Questões de Concurso Comentadas sobre morfologia - pronomes em português

Foram encontradas 10.823 questões

Q3174029 Português
Leia o texto para responder à questão.

Liberdade adiada

    Sentia-se cansada. A barriga, as pernas, a cabeça, o corpo todo era um enorme peso que lhe caía irremediavelmente em cima. Esperava que a qualquer momento o coração lhe perfurasse o peito, lhe rasgasse a blusa.
    Como seria o coração?
    Teria mesmo aquela forma bonita dos postais coloridos?
    … Será que as dores deformam os corações?
  Pensou em atirar a lata de água ao chão, esparramar-se no líquido, encharcar-se, fazer-se lama, confundir-se com aqueles caminhos que durante anos e mais anos lhe comiam as solas dos pés, lhe queimavam as veias, lhe roubavam as forças.
Imaginou os filhos que aguardavam e já deviam estar acordados. Os filhos que ela odiava!
    Não. Não voltaria para casa.
    O barranco olhava-a, boca aberta, num sorriso irresistível, convidando-a para o encontro final.
   Conhecia aquele tipo de sorriso e não tinha boas recordações dos tempos que vinham depois. Mas um dia havia de o eternizar. E se fosse agora, no instante que madrugava? A lata e ela, para sempre, juntas no sorriso do barranco.
   Gostava de sua lata de carregar água. Tratava bem a lata. Às vezes, em momentos de raiva ou simplesmente indefinidos, areava uma, dez, mil vezes, até que sua lata ficava a luzir e a cólera, ou a indefinição se perdiam no brilho prateado. Com o fundo de madeira que tivera que mandar colocar, ficou mais pesada, mas não eram daí os seus tormentos.
    À borda do barranco, com a lata de água à cabeça e a saia batida pelo vento, pensou nos filhos e levou as mãos ao peito.
    O que tinha a ver os filhos com o coração? Os filhos… Como ela os amava, Nossenhor!
    Apressou-se a ir ao encontro deles. O mais novito devia estar a chamar por ela.
    Correu deixando o barranco e o sonho de liberdade para trás.

(Dina Salústio. Mornas eram as noites. Adaptado)
Os termos destacados são, correta e respectivamente, pronome possessivo e advérbio em:
Alternativas
Q3174028 Português
Leia o texto para responder à questão.

Liberdade adiada

    Sentia-se cansada. A barriga, as pernas, a cabeça, o corpo todo era um enorme peso que lhe caía irremediavelmente em cima. Esperava que a qualquer momento o coração lhe perfurasse o peito, lhe rasgasse a blusa.
    Como seria o coração?
    Teria mesmo aquela forma bonita dos postais coloridos?
    … Será que as dores deformam os corações?
  Pensou em atirar a lata de água ao chão, esparramar-se no líquido, encharcar-se, fazer-se lama, confundir-se com aqueles caminhos que durante anos e mais anos lhe comiam as solas dos pés, lhe queimavam as veias, lhe roubavam as forças.
Imaginou os filhos que aguardavam e já deviam estar acordados. Os filhos que ela odiava!
    Não. Não voltaria para casa.
    O barranco olhava-a, boca aberta, num sorriso irresistível, convidando-a para o encontro final.
   Conhecia aquele tipo de sorriso e não tinha boas recordações dos tempos que vinham depois. Mas um dia havia de o eternizar. E se fosse agora, no instante que madrugava? A lata e ela, para sempre, juntas no sorriso do barranco.
   Gostava de sua lata de carregar água. Tratava bem a lata. Às vezes, em momentos de raiva ou simplesmente indefinidos, areava uma, dez, mil vezes, até que sua lata ficava a luzir e a cólera, ou a indefinição se perdiam no brilho prateado. Com o fundo de madeira que tivera que mandar colocar, ficou mais pesada, mas não eram daí os seus tormentos.
    À borda do barranco, com a lata de água à cabeça e a saia batida pelo vento, pensou nos filhos e levou as mãos ao peito.
    O que tinha a ver os filhos com o coração? Os filhos… Como ela os amava, Nossenhor!
    Apressou-se a ir ao encontro deles. O mais novito devia estar a chamar por ela.
    Correu deixando o barranco e o sonho de liberdade para trás.

(Dina Salústio. Mornas eram as noites. Adaptado)
Considere as passagens:
•  Imaginou os filhos que aguardavam e já deviam estar acordados. Os filhos que ela odiava! (6º parágrafo)
•  Tratava bem a lata. (10º parágrafo)
Quanto ao emprego de pronomes e à colocação pronominal, as reescritas das passagens atendem à norma-padrão em:
Alternativas
Q3171830 Português
   A lembrança de Torre di Venere evoca uma atmosfera desagradável. Torre fica a cerca de quinze quilômetros de Portoclemente, uma das cidades de veraneio prediletas à margem do mar Tirreno, com uma colorida avenida à beira-mar repleta de hotéis e lojas, gente bronzeada e uma estrondosa indústria da diversão. Margeada de pinhos, a praia mantém ao longo de toda a costa a sua cômoda amplidão de areia fina, portanto não admira que não muito adiante tenha-se aberto uma concorrente mais sossegada. Torre é, como destino turístico, uma ramificação do balneário vizinho e já foi um idílio. Mas, como costuma acontecer com lugares assim, a paz foi há muito obrigada a deslocar-se um trecho mais adiante; o mundo, como se sabe, busca-a e expulsa-a. Foi assim que Torre, ainda que mais introspectiva e modesta que Portoclemente, caiu no gosto de italianos e estrangeiros.

     Torre ganhou um Grand Hôtel (onde havíamos reservado quartos). Surgiram inúmeras pensões, luxuosas e mais simples. Em julho, agosto, fervilham berros, brigas, gritos de júbilo de banhistas, cuja pele da nuca se descasca por causa de um sol esturricante. Tal era o aspecto da praia de Torre quando chegamos.

     Na noite de nossa chegada ao Grand Hôtel, quando aparecemos para o jantar, fomos guiados até uma mesa pelo garçom responsável. Não havia nenhuma objeção a fazer a essa mesa, mas nos cativou a vista da varanda de vidro contígua, que dava para o mar e sobre cujas mesinhas cintilavam lamparinas de abajur vermelho. Os pequenos se mostraram encantados com essa magnificência, e manifestamos de forma singela a decisão de que preferíamos fazer a nossa refeição na varanda - uma declaração de ignorância, como restou claro, pois nos fizeram entender com uma cortesia algo constrangida que aquele aconchegante ambiente era destinado “aos nossos clientes”. Nossos clientes? Mas isso éramos nós. Não estávamos de passagem ou só por uma noite. Abrimos mão, de resto, do esclarecimento da diferença entre gente como nós e aquela clientela, a quem se servia o jantar à luz de lamparinas vermelhas, e jantamos no refeitório, em nossa mesa de iluminação prosaica - uma refeição bem medíocre, própria do esquema hoteleiro insipido; achamos depois muito melhor a cozinha da pensione Eleonora, dez passos mais distante da praia. Foi justamente para lá que nos transferimos, trés ou quatro dias mais tarde.


(MANN, Thomas. Mário e o mágico: uma experiência trágica de viagem Trad José Marcos Macedo. Companhia ds Letras, edição digital Adaptado)
O mundo, como se sabe, busca-a e expulsa-a. (1º parágrafo)
e sobre cujas mesinhas cintilavam lamparinas de abajur vermelho. (3º parágrafo)
Os pronomes sublinhados referem-se, respectivamente, a:
Alternativas
Q3171073 Português

Leia o texto para responder à quetão.


Um vento engraçado


Publicado em 11/12/2023 | Paulo Pestana | Crônica


Muitas vezes ele sai em silêncio, mas ainda assim o pum faz barulho. A flatulência é uma reação digestiva normal e democrática – reis e súditos soltam bufas – mas provoca a imaginação popular, quase sempre seguida de risos, desde tempos imemoriais. Porque ninguém sabe, mas, dos casos e piadas, vieram livros. O primeiro, De Flatibus, de 1582, escrito pelo médico Jean Fyens, seguido por De Peditu, do erudito alemão Gaspard Dornau, de 1628, e pelo mais escatológico de todos, de 1751, A Arte de Peidar, atribuído a Pierre-ThomasNicolas Hurtaud.


Antes que alguém levante suspeitas fedorentas, quero dizer que não sou especialista em gases. Nem nos nobres, muito menos nos plebeus. Mas, andando pelos corredores da Feira do Livro, plantada num estranho e feioso barraco na Esplanada dos Ministérios, fui atraído por um estande que expunha cordéis. E eis que, no meio daquelas miúdas e MAL / MAU impressas publicações, havia praticamente uma SEÇÃO / SESSÃO / CESSÃO dedicada aos traques: “O ABC do Peido”, “O Peido que Acabou com um Casamento”, “O Que o Peido pode Fazer”, “O Prazer que o Peido Dá”, “Antologia do Peido”, “As Consequência do Peido”, “O Que o Peido Pode Fazer”, e muitos outros títulos, de diversos autores e procedências. Fico pensando que tipo de inspiração bate na cabeça dos cordelistas para caprichar nas rimas e nos casos, mas certamente o público quer saber mais sobre o fute. Por quê? Qual a graça de uma ventosidade, barulhenta ou não, que cheira MAL / MAU e causa desconforto em quem produz e em quem recebe?


Há algum tempo, o cronista Danilo Gomes me enviou um exemplar de A Arte de Peidar, que se apresenta assim: “Ensaio teórico-físico e metódico para o uso das pessoas constipadas, das pessoas graves e austeras, das senhoras melancólicas e de todos que insistem em permanecer escravos do preconceito”. É um opúsculo que faria sucesso se adotado para discussão na quinta série do primeiro grau; tido como clássico da literatura cômica e pseudomédica, o texto começa mostrando as diferenças entre pum e arroto – mas não explica por que um é considerado tão engraçado enquanto o outro, também difícil de segurar, é tido como falta de educação mesmo. Há também a afirmação que são 62 os tipos de sons musicais que acompanham a lufada – incluindo o plenivocal-pleno, que seria o tom mais alto. No final, o autor relaciona tipos de ventosidades que seriam agradáveis, uma sucessão escatológica que nos leva aos cordéis nordestinos que elegem o cheiroso como tema e que também costuma mostrar as diferenças.


O mistério persiste. É uma espécie universal de piada, que causa frouxos (epa!) de riso em quem solta e em quem está próximo, mas, afinal, qual é a graça?


Em 2008 tentaram acabar com a farra. Os jornais publicaram a notícia de que uma empresa da Califórnia estava lançando um filtro para neutralizar o odor da flatulência a partir de carvão ativado e que deveria ser instalado na cueca. Uma embalagem com cinco filtros custaria US$ 9,95, mais ou menos uns R$ 50,00.


Eu prefiro distância. Preferi inclusive comprar outros cordéis, com temas de menor fedentina.


PESTANA, Paulo. Um vento engraçado. Correio Braziliense, 11 de dezembro de 2023. Disponível em: https://blogs.correiobraziliense.com.br/paulopestana/umvento-engracado/. Acesso em: 17 dez. 2023. Adaptado.


Glossário:


-  escatológico: relativo a excrementos ou à excreção.

-  opúsculo: livro pequeno sobre artes.

-  fute: (brasileirismo) diabo, demônio.

Em qual dos excertos a seguir, retirados da crônica, o pronome destacado funciona como um elemento textual catafórico, isto é, como uma partícula que antecipa uma informação no texto?
Alternativas
Q3169135 Português
Analise a colocação pronominal das frases abaixo e marque a alternativa incorreta.
Alternativas
Q3168709 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Vini Jr. causa à Espanha o incômodo de encarar seu próprio racismo

Jogador faz com que, enfim, o tema precise ser discutido no país; por isso, ele é mais odiado que o problema


Carlos Massari e Aurélio Araújo, São Paulo (SP) | 30 de outubro de 2024


Votações envolvem rejeição: quando você precisa escolher alguém para vencer uma eleição, não é incomum se basear antes em quem você não quer que ganhe para depois escolher quem você quer ver vitorioso. Não há dúvida de que esse é um critério para selecionar o vencedor da Bola de Ouro, [...]. Frustraram-se as expectativas de milhões de pessoas de que esse seria o ano de Vinícius Júnior. Seria uma conquista a mais na carreira de Vini, coroando sua atuação não só dentro, mas também fora de campo.

Talvez aí resida o problema. O Brasil é um país com níveis altos de racismo, mas já foi pior. Nas últimas décadas, fomos forçados a ter essa discussão que evitamos por tanto tempo, enquanto muitos ainda acreditavam no fantasioso mito da democracia racial. [...]

Mesmo assim, pode-se dizer que estamos à frente de outros países, onde a discussão sobre o racismo ainda é incômoda demais para ser tão colocada em pauta como Vini Jr. faz. E ele o faz só por existir. [...] 

Em maio de 2023, num dos vários episódios em que Vini foi alvo de racistas, [...] ele reagiu. Apontou ao árbitro vários daqueles que cometiam esses atos deploráveis contra ele. Seu ato de coragem foi respondido com duas atitudes muito diferentes. De um lado, muitos se juntaram a Vini, para discutir não só racismo no futebol, mas na própria sociedade espanhola. No TikTok, por exemplo, surgiu a trend "España no es racista, pero..." (a Espanha não é racista, mas...), em que espanhóis e imigrantes de pele escura relatavam casos chocantes de racismo sofridos no país. Essa atitude era uma resposta à outra, bem mais comum, representada na fala de Josep Pedrerol, apresentador do programa El Chiringuito, uma das mais populares mesas redondas espanholas, que fez um discurso em que dizia: "Valência não é racista, mas há racistas em Valência. A Espanha não é racista, mas há racistas na Espanha". [...] 

É comum que a culpa pelas agressões racistas que sofre recaiam sobre o próprio Vinícius Jr. Supostamente, "ele provoca". Esse discurso não é restrito a uma ideologia ou a um espectro político − Borja Sanjuan Roca, presidente do Partido Socialista de Valencia, chegou a dizer que o brasileiro "é uma vergonha para o futebol". A "provocação" de Vini é ser ele mesmo. É gingar, bailar, exibir o futebol com os traços que marcaram o Brasil pentacampeão mundial. E é também não ficar quieto quando é ofendido, não tapar os ouvidos para os gritos que vêm da arquibancada. Quando aponta torcedores nas arquibancadas fazendo gestos racistas, Vini causa à Espanha um enorme incômodo: faz com que ela se olhe no espelho. Faz com que a sujeira escondida debaixo do tapete seja exposta. Faz com que, enfim, o racismo precise ser discutido. Por isso, ele é mais odiado que o problema.

O Diario Sport, um dos principais jornais esportivos espanhóis, publicou no dia da premiação da Bola de Ouro [...] que Rodri ganhou o prêmio "pelos valores". "Vinícius tem muito o que aprender. Seus protestos e reclamações, seus atos reprováveis sobre o gramado e a sensação de que não aprende custaram votos a ele", diz.

[...] No sábado, o Barcelona goleou o Real Madrid por 4 a 0 jogando na casa do adversário. Houve gritos e provocações da arquibancada contra Yamal (jogador negro e filho de imigrantes). "Eu não percebi os insultos, não dei muita atenção a eles. Não há espaço para essas coisas no futebol, mas eu estava pensando sobre a goleada de 4 a 0, a performance do time e a próxima partida", disse o atacante ao ser questionado sobre o assunto.

Essa, infelizmente, é a postura e os valores que se espera de Vinícius. Pode-se, no máximo, mencionar que houve insultos racistas, mas eles são só um detalhe. Afinal, a Espanha, cof cof, não é um país racista.

(Disponível em: https://www.brasildefato.com.br/2024/10/30/vini-jr-causa-a-espanha-o-i ncomodo-de-encarar-seu-proprio-racismo. Acesso em: 10 nov. 2024. Adaptado.)
A respeito do trecho "De um lado, muitos se juntaram a Vini, para discutir não só racismo no futebol, mas na própria sociedade espanhola" e do contexto em que ele está inserido, analise as proposições que seguem:

I.Geralmente, a expressão De um lado vem seguida de Por outro lado , dando sequência às ideias e articulando-as de forma coesa. Apesar de os autores não explicitarem essa segunda expressão, no contexto fica claro que a progressão das ideias dá-se pelo trecho "Essa atitude era uma resposta à outra", em que o pronome demonstrativo essa faz referência ao que foi tratado a partir de De um lado , e o pronome indefinido outra assume o papel da expressão ausente Por outro lado , estabelecendo os sentidos para o leitor, sem prejuízos na progressão textual.
II.A expressão De um lado só tem sentido se, na sequência, os autores do texto complementarem o raciocínio, introduzindo a expressão Por outro lado . Ao não fazerem isso, os autores comprometeram a progressão do texto, deixando a primeira ideia incompleta e causando prejuízo nos sentidos pretendidos.
III.A palavra mas trata-se de uma conjunção adversativa e tem como função, na coesão textual do texto, de contrastar informação de maior peso, prestígio ou importância do que a da oração anterior. É correto o que se afirma em:
Alternativas
Q3168505 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


As redes sociais te afastam do que você realmente gosta


O excesso de tempo livre que você tem sem as redes sociais traz um confronto com a pergunta "Do que eu realmente gosto?" Para muitos, o primeiro passo natural seria retornar a hobbies antigos ou negligenciados — seja ler, ouvir música ou fazer trabalhos manuais. No entanto, ao revisitá-los, você pode perceber os efeitos mencionados de declínio cognitivo e aprendizado mais lento. Ou seja, esses hobbies podem não parecer tão fáceis ou gratificantes quanto antes.


Resultados de um estudo de 2016 da revista acadêmica Computers in Human Behavior ajudam a entender essa percepção. A anedonia — a perda de prazer em atividades ou hobbies que antes eram prazerosos — foi fortemente associada ao vício em internet e o tempo excessivo de tela.


É comum não perceber o quanto as redes sociais e a internet ativam o sistema de recompensa do cérebro. Elas fazem isso de maneira imediata e superficial: oferecem pequenas doses de prazer que não exige muito esforço ou envolvimento.


Se você tem um tempo excessivo de tela, a experiência com o detox digital pode mostrar o quanto você se tornou dependente da gratificação instantânea que as redes proporcionam. Com o tempo, essa dependência pode tornar outras atividades — especialmente as que exigem paciência e esforço — menos recompensadoras.


Ler um livro longo, tentar tocar músicas que você já sabia de cor ou trabalhar em um projeto manual pode parecer tedioso e chato. Após tentar esses hobbies, você pode instintivamente fazer uma pausa e pegar o celular — pois o que você costuma fazer online pode parecer mais recompensador do que seus hobbies antigos offline.


Isso não é um reflexo dos hobbies em si, nem de você. Quanto mais dependemos das atividades online para obter pequenas doses de dopamina, mais difícil se torna encontrar alegria nas experiências offline — mesmo que você saiba que esses hobbies já foram uma grande fonte de alegria. A realidade é que as redes sociais nos distraem do que realmente gostamos; é mais fácil rolar a tela com o dedo para obter recompensas imediatas do que usar as duas mãos para algo que pode ser mais gratificante a longo prazo.



(https://forbes.com.br/forbessaude/2024/11/3-motivos-para-fazer-detoxdigital-redes-sociais/ adaptado)

"Para muitos, o primeiro passo natural seria retornar a hobbies antigos ou negligenciados — seja ler, ouvir música ou fazer trabalhos manuais. No entanto, ao revisitá-los , você pode perceber os efeitos mencionados de declínio cognitivo e aprendizado mais lento."
A forma pronominal 'los', destacado no trecho, está substituindo:
Alternativas
Q3168054 Português
A seguir, foram apresentadas algumas declarações sobre diferentes aspectos da Língua Portuguesa. Identifique a alternativa que contenha uma afirmação ERRADA
Alternativas
Q3167593 Português
Assinale a alternativa que preenche corretamente as lacunas abaixo:

I - De repente, deu-lhe um livro para ________ler.
II – Ele trouxe um presente para ________.
III – Nada mais há entre _______e você.
IV – Sempre houve problemas entre ______e ti.
V - José, espera, vou ________.

Nessas condições, identifique a alternativa correta:
Alternativas
Q3165707 Português
Qual das alternativas o pronome foi colocado de forma incorreta?
Alternativas
Q3164822 Português
Nas frases a seguir, classifique os termos destacados em: 

1 – Pronome relativo 
2 – Pronome indefinido
3 – Pronome demonstrativo 
4 – Pronome interrogativo

( )“Aquele peru comido a sós, redescobria em cada um o que a quotidianidade abafara por completo ...” ( Mário de Andrade)
( ) “Estas são as ferramentas de que necessito 
( ) Livro algum faz referência a este episódio. 
( ) “Ela sorriu. Estava agora muito sobressaltada. A cada momento olhava o relógio”. (Eça de Queiroz)
( ) Gostaria muito de saber quem fez isso.

Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta:
Alternativas
Ano: 2024 Banca: UFMG Órgão: UFMG Prova: UFMG - 2024 - UFMG - Assistente em Administração |
Q3154206 Português
INSTRUÇÃO: A questão deve ser respondida com base na leitura do Texto III.


Texto III

      A internet é a um só tempo espaço maravilhoso para facilitar ações positivas e tenebroso para viabilizar ações destrutivas. Invenções humanas para melhorar a qualidade de vida desviadas para prejudicar e até matar [automóveis, facas, aviões, etc.] não é um desafio novo. Nova é a sua natureza, pois trata-se de lidar com algo que sempre está presente na vida de todos: quem hoje fica a alguns metros ou a algumas horas distante do celular?


WILLIAMS. Comentário do leitor. Carta Capital, 19 set. 2024. nº 1329.
Considerando a classificação e os referentes dos pronomes “sua” e “quem” empregados no Texto III, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q3153559 Português
Assinale a alternativa que apresenta uma análise correta da frase quanto à colocação pronominal:
Alternativas
Q3153554 Português
Utilize o texto abaixo para responder a próxima questão da prova.

“Bentinho sentou-se à mesa, com a cabeça nas mãos, e começou a chorar. A saudade de Capitu apertava-lhe o peito, e ele, que tanto a amava, não tinha mais coragem de olhar para a própria vida.”.

(Dom Casmurro, Machado de Assis).
Sobre o trecho “A saudade de Capitu apertava-lhe o peito”, é correto afirmar que: 
Alternativas
Q3150236 Português
CINISCA, A PRINCESA ESPARTANA QUE FOI A PRIMEIRA MULHER A VENCER UMA COMPETIÇÃO OLÍMPICA

O que Cinisca conseguiu há cerca de 2.400 anos foi, sem dúvida, um grande feito. Ela ganhou louros em dois Jogos Olímpicos consecutivos em 396 e − 392 AC. -, o que já é algo a se destacar.

Mas conseguir isso quando uma pessoa como ela não poderia sequer estar presente na competição em homenagem ao deus Zeus é algo ainda mais memorável.

Cinisca, mesmo sendo princesa, filha e irmã de reis poderosos, era uma mulher de cerca de 50 anos, e as mulheres daquela época não podiam competir. Foram até proibidas de frequentar o recinto sagrado do Santuário Olímpico. E as mulheres casadas corriam risco de pena de morte caso fossem vistas no evento, mesmo como meras espectadoras. Para elas havia lugar em um festival diferente, em homenagem a Hera, esposa de Zeus.

Pouco se sabe sobre esses jogos além do que o viajante, geógrafo e historiador grego Pausânias contou em sua extensa obra "Descrição da Grécia" do século 2 dC. Segundo esse registro, essa competição era organizada e supervisionada por uma comissão de 16 mulheres das cidades de Elis, que acontecia a cada quatro anos e incluía corridas de meninas vestidas com uma túnica que pendia do ombro esquerdo e com os cabelos soltos.

Mas as atletas tinham que ser jovens e solteiras, então Cinisca também não poderia participar desses jogos. Então, como ela conseguiu a vitória se a competição olímpica era tão cuidadosamente reservada aos homens?

Cinisca se aproveitou de uma brecha legal. Ela participou de corridas de bigas (carruagens) de quatro cavalos seguidas, mas não precisou conduzi-las para vencer, nem precisou estar em Olímpia. Ontem, como hoje, as vitórias, nas corridas equestres, são atribuídas aos proprietários dos cavalos e não aos jóqueis.

Essa foi uma honra importante; o local era reservado para cerimônias religiosas e apenas os reis espartanos eram lembrados dessa forma, e nunca uma mulher. Mas talvez ainda mais emocionante foi o fato de uma estátua de bronze de Cinisca ter sido erguida em Olímpia, o lugar onde ela triunfou, apesar da sua ausência forçada.

Junto com esculturas de sua carruagem e cavalos de bronze, foram os primeiros monumentos dedicados para uma mulher para comemorar vitórias em competições pan-helênicas.

Assim, embora pouco se saiba sobre sua vida, seu nome entrou para a história e ficou gravado na base de sua estátua: "Eu, Cinisca, vencedora com uma carruagem de corcéis velozes, (...) declaro-me a única mulher, em toda a Grécia, que conquistou esta coroa."

Disponível em: https://hojepe.com.br/cinisca-a-princesa-espartana-quefoi-a-primeira-mulher-a-vencer-uma-competicao-olimpica/

" O que Cinisca conseguiu há cerca de 2.400 anos foi,  sem dúvida, um grande feito. "

No contexto do fragmento entre aspas, o termo destacado tem função de

Alternativas
Q3150234 Português
CINISCA, A PRINCESA ESPARTANA QUE FOI A PRIMEIRA MULHER A VENCER UMA COMPETIÇÃO OLÍMPICA

O que Cinisca conseguiu há cerca de 2.400 anos foi, sem dúvida, um grande feito. Ela ganhou louros em dois Jogos Olímpicos consecutivos em 396 e − 392 AC. -, o que já é algo a se destacar.

Mas conseguir isso quando uma pessoa como ela não poderia sequer estar presente na competição em homenagem ao deus Zeus é algo ainda mais memorável.

Cinisca, mesmo sendo princesa, filha e irmã de reis poderosos, era uma mulher de cerca de 50 anos, e as mulheres daquela época não podiam competir. Foram até proibidas de frequentar o recinto sagrado do Santuário Olímpico. E as mulheres casadas corriam risco de pena de morte caso fossem vistas no evento, mesmo como meras espectadoras. Para elas havia lugar em um festival diferente, em homenagem a Hera, esposa de Zeus.

Pouco se sabe sobre esses jogos além do que o viajante, geógrafo e historiador grego Pausânias contou em sua extensa obra "Descrição da Grécia" do século 2 dC. Segundo esse registro, essa competição era organizada e supervisionada por uma comissão de 16 mulheres das cidades de Elis, que acontecia a cada quatro anos e incluía corridas de meninas vestidas com uma túnica que pendia do ombro esquerdo e com os cabelos soltos.

Mas as atletas tinham que ser jovens e solteiras, então Cinisca também não poderia participar desses jogos. Então, como ela conseguiu a vitória se a competição olímpica era tão cuidadosamente reservada aos homens?

Cinisca se aproveitou de uma brecha legal. Ela participou de corridas de bigas (carruagens) de quatro cavalos seguidas, mas não precisou conduzi-las para vencer, nem precisou estar em Olímpia. Ontem, como hoje, as vitórias, nas corridas equestres, são atribuídas aos proprietários dos cavalos e não aos jóqueis.

Essa foi uma honra importante; o local era reservado para cerimônias religiosas e apenas os reis espartanos eram lembrados dessa forma, e nunca uma mulher. Mas talvez ainda mais emocionante foi o fato de uma estátua de bronze de Cinisca ter sido erguida em Olímpia, o lugar onde ela triunfou, apesar da sua ausência forçada.

Junto com esculturas de sua carruagem e cavalos de bronze, foram os primeiros monumentos dedicados para uma mulher para comemorar vitórias em competições pan-helênicas.

Assim, embora pouco se saiba sobre sua vida, seu nome entrou para a história e ficou gravado na base de sua estátua: "Eu, Cinisca, vencedora com uma carruagem de corcéis velozes, (...) declaro-me a única mulher, em toda a Grécia, que conquistou esta coroa."

Disponível em: https://hojepe.com.br/cinisca-a-princesa-espartana-quefoi-a-primeira-mulher-a-vencer-uma-competicao-olimpica/
"Mas talvez ainda mais emocionante foi o fato de uma estátua de bronze de Cinisca ter sido erguida em Olímpia, o lugar onde ela triunfou, apesar da sua ausência forçada."
O vocábulo em destaque apresenta função de
Alternativas
Q3150093 Português
Pronomes são palavras variáveis e são divididos em vários tipos. Os pessoais desempenham funções diferentes na sentença. A respeito das regras de colocação pronominal, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q3149951 Português
Considerando-se a regência verbal e sua adequação quanto ao pronome relativo, assinale a alternativa que obedece à norma culta:
Alternativas
Q3149362 Português
Comida é dinheiro vivo


Mineiro não joga comida fora. Sempre acredita que o resto pode ser usado de noite ou completar o próximo cardápio. É um ser feito de esperança. Mesmo que tenha apenas duas colheradas de um alimento, faz questão de guardar. Só se livra das migalhas, e com o coração apertado.

Geladeira de mineiro não é geladeira, mas um purgatório. Haverá a convivência de potes transparentes de diferentes dias, esperando o arremate final. Comida é dinheiro em Minas Gerais. É dinheiro vivo.

O zelo já começa com a fiscalização da refeição. Todos cuidam de todos, com um canto da mirada atenta às reações dos demais comensais.

Mãe e pai não admitem que o filho não limpe o seu prato. Mas limpar de verdade, a ponto de facilitar a vida para quem lavar as vasilhas. É uma ofensa se servir à toa. Cria-se na criança, desde cedo, uma consciência do tamanho do apetite. Não se brinca com a fome. Se esnobar uma vez pode faltar depois.

Existe o compromisso social no ato de repetir, não devendo jamais acrescentar algo que não conseguirá terminar. Aqui não se come com os olhos, mas a partir do senso de responsabilidade.

Em caso de viagem da família, o extra não vai para o lixo − a lixeira mal conhece os resíduos orgânicos. Prepara-se uma marmita ao porteiro do prédio ou ao porteiro do prédio vizinho ou a algum segurança do bairro. O povo de casa não se aquietará até encontrar alguém para levar a comidinha. Se acha que quando cai comida no chão, da boca ou do garfo, é sinal de parente passando necessidade, pense na gravidade do ato intencional de colocar fora? Será uma maldição de penúria para três gerações de sua árvore genealógica.

Nos restaurantes, a superstição mantém a escrita. A diferença é que, comendo na rua, o mineiro prefere que falte boia do que sobre. Nem é avareza, é desconfiança de que a porção para um dará para dois. Mineiro acha que o garçom está mentindo ou exagerando quando avisa que a porção é para só uma pessoa. Decide pagar para ver, e acaba tendo que completar. Nunca deixa à mesa porque sempre tem um pedido feito atrasado. Aliás, a porção para uma pessoa é, na verdade, para uma pessoa e meia.

Para se vingar da matemática injusta dos estabelecimentos, carregará tudo o que permanecer sobre a mesa, é capaz de reivindicar o embrulho de uma folha de alface, de uma azeitona, de quatro palitos de batata frita, porém não deixa nada de nada para contar a história. Apesar do gosto extravagante do pacote, como desculpa, alegará que é para o cachorro.


Fabrício Carpinejar - Texto Adaptado

https://www.otempo.com.br/opiniao/fabricio-carpinejar/comida-e-dinheir o-vivo-1.2223796 
Analise o período que segue:
"O povo de casa não se aquietará até encontrar alguém para levar a comidinha."
Com base nas regras de colocação pronominal, assinale a alternativa correta que analisa a posição do pronome oblíquo átono "se".
Alternativas
Q3149108 Português
Assinale a alternativa em que o termo em destaque seja um pronome possessivo.
Alternativas
Respostas
2061: D
2062: B
2063: C
2064: A
2065: E
2066: E
2067: C
2068: B
2069: C
2070: A
2071: B
2072: A
2073: A
2074: D
2075: D
2076: B
2077: C
2078: B
2079: A
2080: D