Questões de Concurso
Comentadas sobre intertextualidade em português
Foram encontradas 364 questões
(1) Retoma a ideia inicial e reproduz partes do texto original com outras palavras.
(2) Subverte ou distorce a ideologia do texto original, normalmente com objetivo irônico.
(3) Reproduz parte de um texto referência.
(4) Sugestão ou insinuação sobre um determinado lugar, personagem, etc., sem aprodundamento nele.
( ) Citação.
( ) Paráfrase.
( ) Alusão.
( ) Paródia.

I- As duas expressões, que são usadas em sentido aproximativo em memes conhecidos, tornam visível a colaboração entre as empresas.
II- Há uma expressão conhecida em cada e que nunca é usada em sentido de comparação.
III- Há duas expressões que são usadas em contextos de comparação e que indicam culminância de ideias de promoção positiva apenas de um produto.
IV- As duas expressões que são usadas em sentido comparativo em memes tornam visível o uso da intertextualidade para indicar a competitividade entre as empresas.
V- Há uma expressão em cada um dos anúncios e que são sempre usadas em sentido denotativo.
É CORRETO o que se afirma apenas em:
Em relação à metaliteratura/metaficção, examine as afirmações abaixo, marcando V, para as Verdadeiras, e F, para as Falsas.
( ) Embora frequentemente definido como um fenômeno da pós-modernidade, a metaliteratura/metaficção é uma constante na história da literatura de todos os tempos.
( ) O conceito de metaliteratura/metaficção é corretamente aplicado às obras produzidas pela crítica literária, uma vez que elas dedicam-se à análise e à interpretação de obras literárias.
( ) Qualquer obra literária pode ser considerada metaliterária porque pressupõe a existência de obras literárias anteriores, visto que os escritores são, primeiramente, leitores.
( ) Como toda obra literária é sempre metaliterária, esse conceito é fundamental para distinguir as obras que fazem desse procedimento temática central daquelas que apenas o utilizam pela essência do processo literário.
( ) Na literatura de cunho metaficcional, ao invés de o escritor tomar como tema a representação do mundo, ele elege a própria literatura como temática, em um processo autorreferencial.
Qual a sequência correta, de cima para baixo?
Leia o texto a seguir para resolver à questão.
Um país (quase) sem leitores
Livros não são meros acervos de palavras: são janelas para outros mundos, portadores de experiências e ensinamentos acumulados ao longo dos séculos
Estado de Minas | 08 de janeiro de 2024
Uma pesquisa encomendada pela Câmara Brasileira do Livro (CBL) e divulgada no fim do ano passado apresentou um dado estarrecedor, mas que acabou sendo pouco discutido. Segundo a pesquisa "Panorama do Consumo de Livros", aplicada pela Nielsen BookData em 16 mil pessoas com 18 anos ou mais, entre os dias 23 e 31 de outubro de 2023, aproximadamente 84% da população brasileira acima de 18 anos não comprou nenhum livro nos últimos 12 meses. Ou seja, em 2023, apenas 16% das pessoas se dispuseram a ir a uma livraria ou a um site para comprar um livro sobre qualquer assunto. Além disso, apenas 25 milhões dos 214,3 milhões de brasileiros se consideram consumidores de livros, ou seja, menos de 10%.
É um sinal de alerta que não pode ser ignorado. Mesmo sendo uma pesquisa sobre a compra de livros – outros modos de acesso, como bibliotecas, não foram considerados –, o número revela, de modo claro, a ausência de interesse pela leitura da população brasileira, o que traz implicações mais amplas para a educação e o desenvolvimento da sociedade.
Afinal, livros não são meros acervos de palavras: são janelas para outros mundos, portadores de experiências e ensinamentos acumulados ao longo dos séculos. Eles são um dos principais dispositivos que a humanidade dispõe de transmissão de conhecimento ao longo de gerações, e são ferramentas fundamentais para o aprendizado e a educação. Além disso, a leitura, ao estimular o pensamento crítico, promove a capacidade de análise e de síntese. São habilidades fundamentais para um mundo cada vez mais dominado pelas telas e pelos algoritmos das redes sociais. A educação proporcionada pelos livros torna-se um antídoto poderoso contra a superficialidade e a desinformação. A leitura é um instrumento democratizador do conhecimento, permitindo que indivíduos de todas as origens tenham acesso a ideias e perspectivas que enriquecem sua compreensão do mundo e leva a uma mobilidade na pirâmide social.
Mudar o cenário de baixo interesse pelos livros e ampliar a base de consumidores e leitores no Brasil é possível, mas não será simples. Os próprios dados da pesquisa apontam alguns dos problemas a serem combatidos para resolver a questão. Entre os 84% de entrevistados que não compraram livros em 2023, 60% afirmaram que consideram o hábito da leitura importante, mas se sentem desmotivados para isso. Entre os motivos para o desânimo estão a ausência de livrarias próximas, a falta de tempo e, principalmente, o custo.
É preciso, portanto, que o debate sobre o estímulo à leitura seja ampliado. O preço do livro no Brasil, por exemplo, vem sendo exaustivamente discutido por editoras, livreiros, entidades e políticos desde a consolidação da Amazon – acusada de praticar uma concorrência desleal contra livrarias e prejudicar toda a cadeia produtiva do livro –, mas raramente inclui a opinião do consumidor final, ou seja, o leitor. Outras ações para o incentivo à leitura, como programas educacionais, campanhas de conscientização e parcerias entre governos, empresas e organizações da sociedade civil também podem desempenhar um papel vital nesse esforço conjunto e devem ser considerados. Afinal, investir na educação, com foco na promoção da leitura, é investir no futuro. Ao garantir que mais brasileiros tenham acesso a livros e se sintam motivados a explorar suas páginas, a mudança que virá não vai se refletir apenas em conhecimento, mas também em um país mais culturalmente rico e promissor para todos.
UM país (quase) sem leitores. Estado de Minas, 08 de janeiro de 2024. Disponível em: https://www.em.com.br/opiniao/2024/01/6781938-um-pais-quase-semleitores.html. Acesso em: 09 jan. 2024. Adaptado.
O texto acima relaciona-se ao famoso poema “No meio do caminho” por meio de um(a):
I- há aspeamento, de modo que os atos discursivos são separados pelo uso de notação gráfica que os diferencia.
II- há intertextualidade. Assim, ocorre o diálogo entre dois textos diferentes, criando um discurso único.
III- há polifonia, de modo que há discurso de outros diluídos no autor/produtor do discurso, sem possibilidades de distinção das vozes.
IV- há citação indireta, dessa forma, indicando uma única voz que compõe o enunciado.
V- há negação, ou seja, quando há um pressuposto do efeito invertido, o não é o sim esperado no ouvinte, tornando-se, assim, homogêneo.
É CORRETO o que se afirma em:

(Disponível em: gauchazh.clicrbs.com.br/pioneiro/colunistas/trissia-ordovas-sartori/noticia/2024/06/sobreorquideas-e-pessoas-html – texto adaptado especialmente para esta prova).
Leia a charge e as asserções a seguir, e analise a relação proposta entre elas:

I. Tanto a charge quanto o texto abordam a questão da efemeridade das flores.
MAS
II. Somente o texto apresenta um aspecto positivo desse tipo de planta. A respeito dessas asserções, assinale a alternativa correta.
Nesse contexto, analise as afirmações que seguem:
I.Ao reconhecer as conexões entre textos, os alunos aprendem a ler de maneira mais crítica e ativa. Eles começam a perceber que nenhum texto é neutro ou isolado, mas sim parte de uma rede de significados mais ampla.
II.A intertextualidade ajuda a ampliar o repertório cultural dos alunos, pois incentiva a leitura e a referência a textos clássicos, contemporâneos, populares e acadêmicos. Essa prática enriquece a experiência de leitura e permite que os alunos compreendam melhor os contextos históricos, sociais e culturais em que os textos foram produzidos.
III.Na produção textual, a intertextualidade permite que os alunos experimentem novas formas de escrita, apropriando-se de ideias e transformando-as de maneira criativa. Isso incentiva a inovação e a reflexão crítica sobre os textos.
IV.A intertextualidade também contribui para que os alunos entendam como os diferentes gêneros textuais se relacionam e como as convenções de um gênero podem ser incorporadas ou subvertidas em outro.
Está CORRETO o que se afirma em:
A intertextualidade é um recurso que pode aprimorar a capacidade de leitura e escrita em sala de aula. As alternativas apresentam as contribuições da intertextualidade na produção de textos, EXCETO:
Tendo isso como referência, analise as assertivas a seguir:
I.Em "A comunicação eficaz é a chave para o sucesso em qualquer relacionamento" e "Ela encontrou a chave do carro em sua bolsa," o vocábulo 'chave' exemplifica a polissemia.
II.Em "A polpa da manga manchou a manga branca da minha blusa", o uso do vocábulo 'manga' gerou ambiguidade ao enunciado.
III.Em "A descrição detalhada do evento foi feita com discrição, evitando expor informações desnecessárias ao público", as palavras destacadas são exemplos de palavras polissêmicas..
IV.Em "O inferno são os outros, mas também podem ser nossos próprios limites", há intertextualidade.
Estão corretas:
Texto 5
Quadrilha
João amava Teresa que amava Raimundo
que amava Maria que amava Joaquim que amava Lili
que não amava ninguém.
João foi para os Estados Unidos, Teresa para o convento,
Raimundo morreu de desastre, Maria ficou para tia,
Joaquim suicidou-se e Lili casou com J. Pinto Fernandes
que não tinha entrado na história.
ANDRADE, Carlos Drummond de. Antologia poética. 22ª edição, Rio de Janeiro: Record, 1987, p. 146.
Texto 6
Refrão da letra da canção Flor da idade
(Chico Buarque)
Carlos amava Dora que amava Lia que amava Léa que amava Paulo que amava Juca que amava Dora que amava
Carlos amava Dora que amava Rita que amava Dito que amava Rita que amava Dito que amava Rita que amava
Carlos amava Dora que amava Pedro que amava tanto que amava a filha que amava Carlos que amava Dora que amava toda a quadrilha
INSTRUÇÃO: Leia, com atenção, o texto 01 e, a seguir, responda a questão, que a ele se refere.
Texto 01
A borboleta azul que desfila sobre o concreto da cidade
Kaká Werá
No turbilhão de concreto e asfalto que é São Paulo, onde a pressa dita o ritmo frenético das horas e os ruídos dos motores abafam qualquer suspiro de natureza, eis que surge um intruso inesperado: uma borboleta azul.
Não, não é um devaneio primaveril, tampouco uma ilusão de ótica. É real. Uma borboleta azul, resplandecente em sua singularidade, desafia a monotonia do cinza urbano.
É como se um pedaço do céu tivesse se desprendido e decidido dançar entre os carros engarrafados, deslizando entre os edifícios impessoais que se erguem como muralhas de concreto.
Onde não há verde, onde não se avistam parques ou jardins, e onde até mesmo as sacadas dos prédios se mostram despidas de vida vegetal, ali ela está, a borboleta azul, um paradoxo ambulante na selva de pedra.
Preso em minha própria rotina, questiono a origem e a missão desse ser com um par de azul na forma de asas. De onde teria vindo? Para onde se dirige?
Será que, em meio ao caos e à melhoria da metrópole, ela busca algo além do simples sobreviver? Seria sua missão deixar um rastro de cor e beleza na vastidão monocromática da selva urbana?
Enquanto o trânsito avança a passos lentos, a borboleta mantém o voo solitário, independente da frenética ao seu redor. Dessa forma, seu azul brilhante é uma pequena nota de esperança em um cenário, muitas vezes, desolador.
Assim, enquanto as buzinas e as sirenes ecoam pelas ruas, a borboleta azul segue seu curso, talvez sem destino definido.
Mas certamente deixando para trás uma marca indelével da beleza efêmera que pode florescer até nos ambientes mais inóspitos.
Talvez, só talvez, ela seja a própria poesia em voo, uma lembrança de que, mesmo no coração da cidade, a natureza encontra uma maneira de se fazer presente.
Essa suave visita me lembrou, por associação, um poema de Carlos Drummond de Andrade, chamado A flor e a náusea.
Em determinado momento, o poeta se espanta com uma flor que brotou por uma fresta em uma calçada áspera e cinzenta.
Admirado, ele escreve: “[G] uma flor nasceu na rua. Passem de longe bondes, ônibus, rio de aço do trânsito. Uma flor ainda desbotada ilude a polícia, rompe o asfalto. Façam completo silêncio, paralisem os negócios, garantam que uma flor nasceu”.
No meu caso, garanto que uma borboleta azul, como por exemplo as que povoam jardins encantados, driblou em voo o trânsito opaco da rotina da cidade.
Disponível: vidasimples.co/colunista/a-borboleta-azul-que-desfila-sobre-o-concreto-da-cidade/. Acesso em: 4 jun. 2024.
Analise os itens a seguir, tendo em vista os recursos de expressão presentes na construção do texto.
I- Intertextualidade.
II- Subjetividade.
III- Exemplificação.
IV- Interrogação.
V- Injunção.
Estão CORRETOS os itens