Questões de Concurso Sobre interpretação de textos em português

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Q2246202 Português
Leia o texto para responder à questão.

Por que manter cotas na pós-graduação?

         Deu na Folha de São Paulo que coletivos da USP estão furibundos com o Departamento de Filosofia, cuja pós-graduação ainda não adotou ações afirmativas em seu processo seletivo.
        Não sou o maior fã das cotas raciais. Ainda estou preso a ideias como a de que as políticas públicas devem preferencialmente estar baseadas no princípio da universalidade e que, quando dirigidas a grupos específicos, devem seguir critérios objetivamente mensuráveis. Reconheço, porém, que o “Zeitgeist” (espírito da época) se enamorou da reserva de vagas para minorias e gosto do resultado que essa política produz, ainda que faça restrições ao método.
        Há, contudo, um ponto que, para mim, permanece enigmático, que é a pós-graduação. Os entusiastas das cotas celebram com razão as várias pesquisas que mostraram que, na graduação, o desempenho dos alunos cotistas é tão bom quanto o dos não cotistas, às vezes até um pouquinho melhor. Diante desse diagnóstico, tenho dificuldades para entender por que a reserva de vagas deveria se estender à pós-graduação. Se a performance dos estudantes é semelhante, então uma prova de conhecimentos específicos da disciplina, que são adquiridos na graduação, torna-se um critério muito razoável para presidir ao processo seletivo.
        Até acho que podemos e devemos discutir outros tipos de ação afirmativa, como uma reserva de bolsas de estudo. Frequentemente, a dificuldade dos alunos de famílias pobres é mais manter-se estudando, isto é, sem trabalhar para ajudar a pagar os boletos, do que o processo seletivo.
         Desconheço os motivos que levaram o pessoal da filosofia, que, afinal, é a minha “alma mater”, a não instituir cotas raciais na pós, mas gostaria de acreditar que foi o apego à lógica.

(Hélio Schwartsman. Folha de S.Paulo. 13.08.2022. Adaptado)
O autor faz referência à dificuldade dos estudantes carentes em manter-se estudando como argumento para defender a ideia de que
Alternativas
Q2246201 Português
Leia o texto para responder à questão.

Por que manter cotas na pós-graduação?

         Deu na Folha de São Paulo que coletivos da USP estão furibundos com o Departamento de Filosofia, cuja pós-graduação ainda não adotou ações afirmativas em seu processo seletivo.
        Não sou o maior fã das cotas raciais. Ainda estou preso a ideias como a de que as políticas públicas devem preferencialmente estar baseadas no princípio da universalidade e que, quando dirigidas a grupos específicos, devem seguir critérios objetivamente mensuráveis. Reconheço, porém, que o “Zeitgeist” (espírito da época) se enamorou da reserva de vagas para minorias e gosto do resultado que essa política produz, ainda que faça restrições ao método.
        Há, contudo, um ponto que, para mim, permanece enigmático, que é a pós-graduação. Os entusiastas das cotas celebram com razão as várias pesquisas que mostraram que, na graduação, o desempenho dos alunos cotistas é tão bom quanto o dos não cotistas, às vezes até um pouquinho melhor. Diante desse diagnóstico, tenho dificuldades para entender por que a reserva de vagas deveria se estender à pós-graduação. Se a performance dos estudantes é semelhante, então uma prova de conhecimentos específicos da disciplina, que são adquiridos na graduação, torna-se um critério muito razoável para presidir ao processo seletivo.
        Até acho que podemos e devemos discutir outros tipos de ação afirmativa, como uma reserva de bolsas de estudo. Frequentemente, a dificuldade dos alunos de famílias pobres é mais manter-se estudando, isto é, sem trabalhar para ajudar a pagar os boletos, do que o processo seletivo.
         Desconheço os motivos que levaram o pessoal da filosofia, que, afinal, é a minha “alma mater”, a não instituir cotas raciais na pós, mas gostaria de acreditar que foi o apego à lógica.

(Hélio Schwartsman. Folha de S.Paulo. 13.08.2022. Adaptado)
O autor do texto discute 
Alternativas
Q2246162 Português
Leia o texto abaixo para responder s questão.


Sobre renascer

        Com a queda dos casos e das mortes pela Covid-19, tirei férias de trinta dias e retornei a mim, no sertão da Bahia. Depois de três anos, aproveitei o abraço e a bença de vô. Pelas “veredas” de areia as coisas pareciam mais amenas.
         Visitamos o roçado para ver a criação de cabras, meus filhos brincaram com os cabritos e se equilibraram no dorso da égua baia. Foi lá que eu conheci Graça. Ela olhava para minha garotinha de quase oito anos: era o mesmo que ver a neta, dizia.
        A menina passou oito meses do último ano com ela, do povoado para a roça, entrosadinhas. Graça começou a acumular água nos olhos enquanto via minha filha, parecia saudade.
        A filha de Graça, mãe da criança, morreu aos trinta. O pai não conseguiu lhe contar sobre a morte, houve um pacto não declarado: nada se comentava. Era melhor passar uns dias com a avó no sertão.
         Para o velório, com todos os protocolos, caixão fechado, resolveram não levar a criança. Graça não se despediu da filha, mas assumiu sua cria. Certa feita, morreu de câncer uma senhora no Deixaí, logo ali perto, e ambas foram convidadas para o velório.
        Enquanto se aprontavam, a menina perguntou definitivamente: esse hospital nunca mais vai dar notícias de mãe não? Notícias de mãe. Não. A avó respirou fundo e procurou palavras: a mamãe está morta que nem essa mulher, amor. Ela foi pro céu, pr’on’tá o vovô.
        A bichinha ficou cabisbaixa nos instantes seguintes. No povoado, colheu três flores e as guardou durante todo o velório da senhora.
        Quando o caixão foi baixado na terra, a menina se aproximou. Essa florzinha é para a senhora; essa é para minha mamãe. Beijou e colocou a flor junto ao peito antes de lançá-la na sepultura alheia; essa é para o vovô.
        Quando nos despedimos Graça olhou nos olhos de minha menina mais uma vez, com dor e ternura.
        A caatinga estava exuberante, verde, houve chuva nos últimos tempos. Quem as via, Graça e a caatinga, poderia concluir que a vida impõe recomeços improváveis, apesar de tudo.

(www1.folha.uol.com.br/ Adaptado).
Assinale a alternativa que apresenta um sinônimo da palavra “veredas” destacada no texto.
Alternativas
Q2246161 Português
Leia o texto abaixo para responder s questão.


Sobre renascer

        Com a queda dos casos e das mortes pela Covid-19, tirei férias de trinta dias e retornei a mim, no sertão da Bahia. Depois de três anos, aproveitei o abraço e a bença de vô. Pelas “veredas” de areia as coisas pareciam mais amenas.
         Visitamos o roçado para ver a criação de cabras, meus filhos brincaram com os cabritos e se equilibraram no dorso da égua baia. Foi lá que eu conheci Graça. Ela olhava para minha garotinha de quase oito anos: era o mesmo que ver a neta, dizia.
        A menina passou oito meses do último ano com ela, do povoado para a roça, entrosadinhas. Graça começou a acumular água nos olhos enquanto via minha filha, parecia saudade.
        A filha de Graça, mãe da criança, morreu aos trinta. O pai não conseguiu lhe contar sobre a morte, houve um pacto não declarado: nada se comentava. Era melhor passar uns dias com a avó no sertão.
         Para o velório, com todos os protocolos, caixão fechado, resolveram não levar a criança. Graça não se despediu da filha, mas assumiu sua cria. Certa feita, morreu de câncer uma senhora no Deixaí, logo ali perto, e ambas foram convidadas para o velório.
        Enquanto se aprontavam, a menina perguntou definitivamente: esse hospital nunca mais vai dar notícias de mãe não? Notícias de mãe. Não. A avó respirou fundo e procurou palavras: a mamãe está morta que nem essa mulher, amor. Ela foi pro céu, pr’on’tá o vovô.
        A bichinha ficou cabisbaixa nos instantes seguintes. No povoado, colheu três flores e as guardou durante todo o velório da senhora.
        Quando o caixão foi baixado na terra, a menina se aproximou. Essa florzinha é para a senhora; essa é para minha mamãe. Beijou e colocou a flor junto ao peito antes de lançá-la na sepultura alheia; essa é para o vovô.
        Quando nos despedimos Graça olhou nos olhos de minha menina mais uma vez, com dor e ternura.
        A caatinga estava exuberante, verde, houve chuva nos últimos tempos. Quem as via, Graça e a caatinga, poderia concluir que a vida impõe recomeços improváveis, apesar de tudo.

(www1.folha.uol.com.br/ Adaptado).
A partir da leitura do texto, é correto afirmar que
Alternativas
Q2238314 Português




E . Z https:/gauchazh.clcrbs.com.bridonnainoticia/2010/01/moacyr-soliar-os-tempos-da-vida-cipmingso0009 icngzfpênib.htmi> (adaptado)

Ao citar a palavra “oximoro”, linha 29, o narrador faz alusão
Alternativas
Q2238309 Português




E . Z https:/gauchazh.clcrbs.com.bridonnainoticia/2010/01/moacyr-soliar-os-tempos-da-vida-cipmingso0009 icngzfpênib.htmi> (adaptado)

Observe as seguintes perguntas:
I - Para o autor, o que é conjugar verbos? II - O que se descobre ao estudar a conjugação dos verbos? III - Em qual colégio o autor aprendeu a conjugar verbos?
Das perguntas acima, qual(is) é(são) respondida(s) pelo texto? 
Alternativas
Q2238305 Português




E . Z https:/gauchazh.clcrbs.com.bridonnainoticia/2010/01/moacyr-soliar-os-tempos-da-vida-cipmingso0009 icngzfpênib.htmi> (adaptado)

Analise as afirmativas abaixo.
I. Na linha 18, respeitando as regras gramaticais, a palavra "Há" deveria ser grafada sem a presença do “h”: “A um tempo para tudo”. II. A vírgula, na linha 01, foi usada para isolar o adjunto adnominal. lIl - A expressão “tá falado”, linha 35, é um exemplo de linguagem coloquial.
Das afirmativas acima, qual(is) está(ão) correta(s)?
Alternativas
Q2238300 Português




E . Z https:/gauchazh.clcrbs.com.bridonnainoticia/2010/01/moacyr-soliar-os-tempos-da-vida-cipmingso0009 icngzfpênib.htmi> (adaptado)

Com base no texto, analise as afirmativas abaixo.
I. Segundo o autor, o indicativo demonstra autoritarismo. II. O autor ratifica que, na época do colégio, conjugar verbos não era uma atividade difícil. W - Para o autor, o “vós" não é uma pessoa verbal.
Das afirmativas acima, qual(is) está(ão) INCORRETA(S)?
Alternativas
Q2225774 Português
Leia o texto para responder à questão.

        Tenho uma coisa por bibliotecas. Livrarias são lindas, e cada vez mais raras. Mas bibliotecas têm algo a mais em sua beleza – essa ideia de comunidade, de compartilhamento, de armazenamento, de conhecimento e histórias comuns, guardadas como se guarda algo precioso, para servir de alimento e inspiração para quem quiser e quem precisar.

        Criança, na escola, eu me refugiava na biblioteca. Tinha tanta coisa contra mim – a asma, o aparelho nos dentes, a família classe média em um colégio de elite, minha absoluta falta de jeito para esportes que não fossem na água, meus fracos pendores para o papel de boa moça, que era essencial naquele contexto, e a mistura de CDF com rebeldia. Nenhum refúgio me parecia possível até o dia em que descobri a biblioteca. Ficava no segundo andar, e era silenciosa, quieta, sempre na penumbra. Lá fora o sol do Rio, mas ali, na minha caverna, havia apenas esse tesouro de respostas para tantas perguntas que eu nunca havia feito. Ali eu descobri Brecht, Darwin, Madame Curie, Platão, a Odisseia, as artes e as ciências e um novo mundo sem limites.

        A paixão ficou pra vida toda. Quando vim morar aqui não sabia exatamente o quanto Los Angeles amava as bibliotecas, e o quanto elas eram parte integral da cidade. Descobri primeiro a maravilhosa Biblioteca Central, no coração do que um dia foi o Pueblo, onde a cidade foi fundada. Depois vieram outras: a biblioteca da University of Southern California, a biblioteca da UCLA, onde eu pesquisava minhas matérias na era pré-internet, e às vezes só saía de lá quando o faxineiro já estava me olhando atravessado. E meu novo refúgio favorito: a Biblioteca Margaret Herrick da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas, repositório da história do cinema desde que ele desembarcou por estas plagas.

        Tenho inscrição em todas essas bibliotecas. Mas gosto mesmo é de visitar minha biblioteca do bairro, ver os novos títulos, pegar um ou dois ou três volumes, checar a lista de atividades do mês, me deixar ficar por alguns momentos com meus amigos desconhecidos, meus vizinhos, as pessoas da minha rua, quem sabe, que compartilham comigo esse banquete de ideias, sempre ali, sempre possível, sempre propondo novas perguntas.

(Ana Maria Bahiana. https://www.blogdacompanhia.com.br/conteudos/visualizar/Meu-amor-de-biblioteca. 20.09.2022. Adaptado)
São sinônimos das expressões em destaque no trecho − ...minha absoluta falta de jeito para esportes que não fossem na água, meus fracos pendores para o papel de boa moça –, respectivamente, as palavras 
Alternativas
Q2225773 Português
Leia o texto para responder à questão.

        Tenho uma coisa por bibliotecas. Livrarias são lindas, e cada vez mais raras. Mas bibliotecas têm algo a mais em sua beleza – essa ideia de comunidade, de compartilhamento, de armazenamento, de conhecimento e histórias comuns, guardadas como se guarda algo precioso, para servir de alimento e inspiração para quem quiser e quem precisar.

        Criança, na escola, eu me refugiava na biblioteca. Tinha tanta coisa contra mim – a asma, o aparelho nos dentes, a família classe média em um colégio de elite, minha absoluta falta de jeito para esportes que não fossem na água, meus fracos pendores para o papel de boa moça, que era essencial naquele contexto, e a mistura de CDF com rebeldia. Nenhum refúgio me parecia possível até o dia em que descobri a biblioteca. Ficava no segundo andar, e era silenciosa, quieta, sempre na penumbra. Lá fora o sol do Rio, mas ali, na minha caverna, havia apenas esse tesouro de respostas para tantas perguntas que eu nunca havia feito. Ali eu descobri Brecht, Darwin, Madame Curie, Platão, a Odisseia, as artes e as ciências e um novo mundo sem limites.

        A paixão ficou pra vida toda. Quando vim morar aqui não sabia exatamente o quanto Los Angeles amava as bibliotecas, e o quanto elas eram parte integral da cidade. Descobri primeiro a maravilhosa Biblioteca Central, no coração do que um dia foi o Pueblo, onde a cidade foi fundada. Depois vieram outras: a biblioteca da University of Southern California, a biblioteca da UCLA, onde eu pesquisava minhas matérias na era pré-internet, e às vezes só saía de lá quando o faxineiro já estava me olhando atravessado. E meu novo refúgio favorito: a Biblioteca Margaret Herrick da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas, repositório da história do cinema desde que ele desembarcou por estas plagas.

        Tenho inscrição em todas essas bibliotecas. Mas gosto mesmo é de visitar minha biblioteca do bairro, ver os novos títulos, pegar um ou dois ou três volumes, checar a lista de atividades do mês, me deixar ficar por alguns momentos com meus amigos desconhecidos, meus vizinhos, as pessoas da minha rua, quem sabe, que compartilham comigo esse banquete de ideias, sempre ali, sempre possível, sempre propondo novas perguntas.

(Ana Maria Bahiana. https://www.blogdacompanhia.com.br/conteudos/visualizar/Meu-amor-de-biblioteca. 20.09.2022. Adaptado)
Segundo o texto, quando foi morar em Los Angeles, a autora
Alternativas
Q2225772 Português
Leia o texto para responder à questão.

        Tenho uma coisa por bibliotecas. Livrarias são lindas, e cada vez mais raras. Mas bibliotecas têm algo a mais em sua beleza – essa ideia de comunidade, de compartilhamento, de armazenamento, de conhecimento e histórias comuns, guardadas como se guarda algo precioso, para servir de alimento e inspiração para quem quiser e quem precisar.

        Criança, na escola, eu me refugiava na biblioteca. Tinha tanta coisa contra mim – a asma, o aparelho nos dentes, a família classe média em um colégio de elite, minha absoluta falta de jeito para esportes que não fossem na água, meus fracos pendores para o papel de boa moça, que era essencial naquele contexto, e a mistura de CDF com rebeldia. Nenhum refúgio me parecia possível até o dia em que descobri a biblioteca. Ficava no segundo andar, e era silenciosa, quieta, sempre na penumbra. Lá fora o sol do Rio, mas ali, na minha caverna, havia apenas esse tesouro de respostas para tantas perguntas que eu nunca havia feito. Ali eu descobri Brecht, Darwin, Madame Curie, Platão, a Odisseia, as artes e as ciências e um novo mundo sem limites.

        A paixão ficou pra vida toda. Quando vim morar aqui não sabia exatamente o quanto Los Angeles amava as bibliotecas, e o quanto elas eram parte integral da cidade. Descobri primeiro a maravilhosa Biblioteca Central, no coração do que um dia foi o Pueblo, onde a cidade foi fundada. Depois vieram outras: a biblioteca da University of Southern California, a biblioteca da UCLA, onde eu pesquisava minhas matérias na era pré-internet, e às vezes só saía de lá quando o faxineiro já estava me olhando atravessado. E meu novo refúgio favorito: a Biblioteca Margaret Herrick da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas, repositório da história do cinema desde que ele desembarcou por estas plagas.

        Tenho inscrição em todas essas bibliotecas. Mas gosto mesmo é de visitar minha biblioteca do bairro, ver os novos títulos, pegar um ou dois ou três volumes, checar a lista de atividades do mês, me deixar ficar por alguns momentos com meus amigos desconhecidos, meus vizinhos, as pessoas da minha rua, quem sabe, que compartilham comigo esse banquete de ideias, sempre ali, sempre possível, sempre propondo novas perguntas.

(Ana Maria Bahiana. https://www.blogdacompanhia.com.br/conteudos/visualizar/Meu-amor-de-biblioteca. 20.09.2022. Adaptado)
De acordo com o texto, quando criança, a autora começou a refugiar-se na biblioteca da escola porque
Alternativas
Q2225771 Português
Assinale a alternativa em que se reescreveu informação do texto de acordo com a norma-padrão de concordância verbal.
Alternativas
Q2225768 Português
Leia o texto para responder à questão.

        Alimentos que os humanos não conseguem digerir em sua forma natural − como trigo, arroz e batata – tornaram-se itens essenciais da nossa dieta graças ao cozimento. O fogo não só mudava a química dos alimentos; mudava também sua biologia. Cozinhar matava germes e parasitas que infestavam os alimentos. Também passou a ser muito mais fácil para os humanos mastigar e digerir seus alimentos favoritos, como frutas, nozes, insetos e carniça, se cozidos. Enquanto os chimpanzés passam cinco horas por dia mastigando alimentos crus, uma hora é suficiente para as pessoas comerem alimentos cozidos.

        O advento do hábito de cozinhar possibilitou aos humanos comer mais tipos de comida, dedicar menos tempo à alimentação e se virar com dentes menores e intestino mais curto. Alguns estudiosos acreditam que existe uma relação direta entre o advento do hábito de cozinhar, o encurtamento do trato intestinal e o crescimento do cérebro humano. Considerando que tanto um intestino longo quanto um cérebro grande consomem muita energia, é difícil ter os dois ao mesmo tempo. Ao encurtar o intestino e reduzir seu consumo de energia, o hábito de cozinhar inadvertidamente abriu caminho para o cérebro enorme dos neandertais e dos sapiens.

        O fogo também abriu a primeira brecha significativa entre o homem e os outros animais. O poder de quase todos os animais depende de seu corpo: a força de seus músculos, o tamanho de seus dentes, a envergadura de suas asas. Embora possam fazer uso de ventos e correntes, são incapazes de controlar essas forças da natureza e estão sempre limitados por sua estrutura física.

        Ao domesticar o fogo, os humanos ganharam controle de uma força obediente e potencialmente ilimitada. E o que é mais importante, o poder do fogo não era limitado pela forma, estrutura ou força do corpo humano. Uma única mulher com uma pedra ou vareta podia produzir fogo para queimar uma floresta inteira em uma questão de horas. A domesticação do fogo foi um sinal do que estava por vir.
(Yuval Noah Harari. Uma breve história da humanidade. Fragmento adaptado)
Segundo as informações do texto, é possível afirmar que a utilização do fogo
Alternativas
Q2225767 Português
Leia o texto para responder à questão.

        Alimentos que os humanos não conseguem digerir em sua forma natural − como trigo, arroz e batata – tornaram-se itens essenciais da nossa dieta graças ao cozimento. O fogo não só mudava a química dos alimentos; mudava também sua biologia. Cozinhar matava germes e parasitas que infestavam os alimentos. Também passou a ser muito mais fácil para os humanos mastigar e digerir seus alimentos favoritos, como frutas, nozes, insetos e carniça, se cozidos. Enquanto os chimpanzés passam cinco horas por dia mastigando alimentos crus, uma hora é suficiente para as pessoas comerem alimentos cozidos.

        O advento do hábito de cozinhar possibilitou aos humanos comer mais tipos de comida, dedicar menos tempo à alimentação e se virar com dentes menores e intestino mais curto. Alguns estudiosos acreditam que existe uma relação direta entre o advento do hábito de cozinhar, o encurtamento do trato intestinal e o crescimento do cérebro humano. Considerando que tanto um intestino longo quanto um cérebro grande consomem muita energia, é difícil ter os dois ao mesmo tempo. Ao encurtar o intestino e reduzir seu consumo de energia, o hábito de cozinhar inadvertidamente abriu caminho para o cérebro enorme dos neandertais e dos sapiens.

        O fogo também abriu a primeira brecha significativa entre o homem e os outros animais. O poder de quase todos os animais depende de seu corpo: a força de seus músculos, o tamanho de seus dentes, a envergadura de suas asas. Embora possam fazer uso de ventos e correntes, são incapazes de controlar essas forças da natureza e estão sempre limitados por sua estrutura física.

        Ao domesticar o fogo, os humanos ganharam controle de uma força obediente e potencialmente ilimitada. E o que é mais importante, o poder do fogo não era limitado pela forma, estrutura ou força do corpo humano. Uma única mulher com uma pedra ou vareta podia produzir fogo para queimar uma floresta inteira em uma questão de horas. A domesticação do fogo foi um sinal do que estava por vir.
(Yuval Noah Harari. Uma breve história da humanidade. Fragmento adaptado)
Segundo as informações do texto, é possível afirmar que
Alternativas
Q2212656 Português

Considere as informações:

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Pelo exemplo apresentado, entende-se que o processo de retextualização está relacionado a

Alternativas
Q2212655 Português
Leia o texto para responder à questão.

A formiga e a cigarra

    A cigarra, tendo cantado todo o verão, viu-se completamente sem provisões quando o inverno chegou. Não tinha nem um pedacinho de inseto ou de larva. Foi então queixar- -se da falta de alimentos na casa da formiga, sua vizinha, pedindo-lhe que lhe emprestasse alguns grãos para subsistir até a primavera.

    – Palavra de animal, eu lhe pagarei juros e principal, antes da próxima colheita.

    A formiga não empresta nada. Este é seu menor defeito.

    – Que é que você fazia no verão, diz ela à que deseja tomar emprestado.

    – Não se aborreça, todos os dias e noites eu cantava.

    – Estou muito bem. Você cantava; pois bem: agora dance.

(Fábula de La Fontaine. Extraída de Fiorin, 1990)
Com base em Schneuwly e Dolz (2004), a fábula é um gênero que circula no domínio social de comunicação da
Alternativas
Q2212654 Português
Leia o texto para responder à questão.

A formiga e a cigarra

    A cigarra, tendo cantado todo o verão, viu-se completamente sem provisões quando o inverno chegou. Não tinha nem um pedacinho de inseto ou de larva. Foi então queixar- -se da falta de alimentos na casa da formiga, sua vizinha, pedindo-lhe que lhe emprestasse alguns grãos para subsistir até a primavera.

    – Palavra de animal, eu lhe pagarei juros e principal, antes da próxima colheita.

    A formiga não empresta nada. Este é seu menor defeito.

    – Que é que você fazia no verão, diz ela à que deseja tomar emprestado.

    – Não se aborreça, todos os dias e noites eu cantava.

    – Estou muito bem. Você cantava; pois bem: agora dance.

(Fábula de La Fontaine. Extraída de Fiorin, 1990)
Com base em Fiorin, conclui-se corretamente que, no nível narrativo do texto, a passagem “– Estou muito bem. Você cantava; pois bem: agora dance.” corresponde à
Alternativas
Q2212651 Português
Leia o texto para responder à questão.

        Em 1944, o poeta recifense Solano Trindade publicava “Poemas d’uma vida simples”, seu segundo livro, impregnado pela crítica social característica de sua obra. A publicação teve boa repercussão, mas não agradou todo mundo: Trindade foi perseguido e preso pela ditadura do Estado Novo e o livro, apreendido.

         A prisão teria sido motivada por “Tem Gente com Fome”, que se tornou um de seus poemas mais conhecidos. O texto poderia ser de 2022, ano em que 33 milhões passam fome e 125 milhões convivem com algum grau de insegurança alimentar no Brasil.

(Juliana Domingos de Lima. www.uol.com.br/ecoa, 23.07.2022. Adaptado) 
Na passagem “Em 1944, o poeta recifense Solano Trindade publicava ‘Poemas d’uma vida simples’, seu segundo livro, impregnado pela crítica social característica de sua obra. A publicação teve boa repercussão, mas não agradou todo mundo…”, a expressão “seu segundo livro” e a conjunção “mas” expressam, correta e respectivamente, sentido de: 
Alternativas
Q2212646 Português
Leia o texto e a charge para responder à questão.

Texto

        Quando certa manhã Gregor Samsa acordou de sonhos intranquilos, encontrou-se em sua cama metamorfoseado num inseto monstruoso. Estava deitado sobre suas asas duras como couraça e, ao levantar um pouco a cabeça, viu seu ventre abaulado, marrom, dividido por nervuras arqueadas, no topo do qual a coberta, prestes a deslizar de vez, ainda mal se sustinha. Suas numerosas pernas, lastimavelmente finas em comparação com o volume do resto do corpo, tremulavam desamparadas diante dos seus olhos.

(Franz Kafka, A metamorfose, 1977)



Charge


(André Dahmer, “Não há nada acontecendo”. Folha de S.Paulo, 13.07.2022)
De acordo com a abordagem de Bakhtin (2001), é correto afirmar que o texto e a charge são classificados como gêneros 
Alternativas
Q2212645 Português
Leia o texto e a charge para responder à questão.

Texto

        Quando certa manhã Gregor Samsa acordou de sonhos intranquilos, encontrou-se em sua cama metamorfoseado num inseto monstruoso. Estava deitado sobre suas asas duras como couraça e, ao levantar um pouco a cabeça, viu seu ventre abaulado, marrom, dividido por nervuras arqueadas, no topo do qual a coberta, prestes a deslizar de vez, ainda mal se sustinha. Suas numerosas pernas, lastimavelmente finas em comparação com o volume do resto do corpo, tremulavam desamparadas diante dos seus olhos.

(Franz Kafka, A metamorfose, 1977)



Charge


(André Dahmer, “Não há nada acontecendo”. Folha de S.Paulo, 13.07.2022)
Conforme o conceito de conhecimento textual exposto por Kleiman (2004), conclui-se corretamente que predomina no texto a estrutura
Alternativas
Respostas
62101: E
62102: D
62103: B
62104: D
62105: B
62106: C
62107: C
62108: E
62109: A
62110: E
62111: C
62112: C
62113: A
62114: B
62115: A
62116: A
62117: D
62118: B
62119: E
62120: E