Questões de Concurso Comentadas sobre morfologia - pronomes em português

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Q2342546 Português

Julgue o item que se segue. 


Parte dos pronomes indefinidos, como “algum", “nenhum” e “outro,” são considerados pronomes variáveis, ou seja, podem concordar em número e/ou gênero com o substantivo a que se referem, no entanto alguns deles não se flexionam quanto ao número.

Alternativas
Q2342386 Português
Texto 1


       Um dos grandes avanços da ciência é o desenvolvimento de vacinas. Com o objetivo de fortalecer o sistema imunológico, as vacinas estimulam a produção de anticorpos que combatem agentes infecciosos – como vírus e bactérias – e evitam o adoecimento. Além disso, a imunização é uma estratégia imprescindível para a saúde pública, uma vez que, ao prevenir a disseminação de doenças, também evita epidemias. Por isso, é uma ação que fortalece a resposta imune individual e coletiva.
       As vacinas estão disponíveis tanto no serviço público de saúde quanto na rede privada. No caso do Sistema Único de Saúde (SUS), elas são oferecidas nas unidades básicas de saúde do município (UBS) e qualquer pessoa, brasileira ou não, pode ser vacinada. Para isso, basta ir à UBS mais próxima levando seus documentos pessoais e seu cartão SUS. É importante apresentar, também, a sua carteira de vacinação, mas, caso você não tenha uma, vá e se vacine mesmo assim. Quem recebe todas as vacinas disponíveis no Programa Nacional de Imunização tem melhor qualidade de vida e proteção a curto, médio e longo prazo.


(Adaptado. Departamento de Atendimento à Saúde do Estudante (DEAS) https://portal.unila.edu.br/informes/a-importancia-da-vacinacao Acesso em 26/09/2023). 
Quanto ao emprego dos pronomes, marque a alternativa correta.
Alternativas
Q2342383 Português
Texto 1


       Um dos grandes avanços da ciência é o desenvolvimento de vacinas. Com o objetivo de fortalecer o sistema imunológico, as vacinas estimulam a produção de anticorpos que combatem agentes infecciosos – como vírus e bactérias – e evitam o adoecimento. Além disso, a imunização é uma estratégia imprescindível para a saúde pública, uma vez que, ao prevenir a disseminação de doenças, também evita epidemias. Por isso, é uma ação que fortalece a resposta imune individual e coletiva.
       As vacinas estão disponíveis tanto no serviço público de saúde quanto na rede privada. No caso do Sistema Único de Saúde (SUS), elas são oferecidas nas unidades básicas de saúde do município (UBS) e qualquer pessoa, brasileira ou não, pode ser vacinada. Para isso, basta ir à UBS mais próxima levando seus documentos pessoais e seu cartão SUS. É importante apresentar, também, a sua carteira de vacinação, mas, caso você não tenha uma, vá e se vacine mesmo assim. Quem recebe todas as vacinas disponíveis no Programa Nacional de Imunização tem melhor qualidade de vida e proteção a curto, médio e longo prazo.


(Adaptado. Departamento de Atendimento à Saúde do Estudante (DEAS) https://portal.unila.edu.br/informes/a-importancia-da-vacinacao Acesso em 26/09/2023). 
Ainda no enunciado: “e qualquer pessoa, brasileira ou não, pode ser vacinada.”, o termo destacado é classificado gramaticalmente como: 
Alternativas
Q2340116 Português
Texto 1


Tecnologia: o uso excessivo e os impactos na saúde mental

          Pesquisas norte-americanas recentes revelam o quão solitários os americanos se sentem, tendo como prevalência os jovens, que tiveram o tempo de qualidade em suas relações, com amigos e colegas, reduzido por mais de 50%.

       Outro estudo, lançado em 2021, sobre o tempo de exposição a telas, de crianças e adolescentes, revelam que o Brasil está em terceiro lugar no ranking dos países que mais utilizam celular ou dispositivos eletrônicos, passando até nove horas diárias consumindo conteúdos pela internet.

              Considerando que podemos resolver muitas coisas virtualmente, sem precisar sair de casa, temos poucas motivações para sair do conforto e segurança do lar. Desta forma, temos cada vez mais homens e mulheres, jovens e crianças, com poucas interações sociais e maior isolamento. A pandemia acelerou um processo natural que já vinha acontecendo, e assim, este fenômeno tecnológico foi potencializado.

              A vida já estava sendo desenhada para favorecer o isolamento, mas esse caminho não era apresentado como isolamento, mas como privacidade, como algo bom. Porém, a privacidade não pode levar ao isolamento.

             Perguntemos para nossos avós, como era a convivência com a vizinhança na época em que eram crianças? Como viviam, brincavam, e como os nossos bisavós viviam? Precisamos resgatar os bons exemplos! A tecnologia trouxe inúmeros benefícios, sem dúvidas, mas é preciso saber usá-la sem que nos adoeça.

           Quanto mais tempo na internet, menos tempo presencialmente teremos com as pessoas e, automaticamente, mais chances de nos sentirmos solitários. Afinal, existe uma diferença muito grande entre o virtual e o real!

            As alterações neuroquímicas provocadas pela internet, especialmente pelas mídias sociais, são semelhantes às de uma pessoa que possui um vício, nunca fica satisfeita, sempre quer mais e mais. Nessa busca por mais, muitos caem no vazio, na depressão, sofrem por não conseguir lidar com pequenas frustrações e, às vezes, atentam contra a própria vida.

              É como se entrasse em uma roda gigante, onde não se sabe mais o início e o fim dela, pois a busca pelo prazer e realização na internet vai levando ao isolamento, que gera um buraco dentro do peito, que sufoca a ponto de perder o sentido da vida. Repito: Não é que devamos parar de usar a internet e a tecnologia! Afinal de contas, se você está lendo este texto neste momento é graças a essa tecnologia que te alcança, com esse grande benefício.

            Porém, não se pode fechar os olhos para os malefícios de algo vivido de forma desordenada. Faça as seguintes perguntas a você neste momento: Tenho me sentido sozinho(a), mesmo tendo muitas pessoas ao meu redor? Quanto tempo tenho passado na internet? Esse tempo tem me privado de fazer algo importante, de conviver com pessoas que amo? Quando estou em uma roda de conversa, em uma festa, ou até mesmo em casa, com minha família, estou inteiro (a) ou divido minha atenção com a tela mais próxima? Quantas vezes saio de casa durante a semana? Quanto tempo me exponho ao ar livre? Qual foi a última vez que me senti feliz?

              Perguntas “fáceis” que precisam ser respondidas de tempo em tempo, com o objetivo de nos mover para uma vida ativa e rica de sentido, e não uma vida enjaulada dentro de um aparelho em uma casa fria e vazia. Mas atenção! Se você já se percebe com uma dor no peito que parece não ter fim e, mesmo estando rodeado de pessoas, se sente sozinho e não sabe por onde começar para mudar a sua história, procure ajuda! Você não precisa passar por isso sozinho, e nem deve ter vergonha de recorrer a alguém próximo ou a um profissional da área da saúde que possa ajudar.

                  Viva a alegria de uma vida na verdade!


(RODRIGUES, Aline https://www.hojeemdia.com.br/opiniao/opiniao/tecnologiao-uso-excessivo-e-os-impactos-na-saude-mental-1.988232 Acesso em 16/11/2023)
Analise os elementos morfossintáticos presentes no texto e assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q2339378 Português
O impacto da tecnologia nas relações sociais e familiares

O avanço da tecnologia tem sido o principal agente transformador em nosso modo de vida. Pesquisas em diversas áreas destacam o papel central desempenhado pelas tecnologias ao romperem padrões sociais estabelecidos ao longo de séculos. Essa transformação profunda tem impactado a forma como nos relacionamos, trazendo consigo consequências e desafios para as relações sociais e familiares.
Uma das transformações mais notáveis ocasionadas pela tecnologia diz respeito à nossa forma de comunicação. Apesar de romper a distância física, a comunicação virtual também pode resultar em uma desconexão emocional, já que as interações presenciais são substituídas por interações digitais. Com menos interação presencial, testemunhamos o desenvolvimento de uma geração que enfrenta dificuldades para se comunicar com os outros, de expressar-se verbalmente e de reconhecer o impacto afetivo que suas palavras têm na vida dos demais. Existe um aprendizado em identificar as sutilezas das impressões faciais que revelam afetos como tristeza, decepção, vergonha etc., que é o fundamento para a compreensão empática do outro.
A tecnologia também tem impactado a dinâmica familiar. Com a crescente presença de dispositivos eletrônicos em nossos lares, é comum observar famílias em que todos estão imersos em suas telas, negligenciando a oportunidade de desfrutar da convivência uns dos outros. Essa questão merece atenção especial, pois o ambiente doméstico é o espaço crucial para se transmitirem os valores e pensamentos que norteiam cada família, e uma falta de interação pode levar a uma diminuição na qualidade dos relacionamentos familiares, tornando-se mais difícil fortalecer os laços afetivos.
A família perde a melhor oportunidade para influenciar positivamente seus membros e corre o risco de se surpreender diante de comportamentos muito destoantes do núcleo familiar. A solução para esse problema reside em estabelecer regras e limites claros para o uso da tecnologia, promovendo momentos de interação e desconexão digital. É essencial reservar tempo para atividades conjuntas, como refeições em família, passeios ao ar livre ou simplesmente conversas sem a presença de dispositivos eletrônicos. Assim, é possível fortalecer os laços familiares, cultivar a comunicação e criar um ambiente propício ao desenvolvimento de relacionamentos afetivos e saudáveis.
O grande desafio trazido com a tecnologia é conseguir equilibrar o seu uso a fim de manter conexões emocionais com as pessoas ao redor. Para tal, é essencial promover a conscientização e a comunicação clara dentro da família, discutindo o uso da tecnologia, definindo limites e regras e valorizando o tempo de qualidade juntos longe dos aparelhos. Além disso, é fundamental cultivar hábitos de escuta ativa, buscar atividades em grupo e participar de momentos de interação presencial.
Entre as oportunidades e os desafios da atualidade, encontrar o equilíbrio saudável entre o mundo virtual e o mundo real é o mais importante para aproveitar os benefícios da tecnologia sem comprometer a qualidade das relações, para que possamos cultivar conexões sociais e familiares significativas em um mundo cada vez mais tecnológico.

Camila Fardin Grasseli

(https://www.otempo.com.br/mobile/opiniao/artigos/o-impacto-datecnologia-nas-relacoes-sociais-e-familiares1.3223837?utm_source=whatsapp Acesso 25/11/2023)
O pronome que substitui adequadamente o fragmento sublinhado e está colocado segundo a norma culta é:
Alternativas
Q2338546 Português
A força dos números


Otto Lara Resende


     O bombardeio de números começa, mal rompe a manhã. Se é que cessa durante a noite, povoada de pesadelos. São dígitos, porcentagens e gráficos que estão por todo lado. Subiu a taxa de desemprego. Baixou por um momento o dólar no paralelo. Chegou à estratosfera o índice de inflação. A bolsa fechou em alta ou fechou em baixa, com números que entram pelos décimos. Subiu de um centésimo a cotação do ouro. Muito mais subiu o chuchu.

     No seu livro sobre anjos, Rafael Albert tem um poema intitulado “El ángel de los números”1 . Para um poeta, tudo tem poesia. Também os números. Esse anjo de Albert voa pensativo do 1 ao 2, do 2 ao 3, do 3 ao 4. Escrito nos anos 20, tem um toque surrealista e escolar. Adeja2 entre gizes frios e mortas lousas. Nem sol, nem lua, nem estrelas o acompanham. É solo nieblas3. Mensageiro de catástrofes, até parece um anjo deste ano da desgraça de 1991.

     Darrel Huff abriu o caminho da fantasia com seu How to Lie with Statistics4 . Comprometido com a exatidão, o número tem uma aura de verdade mesmo em cima de uma mentira. Qualquer disparate ganha ares de verossímil. Você lê, por exemplo, que 24,99% dos cariocas sofrem de araquibutirofobia. Trocando em miúdos, isto quer dizer que em cada quatro cidadãos do Rio um está araquibutirofóbico.

     Na cidade de Surabaia já se contam 117.928 casos de araquibutirofobia, informa a OMS (Organização dos Mentirosos Sofisticados). No Rio, o vírus da doença é 3,19 vezes mais forte do que no Oriente. A pesquisa comprovou que o contágio acompanha aqui a curva de frequência analagmática. É o caos! Ou o Apocalipse cuja besta tem o número 666 (macaco no bicho). Ah, sim: araquibutirofobia? É o medo de que a manteiga de amendoim agarre no céu da boca. Começa de maneira imperceptível e leva o paciente ao pânico em poucas horas.


1 El ángel de los números (espanhol) = O anjo dos números

2 Adejar = agitar, mover.

3 Solo nieblas (espanhol) = apenas neblinas

4 How to Lie with Statistics (inglês) = Como mentir com as estatísticas.


Disponível em: A força dos números | Crônicas | Portal da Crônica Brasileira (cronicabrasileira.org.br). Acesso em: 4 nov. 2023.
Os pronomes relativos têm como função a retomada de um termo que o antecede. Partindo dessa afirmação, marque a opção em que o “que” é classificado como pronome relativo.
Alternativas
Q2338081 Português
Texto

Automóvel: Sociedade Anônima

(Paulo Mendes Campos)

    Se você quiser, compre um carro; é um conforto admirável. Mas não o faça sem conhecimento de causa, a fim de evitar desilusões futuras. Saiba que está praticando um gesto essencialmente econômico; não para a sua economia, mas para a economia coletiva. Isso quer dizer que, do ponto de vista comunitário, o automóvel que você adquire não é um ponto de chegada, uma conquista final em sua vida, mas, pelo contrário, um ponto de partida para os outros. Desde que o compre, o carro passa a interessar aos outros, muito mais que a você mesmo.

    Com o carro, você está ampliando seriamente a economia de milhares de pessoas. É uma espécie de indústria às avessas, na qual você monta um engenho não para obter lucros, mas para distribuir seu dinheiro para toda classe de pessoas: industriais europeus, biliardários do Texas, empresários brasileiros, comerciantes, operários especializados, proletários, vagabundos, etc.

    Já na compra do carro, você contribui para uma infinidade de setores produtivos, que podemos encolher ao máximo nos seguintes itens: a indústria automobilística propriamente dita, localizada no Brasil, mas sem qualquer inibição no que toca à remessa de lucros para o exterior; os vendedores de automóveis; a siderurgia; a petroquímica; as fábricas de pneus e as de artefatos de borracha; as fábricas de plásticos, couros, tintas, etc.; as fábricas de rolamentos e outras autopeças; as fábricas de relógios, rádios, etc.; as indústrias de petróleo [...] 

    Você já pode ir vendo a gravidade do seu gesto: ao comprar um carro, você entrou na órbita de toda essa gente, até ontem, você estava fora do alcance deles; hoje, seu transporte passou a ser, do ponto de vista econômico, simplesmente transcendental. Você é um homem economicamente importante – para os outros. Seu automóvel é de fato uma sociedade anônima, da qual todos lucram, menos você.

    Mas não fica só nisso; você estará ainda girando numa constelação menor, miúda mas nada desprezível: a dos recauchutadores, eletricistas, garagistas, lavadores, olheiros, guardas de trânsito, mecânicos de esquina. Você pode ainda querer um motorista ou participar de alguma das várias modalidades de seguros para automóveis. Em outros termos, você continua entrando pelo cano. No fim deste, há ainda uma outra classe: a dos ladrões, seja organizada em sindicatos, seja a espécie de francopuxadores. [...]
Considere a classificação morfológica do vocábulo “que” em “uma infinidade de setores produtivos, que podemos encolher ao máximo” (3º§). Indique a alternativa em que se destaca um “que” com essa mesma classificação.
Alternativas
Q2338075 Português
Texto

Automóvel: Sociedade Anônima

(Paulo Mendes Campos)

    Se você quiser, compre um carro; é um conforto admirável. Mas não o faça sem conhecimento de causa, a fim de evitar desilusões futuras. Saiba que está praticando um gesto essencialmente econômico; não para a sua economia, mas para a economia coletiva. Isso quer dizer que, do ponto de vista comunitário, o automóvel que você adquire não é um ponto de chegada, uma conquista final em sua vida, mas, pelo contrário, um ponto de partida para os outros. Desde que o compre, o carro passa a interessar aos outros, muito mais que a você mesmo.

    Com o carro, você está ampliando seriamente a economia de milhares de pessoas. É uma espécie de indústria às avessas, na qual você monta um engenho não para obter lucros, mas para distribuir seu dinheiro para toda classe de pessoas: industriais europeus, biliardários do Texas, empresários brasileiros, comerciantes, operários especializados, proletários, vagabundos, etc.

    Já na compra do carro, você contribui para uma infinidade de setores produtivos, que podemos encolher ao máximo nos seguintes itens: a indústria automobilística propriamente dita, localizada no Brasil, mas sem qualquer inibição no que toca à remessa de lucros para o exterior; os vendedores de automóveis; a siderurgia; a petroquímica; as fábricas de pneus e as de artefatos de borracha; as fábricas de plásticos, couros, tintas, etc.; as fábricas de rolamentos e outras autopeças; as fábricas de relógios, rádios, etc.; as indústrias de petróleo [...] 

    Você já pode ir vendo a gravidade do seu gesto: ao comprar um carro, você entrou na órbita de toda essa gente, até ontem, você estava fora do alcance deles; hoje, seu transporte passou a ser, do ponto de vista econômico, simplesmente transcendental. Você é um homem economicamente importante – para os outros. Seu automóvel é de fato uma sociedade anônima, da qual todos lucram, menos você.

    Mas não fica só nisso; você estará ainda girando numa constelação menor, miúda mas nada desprezível: a dos recauchutadores, eletricistas, garagistas, lavadores, olheiros, guardas de trânsito, mecânicos de esquina. Você pode ainda querer um motorista ou participar de alguma das várias modalidades de seguros para automóveis. Em outros termos, você continua entrando pelo cano. No fim deste, há ainda uma outra classe: a dos ladrões, seja organizada em sindicatos, seja a espécie de francopuxadores. [...]
O pronome “você” que ocorre, implícita ou explicitamente, ao longo do texto, faz referência:
Alternativas
Q2337932 Português
O Texto IIl serve de base para responder à questão.

TEXTO Ill

Papos

- Me disseram...
- Disseram-me.
- Hein?
- O correto é "disseram-me". Não "me disseram".
- Eu falo como quero. E te digo mais... Ou é "digo-te"?
- O quê?
- Digo-te que você
- O "te" e o "você" não combinam.
- Lhe digo? - Também não. O que vocé ia me dizer?
- Que vocé está sendo grosseiro, pedante e chato. E que eu vou te partir a cara. Lhe partir a cara. Partir a sua cara. Como é que se diz?
- Partir-te a cara.
- Pois é. Parti-la hei de, se vocé não parar de me corrigir. Ou corrigir-me.
- É para o seu bem.
- Dispenso as suas correções. Vê se esquece-me. Falo como bem entender. Mais uma correção e eu...
- O quê?
- O mato.
- Que mato?
- Mato-o. Mato-lhe
. Mato vocé. Matar-lhe-ei-te. Ouviu bem?
- Eu só estava querendo...
- Pois esquega-o e para-te. Pronome no lugar certo é elitismo!
- Se vocé prefere falar errado...
- Falo como todo mundo fala. O importante é me entenderem. Ou entenderem-me?
- No caso... não sei.
- Ah, não sabe? Não o sabes? Sabes-lo não?
- Esquece.
- Não. Como "esquece"? Você prefere falar errado? E o certo é "esquece" ou "esqueça"? llumine-me. Me diga. Ensines-lo-me, vamos.
- Depende.
- Depende. Perfeito. Não o sabes. Ensinar-me-lo-ias se o soubesses, mas não sabes-o.
- Está bem, esta bem. Desculpe. Fale como quiser.
- Agradeço-lhe a permissão para falar errado que mas dás. Mas não posso mais dizer-lo-te o que dizer-te-ia.
- Por que? 
 - Porque, com todo este papo, esqueci-lo.

Luiz Fernando Verissimo.

Disponivel em: https://www.pensador.com/frase/NzIwMzEy/. Acesso em: 13 abr. 2023.
Acerca do uso adequado dos pronomes clíticos, assinale a alternativa CORRETA
Alternativas
Q2337509 Português
Em todas as frases a seguir há a substituição de um termo por um pronome pessoal; assinale a opção em que essa substituição foi feita de forma incorreta
Alternativas
Q2337145 Português
Assinale a opção em que a substituição de um termo por um pronome pessoal foi feita de forma correta. 
Alternativas
Q2336983 Português

“Não me hão de cair as faces se alguém houver, no círculo bastante restrito dos cultores de vernaculidade, que me afuroe os errores deste livrinho.” 


Rizzo, José. Estudos da Língua Portuguesa. SP, C. Teixeira & Cia, 1922.



Essa é a primeira frase da apresentação do livro acima indicado; assinale a opção que apresenta o problema da formulação linguística dessa frase. 

Alternativas
Q2336940 Português
Assinale a opção em que a segunda forma da frase corrige um erro de colocação do pronome oblíquo cometido na frase anterior. 
Alternativas
Q2336894 Português

Leia a frase a seguir.


Em suma, todo o problema da vida é este: como romper a própria solidão.


Empregou-se, nessa frase, o pronome demonstrativo “este” porque 

Alternativas
Q2336737 Português
A arte de envelhecer 



     Achei que estava bem na foto. Magro, olhar vivo, rindo com os amigos na praia. Quase não havia cabelos brancos entre os poucos que sobreviviam. Comparada ao homem de hoje, era a fotografia de um jovem.

     Tinha 50 anos naquela época, entretanto, idade em que me considerava bem distante da juventude. Se me for dado o privilégio de chegar aos 90 em pleno domínio da razão, é possível que uma imagem de agora me cause impressão semelhante.

     O envelhecimento é sombra que nos acompanha desde a concepção: o feto de seis meses é muito mais velho do que o embrião de cinco dias.

     Lidar com a inexorabilidade desse processo exige uma habilidade na qual somos inigualáveis: a adaptação. Não há animal capaz de criar soluções diante da adversidade como nós, de sobreviver em nichos ecológicos que vão do calor tropical às geleiras do Ártico.

     Da mesma forma que ensaiamos os primeiros passos por imitação, temos que aprender a ser adolescentes, adultos e a ficar cada vez mais velhos.

     A adolescência é um fenômeno moderno. Nossos ancestrais passavam da infância à vida adulta sem estágios intermediários. Nas comunidades agrárias, o menino de sete anos trabalhava na roça e as meninas cuidavam dos afazeres domésticos antes de chegar a essa idade.

     A figura do adolescente que mora com os pais até os 30 anos, sem abrir mão do direito de reclamar da comida à mesa e da camisa mal passada, surgiu nas sociedades industrializadas depois da Segunda Guerra Mundial. Bem mais cedo, nossos avós tinham filhos para criar.

     Nada mais ofensivo para o velho do que dizer que ele tem “cabeça de jovem”. É considerá-lo mais inadequado do que o rapaz de 20 anos que se comporta como criança de 10.

     A exaltação da juventude como o período áureo da existência humana é um mito das sociedades ocidentais. Confinar aos jovens a publicidade dos bens de consumo, exaltar a estética, os costumes e os padrões de comportamento característicos dessa faixa etária, tem o efeito perverso de insinuar que o declínio começa assim que essa fase se aproxima do fim.

     A ideia de envelhecer aflige mulheres e homens modernos, muito mais do que afligia nossos antepassados. Sócrates tomou cicuta aos 70 anos, Cícero foi assassinado aos 63, Matusalém, sabe-se lá quantos anos teve, mas seus contemporâneos gregos, romanos ou judeus viviam em média 30 anos. No início do século 20, a expectativa de vida ao nascer, nos países da Europa mais desenvolvida, não passava dos 40 anos.

     A mortalidade infantil era altíssima, epidemias de peste negra, varíola, malária, febre amarela, gripe e tuberculose dizimavam populações inteiras. Nossos ancestrais viveram num mundo devastado por guerras, enfermidades infecciosas, escravidão, dores sem analgesia e a onipresença da mais temível das criaturas. Que sentido haveria em pensar na velhice, quando a probabilidade de morrer jovem era tão alta? Seria como hoje preocupar-nos com a vida aos cem anos de idade, que pouquíssimos conhecerão.

     Os que estão vivos agora têm boa chance de passar dos 80. Se assim for, é preciso sabedoria para aceitar que nossos atributos se modificam com o passar dos anos. Que nenhuma cirurgia devolverá, aos 60, o rosto que tínhamos aos 18, mas que envelhecer não é sinônimo de decadência física para aqueles que se movimentam, não fumam, comem com parcimônia, exercitam a cognição e continuam atentos às transformações do mundo.

     Considerar a vida um vale de lágrimas no qual submergimos de corpo e alma ao deixar a juventude, é torná-la experiência medíocre. Julgar aos 80 anos, que os melhores foram aqueles dos 15 aos 25 é não levar em conta que a memória é editora autoritária, capaz de suprimir por conta própria as experiências traumáticas e relegar ao esquecimento as inseguranças, medos, desilusões afetivas, riscos desnecessários e as burradas que fizemos nessa época.

     Ainda que maldigamos o envelhecimento, é ele que nos traz a aceitação das ambiguidades, das diferenças, do contraditório e abre espaço para uma diversidade de experiências com as quais nem sonhávamos anteriormente.


(Dráuzio Varella. Acesso em: 01/10/2023.)
Os pronomes retomam palavras, expressões e ideias promovendo a continuidade textual devido à coesão criada. A partir dessa consideração, assinale a afirmativa que indica o termo ou expressão a que o pronome sublinhado se refere. 
Alternativas
Ano: 2023 Banca: IDHTEC Órgão: Prefeitura de Ilha de Itamaracá - PE Provas: IDHTEC - 2023 - Prefeitura de Ilha de Itamaracá - PE - Procurador | IDHTEC - 2023 - Prefeitura de Ilha de Itamaracá - PE - Médico - Saúde da Família | IDHTEC - 2023 - Prefeitura de Ilha de Itamaracá - PE - Médico - Psiquiatra | IDHTEC - 2023 - Prefeitura de Ilha de Itamaracá - PE - Médico - Ortopedista | IDHTEC - 2023 - Prefeitura de Ilha de Itamaracá - PE - Médico - Ginecologista | IDHTEC - 2023 - Prefeitura de Ilha de Itamaracá - PE - Médico - Cardiologista | IDHTEC - 2023 - Prefeitura de Ilha de Itamaracá - PE - Dentista | IDHTEC - 2023 - Prefeitura de Ilha de Itamaracá - PE - Contador | IDHTEC - 2023 - Prefeitura de Ilha de Itamaracá - PE - Assistente Social | IDHTEC - 2023 - Prefeitura de Ilha de Itamaracá - PE - Nutricionista Escolar | IDHTEC - 2023 - Prefeitura de Ilha de Itamaracá - PE - Farmacêutico | IDHTEC - 2023 - Prefeitura de Ilha de Itamaracá - PE - Fonoaudiólogo | IDHTEC - 2023 - Prefeitura de Ilha de Itamaracá - PE - Arquiteto | IDHTEC - 2023 - Prefeitura de Ilha de Itamaracá - PE - Veterinário | IDHTEC - 2023 - Prefeitura de Ilha de Itamaracá - PE - Técnico de Controle Interno | IDHTEC - 2023 - Prefeitura de Ilha de Itamaracá - PE - Psicopedagogo | IDHTEC - 2023 - Prefeitura de Ilha de Itamaracá - PE - Fisioterapeuta | IDHTEC - 2023 - Prefeitura de Ilha de Itamaracá - PE - Psicólogo | IDHTEC - 2023 - Prefeitura de Ilha de Itamaracá - PE - Professor de Inglês | IDHTEC - 2023 - Prefeitura de Ilha de Itamaracá - PE - Professor de Português | IDHTEC - 2023 - Prefeitura de Ilha de Itamaracá - PE - Professor de Matemática | IDHTEC - 2023 - Prefeitura de Ilha de Itamaracá - PE - Professor de Geografia | IDHTEC - 2023 - Prefeitura de Ilha de Itamaracá - PE - Professor de História | IDHTEC - 2023 - Prefeitura de Ilha de Itamaracá - PE - Professor de Educação Física | IDHTEC - 2023 - Prefeitura de Ilha de Itamaracá - PE - Professor de Ciências |
Q2336028 Português
Dia da Consciência Negra: desigualdade, resistência e muita luta

Hoje, 20 de novembro, é Dia da Consciência Negra. A data é utilizada para reforçarmos toda a luta da população negra para garantir seu espaço na sociedade, que tem sido conquistado em meio a tantas desigualdades. O dia faz menção à morte de Zumbi dos Palmares, que morreu em luta pela liberdade do povo negro. Nesse cenário, uma notícia positiva: por unanimidade, o Senado Federal aprovou na última quinta-feira (18) Projeto de Lei que tipifica a injúria racial como racismo. A proposta, que segue para análise da Câmara dos Deputados, alinha a legislação ao entendimento do Supremo Tribunal Federal (STF) que, em julgamento, já decidiu dessa forma.

Em Sergipe, dados da Coordenadoria de Estatística e Análise Criminal da Secretaria da Segurança Pública apontam que entre os meses de janeiro a outubro deste ano foram registrados 161 casos de injúria racial e 33 situações relacionadas ao racismo. Os números revelam que as denúncias estão ocorrendo, mas também sabemos que nem todo negro que sofre racismo ou injúria racial procura seus direitos. Não podemos normalizar a discriminação, nem levar na brincadeira e nem minimizar o sofrimento de quem sente o preconceito diário simplesmente pelo tom da pele. A exclusão racial entristece, revolta e traumatiza, mas também pode encorajar e motivar para novas lutas e futuras conquistas.
O Brasil tem a maior população negra fora da África e a superação da desigualdade tornou-se uma exigência moral. A consciência antirracista vem se consolidando, de maneira lenta, mas estamos no caminho. Foram quase quatro séculos caçando, vendendo e comprando seres humanos, por isso é tão relevante praticar uma frase há tempos anunciada pelo movimento negro: “Nossos passos vêm de longe”. Entender a nossa ancestralidade como ponto de partida para os avanços que hoje presenciamos é necessário para dar seguimento à luta. É inaceitável a naturalização da violência social, marcada pela estigmatização da pessoa negra e pela imposição de características negativas e de subalternidade. Se todas as vidas importassem, nós não precisaríamos proclamar enfaticamente que a vida dos negros importa.
Quando eu era criança, queria muito ver na televisão super-heróis negros e hoje compreendo a importância da representatividade, da ocupação de espaços, da necessidade que temos em nos reconhecer nos lugares aonde chegamos. Precisamos quebrar paradigmas e questionar o sistema todos os dias, pois enquanto houver racismo não haverá democracia. É necessário reconhecer que o racismo existe na sociedade atual e que não se manifesta somente por meio de atos isolados e da discriminação direta.

Temos que dar protagonismo aos intelectuais negros que estudam o tema, além de fomentar o ingresso e a permanência de pessoas negras nas instituições e no cenário político, aumentando sua representatividade e diversidade. Nós negros não recuaremos nas conquistas que foram alcançadas ao longo da história, por isso estamos sempre preparados para resistir e lutar contra todo tipo de discriminação. Precisamos romper as barreiras da desigualdade e do silenciamento negro. A jornada é longa e árdua, mas terá valido a pena.

(https://sinpolsergipe.org.br/nossa-opiniao-dia-da-consciencia-negra-desigualdade-resistencia-e-muita-luta-por-adriano-bandeira/ Acesso em 23/11/2023) 
Indique a alternativa correta quanto ao emprego dos pronomes ao substituir os termos destacados.
Alternativas
Q2335952 Português
Assinale a frase em que ocorre o emprego adequado do pronome relativo “cujo”.
Alternativas
Q2335949 Português
Assinale a frase em que há a combinação de verbo + pronome átono de forma errada
Alternativas
Q2335910 Português
Observe-se a seguinte frase de Machado de Assis:
“A paciência elabora-se com facilidade; perde-se de manhã e já de noite se pode sair com dose nova”.
Nessa frase, há três ocorrências do vocábulo “se”, que devem ser respectivamente analisadas do seguinte modo: 
Alternativas
Q2335175 Português
Em todas as frases abaixo foi feita a modificação da estrutura sublinhada por outra com o pronome relativo “cujo”; assinale a opção em que essa substituição foi feita de forma incorreta.
Alternativas
Respostas
3481: C
3482: B
3483: B
3484: C
3485: A
3486: C
3487: C
3488: D
3489: A
3490: B
3491: D
3492: D
3493: A
3494: C
3495: C
3496: E
3497: E
3498: B
3499: C
3500: A