Questões de Concurso
Comentadas sobre morfologia - pronomes em português
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Substituindo o termo destacado pelo pronome oblíquo culto e adequado, tem-se:
Sobre a palavra destacada, é CORRETO afirmar que
Existe uma coisa nos estudos sobre cognição chamada “teste do espelho”. Ele é bem intuitivo: você põe animais na frente de um espelho e vê se eles admiram o próprio reflexo ou pensam se tratar de outro bicho. Para nós, humanos, é óbvio que aquela imagem refletida é nossa – bebês a partir de 18 meses já sabem disso. Mas essa capacidade não é universal.
I- “Secaram as pequenas folhas; pensei que fosse morrer. Mas ele reagiu.” - Período formado por três orações, que estão coordenadas - as primeiras assindéticas, e a última sindética. Das duas primeiras depreende-se o sentido de adição e da última em relação à anterior, de adversidade. II- “Sou um ignorante, um pobre homem da cidade [...] Eu não sou mais um medíocre homem que vive atrás de uma chata máquina de escrever: sou um rico lavrador da rua [...]” - Nesse fragmento, o uso dos adjetivos antepostos aos nomes leva à perda da função descritiva e ganho da função valorativa, com os respectivos sentidos (homem simples, homem comum e lavrador importante) III- “Transplantei-o para o exíguo canteiro da casa”; “Há muitas flores lindas no mundo, e a flor de milho não será a mais linda; “tal como o vi numa noite de luar” veio enriquecer nosso canteirinho vulgar com uma força e uma alegria que me fazem bem”. - Todas as formas referenciais em destaque classificam-se morfologicamente como pronomes oblíquos e, quanto ao mecanismo de remissão, como anafóricas. IV- No texto, algumas formas referenciais presentes têm interpretação dependente da situação extralinguística. Assim, caracterizamse como dêiticas as seguintes formas: Eu nunca tinha visto (pronome pessoal); no meu quintal (pronome possessivo); Tinha visto centenas de milharais (verbo) e declarou desdenhosamente que aquilo era capim (pronome demonstrativo).
É CORRETO o que se afirma apenas em:
A Boa Linguagem
Por Eduardo Sabagg

(Disponível em: Sabbag, Eduardo. Manual de português jurídico / Eduardo Sabbag. — 7. ed. reform. e atual. —
São Paulo: Saraiva, 2013. – texto adaptado especialmente para esta prova).
I. Trata-se de pronome indefinido.
II. A palavra indicada poderia ser substituída por “outra pessoa”.
III. “Outrem” admite flexão de número quando se refere a “outras pessoas”.
Quais estão corretas?
Tirinha para o item.

Internet: <www.mentirinhas.com.br> (com adaptações).
Acerca da tirinha, julgue o item a seguir.
No quarto quadrinho, a oração “que estou falando”
é uma adjetiva ligada ao objeto do verbo da oração
principal, que é um pronome demonstrativo.
Oito bilhões de solitários
Recentemente, o mundo ultrapassou os 8 bilhões de habitantes. Inchamos o globo, mas nunca nos sentimos tão sozinhos. Somos oito bilhões de solitários. É uma multidão tão só, que a Organização Mundial da Saúde (OMS) determinou que ela, a solidão, é problema de saúde pública. Como Dengue, Aids, Covid e Malária.
A estimativa da OMS é que um em cada quatro idosos experimente o isolamento social. Não se trata, porém, de uma questão etária. Entre 5% e 15% dos adolescentes sentem-se solitários. O efeito disso na mortalidade, diz o organismo das Nações Unidas, é comparável ao de tabagismo, obesidade e sedentarismo. Até 2030, a OMS abordará o isolamento social como um dos temas associados às quatro áreas de atuação que considera prioritárias para a década.
Como chegamos a esse quadro? Que tipo de sociedade somos nós, que precisamos tratar a solidão no âmbito das políticas públicas, tal como se faz com habitação e saneamento básico? Os países da Grã-Bretanha foram os primeiros do mundo a adotar medidas governamentais para enfrentar a solidão, em 2018. O pouco sucesso da política estimulou a Fundação de Saúde Mental do Reino Unido a publicar, quatro anos depois, sugestões de abordagens, com foco nas minorias que, segundo uma pesquisa interna, são as mais afetadas pela falta de conexões sociais. A desigualdade econômica é outro fator de risco crucial para o isolamento, diz a fundação.
O documento, que pretende embasar novas diretrizes, traz recomendações que vão da abordagem da solidão nos postos de trabalho à criação de espaços verdes, propícios ao convívio social. Da cultura à educação, passando por saúde, economia e seguridade, o guia enfatiza a complexidade do enfrentamento àquela que o compositor Paulinho da Viola tão acertadamente classificou como “lava que cobre tudo”.
Na arte, aliás, sobra inspiração sobre o tema. Livros a respeito de pessoas solitárias têm se tornado fenômenos editoriais. Alguns dos mais recentes, como o sul-coreano “A inconveniente loja de conveniência”, de Kim Ho-yeon; o francês “O que resta de nós”, de Virginie Grimaldi; e o britânico “Os cem anos de Leni e Margot”, de Marianne Cronin, tornaram-se sucesso comercial no mundo todo. Em comum, há um roteiro simples: pessoas sós que se esbarram por acaso e encontram outro sentido na vida ao unirem suas solitudes.
Provavelmente, músicas, livros e filmes sobre solidão não devem influenciar políticas públicas. Mas podem inspirar atitudes individuais no mundo de 8 bilhões de pessoas e 8,4 bilhões de celulares com acesso à internet (dado do Relatório de Mobilidade da Ericsson, 2022).
“As estirpes condenadas a 100 anos de solidão não tinham uma segunda oportunidade sobre a terra” narra, sublimemente, o escritor colombiano Gabriel García Márquez. Fazer ou não parte dessas estirpes, como destaca a OMS, exige políticas complexas. Mas a arte também nos alenta: é algo a nosso alcance.
(Disponível em: https://www.correiobraziliense.com.br/. Acesso em: 23/02/2024.)
Madeiras nobres ou de lei
Madeiras nobres ou madeiras de lei são espécies de árvores que possuem maior durabilidade do que outras. Costumam ser mais duras e densas, sendo mais resistentes à umidade e ao ataque de fungos e doenças.
A origem do termo “madeira de lei” remonta à época da colonização do Brasil, quando a família real portuguesa chegou ao país e houve intensa extração de árvores nativas. Em resposta a esse cenário, foi instituída uma lei que proibia a retirada dessas árvores sem a devida autorização da coroa portuguesa, originando o termo “madeira de lei”.
Um exemplo é o pau-brasil, que não apenas foi a primeira árvore a ser considerada madeira de lei, mas também a espécie que deu nome ao país.
Espécies nobres apresentam pouca distinção entre o alburno (parte branca da madeira) e o cerne (parte central da madeira), e, a maioria das espécies, possui cores próprias e marcantes, variando do bege ao amarelo, ou do vermelho ao marrom-escuro, conforme a espécie. Normalmente, a madeira de lei costuma apresentar superfície lisa e lustrosa, resultando em um material mais bonito e de acabamento refinado.
Atualmente, essas espécies de madeira são protegidas por diversas leis ambientais que visam evitar o desmatamento de árvores nativas. Para serem comercializadas, os plantios precisam estar organizados e em conformidade com a legislação vigente.
Instituto brasileiro de florestas – “O que são madeiras
nobres?”. Adaptado.
O pronome destacado no período acima desempenha papel
Texto I
Heráclito: as mudanças ocorrem simultaneamente ao rio que corre
É comum acreditarmos na ideia de que tem de acontecer algo ruim para começarmos a mudar. Em variadas situações percebemos isso se repetindo continuamente [...] Na realidade, vivemos intensamente a ideia de que “algo tem que acontecer” para a mudança começar e não nos esforçamos para perceber que estamos sempre em constante mudança.
É compreensível que, em um mundo onde a agitação e o tempo “não param de correr”, precisemos muitas vezes fazer somente aquilo em que nos habituamos e esqueçamos de perceber os detalhes e as mudanças da nossa vida. Porém, somos seres em constante mudança, mesmo que não nos demos conta. A pandemia – como exemplo mais recente – veio para nos indagar de que forma estamos vivendo e o que estamos fazendo com nossas vidas, ou seja, o que estamos mudando, mas, em nenhum momento, ela foi um pontapé inicial de mudança, assim como outros fatores também não foram.
Veremos isso claramente no pensamento de Heráclito, que nasceu em Éfeso, antiga colônia grega, em 540 a.C. e morreu por volta de 470 a.C. Era pré-socrático; e como bem sabemos não se tem muitas informações ou obras completas dos filósofos pré-socráticos. De Heráclito temos apenas fragmentos e o que os seus discípulos e colegas contaram com o passar do tempo.
Quando falamos em Heráclito, é quase que instantâneo
pensar na ideia do rio e toda a sua dinamicidade. Ele dizia que
não se pode banhar duas vezes no mesmo rio, uma vez que as
águas já não serão mais as mesmas e tampouco a pessoa será
a mesma. Entretanto, em um estudo mais detalhado com mais
profundas reflexões, é possível afirmar que nem mesmo uma
só vez pode-se banhar no mesmo rio, pois a água que está
tocando a ponta do dedo é diferente da que toca o calcanhar,
e o homem que ali está banhando não está fixado com um
único pensamento durante esse único banho.
A figura do rio é justamente para nos levar a essa ideia de que tudo está em constante mudança; em todo momento, nós e as coisas estamos nos renovando, nos purificando, mudando e melhorando. Como Heráclito mesmo nos diz: “Este mundo, o mesmo de todos (os seres), nenhum deus, nenhum homem o fez, mas era, é, e será um fogo sempre vivo, acendendo-se em medidas e apagando-se em medidas”, mostrando que as coisas estão nascendo e morrendo, e quem ordena tais medidas que ora acendem, ora apagam é o Logos, que em Heráclito é traduzido como a razão, a inteligência.
Para o filósofo, tudo flui em um ciclo infinito de transformações: “Para almas é morte tornar-se água, e para água é morte tornar-se terra; e de terra nasce água, e de água, alma”. Esse ciclo sem fim, no qual um sujeito morre à medida que nasce e nasce à medida que morre, vemos também no Evangelho: “Em verdade, em verdade vos digo que, se o grão de trigo, caído na terra, não morrer, fica ele só, mas se morrer, dá muito fruto” (Jo 12:24).
A partir desse constante morrer para nascer, em que tudo flui, caracterizando o mundo como um eterno devir, entendemos que as mudanças ocorrem a todo momento. Esse rio em que não podemos nos banhar com a mesma água nem uma única vez faz-nos compreender que as mudanças da vida são ligeiras e necessárias. Esse processo contínuo, desde o nascimento até a morte, recorda-nos da necessidade de nos colocar a serviço e à disposição de sua fluidez.
As mudanças não ocorrem somente em situações difíceis, podem até se acentuar nelas, porém somos seres que fluímos, assim como as coisas fluem e a natureza flui. Nesse constante fluir vemos as águas do rio de Heráclito passarem e juntamente com elas as nossas ideias e reflexões. Porém, elas não só se vão; enquanto umas coisas morrem, outras nascem e, assim, somos preenchidos de novos conhecimentos e ideias para seguir a jornada.
Adaptado de: https://fasbam.edu.br/2021/04/23/heraclito-asmudancas-ocorrem-simultaneamente-ao-rio-que-corre/
Analise as seguintes asserções e a relação proposta entre elas.
I - No trecho “nenhum deus, nenhum homem o fez, mas era, é, e será fogo sempre vivo” (5º parágrafo), o termo sublinhado retoma o termo “mundo”.
PORQUE
II - Trata-se de um pronome relativo, podendo ser facilmente substituído, sem alterar o sentido, por “isso”.
A respeito dessas asserções, assinale a opção CORRETA.
O pronome possessivo presente no segmento acima:
Analise as considerações acerca do demonstrativo “Isso”, assinalando a única opção CORRETA.