Questões de Concurso Sobre interpretação de textos em português

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Q3812404 Português
        A expressão saúde pública veterinária é utilizada para designar o marco conceitual e a implementação das atividades de saúde pública que empregam conhecimentos e recursos da medicina veterinária para proteger e melhorar a saúde humana. A saúde pública veterinária vincula a agricultura, a saúde animal, a educação, o ambiente e a saúde humana.

        Por sua vez, as atividades de medicina veterinária preventiva têm seu princípio na pré‑história e continuam até o primeiro século da Era Cristã. No Código de Hamurábi, código de leis mais antigo do mundo, já havia menções a práticas de medicina veterinária entre indivíduos específicos com tais atribuições. Os primeiros esforços dirigidos contra a doença animal foram descritos nas antigas civilizações da Suméria, do Egito e da Grécia, com referências a curandeiros de animais antes da Era Cristã.

        Ao lado do tratamento médico, cirúrgico e obstétrico individual, duas outras táticas eram aplicadas localmente para o controle das enfermidades animais, antes mesmo do desenvolvimento da teoria do contágio: o emprego da quarentena (segregação dos animais doentes dos sadios) e o sacrifício de animais enfermos.

        No cenário atual, a medicina veterinária enfoca a saúde humana e o controle de qualidade dos alimentos, e há uma política muito tímida voltada à saúde dos animais domésticos. Todavia, isso deve estar na pauta das políticas, haja vista que, para muitos proprietários de animais, esses são como filhos, e as pessoas gostam de dar o tratamento adequado a seus animais. A esse respeito, as clínicas veterinárias aplicam preços vultosos, e, muitas vezes, os donos dos pets têm de escolher entre comer, pagar as contas ou levar seu bicho a uma clínica. Assim, é importante o desenvolvimento de uma medicina veterinária populacional, por meio, por exemplo, da criação, pelos governos, de um hospital veterinário gratuito, centralizado nas cidades, e que atenda a população mais pobre, que não tem condições de levar seus animais a uma clínica privada.

        Em suma, a orientação dispensada à medicina veterinária dentro da tríade formada por ambiente, animal e homem deve ser acompanhada de uma importante expansão da saúde pública veterinária.

Internet:<rsdjournal.org>  (com adaptações).

Acerca das ideias do texto, julgue o item seguinte.


No trecho “Por sua vez, as atividades de medicina veterinária preventiva têm seu princípio na pré‑história e continuam até o primeiro século da Era Cristã.”, a afirmação permite inferir uma fase de ações locais contra doenças dos animais que se estendeu da pré‑história até os primeiros cem anos da Era Cristã.

Alternativas
Q3812403 Português
        A expressão saúde pública veterinária é utilizada para designar o marco conceitual e a implementação das atividades de saúde pública que empregam conhecimentos e recursos da medicina veterinária para proteger e melhorar a saúde humana. A saúde pública veterinária vincula a agricultura, a saúde animal, a educação, o ambiente e a saúde humana.

        Por sua vez, as atividades de medicina veterinária preventiva têm seu princípio na pré‑história e continuam até o primeiro século da Era Cristã. No Código de Hamurábi, código de leis mais antigo do mundo, já havia menções a práticas de medicina veterinária entre indivíduos específicos com tais atribuições. Os primeiros esforços dirigidos contra a doença animal foram descritos nas antigas civilizações da Suméria, do Egito e da Grécia, com referências a curandeiros de animais antes da Era Cristã.

        Ao lado do tratamento médico, cirúrgico e obstétrico individual, duas outras táticas eram aplicadas localmente para o controle das enfermidades animais, antes mesmo do desenvolvimento da teoria do contágio: o emprego da quarentena (segregação dos animais doentes dos sadios) e o sacrifício de animais enfermos.

        No cenário atual, a medicina veterinária enfoca a saúde humana e o controle de qualidade dos alimentos, e há uma política muito tímida voltada à saúde dos animais domésticos. Todavia, isso deve estar na pauta das políticas, haja vista que, para muitos proprietários de animais, esses são como filhos, e as pessoas gostam de dar o tratamento adequado a seus animais. A esse respeito, as clínicas veterinárias aplicam preços vultosos, e, muitas vezes, os donos dos pets têm de escolher entre comer, pagar as contas ou levar seu bicho a uma clínica. Assim, é importante o desenvolvimento de uma medicina veterinária populacional, por meio, por exemplo, da criação, pelos governos, de um hospital veterinário gratuito, centralizado nas cidades, e que atenda a população mais pobre, que não tem condições de levar seus animais a uma clínica privada.

        Em suma, a orientação dispensada à medicina veterinária dentro da tríade formada por ambiente, animal e homem deve ser acompanhada de uma importante expansão da saúde pública veterinária.

Internet:<rsdjournal.org>  (com adaptações).

Acerca das ideias do texto, julgue o item seguinte.


O conteúdo do texto pode ser resumido por meio da seguinte forma: Ao lado do tratamento médico, cirúrgico e obstétrico individual, duas outras táticas eram aplicadas localmente para o controle das enfermidades animais, antes mesmo do desenvolvimento da teoria do contágio: o emprego da quarentena (segregação dos animais doentes dos sadios) e o sacrifício de animais enfermos.

Alternativas
Q3812402 Português
        A expressão saúde pública veterinária é utilizada para designar o marco conceitual e a implementação das atividades de saúde pública que empregam conhecimentos e recursos da medicina veterinária para proteger e melhorar a saúde humana. A saúde pública veterinária vincula a agricultura, a saúde animal, a educação, o ambiente e a saúde humana.

        Por sua vez, as atividades de medicina veterinária preventiva têm seu princípio na pré‑história e continuam até o primeiro século da Era Cristã. No Código de Hamurábi, código de leis mais antigo do mundo, já havia menções a práticas de medicina veterinária entre indivíduos específicos com tais atribuições. Os primeiros esforços dirigidos contra a doença animal foram descritos nas antigas civilizações da Suméria, do Egito e da Grécia, com referências a curandeiros de animais antes da Era Cristã.

        Ao lado do tratamento médico, cirúrgico e obstétrico individual, duas outras táticas eram aplicadas localmente para o controle das enfermidades animais, antes mesmo do desenvolvimento da teoria do contágio: o emprego da quarentena (segregação dos animais doentes dos sadios) e o sacrifício de animais enfermos.

        No cenário atual, a medicina veterinária enfoca a saúde humana e o controle de qualidade dos alimentos, e há uma política muito tímida voltada à saúde dos animais domésticos. Todavia, isso deve estar na pauta das políticas, haja vista que, para muitos proprietários de animais, esses são como filhos, e as pessoas gostam de dar o tratamento adequado a seus animais. A esse respeito, as clínicas veterinárias aplicam preços vultosos, e, muitas vezes, os donos dos pets têm de escolher entre comer, pagar as contas ou levar seu bicho a uma clínica. Assim, é importante o desenvolvimento de uma medicina veterinária populacional, por meio, por exemplo, da criação, pelos governos, de um hospital veterinário gratuito, centralizado nas cidades, e que atenda a população mais pobre, que não tem condições de levar seus animais a uma clínica privada.

        Em suma, a orientação dispensada à medicina veterinária dentro da tríade formada por ambiente, animal e homem deve ser acompanhada de uma importante expansão da saúde pública veterinária.

Internet:<rsdjournal.org>  (com adaptações).

Acerca das ideias do texto, julgue o item seguinte.


Compreende‑se do texto que os primeiros esforços documentados contra doenças animais datam das civilizações suméria, egípcia e grega, com evidências de curandeiros de animais anteriores à Era Cristã.

Alternativas
Q3812401 Português
        A expressão saúde pública veterinária é utilizada para designar o marco conceitual e a implementação das atividades de saúde pública que empregam conhecimentos e recursos da medicina veterinária para proteger e melhorar a saúde humana. A saúde pública veterinária vincula a agricultura, a saúde animal, a educação, o ambiente e a saúde humana.

        Por sua vez, as atividades de medicina veterinária preventiva têm seu princípio na pré‑história e continuam até o primeiro século da Era Cristã. No Código de Hamurábi, código de leis mais antigo do mundo, já havia menções a práticas de medicina veterinária entre indivíduos específicos com tais atribuições. Os primeiros esforços dirigidos contra a doença animal foram descritos nas antigas civilizações da Suméria, do Egito e da Grécia, com referências a curandeiros de animais antes da Era Cristã.

        Ao lado do tratamento médico, cirúrgico e obstétrico individual, duas outras táticas eram aplicadas localmente para o controle das enfermidades animais, antes mesmo do desenvolvimento da teoria do contágio: o emprego da quarentena (segregação dos animais doentes dos sadios) e o sacrifício de animais enfermos.

        No cenário atual, a medicina veterinária enfoca a saúde humana e o controle de qualidade dos alimentos, e há uma política muito tímida voltada à saúde dos animais domésticos. Todavia, isso deve estar na pauta das políticas, haja vista que, para muitos proprietários de animais, esses são como filhos, e as pessoas gostam de dar o tratamento adequado a seus animais. A esse respeito, as clínicas veterinárias aplicam preços vultosos, e, muitas vezes, os donos dos pets têm de escolher entre comer, pagar as contas ou levar seu bicho a uma clínica. Assim, é importante o desenvolvimento de uma medicina veterinária populacional, por meio, por exemplo, da criação, pelos governos, de um hospital veterinário gratuito, centralizado nas cidades, e que atenda a população mais pobre, que não tem condições de levar seus animais a uma clínica privada.

        Em suma, a orientação dispensada à medicina veterinária dentro da tríade formada por ambiente, animal e homem deve ser acompanhada de uma importante expansão da saúde pública veterinária.

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Acerca das ideias do texto, julgue o item seguinte.


No texto, predomina a tipologia dissertativo‑argumentativa do gênero resenha, com foco na implantação de políticas públicas dos governos estaduais voltadas para a preservação das castas de animais domésticos, tratados como filhos, nos dias atuais.

Alternativas
Q3812400 Português
        A expressão saúde pública veterinária é utilizada para designar o marco conceitual e a implementação das atividades de saúde pública que empregam conhecimentos e recursos da medicina veterinária para proteger e melhorar a saúde humana. A saúde pública veterinária vincula a agricultura, a saúde animal, a educação, o ambiente e a saúde humana.

        Por sua vez, as atividades de medicina veterinária preventiva têm seu princípio na pré‑história e continuam até o primeiro século da Era Cristã. No Código de Hamurábi, código de leis mais antigo do mundo, já havia menções a práticas de medicina veterinária entre indivíduos específicos com tais atribuições. Os primeiros esforços dirigidos contra a doença animal foram descritos nas antigas civilizações da Suméria, do Egito e da Grécia, com referências a curandeiros de animais antes da Era Cristã.

        Ao lado do tratamento médico, cirúrgico e obstétrico individual, duas outras táticas eram aplicadas localmente para o controle das enfermidades animais, antes mesmo do desenvolvimento da teoria do contágio: o emprego da quarentena (segregação dos animais doentes dos sadios) e o sacrifício de animais enfermos.

        No cenário atual, a medicina veterinária enfoca a saúde humana e o controle de qualidade dos alimentos, e há uma política muito tímida voltada à saúde dos animais domésticos. Todavia, isso deve estar na pauta das políticas, haja vista que, para muitos proprietários de animais, esses são como filhos, e as pessoas gostam de dar o tratamento adequado a seus animais. A esse respeito, as clínicas veterinárias aplicam preços vultosos, e, muitas vezes, os donos dos pets têm de escolher entre comer, pagar as contas ou levar seu bicho a uma clínica. Assim, é importante o desenvolvimento de uma medicina veterinária populacional, por meio, por exemplo, da criação, pelos governos, de um hospital veterinário gratuito, centralizado nas cidades, e que atenda a população mais pobre, que não tem condições de levar seus animais a uma clínica privada.

        Em suma, a orientação dispensada à medicina veterinária dentro da tríade formada por ambiente, animal e homem deve ser acompanhada de uma importante expansão da saúde pública veterinária.

Internet:<rsdjournal.org>  (com adaptações).

Acerca das ideias do texto, julgue o item seguinte.


Infere‑se do texto a presença de elementos da ética na medicina veterinária, que compreende os princípios morais que guiam a conduta dos profissionais, garantindo o bem‑estar animal e a saúde humana.

Alternativas
Q3812399 Português
        A expressão saúde pública veterinária é utilizada para designar o marco conceitual e a implementação das atividades de saúde pública que empregam conhecimentos e recursos da medicina veterinária para proteger e melhorar a saúde humana. A saúde pública veterinária vincula a agricultura, a saúde animal, a educação, o ambiente e a saúde humana.

        Por sua vez, as atividades de medicina veterinária preventiva têm seu princípio na pré‑história e continuam até o primeiro século da Era Cristã. No Código de Hamurábi, código de leis mais antigo do mundo, já havia menções a práticas de medicina veterinária entre indivíduos específicos com tais atribuições. Os primeiros esforços dirigidos contra a doença animal foram descritos nas antigas civilizações da Suméria, do Egito e da Grécia, com referências a curandeiros de animais antes da Era Cristã.

        Ao lado do tratamento médico, cirúrgico e obstétrico individual, duas outras táticas eram aplicadas localmente para o controle das enfermidades animais, antes mesmo do desenvolvimento da teoria do contágio: o emprego da quarentena (segregação dos animais doentes dos sadios) e o sacrifício de animais enfermos.

        No cenário atual, a medicina veterinária enfoca a saúde humana e o controle de qualidade dos alimentos, e há uma política muito tímida voltada à saúde dos animais domésticos. Todavia, isso deve estar na pauta das políticas, haja vista que, para muitos proprietários de animais, esses são como filhos, e as pessoas gostam de dar o tratamento adequado a seus animais. A esse respeito, as clínicas veterinárias aplicam preços vultosos, e, muitas vezes, os donos dos pets têm de escolher entre comer, pagar as contas ou levar seu bicho a uma clínica. Assim, é importante o desenvolvimento de uma medicina veterinária populacional, por meio, por exemplo, da criação, pelos governos, de um hospital veterinário gratuito, centralizado nas cidades, e que atenda a população mais pobre, que não tem condições de levar seus animais a uma clínica privada.

        Em suma, a orientação dispensada à medicina veterinária dentro da tríade formada por ambiente, animal e homem deve ser acompanhada de uma importante expansão da saúde pública veterinária.

Internet:<rsdjournal.org>  (com adaptações).

Acerca das ideias do texto, julgue o item seguinte.


Em consonância com as informações textuais, a saúde pública veterinária é um campo essencial que aplica os princípios e os recursos da medicina veterinária para a proteção e a melhoria da saúde humana.

Alternativas
Ano: 2025 Banca: IV - UFG Órgão: SEBRAE-GO Prova: IV - UFG - 2025 - SEBRAE-GO - Trainee |
Q3812323 Português

Disponível em: <https://www.instagram.com/p/DNUIfvvsA2D/>.  Acesso em: 16 ago. 2025.

A charge faz uma crítica em relação ao movimento da Câmara dos Deputados em desarquivar projetos de lei parados, relacionados à exploração e abuso infantil, após a repercussão da temática motivada pela manifestação de um influenciador digital, conhecido por Felca. A crítica voltada à postura negligente dos deputados diante desse tema está reforçada na charge por meio da linguagem não verbal, especialmente na
Alternativas
Ano: 2025 Banca: IV - UFG Órgão: SEBRAE-GO Prova: IV - UFG - 2025 - SEBRAE-GO - Trainee |
Q3812322 Português

Disponível em: <https://www.instagram.com/p/DNUIfvvsA2D/>.  Acesso em: 16 ago. 2025.

O texto trata-se de uma charge. Este gênero textual, assim como todos, possui características basilares para que se constitua enquanto tal. Nesta charge, um dos aspectos fundamentais para a compreensão e interpretação do sentido pretendido é conhecer o seu contexto de produção e circulação, o que, em termos de fatores de textualidade, corresponde à 
Alternativas
Ano: 2025 Banca: IV - UFG Órgão: SEBRAE-GO Prova: IV - UFG - 2025 - SEBRAE-GO - Trainee |
Q3812319 Português
Resumo: Este artigo apresenta excerto de uma investigaçãomaior cujo objetivo central foi analisar como crianças com idadeentre 4 e 5 anos, na medida em que puderam escolher objetos,fizeram escolhas por objetos tidos como de adultos. Asjustificativas das crianças para as escolhas demonstraram queos critérios utilizados remetem à relação dos meninos e dasmeninas com práticas consumistas assetadas, de modo geral,em comportamentos adultos. Os procedimentos metodológicosforam realizados a partir de abordagem qualitativa, método depesquisa-ação, técnica de observação participante. Os dadosforam analisados por meio de técnica interpretativa eapontaram que na contemporaneidade estamos diante dequestões problemáticas entre as infâncias e práticas deconsumo adulto.

Palavras-chave: Adultização. Contemporaneidade. Infância.Escolha.

Disponível  em:<https://revista.unitins.br/index.php/humanidadeseinovacao/article/view/7040>.
Acesso em: 15 ago. 2025.
O texto trata-se de um resumo, comum no início de um trabalho acadêmico, seja em artigos científicos, relatórios de pesquisa ou mesmo resenhas. A função desempenhada por este resumo é de
Alternativas
Q3812294 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Sob os trilhos do metrô, hortas urbanas combatem avanço de ultraprocessados na periferia de São Paulo

Moradores do Jardim Ibirapuera plantam legumes e verduras sem agrotóxico como alternativa à pobreza de nutrientes identificada em estudo inédito conduzido pela comunidade.

Adriano Wilkson

Debaixo dos trilhos do metrô de São Paulo, quatro agricultores urbanos observam o lento crescimento de mudas de milho cuidadosamente organizadas em um canteiro montado com restos de construção civil. Alguns metros adiante, pés de alface, couve, banana e erva-cidreira dividem terreno com uma vaca que pasta displicente.

Ao caminhar em meio ao verde, por um momento você até poderia supor que saiu da capital paulista, mas o frenesi do trânsito da avenida Guido Caloi, que dá acesso à Marginal Pinheiros, logo chama à realidade. Essa é uma das vias mais movimentadas e caóticas de São Paulo. Mas é ali, no meio de um conjunto de favelas chamado Jardim Ibirapuera, que os moradores decidiram construir uma alternativa à pobreza alimentar que assola a comunidade.

Dos 41 mil moradores do bairro, 13 mil, ou 31%, passam fome. Tecnicamente, essas pessoas vivem em "insegurança alimentar grave", o que significa que a falta de renda as impede de fazer todas as refeições que gostariam. Essa taxa é maior do que a registrada no município de São Paulo como um todo, onde 12% da população passa fome [...]. A conclusão consta em uma pesquisa inédita feita pelo Observatório Ibira30, um braço do Bloco do Beco, organização não governamental que atua no Jardim Ibirapuera desde 2003. Durante seis meses, entre janeiro e junho de 2025, pesquisadores do observatório bateram de porta em porta para entrevistar moradores e investigar seus hábitos alimentares.

As 382 entrevistas revelaram a presença da fome não apenas na ausência de alimentos, mas também no avanço de ultraprocessados e de opções menos nutritivas entre os moradores. Por exemplo, 86% dos entrevistados disseram já terem precisado trocar alimentos saudáveis por opções mais baratas e menos nutritivas.

A situação piorou durante a pandemia, quando muitos moradores perderam renda e precisaram contar com doações para sobreviver. Biscoitos, bebidas açucaradas e alimentos instantâneos se tornaram então ainda mais comuns nas despensas do bairro. Segundo a pesquisa, dois em cada três deles disseram que seus hábitos alimentares pioraram com a chegada da covid.

Foi após esse cenário de crise que um cozinheiro pernambucano viu em um terreno abandonado a chance de produzir comida de qualidade.[...] É nesse pequeno espaço que ele tenta construir, junto com os vizinhos, uma alternativa limpa e natural para substituir o avanço dos ultraprocessados. [...] Hoje as três hortas do bairro produzem verduras, legumes, frutas e plantas para chá, dos quais a população faz uso medicinal.

"Eu me considero hoje outra pessoa mexendo com a terra, trabalhando no ritmo da natureza e sabendo exatamente o que tem no alimento que eu como", afirma Neto, que, assim como os demais agricultores, não usa agrotóxico na produção e adota princípios da agroecologia para fazer a gestão de pragas. "Demora mais, às vezes a gente erra, mas vale a pena porque é saudável." [...]

A etnografia do observatório identificou que no Jardim Ibirapuera 29% dos moradores têm origem no Nordeste e três em cada quatro são pessoas pretas ou pardas. Para muitas delas os hábitos alimentares refletem a cultura e as tradições que a vida e a rotina em uma cidade como São Paulo ainda não foram capazes de apagar.

"Na São Paulo urbana e formalizada, as gôndolas dos mercados podem até ocultar as origens dos ingredientes", escreveu Marcelo Zarzuela Coelho, o Lelo, um dos coordenadores do estudo. "Mas nas periferias, o cuscuz de milho ainda é memória nordestina em estado sólido, o leite de coco ainda carrega o sopro da diáspora africana, o azeite de dendê resiste ao embranquecimento do paladar urbano, e a mandioca segue sendo mais que raiz: é símbolo de autonomia e continuidade." [...]

"Nosso sonho até 2030 é construir um tripé", explica Luiz Claudio de Souza, articulador institucional do Observatório. "Potencializar as hortas, criar um banco de alimentos, também com a contribuição de mercados e hortifrutis do bairro, e construir uma cozinha comunitária que possa manipular esses alimentos junto com a comunidade. Mas pra isso precisamos de parceiros."

Enquanto esse sonho não se concretiza, os agricultores urbanos colhem das hortas frutos que não se resumem aos vegetais que crescem ali. São valores intangíveis que se espalham pela comunidade como sementes levadas pelo vento. [...]

(Disponível em: https://ojoioeotrigo.com.br/2025/11/sob-os-trilhos-do-metro-hortas-urba nas-combatem-avanco-de-ultraprocessados-na-periferia-de-sao-paulo/. Acesso em: 25 nov. 2025. Adaptado.)
De acordo com o texto, analise as sentenças e registre V, para verdadeiras, e F, para falsas:

(__) A fome não está apenas na falta de acesso a alimentos. Diante da impossibilidade de adquirir alimentos mais nutritivos, as pessoas os trocam por ultraprocessados, que são opções mais baratas. Isso também é entendido como fome.

(__) Os planos futuros dos agricultores se estruturam em três frentes: o fortalecimento da produção nas hortas, a criação de um fundo, uma reserva de alimentos e a construção de uma cozinha comunitária para manipulação dos alimentos.

(__) O principal objetivo dos agricultores ao construir as hortas é impedir a entrada de ultraprocessados na comunidade, criando uma barreira natural e limpa e obrigando a comunidade a mudar seus hábitos alimentares.

(__) A maioria dos moradores do Jardim Ibirapuera é constituída por pessoas negras.

Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta:
Alternativas
Q3812292 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Sob os trilhos do metrô, hortas urbanas combatem avanço de ultraprocessados na periferia de São Paulo

Moradores do Jardim Ibirapuera plantam legumes e verduras sem agrotóxico como alternativa à pobreza de nutrientes identificada em estudo inédito conduzido pela comunidade.

Adriano Wilkson

Debaixo dos trilhos do metrô de São Paulo, quatro agricultores urbanos observam o lento crescimento de mudas de milho cuidadosamente organizadas em um canteiro montado com restos de construção civil. Alguns metros adiante, pés de alface, couve, banana e erva-cidreira dividem terreno com uma vaca que pasta displicente.

Ao caminhar em meio ao verde, por um momento você até poderia supor que saiu da capital paulista, mas o frenesi do trânsito da avenida Guido Caloi, que dá acesso à Marginal Pinheiros, logo chama à realidade. Essa é uma das vias mais movimentadas e caóticas de São Paulo. Mas é ali, no meio de um conjunto de favelas chamado Jardim Ibirapuera, que os moradores decidiram construir uma alternativa à pobreza alimentar que assola a comunidade.

Dos 41 mil moradores do bairro, 13 mil, ou 31%, passam fome. Tecnicamente, essas pessoas vivem em "insegurança alimentar grave", o que significa que a falta de renda as impede de fazer todas as refeições que gostariam. Essa taxa é maior do que a registrada no município de São Paulo como um todo, onde 12% da população passa fome [...]. A conclusão consta em uma pesquisa inédita feita pelo Observatório Ibira30, um braço do Bloco do Beco, organização não governamental que atua no Jardim Ibirapuera desde 2003. Durante seis meses, entre janeiro e junho de 2025, pesquisadores do observatório bateram de porta em porta para entrevistar moradores e investigar seus hábitos alimentares.

As 382 entrevistas revelaram a presença da fome não apenas na ausência de alimentos, mas também no avanço de ultraprocessados e de opções menos nutritivas entre os moradores. Por exemplo, 86% dos entrevistados disseram já terem precisado trocar alimentos saudáveis por opções mais baratas e menos nutritivas.

A situação piorou durante a pandemia, quando muitos moradores perderam renda e precisaram contar com doações para sobreviver. Biscoitos, bebidas açucaradas e alimentos instantâneos se tornaram então ainda mais comuns nas despensas do bairro. Segundo a pesquisa, dois em cada três deles disseram que seus hábitos alimentares pioraram com a chegada da covid.

Foi após esse cenário de crise que um cozinheiro pernambucano viu em um terreno abandonado a chance de produzir comida de qualidade.[...] É nesse pequeno espaço que ele tenta construir, junto com os vizinhos, uma alternativa limpa e natural para substituir o avanço dos ultraprocessados. [...] Hoje as três hortas do bairro produzem verduras, legumes, frutas e plantas para chá, dos quais a população faz uso medicinal.

"Eu me considero hoje outra pessoa mexendo com a terra, trabalhando no ritmo da natureza e sabendo exatamente o que tem no alimento que eu como", afirma Neto, que, assim como os demais agricultores, não usa agrotóxico na produção e adota princípios da agroecologia para fazer a gestão de pragas. "Demora mais, às vezes a gente erra, mas vale a pena porque é saudável." [...]

A etnografia do observatório identificou que no Jardim Ibirapuera 29% dos moradores têm origem no Nordeste e três em cada quatro são pessoas pretas ou pardas. Para muitas delas os hábitos alimentares refletem a cultura e as tradições que a vida e a rotina em uma cidade como São Paulo ainda não foram capazes de apagar.

"Na São Paulo urbana e formalizada, as gôndolas dos mercados podem até ocultar as origens dos ingredientes", escreveu Marcelo Zarzuela Coelho, o Lelo, um dos coordenadores do estudo. "Mas nas periferias, o cuscuz de milho ainda é memória nordestina em estado sólido, o leite de coco ainda carrega o sopro da diáspora africana, o azeite de dendê resiste ao embranquecimento do paladar urbano, e a mandioca segue sendo mais que raiz: é símbolo de autonomia e continuidade." [...]

"Nosso sonho até 2030 é construir um tripé", explica Luiz Claudio de Souza, articulador institucional do Observatório. "Potencializar as hortas, criar um banco de alimentos, também com a contribuição de mercados e hortifrutis do bairro, e construir uma cozinha comunitária que possa manipular esses alimentos junto com a comunidade. Mas pra isso precisamos de parceiros."

Enquanto esse sonho não se concretiza, os agricultores urbanos colhem das hortas frutos que não se resumem aos vegetais que crescem ali. São valores intangíveis que se espalham pela comunidade como sementes levadas pelo vento. [...]

(Disponível em: https://ojoioeotrigo.com.br/2025/11/sob-os-trilhos-do-metro-hortas-urba nas-combatem-avanco-de-ultraprocessados-na-periferia-de-sao-paulo/. Acesso em: 25 nov. 2025. Adaptado.)
Leia o excerto:

"Mas nas periferias, o cuscuz de milho ainda é memória nordestina em estado sólido, o leite de coco ainda carrega o sopro da diáspora africana, o azeite de dendê resiste ao embranquecimento do paladar urbano, e a mandioca segue sendo mais que raiz: é símbolo de autonomia e continuidade."

Considerando as informações contidas no excerto, o texto e seus conhecimentos prévios, analise as sentenças e registre V, para verdadeiras, e F, para falsas:

(__) De acordo com o texto, a relação das populações periféricas com o alimento vai além do gesto de se alimentar, de consumi-lo. A relação é cultural, afetiva e histórica. 

(__) Ao afirmar que "o azeite de dendê resiste ao embranquecimento do paladar urbano", o autor do texto tece uma crítica à valorização dos alimentos originados em culturas brancas, como as europeias, em detrimento daqueles oriundos, por exemplo, dos povos afrodescendentes.

(__) A partir da leitura de todo o texto, é possível compreender que o alimento pode ser muito mais do que apenas comida. Seu modo de produção pode ser um gesto de resistência, por exemplo, aos ultraprocessados.

(__) Quando o imigrante vai para grandes metrópoles, como São Paulo, e leva consigo os alimentos típicos de seu lugar de origem, ele está demonstrando sua indisposição em se adaptar à outra cultura alimentar. Isso fica muito evidente quando o autor do texto lança mão de palavras como "estado sólido", "resiste ao embranquecimento", "autonomia e continuidade".

Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta:
Alternativas
Q3812290 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Sob os trilhos do metrô, hortas urbanas combatem avanço de ultraprocessados na periferia de São Paulo

Moradores do Jardim Ibirapuera plantam legumes e verduras sem agrotóxico como alternativa à pobreza de nutrientes identificada em estudo inédito conduzido pela comunidade.

Adriano Wilkson

Debaixo dos trilhos do metrô de São Paulo, quatro agricultores urbanos observam o lento crescimento de mudas de milho cuidadosamente organizadas em um canteiro montado com restos de construção civil. Alguns metros adiante, pés de alface, couve, banana e erva-cidreira dividem terreno com uma vaca que pasta displicente.

Ao caminhar em meio ao verde, por um momento você até poderia supor que saiu da capital paulista, mas o frenesi do trânsito da avenida Guido Caloi, que dá acesso à Marginal Pinheiros, logo chama à realidade. Essa é uma das vias mais movimentadas e caóticas de São Paulo. Mas é ali, no meio de um conjunto de favelas chamado Jardim Ibirapuera, que os moradores decidiram construir uma alternativa à pobreza alimentar que assola a comunidade.

Dos 41 mil moradores do bairro, 13 mil, ou 31%, passam fome. Tecnicamente, essas pessoas vivem em "insegurança alimentar grave", o que significa que a falta de renda as impede de fazer todas as refeições que gostariam. Essa taxa é maior do que a registrada no município de São Paulo como um todo, onde 12% da população passa fome [...]. A conclusão consta em uma pesquisa inédita feita pelo Observatório Ibira30, um braço do Bloco do Beco, organização não governamental que atua no Jardim Ibirapuera desde 2003. Durante seis meses, entre janeiro e junho de 2025, pesquisadores do observatório bateram de porta em porta para entrevistar moradores e investigar seus hábitos alimentares.

As 382 entrevistas revelaram a presença da fome não apenas na ausência de alimentos, mas também no avanço de ultraprocessados e de opções menos nutritivas entre os moradores. Por exemplo, 86% dos entrevistados disseram já terem precisado trocar alimentos saudáveis por opções mais baratas e menos nutritivas.

A situação piorou durante a pandemia, quando muitos moradores perderam renda e precisaram contar com doações para sobreviver. Biscoitos, bebidas açucaradas e alimentos instantâneos se tornaram então ainda mais comuns nas despensas do bairro. Segundo a pesquisa, dois em cada três deles disseram que seus hábitos alimentares pioraram com a chegada da covid.

Foi após esse cenário de crise que um cozinheiro pernambucano viu em um terreno abandonado a chance de produzir comida de qualidade.[...] É nesse pequeno espaço que ele tenta construir, junto com os vizinhos, uma alternativa limpa e natural para substituir o avanço dos ultraprocessados. [...] Hoje as três hortas do bairro produzem verduras, legumes, frutas e plantas para chá, dos quais a população faz uso medicinal.

"Eu me considero hoje outra pessoa mexendo com a terra, trabalhando no ritmo da natureza e sabendo exatamente o que tem no alimento que eu como", afirma Neto, que, assim como os demais agricultores, não usa agrotóxico na produção e adota princípios da agroecologia para fazer a gestão de pragas. "Demora mais, às vezes a gente erra, mas vale a pena porque é saudável." [...]

A etnografia do observatório identificou que no Jardim Ibirapuera 29% dos moradores têm origem no Nordeste e três em cada quatro são pessoas pretas ou pardas. Para muitas delas os hábitos alimentares refletem a cultura e as tradições que a vida e a rotina em uma cidade como São Paulo ainda não foram capazes de apagar.

"Na São Paulo urbana e formalizada, as gôndolas dos mercados podem até ocultar as origens dos ingredientes", escreveu Marcelo Zarzuela Coelho, o Lelo, um dos coordenadores do estudo. "Mas nas periferias, o cuscuz de milho ainda é memória nordestina em estado sólido, o leite de coco ainda carrega o sopro da diáspora africana, o azeite de dendê resiste ao embranquecimento do paladar urbano, e a mandioca segue sendo mais que raiz: é símbolo de autonomia e continuidade." [...]

"Nosso sonho até 2030 é construir um tripé", explica Luiz Claudio de Souza, articulador institucional do Observatório. "Potencializar as hortas, criar um banco de alimentos, também com a contribuição de mercados e hortifrutis do bairro, e construir uma cozinha comunitária que possa manipular esses alimentos junto com a comunidade. Mas pra isso precisamos de parceiros."

Enquanto esse sonho não se concretiza, os agricultores urbanos colhem das hortas frutos que não se resumem aos vegetais que crescem ali. São valores intangíveis que se espalham pela comunidade como sementes levadas pelo vento. [...]

(Disponível em: https://ojoioeotrigo.com.br/2025/11/sob-os-trilhos-do-metro-hortas-urba nas-combatem-avanco-de-ultraprocessados-na-periferia-de-sao-paulo/. Acesso em: 25 nov. 2025. Adaptado.)
Considerando o texto como um todo, no excerto: "Enquanto esse sonho não se concretiza, os agricultores urbanos colhem das hortas frutos que não se resumem aos vegetais que crescem ali. São valores intangíveis que se espalham pela comunidade como sementes levadas pelo vento", a palavra intangíveis tem o mesmo sentido de: 
Alternativas
Q3811984 Português
Brasileiras Criam Banco de Imagens por IA, Mas o Segredo para o Sucesso É o Talento Humano

Bruna Cassapietra e Laura Terra são amigas desde a primeira infância, mas foi depois de sete anos longe uma da outra que a ideia de uma parceria de negócios surgiu. Formada em Teatro, Terra decidiu fundar uma produtora para ajudar marcas e agências a criarem conteúdos audiovisuais com mais autenticidade — e encontrou na amiga, formada em Rádio e TV, a parceira ideal. "A Beel Films nasceu em 2016. Nós tínhamos 24 anos, éramos recém-formadas e aprendemos muito com a mão na massa", relembra a cofundadora e produtora executiva.

Depois de anos de atuação no mercado nacional, com uma base sólida de clientes e a expansão para o atendimento integral — da criação à pós-produção —, a dupla inaugurou uma filial nos Estados Unidos, em Miami: o Studio Beel. "Esse movimento, em 2024, veio com a proposta de levar a nossa criação para as multinacionais", conta Laura.

Agora, a aposta das sócias é integrar o talento humano e a experiência de profissionais do setor às possibilidades da inteligência artificial. "O HiveStock surgiu sem pretensão. Nós estávamos apenas testando as plataformas de geração de imagens por IA", diz a executiva. A virada de chave, no entanto, veio a partir de uma demanda recorrente dos clientes. "Entendemos que poderíamos criar conteúdos específicos, de acordo com as peculiaridades de cada entrega, dentro de orçamentos limitados." 

Terra explica que, por conta do custo de uma produção autoral, alguns contratantes recorrem a bancos de imagem para viabilizar projetos. O problema, segundo a produtora, é que os bancos tradicionais ainda carecem de um repertório amplo de fotos e vídeos de pessoas brasileiras ou com características latino-americanas. "Gringo tem cara de gringo, não tem como fugir", brinca.

Em casos mais extremos, o uso da IA possibilitou as chamadas "gravações impossíveis". "Agora podemos criar um vídeo dentro de um vulcão", exemplifica.

Apesar das inovações trazidas por ferramentas como Veo 3, Sora e Midjourney, utilizadas pela Beel , a verdadeira mágica acontece nas mentes por trás dos prompts. "A gente vê muita propaganda falsa. Algo como: 'Em cinco segundos você pode criar um vídeo digno do Oscar.' Não é assim que funciona."

Terra explica que, para que a inteligência artificial realmente compreenda o que se espera, é preciso uma base bem estruturada. Em alguns casos, os profissionais criam uma "pré-montagem", descrevem o tipo de iluminação, cores, posições e detalhes esperados para um resultado final adequado.

"Quanto mais qualificação as pessoas tiverem para usar as plataformas, melhores serão os resultados. A ferramenta otimiza tempo e custos, mas não substitui o talento humano. Não tem como deixar o computador ligado, ir fazer outra coisa, e quando voltar o vídeo está pronto. Isso ainda não existe", finaliza.


https://forbes.com.br/forbes-tech/2025/10/brasileiras-criam-banco-de-im agens-com-ia-mas-o-segredo-para-o-sucesso-e-o-olhar-humano/
O texto revela uma reflexão sobre os desafios enfrentados pela produção audiovisual brasileira, especialmente no que diz respeito à representatividade cultural e à limitação dos acervos de imagens disponíveis. Ao mesmo tempo, destaca o papel da inteligência artificial como ferramenta capaz de romper barreiras técnicas e criativas, ampliando as possibilidades de criação. Considerando esse contexto, assinale a alternativa que melhor sintetiza a mensagem central do texto.
Alternativas
Q3811983 Português
Brasileiras Criam Banco de Imagens por IA, Mas o Segredo para o Sucesso É o Talento Humano

Bruna Cassapietra e Laura Terra são amigas desde a primeira infância, mas foi depois de sete anos longe uma da outra que a ideia de uma parceria de negócios surgiu. Formada em Teatro, Terra decidiu fundar uma produtora para ajudar marcas e agências a criarem conteúdos audiovisuais com mais autenticidade — e encontrou na amiga, formada em Rádio e TV, a parceira ideal. "A Beel Films nasceu em 2016. Nós tínhamos 24 anos, éramos recém-formadas e aprendemos muito com a mão na massa", relembra a cofundadora e produtora executiva.

Depois de anos de atuação no mercado nacional, com uma base sólida de clientes e a expansão para o atendimento integral — da criação à pós-produção —, a dupla inaugurou uma filial nos Estados Unidos, em Miami: o Studio Beel. "Esse movimento, em 2024, veio com a proposta de levar a nossa criação para as multinacionais", conta Laura.

Agora, a aposta das sócias é integrar o talento humano e a experiência de profissionais do setor às possibilidades da inteligência artificial. "O HiveStock surgiu sem pretensão. Nós estávamos apenas testando as plataformas de geração de imagens por IA", diz a executiva. A virada de chave, no entanto, veio a partir de uma demanda recorrente dos clientes. "Entendemos que poderíamos criar conteúdos específicos, de acordo com as peculiaridades de cada entrega, dentro de orçamentos limitados." 

Terra explica que, por conta do custo de uma produção autoral, alguns contratantes recorrem a bancos de imagem para viabilizar projetos. O problema, segundo a produtora, é que os bancos tradicionais ainda carecem de um repertório amplo de fotos e vídeos de pessoas brasileiras ou com características latino-americanas. "Gringo tem cara de gringo, não tem como fugir", brinca.

Em casos mais extremos, o uso da IA possibilitou as chamadas "gravações impossíveis". "Agora podemos criar um vídeo dentro de um vulcão", exemplifica.

Apesar das inovações trazidas por ferramentas como Veo 3, Sora e Midjourney, utilizadas pela Beel , a verdadeira mágica acontece nas mentes por trás dos prompts. "A gente vê muita propaganda falsa. Algo como: 'Em cinco segundos você pode criar um vídeo digno do Oscar.' Não é assim que funciona."

Terra explica que, para que a inteligência artificial realmente compreenda o que se espera, é preciso uma base bem estruturada. Em alguns casos, os profissionais criam uma "pré-montagem", descrevem o tipo de iluminação, cores, posições e detalhes esperados para um resultado final adequado.

"Quanto mais qualificação as pessoas tiverem para usar as plataformas, melhores serão os resultados. A ferramenta otimiza tempo e custos, mas não substitui o talento humano. Não tem como deixar o computador ligado, ir fazer outra coisa, e quando voltar o vídeo está pronto. Isso ainda não existe", finaliza.


https://forbes.com.br/forbes-tech/2025/10/brasileiras-criam-banco-de-im agens-com-ia-mas-o-segredo-para-o-sucesso-e-o-olhar-humano/
O texto apresenta uma narrativa sobre a formação de uma parceria profissional que nasce de uma amizade antiga e se concretiza após um período de afastamento. Observa-se que a trajetória das duas empreendedoras combina afinidade pessoal e complementaridade profissional, elementos que contribuíram para o surgimento de um projeto conjunto. Considerando essas informações, assinale a alternativa correta acerca do texto.
Alternativas
Q3811982 Português
Brasileiras Criam Banco de Imagens por IA, Mas o Segredo para o Sucesso É o Talento Humano

Bruna Cassapietra e Laura Terra são amigas desde a primeira infância, mas foi depois de sete anos longe uma da outra que a ideia de uma parceria de negócios surgiu. Formada em Teatro, Terra decidiu fundar uma produtora para ajudar marcas e agências a criarem conteúdos audiovisuais com mais autenticidade — e encontrou na amiga, formada em Rádio e TV, a parceira ideal. "A Beel Films nasceu em 2016. Nós tínhamos 24 anos, éramos recém-formadas e aprendemos muito com a mão na massa", relembra a cofundadora e produtora executiva.

Depois de anos de atuação no mercado nacional, com uma base sólida de clientes e a expansão para o atendimento integral — da criação à pós-produção —, a dupla inaugurou uma filial nos Estados Unidos, em Miami: o Studio Beel. "Esse movimento, em 2024, veio com a proposta de levar a nossa criação para as multinacionais", conta Laura.

Agora, a aposta das sócias é integrar o talento humano e a experiência de profissionais do setor às possibilidades da inteligência artificial. "O HiveStock surgiu sem pretensão. Nós estávamos apenas testando as plataformas de geração de imagens por IA", diz a executiva. A virada de chave, no entanto, veio a partir de uma demanda recorrente dos clientes. "Entendemos que poderíamos criar conteúdos específicos, de acordo com as peculiaridades de cada entrega, dentro de orçamentos limitados." 

Terra explica que, por conta do custo de uma produção autoral, alguns contratantes recorrem a bancos de imagem para viabilizar projetos. O problema, segundo a produtora, é que os bancos tradicionais ainda carecem de um repertório amplo de fotos e vídeos de pessoas brasileiras ou com características latino-americanas. "Gringo tem cara de gringo, não tem como fugir", brinca.

Em casos mais extremos, o uso da IA possibilitou as chamadas "gravações impossíveis". "Agora podemos criar um vídeo dentro de um vulcão", exemplifica.

Apesar das inovações trazidas por ferramentas como Veo 3, Sora e Midjourney, utilizadas pela Beel , a verdadeira mágica acontece nas mentes por trás dos prompts. "A gente vê muita propaganda falsa. Algo como: 'Em cinco segundos você pode criar um vídeo digno do Oscar.' Não é assim que funciona."

Terra explica que, para que a inteligência artificial realmente compreenda o que se espera, é preciso uma base bem estruturada. Em alguns casos, os profissionais criam uma "pré-montagem", descrevem o tipo de iluminação, cores, posições e detalhes esperados para um resultado final adequado.

"Quanto mais qualificação as pessoas tiverem para usar as plataformas, melhores serão os resultados. A ferramenta otimiza tempo e custos, mas não substitui o talento humano. Não tem como deixar o computador ligado, ir fazer outra coisa, e quando voltar o vídeo está pronto. Isso ainda não existe", finaliza.


https://forbes.com.br/forbes-tech/2025/10/brasileiras-criam-banco-de-im agens-com-ia-mas-o-segredo-para-o-sucesso-e-o-olhar-humano/
O texto apresenta uma reflexão sobre o uso da inteligência artificial em processos criativos e técnicos, destacando que, embora a tecnologia traga ganhos de eficiência, seu funcionamento pleno depende da intervenção humana. A fala de Terra sugere uma visão equilibrada sobre a relação entre máquina e profissional, valorizando o preparo e o conhecimento na utilização dessas ferramentas. Diante disso, assinale a alternativa correta acerca do texto.
Alternativas
Q3811981 Português
Brasileiras Criam Banco de Imagens por IA, Mas o Segredo para o Sucesso É o Talento Humano

Bruna Cassapietra e Laura Terra são amigas desde a primeira infância, mas foi depois de sete anos longe uma da outra que a ideia de uma parceria de negócios surgiu. Formada em Teatro, Terra decidiu fundar uma produtora para ajudar marcas e agências a criarem conteúdos audiovisuais com mais autenticidade — e encontrou na amiga, formada em Rádio e TV, a parceira ideal. "A Beel Films nasceu em 2016. Nós tínhamos 24 anos, éramos recém-formadas e aprendemos muito com a mão na massa", relembra a cofundadora e produtora executiva.

Depois de anos de atuação no mercado nacional, com uma base sólida de clientes e a expansão para o atendimento integral — da criação à pós-produção —, a dupla inaugurou uma filial nos Estados Unidos, em Miami: o Studio Beel. "Esse movimento, em 2024, veio com a proposta de levar a nossa criação para as multinacionais", conta Laura.

Agora, a aposta das sócias é integrar o talento humano e a experiência de profissionais do setor às possibilidades da inteligência artificial. "O HiveStock surgiu sem pretensão. Nós estávamos apenas testando as plataformas de geração de imagens por IA", diz a executiva. A virada de chave, no entanto, veio a partir de uma demanda recorrente dos clientes. "Entendemos que poderíamos criar conteúdos específicos, de acordo com as peculiaridades de cada entrega, dentro de orçamentos limitados." 

Terra explica que, por conta do custo de uma produção autoral, alguns contratantes recorrem a bancos de imagem para viabilizar projetos. O problema, segundo a produtora, é que os bancos tradicionais ainda carecem de um repertório amplo de fotos e vídeos de pessoas brasileiras ou com características latino-americanas. "Gringo tem cara de gringo, não tem como fugir", brinca.

Em casos mais extremos, o uso da IA possibilitou as chamadas "gravações impossíveis". "Agora podemos criar um vídeo dentro de um vulcão", exemplifica.

Apesar das inovações trazidas por ferramentas como Veo 3, Sora e Midjourney, utilizadas pela Beel , a verdadeira mágica acontece nas mentes por trás dos prompts. "A gente vê muita propaganda falsa. Algo como: 'Em cinco segundos você pode criar um vídeo digno do Oscar.' Não é assim que funciona."

Terra explica que, para que a inteligência artificial realmente compreenda o que se espera, é preciso uma base bem estruturada. Em alguns casos, os profissionais criam uma "pré-montagem", descrevem o tipo de iluminação, cores, posições e detalhes esperados para um resultado final adequado.

"Quanto mais qualificação as pessoas tiverem para usar as plataformas, melhores serão os resultados. A ferramenta otimiza tempo e custos, mas não substitui o talento humano. Não tem como deixar o computador ligado, ir fazer outra coisa, e quando voltar o vídeo está pronto. Isso ainda não existe", finaliza.


https://forbes.com.br/forbes-tech/2025/10/brasileiras-criam-banco-de-im agens-com-ia-mas-o-segredo-para-o-sucesso-e-o-olhar-humano/
O texto aborda a relação entre tecnologia e criatividade no processo de produção audiovisual, destacando que, embora as ferramentas de inteligência artificial representem avanços importantes, o fator humano continua sendo indispensável. A fala da produtora também revela uma crítica à ideia de que a tecnologia, por si só, substitui o trabalho intelectual e artístico. Considerando essa reflexão, assinale a alternativa que expressa o ponto de vista apresentado no texto.
Alternativas
Q3811980 Português
Brasileiras Criam Banco de Imagens por IA, Mas o Segredo para o Sucesso É o Talento Humano

Bruna Cassapietra e Laura Terra são amigas desde a primeira infância, mas foi depois de sete anos longe uma da outra que a ideia de uma parceria de negócios surgiu. Formada em Teatro, Terra decidiu fundar uma produtora para ajudar marcas e agências a criarem conteúdos audiovisuais com mais autenticidade — e encontrou na amiga, formada em Rádio e TV, a parceira ideal. "A Beel Films nasceu em 2016. Nós tínhamos 24 anos, éramos recém-formadas e aprendemos muito com a mão na massa", relembra a cofundadora e produtora executiva.

Depois de anos de atuação no mercado nacional, com uma base sólida de clientes e a expansão para o atendimento integral — da criação à pós-produção —, a dupla inaugurou uma filial nos Estados Unidos, em Miami: o Studio Beel. "Esse movimento, em 2024, veio com a proposta de levar a nossa criação para as multinacionais", conta Laura.

Agora, a aposta das sócias é integrar o talento humano e a experiência de profissionais do setor às possibilidades da inteligência artificial. "O HiveStock surgiu sem pretensão. Nós estávamos apenas testando as plataformas de geração de imagens por IA", diz a executiva. A virada de chave, no entanto, veio a partir de uma demanda recorrente dos clientes. "Entendemos que poderíamos criar conteúdos específicos, de acordo com as peculiaridades de cada entrega, dentro de orçamentos limitados." 

Terra explica que, por conta do custo de uma produção autoral, alguns contratantes recorrem a bancos de imagem para viabilizar projetos. O problema, segundo a produtora, é que os bancos tradicionais ainda carecem de um repertório amplo de fotos e vídeos de pessoas brasileiras ou com características latino-americanas. "Gringo tem cara de gringo, não tem como fugir", brinca.

Em casos mais extremos, o uso da IA possibilitou as chamadas "gravações impossíveis". "Agora podemos criar um vídeo dentro de um vulcão", exemplifica.

Apesar das inovações trazidas por ferramentas como Veo 3, Sora e Midjourney, utilizadas pela Beel , a verdadeira mágica acontece nas mentes por trás dos prompts. "A gente vê muita propaganda falsa. Algo como: 'Em cinco segundos você pode criar um vídeo digno do Oscar.' Não é assim que funciona."

Terra explica que, para que a inteligência artificial realmente compreenda o que se espera, é preciso uma base bem estruturada. Em alguns casos, os profissionais criam uma "pré-montagem", descrevem o tipo de iluminação, cores, posições e detalhes esperados para um resultado final adequado.

"Quanto mais qualificação as pessoas tiverem para usar as plataformas, melhores serão os resultados. A ferramenta otimiza tempo e custos, mas não substitui o talento humano. Não tem como deixar o computador ligado, ir fazer outra coisa, e quando voltar o vídeo está pronto. Isso ainda não existe", finaliza.


https://forbes.com.br/forbes-tech/2025/10/brasileiras-criam-banco-de-im agens-com-ia-mas-o-segredo-para-o-sucesso-e-o-olhar-humano/
O texto destaca uma nova etapa na trajetória profissional das fundadoras da produtora, marcada pela consolidação no mercado interno e pela busca de novos horizontes internacionais. A decisão de abrir uma filial fora do país demonstra um reposicionamento estratégico e o amadurecimento do negócio, que passa a mirar um público mais amplo e globalizado. Considerando essa perspectiva, assinale a alternativa correta acerca do texto.
Alternativas
Q3811979 Português
Brasileiras Criam Banco de Imagens por IA, Mas o Segredo para o Sucesso É o Talento Humano

Bruna Cassapietra e Laura Terra são amigas desde a primeira infância, mas foi depois de sete anos longe uma da outra que a ideia de uma parceria de negócios surgiu. Formada em Teatro, Terra decidiu fundar uma produtora para ajudar marcas e agências a criarem conteúdos audiovisuais com mais autenticidade — e encontrou na amiga, formada em Rádio e TV, a parceira ideal. "A Beel Films nasceu em 2016. Nós tínhamos 24 anos, éramos recém-formadas e aprendemos muito com a mão na massa", relembra a cofundadora e produtora executiva.

Depois de anos de atuação no mercado nacional, com uma base sólida de clientes e a expansão para o atendimento integral — da criação à pós-produção —, a dupla inaugurou uma filial nos Estados Unidos, em Miami: o Studio Beel. "Esse movimento, em 2024, veio com a proposta de levar a nossa criação para as multinacionais", conta Laura.

Agora, a aposta das sócias é integrar o talento humano e a experiência de profissionais do setor às possibilidades da inteligência artificial. "O HiveStock surgiu sem pretensão. Nós estávamos apenas testando as plataformas de geração de imagens por IA", diz a executiva. A virada de chave, no entanto, veio a partir de uma demanda recorrente dos clientes. "Entendemos que poderíamos criar conteúdos específicos, de acordo com as peculiaridades de cada entrega, dentro de orçamentos limitados." 

Terra explica que, por conta do custo de uma produção autoral, alguns contratantes recorrem a bancos de imagem para viabilizar projetos. O problema, segundo a produtora, é que os bancos tradicionais ainda carecem de um repertório amplo de fotos e vídeos de pessoas brasileiras ou com características latino-americanas. "Gringo tem cara de gringo, não tem como fugir", brinca.

Em casos mais extremos, o uso da IA possibilitou as chamadas "gravações impossíveis". "Agora podemos criar um vídeo dentro de um vulcão", exemplifica.

Apesar das inovações trazidas por ferramentas como Veo 3, Sora e Midjourney, utilizadas pela Beel , a verdadeira mágica acontece nas mentes por trás dos prompts. "A gente vê muita propaganda falsa. Algo como: 'Em cinco segundos você pode criar um vídeo digno do Oscar.' Não é assim que funciona."

Terra explica que, para que a inteligência artificial realmente compreenda o que se espera, é preciso uma base bem estruturada. Em alguns casos, os profissionais criam uma "pré-montagem", descrevem o tipo de iluminação, cores, posições e detalhes esperados para um resultado final adequado.

"Quanto mais qualificação as pessoas tiverem para usar as plataformas, melhores serão os resultados. A ferramenta otimiza tempo e custos, mas não substitui o talento humano. Não tem como deixar o computador ligado, ir fazer outra coisa, e quando voltar o vídeo está pronto. Isso ainda não existe", finaliza.


https://forbes.com.br/forbes-tech/2025/10/brasileiras-criam-banco-de-im agens-com-ia-mas-o-segredo-para-o-sucesso-e-o-olhar-humano/
O texto evidencia um momento de inovação e adaptação dentro da trajetória empresarial das sócias, marcado pela incorporação da inteligência artificial aos processos criativos. A partir de uma experiência experimental, surgiu uma oportunidade de negócio capaz de responder às necessidades do mercado de forma eficiente e personalizada. Considerando essa abordagem, assinale a alternativa correta acerca do texto.
Alternativas
Q3811953 Português
Sob os trilhos do metrô, hortas urbanas combatem avanço de ultraprocessados na periferia de São Paulo

Moradores do Jardim Ibirapuera plantam legumes e verduras sem agrotóxico como alternativa à pobreza de nutrientes identificada em estudo inédito conduzido pela comunidade.

Adriano Wilkson

Debaixo dos trilhos do metrô de São Paulo, quatro agricultores urbanos observam o lento crescimento de mudas de milho cuidadosamente organizadas em um canteiro montado com restos de construção civil. Alguns metros adiante, pés de alface, couve, banana e erva-cidreira dividem terreno com uma vaca que pasta displicente.

Ao caminhar em meio ao verde, por um momento você até poderia supor que saiu da capital paulista, mas o frenesi do trânsito da avenida Guido Caloi, que dá acesso à Marginal Pinheiros, logo chama à realidade. Essa é uma das vias mais movimentadas e caóticas de São Paulo. Mas é ali, no meio de um conjunto de favelas chamado Jardim Ibirapuera, que os moradores decidiram construir uma alternativa à pobreza alimentar que assola a comunidade.

Dos 41 mil moradores do bairro, 13 mil, ou 31%, passam fome. Tecnicamente, essas pessoas vivem em "insegurança alimentar grave", o que significa que a falta de renda as impede de fazer todas as refeições que gostariam. Essa taxa é maior do que a registrada no município de São Paulo como um todo, onde 12% da população passa fome [...]. A conclusão consta em uma pesquisa inédita feita pelo Observatório Ibira30, um braço do Bloco do Beco, organização não governamental que atua no Jardim Ibirapuera desde 2003. Durante seis meses, entre janeiro e junho de 2025, pesquisadores do observatório bateram de porta em porta para entrevistar moradores e investigar seus hábitos alimentares.

As 382 entrevistas revelaram a presença da fome não apenas na ausência de alimentos, mas também no avanço de ultraprocessados e de opções menos nutritivas entre os moradores. Por exemplo, 86% dos entrevistados disseram já terem precisado trocar alimentos saudáveis por opções mais baratas e menos nutritivas.

A situação piorou durante a pandemia, quando muitos moradores perderam renda e precisaram contar com doações para sobreviver. Biscoitos, bebidas açucaradas e alimentos instantâneos se tornaram então ainda mais comuns nas despensas do bairro. Segundo a pesquisa, dois em cada três deles disseram que seus hábitos alimentares pioraram com a chegada da covid. Foi após esse cenário de crise que um cozinheiro pernambucano viu em um terreno abandonado a chance de produzir comida de qualidade.[...] É nesse pequeno espaço que ele tenta construir, junto com os vizinhos, uma alternativa limpa e natural para substituir o avanço dos ultraprocessados. [...] Hoje as três hortas do bairro produzem verduras, legumes, frutas e plantas para chá, dos quais a população faz uso medicinal.

"Eu me considero hoje outra pessoa mexendo com a terra, trabalhando no ritmo da natureza e sabendo exatamente o que tem no alimento que eu como", afirma Neto, que, assim como os demais agricultores, não usa agrotóxico na produção e adota princípios da agroecologia para fazer a gestão de pragas. "Demora mais, às vezes a gente erra, mas vale a pena porque é saudável." [...]

A etnografia do observatório identificou que no Jardim Ibirapuera 29% dos moradores têm origem no Nordeste e três em cada quatro são pessoas pretas ou pardas. Para muitas delas os hábitos alimentares refletem a cultura e as tradições que a vida e a rotina em uma cidade como São Paulo ainda não foram capazes de apagar.

"Na São Paulo urbana e formalizada, as gôndolas dos mercados podem até ocultar as origens dos ingredientes", escreveu Marcelo Zarzuela Coelho, o Lelo, um dos coordenadores do estudo. "Mas nas periferias, o cuscuz de milho ainda é memória nordestina em estado sólido, o leite de coco ainda carrega o sopro da diáspora africana, o azeite de dendê resiste ao embranquecimento do paladar urbano, e a mandioca segue sendo mais que raiz: é símbolo de autonomia e continuidade." [...]

"Nosso sonho até 2030 é construir um tripé", explica Luiz Claudio de Souza, articulador institucional do Observatório. "Potencializar as hortas, criar um banco de alimentos, também com a contribuição de mercados e hortifrutis do bairro, e construir uma cozinha comunitária que possa manipular esses alimentos junto com a comunidade. Mas pra isso precisamos de parceiros."

Enquanto esse sonho não se concretiza, os agricultores urbanos colhem das hortas frutos que não se resumem aos vegetais que crescem ali. São valores intangíveis que se espalham pela comunidade como sementes levadas pelo vento. [...]

(Disponível em:
https://ojoioeotrigo.com.br/2025/11/sob-os-trilhos-do-metro-hortas-urbanas-combatem-avanco-de-ultraprocessados-na-periferia-de-sao-paulo/. Acesso em: 25 nov. 2025. Adaptado.)
Leia o excerto: "Mas nas periferias, o cuscuz de milho ainda é memória nordestina em estado sólido, o leite de coco ainda carrega o sopro da diáspora africana, o azeite de dendê resiste ao embranquecimento do paladar urbano, e a mandioca segue sendo mais que raiz: é símbolo de autonomia e continuidade."
Considerando as informações contidas no excerto, o texto e seus conhecimentos prévios, analise as sentenças e registre V, para verdadeiras, e F, para falsas:

(__) De acordo com o texto, a relação das populações periféricas com o alimento vai além do gesto de se alimentar, de consumi-lo. A relação é cultural, afetiva e histórica.
(__) Ao afirmar que "o azeite de dendê resiste ao embranquecimento do paladar urbano", o autor do texto tece uma crítica à valorização dos alimentos originados em culturas brancas, como as europeias, em detrimento daqueles oriundos, por exemplo, dos povos afrodescendentes.
(__) A partir da leitura de todo o texto, é possível compreender que o alimento pode ser muito mais do que apenas comida. Seu modo de produção pode ser um gesto de resistência, por exemplo, aos ultraprocessados.
(__) Quando o imigrante vai para grandes metrópoles, como São Paulo, e leva consigo os alimentos típicos de seu lugar de origem, ele está demonstrando sua indisposição em se adaptar à outra cultura alimentar. Isso fica muito evidente quando o autor do texto lança mão de palavras como "estado sólido", "resiste ao embranquecimento", "autonomia e continuidade".

Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta:
Alternativas
Q3811952 Português
Sob os trilhos do metrô, hortas urbanas combatem avanço de ultraprocessados na periferia de São Paulo

Moradores do Jardim Ibirapuera plantam legumes e verduras sem agrotóxico como alternativa à pobreza de nutrientes identificada em estudo inédito conduzido pela comunidade.

Adriano Wilkson

Debaixo dos trilhos do metrô de São Paulo, quatro agricultores urbanos observam o lento crescimento de mudas de milho cuidadosamente organizadas em um canteiro montado com restos de construção civil. Alguns metros adiante, pés de alface, couve, banana e erva-cidreira dividem terreno com uma vaca que pasta displicente.

Ao caminhar em meio ao verde, por um momento você até poderia supor que saiu da capital paulista, mas o frenesi do trânsito da avenida Guido Caloi, que dá acesso à Marginal Pinheiros, logo chama à realidade. Essa é uma das vias mais movimentadas e caóticas de São Paulo. Mas é ali, no meio de um conjunto de favelas chamado Jardim Ibirapuera, que os moradores decidiram construir uma alternativa à pobreza alimentar que assola a comunidade.

Dos 41 mil moradores do bairro, 13 mil, ou 31%, passam fome. Tecnicamente, essas pessoas vivem em "insegurança alimentar grave", o que significa que a falta de renda as impede de fazer todas as refeições que gostariam. Essa taxa é maior do que a registrada no município de São Paulo como um todo, onde 12% da população passa fome [...]. A conclusão consta em uma pesquisa inédita feita pelo Observatório Ibira30, um braço do Bloco do Beco, organização não governamental que atua no Jardim Ibirapuera desde 2003. Durante seis meses, entre janeiro e junho de 2025, pesquisadores do observatório bateram de porta em porta para entrevistar moradores e investigar seus hábitos alimentares.

As 382 entrevistas revelaram a presença da fome não apenas na ausência de alimentos, mas também no avanço de ultraprocessados e de opções menos nutritivas entre os moradores. Por exemplo, 86% dos entrevistados disseram já terem precisado trocar alimentos saudáveis por opções mais baratas e menos nutritivas.

A situação piorou durante a pandemia, quando muitos moradores perderam renda e precisaram contar com doações para sobreviver. Biscoitos, bebidas açucaradas e alimentos instantâneos se tornaram então ainda mais comuns nas despensas do bairro. Segundo a pesquisa, dois em cada três deles disseram que seus hábitos alimentares pioraram com a chegada da covid. Foi após esse cenário de crise que um cozinheiro pernambucano viu em um terreno abandonado a chance de produzir comida de qualidade.[...] É nesse pequeno espaço que ele tenta construir, junto com os vizinhos, uma alternativa limpa e natural para substituir o avanço dos ultraprocessados. [...] Hoje as três hortas do bairro produzem verduras, legumes, frutas e plantas para chá, dos quais a população faz uso medicinal.

"Eu me considero hoje outra pessoa mexendo com a terra, trabalhando no ritmo da natureza e sabendo exatamente o que tem no alimento que eu como", afirma Neto, que, assim como os demais agricultores, não usa agrotóxico na produção e adota princípios da agroecologia para fazer a gestão de pragas. "Demora mais, às vezes a gente erra, mas vale a pena porque é saudável." [...]

A etnografia do observatório identificou que no Jardim Ibirapuera 29% dos moradores têm origem no Nordeste e três em cada quatro são pessoas pretas ou pardas. Para muitas delas os hábitos alimentares refletem a cultura e as tradições que a vida e a rotina em uma cidade como São Paulo ainda não foram capazes de apagar.

"Na São Paulo urbana e formalizada, as gôndolas dos mercados podem até ocultar as origens dos ingredientes", escreveu Marcelo Zarzuela Coelho, o Lelo, um dos coordenadores do estudo. "Mas nas periferias, o cuscuz de milho ainda é memória nordestina em estado sólido, o leite de coco ainda carrega o sopro da diáspora africana, o azeite de dendê resiste ao embranquecimento do paladar urbano, e a mandioca segue sendo mais que raiz: é símbolo de autonomia e continuidade." [...]

"Nosso sonho até 2030 é construir um tripé", explica Luiz Claudio de Souza, articulador institucional do Observatório. "Potencializar as hortas, criar um banco de alimentos, também com a contribuição de mercados e hortifrutis do bairro, e construir uma cozinha comunitária que possa manipular esses alimentos junto com a comunidade. Mas pra isso precisamos de parceiros."

Enquanto esse sonho não se concretiza, os agricultores urbanos colhem das hortas frutos que não se resumem aos vegetais que crescem ali. São valores intangíveis que se espalham pela comunidade como sementes levadas pelo vento. [...]

(Disponível em:
https://ojoioeotrigo.com.br/2025/11/sob-os-trilhos-do-metro-hortas-urbanas-combatem-avanco-de-ultraprocessados-na-periferia-de-sao-paulo/. Acesso em: 25 nov. 2025. Adaptado.)
De acordo com o texto, analise as sentenças e registre V, para verdadeiras, e F, para falsas:

(__) A fome não está apenas na falta de acesso a alimentos. Diante da impossibilidade de adquirir alimentos mais nutritivos, as pessoas os trocam por ultraprocessados, que são opções mais baratas. Isso também é entendido como fome.
(__) Os planos futuros dos agricultores se estruturam em três frentes: o fortalecimento da produção nas hortas, a criação de um fundo, uma reserva de alimentos e a construção de uma cozinha comunitária para manipulação dos alimentos.
(__) O principal objetivo dos agricultores ao construir as hortas é impedir a entrada de ultraprocessados na comunidade, criando uma barreira natural e limpa e obrigando a comunidade a mudar seus hábitos alimentares.
(__) A maioria dos moradores do Jardim Ibirapuera é constituída por pessoas negras.

Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta:
Alternativas
Respostas
12601: C
12602: E
12603: C
12604: E
12605: C
12606: C
12607: A
12608: C
12609: D
12610: C
12611: B
12612: E
12613: C
12614: D
12615: D
12616: C
12617: C
12618: C
12619: B
12620: B