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Questões de Concurso Sobre interpretação de textos em português

Foram encontradas 128.442 questões

Ano: 2025 Banca: Avança SP Órgão: Fundação de Saúde de Rio Claro - SP Provas: Avança SP - 2025 - Fundação de Saúde de Rio Claro - SP - Médico Especialista Auditor | Avança SP - 2025 - Fundação de Saúde de Rio Claro - SP - Médico Especialista Neuropediatra | Avança SP - 2025 - Fundação de Saúde de Rio Claro - SP - Médico Especialista Otorrinolaringologista | Avança SP - 2025 - Fundação de Saúde de Rio Claro - SP - Médico Especialista Pneumologista | Avança SP - 2025 - Fundação de Saúde de Rio Claro - SP - Médico Especialista Psiquiatra | Avança SP - 2025 - Fundação de Saúde de Rio Claro - SP - Médico Especialista Ultrassonografista | Avança SP - 2025 - Fundação de Saúde de Rio Claro - SP - Médico Plantonista Pediatra | Avança SP - 2025 - Fundação de Saúde de Rio Claro - SP - Médico Plantonista Psiquiatra | Avança SP - 2025 - Fundação de Saúde de Rio Claro - SP - Fonoaudiólogo | Avança SP - 2025 - Fundação de Saúde de Rio Claro - SP - Médico Especialista Cirurgião de Cabeça e Pescoço | Avança SP - 2025 - Fundação de Saúde de Rio Claro - SP - Médico Especialista Cardiologista | Avança SP - 2025 - Fundação de Saúde de Rio Claro - SP - Médico Especialista Endocrinologista | Avança SP - 2025 - Fundação de Saúde de Rio Claro - SP - Terapeuta Ocupacional | Avança SP - 2025 - Fundação de Saúde de Rio Claro - SP - Técnico em Segurança do Trabalho | Avança SP - 2025 - Fundação de Saúde de Rio Claro - SP - Médico Especialista Fisiatra | Avança SP - 2025 - Fundação de Saúde de Rio Claro - SP - Médico Especialista Gastroenterologista | Avança SP - 2025 - Fundação de Saúde de Rio Claro - SP - Médico Especialista Geriatra | Avança SP - 2025 - Fundação de Saúde de Rio Claro - SP - Médico Especialista Infectologista | Avança SP - 2025 - Fundação de Saúde de Rio Claro - SP - Médico Especialista Mastologista | Avança SP - 2025 - Fundação de Saúde de Rio Claro - SP - Médico Especialista Nefrologista | Avança SP - 2025 - Fundação de Saúde de Rio Claro - SP - Médico Especialista Neurologista |
Q3671830 Português
“Uma lata existe para conter algo
Mas quando o poeta diz:
Lata Pode estar querendo dizer o incontível”
(“Metáfora”, de Gilberto Gil)

Em relação aos sentidos das palavras na estrofe acima, assinale a análise correta.
Alternativas
Ano: 2025 Banca: Avança SP Órgão: Fundação de Saúde de Rio Claro - SP Provas: Avança SP - 2025 - Fundação de Saúde de Rio Claro - SP - Médico Especialista Auditor | Avança SP - 2025 - Fundação de Saúde de Rio Claro - SP - Médico Especialista Neuropediatra | Avança SP - 2025 - Fundação de Saúde de Rio Claro - SP - Médico Especialista Otorrinolaringologista | Avança SP - 2025 - Fundação de Saúde de Rio Claro - SP - Médico Especialista Pneumologista | Avança SP - 2025 - Fundação de Saúde de Rio Claro - SP - Médico Especialista Psiquiatra | Avança SP - 2025 - Fundação de Saúde de Rio Claro - SP - Médico Especialista Ultrassonografista | Avança SP - 2025 - Fundação de Saúde de Rio Claro - SP - Médico Plantonista Pediatra | Avança SP - 2025 - Fundação de Saúde de Rio Claro - SP - Médico Plantonista Psiquiatra | Avança SP - 2025 - Fundação de Saúde de Rio Claro - SP - Fonoaudiólogo | Avança SP - 2025 - Fundação de Saúde de Rio Claro - SP - Médico Especialista Cirurgião de Cabeça e Pescoço | Avança SP - 2025 - Fundação de Saúde de Rio Claro - SP - Médico Especialista Cardiologista | Avança SP - 2025 - Fundação de Saúde de Rio Claro - SP - Médico Especialista Endocrinologista | Avança SP - 2025 - Fundação de Saúde de Rio Claro - SP - Terapeuta Ocupacional | Avança SP - 2025 - Fundação de Saúde de Rio Claro - SP - Técnico em Segurança do Trabalho | Avança SP - 2025 - Fundação de Saúde de Rio Claro - SP - Médico Especialista Fisiatra | Avança SP - 2025 - Fundação de Saúde de Rio Claro - SP - Médico Especialista Gastroenterologista | Avança SP - 2025 - Fundação de Saúde de Rio Claro - SP - Médico Especialista Geriatra | Avança SP - 2025 - Fundação de Saúde de Rio Claro - SP - Médico Especialista Infectologista | Avança SP - 2025 - Fundação de Saúde de Rio Claro - SP - Médico Especialista Mastologista | Avança SP - 2025 - Fundação de Saúde de Rio Claro - SP - Médico Especialista Nefrologista | Avança SP - 2025 - Fundação de Saúde de Rio Claro - SP - Médico Especialista Neurologista |
Q3671829 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão.


Saudade do televizinho


    Houve tempo em que havia o televizinho. Será que sobra algum televizinho? Será que sobra, até mesmo, quem saiba o que é televizinho? Televizinho era a pessoa que, não tendo televisão em casa, se aproveitava da do vizinho. O jovem leitor duvida? Acha que se está aqui inventando vocábulo exótico, só para fazer graça? Pois corra aos dicionários. A palavra ali está, tanto no Aurélio como no Houaiss. Os dicionários têm isso de bom: conservam as palavras em desuso como os sedimentos conservam os fósseis. Neles repousam, em sono esplêndido, palavras como bufarinheiro e alcouceira, mandrana e parvajola. Ou então, diriam os moralistas, palavras que, embora em uso, identificam práticas em desuso: honestidade, vergonha, intimidade, virgindade...

    Quem viveu os primeiros anos da televisão sabe que o fenômeno da televizinhança não foi desprezível. Poucos tinham televisores em casa. Aos sem-TV, essa maioria de deserdados, restava correr à casa dos que a possuíam como os famintos correm aos sopões da caridade. O televizinho era um tipo social definido e reconhecido em seus direitos e sua individualidade. Os próprios apresentadores da TV se referiam a eles. Davam boa noite “aos televizinhos”. Depois, ele desapareceu. Desapareceu como, por exemplo, a figura do agregado, tão popular nos romances do século XIX. O agregado, mal comparando, era um televizinho sem televisão.

    As famílias livraram-se do agregado. Livraram-se em seguida, acrescente-se de passagem, do excesso de filhos e ficaram mais enxutas, para usar a palavra que lhes conviria se famílias fossem empresas – se é que não são. Mas, na medida em que, nos lares, se iam cortando os excessos, em matéria de seres humanos, iam-se, inversamente, multiplicando os aparelhos de TV. Ninguém mais deixava de tê-los. Nem mesmo os moradores de barracos. Triunfo! O televizinho de antes agora tinha seu próprio aparelho. Foi alcançado por ele, em seu avanço irresistível, como a maré, ao subir, alcança a praia toda. O vocábulo que o identificava virou forma sem conteúdo. (...)


TOLEDO, Roberto Pompeu. Saudade do televizinho. Veja. 25 fev. 2002.
Disponível em <https://www.observatoriodaimprensa.com.br/primeirasedicoes/roberto-pompeu-de-toledo-4/>..
“Acha que se está aqui inventando vocábulo exótico, só para fazer graça?”

Assinale a alternativa que apresenta, na mesma ordem, palavras sinônimas para os vocábulos destacados no trecho acima.
Alternativas
Ano: 2025 Banca: Avança SP Órgão: Fundação de Saúde de Rio Claro - SP Provas: Avança SP - 2025 - Fundação de Saúde de Rio Claro - SP - Médico Especialista Auditor | Avança SP - 2025 - Fundação de Saúde de Rio Claro - SP - Médico Especialista Neuropediatra | Avança SP - 2025 - Fundação de Saúde de Rio Claro - SP - Médico Especialista Otorrinolaringologista | Avança SP - 2025 - Fundação de Saúde de Rio Claro - SP - Médico Especialista Pneumologista | Avança SP - 2025 - Fundação de Saúde de Rio Claro - SP - Médico Especialista Psiquiatra | Avança SP - 2025 - Fundação de Saúde de Rio Claro - SP - Médico Especialista Ultrassonografista | Avança SP - 2025 - Fundação de Saúde de Rio Claro - SP - Médico Plantonista Pediatra | Avança SP - 2025 - Fundação de Saúde de Rio Claro - SP - Médico Plantonista Psiquiatra | Avança SP - 2025 - Fundação de Saúde de Rio Claro - SP - Fonoaudiólogo | Avança SP - 2025 - Fundação de Saúde de Rio Claro - SP - Médico Especialista Cirurgião de Cabeça e Pescoço | Avança SP - 2025 - Fundação de Saúde de Rio Claro - SP - Médico Especialista Cardiologista | Avança SP - 2025 - Fundação de Saúde de Rio Claro - SP - Médico Especialista Endocrinologista | Avança SP - 2025 - Fundação de Saúde de Rio Claro - SP - Terapeuta Ocupacional | Avança SP - 2025 - Fundação de Saúde de Rio Claro - SP - Técnico em Segurança do Trabalho | Avança SP - 2025 - Fundação de Saúde de Rio Claro - SP - Médico Especialista Fisiatra | Avança SP - 2025 - Fundação de Saúde de Rio Claro - SP - Médico Especialista Gastroenterologista | Avança SP - 2025 - Fundação de Saúde de Rio Claro - SP - Médico Especialista Geriatra | Avança SP - 2025 - Fundação de Saúde de Rio Claro - SP - Médico Especialista Infectologista | Avança SP - 2025 - Fundação de Saúde de Rio Claro - SP - Médico Especialista Mastologista | Avança SP - 2025 - Fundação de Saúde de Rio Claro - SP - Médico Especialista Nefrologista | Avança SP - 2025 - Fundação de Saúde de Rio Claro - SP - Médico Especialista Neurologista |
Q3671828 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão.


Saudade do televizinho


    Houve tempo em que havia o televizinho. Será que sobra algum televizinho? Será que sobra, até mesmo, quem saiba o que é televizinho? Televizinho era a pessoa que, não tendo televisão em casa, se aproveitava da do vizinho. O jovem leitor duvida? Acha que se está aqui inventando vocábulo exótico, só para fazer graça? Pois corra aos dicionários. A palavra ali está, tanto no Aurélio como no Houaiss. Os dicionários têm isso de bom: conservam as palavras em desuso como os sedimentos conservam os fósseis. Neles repousam, em sono esplêndido, palavras como bufarinheiro e alcouceira, mandrana e parvajola. Ou então, diriam os moralistas, palavras que, embora em uso, identificam práticas em desuso: honestidade, vergonha, intimidade, virgindade...

    Quem viveu os primeiros anos da televisão sabe que o fenômeno da televizinhança não foi desprezível. Poucos tinham televisores em casa. Aos sem-TV, essa maioria de deserdados, restava correr à casa dos que a possuíam como os famintos correm aos sopões da caridade. O televizinho era um tipo social definido e reconhecido em seus direitos e sua individualidade. Os próprios apresentadores da TV se referiam a eles. Davam boa noite “aos televizinhos”. Depois, ele desapareceu. Desapareceu como, por exemplo, a figura do agregado, tão popular nos romances do século XIX. O agregado, mal comparando, era um televizinho sem televisão.

    As famílias livraram-se do agregado. Livraram-se em seguida, acrescente-se de passagem, do excesso de filhos e ficaram mais enxutas, para usar a palavra que lhes conviria se famílias fossem empresas – se é que não são. Mas, na medida em que, nos lares, se iam cortando os excessos, em matéria de seres humanos, iam-se, inversamente, multiplicando os aparelhos de TV. Ninguém mais deixava de tê-los. Nem mesmo os moradores de barracos. Triunfo! O televizinho de antes agora tinha seu próprio aparelho. Foi alcançado por ele, em seu avanço irresistível, como a maré, ao subir, alcança a praia toda. O vocábulo que o identificava virou forma sem conteúdo. (...)


TOLEDO, Roberto Pompeu. Saudade do televizinho. Veja. 25 fev. 2002.
Disponível em <https://www.observatoriodaimprensa.com.br/primeirasedicoes/roberto-pompeu-de-toledo-4/>..
Assinale a alternativa que apresenta uma ideia que se encontra no texto “Saudade do televizinho”.
Alternativas
Q3671616 Português
Em relação ao conceito de “hipertexto”, analise cada característica abaixo, assinalando V ou F conforme seja respectivamente verdadeira ou falsa. A seguir, assinale a sequência correta obtida.

(__) É associado às tecnologias da informação, típico da comunicação eletrônica.
(__) Apresenta correção gramatical estrita, o que justifica o sentido do prefixo “hiper-”.
(__) É linear e sequencial.
(__) Apresenta percurso de leitura dependente das escolhas do leitor/usuário.
Alternativas
Q3671614 Português
Imagem associada para resolução da questão

BROWNE, Dik. Hagar o horrível. Disponível em <https://ensinarhoje.com/wpcontent/uploads/2020/09/PET-4-4o-ano.pdf>.

O humor presente nesses quadrinhos é decorrente de:
Alternativas
Q3671613 Português
Assinale a alternativa cujas palavras preenchem corretamente as lacunas da afirmação abaixo, na mesma ordem:

O tipo textual _______ caracteriza-se por apresentar _______, com o objetivo de que alguma atitude seja tomada pelo _______. Em sua estrutura, é normalmente marcado pela ocorrência de _______. 
Alternativas
Q3671608 Português
Associe cada frase abaixo à figura de linguagem que nela se encontra. A seguir, assinale a alternativa que apresenta a sequência correta obtida.

(I) Estou com uma ferida bem no céu da boca.
(II) Nós garantimos o pão de cada dia com o suor do nosso rosto.
(III) O bem e o mal são duas faces de uma mesma moeda.
(IV) Tal coisa só vai acontecer se eu passar desta para melhor.

(a) Eufemismo
(b) Metonímia
(c) Disfemismo
(d) Catacrese
(e) Prosopopeia
(f) Antítese
Alternativas
Q3671607 Português

Imagem associada para resolução da questão


(“Ver navios”, de Haroldo de Campos)



Em relação ao poema acima, é correto afirmar que o autor:

Alternativas
Q3671604 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão.


A nova estética digital


   Quem não tem vaidades? E quanto mais celebrados, mais vaidosos – embora alguns disfarcem melhor. O cabelo e a maquiagem das mulheres recebem atenções permanentes. Repetir a mesma roupa? Os homens, à menor oportunidade, acertam o nó da gravata e dão uma olhadinha no cabelo. E têm outras vaidades. Montblanc? Rolex?

   Com a pandemia furiosa de Covid-19, agora somos todos atores de televisão, qualquer que seja o evento. Só que não aprendemos a converter nossas vaidades para a realidade da telinha. Vale lembrar, quando Kennedy disputou as eleições com Nixon, antes de ele entrar em qualquer recinto onde houvesse câmeras de televisão, seus prepostos asseguravam que a iluminação estivesse correta. E entrava maquiado. Nixon não se deu conta dessa liturgia e suas olheiras eram exageradas por uma iluminação errada. Parece que essa condição contribuiu para sua derrota.

   Pelo abrupto das novidades, as centenas de lives, entrevistas, Zooms e transmissões pelo YouTube são feitas ao arrepio das artes cinematográficas. A maquiagem pode estar impecável. Mas e se a iluminação está horrenda? Carecas brilhando, olhos desaparecidos na escuridão? Podemos ler as lombadas dos livros atrás, mas a cara está fora de foco. Muito longe da câmera, perde-se a expressão facial. Perto demais, expõe o narigão. Luz fluorescente tinge a cara de roxo. Contraluz excessiva faz a imagem enevoada. (...)

  Após o trabalhão de aprender a se maquiar, vestir e apresentar, subitamente, isso é apenas a metade. Falta o contrarregra do estúdio cuidando de cada detalhe visual. Na TV, antes da era forçada das lives, nenhum programa ia ao ar com alguém praguejando contra panes na técnica. A eletrônica, sabemos, tanto valoriza a voz maviosa como exagera o timbre esganiçado. Por isso foi sempre preciso gravar antes, com zelo e atenção.

  Hoje, não mais. Temos de aprender tudo de novo. Esboroa a elegância dos modos e da roupa, diante da presença de dezenas de tropeços visuais. A epidemia obriga a introduzir outras habilidades na etiqueta e na elegância. Saber apresentar-se na tela de videoconferência passou a fazer parte do nosso repertório de competências sociais.


CASTRO, Claudio Moura. A nova estética
digital. Veja. 3 jun. 2020. Disponível em
<https://veja.abril.com.br/coluna/claudiomoura-castro/a-nova-estetica-digital/>.
“Pelo abrupto das novidades, as centenas de lives, entrevistas, Zooms e transmissões pelo YouTube são feitas ao arrepio das artes cinematográficas.”

Em relação ao trecho acima, transcrito do texto, é correto afirmar que:
Alternativas
Q3671603 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão.


A nova estética digital


   Quem não tem vaidades? E quanto mais celebrados, mais vaidosos – embora alguns disfarcem melhor. O cabelo e a maquiagem das mulheres recebem atenções permanentes. Repetir a mesma roupa? Os homens, à menor oportunidade, acertam o nó da gravata e dão uma olhadinha no cabelo. E têm outras vaidades. Montblanc? Rolex?

   Com a pandemia furiosa de Covid-19, agora somos todos atores de televisão, qualquer que seja o evento. Só que não aprendemos a converter nossas vaidades para a realidade da telinha. Vale lembrar, quando Kennedy disputou as eleições com Nixon, antes de ele entrar em qualquer recinto onde houvesse câmeras de televisão, seus prepostos asseguravam que a iluminação estivesse correta. E entrava maquiado. Nixon não se deu conta dessa liturgia e suas olheiras eram exageradas por uma iluminação errada. Parece que essa condição contribuiu para sua derrota.

   Pelo abrupto das novidades, as centenas de lives, entrevistas, Zooms e transmissões pelo YouTube são feitas ao arrepio das artes cinematográficas. A maquiagem pode estar impecável. Mas e se a iluminação está horrenda? Carecas brilhando, olhos desaparecidos na escuridão? Podemos ler as lombadas dos livros atrás, mas a cara está fora de foco. Muito longe da câmera, perde-se a expressão facial. Perto demais, expõe o narigão. Luz fluorescente tinge a cara de roxo. Contraluz excessiva faz a imagem enevoada. (...)

  Após o trabalhão de aprender a se maquiar, vestir e apresentar, subitamente, isso é apenas a metade. Falta o contrarregra do estúdio cuidando de cada detalhe visual. Na TV, antes da era forçada das lives, nenhum programa ia ao ar com alguém praguejando contra panes na técnica. A eletrônica, sabemos, tanto valoriza a voz maviosa como exagera o timbre esganiçado. Por isso foi sempre preciso gravar antes, com zelo e atenção.

  Hoje, não mais. Temos de aprender tudo de novo. Esboroa a elegância dos modos e da roupa, diante da presença de dezenas de tropeços visuais. A epidemia obriga a introduzir outras habilidades na etiqueta e na elegância. Saber apresentar-se na tela de videoconferência passou a fazer parte do nosso repertório de competências sociais.


CASTRO, Claudio Moura. A nova estética
digital. Veja. 3 jun. 2020. Disponível em
<https://veja.abril.com.br/coluna/claudiomoura-castro/a-nova-estetica-digital/>.
Esboroa a elegância dos modos e da roupa, diante da presença de dezenas de tropeços visuais.”

As palavras destacadas no trecho acima, transcrito do texto, na mesma ordem em que se apresentam, têm o mesmo sentido de:
Alternativas
Q3671602 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão.


A nova estética digital


   Quem não tem vaidades? E quanto mais celebrados, mais vaidosos – embora alguns disfarcem melhor. O cabelo e a maquiagem das mulheres recebem atenções permanentes. Repetir a mesma roupa? Os homens, à menor oportunidade, acertam o nó da gravata e dão uma olhadinha no cabelo. E têm outras vaidades. Montblanc? Rolex?

   Com a pandemia furiosa de Covid-19, agora somos todos atores de televisão, qualquer que seja o evento. Só que não aprendemos a converter nossas vaidades para a realidade da telinha. Vale lembrar, quando Kennedy disputou as eleições com Nixon, antes de ele entrar em qualquer recinto onde houvesse câmeras de televisão, seus prepostos asseguravam que a iluminação estivesse correta. E entrava maquiado. Nixon não se deu conta dessa liturgia e suas olheiras eram exageradas por uma iluminação errada. Parece que essa condição contribuiu para sua derrota.

   Pelo abrupto das novidades, as centenas de lives, entrevistas, Zooms e transmissões pelo YouTube são feitas ao arrepio das artes cinematográficas. A maquiagem pode estar impecável. Mas e se a iluminação está horrenda? Carecas brilhando, olhos desaparecidos na escuridão? Podemos ler as lombadas dos livros atrás, mas a cara está fora de foco. Muito longe da câmera, perde-se a expressão facial. Perto demais, expõe o narigão. Luz fluorescente tinge a cara de roxo. Contraluz excessiva faz a imagem enevoada. (...)

  Após o trabalhão de aprender a se maquiar, vestir e apresentar, subitamente, isso é apenas a metade. Falta o contrarregra do estúdio cuidando de cada detalhe visual. Na TV, antes da era forçada das lives, nenhum programa ia ao ar com alguém praguejando contra panes na técnica. A eletrônica, sabemos, tanto valoriza a voz maviosa como exagera o timbre esganiçado. Por isso foi sempre preciso gravar antes, com zelo e atenção.

  Hoje, não mais. Temos de aprender tudo de novo. Esboroa a elegância dos modos e da roupa, diante da presença de dezenas de tropeços visuais. A epidemia obriga a introduzir outras habilidades na etiqueta e na elegância. Saber apresentar-se na tela de videoconferência passou a fazer parte do nosso repertório de competências sociais.


CASTRO, Claudio Moura. A nova estética
digital. Veja. 3 jun. 2020. Disponível em
<https://veja.abril.com.br/coluna/claudiomoura-castro/a-nova-estetica-digital/>.
Em relação ao tipo e gênero textuais em que se enquadra o texto “A nova estética digital”, é correto afirmar que se trata de um(a):
Alternativas
Q3671583 Português
“Eu e o oceano Atlântico fazemos algum ruído e funcionamos fora dos horários civis.”

(BRAGA, Rubem. Recado ao Sr. 903. Disponível: https://cronicabrasileira.org.br/cronicas/11526/recado-aosr-903)

No trecho acima, o que o narrador e o oceano Atlântico têm em comum?
Alternativas
Q3671577 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão.


“Eu fui aparelhado para gostar de passarinhos.
Tenho abundância de ser feliz por isso.
Meu quintal é maior do que o mundo.
Sou um apanhador de desperdícios...”


Trecho do poema Apanhador de desperdícios, de Manoel de Barros.
No trecho do texto de Manoel de Barros, por que ele diz ter abundância de ser feliz?
Alternativas
Q3670556 Português

Leia o texto a seguir para responder à questão.



Meu coração



    No fim, desculpe a literatura, é tudo entre nós e o nosso coração. Depois do dito e do feito, depois da paixão e da razão, depois da vida das células e da vida social e da vida cívica e das idas e das voltas, e da História e da biografia, e do que os outros fizeram conosco e nós fizemos com os outros, é tudo entre nós e ele. Segundos fora. Nós e ele. A única conversa que vale, a única intimidade que conta. O coração não tem nada a ver com nada, fora a sístole e a diástole e a sua fisiologia medíocre. Ele nem nos daria conversa, se não dependesse de nós, se não precisasse da embalagem, dos terminais e de alguém que cuide dele. Tudo que lhe atribuem, do mais romântico ao mais calhorda, é falso. Trata-se de um mero músculo, e de um músculo egoísta, que só quer saber da sua própria sobrevivência. Da qual, por uma cruel coincidência, depende a nossa.

    Fala-se do “time do coração”. Mentira. O coração não tem time. O coração não se interessa por futebol. Só hoje, por exemplo, o meu se deu conta de onde estava. Paris, Nantes, Marselha ou qualquer outra cidade, é tudo o mesmo para ele, desde que ele tenha um lugar seguro onde possa bater e cuidar da sua vidinha. Mas de repente ele se deu conta e pediu satisfações. Para onde eu o tinha trazido? Expliquei. A França, a Copa, o Brasil, os jogos, a beleza dos jogos...

    Meu coração não quis ouvir falar da beleza dos jogos. Ele não tem nenhum senso estético. Quis saber que história era aquela de morte súbita.

    — É uma maneira nova de decidir as partidas que acabam empatadas. Há uma prorrogação e quem marcar o primeiro gol ganha.

    Meu coração não quis acreditar.

    — Quer dizer que, se esse time pelo qual você torce, como é mesmo o nome?

    — Brasil.

    — Quer dizer que, se o Brasil empatar com algum outro time, tem prorrogação com morte súbita?

    — É... 

    — Você sabia disso quando me trouxe para cá?

    — Sabia.

    — Você deliberadamente me trouxe a um evento em que eu posso parar de repente, mesmo não tendo nada a ver com isso? Não era para ser um campeonato de futebol, um esporte, um divertimento, enfim, nada que me dissesse respeito?

    — Desculpe. Eu tentei substituí-lo pelo distanciamento crítico, mas...

    — Só me diz uma coisa. Se a prorrogação terminar sem que ninguém marque gol, o que acontece?

    — Aí decidem nos pênaltis.

    — Me leva pra casa. Me leva pra casa imediatamente. E pare de me envolver nos seus divertimentos. Você parece que não tem coração.

    — Mas nada disso vai acontecer com o Brasil. Prorrogação, pênaltis, nada disso.

    — Quase aconteceu contra a Dinamarca!

    — É, mas...

    — Me tira daqui!



VERISSIMO, L. F. Verissimo antológico: meio século de crônicas, ou coisa parecida. São Paulo: Objetiva, 2020.

O advérbio que melhor substitui “deliberadamente”, em “— Você deliberadamente me trouxe a um evento em que eu posso parar de repente, mesmo não tendo nada a ver com isso?”, é: 
Alternativas
Q3670552 Português

Leia o texto a seguir para responder à questão.



Meu coração



    No fim, desculpe a literatura, é tudo entre nós e o nosso coração. Depois do dito e do feito, depois da paixão e da razão, depois da vida das células e da vida social e da vida cívica e das idas e das voltas, e da História e da biografia, e do que os outros fizeram conosco e nós fizemos com os outros, é tudo entre nós e ele. Segundos fora. Nós e ele. A única conversa que vale, a única intimidade que conta. O coração não tem nada a ver com nada, fora a sístole e a diástole e a sua fisiologia medíocre. Ele nem nos daria conversa, se não dependesse de nós, se não precisasse da embalagem, dos terminais e de alguém que cuide dele. Tudo que lhe atribuem, do mais romântico ao mais calhorda, é falso. Trata-se de um mero músculo, e de um músculo egoísta, que só quer saber da sua própria sobrevivência. Da qual, por uma cruel coincidência, depende a nossa.

    Fala-se do “time do coração”. Mentira. O coração não tem time. O coração não se interessa por futebol. Só hoje, por exemplo, o meu se deu conta de onde estava. Paris, Nantes, Marselha ou qualquer outra cidade, é tudo o mesmo para ele, desde que ele tenha um lugar seguro onde possa bater e cuidar da sua vidinha. Mas de repente ele se deu conta e pediu satisfações. Para onde eu o tinha trazido? Expliquei. A França, a Copa, o Brasil, os jogos, a beleza dos jogos...

    Meu coração não quis ouvir falar da beleza dos jogos. Ele não tem nenhum senso estético. Quis saber que história era aquela de morte súbita.

    — É uma maneira nova de decidir as partidas que acabam empatadas. Há uma prorrogação e quem marcar o primeiro gol ganha.

    Meu coração não quis acreditar.

    — Quer dizer que, se esse time pelo qual você torce, como é mesmo o nome?

    — Brasil.

    — Quer dizer que, se o Brasil empatar com algum outro time, tem prorrogação com morte súbita?

    — É... 

    — Você sabia disso quando me trouxe para cá?

    — Sabia.

    — Você deliberadamente me trouxe a um evento em que eu posso parar de repente, mesmo não tendo nada a ver com isso? Não era para ser um campeonato de futebol, um esporte, um divertimento, enfim, nada que me dissesse respeito?

    — Desculpe. Eu tentei substituí-lo pelo distanciamento crítico, mas...

    — Só me diz uma coisa. Se a prorrogação terminar sem que ninguém marque gol, o que acontece?

    — Aí decidem nos pênaltis.

    — Me leva pra casa. Me leva pra casa imediatamente. E pare de me envolver nos seus divertimentos. Você parece que não tem coração.

    — Mas nada disso vai acontecer com o Brasil. Prorrogação, pênaltis, nada disso.

    — Quase aconteceu contra a Dinamarca!

    — É, mas...

    — Me tira daqui!



VERISSIMO, L. F. Verissimo antológico: meio século de crônicas, ou coisa parecida. São Paulo: Objetiva, 2020.

O texto é marcado pela figura de linguagem: 
Alternativas
Q3669643 Português

Quadrilha

“A quadrilha é uma dança folclórica realizada durante as Festas Juninas, comuns nos meses de junho e julho. Ela é dançada em pares e conta com a música, os passos e a vestimenta do universo caipira como seus elementos principais.

Com origens europeias, a quadrilha como é conhecida atualmente recebeu ao longo do tempo influências de ritmos nordestinos, indígenas e africanos. Outros nomes dados à manifestação são: quadrilha junina e quadrilha caipira.”

Disponível no site: https://brasilescola.uol.com.br/detalhes-festa-junina/quadrilha.htm 
Quais são os outros nomes citados para a quadrilha no texto?  
Alternativas
Q3669642 Português

Quadrilha

“A quadrilha é uma dança folclórica realizada durante as Festas Juninas, comuns nos meses de junho e julho. Ela é dançada em pares e conta com a música, os passos e a vestimenta do universo caipira como seus elementos principais.

Com origens europeias, a quadrilha como é conhecida atualmente recebeu ao longo do tempo influências de ritmos nordestinos, indígenas e africanos. Outros nomes dados à manifestação são: quadrilha junina e quadrilha caipira.”

Disponível no site: https://brasilescola.uol.com.br/detalhes-festa-junina/quadrilha.htm 
De acordo com o texto em quais meses do ano a quadrilha é tradicionalmente realizada?  
Alternativas
Q3669398 Português
Observe o enunciado abaixo e assinale a alternativa que preenche corretamente a lacuna:

A história é a matéria-prima para as __________ nacionalistas ou étnicas ou fundamentalistas, tal como as papoulas são a matéria-prima para o vício da heroína. O passado é um elemento essencial, talvez o elemento essencial nessas ideologias. Se não há nenhum __________ satisfatório, sempre é possível inventá-lo. De fato, na natureza das coisas não costuma haver nenhum passado completamente __________, porque o fenômeno que essas ideologias pretendem justificar não é antigo ou eterno mas historicamente novo.
Alternativas
Q3669374 Português
Leia a tirinha a seguir para responder à questão.


Q1_4.png (654×193)

(https://www.lpm.com.br/site/default.asp?Template=../livros/layout_produto.asp&CategoriaID=645528&ID=5 19481)
Garfield diz “Pode não ser muito esperto, mas obediente ele é.”. O termo “obediente”, na frase, pode ser corretamente substituído por qual palavra a seguir, mantendo-se o significado?
Alternativas
Q3669372 Português
Leia a tirinha a seguir para responder à questão.


Q1_4.png (654×193)

(https://www.lpm.com.br/site/default.asp?Template=../livros/layout_produto.asp&CategoriaID=645528&ID=5 19481)
Na tirinha de Garfield acima, por que ele afirma que o cãozinho Odie não é muito esperto?
Alternativas
Respostas
12601: D
12602: C
12603: A
12604: A
12605: C
12606: A
12607: B
12608: D
12609: B
12610: A
12611: E
12612: C
12613: C
12614: E
12615: B
12616: C
12617: B
12618: C
12619: C
12620: E