gosto do café. Talvez, o café seja artístico porque saber tirar o café seja uma arte; que aliás dá nome a uma profissão que tem curso e sindicato na Itália, é a do barista (o operador de máquinas de café). A gente só descobre a diferença quando toma café tirado por barista, com pó de qualidade, máquina limpa e, sim, arte no tirar.
Sobre tudo isso eu queria escrever e reabilitar a minha paixão pelo café. Mas ontem à noite revi o filme O Rosto, de Bergman, e fui dormir (ou não domir) pensando na condição do artista enquanto escravo da tentativa de agradar. E nessa fase de pandemia em que proliferam lives e mais lives, às vezes, surdas plataformas de exibicionismo, o quanto talvez não caiamos na ilusão de que “somos atraentes quando somos mascarados”, nas palavras do cineasta sueco. O filme também discute fé e ceticismo, misticismo versus ciência, só para agregar mais atualidade a outro tema da película.
A morte, um de seus temas, também está lá, além da procura de Deus, um Deus silencioso que deixou os homens à própria sorte – lembremos que o cineasta era filho de um pastor austero. A solidão da certeza da morte, em muitos de seus filmes, é aliviada apenas pelo amor. Além de O Rosto, vemos isso em Ana e os lobos, Persona, O silêncio, Gritos e Sussurros, Cenas de um casamento e na mais psicanalítica de suas películas, plena de imagens surreais, Morangos Silvestres.
Tinha terminado esta coluna quando soube de uma homenagem ao cineasta italiano Michelangelo Antonioni na Itália. Reabro esse texto, apanho uma xícara de café (não posso, mas para isso existe omeprazol). Me lembro de que os dois morreram no mesmo dia, 30 de julho de 2007. Como esquecer a força que me causou Blow up, fita que vi sozinho, num quarto escuro, e que até hoje tento entender? Nela, com sutileza, sempre sutileza, e objetividade, esgarça o mais tênue limite entre aparência e realidade. Antonioni das mulheres sábias, do diálogo surdo entre Mastroianni e Monica Vitti em A Noite, dos espaços entre as falas para se adivinhar o que pensam as personagens. Antonioni da noite vazia, escura como café.
O que mais assemelha os dois cineastas talvez seja o silêncio, hoje tão raro nesse nosso descartável cinema barulhento. A força do silêncio, na amarga arte dos dois. Se Antonioni foi uma xícara vazia, Bergman foi o café do cinema ocidental.
André Carrico. Disponível em: https://apartamento702.com.br/cronica-arte-silenciosae-o-cafe/
