Questões de Concurso Comentadas sobre morfologia - pronomes em português

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Q3454718 Português
Como comer tarde ou dormir pouco pode afetar sua saúde



Dia após dia, semana após semana, nós temos horários para tudo: comer, trabalhar, fazer exercícios, atividades de lazer, dormir. Tudo isso distribuído em 24 horas, seguindo padrões periódicos que nos foram dados pelos nossos antepassados.


No compasso do nosso relógio biológico

Durante o dia nos mantemos ativos e, com a chegada da noite, começam alterações fisiológicas que nos preparam para dormir. É como um relógio. Um relógio interno que nos avisa que vai ocorrer uma mudança no corpo e que ele está se preparando para comer, dormir, acordar... Isso se chama ritmo circadiano. Ele se refere a todos os tipos de alterações (físicas, mentais e comportamentais) que se repetem dia após dia, a cada 24 horas, aproximadamente. (...) A verdade é que o estilo de vida ocidental não ajuda a manter os ritmos circadianos. Desfrutamos de menos horas de luz natural do que os nossos antepassados, uma vez que somos mais sedentários e aumentamos consideravelmente o número de horas em frente às telas. Somam-se a isso níveis mais altos de estresse, uma vida social que atrapalha nossos horários e uma dieta baseada em produtos cheios de açúcar e ultraprocessados. Todos estes fatores alteram significativamente nossos ritmos naturais. Mas, quais implicações isso pode trazer? Esse desequilíbrio está relacionado à falta ou má qualidade do sono, alterações de humor, aumento do estresse, falta de orientação, problemas de memória, cansaço e ansiedade, entre outros males. (...)


Bactérias têm seus próprios biorritmos

Mas as alterações no ritmo circadiano não afetam só a gente: nossas bactérias intestinais, que têm biorritmos próprios sincronizados com os nossos, também são afetadas. Isso significa que um distúrbio nos relógios internos pode afetar a nossa saúde intestinal? Definitivamente sim. As perturbações nos ritmos biológicos estão intimamente relacionadas com alterações na digestão e no metabolismo. Além disso, há um desequilíbrio no metabolismo da glicose e um maior risco de aumento de peso e pressão arterial, bem como uma desregulação dos hormônios que controlam o apetite e que favorecem a preferência por alimentos ricos em açúcares e gorduras saturadas. Isso pode causar diminuição da sensibilidade à insulina, menor tolerância à glicose e alteração do perfil lipídico do organismo. São alterações que impactam diretamente na saúde intestinal e, portanto, na microbiota. (...) Quando comemos, acertamos os relógios dos órgãos e tecidos envolvidos na digestão: estômago, pâncreas, fígado, intestino e tecido adiposo. Se mudarmos horários, alteramos a microbiota. E o que acontece com a microbiota se comermos tarde? Almoçar às 16h, por exemplo, provoca uma mudança no relógio, uma interrupção do ritmo normal da função intestinal e uma alteração na composição e funcionalidade das bactérias intestinais. (...) As bactérias intestinais apresentam flutuações próprias dependendo da hora do dia, tanto na composição quanto nas funções. Evidências científicas mostram que elas têm um ritmo circadiano próprio, e que tentam sincronizá-lo com seu hospedeiro para aproveitá-lo ao máximo. (...)


A influência dos micróbios no sono

Estas pesquisas evidenciam que a microbiota intestinal é afetada por um descompasso nos ritmos biológicos, que ativam ou desativam genes envolvidos no metabolismo bacteriano dependendo da hora do dia. Mas essa é uma relação de mão dupla: o metabolismo das bactérias intestinais também é capaz de modular o ritmo circadiano. Sua influência pode ocorrer de duas maneiras: por meio da produção de metabólitos a partir dos alimentos que ingerimos, ou respondendo à diferença de horário com alterações na abundância de determinados grupos bacterianos. (...) As bactérias sintetizam essas substâncias a partir dos alimentos que comemos e quando os comemos, graças ao seu próprio metabolismo. Por exemplo, as bactérias Streptococcus e algumas estirpes de Escherichia e Enterococcus contribuem significativamente para a produção de serotonina, ligada ao ciclo sono-vigília. Outro neurotransmissor, o ácido gama-aminobutírico – proveniente da fermentação das fibras alimentares pela microbiota – poderia promover o sono através de uma ação nos mecanismos sensoriais da veia porta do fígado. Nossa comunidade microbiana também pode responder à alteração do ritmo circadiano ou à sua baixa qualidade, modificando a quantidade de alguns grupos bacterianos. Em casos extremos, pode-se atingir um estado de disbiose, ou seja, predomínio de bactérias nocivas em relação às benéficas.



BBC News Brasil. (Adaptado). Disponível em
<https://www.bbc.com/portuguese/articles/c167xl8jrj2o>
Considere o enunciado:

A sustentabilidade é composta pelas esferas social, econômica e ambiental – esta é a mais lembrada ao abordar-se o tema; essa e aquela, menos.

No contexto apresentado, os pronomes demonstrativos ‘esta’, ‘essa’ e ‘aquela’ se referem, respectivamente, a: 
Alternativas
Q3454714 Português
Como comer tarde ou dormir pouco pode afetar sua saúde



Dia após dia, semana após semana, nós temos horários para tudo: comer, trabalhar, fazer exercícios, atividades de lazer, dormir. Tudo isso distribuído em 24 horas, seguindo padrões periódicos que nos foram dados pelos nossos antepassados.


No compasso do nosso relógio biológico

Durante o dia nos mantemos ativos e, com a chegada da noite, começam alterações fisiológicas que nos preparam para dormir. É como um relógio. Um relógio interno que nos avisa que vai ocorrer uma mudança no corpo e que ele está se preparando para comer, dormir, acordar... Isso se chama ritmo circadiano. Ele se refere a todos os tipos de alterações (físicas, mentais e comportamentais) que se repetem dia após dia, a cada 24 horas, aproximadamente. (...) A verdade é que o estilo de vida ocidental não ajuda a manter os ritmos circadianos. Desfrutamos de menos horas de luz natural do que os nossos antepassados, uma vez que somos mais sedentários e aumentamos consideravelmente o número de horas em frente às telas. Somam-se a isso níveis mais altos de estresse, uma vida social que atrapalha nossos horários e uma dieta baseada em produtos cheios de açúcar e ultraprocessados. Todos estes fatores alteram significativamente nossos ritmos naturais. Mas, quais implicações isso pode trazer? Esse desequilíbrio está relacionado à falta ou má qualidade do sono, alterações de humor, aumento do estresse, falta de orientação, problemas de memória, cansaço e ansiedade, entre outros males. (...)


Bactérias têm seus próprios biorritmos

Mas as alterações no ritmo circadiano não afetam só a gente: nossas bactérias intestinais, que têm biorritmos próprios sincronizados com os nossos, também são afetadas. Isso significa que um distúrbio nos relógios internos pode afetar a nossa saúde intestinal? Definitivamente sim. As perturbações nos ritmos biológicos estão intimamente relacionadas com alterações na digestão e no metabolismo. Além disso, há um desequilíbrio no metabolismo da glicose e um maior risco de aumento de peso e pressão arterial, bem como uma desregulação dos hormônios que controlam o apetite e que favorecem a preferência por alimentos ricos em açúcares e gorduras saturadas. Isso pode causar diminuição da sensibilidade à insulina, menor tolerância à glicose e alteração do perfil lipídico do organismo. São alterações que impactam diretamente na saúde intestinal e, portanto, na microbiota. (...) Quando comemos, acertamos os relógios dos órgãos e tecidos envolvidos na digestão: estômago, pâncreas, fígado, intestino e tecido adiposo. Se mudarmos horários, alteramos a microbiota. E o que acontece com a microbiota se comermos tarde? Almoçar às 16h, por exemplo, provoca uma mudança no relógio, uma interrupção do ritmo normal da função intestinal e uma alteração na composição e funcionalidade das bactérias intestinais. (...) As bactérias intestinais apresentam flutuações próprias dependendo da hora do dia, tanto na composição quanto nas funções. Evidências científicas mostram que elas têm um ritmo circadiano próprio, e que tentam sincronizá-lo com seu hospedeiro para aproveitá-lo ao máximo. (...)


A influência dos micróbios no sono

Estas pesquisas evidenciam que a microbiota intestinal é afetada por um descompasso nos ritmos biológicos, que ativam ou desativam genes envolvidos no metabolismo bacteriano dependendo da hora do dia. Mas essa é uma relação de mão dupla: o metabolismo das bactérias intestinais também é capaz de modular o ritmo circadiano. Sua influência pode ocorrer de duas maneiras: por meio da produção de metabólitos a partir dos alimentos que ingerimos, ou respondendo à diferença de horário com alterações na abundância de determinados grupos bacterianos. (...) As bactérias sintetizam essas substâncias a partir dos alimentos que comemos e quando os comemos, graças ao seu próprio metabolismo. Por exemplo, as bactérias Streptococcus e algumas estirpes de Escherichia e Enterococcus contribuem significativamente para a produção de serotonina, ligada ao ciclo sono-vigília. Outro neurotransmissor, o ácido gama-aminobutírico – proveniente da fermentação das fibras alimentares pela microbiota – poderia promover o sono através de uma ação nos mecanismos sensoriais da veia porta do fígado. Nossa comunidade microbiana também pode responder à alteração do ritmo circadiano ou à sua baixa qualidade, modificando a quantidade de alguns grupos bacterianos. Em casos extremos, pode-se atingir um estado de disbiose, ou seja, predomínio de bactérias nocivas em relação às benéficas.



BBC News Brasil. (Adaptado). Disponível em
<https://www.bbc.com/portuguese/articles/c167xl8jrj2o>
No excerto “Se mudarmos horários, alteramos a microbiota. E o que acontece com a microbiota se comermos tarde?”, a segunda ocorrência do sintagma nominal ‘a microbiota’ pode ser substituída, sem alteração de sentido, pela forma pronominal: 
Alternativas
Q3454709 Português
Como comer tarde ou dormir pouco pode afetar sua saúde



Dia após dia, semana após semana, nós temos horários para tudo: comer, trabalhar, fazer exercícios, atividades de lazer, dormir. Tudo isso distribuído em 24 horas, seguindo padrões periódicos que nos foram dados pelos nossos antepassados.


No compasso do nosso relógio biológico

Durante o dia nos mantemos ativos e, com a chegada da noite, começam alterações fisiológicas que nos preparam para dormir. É como um relógio. Um relógio interno que nos avisa que vai ocorrer uma mudança no corpo e que ele está se preparando para comer, dormir, acordar... Isso se chama ritmo circadiano. Ele se refere a todos os tipos de alterações (físicas, mentais e comportamentais) que se repetem dia após dia, a cada 24 horas, aproximadamente. (...) A verdade é que o estilo de vida ocidental não ajuda a manter os ritmos circadianos. Desfrutamos de menos horas de luz natural do que os nossos antepassados, uma vez que somos mais sedentários e aumentamos consideravelmente o número de horas em frente às telas. Somam-se a isso níveis mais altos de estresse, uma vida social que atrapalha nossos horários e uma dieta baseada em produtos cheios de açúcar e ultraprocessados. Todos estes fatores alteram significativamente nossos ritmos naturais. Mas, quais implicações isso pode trazer? Esse desequilíbrio está relacionado à falta ou má qualidade do sono, alterações de humor, aumento do estresse, falta de orientação, problemas de memória, cansaço e ansiedade, entre outros males. (...)


Bactérias têm seus próprios biorritmos

Mas as alterações no ritmo circadiano não afetam só a gente: nossas bactérias intestinais, que têm biorritmos próprios sincronizados com os nossos, também são afetadas. Isso significa que um distúrbio nos relógios internos pode afetar a nossa saúde intestinal? Definitivamente sim. As perturbações nos ritmos biológicos estão intimamente relacionadas com alterações na digestão e no metabolismo. Além disso, há um desequilíbrio no metabolismo da glicose e um maior risco de aumento de peso e pressão arterial, bem como uma desregulação dos hormônios que controlam o apetite e que favorecem a preferência por alimentos ricos em açúcares e gorduras saturadas. Isso pode causar diminuição da sensibilidade à insulina, menor tolerância à glicose e alteração do perfil lipídico do organismo. São alterações que impactam diretamente na saúde intestinal e, portanto, na microbiota. (...) Quando comemos, acertamos os relógios dos órgãos e tecidos envolvidos na digestão: estômago, pâncreas, fígado, intestino e tecido adiposo. Se mudarmos horários, alteramos a microbiota. E o que acontece com a microbiota se comermos tarde? Almoçar às 16h, por exemplo, provoca uma mudança no relógio, uma interrupção do ritmo normal da função intestinal e uma alteração na composição e funcionalidade das bactérias intestinais. (...) As bactérias intestinais apresentam flutuações próprias dependendo da hora do dia, tanto na composição quanto nas funções. Evidências científicas mostram que elas têm um ritmo circadiano próprio, e que tentam sincronizá-lo com seu hospedeiro para aproveitá-lo ao máximo. (...)


A influência dos micróbios no sono

Estas pesquisas evidenciam que a microbiota intestinal é afetada por um descompasso nos ritmos biológicos, que ativam ou desativam genes envolvidos no metabolismo bacteriano dependendo da hora do dia. Mas essa é uma relação de mão dupla: o metabolismo das bactérias intestinais também é capaz de modular o ritmo circadiano. Sua influência pode ocorrer de duas maneiras: por meio da produção de metabólitos a partir dos alimentos que ingerimos, ou respondendo à diferença de horário com alterações na abundância de determinados grupos bacterianos. (...) As bactérias sintetizam essas substâncias a partir dos alimentos que comemos e quando os comemos, graças ao seu próprio metabolismo. Por exemplo, as bactérias Streptococcus e algumas estirpes de Escherichia e Enterococcus contribuem significativamente para a produção de serotonina, ligada ao ciclo sono-vigília. Outro neurotransmissor, o ácido gama-aminobutírico – proveniente da fermentação das fibras alimentares pela microbiota – poderia promover o sono através de uma ação nos mecanismos sensoriais da veia porta do fígado. Nossa comunidade microbiana também pode responder à alteração do ritmo circadiano ou à sua baixa qualidade, modificando a quantidade de alguns grupos bacterianos. Em casos extremos, pode-se atingir um estado de disbiose, ou seja, predomínio de bactérias nocivas em relação às benéficas.



BBC News Brasil. (Adaptado). Disponível em
<https://www.bbc.com/portuguese/articles/c167xl8jrj2o>
No excerto “Um relógio interno que nos avisa que vai ocorrer uma mudança no corpo e que ele está se preparando para comer, dormir, acordar... Isso se chama ritmo circadiano.”, o pronome demonstrativo “isso” è um mecanismo textual de:
Alternativas
Q3433466 Português
7 em cada 10 mulheres assassinadas com armas de fogo no País são negras, aponta pesquisa


As mulheres negras são as principais vítimas de morte por arma de fogo no país, segundo pesquisa do Instituto Sou da Paz, utilizando dados do Ministério da Saúde de 2022,

O levantamento O Papel da Arma de Fogo na Violência Contra a Mulher mostra que as mulheres negras representam 68,3% dos casos de homicídio feminino por arma registrados no País, seguidas pelas mulheres brancas (29,5%), indígenas (0,5%) e amarelas (0,3).

A média de homicídios femininos registrados no país é de 4,4 mil por ano. Entre 2012 e 2022, uma mulher foi assassinada a cada quatro horas no Brasil. Armas de fogo foram utilizadas na metade dos casos, o que significa dizer que uma em cada duas mulheres assassinadas no Brasil é vítima deste armamento. Mais da metade das vítimas, 60%, tinham entre 20 e 39 anos de idade.

Outro ponto destacado é que a casa das mulheres se torna o local de maior risco, representando 27% dos casos registrados. Em 2022, 39% dos homicídios de mulheres ocorridos em casa foram cometidos com o uso de arma de fogo. Segundo o estudo, isso é reflexo do relaxamento da política de controle de armas durante o governo Bolsonaro, vigente entre 2019 e 2022, que ‘permitiu o aumento desses artefatos nas casas tendo como principais argumentos a falácia de que supririam lacunas da segurança pública ou a primazia da autonomia individual’.

Em relação à identidade dos agressores, entre os casos de violência não letal envolvendo armas de fogo, 43% foram perpetrados por pessoas próximas à vítima, como parceiros, amigos, conhecidos ou familiares. Destaca-se que os parceiros íntimos, como companheiros ou excompanheiros, foram responsáveis por 28% das agressões não fatais registradas em 2022.


Ana Luiza Basilio. Disponível em: https://www.cartacapital.com.br/sociedade/7-emcada-10-mulheres-assassinadas-com-armas-de-fogo-no-pais-sao-negras-apontapesquisa/. Acesso em: 12 mar. 2024.
Nos versos da canção de Vander Lee: “Sabe o que eu queria agora, meu bem?/ Sair, chegar lá fora e encontrar alguém/ Que não me dissesse nada/ Não me perguntasse nada também...”, as palavras destacadas pertencem a que classe gramatical?
Alternativas
Q3282584 Português
Leia o texto abaixo para responder às próximas questões:

À Beira-Mar

or que será que tem gente que vive se metendo com o que os outros estão fazendo? Pode haver coisa mais ingênua do que um menininho brincando com areia, na beira da praia? Não pode, né? Pois estávamos nós deitados a doirar a pele para endoidar mulher, sob o sol de Copacabana, em decúbito ventral (não o sol, mas nós) a ler “Maravilhas da Biologia”, do coleguinha cientista Benedict Knox Ston, quando um camarada se meteu com uma criança, que brincava com a areia.

Interrompemos a leitura para ouvir a conversa. O menininho já estava com um balde desses de matéria plástica cheio de areia, quando o sujeito intrometido chegou e perguntou o que é que o menininho ia fazer com aquela areia. O menininho fungou, o que é muito natural, pois todo menininho que vai na praia funga, e explicou pro cara que ia jogar a areia num casal que estava numa barraca lá adiante. E apontou para a barraca.

Nós olhamos, assim como olhou o cara que perguntava ao menininho. Lá, na barraca distante, a gente só conseguia ver dois pares de pernas ao sol. O resto estava escondido pela sombra, por trás da barraca. Eram dois pares, dizíamos, um de pernas femininas, o que se notava pela graça da linha, e outro masculino, o que se notava pela abundante vegetação capilar, se nos permitem o termo.

— Eu vou jogar a areia naquele casal por causa de que eles estão se abraçando e se beijando muito — explicou o menininho, dando outra fungada.

O intrometido sorriu complacente e veio com lição de moral.

— Não faça isso, meu filho — disse ele (e depois viemos a saber que o menino era seu vizinho de apartamento). Passou a mão pela cabeça do garotinho e prosseguiu: — deixe o casal em paz. Você ainda é pequeno e não entende dessas coisas, mas é muito feio ir jogar areia em cima dos outros.

O menininho olhou pro cara muito espantado e ainda insistiu:

— Deixa eu jogar neles.

O camarada fez menção de lhe tirar o balde da mão e foi mais incisivo:

— Não senhor. Deixe o casal namorar em paz. Não vai jogar areia não.

O menininho então deixou que ele esvaziasse o balde e disse: — Tá certo. Eu só ia jogar areia neles por causa do senhor.

— Por minha causa? — estranhou o chato. — Mas que casal é aquele?

— O homem eu não sei — respondeu o menininho. — Mas a mulher é a sua.

Texto extraído do livro “O melhor do Stanislaw”

Sérgio Porto (Stanislaw Ponte Preta)
Os pronomes são uma importante ferramenta de coesão e são importantes para que não haja repetição de vocábulos, dando mais fluidez ao texto. O pronome oblíquo “lhe” no excerto abaixo refere-se a qual substantivo dentro do texto?
O camarada fez menção de lhe tirar o balde da mão e foi mais incisivo [...]
Alternativas:
Alternativas
Q3253147 Português
NUNCA É TARDE PARA NOS TORNAR QUEM DESEJAMOS SER: O EXEMPLO DE CONCEIÇÃO EVARISTO


Uma das escritoras mais importantes do país, ela se consagrou depois dos 60 anos e hoje expande nosso conhecimento sobre identidade e cultura negra.


Morena (20/07/2023 - 18:06)


    O envelhecimento no mundo em que vivemos é malvisto. Há até um nome para a discriminação que pessoas acima de 50 anos costumam sofrer durante o processo de envelhecer: etarismo. Em 2017, quando passei no vestibular para a Universidade Federal Fluminense, aos 26 anos, me sentia uma espécie de extraterrestre entre dezenas de pessoas entre 17 e 20 anos de idade que estudavam comigo. Ao contrário da maioria, eu trabalhava em tempo integral, dependia do trabalho para obter o meu sustento e não podia me dedicar integralmente aos estudos. Esta sensação de ser velha na faculdade fazia com que eu me sentisse “fora de lugar” naquele ambiente. E cedo demais percebesse que o mundo te olha diferente quando você não faz as coisas “na hora certa”.

    Foi bem nesta fase que conheci mais a fundo a obra da escritora Conceição Evaristo. Lendo sobre sua trajetória descobri que, antes de se tornar uma escritora premiada, até os 20 e poucos anos de idade, Evaristo era empregada doméstica e conciliava seus estudos com o trabalho. Antes de ler sobre sua vida, tinha vergonha de ter sido auxiliar de creche, vendedora, garçonete e de ter começado a trabalhar antes de ingressar no ensino superior. Achava que chegar tão tarde à formação acadêmica era um demérito, de alguma forma. Aquela sensação de desajuste que nos causa uma profunda vergonha foi sumindo conforme conhecia mais sobre a escrevivência que a escritora propunha com seu trabalho literário.

    A escrevivência é a escrita que nasce das experiências de subjetividades de mulheres negras, segundo a autora. Esta perspectiva me fez reavaliar muitas coisas. Quer dizer então que eu poderia escrever sobre minha experiência e expressar de forma autoral minha própria visão de mundo? Me pareceu incrível a percepção de que a experiência poderia ser uma vantagem na minha trajetória, não mais uma fonte inesgotável de constrangimento. De fato, havia muita história para contar e meus horizontes sobre o que eu poderia ser se expandiram.

    Conceição Evaristo formou-se no Curso Normal aos 25 anos em 1971, trabalhou como professora na rede pública de educação no Rio e em Niterói, após passar em concursos. Formouse em Letras na UFRJ na década de 1990, quando também estreou na literatura através dos Cadernos Negros, publicação pioneira de literatura afro-brasileira organizada pelo grupo Quilombhoje. Daí para frente fez mestrado, doutorado, deu aula em universidade, :inclusive internacionais. Em 2003 publicou Ponciá Vivêncio, seu primeiro romance, e em 2015 ganhou o Prêmio Jabuti aos 69 anos de idade. 

    A mineira filha de dona Joana é reconhecidamente uma das escritoras mais importantes do nosso país, suas obras são verdadeiras aulas sobre identidade e cultura negra. Além de sua produção literária, Conceição Evaristo me ensinou que os sonhos são águas que correm fora do rio do tempo. Afinal de contas, nunca estaremos atrasadas para nos tornar quem desejamos ser.


Texto adaptado do site: https://istoe.com.br/mulher/noticia/nunca-etarde-para-nos-tornar-quem-desejamos-ser-o-exemplo-deconceicao-evaristo/, acesso em 20 de julho de 2023.
A classificação da palavra sublinhada quanto à classe gramatical está INCORRETA em:
Alternativas
Q3105960 Português
Festa de aniversário


Leonora chegou-se para mim, a carinha mais limpa deste mundo:
– Engoli uma tampa de Coca-Cola.
Levantei as mãos para o céu: mais esta, agora! Era uma festa de aniversário, o aniversário dela própria, que completava seis anos de idade. Convoquei imediatamente a família:
– Disse que engoliu uma tampa de Coca-Cola.
A mãe, os tios, os avós, todos a cercavam, nervosos e inquietos.
– Abra a boca, minha filha. Agora não adianta: já engoliu. Deve ter arranhado. Mas engoliu como? Quem é que engole uma tampa de cerveja? De cerveja não: de Coca-Cola. Pode ter ficado na garganta – urgia que déssemos uma providência, não ficássemos ali, feito idiotas. Tomei-a ao colo: – Vem cá, minha filhinha, conta só para mim. Você engoliu coisa nenhuma, não é isso mesmo?
– Engoli sim, papai – ela afirmava com decisão.
Consultei o tio, baixinho:
– O que é que você acha?
Ele foi buscar uma tampa de garrafa, separou a cortiça do metal:
– O que você engoliu: isto... ou isto?
– Cuidado que ela engole outra – adverti.
– Isto – e ela apontou com firmeza a parte de metal.
Não tinha dúvida: pronto-socorro. Dispus-me a carregá-la, mas alguém sugeriu que era melhor que ela fosse andando: auxiliava a digestão.
No hospital, o médico limitou-se a apalpar-lhe a barriguinha, cético:
– Dói aqui, minha filha?
Quando falamos em radiografia, revelou-nos que o aparelho estava com defeito: só no pronto-socorro da cidade.
Batemos para o pronto-socorro da cidade. Outro médico nos atendeu com solicitude.
– Vamos já ver isto.
Tirada a chapa, ficamos aguardando ansiosos a revelação. Em pouco o médico regressava:
– Engoliu foi a garrafa.
– A garrafa?! – exclamei. Mas era uma gracinha dele, cujo espírito passava ao largo da minha aflição: eu não estava para graças. Uma tampa de garrafa! Certamente precisaria operar – não haveria de sair por si mesma.
O médico pôs-se a rir de mim:
– Não engoliu coisa nenhuma. O senhor pode ir descansado.
– Engoli – afirmou a menininha.
Voltei-me para ela:
– Como é que você ainda insiste, minha filha?
– Que eu engoli, engoli.
– Pensa que engoliu – emendei.
– Isso acontece – sorriu o médico – até com gente grande. Aqui já teve um guarda que pensou ter engolido o apito.
– Pois eu engoli mesmo – comentou ela, intransigente.
– Você não pode ter engolido – arrematei, já impaciente. – Quer saber mais que o médico?
– Quero. Eu engoli, e depois desengoli – esclareceu ela.
Nada mais havendo a fazer, engoli em seco, despedi-me do médico e bati em retirada com toda a comitiva.

(SABINO, Fernando. A mulher do vizinho. Rio de Janeiro, RJ. 1962. Adaptado.) 
Assinale a alternativa em que o termo destacado NÃO pertence à classe gramatical dos demais. 
Alternativas
Q3083036 Português
Assinale a alternativa em que o pronome não foi empregado em conformidade com as regras gramaticais vigentes. 
Alternativas
Q3083003 Português
TEXTO 1


Leia o texto e responda as cinco questões seguintes

Crônicas (Sub)Urbanas: Ué, Lebron… você por aqui?

Eu só imagino a quantidade de vezes em que você não ouviu isso, Lebron. Porque afinal de contas, você não tinha sido feito para vencer na vida. Filho de mãe solteira, morando nos projetos de habitação em Akron, Ohio. Negro. A sociedade espera(va) te ver em um lugar diferente. De maneira que quando você muda as coisas e vai em outra direção, inevitavelmente a pergunta mais feita àquela época deve ter sido: “ué, Lebron… você por aqui?”.

Virando capa de revista ainda no ensino médio. A grande promessa do basquete dos Estados Unidos. Você estava lá. Depois, na NBA de Jordan, Kobe, Shaq, Duncan, Nash, Nowitzki, Carter, Iverson, McGrady… você por ali?

Você tem noção, Lebron, que quando o mundo ouvia CD’s em discman, virava o flip dos seus celulares para mandar SMS, assistia DVDs, acessava internet banda larga em lan houses, postava fotos no MySpace e no Orkut e não fazia ideia do que era home office, você estava lá?

Deixando o resto do mundo de lado: você tem noção, Lebron, de que quando eu ainda usava aparelho, comprava jogo pirateado de Playstation, assistia desenhos e videoclipes na TV, mal fazia ideia do que era vestibular e, criminosamente, não jogava basquete há muito tempo, você estava lá?

Então peço desculpas por soar repetitivo, mas não posso deixar de perguntar: “ué, Lebron… você por aqui?”

Porque veja bem, Lebron Raymone James, um dos maiores clichês dos roteiros de Hollywood é um personagem soltando a mesma frase de efeito para justificar absolutamente qualquer tomada de decisão a partir dali. E a frase é sempre “o mundo mudou”. Mas quem sou eu para falar do mundo, não é mesmo? Porque quando a gente pensa que ele mudou, surge um terraplanista. Olha só o Kyrie Irving.

Bom, eu pelo menos saí da escola e tirei o aparelho. Voltei a jogar basquete. Tive birra com você por achar você “fominha” demais. Passei pra faculdade. Joguei cada vez mais basquete. Vi você levar os seus talentos para South Beach. Prometi a mim mesmo que se você ganhasse um título compraria uma camisa sua. Você ganhou dois. Comprei sua camisa. Esqueci a birra que tinha com você. Joguei mais basquete ainda. Me formei na faculdade. Vi você voltar pra casa em Cleveland, igual à época em que eu estava na escola. Vi você ter a sua própria escola. Vi outro título seu. Comprei outra camisa sua. Talvez eu devesse usar aparelho de novo. Talvez eu devesse voltar pra escola, mas do outro lado da sala de aula. Joguei menos basquete por causa do meu joelho. Vi você ir pra Los Angeles. Tive um podcast e escrevi uma coluna. O podcast parou. Fui pra faculdade de novo. Quero jogar mais basquete de novo.

E você ainda está por aqui.

Isso porque esse foi só eu. Imagina a quantidade de pessoas que andam por aí se perguntando “ué, Lebron… você por aqui?”. Certeza que foi a primeira coisa que passou pela cabeça do Iguodala antes daquele toco no título de 2016. Do Pernalonga também quando você foi fazer “Space Jam”. A minha namorada pensa a mesma coisa porque a todo e a qualquer momento você pode aparecer no meio da conversa sem aviso nenhum. Igual ao toco no título de 2016.

Mudar nunca é fácil, muito por conta da inevitabilidade da mudança. É difícil para mim e para muita gente se imaginar vivendo num mundo sem uma reportagem da Glória Maria, uma entrevista do Jô Soares e uma canção de Gal e Erasmo, por exemplo. É muito difícil. Então não culpe a gente por olhar para o lado e perguntar: “ué, Lebron… você por aqui?”.

Porque você segue aqui, Lebron James. Há vinte anos entregando o melhor. Há vinte anos buscando a grandeza. Há vinte anos elevando o patamar não só do jogo, mas da vida. Há vinte anos entre erros e acertos como qualquer ser humano, embora tenha horas em que a gente duvide. Há vinte anos tendo a excelência como padrão. Há vinte anos escrevendo o roteiro que, na madrugada do dia 7 para o dia 8 de fevereiro de 2023, ao se tornar o maior pontuador da história da NBA, me fez chorar igual criancinha e vibrar por alguém do outro lado do planeta que nem faz ideia de que eu existo. E quer saber por quê, Lebron?

Porque você sempre esteve aqui. E que sorte a nossa.


Renan Alonso – Autoria Independente.
Em relação ao primeiro parágrafo do texto, assinale a alternativa em que o pronome destacado possui uma classificação diferente do pronome destacado nas demais alternativas.
Alternativas
Q3015631 Português

Quanto à colocação dos pronomes átonos, marque a alternativa incorreta.

Alternativas
Q3014551 Português
Assinale a alternativa que apresenta o período com colocação pronominal inadequada.
Alternativas
Q3014479 Português
Quanto à colocação dos pronomes átonos, marque a alternativa incorreta.
Alternativas
Q2808605 Português

TEXTO II


A casa que educa


71 ____ Escrevo para vocês, crianças! O Amyr Klink é

72 um navegador. Navega num barco a vela. Vela é

73 uma armadilha para pegar o vento. O vento tem

74 força. Os barcos a vela navegam movidos pela

75 força do vento. O vento vem, bate nas velas e

76 empurra o barco. Mas o que fazer quando o

77 navegador quer ir para o sul e o vento sopra para

78 o norte? Peça a um professor para lhe explicar

79 isto. Antes das velas era preciso remar para o

80 barco navegar. Dava muita canseira. Mas aí um

81 dos nossos antepassados descobriu que o vento

82 faria o serviço dos remos e o homem poderia fazer

83 outras coisas…

84 ____ Toda a nossa história passada, desde os

85 tempos das cavernas, é a história dos homens

86 aprendendo a fazer a natureza fazer o trabalho por

87 eles. Os moinhos de vento, os moinhos de água, o

88 arco e a flecha, as alavancas, os monjolos, o fogo…

89 ____ O Amyr Klink disse que as crianças

90 aprendem “construindo” uma casa. Concordo.

91 Para aprender uma coisa é preciso fazê-la. As

92 crianças da ilha Faroe aprendiam o que

93 precisavam saber para viver construindo uma

94 casa! Mas não será muito difícil construir uma

95 casa? É difícil. Mas há um truque: a gente pode

“96 imaginar” a casa que a gente quer construir. Tudo

97 o que a gente faz começa na imaginação: um

98 quadro, um avião. Santos Dumont imaginou o 14-

99 Bis antes de construí-lo. Uma viagem, uma técnica

100 cirúrgica, um foguete, uma música, um livro… –

101 tudo começa na imaginação.

102 ____ Quando vou fazer um papagaio, a primeira

103 coisa é imaginá-lo na minha cabeça: o seu tipo (há

104 papagaios do tamanho de uma casa!), as suas

105 cores, as ferramentas de que vou precisar e os

106 materiais que vou usar: tesoura, canivete, serra,

107 linha, cola, papel… O mesmo vale para uma casa. A

108 primeira coisa é imaginar a casa, como se estivesse

109 pronta. O Oscar Niemeyer, que planejou os

110 edifícios fantásticos de Brasília, a primeira coisa

111 que faz é “desenhar” no papel o edifício que ele vê

112 com os olhos da imaginação.

113 ____ Imagine a casa que você gostaria de

114 construir. Terá um ou dois andares? As telhas

115 serão vermelhas? E as paredes? De que cor serão?

116 Terá uma chaminé para um fogão de lenha ou uma

117 lareira? Terá um jardim na frente? Para que lado

118 estará virada? Na sua cidade, qual é a direção do

119 sul? E do oeste? Onde nasce o sol? Onde se põe?

120 Mas o sol se põe? Esses são os pontos cardeais. É

121 importante saber onde estão os pontos cardeais

122 por causa da luz do sol. Aí é preciso desenhar essa

123 casa no papel, para que os pedreiros e carpinteiros

124 saibam como a imaginei. O desenho torna a

125 imaginação visível. Quem faz esse desenho é o

126 arquiteto. Aí será preciso fazer uma lista dos

127 materiais que você terá de usar para construir sua

128 casa. Começando com tijolo, cimento, areia, e

129 sem se esquecer dos pregos. Não se esqueça do

130 dinheiro, sem o qual não se compra nada. Seu pai

131 e sua mãe terão prazer em ajudá-lo.


ALVES, Rubem. A casa que educa. In: Educação. 2011. Disponível em: https://revistaeducacao.com.br/2021/10/12/rubem-alves-criancas-almyr/. Acesso em: 27 fev. 2023.

Em “Dava muita canseira” (linha 80) e “Para que lado estará virada?” (linhas 117-118), os termos destacados classificam-se, respectivamente, como

Alternativas
Q2808602 Português

TEXTO II


A casa que educa


71 ____ Escrevo para vocês, crianças! O Amyr Klink é

72 um navegador. Navega num barco a vela. Vela é

73 uma armadilha para pegar o vento. O vento tem

74 força. Os barcos a vela navegam movidos pela

75 força do vento. O vento vem, bate nas velas e

76 empurra o barco. Mas o que fazer quando o

77 navegador quer ir para o sul e o vento sopra para

78 o norte? Peça a um professor para lhe explicar

79 isto. Antes das velas era preciso remar para o

80 barco navegar. Dava muita canseira. Mas aí um

81 dos nossos antepassados descobriu que o vento

82 faria o serviço dos remos e o homem poderia fazer

83 outras coisas…

84 ____ Toda a nossa história passada, desde os

85 tempos das cavernas, é a história dos homens

86 aprendendo a fazer a natureza fazer o trabalho por

87 eles. Os moinhos de vento, os moinhos de água, o

88 arco e a flecha, as alavancas, os monjolos, o fogo…

89 ____ O Amyr Klink disse que as crianças

90 aprendem “construindo” uma casa. Concordo.

91 Para aprender uma coisa é preciso fazê-la. As

92 crianças da ilha Faroe aprendiam o que

93 precisavam saber para viver construindo uma

94 casa! Mas não será muito difícil construir uma

95 casa? É difícil. Mas há um truque: a gente pode

“96 imaginar” a casa que a gente quer construir. Tudo

97 o que a gente faz começa na imaginação: um

98 quadro, um avião. Santos Dumont imaginou o 14-

99 Bis antes de construí-lo. Uma viagem, uma técnica

100 cirúrgica, um foguete, uma música, um livro… –

101 tudo começa na imaginação.

102 ____ Quando vou fazer um papagaio, a primeira

103 coisa é imaginá-lo na minha cabeça: o seu tipo (há

104 papagaios do tamanho de uma casa!), as suas

105 cores, as ferramentas de que vou precisar e os

106 materiais que vou usar: tesoura, canivete, serra,

107 linha, cola, papel… O mesmo vale para uma casa. A

108 primeira coisa é imaginar a casa, como se estivesse

109 pronta. O Oscar Niemeyer, que planejou os

110 edifícios fantásticos de Brasília, a primeira coisa

111 que faz é “desenhar” no papel o edifício que ele vê

112 com os olhos da imaginação.

113 ____ Imagine a casa que você gostaria de

114 construir. Terá um ou dois andares? As telhas

115 serão vermelhas? E as paredes? De que cor serão?

116 Terá uma chaminé para um fogão de lenha ou uma

117 lareira? Terá um jardim na frente? Para que lado

118 estará virada? Na sua cidade, qual é a direção do

119 sul? E do oeste? Onde nasce o sol? Onde se põe?

120 Mas o sol se põe? Esses são os pontos cardeais. É

121 importante saber onde estão os pontos cardeais

122 por causa da luz do sol. Aí é preciso desenhar essa

123 casa no papel, para que os pedreiros e carpinteiros

124 saibam como a imaginei. O desenho torna a

125 imaginação visível. Quem faz esse desenho é o

126 arquiteto. Aí será preciso fazer uma lista dos

127 materiais que você terá de usar para construir sua

128 casa. Começando com tijolo, cimento, areia, e

129 sem se esquecer dos pregos. Não se esqueça do

130 dinheiro, sem o qual não se compra nada. Seu pai

131 e sua mãe terão prazer em ajudá-lo.


ALVES, Rubem. A casa que educa. In: Educação. 2011. Disponível em: https://revistaeducacao.com.br/2021/10/12/rubem-alves-criancas-almyr/. Acesso em: 27 fev. 2023.

Considerando a classificação da colocação pronominal no trecho “Santos Dumont imaginou o 14-Bis antes de construí-lo”. (linhas 98-99), é correto afirmar que se utiliza o pronome em posição

Alternativas
Q2660014 Português

O homem trocado


O homem acorda da anestesia e olha em volta. Ainda está na sala de recuperação. Há uma enfermeira do seu lado. Ele

pergunta se foi tudo bem.

– Tudo perfeito – diz a enfermeira, sorrindo.

– Eu estava com medo desta operação...

– Por quê? Não havia risco nenhum.

– Comigo, sempre há risco. Minha vida tem sido uma série de enganos...

E conta que os enganos começaram com seu nascimento.

Houve uma troca de bebês no berçário e ele foi criado até os dez anos por um casal de orientais, que nunca entenderam

o fato de terem um filho claro com olhos redondos. Descoberto o erro, ele fora viver com seus verdadeiros pais. Ou com sua

verdadeira mãe, pois o pai abandonara a mulher depois que esta não soubera explicar o nascimento de um bebê chinês.

– E o meu nome? Outro engano.

– Seu nome não é Lírio?

– Era para ser Lauro. Se enganaram no cartório e... Os enganos se sucediam.

Na escola, vivia recebendo castigo pelo que não fazia. Fizera o vestibular com sucesso, mas não conseguira entrar na

universidade. O computador se enganara, seu nome não apareceu na lista.

– Há anos que a minha conta do telefone vem com cifras incríveis. No mês passado tive que pagar mais de R$ 3 mil. – O

senhor não faz chamadas interurbanas?

– Eu não tenho telefone!

Conhecera sua mulher por engano. Ela o confundira com outro. Não foram felizes.

– Por quê?

– Ela me enganava.

Fora preso por engano. Várias vezes. Recebia intimações para pagar dívidas que não fazia. Até tivera uma breve, louca

alegria, quando ouvira o médico dizer:

– O senhor está desenganado. Mas também fora um engano do médico. Não era tão grave assim. Uma simples apendicite.

– Se você diz que a operação foi bem...

A enfermeira parou de sorrir.

– Apendicite? – perguntou, hesitante.

– É. A operação era para tirar o apêndice.

– Não era para trocar de sexo?


(VERÍSSIMO, Luis Fernando. Comédias da vida privada: 101 Crônicas Escolhidas. p. 192/193. Porto Alegre: LP&M, 1996.)

Quanto à classe gramatical das palavras grifadas, tem-se a correspondência INCORRETA em:

Alternativas
Q2658718 Português

Assinale a frase com erro de colocação pronominal:

Alternativas
Q2658343 Português

Cartão vermelho contra o preconceito

Por Ernesto Neves


  1. O mais popular esporte do planeta, o futebol tem o poder de unir povos e culturas,
  2. superando diferenças de credo, raça e classe. A linguagem dos campos é universal e pode até
  3. dar pausa a uma guerra, como ocorreu lá atrás, nos anos 1960, quando lados antagônicos do
  4. conflito de Biafra pararam para assistir ao genial Pelé. Os estádios, porém, jamais estiveram
  5. livres de um dos males que ainda assombram a humanidade: o racismo, um nó duro de desatar
  6. até hoje, em pleno século XXI. Nem mesmo as grandes estrelas do gramado escapam às
  7. execráveis manifestações de preconceito que resistem ao tempo. Foi assim em 21 de maio,
  8. quando Vinícius Jr., 22 anos, jogador do Real Madrid, enfrentava o Valência pela La Liga, o
  9. campeonato da Espanha, e ouviu gritos de “macaco”, “macaco”.
  10. Ele não se calou e acabou virando um potente símbolo da luta contra esta desumana
  11. exibição de intolerância. Indignado, interrompeu a partida e se dirigiu aos torcedores que o
  12. atacavam, pedindo respeito. Nas redes, Vini frisou que era a décima vez em que fora alvo de
  13. discriminação por ser preto, triste histórico que nunca contou com qualquer reação das
  14. autoridades, algo comum na trajetória de tanta gente. Sua atitude, de expor a questão sem
  15. desvios, escancarou uma ferida que, nos últimos anos, vem ganhando maior visibilidade não só
  16. na Europa, como também no Rio de Janeiro. Segundo dados do Observatório da Discriminação
  17. Racial no Futebol, entre 2021 e 2022, registrou-se um aumento de 40% nas denúncias de casos
  18. de racismo. Tamanho crescimento dá os contornos da elevada incidência desse crime e, ao
  19. mesmo tempo, embute um avanço: como as pessoas estão mais conscientes da aberração que
  20. o racismo representa, elas _______ cada vez mais levantando a voz contra ele. “Historicamente
  21. atacadas, pessoas pretas não aceitam mais sofrer discriminação e, por isso, estão levando o
  22. problema aos holofotes”, afirma o advogado Fabiano Machado da Rocha, especialista em
  23. compliance antidiscriminatório.
  24. A reação de Vini Jr. desatou uma onda sem precedentes no mundo do futebol, que começou
  25. a se mexer. Autoridades, entidades, clubes e atletas se mobilizaram, e ações contra a
  26. intolerância nos times cariocas, algumas engavetadas, receberam um bem-vindo empurrão. O
  27. Flamengo abriu oficinas internas conduzidas por integrantes do movimento negro e tem
  28. promovido visitas a escolas da rede pública e projetos sociais. A diretoria do Fluminense trabalha
  29. na criação de um comitê da diversidade e promove a campanha antipreconceito Time de Todos.
  30. Já o Botafogo busca perfis no mercado de modo que equipare as oportunidades profissionais no
  31. clube, enquanto o Vasco firmou um código de conduta com as torcidas organizadas proibindo
  32. cânticos embalados pela intolerância.
  33. Em um salutar sinal de avanço, as iniciativas chegaram até o poder público. A Assembleia
  34. Legislativa fluminense recém aprovou o Projeto de Lei nº 1.112/2023, que cria a Política Estadual
  35. Vini Jr. de Combate ao Racismo nos Estádios do Rio. Com a medida, as partidas podem ser
  36. interrompidas diante de qualquer denúncia ou manifestação racista. O jogo ficará paralisado pelo
  37. tempo que se julgar necessário ou enquanto não cessarem as ofensas.
  38. Adequar os estádios às normas de civilidade deste século envolve uma questão financeira
  39. — quem não o faz pode perder dinheiro, um sinal dos novos ventos. O escrutínio parte dos
  40. próprios patrocinadores, que não mais toleram investir em clubes ou atletas problemáticos, e
  41. dos consumidores, que rejeitam gastar com produtos e serviços nocivos à sociedade. Além disso,
  42. as federações esportivas compreenderam que o ambiente fair play é fundamental ____
  43. sobrevivência do esporte e que ir a uma partida deve ser uma experiência acolhedora a todos.
  44. “Racismo, machismo e homofobia são construções culturais que, até pouco tempo atrás, eram
  45. aceitáveis nos estádios. Felizmente, isso acabou”, ressalta Kwadjo Adjepong, especialista em
  46. governança esportiva da ONG Sport Resolutions, de Londres.


(Disponível em: VejaRio, junho de 2023 – texto adaptado especialmente para esta prova).

Considere as seguintes passagens do texto:


“Já o Botafogo busca perfis no mercado de modo [que equipare as oportunidades profissionais no clube]”. “[...] quando lados antagônicos do conflito de Biafra pararam [para assistir ao genial Pelé]”.


Assinale a alternativa que apresenta os trechos entre colchetes reescritos, correta e respectivamente, com as expressões em negrito substituídas por pronomes, de acordo com a norma padrão, no que se refere ao uso e à colocação pronominal.

Alternativas
Q2658338 Português

Cartão vermelho contra o preconceito

Por Ernesto Neves


  1. O mais popular esporte do planeta, o futebol tem o poder de unir povos e culturas,
  2. superando diferenças de credo, raça e classe. A linguagem dos campos é universal e pode até
  3. dar pausa a uma guerra, como ocorreu lá atrás, nos anos 1960, quando lados antagônicos do
  4. conflito de Biafra pararam para assistir ao genial Pelé. Os estádios, porém, jamais estiveram
  5. livres de um dos males que ainda assombram a humanidade: o racismo, um nó duro de desatar
  6. até hoje, em pleno século XXI. Nem mesmo as grandes estrelas do gramado escapam às
  7. execráveis manifestações de preconceito que resistem ao tempo. Foi assim em 21 de maio,
  8. quando Vinícius Jr., 22 anos, jogador do Real Madrid, enfrentava o Valência pela La Liga, o
  9. campeonato da Espanha, e ouviu gritos de “macaco”, “macaco”.
  10. Ele não se calou e acabou virando um potente símbolo da luta contra esta desumana
  11. exibição de intolerância. Indignado, interrompeu a partida e se dirigiu aos torcedores que o
  12. atacavam, pedindo respeito. Nas redes, Vini frisou que era a décima vez em que fora alvo de
  13. discriminação por ser preto, triste histórico que nunca contou com qualquer reação das
  14. autoridades, algo comum na trajetória de tanta gente. Sua atitude, de expor a questão sem
  15. desvios, escancarou uma ferida que, nos últimos anos, vem ganhando maior visibilidade não só
  16. na Europa, como também no Rio de Janeiro. Segundo dados do Observatório da Discriminação
  17. Racial no Futebol, entre 2021 e 2022, registrou-se um aumento de 40% nas denúncias de casos
  18. de racismo. Tamanho crescimento dá os contornos da elevada incidência desse crime e, ao
  19. mesmo tempo, embute um avanço: como as pessoas estão mais conscientes da aberração que
  20. o racismo representa, elas _______ cada vez mais levantando a voz contra ele. “Historicamente
  21. atacadas, pessoas pretas não aceitam mais sofrer discriminação e, por isso, estão levando o
  22. problema aos holofotes”, afirma o advogado Fabiano Machado da Rocha, especialista em
  23. compliance antidiscriminatório.
  24. A reação de Vini Jr. desatou uma onda sem precedentes no mundo do futebol, que começou
  25. a se mexer. Autoridades, entidades, clubes e atletas se mobilizaram, e ações contra a
  26. intolerância nos times cariocas, algumas engavetadas, receberam um bem-vindo empurrão. O
  27. Flamengo abriu oficinas internas conduzidas por integrantes do movimento negro e tem
  28. promovido visitas a escolas da rede pública e projetos sociais. A diretoria do Fluminense trabalha
  29. na criação de um comitê da diversidade e promove a campanha antipreconceito Time de Todos.
  30. Já o Botafogo busca perfis no mercado de modo que equipare as oportunidades profissionais no
  31. clube, enquanto o Vasco firmou um código de conduta com as torcidas organizadas proibindo
  32. cânticos embalados pela intolerância.
  33. Em um salutar sinal de avanço, as iniciativas chegaram até o poder público. A Assembleia
  34. Legislativa fluminense recém aprovou o Projeto de Lei nº 1.112/2023, que cria a Política Estadual
  35. Vini Jr. de Combate ao Racismo nos Estádios do Rio. Com a medida, as partidas podem ser
  36. interrompidas diante de qualquer denúncia ou manifestação racista. O jogo ficará paralisado pelo
  37. tempo que se julgar necessário ou enquanto não cessarem as ofensas.
  38. Adequar os estádios às normas de civilidade deste século envolve uma questão financeira
  39. — quem não o faz pode perder dinheiro, um sinal dos novos ventos. O escrutínio parte dos
  40. próprios patrocinadores, que não mais toleram investir em clubes ou atletas problemáticos, e
  41. dos consumidores, que rejeitam gastar com produtos e serviços nocivos à sociedade. Além disso,
  42. as federações esportivas compreenderam que o ambiente fair play é fundamental ____
  43. sobrevivência do esporte e que ir a uma partida deve ser uma experiência acolhedora a todos.
  44. “Racismo, machismo e homofobia são construções culturais que, até pouco tempo atrás, eram
  45. aceitáveis nos estádios. Felizmente, isso acabou”, ressalta Kwadjo Adjepong, especialista em
  46. governança esportiva da ONG Sport Resolutions, de Londres.


(Disponível em: VejaRio, junho de 2023 – texto adaptado especialmente para esta prova).

Assinale a alternativa na qual o “que” sublinhado NÃO é classificado como pronome relativo.

Alternativas
Q2658301 Português

Risco de morte por calor extremo pode quintuplicar até 2050


  1. O número de pessoas que correm o risco de morrer devido aos efeitos do calor extremo
  2. pode quintuplicar nas próximas décadas, alertam cientistas em um relatório publicado nesta
  3. quarta-feira (15/11/2023). “A saúde da humanidade está em grave perigo”, afirmam os autores
  4. da edição de 2023 do documento de referência publicado anualmente pela revista médica The
  5. Lancet.
  6. O trabalho afirma que, em um cenário de aumento médio da temperatura de 2°C na
  7. comparação com o período pré-industrial até o fim do século, as mortes vinculadas ao calor
  8. podem aumentar em 4,7 vezes até 2050. O relatório é publicado .... poucos dias do início, em
  9. 30 de novembro, da reunião da ONU sobre o clima, a COP28 de Dubai, que pela primeira vez
  10. terá _______ dedicadas .... saúde.
  11. A análise destaca que, em média, os habitantes do planeta foram _______ a 86 dias de
  12. temperaturas potencialmente fatais em 2022. Também indica que o número de pessoas com
  13. mais de 65 anos que faleceram vítimas do calor aumentou 85% entre os períodos de 1991-2000
  14. e de 2013-2022.
  15. Segundo as estimativas, 2023 será o ano mais quente registrado na história. “Os efeitos
  16. observados atualmente podem ser apenas um sintoma precoce de um futuro muito perigoso”,
  17. disse Marina Romanello, diretora-executiva do estudo.
  18. No documento, os cientistas destacam que o calor é apenas um dos fatores climáticos que
  19. podem contribuir para o aumento da mortalidade. Quase 520 milhões de pessoas a mais
  20. enfrentarão uma situação de insegurança alimentar moderada ou grave até a metade do século,
  21. segundo as _______. E as doenças infecciosas transmitidas por mosquitos devem continuar em
  22. propagação. A transmissão da dengue, por exemplo, pode registrar alta de 36%.
  23. Diante dos muitos impactos, mais de 25% das cidades analisadas pelos cientistas podem
  24. ver seus sistemas de saúde em colapso. O secretário-geral da ONU, António Guterres, comentou
  25. o relatório e afirmou que “a humanidade enfrenta um futuro intolerável”.
  26. “Já estamos vendo .... catástrofe acontecendo para a saúde e a subsistência de bilhões de
  27. pessoas ao redor do mundo, ameaçados por ondas de calor recordes, secas devastadoras para
  28. as colheitas, níveis crescentes de fome, surtos crescentes de doenças infecciosas, tempestades
  29. e inundações fatais”, afirmou em um comunicado.


(Disponível em: https://exame.com/esg/risco-de-morte-por-calor-extremo-pode-quintuplicar-ate-2050/ – texto adaptado especialmente para esta prova).

Considerando o fragmento “A saúde da humanidade está em grave perigo”, assinale a alternativa que apresenta a única classe gramatical que não aparece no trecho.

Alternativas
Q2658300 Português

Risco de morte por calor extremo pode quintuplicar até 2050


  1. O número de pessoas que correm o risco de morrer devido aos efeitos do calor extremo
  2. pode quintuplicar nas próximas décadas, alertam cientistas em um relatório publicado nesta
  3. quarta-feira (15/11/2023). “A saúde da humanidade está em grave perigo”, afirmam os autores
  4. da edição de 2023 do documento de referência publicado anualmente pela revista médica The
  5. Lancet.
  6. O trabalho afirma que, em um cenário de aumento médio da temperatura de 2°C na
  7. comparação com o período pré-industrial até o fim do século, as mortes vinculadas ao calor
  8. podem aumentar em 4,7 vezes até 2050. O relatório é publicado .... poucos dias do início, em
  9. 30 de novembro, da reunião da ONU sobre o clima, a COP28 de Dubai, que pela primeira vez
  10. terá _______ dedicadas .... saúde.
  11. A análise destaca que, em média, os habitantes do planeta foram _______ a 86 dias de
  12. temperaturas potencialmente fatais em 2022. Também indica que o número de pessoas com
  13. mais de 65 anos que faleceram vítimas do calor aumentou 85% entre os períodos de 1991-2000
  14. e de 2013-2022.
  15. Segundo as estimativas, 2023 será o ano mais quente registrado na história. “Os efeitos
  16. observados atualmente podem ser apenas um sintoma precoce de um futuro muito perigoso”,
  17. disse Marina Romanello, diretora-executiva do estudo.
  18. No documento, os cientistas destacam que o calor é apenas um dos fatores climáticos que
  19. podem contribuir para o aumento da mortalidade. Quase 520 milhões de pessoas a mais
  20. enfrentarão uma situação de insegurança alimentar moderada ou grave até a metade do século,
  21. segundo as _______. E as doenças infecciosas transmitidas por mosquitos devem continuar em
  22. propagação. A transmissão da dengue, por exemplo, pode registrar alta de 36%.
  23. Diante dos muitos impactos, mais de 25% das cidades analisadas pelos cientistas podem
  24. ver seus sistemas de saúde em colapso. O secretário-geral da ONU, António Guterres, comentou
  25. o relatório e afirmou que “a humanidade enfrenta um futuro intolerável”.
  26. “Já estamos vendo .... catástrofe acontecendo para a saúde e a subsistência de bilhões de
  27. pessoas ao redor do mundo, ameaçados por ondas de calor recordes, secas devastadoras para
  28. as colheitas, níveis crescentes de fome, surtos crescentes de doenças infecciosas, tempestades
  29. e inundações fatais”, afirmou em um comunicado.


(Disponível em: https://exame.com/esg/risco-de-morte-por-calor-extremo-pode-quintuplicar-ate-2050/ – texto adaptado especialmente para esta prova).

Assinale a alternativa na qual a palavra sublinhada NÃO seja uma preposição.

Alternativas
Respostas
3261: B
3262: D
3263: A
3264: C
3265: D
3266: A
3267: B
3268: A
3269: D
3270: A
3271: D
3272: B
3273: D
3274: A
3275: A
3276: C
3277: A
3278: C
3279: C
3280: D