Questões de Concurso
Comentadas sobre morfologia - pronomes em português
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Meus pais não enxergam

(Disponível em https://istoe.com.br/meus-pais-nao-enxergam/ – texto adaptado especialmente para esta prova).
Avalie as seguintes ocorrências da palavra ‘que’, devidamente hachuradas no texto:
I. que (l. 10).
II. que (l. 11).
III. que (l. 22).
Quais são pronomes?
Disponível em:<https://www.so.df.gov.br/sobre-a-secretaria/> . Acesso em: 7 fev. 2023, com adaptações.
Assinale a alternativa correspondente ao referente semântico do pronome relativo e à função sintática que esse conector exerce no excerto apresentado.
I. O pronome em destaque é um pronome pessoal do caso oblíquo, refere-se à terceira pessoa do plural e está substituindo o objeto direto: renda fixa.
II. O pronome em destaque é um pronome pessoal do caso reto, refere-se à terceira pessoa do plural e está substituindo o sujeito: COEs. III. O pronome em destaque é um pronome pessoal do caso oblíquo, refere-se à terceira pessoa do singular e está substituindo o objeto indireto: renda variável.
Assinale a alternativa correta.




I - a (l. 15) e sobre (l. 17).
II - aquela (l. 30) e que (l. 34).
III - uma (l. 43) e o (l. 44).
Em quais pares há elementos da mesma classe gramatical?
O exercício simples que traz benefícios surpreendentes para o cérebro
"Nossos cérebros são grandes demais, muito ineficientes e precisam de muita energia para funcionar, mesmo em repouso", diz Damian Bailey, diretor do Instituto de Pesquisa em Saúde e Bem-Estar da Universidade de South Wales, no Reino Unido.
Bailey, que também é o líder do Laboratório de Pesquisa
Neurovascular da Universidade, explicou que a atividade
física é importante porque não há tratamento curativo
para a neurodegeneração e o exercício surgiu como uma
contramedida muito poderosa.
Mas a grande questão, segundo ele, é: quanto exercício se deve fazer, de que tipo e com que frequência.
"Muito do que fazemos no laboratório é observar diferentes aspectos do exercício, em termos de tipo, intensidade e duração, tentando encontrar o ponto ideal onde podemos ver uma adaptação otimizada", diz Bailey.
"Sabemos que, com a atividade física, aumentamos o fluxo sanguíneo para o cérebro, o que é crucial porque isso o ajuda a reconhecer as substâncias químicas úteis de que precisa para crescer", diz o cientista.
Esse suprimento de sangue também é importante porque nosso hipocampo, a parte do cérebro responsável pelo aprendizado e pela memória, encolhe à medida que envelhecemos, recebendo menos sangue.
Graças aos recentes avanços tecnológicos, os cientistas entendem como a atividade física beneficia o cérebro.
Eles medem o fluxo sanguíneo para o cérebro através do pescoço.
"E o que nossa pesquisa mostra é que você não precisa fazer exercícios de tirar o fôlego ou se esforçar ao máximo na academia para beneficiar certas partes do cérebro".
"Você pode fazer alguns grandes movimentos que quase não parece que você faz esforço físico e que realmente estimulam o cérebro."
"O que identificamos é que, principalmente, para pessoas que não estão muito em forma ou que não podem fazer exercícios pesados, o agachamento é uma opção muito útil".
É isso mesmo: agachar-se e levantar-se repetidamente foi descrito como uma forma "inteligente" de exercício porque "desafia o cérebro" e, portanto, beneficia-o.
O melhor de fazer agachamentos, explica o cientista, é que quando você se levanta, você vai contra a gravidade; quando você desce, você trabalha com a gravidade.
"Com isso, o fluxo sanguíneo para o cérebro sobe e
desce repetidamente conforme você faz o movimento, e é essa mudança no fluxo que estimula o endotélio
vascular, o revestimento interno dos vasos sanguíneos,
a fornecer mais sangue ao cérebro."
https://www.bbc.com/portuguese/articles/c0dl9d3mp9ro. Adaptado.
E é 'essa' mudança no fluxo 'que' estimula o endotélio vascular.
Os vocábulos em destaque representam, respectivamente:



O pronome sublinhado no período acima desempenha papel
Evitam-se as viciosas repetições do período acima substituindo-se os elementos sublinhados, na ordem dada, por:


Internet: <www.cnnbrasil.com.br> (com adaptações)
No que se refere ao texto e a seus aspectos linguísticos, julgue o item.
No terceiro parágrafo, a palavra “ele” trata-se de um
pronome pessoal na 3.a
pessoa do singular, que foi
utilizado para substituir o substantivo “colesterol”.
Festa íntima
Nem todos têm a fortuna de comemorar o décimo aniversário de seu automóvel. Os que têm não se podem furtar ao prazer de uma festa íntima, com recordações amáveis e o elogio do aniversariante.
O nosso encontro deu-se numa pequena e adorável cidade da Holanda. Pela avenida principal, vejo-lhe ainda as árvores, o vento que descia os degraus dourados do sol. Muitos adolescentes a caminho da escola. Um ritmo de alegria matinal, simples e comunicativo.
O automóvel resplandecia na perfeição intacta da sua recente fabricação. O vendedor fitava-o com orgulho, amava- -o com um amor de especialista, grave e sincero. Nós o amávamos timidamente, ainda, contemplando-lhe linhas, esmaltes, metais, forro... – mas o vendedor proclamava, acima de tudo, a excelência da máquina. Era um homem sensível e engenhoso. Até nos queria vender um dispositivo especial que fazia descer uma leve cortina d’água para lavar o vidro da frente.
Partimos emocionados. O vendedor dizia-nos adeus com bondade. Recomendava-nos certo óleo, moderação na rodagem... E quando nos voltamos, na derradeira despedida, continuava a acompanhar o carro com olhos de pai despedindo- -se de um filho.
Ele aprendeu a rodar pela terra da Holanda, e seu padrinho foi um holandês. Entre as nuvens de bicicletas daquelas encantadoras cidades, sua presença era um pouco escandalosa.
Em cada posto de gasolina, todos o vinham observar por dentro e por fora. Os entendidos em máquinas caíam em êxtase. Era um assombro, o que viam e o que adivinhavam.
E assim foi ele vivendo a sua infância pelos campos floridos da Bélgica, fazendo levantar os olhos aos belos cavalos brancos que pasciam; e conheceu os castelos do Loire e a luz formosa do sul da França; e deslumbrou as donzelinhas espanholas que passavam pela tarde, abraçadas e risonhas, e deslizou pelas estradas de Portugal.
E assim chegou ao Brasil, viu as paisagens cariocas, fluminenses, mineiras e paulistas. Talvez estranhasse, às vezes, o clima (ah! os patrões obrigam a tanto)!
Mas logo as distâncias o seduziam e atirava-se por elas feliz e leve como se fosse voar.
Carro tão sensato jamais houve: não cometeu nunca a menor infração e até se desvia a tempo para que os outros não as cometam. Com o tempo, tem tido suas pequenas crises: mas os mecânicos continuam a amá-lo tanto quanto seu vendedor, e tratam-no com o carinho de um médico devotado por um paciente precioso.
E eis que agora cumpre dez anos. E jamais nos ocorreria trocá-lo por outro mais novo, fosse qual fosse a atração do modelo. Nós o amamos como a uma pessoa viva, a um amigo fiel, a um companheiro impecável. Faz parte da família. Vence todos os obstáculos das estradas e das ruas, resiste a todas as gasolinas; quando enguiça é porque as adversidades são enormes. Outros, quebravam-se. Ele para, espera que o ajudem, e logo recupera seu alento, sua coragem, sua vontade de bem servir. Mesmo entre as criaturas humanas, poucos se lhe podem comparar.
Eis porque festejamos com ternura este aniversário. Que lhe podemos oferecer de presente? Uma boa lubrificação, um bom passeio por uma bela estrada, ao longo da qual se possa expandir seu coração trabalhador. E buzinaremos a nossa alegria por onde passarmos, celebrando as suas virtudes e proclamando-lhe a nossa gratidão.
(Cecília Meireles. Literatura Comentada. Inéditos, 1968. Editora Abril.)