Questões de Concurso Comentadas sobre morfologia - pronomes em português

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Q2406899 Português
Trecho do conto Feliz Aniversário, de Clarice Lispector.

        A família foi pouco a pouco chegando. Os que vieram de Olaria estavam muito bem vestidos porque a visita significava ao mesmo tempo um passeio a Copacabana. A nora de Olaria apareceu de azul-marinho, com enfeite de paetês e um drapejado disfarçando a barriga sem cinta. O marido não veio por razões óbvias: não queria ver os irmãos. Mas mandara sua mulher para que nem todos os laços fossem cortados – e esta vinha com o seu melhor vestido para mostrar que não precisava de nenhum deles, acompanhada dos três filhos: duas meninas já de peito nascendo, infantilizadas em babados cor-de-rosa e anáguas engomadas, e o menino acovardado pelo terno novo e pela gravata.

        Tendo Zilda – a filha com quem a aniversariante morava – disposto cadeiras unidas ao longo das paredes, como numa festa em que se vai dançar, a nora de Olaria, depois de cumprimentar com cara fechada aos de casa, aboletou-se numa das cadeiras e emudeceu, a boca em bico, mantendo sua posição de ultrajada. “Vim para não deixar de vir”, dissera ela a Zilda, e em seguida sentara-se ofendida. As duas mocinhas de cor-de-rosa e o menino, amarelos e de cabelo penteado, não sabiam bem que atitude tomar e ficaram de pé ao lado da mãe, impressionados com seu vestido azul-marinho e com os paetês.

        Depois veio a nora de Ipanema com dois netos e a babá. O marido viria depois. E como Zilda – a única mulher entre os seis irmãos homens e a única que, estava decidido já havia anos, tinha espaço e tempo para alojar a aniversariante –, e como Zilda estava na cozinha a ultimar com a empregada os croquetes e sanduíches, ficaram: a nora de Olaria empertigada com seus filhos de coração inquieto ao lado; a nora de Ipanema na fila oposta das cadeiras fingindo ocupar-se com o bebê para não encarar a concunhada de Olaria; a babá ociosa e uniformizada, com a boca aberta.

        E à cabeceira da mesa grande a aniversariante, que fazia hoje oitenta e nove anos.

(LISPECTOR, Clarice. Feliz aniversário. IN: Laços de família. Rio de Janeiro: Rocco,1998. Fragmento.)

Em “[...] como numa festa em que se vai dançar, [...]” (2º§), o pronome “se” – na construção em análise – não pode ser colocado após o verbo “vai”, o que ocasionaria incorreção gramatical. 
Alternativas
Q2403069 Português
Assinale a alternativa em que todos os pronomes estão corretamente empregados.
Alternativas
Q2402973 Português
Texto


O envelhecer e seus impactos na sociedade



Publicado em 19/02/2024 às 06:00.
Viviane Gago*



          Quando jovens, muito comumente pensamos e sentimos que somos imortais; e não pensamos na velhice, na morte; que é bom e ruim.
         No meu atual ciclo de vida, entrei na década dos 50 anos de idade, pego-me pensando sobre o envelhecer, que como tudo possui aspectos legais e não tão legais, positivos e negativos; por isso decidi falar um pouco sobre isso este mês.
         O etarismo, também conhecido como discriminação etária, refere-se à prática de julgar ou discriminar indivíduos com base em sua idade, afeta os jovens e os mais velhos, aqui focarei mais nestes últimos.
       As causas desse fenômeno são multifacetadas e podem incluir estereótipos culturais enraizados, preconceitos sociais, a busca pela juventude idealizada, crenças como idosos não podem trabalhar, idosos são frágeis e não conseguem resolver suas necessidades básicas, os mais velhos nada têm a contribuir etc.
       O preconceito afeta a saúde mental da pessoa porque ela tende a ficar em isolamento, não se sente confortável no ambiente onde ela é basicamente rejeitada por ter mais de 60 anos de idade, isso pode inclusive levar à depressão, uma vez que a pessoa muitas vezes pode não sentir coragem de externar o que realmente pensa e sente; especialmente aqueles que têm poucos recursos.
      Enquanto jovens adultos podem receber salários mais baixos, por serem considerados menos experientes, as pessoas mais velhas podem ter problemas para conseguir promoções ou encontrar trabalho. Isso tudo afeta diretamente a dignidade dessas pessoas; pois a levam para uma má qualidade de vida.       
         Lembremo-nos de algumas leis que protegem o idoso, a exemplo do artigo 96 da Constituição Federal, que aliás muita gente desconhece e dispõe que “Discriminar pessoa idosa, impedindo ou dificultando seu acesso a operações bancárias, aos meios de transporte, ao direito de contratar ou por qualquer outro meio ou instrumento necessário ao exercício de cidadania, por motivo de idade: Pena – reclusão de 06 (seis) meses a 1 (um) ano e multa”. Existe também o Estatuto do Idoso que o protege e há um Projeto de Lei 3.549/2023 – Câmara dos Deputados que preceitua que o etarismo é a discriminação praticada contra indivíduos ou grupos de pessoas com base em estereótipos associados à idade.           Uma das formas de combater esse preconceito etário é conscientizar a população sobre os problemas que ele pode criar, aliás desnecessariamente, pois, com relação aos mais velhos, eles possuem enorme experiência de vida, privilégio que nem todos teremos, essas pessoas podem ter uma “bagagem” que muito pode agregar em qualquer cenário pessoal e/ou mercadológico. Lembremos do filme “Um senhor estagiário”, um dos aspectos principais é a união de gerações, a ideia de que a experiência e a juventude podem coexistir e se complementar. Ben, com sua experiência e calma, se contrapõe à agitada e moderna realidade da startup de Jules.
        O fato é que, pelo menos no meu entorno, vejo as pessoas viverem por muitos e muitos anos, com uma saúde mental e lucidez invejáveis, para terem uma ideia agora dia 03/02/24 fui convidada diretamente pela aniversariante, minha tia Reny, para o seu aniversário de 95 anos de plena elegância, lucidez e sabedoria, dia 17/02/24 fui convidada para os 90 anos da Tia Maura, mãe de um amigo querido, minha sogra com 83 anos é lúcida, minha tia Neter com 94 anos, minha tia Dirce com 91 anos, cheia de opinião, bonita, arrumada, voz firme e acompanha as mídias sociais; e tudo isso pertinho de mim para testemunhar a longevidade dessas mulheres
        O nosso país, além de ter de melhorar em muitos aspectos a exemplo da educação e do combate à corrupção, da melhora da malha logística do país, precisa também criar ferramentas, meios de melhorar também a qualidade de vida dos idosos, promovendo atividades culturais, acessibilidade, cursos, grupos, programas voltados para eles, assim como outros países já o fazem há muito tempo a exemplo da Suíça, Noruega, Suécia, Alemanha dentre outros.
        Interessante abrir um parêntese para falar sobre como o idoso é visto no Japão, a velhice é sinônimo de sabedoria, a cultura do idoso oriental têm como tradição cuidar bem e reverenciar os idosos, fruto de aspectos milenares em que dignidade e respeito são valores cultuados por eles.
          Vamos parar e pensar antes de expressar frases como “Você não tem mais idade para isso”, “Você não aparenta ter essa idade”, “Depois de certa idade”, “Você está bem/ bonita para sua idade”, dentre outras; que só tem como finalidade colocar as pessoas para baixo.
         E para finalizar compartilho que essa semana em que vi meu padrinho partir com 77 anos e também celebrei os 60 anos de uma amiga querida, pude trocar com minha amiga desde a adolescência várias coisas importantes sendo uma delas a reflexão relacionada ao fato de que quanto mais avançamos na caminhada da nossa vida devemos buscar sabedoria para nos adaptar aos diferentes ciclos e momentos de nossas vidas, simplificar nossa vida como um todo inclusive avaliando sobre o que precisamos e o que não precisamos material e espiritualmente em nossas vidas e lutar para manter ao máximo nossa autonomia e independência.
        Abraços e boas reflexões para todos. Como diz Oswaldo Montenegro: “Se puder, envelheça”: .... ficar velho é sacar nossa própria desimportância”. Algo importante de pontuar em um mundo onde as pessoas têm uma vaidade, arrogância e falta de sabedoria implacáveis e destrutivas para consigo e para com os outros. 


* Advogada e consteladora pelo Instituto de Psiquiatria da USP (IPQ/USP).
Disponível em https://www.hojeemdia.com.br/opiniao/opiniao/o-envelhecer-e-seus-impactos-na-sociedade-1.1000415. Adaptado.
No período do Texto “Lembremos do filme “Um senhor estagiário”, um dos aspectos principais é a união de gerações, a ideia de que a experiência e a juventude podem coexistir e se complementar.”, a partícula “se” exerce função gramatical de
Alternativas
Q2402967 Português
Texto


O envelhecer e seus impactos na sociedade



Publicado em 19/02/2024 às 06:00.
Viviane Gago*



          Quando jovens, muito comumente pensamos e sentimos que somos imortais; e não pensamos na velhice, na morte; que é bom e ruim.
         No meu atual ciclo de vida, entrei na década dos 50 anos de idade, pego-me pensando sobre o envelhecer, que como tudo possui aspectos legais e não tão legais, positivos e negativos; por isso decidi falar um pouco sobre isso este mês.
         O etarismo, também conhecido como discriminação etária, refere-se à prática de julgar ou discriminar indivíduos com base em sua idade, afeta os jovens e os mais velhos, aqui focarei mais nestes últimos.
       As causas desse fenômeno são multifacetadas e podem incluir estereótipos culturais enraizados, preconceitos sociais, a busca pela juventude idealizada, crenças como idosos não podem trabalhar, idosos são frágeis e não conseguem resolver suas necessidades básicas, os mais velhos nada têm a contribuir etc.
       O preconceito afeta a saúde mental da pessoa porque ela tende a ficar em isolamento, não se sente confortável no ambiente onde ela é basicamente rejeitada por ter mais de 60 anos de idade, isso pode inclusive levar à depressão, uma vez que a pessoa muitas vezes pode não sentir coragem de externar o que realmente pensa e sente; especialmente aqueles que têm poucos recursos.
      Enquanto jovens adultos podem receber salários mais baixos, por serem considerados menos experientes, as pessoas mais velhas podem ter problemas para conseguir promoções ou encontrar trabalho. Isso tudo afeta diretamente a dignidade dessas pessoas; pois a levam para uma má qualidade de vida.       
         Lembremo-nos de algumas leis que protegem o idoso, a exemplo do artigo 96 da Constituição Federal, que aliás muita gente desconhece e dispõe que “Discriminar pessoa idosa, impedindo ou dificultando seu acesso a operações bancárias, aos meios de transporte, ao direito de contratar ou por qualquer outro meio ou instrumento necessário ao exercício de cidadania, por motivo de idade: Pena – reclusão de 06 (seis) meses a 1 (um) ano e multa”. Existe também o Estatuto do Idoso que o protege e há um Projeto de Lei 3.549/2023 – Câmara dos Deputados que preceitua que o etarismo é a discriminação praticada contra indivíduos ou grupos de pessoas com base em estereótipos associados à idade.           Uma das formas de combater esse preconceito etário é conscientizar a população sobre os problemas que ele pode criar, aliás desnecessariamente, pois, com relação aos mais velhos, eles possuem enorme experiência de vida, privilégio que nem todos teremos, essas pessoas podem ter uma “bagagem” que muito pode agregar em qualquer cenário pessoal e/ou mercadológico. Lembremos do filme “Um senhor estagiário”, um dos aspectos principais é a união de gerações, a ideia de que a experiência e a juventude podem coexistir e se complementar. Ben, com sua experiência e calma, se contrapõe à agitada e moderna realidade da startup de Jules.
        O fato é que, pelo menos no meu entorno, vejo as pessoas viverem por muitos e muitos anos, com uma saúde mental e lucidez invejáveis, para terem uma ideia agora dia 03/02/24 fui convidada diretamente pela aniversariante, minha tia Reny, para o seu aniversário de 95 anos de plena elegância, lucidez e sabedoria, dia 17/02/24 fui convidada para os 90 anos da Tia Maura, mãe de um amigo querido, minha sogra com 83 anos é lúcida, minha tia Neter com 94 anos, minha tia Dirce com 91 anos, cheia de opinião, bonita, arrumada, voz firme e acompanha as mídias sociais; e tudo isso pertinho de mim para testemunhar a longevidade dessas mulheres
        O nosso país, além de ter de melhorar em muitos aspectos a exemplo da educação e do combate à corrupção, da melhora da malha logística do país, precisa também criar ferramentas, meios de melhorar também a qualidade de vida dos idosos, promovendo atividades culturais, acessibilidade, cursos, grupos, programas voltados para eles, assim como outros países já o fazem há muito tempo a exemplo da Suíça, Noruega, Suécia, Alemanha dentre outros.
        Interessante abrir um parêntese para falar sobre como o idoso é visto no Japão, a velhice é sinônimo de sabedoria, a cultura do idoso oriental têm como tradição cuidar bem e reverenciar os idosos, fruto de aspectos milenares em que dignidade e respeito são valores cultuados por eles.
          Vamos parar e pensar antes de expressar frases como “Você não tem mais idade para isso”, “Você não aparenta ter essa idade”, “Depois de certa idade”, “Você está bem/ bonita para sua idade”, dentre outras; que só tem como finalidade colocar as pessoas para baixo.
         E para finalizar compartilho que essa semana em que vi meu padrinho partir com 77 anos e também celebrei os 60 anos de uma amiga querida, pude trocar com minha amiga desde a adolescência várias coisas importantes sendo uma delas a reflexão relacionada ao fato de que quanto mais avançamos na caminhada da nossa vida devemos buscar sabedoria para nos adaptar aos diferentes ciclos e momentos de nossas vidas, simplificar nossa vida como um todo inclusive avaliando sobre o que precisamos e o que não precisamos material e espiritualmente em nossas vidas e lutar para manter ao máximo nossa autonomia e independência.
        Abraços e boas reflexões para todos. Como diz Oswaldo Montenegro: “Se puder, envelheça”: .... ficar velho é sacar nossa própria desimportância”. Algo importante de pontuar em um mundo onde as pessoas têm uma vaidade, arrogância e falta de sabedoria implacáveis e destrutivas para consigo e para com os outros. 


* Advogada e consteladora pelo Instituto de Psiquiatria da USP (IPQ/USP).
Disponível em https://www.hojeemdia.com.br/opiniao/opiniao/o-envelhecer-e-seus-impactos-na-sociedade-1.1000415. Adaptado.
No período do Texto “Existe também o Estatuto do Idoso que o protege e há um Projeto de Lei 3.549/2023...”, o termo destacado exerce função gramatical de 
Alternativas
Q2401380 Português
Texto 1


Brusque é a quarta melhor cidade de médio porte do Brasil


Brusque é a quarta melhor cidade de médio porte do Brasil e a segunda no território catarinense. É o que aponta o Anuário da Revista ISTOÉ, que baseia a informação em pesquisa feita em todos os 5.565 municípios do país. O levantamento traz uma radiografia nacional, considerando áreas diretamente afetadas por políticas públicas: social, econômica, fiscal e digital.

Na avaliação do nível de desenvolvimento socioeconômico brasileiro, as cidades são divididas em três grupos: grande, médio e pequeno porte. Na categoria das cidades brasileiras de médio porte, Brusque ocupa a quarta colocação.

A liderança coube a outra cidade catarinense, Jaraguá do Sul. Em segundo lugar, aparece São Caetano do Sul e, em terceiro, Valinhos, ambas de São Paulo. E completa o chamado ‘top 5’ do ranking nacional, a cidade paranaense de Toledo. Todas as informações sobre a pesquisa e a íntegra do ranking vão ser conhecidos com a publicação da próxima edição da Revista ISTOÉ.

Para o prefeito Ari Vequi, a cidade de Brusque recebe com grande alegria a informação. “É motivo de muito orgulho, entre mais de cinco mil municípios do Brasil inteiro, estarmos nessa colocação”, comemora. Para ele, este reconhecimento também serve de estímulo para continuar o trabalho que é feito na cidade. “Nos anima muito a continuar fazendo o trabalho do dia a dia, porque o resultado está aí, a prova é que os índices nos elevam também a qualidade de vida da nossa população”.

Para formar o ranking, segundo a publicação, “foram considerados, ao todo, 281 indicadores relacionados às áreas social, econômica, fiscal e digital e permite hierarquizar as cidades com foco na igualdade das oportunidades entre seus habitantes”. E completa que as informações foram extraídas de fontes primárias públicas, como Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Secretaria do Tesouro Nacional (STN), Datasus, Departamento Nacional de Trânsito (Denatran), Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio (MDIC), Ministério do Trabalho e Emprego (TEM), entre outras.


Disponível em: https://www.brusque.sc.gov.br/noticias/brusquee-a-quarta-melhor-cidade-de-medio-porte-do-brasil-e-a-segundaem-santa-catarina-em-levantamento-de-publicacao/. Acesso em: 05 de fev 2024. Adaptado.
É correto o que se afirma em:
Alternativas
Ano: 2024 Banca: Instituto Darwin Órgão: Prefeitura de Santa Cruz do Capibaribe - PE Provas: Instituto Darwin - 2024 - Prefeitura de Santa Cruz do Capibaribe - PE - Analista de Controle Interno | Instituto Darwin - 2024 - Prefeitura de Santa Cruz do Capibaribe - PE - Médico Clínico Geral Hospitalar | Instituto Darwin - 2024 - Prefeitura de Santa Cruz do Capibaribe - PE - Médico Endocrinologista | Instituto Darwin - 2024 - Prefeitura de Santa Cruz do Capibaribe - PE - Médico Gastroenterologista Hospitalar | Instituto Darwin - 2024 - Prefeitura de Santa Cruz do Capibaribe - PE - Médico Neurologista | Instituto Darwin - 2024 - Prefeitura de Santa Cruz do Capibaribe - PE - Médico Oftalmologista | Instituto Darwin - 2024 - Prefeitura de Santa Cruz do Capibaribe - PE - Médico Ortopedista | Instituto Darwin - 2024 - Prefeitura de Santa Cruz do Capibaribe - PE - Médico Radiologista | Instituto Darwin - 2024 - Prefeitura de Santa Cruz do Capibaribe - PE - Médico Vascular | Instituto Darwin - 2024 - Prefeitura de Santa Cruz do Capibaribe - PE - Enfermeiro Hospitalar | Instituto Darwin - 2024 - Prefeitura de Santa Cruz do Capibaribe - PE - Enfermeiro | Instituto Darwin - 2024 - Prefeitura de Santa Cruz do Capibaribe - PE - Farmacêutico | Instituto Darwin - 2024 - Prefeitura de Santa Cruz do Capibaribe - PE - Fisioterapeuta | Instituto Darwin - 2024 - Prefeitura de Santa Cruz do Capibaribe - PE - Fonoaudiólogo | Instituto Darwin - 2024 - Prefeitura de Santa Cruz do Capibaribe - PE - Terapeuta Ocupacional | Instituto Darwin - 2024 - Prefeitura de Santa Cruz do Capibaribe - PE - Educador Físico | Instituto Darwin - 2024 - Prefeitura de Santa Cruz do Capibaribe - PE - Biomédico | Instituto Darwin - 2024 - Prefeitura de Santa Cruz do Capibaribe - PE - Médico Reumatologista Hospitalar | Instituto Darwin - 2024 - Prefeitura de Santa Cruz do Capibaribe - PE - Assistente Social | Instituto Darwin - 2024 - Prefeitura de Santa Cruz do Capibaribe - PE - Médico Urgência e Emergência Hospitalar | Instituto Darwin - 2024 - Prefeitura de Santa Cruz do Capibaribe - PE - Médico Cardiologista | Instituto Darwin - 2024 - Prefeitura de Santa Cruz do Capibaribe - PE - Médico Cirurgião Obstetra Hospitalar | Instituto Darwin - 2024 - Prefeitura de Santa Cruz do Capibaribe - PE - Médico Psiquiatra |
Q2398358 Português
Texto

Filme Oppenheimer (2023, Christopher Nolan)


          Christopher Nolan utilizou, como base para o roteiro desta cinebiografia, o livro biográfico de J.R. Oppenheimer. A obra ganhou diversos prêmios, em especial a conquista de um Prêmio Pulitzer, na categoria “Biografia ou Autobiografia”, em 2006. A biografia do físico teórico foi escrita a quatro mãos pelos autores Kai Bird e Martin J. Sherwin, durante um período de vinte e cinco anos.
           Quando lemos ou escutamos o nome bomba atômica, é inevitável pensar, lá no início da segunda metade da década de 1940, no final da Segunda Guerra Mundial, nos ataques nucleares dos Estados Unidos da América às cidades japonesas de Hiroshima e Nagasaki. Do avião bombardeiro B-29, o “Enola Gay”, foi lançada na primeira cidade a bomba de codinome “Little Boy” (bomba de fissão de urânio), no dia 6 de agosto de 1945. Em 9 de agosto do fatídico ano, apenas três dias após o primeiro ataque nuclear da história, outro avião bombardeiro B-29 (apelidado de ‘Bockscar‘, ou ‘Bock’s Car‘) lançou sobre a segunda cidade nipônica a bomba de fissão de plutônio, apelidade de “Fat Man”.
            Essas duas bombas lançadas sobre as cidades japonesas foram as únicas até então a serem utilizadas durante uma guerra. Antes de utilizá-las para valer, os Estados Unidos conduziram o primeiro teste de arma nuclear dentro do “Projeto Manhattan”, no dia 16 de julho de 1945, no Novo México, em que foi posta em prática a experiência “Trinity”, nome da bomba de plutônio de implosão, o mesmo tipo de arma utilizada posteriormente em Nagasaki (Japão).
         Logo após a passagem da onda de choque da Experiência “Trinity”, instaurou-se a “Era Atômica”, designada “Era Nuclear”. Esse período da história – também conhecida como “Idade Atômica” – foi intensificado após a utilização em larga escala da tecnologia nuclear que culminou na destruição em massa das cidades japonesas de Hiroshima e Nagasaki, e das milhares de pessoas mortas (cálculos conservadores estimam que até o último mês de 1945 haviam cerca de 110 mil pessoas mortas, em ambas as cidades; outros estudos calculam mais de 210 mil vidas ceifadas).
        (...) Os acontecimentos resumidos acima e seus diversos personagens fazem parte do roteiro adaptado de Christopher Nolan e estão – e são – representados na esplendorosa captação de som e imagem assinadas pela grife C. Nolan em parceria com o compositor de cinema sueco Ludwig Göransson, o diretor de fotografia holandês Hoyte van Hoytema e a constelação de superelenco, que tem como estrela mais brilhante o ator irlandês Cillian Murphy.
        A semelhança física de Murphy e seu personagem-título incrementa a sua potência interpretativa, que aliás adentra ao íntimo caótico do biografado; as cenas e imagens, em que somos os intrusos dentro da cabeça do criador da bomba atômica, captam lapsos de tensão e terror imaginados na consciência do homem diante do dilema em torno da potencialidade destrutiva que a sua criação provocará às pessoas, ao mundo e ao próprio criador um fardo do qual Chris Nolan capta profundamente nas cenas do Teste Trinity, momento em que, meio do deserto do Novo México, é detonada a primeira bomba atômica; sequência onde a junção do design de som e imagem conjugam-se concomitante.
       É claro o saber quanto ao clímax do filme, espera-se ver – e principalmente escutar – o detonar e a sequência explosiva da bomba atômica (Trinity), neste momento somos surpreendidos pela inteligência da direção à maneira como nos é transmitida a explosão, no momento derradeiro o sistema de som da sala de cinema é tomada pelo peso do silêncio perturbador, momento em que somos impactados por uma onda de consciência que imagino levar a um pensamento coletivo diante das consequências de que o sucesso do Teste Trinity causaria futuramente, tratando-se de uma arma de guerra impiedosa, de poder destrutivo capaz de aniquilar do tempo e espaço qualquer coisa ou ser. A chegada estrondosa do som oriundo da detonação da bomba atômica Trinity estremece a alma.
        Apesar de achar os longínquos 180 minutos de duração, essas 3 horas de filme transcorrem imperceptíveis no tempo, o banheiro e o bocejo ficam para segundo plano, no transcorrer dos créditos finais, graças à inquestionável qualidade técnica e narrativa já tantas fezes aprovadas em produções anteriores assinadas por Nolan & Cia.
         Albert Einstein é o gênio da física que se faz presente na biografia de J. Robert Oppenheimer, sua participação é pontual e em ação transmite carisma através da interpretação de Tom Conti. Para mim, caso no futuro venha ser produzido cinebiografia do pai da Teoria da Relatividade, o ator deve repetir o seu personagem. Ainda neste bloco, faço questão de trazer à tona outros atores que merecem os elogios devido a excepcional prestação de serviço executada em cena: Florence Pugh como Jean Tatlock, Emily Blunt como Kitty Oppenheimer, Josh Hartnett como Ernest Lawrence, Kenneth Branagh como Niels Bohr, Matt Damon como Leslie Groves e uma das melhores performances dele, Robert Downey Jr. como Lewis Strauss.
       Os envolvidos no departamento de som merecem os aplausos, pois um dos quesitos técnicos de maior destaque cai sobre os ombros dos profissionais responsáveis pelo departamento design de som. As diversas explosões de bombas ouvidas ao longo do filme são sentidas com tamanha perfeição sonora que quem escuta chega até a esboçar uma reação de tapar os ouvidos tamanho é o realismo do som. (...)
       Os diálogos carregados em meio a toda tensão nos entregam interpretações de uma régua de qualidade artística no patamar das mais elevadas; o dilema moral está no centro do filme, raciocínio perturbador que ocupa um espaço significativo dentro da cabeça brilhante de J. Robert Oppenheimer, todo o seu conhecimento teórico de mecânica quântica e física é materializado na bomba atômica. Nos minutos finais do filme, várias questões que incluem jogo político, traição, conspiração, investigação e julgamento ficam claras e totalmente expostas dentro e fora de Los Alamos. (...)
        Dentro do roteiro desta produção, surgem várias frases de efeitos, muitas delas já ouvidas pelo público em geral, que causam impacto quando vistas e ouvidas, muitas são verdadeiros estopins para reflexões filosóficas sobre o futuro do mundo após a invenção bélica, causa de interesse principal de muitas pessoas em assistir a esta produção épica. Dessas frases, destaco a fala de J. Robert Oppenheimer: “Agora eu me tornei a Morte, a destruidora de mundos”.
        Na cena final, é perceptível o peso do mundo jogado com todas as forças sobre as costas do “pai da bomba atômica”, junto do seu “descarte”, por parte do governo estadunidense, uma vez comprovada o sucesso do nascimento do seu “filho”. É devastador ver através da expressão final de J. Robert Oppenheimer a visão dele quanto ao futuro do mundo. (...) 



 Disponível em https://www.leiaeassista.com.br/resenha-do-filme-oppenheimer-2023-christopher-nolan/.Adaptado
Em relação à colocação pronominal, o pronome oblíquo “las”, no período “Antes de utilizá-las para valer, os Estados Unidos conduziram o primeiro teste de arma nuclear dentro do “Projeto Manhattan”,...”, ocupa
Alternativas
Q2396260 Português
Tijolos da Mesopotâmia revelam anomalia antiga no campo
magnético da Terra



          O campo magnético da Terra não foi sempre o mesmo. O polo Norte e o polo Sul já trocaram de lugar algumas vezes ao longo das eras geológicas. Além disso, sua intensidade aumenta e diminui com o tempo, às vezes de maneira desigual.

         Essas mudanças deixam cicatrizes químicas em certos minerais, que se tornam boas pistas para investigar o passado da magnetosfera. Átomos de ferro presentes, por exemplo, podem ter se alinhado ao campo em um certo ponto do passado, e então permanecido travados nessa posição — o que os torna uma janela para um instante exato da história do planeta.

            Como esses blocos de argila têm inscrições indicando o nome do déspota que governava o território na época de sua fabricação, torna-se possível cruzar o dado histórico com o químico, o que torna a datação extremamente precisa.

        O estudo confirma a existência de um fenômeno chamado “anomalia geomagnética da Idade do Ferro no Levante”. Entre 1050 e 550 a.C., o campo magnético da Terra era estranhamente forte na região do Levante (os arredores de Iraque, Jordânia, Síria e Israel), por razões ainda misteriosas. Evidências dessa anomalia já haviam sido detectadas em lugares distantes, mas dados vindos do próprio Oriente Médio eram escassos.

         “Muitas vezes dependemos de métodos de datação, como radiocarbono, para ter uma noção da cronologia na antiga Mesopotâmia. No entanto, alguns dos vestígios culturais mais comuns, como tijolos e cerâmicas, não podem ser facilmente datados porque não contêm material orgânico (ou seja, material com átomos de carbono)”, diz Mark Altaweel, coautor do artigo, em declaração à imprensa. “Este trabalho agora ajuda a criar uma importante base que permite que outros se beneficiem da datação absoluta usando o arqueomagnetismo.”

        Em sua fala, Altaweel se refere ao método de datação mais comum da arqueologia, em que os pesquisadores descobrem quando um objeto foi fabricado (ou, no caso de um ser vivo, quando ele viveu) pela taxa a que átomos de carbono radioativos presentes nessa coisa se desmancham em outros átomos, mais estáveis. Grosso modo, quanto mais antigo o item, menos carbono radioativo haverá nele.

          A equipa espera que a área de pesquisa incipiente do arqueomagnetismo — a busca por assinaturas do campo magnético da Terra em artefatos arqueológicos —, aumente a precisão com que conhecemos a história desse escudo invisível que circunda o planeta (e, de quebra, que melhore nossa capacidade de datar o passado da nossa própria espécie).


(Fonte: Superinteressante — adaptado.)
No trecho: “Essas mudanças deixam cicatrizes químicas em certos minerais, que se tornam boas pistas para investigar o passado da magnetosfera.” (2º parágrafo), o pronome relativo sublinhado tem como referente: 
Alternativas
Q2395778 Português
TEXTO III


INIMIGOS

        O apelido de Maria Teresa, para o Norberto, era “Quequinha”. Depois do casamento, sempre que queria contar para os outros uma de sua mulher, o Norberto pegava sua mão, carinhosamente, e começava:
          — Pois a Quequinha...
          E a Quequinha, dengosa, protestava:
          — Ora, Beto!
        Com o passar do tempo, o Norberto deixou de chamar a Maria Teresa de Quequinha. Se ela estivesse ao seu lado e ele quisesse se referir a ela, dizia:
          — A mulher aqui...
          Ou, às vezes:
          — Esta mulherzinha...
          Mas nunca Quequinha.
         (O tempo, o tempo. O amor tem mil inimigos, mas o pior deles é o tempo. O tempo ataca em silêncio. O tempo usa armas químicas.)
          Com o tempo, Norberto passou a tratar a mulher por “Ela”.
           — Ela odeia o Charles Bronson.
           — Ah, não gosto mesmo.
          Deve-se dizer que o Norberto, a esta altura, embora a chamasse de Ela, ainda usava um vago gesto de mão para indicá-la. Pior foi quando passou a dizer “essa aí” e a apontar com o queixo. — Essa aí... E apontava com o queixo,
           — Essa aí...
          E apontava com o queixo, até curvando a boca com um certo desdém.(O tempo, o tempo. O tempo captura o amor e não mata na hora. Vai tirando uma asa, depois outra...)
         Hoje, quando quer contar alguma coisa da mulher, o Norberto nem olha na sua direção. Faz um meneio de lado com a cabeça e diz:
           — Aquilo...

VERÍSSIMO, Luís Fernando. Novas comédias da vida privada. Porto Alegre: L&PM,1996.p.70-71.
No texto “Inimigos”, à medida que o tempo passa, a relação entre as personagens Norberto e Maria Teresa vai se transformando. O que, no início, era um grande caso de amor, sofre os efeitos da passagem do tempo e torna-se um casamento de acomodação. Marque a principal classe de palavras que, ao longo da narrativa, são pistas que evidenciam o processo de afastamento vivido pelo casal:
Alternativas
Q2394365 Português
TEXTO I


Aula de religião


            Magricela como a Olívia Palito, mulher de Popeye, parecia um galho seco dentro do vestido escuro. Era antipática e ranzinza. Usava óculos de lentes grossas: não enxergava direito, vivia confundindo um aluno com outro.

          A aula de religião não contava ponto nem influía na nossa média, mas a diretora nos obrigava a frequentar.

          Um dia apareceu uma barata na sala de aula. Descobrimos então que Dona Risoleta tinha um verdadeiro horror de baratas: soltou um grito, apontou a bichinha com o dedo trêmulo e subiu na cadeira, pedindo que matássemos. Era uma barata grande, daquelas cascudas. A classe inteira se mobilizou para matá-la. Foi aquele alvoroço.



(SABINO, Fernando. Menino no espelho.
Rio de Janeiro, Record, 1990, p.113)
Considere a frase “A classe inteira se mobilizou para matá-la”. Marque a alternativa que apresenta a classificação correta do vocábulo “se”:
Alternativas
Q2394144 Português
A literatura, um produto a mais



Hélène Ling e Inès Sol Salas



        Há mais de trinta anos, as prateleiras saturadas das livrarias praticamente só se diferenciam pelos romances destinados ao sucesso: assinados por sobrenomes conhecidos, ou envolvidos por fitas como presentes com um preço de outono. Ora, esses títulos, que ocupam todo o espaço, não são apenas sinais da superprodução, muitas vezes denunciada e deplorada. Sua semelhança marcante revela antes de mais nada a uniformização em curso. As práticas de escrever são cada vez mais codificadas, baseadas em técnicas de publicidade e intercambiáveis. Aos poucos, a obra literária foi transformada em um objeto obsoleto, com conteúdos esperados e linguagem achatada – inclusive no academicismo da trivialidade. De onde vem essa padronização, essa uniformização do horizonte coletivo? É problema do público, ótimo cliente? Da suposta “democratização da literatura”? Das políticas editoriais?


     Apesar de seu status simbólico, a literatura jamais ficou longe da história econômica. Sob o bastão de conglomerados da indústria e da comunicação, o mundo da edição passou por uma longa série de reestruturações. Desde os anos 1990, o duplo fenômeno de superprodução e de concentração atinge totalmente a França. Atualmente, quatro grandes grupos (Hachette Livre, Éditis, Media Participation e Madrigall) dominam três quartos do mercado, em um jogo de fusões sempre instável. Quando, em 2022, os jurados do Prêmio Goncourt [de livro do ano] tiveram o cruel dilema de escolher entre Vivre vite [Viver rapidamente], de Brigitte Giraud, e Le Mage du Kremlin [O mago do Kremlin], de Giuliano da Empoli, os autores ficaram, sem dúvida, um pouco tensos; no entanto, suas editoras estavam nitidamente menos, uma vez que ambas – Flammarion, no caso da primeira, Gallimard no do segundo – pertencem à mesma editora matriz, a Madrigall. No entanto, os dois títulos em disputa testemunham sobretudo o que deve ser a literatura a ser premiada. Ambos têm gêneros comprovados: uma autoficção, narrativa íntima sobre um luto; o outro é um livro da atualidade “desvendando”, segundo o editor, “os bastidores da era Putin”. Duas categorias que fazem sucesso. Le Mage é vendido extraordinariamente. Vivre vite, que finalmente venceu o Prêmio Goncourt 2022, já é objeto de diversas propostas de adaptação para o cinema. Existem também, é óbvio, as viagens neoexóticas de Sylvain Tesson ou os romances úteis, L’Élégance du hérisson [A elegância do ouriço], de Muriel Barbery, ou Je vais mieux [Estou melhor], de David Foenkinos. Contudo, independentemente de sua declinação genérica, o livro que satura o espaço das livrarias nunca é mais do que simplesmente um “apêndice do império do entretenimento e da mídia”, segundo a expressão de André Schiffrin.


         Quando se observa o outro lado da questão, é no campo da recepção que se trava outra batalha nessas mesmas décadas. Para chamar uma atenção cada vez mais dispersa, sempre mais solicitada, as indústrias culturais impõem seus formatos – stream, threads, story – nas redes sociais. O que, a partir de então, se denomina “ficção” realiza a integração do romance, da narrativa e do longa-metragem na indústria da informação e do entretenimento. Ela poderá se desdobrar sucessivamente em filmes, séries e jogos. Na cadeia de produção de “conteúdos” multimídia, o livro é apenas um elemento. Reduzida a uma “história”, muitas vezes inspirada em “fatos reais”, fortalecida por emoções fortes e na maior parte das vezes provedora de um final feliz, a ficção está destinada a ser adaptada pela Netflix ou por outra plataforma, fonte de maior notoriedade e vendas.


         A evolução das estruturas tecnoeconômicas e a pressão pela rentabilidade e pelo sucesso transformaram, assim, rapidamente as próprias práticas literárias – suas disputas (sempre políticas) de forma e de linguagem, com a competição das grandes editoras, críticos, mídia, políticas públicas. Mesmo as vozes que se apresentam como rebeldes podem ser recuperadas. Virginie Despentes, identificada como punk e dissidente, participou assim, em 2013, de uma coletânea inspirada em notícias públicas, La Malle [A mala], para a editora Vuitton, que, na época, tinha recentemente se unido ao capital da Gallimard, editora da obra. Em 2015, Despentes foi membro do júri do Prêmio Fémina. Em 2016, ela entrou para a Academia Goncourt. Em 2022, com Cher Connard [Caro Connard], ela se beneficiou de um plano de promoção midiático que não deixou nada a desejar ao mais consensual dos best-sellers. De maneira geral, a posição crítica diante do mercado costuma se tornar um produto para o grande público ou para um nicho, o que acaba neutralizando qualquer efeito que faça sentido.


        Do mesmo modo, tornaram-se confusas as referências, as categorias implícitas da aceitação. As obras de David Foenkinos foram publicadas na Collection Blanche [Coleção Branca] da Gallimard – que sempre desfruta de reputação –; as considerações mundanas de Jean d’Ormesson tiveram a honra de ser publicadas pela Pléiade, ao lado de Claude Simon, Jules Vallès, André Breton… Esse novo consenso foi citado tanto pelo romancista de sucesso Marc Lévy como pelo comerciante Michel-Édouard Leclerc, que abriu em seus grandes supermercados “Espaços culturais”. O que foi batizado de “democratização” da cultura designa, na realidade, uma diversidade pseudodemocrática, que se tornou inteiramente normal.


      Os autores são também submetidos pessoalmente aos imperativos da rentabilidade do capitalismo tardio. O escritor se vê obrigado a trabalhar: na melhor das hipóteses, como ícone do vedetismo midiático, nos talk shows, à maneira do buzz e do entretenimento, como Yann Moix e Christine Angot, que comandaram a versão televisionada do espetáculo On n’est pas couché, de Laurent Ruquier, na emissora France 2; com mais frequência, como neoproletários em busca de dinheiro e residências, animam espaços públicos e escolares para sobreviver. A indicação do livro é enriquecida por um grande número de júris e de prêmios – promovidos pela mídia, por revistas, escolhidos pelo público leitor (em 2022, contamos com mais de 2 mil: Goncourt des Détenus [Goncourt dos Presidiários], Prix des Lecteurs U [Prêmio dos Leitores U], Prix RTLLire [prêmio cuja seleção dos livros é feita pela rádio RTL e pela revista literária Lire]). E se organiza um marketing digital muito profissionalizado: nomes conhecidos se instauram como verdadeiros símbolos e influenciadores, como a “Instapoetisa”, Rupi Kaur e a romancista Tatiana de Rosnay. Já a crítica, transformada em recomendação, se enfraquece sob a forma de crônicas de dois minutos em formato “booktube”, “bookstagram” ou “booktok”, quando não se trata simplesmente de palavras antecedidas de uma hashtag (#). E vai até as novas pedagogias digitais, que conseguem dialogar com o Bel-ami, de Guy de Maupassant, e suas conquistas no Facebook e em outras redes…


      É nesse panorama global que se inserem as próprias práticas de escrever. Seguindo a tendência geral, elas convergem para as categorias da comunicação, da atualidade, em uma série de registros e de estilos reconhecidos. As formas de pensamento singulares se tornam raras, pois o que aparece como critério de êxito é o leque da prática padronizada da linguagem. Assim, desencadeia-se a volta permanente a formas herdadas da modernidade, quase como um pastiche, que as transpõem sem de fato repensá-las: a narrativa neodurassiana (Ça raconte Sarah [Assim conta Sarah], de Pauline Delabroy-Allard), o romance pós-histórico plastificado (L’Été des quatre rois [O verão dos quatro reis], de Camille Pascal), o thriller artístico-realista (Chanson douce [Canção de ninar, no Brasil], de Leïla Slimani), o folhetim infinito da autoficção (Le Royaume [O reino], d’Emmanuel Carrère) etc. Contudo, o que domina há muito tempo todos eles é a tonalidade neonaturalista, que supõe pintar a realidade com toda a transparência. Na verdade, assistimos a uma renovação do romance como se fosse uma tese; por exemplo, é o caso de dois escritores quando tudo a priori opõe a exploração que fazem de avatares do desejo. Michel Houellebecq, tirando partido de sua imagem de multiartista, desenvolve em sua obra uma obsessiva fraseologia centrada nas formas do êxodo e projetada no declínio do Ocidente. No outro extremo do espectro, Édouard Louis (En finir avec Eddy Bellegueule [Acabando com Eddy Bellegueule] etc.) parece transcrever o discurso através de um prisma de teoria sociológica.


       Esse mercado do livro produto, que acabou modelando um gosto e impondo suas normas, é o oposto de uma verdadeira democratização da literatura. Em determinados períodos, essa aspiração começou a se concretizar, quando uma parte do povo se apropriou dos impressos, da poesia, como instrumentos de emancipação e recreação com objetivos coletivos. Foi o que ocorreu, entre outros casos, durante tensões em prol de uma revolução social, como testemunham os escritos e jornais operários da década de 1840, estudados por Jacques Rancière, ou, de forma muito diferente, por ocasião do surgimento da contracultura nos anos 1960-1970. As esperanças de ligar a experiência estética a uma mudança das formas de vida foram retomadas, trinta anos depois, e reduzidas à gestão neoliberal da indústria do entretenimento – o que reforça a canalização da atenção dada aos algoritmos.


        Emancipar-se deles, a partir de então, como ainda tentam fazê-lo muitos atores e atrizes desse ambiente – da escrita, da edição e da livraria independentes –, implicaria uma ruptura profunda e extensa com a esfera produtiva, que transformou a criação artística em bens de consumo culturalizados. Esse viés se impõe a qualquer obra vista, hoje, por meio do filtro e do condicionamento do marketing. O público é todo o tempo convidado a consumir a cultura, a título de divertimento, da última moda – ou como “assunto” da sociedade. Contudo, para se libertar da linguagem operacional e regulada por normas, seria preciso encontrar o substrato utópico que permanece no uso poético da língua, aquele que propicia o possível, o imprevisto, por meio do trabalho dos signos e do jogo de interpretação. Do lado oposto dessa cadeia de produtos que, a partir de então, é possível confundir com “os escritos” – os cálculos – de uma inteligência artificial, seria preciso recriar, segundo Walter Benjamin, essas utopias intermitentes, “nas quais alguma coisa autenticamente nova se faz sentir pela primeira vez com a serenidade de uma nova manhã”.



(Disponível em: <https://diplomatique.org.br/>. Acesso em: 25 ago. 2023)

      As formas de pensamento singulares se tornam raras, pois o que aparece como critério de êxito é o leque da prática padronizada da linguagem. Assim, desencadeia-se a volta permanente a formas herdadas da modernidade, quase como um pastiche, que as transpõem sem de fato repensá-las [...]



Os pronomes oblíquos presentes nesse trecho substituem

Alternativas
Q2394139 Português
A literatura, um produto a mais



Hélène Ling e Inès Sol Salas



        Há mais de trinta anos, as prateleiras saturadas das livrarias praticamente só se diferenciam pelos romances destinados ao sucesso: assinados por sobrenomes conhecidos, ou envolvidos por fitas como presentes com um preço de outono. Ora, esses títulos, que ocupam todo o espaço, não são apenas sinais da superprodução, muitas vezes denunciada e deplorada. Sua semelhança marcante revela antes de mais nada a uniformização em curso. As práticas de escrever são cada vez mais codificadas, baseadas em técnicas de publicidade e intercambiáveis. Aos poucos, a obra literária foi transformada em um objeto obsoleto, com conteúdos esperados e linguagem achatada – inclusive no academicismo da trivialidade. De onde vem essa padronização, essa uniformização do horizonte coletivo? É problema do público, ótimo cliente? Da suposta “democratização da literatura”? Das políticas editoriais?


     Apesar de seu status simbólico, a literatura jamais ficou longe da história econômica. Sob o bastão de conglomerados da indústria e da comunicação, o mundo da edição passou por uma longa série de reestruturações. Desde os anos 1990, o duplo fenômeno de superprodução e de concentração atinge totalmente a França. Atualmente, quatro grandes grupos (Hachette Livre, Éditis, Media Participation e Madrigall) dominam três quartos do mercado, em um jogo de fusões sempre instável. Quando, em 2022, os jurados do Prêmio Goncourt [de livro do ano] tiveram o cruel dilema de escolher entre Vivre vite [Viver rapidamente], de Brigitte Giraud, e Le Mage du Kremlin [O mago do Kremlin], de Giuliano da Empoli, os autores ficaram, sem dúvida, um pouco tensos; no entanto, suas editoras estavam nitidamente menos, uma vez que ambas – Flammarion, no caso da primeira, Gallimard no do segundo – pertencem à mesma editora matriz, a Madrigall. No entanto, os dois títulos em disputa testemunham sobretudo o que deve ser a literatura a ser premiada. Ambos têm gêneros comprovados: uma autoficção, narrativa íntima sobre um luto; o outro é um livro da atualidade “desvendando”, segundo o editor, “os bastidores da era Putin”. Duas categorias que fazem sucesso. Le Mage é vendido extraordinariamente. Vivre vite, que finalmente venceu o Prêmio Goncourt 2022, já é objeto de diversas propostas de adaptação para o cinema. Existem também, é óbvio, as viagens neoexóticas de Sylvain Tesson ou os romances úteis, L’Élégance du hérisson [A elegância do ouriço], de Muriel Barbery, ou Je vais mieux [Estou melhor], de David Foenkinos. Contudo, independentemente de sua declinação genérica, o livro que satura o espaço das livrarias nunca é mais do que simplesmente um “apêndice do império do entretenimento e da mídia”, segundo a expressão de André Schiffrin.


         Quando se observa o outro lado da questão, é no campo da recepção que se trava outra batalha nessas mesmas décadas. Para chamar uma atenção cada vez mais dispersa, sempre mais solicitada, as indústrias culturais impõem seus formatos – stream, threads, story – nas redes sociais. O que, a partir de então, se denomina “ficção” realiza a integração do romance, da narrativa e do longa-metragem na indústria da informação e do entretenimento. Ela poderá se desdobrar sucessivamente em filmes, séries e jogos. Na cadeia de produção de “conteúdos” multimídia, o livro é apenas um elemento. Reduzida a uma “história”, muitas vezes inspirada em “fatos reais”, fortalecida por emoções fortes e na maior parte das vezes provedora de um final feliz, a ficção está destinada a ser adaptada pela Netflix ou por outra plataforma, fonte de maior notoriedade e vendas.


         A evolução das estruturas tecnoeconômicas e a pressão pela rentabilidade e pelo sucesso transformaram, assim, rapidamente as próprias práticas literárias – suas disputas (sempre políticas) de forma e de linguagem, com a competição das grandes editoras, críticos, mídia, políticas públicas. Mesmo as vozes que se apresentam como rebeldes podem ser recuperadas. Virginie Despentes, identificada como punk e dissidente, participou assim, em 2013, de uma coletânea inspirada em notícias públicas, La Malle [A mala], para a editora Vuitton, que, na época, tinha recentemente se unido ao capital da Gallimard, editora da obra. Em 2015, Despentes foi membro do júri do Prêmio Fémina. Em 2016, ela entrou para a Academia Goncourt. Em 2022, com Cher Connard [Caro Connard], ela se beneficiou de um plano de promoção midiático que não deixou nada a desejar ao mais consensual dos best-sellers. De maneira geral, a posição crítica diante do mercado costuma se tornar um produto para o grande público ou para um nicho, o que acaba neutralizando qualquer efeito que faça sentido.


        Do mesmo modo, tornaram-se confusas as referências, as categorias implícitas da aceitação. As obras de David Foenkinos foram publicadas na Collection Blanche [Coleção Branca] da Gallimard – que sempre desfruta de reputação –; as considerações mundanas de Jean d’Ormesson tiveram a honra de ser publicadas pela Pléiade, ao lado de Claude Simon, Jules Vallès, André Breton… Esse novo consenso foi citado tanto pelo romancista de sucesso Marc Lévy como pelo comerciante Michel-Édouard Leclerc, que abriu em seus grandes supermercados “Espaços culturais”. O que foi batizado de “democratização” da cultura designa, na realidade, uma diversidade pseudodemocrática, que se tornou inteiramente normal.


      Os autores são também submetidos pessoalmente aos imperativos da rentabilidade do capitalismo tardio. O escritor se vê obrigado a trabalhar: na melhor das hipóteses, como ícone do vedetismo midiático, nos talk shows, à maneira do buzz e do entretenimento, como Yann Moix e Christine Angot, que comandaram a versão televisionada do espetáculo On n’est pas couché, de Laurent Ruquier, na emissora France 2; com mais frequência, como neoproletários em busca de dinheiro e residências, animam espaços públicos e escolares para sobreviver. A indicação do livro é enriquecida por um grande número de júris e de prêmios – promovidos pela mídia, por revistas, escolhidos pelo público leitor (em 2022, contamos com mais de 2 mil: Goncourt des Détenus [Goncourt dos Presidiários], Prix des Lecteurs U [Prêmio dos Leitores U], Prix RTLLire [prêmio cuja seleção dos livros é feita pela rádio RTL e pela revista literária Lire]). E se organiza um marketing digital muito profissionalizado: nomes conhecidos se instauram como verdadeiros símbolos e influenciadores, como a “Instapoetisa”, Rupi Kaur e a romancista Tatiana de Rosnay. Já a crítica, transformada em recomendação, se enfraquece sob a forma de crônicas de dois minutos em formato “booktube”, “bookstagram” ou “booktok”, quando não se trata simplesmente de palavras antecedidas de uma hashtag (#). E vai até as novas pedagogias digitais, que conseguem dialogar com o Bel-ami, de Guy de Maupassant, e suas conquistas no Facebook e em outras redes…


      É nesse panorama global que se inserem as próprias práticas de escrever. Seguindo a tendência geral, elas convergem para as categorias da comunicação, da atualidade, em uma série de registros e de estilos reconhecidos. As formas de pensamento singulares se tornam raras, pois o que aparece como critério de êxito é o leque da prática padronizada da linguagem. Assim, desencadeia-se a volta permanente a formas herdadas da modernidade, quase como um pastiche, que as transpõem sem de fato repensá-las: a narrativa neodurassiana (Ça raconte Sarah [Assim conta Sarah], de Pauline Delabroy-Allard), o romance pós-histórico plastificado (L’Été des quatre rois [O verão dos quatro reis], de Camille Pascal), o thriller artístico-realista (Chanson douce [Canção de ninar, no Brasil], de Leïla Slimani), o folhetim infinito da autoficção (Le Royaume [O reino], d’Emmanuel Carrère) etc. Contudo, o que domina há muito tempo todos eles é a tonalidade neonaturalista, que supõe pintar a realidade com toda a transparência. Na verdade, assistimos a uma renovação do romance como se fosse uma tese; por exemplo, é o caso de dois escritores quando tudo a priori opõe a exploração que fazem de avatares do desejo. Michel Houellebecq, tirando partido de sua imagem de multiartista, desenvolve em sua obra uma obsessiva fraseologia centrada nas formas do êxodo e projetada no declínio do Ocidente. No outro extremo do espectro, Édouard Louis (En finir avec Eddy Bellegueule [Acabando com Eddy Bellegueule] etc.) parece transcrever o discurso através de um prisma de teoria sociológica.


       Esse mercado do livro produto, que acabou modelando um gosto e impondo suas normas, é o oposto de uma verdadeira democratização da literatura. Em determinados períodos, essa aspiração começou a se concretizar, quando uma parte do povo se apropriou dos impressos, da poesia, como instrumentos de emancipação e recreação com objetivos coletivos. Foi o que ocorreu, entre outros casos, durante tensões em prol de uma revolução social, como testemunham os escritos e jornais operários da década de 1840, estudados por Jacques Rancière, ou, de forma muito diferente, por ocasião do surgimento da contracultura nos anos 1960-1970. As esperanças de ligar a experiência estética a uma mudança das formas de vida foram retomadas, trinta anos depois, e reduzidas à gestão neoliberal da indústria do entretenimento – o que reforça a canalização da atenção dada aos algoritmos.


        Emancipar-se deles, a partir de então, como ainda tentam fazê-lo muitos atores e atrizes desse ambiente – da escrita, da edição e da livraria independentes –, implicaria uma ruptura profunda e extensa com a esfera produtiva, que transformou a criação artística em bens de consumo culturalizados. Esse viés se impõe a qualquer obra vista, hoje, por meio do filtro e do condicionamento do marketing. O público é todo o tempo convidado a consumir a cultura, a título de divertimento, da última moda – ou como “assunto” da sociedade. Contudo, para se libertar da linguagem operacional e regulada por normas, seria preciso encontrar o substrato utópico que permanece no uso poético da língua, aquele que propicia o possível, o imprevisto, por meio do trabalho dos signos e do jogo de interpretação. Do lado oposto dessa cadeia de produtos que, a partir de então, é possível confundir com “os escritos” – os cálculos – de uma inteligência artificial, seria preciso recriar, segundo Walter Benjamin, essas utopias intermitentes, “nas quais alguma coisa autenticamente nova se faz sentir pela primeira vez com a serenidade de uma nova manhã”.



(Disponível em: <https://diplomatique.org.br/>. Acesso em: 25 ago. 2023)
Emancipar-se deles, a partir de então, como ainda tentam fazê-lo muitos atores e atrizes desse ambiente – da escrita, da edição e da livraria independentes –, implicaria uma ruptura profunda e extensa com a esfera produtiva, que transformou a criação artística em bens de consumo culturalizados.


O pronome oblíquo foi empregado como mecanismo de coesão 
Alternativas
Ano: 2024 Banca: CESPE / CEBRASPE Órgão: MPE-TO Provas: CESPE / CEBRASPE - 2024 - MPE-TO - Analista Ministerial Especializado - Área de Atuação: Pedagogia | CESPE / CEBRASPE - 2024 - MPE-TO - Analista Ministerial Especializado - Área de Atuação: Biblioteconomia | CESPE / CEBRASPE - 2024 - MPE-TO - Analista Ministerial Especializado - Área de Atuação: Assistência Social | CESPE / CEBRASPE - 2024 - MPE-TO - Analista Ministerial Especializado - Área de Atuação: Administração de Banco de Dados | CESPE / CEBRASPE - 2024 - MPE-TO - Analista Ministerial Especializado - Área de Atuação: Administração de Infraestrutura de Tecnologia da Informação | CESPE / CEBRASPE - 2024 - MPE-TO - Analista Ministerial Especializado - Área de Atuação: Administração e Segurança de Redes | CESPE / CEBRASPE - 2024 - MPE-TO - Analista Ministerial Especializado - Área de Atuação: Análise de Sistemas | CESPE / CEBRASPE - 2024 - MPE-TO - Analista Ministerial Especializado - Área de Atuação: Arquitetura e Urbanismo | CESPE / CEBRASPE - 2024 - MPE-TO - Analista Ministerial Especializado - Área de Atuação: Ciências Contábeis | CESPE / CEBRASPE - 2024 - MPE-TO - Analista Ministerial Especializado - Área de Atuação: Engenharia Civil | CESPE / CEBRASPE - 2024 - MPE-TO - Analista Ministerial Especializado - Área de Atuação: Jornalismo | CESPE / CEBRASPE - 2024 - MPE-TO - Analista Ministerial Especializado - Área de Atuação: Letras | CESPE / CEBRASPE - 2024 - MPE-TO - Analista Ministerial Especializado - Área de Atuação: Odontologia | CESPE / CEBRASPE - 2024 - MPE-TO - Analista Ministerial Especializado - Área de Atuação: Psicologia | CESPE / CEBRASPE - 2024 - MPE-TO - Analista Ministerial Especializado - Área de Atuação: Medicina |
Q2393528 Português

        Quando falamos em direito, estamos falando inicialmente de um enorme conjunto de regras obrigatórias, o chamado direito positivo. Mas o vocábulo direito é usado também para os estudos, o curso de direito, a assim chamada “ciência do direito”. Numa terceira acepção, a palavra designa os direitos de cada um de nós, chamados de direitos subjetivos, pois somos os sujeitos, os titulares, desses direitos.


        Ninguém ignora que paira sobre nossas cabeças uma gigantesca teia de normas, que atinge praticamente todas as nossas atividades. Muitos pensadores têm destacado que o direito atual parece ter invadido tudo: há direito em toda parte, para todos, para tudo. A contrapartida é que, assim como temos de seguir as normas, os outros também têm de obedecer a elas e, desse modo, respeitar os direitos de cada um de nós, os ditos direitos subjetivos. 


        Vivemos num tempo em que as questões legais se tornaram corriqueiras. Apesar dessa popularização, ainda existe uma enorme dificuldade de acesso às coisas do direito. Ao mesmo tempo, os mecanismos da justiça são cada vez mais acionados, até para resolver quem fica com o cachorro depois da separação, ou se o condomínio pode impedir seus moradores de ter animais. A sobrecarga dos tribunais, e sua lentidão, é parcialmente consequência desse excesso de litigiosidade e da incapacidade das pessoas de resolver com bom senso, compreensão e respeito as questões de convivência em sociedade.


Eduardo Muylaert. Direito no cotidiano: guia de sobrevivência na selva das leis. São Paulo: Editora Contexto, 2020, p. 11-13 (com adaptações). 



Acerca dos sentidos e de aspectos linguísticos do texto anterior, julgue o item a seguir. 


No primeiro período do terceiro parágrafo, a forma pronominal “se” poderia ser corretamente deslocada para logo após a forma verbal “tornaram” — escrevendo-se tornaram-se. 

Alternativas
Ano: 2024 Banca: IBFC Órgão: IMBEL Prova: IBFC - 2024 - IMBEL - Cargos de Nível Médio |
Q2393042 Português

Texto I



Como lidar com colegas desagradáveis no ambiente de trabalho (por João Xavier)



Veja o que fazer para sobreviver à influência dos colegas desagradáveis sem prejudicar seu desenvolvimento



Colegas de trabalho desagradáveis não são raridade. Aprendemos desde cedo a lidar com quem nos desagrada. Isso porque toda família, toda escola, todo condomínio (ou turma da rua) tem aquele coleguinha que extrapola nas piadinhas, é “grudento”, desanimado ou inconveniente.


A primeira estratégia que desenvolvemos é a de fugir da pessoa, evitando compartilhar do mesmo espaço físico. Essa tática parece estar ligada ao nosso instinto de sobrevivência, pois é natural ao ser humano evitar aquilo que causa desconforto – reagimos de maneira automática quando sentimos frio, calor, medo ou nojo.


Essa técnica funciona bem, mas o problema é que em ambientes profissionais nem sempre é possível evitar o contato, principalmente quando há relações de troca, cooperação ou subordinação com pessoas chatas.


Como se trata de uma estratégia primitiva, será que podemos desenvolver algo mais eficiente para lidar com essa situação?


Sugestões de como lidar com essas pessoas no ambiente de trabalho: 



1. Saiba o que incomoda


Primeiramente faça uma análise profunda sobre o que mais o(a) incomoda em determinada pessoa. Como disse Freud: “Aquilo que te incomoda nos outros tem muito a dizer sobre você”. É provável encontrar pontos de simetria, o que poderá contribuir com o seu autoconhecimento, conhecimento do colega e consequente melhoria da relação.


2. Não compartilhe defeitos


Feita a análise, por favor: não compartilhe os defeitos encontrados naquela pessoa nem com ela e nem com outros colegas. Guarde para si todas as imperfeições e compartilhe apenas aquilo que contém potencial de melhoria. A técnica do reforço positivo é muito mais eficiente do que a crítica – acredite!


3. Não forneça muita informação sobre você


Uma versão mais elaborada do “fugir da pessoa” é o que chamo de não dar ousadia. A principal diferença entre elas é que não dar ousadia significa não fornecer informações que possam aumentar o contato com a pessoa, como pontos em comum, assuntos para conversas, informações pessoais. A ideia é manter as transações apenas no que tange as relações profissionais. E por falar em relações profissionais, ser profissional em suas relações significa: ser educado, respeitoso, cooperativo e facilitador.


4. Preserve seu (bom) humor


Por fim, não se deixar abalar com a situação. Só existe uma pessoa capaz de alterar seu humor: você! No final das contas é você quem decide como vai lidar internamente com os acontecimentos do seu dia a dia. Como disse Dalai Lama: “não deixe que o comportamento dos outros tire a sua paz”. 


Importante: lembre-se de que ninguém é chato porque quer. O chato, normalmente, não sabe que é chato e por isso é digno de compaixão. Posso ser eu, pode ser você ou seu irmão Então, depende de nós encontrarmos meios de transformar as relações conflituosas em cooperativas e amistosas.



(Texto adaptado especificamente para este concurso. O texto base está disponível em https://profissoes.vagas.com.br/4-passos-paralidar-com-colegas-de-trabalho-desagradaveis/ sob o título: 4 passos para lidar com colegas de trabalho desagradáveis, de João Xavier)  

Observe a colocação pronominal na oração: “Lembre-se de que ninguém é chato porque quer”. Assinale a alternativa que justifique corretamente esse uso.  
Alternativas
Q2393010 Português

Texto 1 – Ginástica artística: história e curiosidade História



     A ginástica artística está presente nos Jogos Olímpicos desde ______ (I. a – à) primeira edição da Era Moderna, em Atenas 1896. Os gregos da antiguidade acreditavam que a ginástica artística era a junção perfeita entre mente e corpo, assim _______ (II. a – há) praticavam ______ (III. a fim de – afim de) manter a boa forma física e da saúde. Ela também era ensinada como uma preparação para outros esportes, além de treinamento militar. O alemão Friedrich Ludwig Christoph Jahn, apaixonado pelo esporte, criou a primeira escola de ginástica artística em 1811. “O pai da ginástica”, como ficou conhecido, além de aperfeiçoar a modalidade, também criou alguns saltos e os aparelhos cavalo com alças, trave, barras paralelas e horizontais. 


     A ginástica estreou nos Jogos de Atenas 1896, reunindo atletas de apenas cinco países, que competiram em quatro aparelhos. Em Amsterdã 1928, as mulheres também passaram a competir, participando de uma única prova por equipes. 


     Nas competições, homens e mulheres competem no solo e no salto. As barras assimétricas e a trave são aparelhos exclusivamente femininos, e os homens competem também na barra fixa, nas barras paralelas, no cavalo com alças e nas argolas. 



Curiosidades


     A romena Nadia Comaneci encantou o mundo nos Jogos Olímpicos de Montreal 1976. Ela foi a mais jovem ginasta a ganhar medalha e a primeira a obter nota 10 na ginástica artística feminina. Ao todo, Comaneci conquistou nove medalhas olímpicas. Já a ginasta soviética Larysa Latynina entrou para a história como uma das atletas que mais conquistou medalhas em Jogos Olímpicos. Ao todo, em sua carreira, ela obteve 9 ouros, 5 pratas e 4 bronzes. A última delas foi conquistada nos Jogos de Roma 1960.


     A primeira brasileira a ser campeã mundial foi Daiane dos Santos, em Anaheim 2003. Sabe-se que, em parceria com o treinador ucraniano Oleg Ostapenko, Daiane criou dois movimentos que foram eternizados pela Federação Internacional de Ginástica (FIG) e hoje levam o seu nome: o duplo twist carpado (Dos Santos I) e o duplo twist esticado (Dos Santos II). Somando suas participações nos Jogos Pan-americanos Winnipeg 1999, Santo Domingo 2003 e Rio 2007, a ginasta possui cinco medalhas: duas de prata e três de bronze. A primeira medalha olímpica da história da ginástica artística do Brasil foi dourada. 


     Nos Jogos Olímpicos de Londres 2012, Arthur Zanetti superou o chinês Chen Yibing e levou o ouro nas argolas.


     A ginástica que hoje é conhecida como artística ainda é citada em muitos livros e sites como ginástica olímpica. No passado, já foi chamada de ginástica desportiva e de ginástica de aparelhos. Em circuitos esportivos internacionais é comum ouvir atletas, técnicos e até leigos usando simplesmente as iniciais GA (ginástica artística). 


     Se as informações apresentadas não foram suficientes para levá-los a se interessarem pela GA, então, acompanhem as performances de atuais ginastas que brilharão nos Jogos de Paris, em julho e agosto de 2024.


(Texto adaptado especificamente para este concurso. O texto original está no site da Confederação Brasileira de Ginástica, disponível em https://www.cob.org.br/pt/cob/time-brasil/esportes/Ginasticaartistica/; acesso em 13 jan-24)

Analise o excerto a partir das classificações pela posição do pronome do objeto ou oblíquo, definidas na sintaxe de colocação pronominal: (1) próclise: o pronome antecede o verbo; (2) mesóclise: o pronome se coloca no meio do verbo; (3) ênclise: o pronome colocado no final do verbo. Escolha a alternativa em que a classificação da posição dos pronomes esteja correta.

Excerto: “Se essas informações não foram suficientes para levá-los (I) a se (II) interessarem pela GA”.  
Alternativas
Ano: 2024 Banca: IVIN Órgão: Prefeitura de Santarém - PA
Q2392791 Português
Liderança Positiva e seu impacto na saúde mental dos trabalhadores Ana Maria Buccino Publicado em 02/12/2023 às 07:00. 1º No último mês de outubro, o Dia Internacional da Saúde Mental foi destacado amplamente pela imprensa. A data, criada pela Federação Mundial da Saúde Mental, em 1992, tem o objetivo de alertar a necessidade de cuidarmos de nossa saúde mental; um dia para refletirmos sobre o quanto nós – e as pessoas ao nosso redor – estamos realmente educados e conscientes sobre esse assunto. 2º Pensando nisso, volto meu olhar para dois temas que venho estudando bastante – a Psicologia Positiva e a Liderança Positiva – e como a relação entre eles pode contribuir no desenvolvimento de ambientes corporativos mentalmente saudáveis. 3º O que é Psicologia Positiva? Não tem nada a ver com o poder do pensamento positivo ou com a força do pensamento, como algumas pessoas costumam associar. Diz respeito ao foco nas forças e virtudes das pessoas, das organizações e da sociedade. E a Liderança Positiva, derivada de todo esse estudo, tem seu foco em práticas que fomentam o potencial mais elevado das pessoas, trazendo benefícios para a saúde física e mental. 4º Um outro ponto que acho importante reforçar é que a Psicologia Positiva foi criada para apoiar todos os profissionais que queiram se aprimorar no estudo dos elementos que favorecem o florescimento e o bemestar humano, não sendo um campo de estudo e atuação exclusivo para psicólogos. Um de seus fundadores, o psicólogo Martin Seligman, em seu artigo de 1998, sugeriu a criação de uma nova profissão com formação em prevenção e promoção da saúde. 5º Com tudo isso, em meu caminho de desenvolvimento profissional surgiu a Psicologia Positiva e eu logo me identifiquei com a proposta, pensando em elevar meu grau de entendimento de como poderia me tornar uma líder que busca resultados, mas que, antes de tudo, busca o desenvolvimento das pessoas e das organizações, através de um olhar mais humano e empático. E hoje me sinto mais à vontade para falar sobre saúde mental. 6º Em um passado não muito distante, o tema saúde mental não era muito comum no ambiente corporativo. Pessoas que assumiam suas situações problemáticas, como depressão, tristeza, burnout etc muitas vezes acabavam sendo excluídas, quando não demitidas, de suas funções por serem consideradas inaptas, fracas ou incapazes de realizar suas atividades e de superar os desafios do dia a dia. A própria liderança não podia assumir suas vulnerabilidades e sentimentos pois poderia facilmente ser descartada. 7º Mas, ainda bem, o mundo está mudando. As instituições pedem um olhar mais humanizado da liderança para a realidade dos colaboradores; para o ambiente em que essas pessoas estão inseridas, não só o organizacional, mas todo o contexto de vida de quem está lá. 8º É por isso que as estratégias da liderança, baseadas nas perspectivas da Psicologia Positiva, podem colaborar para a construção de ambientes psicologicamente seguros, onde os colaboradores possam falar mais abertamente sobre suas angústias; onde exista um acolhimento, empatia para com as vulnerabilidades de cada um; onde todos consigam pensar em buscar soluções para a superação desses desafios de maneira saudável. 9º Quais as práticas de liderança positiva que podem contribuir para que esse bem-estar seja alcançado dentro das organizações? De acordo com Kim Cameron, pesquisador reconhecido na área, em seu livro Praticando a Liderança Positiva, existem quatro práticas que serão indicadas para isso: Criar um clima positivo: promovendo emoções positivas; confiança e reconhecimento. Desenvolver relacionamentos positivos: promovendo a colaboração e o compartilhamento. Comunicação positiva: os feedbacks, mesmo os negativos, são fornecidos de maneira construtiva, evidenciando as contribuições e buscando a elevação da performance. Criar significado positivo do trabalho: deixando claro o propósito das atividades e como impactarão positivamente na empresa e na sociedade. 10º Conhecer as práticas é importante, porém, sem atitude e ação nada acontece. Muita teoria acaba se desgastando devido à falta de disciplina e organização na implantação de projetos consistentes e que possam ser acompanhados por um período, observando-se a efetividade real. 11º Mas o principal ponto para uma liderança que busca realmente adotar essas práticas é se conscientizar do que já sabe, do que já faz e dos resultados que está obtendo, bem como ter noção clara sobre o que busca com o projeto e quais os indicadores-chave que indicarão o sucesso dessa jornada. Consultora organizacional e atualmente gerente das áreas comercial e de serviços na Vetor Editora Psicopedagógica Disponível em: https://www.hojeemdia.com.br/opiniao/opiniao/lideranca-positiva-e-seu-impacto-na-saude-mental-dos-trabalhadores1.990633.

Observe o trecho seguinte: “Um dia para refletirmos sobre o quanto nós – e as pessoas ao nosso redor – estamos realmente educados e conscientes sobre esse assunto” (1º Parágrafo). A alternativa que possui uma afirmativa verdadeira quanto ao pronome em destaque está na letra:

Alternativas
Q2391491 Português
No trecho “Ela faleceu em 13 de julho de 1954, aos 47 anos, e seu corpo foi velado no Palácio de Belas Artes mexicano”, as palavras em destaque são classificadas, respectivamente, como: 
Alternativas
Ano: 2024 Banca: Fundação CETREDE Órgão: Prefeitura de Caucaia - CE Provas: Fundação CETREDE - 2024 - Prefeitura de Caucaia - CE - Analista de Licenciamento Ambiental | Fundação CETREDE - 2024 - Prefeitura de Caucaia - CE - Auditor do Tesouro Municipal | Fundação CETREDE - 2024 - Prefeitura de Caucaia - CE - Bibliotecário | Fundação CETREDE - 2024 - Prefeitura de Caucaia - CE - Cirurgião Dentista | Fundação CETREDE - 2024 - Prefeitura de Caucaia - CE - Contador | Fundação CETREDE - 2024 - Prefeitura de Caucaia - CE - Enfermeiro | Fundação CETREDE - 2024 - Prefeitura de Caucaia - CE - Engenheiro Agrônomo | Fundação CETREDE - 2024 - Prefeitura de Caucaia - CE - Engenheiro Civil | Fundação CETREDE - 2024 - Prefeitura de Caucaia - CE - Engenheiro de Recursos Ambientais | Fundação CETREDE - 2024 - Prefeitura de Caucaia - CE - Engenheiro Eletricista | Fundação CETREDE - 2024 - Prefeitura de Caucaia - CE - Analista de Licenciamento Urbano | Fundação CETREDE - 2024 - Prefeitura de Caucaia - CE - Analista de Planejamento Urbano | Fundação CETREDE - 2024 - Prefeitura de Caucaia - CE - Analista de Resíduos Sólidos e Políticas Ambientais | Fundação CETREDE - 2024 - Prefeitura de Caucaia - CE - Analista de Sistema | Fundação CETREDE - 2024 - Prefeitura de Caucaia - CE - Arquiteto | Fundação CETREDE - 2024 - Prefeitura de Caucaia - CE - Estatísitco | Fundação CETREDE - 2024 - Prefeitura de Caucaia - CE - Assistente Social | Fundação CETREDE - 2024 - Prefeitura de Caucaia - CE - Farmacêutico | Fundação CETREDE - 2024 - Prefeitura de Caucaia - CE - Fisioterapeuta | Fundação CETREDE - 2024 - Prefeitura de Caucaia - CE - Fonoaudiólogo | Fundação CETREDE - 2024 - Prefeitura de Caucaia - CE - Médico Anestesiologista | Fundação CETREDE - 2024 - Prefeitura de Caucaia - CE - Médico Cirurgião Geral | Fundação CETREDE - 2024 - Prefeitura de Caucaia - CE - Médico Cirurgião Vascular | Fundação CETREDE - 2024 - Prefeitura de Caucaia - CE - Médico Clínico Geral | Fundação CETREDE - 2024 - Prefeitura de Caucaia - CE - Médico Ginecologista Obstetra | Fundação CETREDE - 2024 - Prefeitura de Caucaia - CE - Médico Intensivista | Fundação CETREDE - 2024 - Prefeitura de Caucaia - CE - Médico Neuropediatra | Fundação CETREDE - 2024 - Prefeitura de Caucaia - CE - Médico Pediatra | Fundação CETREDE - 2024 - Prefeitura de Caucaia - CE - Médico Traumatologista | Fundação CETREDE - 2024 - Prefeitura de Caucaia - CE - Médico Veterinário | Fundação CETREDE - 2024 - Prefeitura de Caucaia - CE - Nutricionista | Fundação CETREDE - 2024 - Prefeitura de Caucaia - CE - Pedagogo | Fundação CETREDE - 2024 - Prefeitura de Caucaia - CE - Psicólogo | Fundação CETREDE - 2024 - Prefeitura de Caucaia - CE - Terapeuta Ocupacional |
Q2387626 Português
Na frase “Informo a Vossa Senhoria que .............. seguem o ofício e o relatório para .............. conhecimento.”

Marque a alternativa que completa corretamente a frase. 
Alternativas
Ano: 2024 Banca: Fundação CETREDE Órgão: Prefeitura de Caucaia - CE Provas: Fundação CETREDE - 2024 - Prefeitura de Caucaia - CE - Analista de Licenciamento Ambiental | Fundação CETREDE - 2024 - Prefeitura de Caucaia - CE - Auditor do Tesouro Municipal | Fundação CETREDE - 2024 - Prefeitura de Caucaia - CE - Bibliotecário | Fundação CETREDE - 2024 - Prefeitura de Caucaia - CE - Cirurgião Dentista | Fundação CETREDE - 2024 - Prefeitura de Caucaia - CE - Contador | Fundação CETREDE - 2024 - Prefeitura de Caucaia - CE - Enfermeiro | Fundação CETREDE - 2024 - Prefeitura de Caucaia - CE - Engenheiro Agrônomo | Fundação CETREDE - 2024 - Prefeitura de Caucaia - CE - Engenheiro Civil | Fundação CETREDE - 2024 - Prefeitura de Caucaia - CE - Engenheiro de Recursos Ambientais | Fundação CETREDE - 2024 - Prefeitura de Caucaia - CE - Engenheiro Eletricista | Fundação CETREDE - 2024 - Prefeitura de Caucaia - CE - Analista de Licenciamento Urbano | Fundação CETREDE - 2024 - Prefeitura de Caucaia - CE - Analista de Planejamento Urbano | Fundação CETREDE - 2024 - Prefeitura de Caucaia - CE - Analista de Resíduos Sólidos e Políticas Ambientais | Fundação CETREDE - 2024 - Prefeitura de Caucaia - CE - Analista de Sistema | Fundação CETREDE - 2024 - Prefeitura de Caucaia - CE - Arquiteto | Fundação CETREDE - 2024 - Prefeitura de Caucaia - CE - Estatísitco | Fundação CETREDE - 2024 - Prefeitura de Caucaia - CE - Assistente Social | Fundação CETREDE - 2024 - Prefeitura de Caucaia - CE - Farmacêutico | Fundação CETREDE - 2024 - Prefeitura de Caucaia - CE - Fisioterapeuta | Fundação CETREDE - 2024 - Prefeitura de Caucaia - CE - Fonoaudiólogo | Fundação CETREDE - 2024 - Prefeitura de Caucaia - CE - Médico Anestesiologista | Fundação CETREDE - 2024 - Prefeitura de Caucaia - CE - Médico Cirurgião Geral | Fundação CETREDE - 2024 - Prefeitura de Caucaia - CE - Médico Cirurgião Vascular | Fundação CETREDE - 2024 - Prefeitura de Caucaia - CE - Médico Clínico Geral | Fundação CETREDE - 2024 - Prefeitura de Caucaia - CE - Médico Ginecologista Obstetra | Fundação CETREDE - 2024 - Prefeitura de Caucaia - CE - Médico Intensivista | Fundação CETREDE - 2024 - Prefeitura de Caucaia - CE - Médico Neuropediatra | Fundação CETREDE - 2024 - Prefeitura de Caucaia - CE - Médico Pediatra | Fundação CETREDE - 2024 - Prefeitura de Caucaia - CE - Médico Traumatologista | Fundação CETREDE - 2024 - Prefeitura de Caucaia - CE - Médico Veterinário | Fundação CETREDE - 2024 - Prefeitura de Caucaia - CE - Nutricionista | Fundação CETREDE - 2024 - Prefeitura de Caucaia - CE - Pedagogo | Fundação CETREDE - 2024 - Prefeitura de Caucaia - CE - Psicólogo | Fundação CETREDE - 2024 - Prefeitura de Caucaia - CE - Terapeuta Ocupacional |
Q2387622 Português

Leia o texto a seguir e responda à questão.



DESAFIOS INVISÍVEIS: VOCÊ JÁ OUVIU FALAR EM ESGOTAMENTO MENTAL?



Diferente da Síndrome de Burnout, associada ao esgotamento profissional, o esgotamento mental deriva de outros fatores da vida cotidiana.


Equipe do Portal Drauzio Varella


Em 22/12/23



Cada vez mais vivemos sob pressão e com grande cobrança de produtividade, seja na vida pessoal ou profissional, além da constante exposição ao mundo digital através das redes sociais, o que forma um cenário propício para que surja o esgotamento mental.


Esse fenômeno, muitas vezes subestimado e incompreendido, não gera apenas cansaço físico: ele surge através de uma exaustão profunda que permeia a esfera psicológica, afetando a saúde mental, física e emocional de uma só vez.


Os sinais iniciais de esgotamento mental, muitas vezes, se manifestam de forma sutil e invisível aos olhos. Fadiga persistente, dificuldade de concentração, alterações no padrão de sono e irritabilidade constante podem ser indicadores precoces. O isolamento social e a perda de interesse em atividades antes apreciadas também são sintomas a serem observados.


“Os exemplos para a aquisição do esgotamento mental podem ser inúmeros, inclusive questões de saúde e não elaboração de processos e demandas cotidianas”, explica a professora e doutora Marina Zotesso, psicóloga comportamental com mestrado e doutorado pela Universidade Estadual Paulista (Unesp).


É importante ressaltar que o estresse comum, a Síndrome de Burnout e o esgotamento mental são condições diferentes. Enquanto o estresse comum é uma resposta natural a desafios temporários e o Burnout está ligado a situações desgastantes de trabalho ou desemprego, o esgotamento mental é uma condição mais grave, que resulta de um estresse prolongado e crônico.


A principal diferença está na persistência dos sintomas: o estresse comum tende a diminuir quando a fonte de pressão é aliviada, enquanto o esgotamento mental persiste, mesmo que ocorram mudanças nas circunstâncias. Além disso, Zotesso explica que o suporte de especialistas, como psiquiatras e psicólogos, é essencial porque os sintomas e as características são muito similares em alguns casos.


O esgotamento mental exerce uma influência significativa na saúde física e emocional. Pode levar a distúrbios do sono, dores musculares, problemas gastrointestinais e supressão do sistema imunológico. Do ponto de vista emocional, ansiedade, depressão e sensação de desesperança podem se intensificar. A qualidade das relações interpessoais também pode ser afetada, contribuindo para um ciclo negativo.


“As pessoas dizem que o coração é o centro do ser humano, mas na verdade, o centro é a mente, é o pensamento, é o cérebro. Ao pensarmos num esgotamento mental que venha juntamente a esse cansaço psicológico, muitas áreas do nosso corpo podem ser afetadas diretamente. [...]


A prevenção do esgotamento mental envolve um acompanhamento psicológico constante e a implementação de práticas regulares de autocuidado. “Muitas pessoas acabam optando pela medicação como uma forma de reduzir esses sintomas, mas não modificam a causa do adoecimento”, alerta Zotesso.


Um psicólogo especializado na abordagem comportamental, por exemplo, pode ajudar o indivíduo a identificar e a estabelecer limites saudáveis entre trabalho, vida pessoal e outros fatores, com o objetivo de reduzir a sobrecarga que intensifica o esgotamento mental.


Alinhado à terapia, práticas de exercícios físicos regulares, meditação e a busca de hobbies relaxantes são fundamentais na recuperação do esgotamento mental, pois impactam a qualidade de vida de um modo geral. [...] 


Amigos e familiares podem oferecer apoio a quem enfrenta o esgotamento mental. Ouvir sem julgamento, encorajar a busca de ajuda profissional e oferecer assistência prática, como assumir algumas responsabilidades cotidianas, são maneiras de ajudar. Marina Zotesso explica que, nesses casos, a rede de apoio é chamada de suporte social.


Ao abordar e compreender as características do esgotamento mental, reconhecendo seus sinais, intervindo precocemente e construindo um suporte acolhedor, podemos contribuir para a promoção da saúde mental na sociedade como um todo.



Adaptado


https://drauziovarella.uol.com.br 

Um psicólogo especializado na abordagem comportamental, por exemplo, pode ajudar o indivíduo a identificar e a estabelecer limites saudáveis entre trabalho, vida pessoal e outros fatores [...].” 10º parágrafo

Assinale a alternativa em que o sentido das palavras destacadas no trecho está corretamente identificado. 
Alternativas
Q2386572 Português
Texto 1A1-I



     
          De modo geral, os dados sobre crime e segurança pública divulgados na edição de 2022 do Anuário Brasileiro de Segurança Pública são reveladores de um quadro que, em uma primeira leitura, rende boas notícias para governos e sociedade. A violência letal, aquela que envolve, sob diferentes tipos jurídicos possíveis, situações em que uma pessoa mata a outra, manteve a tendência nacional de queda iniciada em 2018, mesmo que os números de 2022 indiquem uma curva de desaceleração. Porém, em uma segunda e mais panorâmica leitura do cenário sobre crime e violência no Brasil, há movimentos preocupantes e tendências que começam a ganhar corpo e merecem maior atenção dos profissionais da segurança pública, dos tomadores de decisão política e dos pesquisadores. Esse é o caso dos crimes patrimoniais, cujos movimentos sinalizam uma forte reconfiguração de como tais crimes são cometidos, sobretudo a partir da pandemia de covid-19, incluindo-se a migração dos roubos para modalidades como furtos, estelionatos e golpes virtuais.

       Vale ressaltar, no entanto, que essa não é uma tendência exclusivamente brasileira. As oportunidades para o cometimento de ilícitos variam de acordo com as modalidades criminais. Roubos e furtos, por exemplo, dependem em grande medida do fluxo de pessoas que circulam pelas cidades, o que foi severamente restringido pelas medidas de isolamento social em todo o mundo. Já crimes que envolvem roubo e invasão de residências tornaram-se mais complexos para os criminosos, já que as famílias passaram mais tempo dentro de suas casas. Um estudo que analisou dados criminais de 27 cidades em 23 países, para compreender o impacto da pandemia e das medidas de isolamento social nas dinâmicas criminais, constatou redução de 37% nos crimes globalmente. Agressões tiveram queda de 35% em decorrência das restrições de circulação e os homicídios tiveram, em média, queda de 14%, com apenas três cidades com crescimento. As violações de domicílio caíram cerca de 28% após a implementação das restrições e os roubos de veículos apresentaram redução de 39%.

      No Brasil, o mesmo contexto foi observado, com queda generalizada dos indicadores de crimes patrimoniais nos anos de 2020 e 2021. A partir de 2022, no entanto, algumas modalidades criminais retomaram tendências pré-pandemia, com crescimento dos roubos e furtos de celulares e de veículos. Outras, entretanto, seguem em queda, como é o caso de roubos a instituições financeiras (-21,9%), de carga (-4,4%), a estabelecimentos comerciais (-15,6%) e a residências (-13,3%). 



Renato Sérgio de Lima e Samira Bueno. As novas configurações dos crimes patrimoniais no Brasil. In: Anuário Brasileiro de Segurança Pública / Fórum Brasileiro de Segurança Pública. São Paulo: FBSP, 2023, pp. 90-91 (com adaptações)
Assinale a opção correta em relação a aspectos linguísticos do seguinte período do primeiro parágrafo do texto 1A1-I: “A violência letal, aquela que envolve, sob diferentes tipos jurídicos possíveis, situações em que uma pessoa mata a outra, manteve a tendência nacional de queda iniciada em 2018, mesmo que os números de 2022 indiquem uma curva de desaceleração.”
Alternativas
Q2386363 Português
Texto I

Mirtes Aparecida da Luz

     Quando Mirtes Aparecida da Luz veio me abrir a porta, no mesmo instante em que eu dava as primeiras pancadinhas, tal foi a desenvoltura dela, que cheguei a duvidar de que a moça não enxergasse, tanto quanto eu. Com o mesmo desembaraço me apontou a cadeira, abriu a cristaleira para retirar as xícaras, coou o café e me passou os biscoitinhos caseiros, feitos por ela mesma. Só acreditei que Da Luz (a maneira pela qual ela gosta de ser chamada) não estava me enxergando do mesmo modo como eu a via, quando pediu licença para tocar o meu rosto e segurar as minhas mãos, para saber realmente com quem estava falando. E, depois de suaves toques sobre os meus cabelos, meus olhos, minha boca, e de leves tapinhas sobre as minhas mãos, concluiu que eu estava tensa. Não era ainda, portanto, a hora de começar a trocar nossas histórias. Aceitei as considerações dela. Era verdade, eu estava muito tensa. A condição de minha interlocutora me colocava em questão. Como contemplar os olhos dela encobertos por óculos escuros? Para mim, uma conversa, ainda mais que eu estava ali para ouvir, tinha de ser olho no olho. Para isso, o gravador ficava esquecido sobre a mesa e eu só me desvencilhava do olhar da depoente, ou deixava de olhá-la, quando tinha de virar ou colocar uma nova fita. E nos casos em que a narradora não me contemplava, eu podia acompanhar o olhar dela, como aconteceu, quando ouvi Campo Belo, que falava comigo, mas seu olhar estava dirigido para a foto da filha. Como acompanhar o olhar de Da Luz? Como saber para onde ela estava olhando? E, talvez adivinhando as minhas dúvidas e mesmo o meu constrangimento, horas depois de me mostrar toda a casa, de me chamar para um passeio pelas redondezas, de fazer duas belas tranças nagôs em meus cabelos, do mesmo jeito que estavam penteados os dela, Da Luz me conduziu ao seu quarto. Abriu a janela, deixando um ameno sol de final de tarde entrar, e me perguntou se eu me incomodava de conversarmos ali. – Lá fora corro o risco de me distrair com tudo que me cerca. Dizendo isso, suas mãos caminharam para o meu rosto, procurando suavemente os meus olhos. E, com gestos mais delicados ainda, seus dedos tocaram minhas pálpebras, em movimentos de cima para baixo. Levei um breve instante para entender as intenções de Da Luz. Ela queria que eu fechasse os olhos. Fechei. [...]


(EVARISTO, Conceição. Insubmissas lágrimas de mulheres. Rio de Janeiro: Malê, 2016, p. 81-82)
O emprego do pronome oblíquo átono em “Da Luz me conduziu ao seu quarto” revela: 
Alternativas
Respostas
2961: C
2962: A
2963: A
2964: B
2965: B
2966: C
2967: C
2968: D
2969: D
2970: A
2971: B
2972: E
2973: D
2974: C
2975: B
2976: A
2977: D
2978: A
2979: A
2980: D