Questões de Concurso
Comentadas sobre morfologia - pronomes em português
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I. O pronome "ela" em "começava ela" retoma o termo "Mariana", funcionando como elemento de coesão e evitando a repetição desnecessária.
II. O pronome "teu" em "teu bem" tem o mesmo referente do pronome "você" e do vocativo “Minha neta”.
III. O pronome "o" em "não o entenderás" retoma o que se afirma no período anterior, garantindo a progressão temática.
IV. O pronome "me" em "Perdoa-me", segundo a gramática normativa, exerce função de sujeito, enquanto em "não peço que o entendas" o pronome "o" funciona como objeto indireto de "entendas".
Está correto o que se afirma em:
Texto 12A3-II
Escrevendo no dia 19 último sobre a morte de Mario Vargas Llosa, meu amigo Álvaro Costa e Silva observa que o escritor peruano nunca tuitou na vida. “Não precisava”, disse. “Qualquer declaração sua, artigo de opinião e entrevista logo estavam nas redes, provocando admiração ou rechaço.” Como todos que vivem de escrever, Vargas Llosa produziu verdades e sandices. O espantoso é que suas palavras tenham tido tanto alcance sem essa “ferramenta”, hoje essencial para milhões.
Modestamente, também nunca escrevi um tuíte na vida. Assim, deixo de atingir as multidões que se comunicam pelo Twitter, mas, como isso não lhes altera a cotação do dólar, deduzo que ninguém tem saído perdendo.
Assim como nunca tuitei, também nunca orkutei, bloguei, fotologuei, flickerei ou messengerei. E, assim como eu, muita gente deixou de fazer isso quando essas tecnologias ficaram fora de moda — você conhece alguém que ainda orkuta? Portanto, apenas me antecipei. Da mesma forma, nunca instagramei, facebookei, telegramei, tik-tokei, skypei, linkedinei ou snapchatei. O máximo que faço é whatsappar e, mesmo assim, pelo computador. Algumas pessoas se preocupam por terem um excesso de vida digital. Eu tenho de menos. Mas, como sou um homem de necessidades simples, vou me virando sem essas maravilhas.
Sei que parece esdrúxulo viver no século 21 e ainda usar a tecnologia do século 20. Mas alguns dos maiores escritores do século 20 criaram obras-primas usando a tecnologia do século 19. Marcel Proust, James Joyce e F. Scott Fitzgerald não escreveram, respectivamente, Em Busca do Tempo Perdido, Ulisses e O Grande Gatsby à máquina. Usaram a velha pena embebida no tinteiro. E também nunca tuitaram.
Rui Castro. Também nunca tuitei. Internet: <folha.uol.com.br>
(ASSIS, Machado de. Dom Casmurro. Rio de Janeiro: Garnier, 1899).
Considerando o papel dos pronomes destacados na organização da estrutura coesiva do texto machadiano, assinale a alternativa que apresenta a análise correta:
Leia o trecho da
crônica de José de Alencar a seguir para responder à questão.
Desculpai-me!
Vou contar-vos uma coisa que me sucedeu ontem: é um
dos episódios mais interessantes de minha vida de escritor.
Aposto que nunca vistes escrever sem tinta!
Pois lede estas primeiras páginas, compreendereis como
aquele milagre é possível no século atual, no século do progresso.
Eis o caso.
Foi ontem, por volta das dez horas. Estava em casa de
um amigo, e aí mesmo dispunha-me a escrever a minha revista.
Sentei-me à mesa, e, com todo o desplante1 de
um homem, que não sabe o que tem a dizer, ia dar começo ao meu folhetim,
quando...
Talvez não acrediteis.
Tomei a pena e levei-a ao tinteiro; mas ela estremeceu
toda, coitadinha, e saiu intata2 e pura. Não trazia nem uma
niilidade3 de tinta. Fiz nova experiência, e foi debalde4.
O caso tornava-se grave, e já ia saindo do meu sério,
quando a pena deu um passo, creio que temperou a garganta, e pediu a palavra.
Estava perdido!
Tinha uma pena oradora, tinha discussões
parlamentares, discurso de cinco e seis horas. Que elementos para não
trabalhar!
Nada; era preciso pôr um termo a semelhante abuso, e
tomar uma resolução pronta e imediata.
Comecei por bater o pé, e passar uma repreensão severa
nos meus dois empregados, que assim se esqueciam dos seus deveres.
O meio era bom, e surtiu o desejado efeito como
sempre.
Entramos em explicações; e no fim de contas soube a
causa dessa dissidência.
A pena se tinha declarado em oposição aberta; o
tinteiro era ministerial de fato. E ambos tão decididos nas suas opiniões, que
não havia meio de fazê-los voltar atrás.
(José de Alencar, Ao correr da pena. Disponível
em: https://www. dominiopublico.gov.br/. Adaptado)
1Desplante:
atrevimento, ousadia.
2Intata:
intacta.
3Niilidade: nada.
4Debalde: inutilmente.
Leia o trecho da
crônica de José de Alencar a seguir para responder à questão.
Desculpai-me!
Vou contar-vos uma coisa que me sucedeu ontem: é um
dos episódios mais interessantes de minha vida de escritor.
Aposto que nunca vistes escrever sem tinta!
Pois lede estas primeiras páginas, compreendereis como
aquele milagre é possível no século atual, no século do progresso.
Eis o caso.
Foi ontem, por volta das dez horas. Estava em casa de
um amigo, e aí mesmo dispunha-me a escrever a minha revista.
Sentei-me à mesa, e, com todo o desplante1 de
um homem, que não sabe o que tem a dizer, ia dar começo ao meu folhetim,
quando...
Talvez não acrediteis.
Tomei a pena e levei-a ao tinteiro; mas ela estremeceu
toda, coitadinha, e saiu intata2 e pura. Não trazia nem uma
niilidade3 de tinta. Fiz nova experiência, e foi debalde4.
O caso tornava-se grave, e já ia saindo do meu sério,
quando a pena deu um passo, creio que temperou a garganta, e pediu a palavra.
Estava perdido!
Tinha uma pena oradora, tinha discussões
parlamentares, discurso de cinco e seis horas. Que elementos para não
trabalhar!
Nada; era preciso pôr um termo a semelhante abuso, e
tomar uma resolução pronta e imediata.
Comecei por bater o pé, e passar uma repreensão severa
nos meus dois empregados, que assim se esqueciam dos seus deveres.
O meio era bom, e surtiu o desejado efeito como
sempre.
Entramos em explicações; e no fim de contas soube a
causa dessa dissidência.
A pena se tinha declarado em oposição aberta; o
tinteiro era ministerial de fato. E ambos tão decididos nas suas opiniões, que
não havia meio de fazê-los voltar atrás.
(José de Alencar, Ao correr da pena. Disponível
em: https://www. dominiopublico.gov.br/. Adaptado)
1Desplante:
atrevimento, ousadia.
2Intata:
intacta.
3Niilidade: nada.
4Debalde: inutilmente.
A respeito do texto e de suas construções linguísticas, julgue o item seguinte.
O pronome átono "lhe", na pergunta do entrevistador, poderia ser corretamente substituído, sem prejuízo para os sentidos do texto, pela forma pronominal o.
Leia o trecho a seguir:
“As duas pesquisadoras dedicadas analisaram cuidadosamente os dados do projeto e apresentaram suas conclusões ao coordenador.” Com base na análise morfológica, assinale a alternativa correta:
Em relação às ideias e aos aspectos linguísticos do texto precedente, julgue o próximo item.
Seriam mantidas a correção gramatical e a coerência do último parágrafo do texto caso o vocábulo "onde" fosse substituído por cuja.
Julgue o seguinte item, relativo às ideias e às construções linguísticas do texto anterior.
No trecho "Lucas disse ter se encontrado" (último período do segundo parágrafo), a partícula "se" poderia ser conectada ao verbo auxiliar mediante hífen, escrevendo-se ter-se encontrado, sem prejuízo da correção gramatical do texto.
Assinale a alternativa que apresenta a substituição dos termos destacados por pronomes oblíquos em conformidade com a norma-padrão:
"Ontem, o supervisor e eu terminamos o relatório de estoque. Em seguida, entregamos o documento ao gerente que ficou satisfeito com o nosso trabalho."
No trecho acima, a expressão em destaque "O supervisor e eu" pode ser substituída corretamente, sem alterar o sentido do texto, pelo pronome:
Considerando as regras de colocação pronominal previstas na norma-padrão, a expressão 'parte da droga já erradicada', ao ser substituída por um pronome oblíquo, admite a ocorrência de ênclise. A partir disso, analise as frases a seguir quanto à colocação pronominal e assinale a alternativa que apresenta a colocação de forma INCORRETA.
O pronome 'se' está corretamente empregado em próclise no enunciado. Agora, analise a colocação pronominal nas orações a seguir e verifique se estão em conformidade com a norma-padrão.
I.Espero não vê-lo enquanto todos os outros estiverem presentes.
II.Não era meu objetivo magoar-te, e sim expressar meu ponto de vista.
III.Ao regressar do serviço, mostrava-me bastante exausto.
IV.Devo-lhe mandar o relatório ainda hoje.
Há colocação pronominal conforme as regras da norma padrão em:
I.A derivação parassintética ocorre quando há a adição simultânea de um prefixo e de um sufixo a um radical, de modo que a palavra não existe sem a presença conjunta de ambos, como em "entristecer".
II.Os pronomes oblíquos átonos, quando exercem função de complemento de verbos que exigem preposição, devem ser substituídos pelas formas tônicas acompanhadas da respectiva preposição.
III.Na formação de palavras por composição por aglutinação, os elementos que se unem mantêm sua integridade fonética e ortográfica original, sem sofrer nenhuma perda de letras ou sons.
Está CORRETO o que se afirma em: