Questões de Concurso Sobre interpretação de textos em português

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Q2251660 Português

Texto IV 


VENCE-DEMANDA



RUFINO, L. Vence-demanda: educação e descolonização. Rio de Janeiro: Mórula Editorial, 2021. p. 5-7.


“Não basta catar a folha, é preciso cantá-la”. (linha 9)
No trecho acima, ocorre um fenômeno linguístico caracterizado pela semelhança entre as palavras “catar” e “cantar”.
Esse fenômeno linguístico é conhecido como
Alternativas
Q2251659 Português

Texto IV 


VENCE-DEMANDA



RUFINO, L. Vence-demanda: educação e descolonização. Rio de Janeiro: Mórula Editorial, 2021. p. 5-7.


Ao iniciar seu texto, Luiz Rufino parece sugerir a definição do verbete “EDUCAÇÃO”, ainda que o faça de maneira bastante poética.
O gênero verbete de dicionário, por sua vez, constitui um exemplo de texto do tipo 
Alternativas
Q2251657 Português

Texto III

SUJEITO DE SORTE




BELCHIOR. Disponível em: https://www.letras.mus.br. Acesso em: 04 abr. 2022 (adaptado)

A canção “Sujeito de sorte”, gravada por Belchior em 1976 e revisitada por Emicida, em 2019, no álbum AmarElo, também reforça a importância de manter a esperança e não se entregar ao desespero.
O verso em que melhor se explicita a disposição do sujeito poético para seguir em frente e deixar para trás o que já havia sido superado é
Alternativas
Q2251656 Português

Texto II



CURY, C. Téo e o mini mundo. Disponível em: www.teoeominimundo.com.br. Acesso em: 04 abr. 2022.

A charge dialoga com os ideais de Paulo Freire, presentes no Texto I.
É possível afirmar que a resposta da borboleta reforça a necessidade de
Alternativas
Q2251655 Português

Texto I 


ESPERANÇAR EM TEMPOS DE PANDEMIA: RELATO DE UMA PROFESSORA DA REDE PÚBLICA DE BELO HORIZONTE







TAKAHASHI, A. M. Disponível em: https://www.revistaponte.org. Acesso em: 04 abr. 2022 (adaptado)

“Daí a importância de viver o momento com calma, de buscar encontrar o humano em nós mesmos e nos outros, não nos preocupando com números, planilhas e índices a alcançar, mas vivendo intensamente cada momento no contato gerador de aprendizagem... E tudo bem se não dermos conta, o que não pode acontecer é desistir.” (linhas 49-53)
O trecho sublinhado imprime ao contexto a ideia de
Alternativas
Q2251650 Português

Texto I 


ESPERANÇAR EM TEMPOS DE PANDEMIA: RELATO DE UMA PROFESSORA DA REDE PÚBLICA DE BELO HORIZONTE







TAKAHASHI, A. M. Disponível em: https://www.revistaponte.org. Acesso em: 04 abr. 2022 (adaptado)

“Se, no ensino presencial, já era difícil fazer da Educação e do exercício de ensino e aprendizagem um ato prazeroso, interessante, que cativasse as crianças e as motivasse à exploração do novo, ao encanto com as descobertas, quem dirá agora no ensino a distância.” (linhas 11-14)
Com base no trecho destacado, é possível inferir uma
Alternativas
Q2251649 Português

Texto I 


ESPERANÇAR EM TEMPOS DE PANDEMIA: RELATO DE UMA PROFESSORA DA REDE PÚBLICA DE BELO HORIZONTE







TAKAHASHI, A. M. Disponível em: https://www.revistaponte.org. Acesso em: 04 abr. 2022 (adaptado)

Desde o início do seu relato (Texto I), Akemi Miqueline Takahashi apresenta a imagem da “ponte” como representação simbólica daquilo que, mais adiante, será conceituado como “o esperançar de Paulo Freire” (linha 54).
Nas alternativas abaixo, aquela que, segundo a autora, representaria uma possibilidade de “ponte”, no sentido do “esperançar”, é
Alternativas
Q2249146 Português

Leia a tira.

Imagem associada para resolução da questão

Will Leite. Anésia #588. www.willtirando.com.br, 28.09.2021)


É correto depreender da leitura da tira que

Alternativas
Q2246250 Português
Leia a tira, para responder à questão.
Imagem associada para resolução da questão
(André Dahmer, Malvados)

É correto afirmar que o efeito de sentido de humor na tira está associado
Alternativas
Q2246209 Português
Leia o texto para responder à questão.

Opção no ensino

        Inexiste solução simples e rápida para o ensino básico público no Brasil, mas registraram-se nos últimos anos iniciativas meritórias em lugares tão diversos como Ceará, Espírito Santo, Goiás e Pernambuco, que apresentam boa evolução nas avaliações do MEC. E há espaço para experimentar mais.
        Nesse contexto, é bem-vinda a proposta paulistana de autorizar o terceiro setor a gerir parte das escolas municipais. Um projeto de lei com esse teor tramita na Câmara Municipal.
       Pela proposta, as organizações sociais (OSs) contratadas teriam liberdade para definir projeto pedagógico e metodologias de ensino nas unidades sob sua gestão. Ganhariam autonomia também para montar a equipe de profissionais.
        A utilização de OSs não é exatamente uma novidade nos domínios paulistanos. Ela é realidade há vários anos na saúde; na educação, já vem sendo usada nas creches.
        São, portanto, conhecidos os riscos e as vantagens do modelo de entidades privadas sem fins lucrativos. Os contratos precisam ser fiscalizados de perto, pois há registro de abusos. É também preciso ficar atento à qualidade dos profissionais contratados.
        Não se trata, obviamente, de substituir a estrutura de escolas administradas diretamente pelo município, com professores concursados, pelo terceiro setor. É meritório, isso sim, introduzir um pouco de diversidade no ecossistema. A rede oficial, como está estruturada hoje, acumula problemas.
        Exemplo gritante é o absenteísmo de professores. Entre faltas abonadas e licenças médicas, cerca de 10% dos docentes deixam de comparecer a cada dia. Não se conhecem taxas nem remotamente parecidas na iniciativa privada.
      Não se deve, contudo, passar um cheque em branco ______ prefeitura. É preciso que a proposta seja discutida ____  fundo pelos vereadores paulistanos e que cautelas extras sejam adicionadas ao projeto e _____ regulamentações posteriores.


(Editorial. https://www1.folha.uol.com.br/ opiniao/2022/06/opcao-no-ensino.shtml. 23.06.2022. Adaptado)
No contexto do penúltimo parágrafo, exprime circunstância de modo a expressão destacada em:
Alternativas
Q2246208 Português
Leia o texto para responder à questão.

Opção no ensino

        Inexiste solução simples e rápida para o ensino básico público no Brasil, mas registraram-se nos últimos anos iniciativas meritórias em lugares tão diversos como Ceará, Espírito Santo, Goiás e Pernambuco, que apresentam boa evolução nas avaliações do MEC. E há espaço para experimentar mais.
        Nesse contexto, é bem-vinda a proposta paulistana de autorizar o terceiro setor a gerir parte das escolas municipais. Um projeto de lei com esse teor tramita na Câmara Municipal.
       Pela proposta, as organizações sociais (OSs) contratadas teriam liberdade para definir projeto pedagógico e metodologias de ensino nas unidades sob sua gestão. Ganhariam autonomia também para montar a equipe de profissionais.
        A utilização de OSs não é exatamente uma novidade nos domínios paulistanos. Ela é realidade há vários anos na saúde; na educação, já vem sendo usada nas creches.
        São, portanto, conhecidos os riscos e as vantagens do modelo de entidades privadas sem fins lucrativos. Os contratos precisam ser fiscalizados de perto, pois há registro de abusos. É também preciso ficar atento à qualidade dos profissionais contratados.
        Não se trata, obviamente, de substituir a estrutura de escolas administradas diretamente pelo município, com professores concursados, pelo terceiro setor. É meritório, isso sim, introduzir um pouco de diversidade no ecossistema. A rede oficial, como está estruturada hoje, acumula problemas.
        Exemplo gritante é o absenteísmo de professores. Entre faltas abonadas e licenças médicas, cerca de 10% dos docentes deixam de comparecer a cada dia. Não se conhecem taxas nem remotamente parecidas na iniciativa privada.
      Não se deve, contudo, passar um cheque em branco ______ prefeitura. É preciso que a proposta seja discutida ____  fundo pelos vereadores paulistanos e que cautelas extras sejam adicionadas ao projeto e _____ regulamentações posteriores.


(Editorial. https://www1.folha.uol.com.br/ opiniao/2022/06/opcao-no-ensino.shtml. 23.06.2022. Adaptado)
No Editorial, é defendido o ponto de vista de que
Alternativas
Q2246206 Português
Leia o texto para responder à questão.

Opção no ensino

        Inexiste solução simples e rápida para o ensino básico público no Brasil, mas registraram-se nos últimos anos iniciativas meritórias em lugares tão diversos como Ceará, Espírito Santo, Goiás e Pernambuco, que apresentam boa evolução nas avaliações do MEC. E há espaço para experimentar mais.
        Nesse contexto, é bem-vinda a proposta paulistana de autorizar o terceiro setor a gerir parte das escolas municipais. Um projeto de lei com esse teor tramita na Câmara Municipal.
       Pela proposta, as organizações sociais (OSs) contratadas teriam liberdade para definir projeto pedagógico e metodologias de ensino nas unidades sob sua gestão. Ganhariam autonomia também para montar a equipe de profissionais.
        A utilização de OSs não é exatamente uma novidade nos domínios paulistanos. Ela é realidade há vários anos na saúde; na educação, já vem sendo usada nas creches.
        São, portanto, conhecidos os riscos e as vantagens do modelo de entidades privadas sem fins lucrativos. Os contratos precisam ser fiscalizados de perto, pois há registro de abusos. É também preciso ficar atento à qualidade dos profissionais contratados.
        Não se trata, obviamente, de substituir a estrutura de escolas administradas diretamente pelo município, com professores concursados, pelo terceiro setor. É meritório, isso sim, introduzir um pouco de diversidade no ecossistema. A rede oficial, como está estruturada hoje, acumula problemas.
        Exemplo gritante é o absenteísmo de professores. Entre faltas abonadas e licenças médicas, cerca de 10% dos docentes deixam de comparecer a cada dia. Não se conhecem taxas nem remotamente parecidas na iniciativa privada.
      Não se deve, contudo, passar um cheque em branco ______ prefeitura. É preciso que a proposta seja discutida ____  fundo pelos vereadores paulistanos e que cautelas extras sejam adicionadas ao projeto e _____ regulamentações posteriores.


(Editorial. https://www1.folha.uol.com.br/ opiniao/2022/06/opcao-no-ensino.shtml. 23.06.2022. Adaptado)
O Editorial trata 
Alternativas
Q2246203 Português
Leia o texto para responder à questão.

Por que manter cotas na pós-graduação?

         Deu na Folha de São Paulo que coletivos da USP estão furibundos com o Departamento de Filosofia, cuja pós-graduação ainda não adotou ações afirmativas em seu processo seletivo.
        Não sou o maior fã das cotas raciais. Ainda estou preso a ideias como a de que as políticas públicas devem preferencialmente estar baseadas no princípio da universalidade e que, quando dirigidas a grupos específicos, devem seguir critérios objetivamente mensuráveis. Reconheço, porém, que o “Zeitgeist” (espírito da época) se enamorou da reserva de vagas para minorias e gosto do resultado que essa política produz, ainda que faça restrições ao método.
        Há, contudo, um ponto que, para mim, permanece enigmático, que é a pós-graduação. Os entusiastas das cotas celebram com razão as várias pesquisas que mostraram que, na graduação, o desempenho dos alunos cotistas é tão bom quanto o dos não cotistas, às vezes até um pouquinho melhor. Diante desse diagnóstico, tenho dificuldades para entender por que a reserva de vagas deveria se estender à pós-graduação. Se a performance dos estudantes é semelhante, então uma prova de conhecimentos específicos da disciplina, que são adquiridos na graduação, torna-se um critério muito razoável para presidir ao processo seletivo.
        Até acho que podemos e devemos discutir outros tipos de ação afirmativa, como uma reserva de bolsas de estudo. Frequentemente, a dificuldade dos alunos de famílias pobres é mais manter-se estudando, isto é, sem trabalhar para ajudar a pagar os boletos, do que o processo seletivo.
         Desconheço os motivos que levaram o pessoal da filosofia, que, afinal, é a minha “alma mater”, a não instituir cotas raciais na pós, mas gostaria de acreditar que foi o apego à lógica.

(Hélio Schwartsman. Folha de S.Paulo. 13.08.2022. Adaptado)
Considere as frases:
… devem seguir critérios objetivamente mensuráveis. (2º parágrafo)
… torna-se um critério muito razoável para presidir ao processo seletivo. (3º parágrafo)
Os termos destacados são empregados, respectivamente, com sentido
Alternativas
Q2246202 Português
Leia o texto para responder à questão.

Por que manter cotas na pós-graduação?

         Deu na Folha de São Paulo que coletivos da USP estão furibundos com o Departamento de Filosofia, cuja pós-graduação ainda não adotou ações afirmativas em seu processo seletivo.
        Não sou o maior fã das cotas raciais. Ainda estou preso a ideias como a de que as políticas públicas devem preferencialmente estar baseadas no princípio da universalidade e que, quando dirigidas a grupos específicos, devem seguir critérios objetivamente mensuráveis. Reconheço, porém, que o “Zeitgeist” (espírito da época) se enamorou da reserva de vagas para minorias e gosto do resultado que essa política produz, ainda que faça restrições ao método.
        Há, contudo, um ponto que, para mim, permanece enigmático, que é a pós-graduação. Os entusiastas das cotas celebram com razão as várias pesquisas que mostraram que, na graduação, o desempenho dos alunos cotistas é tão bom quanto o dos não cotistas, às vezes até um pouquinho melhor. Diante desse diagnóstico, tenho dificuldades para entender por que a reserva de vagas deveria se estender à pós-graduação. Se a performance dos estudantes é semelhante, então uma prova de conhecimentos específicos da disciplina, que são adquiridos na graduação, torna-se um critério muito razoável para presidir ao processo seletivo.
        Até acho que podemos e devemos discutir outros tipos de ação afirmativa, como uma reserva de bolsas de estudo. Frequentemente, a dificuldade dos alunos de famílias pobres é mais manter-se estudando, isto é, sem trabalhar para ajudar a pagar os boletos, do que o processo seletivo.
         Desconheço os motivos que levaram o pessoal da filosofia, que, afinal, é a minha “alma mater”, a não instituir cotas raciais na pós, mas gostaria de acreditar que foi o apego à lógica.

(Hélio Schwartsman. Folha de S.Paulo. 13.08.2022. Adaptado)
O autor faz referência à dificuldade dos estudantes carentes em manter-se estudando como argumento para defender a ideia de que
Alternativas
Q2246201 Português
Leia o texto para responder à questão.

Por que manter cotas na pós-graduação?

         Deu na Folha de São Paulo que coletivos da USP estão furibundos com o Departamento de Filosofia, cuja pós-graduação ainda não adotou ações afirmativas em seu processo seletivo.
        Não sou o maior fã das cotas raciais. Ainda estou preso a ideias como a de que as políticas públicas devem preferencialmente estar baseadas no princípio da universalidade e que, quando dirigidas a grupos específicos, devem seguir critérios objetivamente mensuráveis. Reconheço, porém, que o “Zeitgeist” (espírito da época) se enamorou da reserva de vagas para minorias e gosto do resultado que essa política produz, ainda que faça restrições ao método.
        Há, contudo, um ponto que, para mim, permanece enigmático, que é a pós-graduação. Os entusiastas das cotas celebram com razão as várias pesquisas que mostraram que, na graduação, o desempenho dos alunos cotistas é tão bom quanto o dos não cotistas, às vezes até um pouquinho melhor. Diante desse diagnóstico, tenho dificuldades para entender por que a reserva de vagas deveria se estender à pós-graduação. Se a performance dos estudantes é semelhante, então uma prova de conhecimentos específicos da disciplina, que são adquiridos na graduação, torna-se um critério muito razoável para presidir ao processo seletivo.
        Até acho que podemos e devemos discutir outros tipos de ação afirmativa, como uma reserva de bolsas de estudo. Frequentemente, a dificuldade dos alunos de famílias pobres é mais manter-se estudando, isto é, sem trabalhar para ajudar a pagar os boletos, do que o processo seletivo.
         Desconheço os motivos que levaram o pessoal da filosofia, que, afinal, é a minha “alma mater”, a não instituir cotas raciais na pós, mas gostaria de acreditar que foi o apego à lógica.

(Hélio Schwartsman. Folha de S.Paulo. 13.08.2022. Adaptado)
O autor do texto discute 
Alternativas
Q2246162 Português
Leia o texto abaixo para responder s questão.


Sobre renascer

        Com a queda dos casos e das mortes pela Covid-19, tirei férias de trinta dias e retornei a mim, no sertão da Bahia. Depois de três anos, aproveitei o abraço e a bença de vô. Pelas “veredas” de areia as coisas pareciam mais amenas.
         Visitamos o roçado para ver a criação de cabras, meus filhos brincaram com os cabritos e se equilibraram no dorso da égua baia. Foi lá que eu conheci Graça. Ela olhava para minha garotinha de quase oito anos: era o mesmo que ver a neta, dizia.
        A menina passou oito meses do último ano com ela, do povoado para a roça, entrosadinhas. Graça começou a acumular água nos olhos enquanto via minha filha, parecia saudade.
        A filha de Graça, mãe da criança, morreu aos trinta. O pai não conseguiu lhe contar sobre a morte, houve um pacto não declarado: nada se comentava. Era melhor passar uns dias com a avó no sertão.
         Para o velório, com todos os protocolos, caixão fechado, resolveram não levar a criança. Graça não se despediu da filha, mas assumiu sua cria. Certa feita, morreu de câncer uma senhora no Deixaí, logo ali perto, e ambas foram convidadas para o velório.
        Enquanto se aprontavam, a menina perguntou definitivamente: esse hospital nunca mais vai dar notícias de mãe não? Notícias de mãe. Não. A avó respirou fundo e procurou palavras: a mamãe está morta que nem essa mulher, amor. Ela foi pro céu, pr’on’tá o vovô.
        A bichinha ficou cabisbaixa nos instantes seguintes. No povoado, colheu três flores e as guardou durante todo o velório da senhora.
        Quando o caixão foi baixado na terra, a menina se aproximou. Essa florzinha é para a senhora; essa é para minha mamãe. Beijou e colocou a flor junto ao peito antes de lançá-la na sepultura alheia; essa é para o vovô.
        Quando nos despedimos Graça olhou nos olhos de minha menina mais uma vez, com dor e ternura.
        A caatinga estava exuberante, verde, houve chuva nos últimos tempos. Quem as via, Graça e a caatinga, poderia concluir que a vida impõe recomeços improváveis, apesar de tudo.

(www1.folha.uol.com.br/ Adaptado).
Assinale a alternativa que apresenta um sinônimo da palavra “veredas” destacada no texto.
Alternativas
Q2246161 Português
Leia o texto abaixo para responder s questão.


Sobre renascer

        Com a queda dos casos e das mortes pela Covid-19, tirei férias de trinta dias e retornei a mim, no sertão da Bahia. Depois de três anos, aproveitei o abraço e a bença de vô. Pelas “veredas” de areia as coisas pareciam mais amenas.
         Visitamos o roçado para ver a criação de cabras, meus filhos brincaram com os cabritos e se equilibraram no dorso da égua baia. Foi lá que eu conheci Graça. Ela olhava para minha garotinha de quase oito anos: era o mesmo que ver a neta, dizia.
        A menina passou oito meses do último ano com ela, do povoado para a roça, entrosadinhas. Graça começou a acumular água nos olhos enquanto via minha filha, parecia saudade.
        A filha de Graça, mãe da criança, morreu aos trinta. O pai não conseguiu lhe contar sobre a morte, houve um pacto não declarado: nada se comentava. Era melhor passar uns dias com a avó no sertão.
         Para o velório, com todos os protocolos, caixão fechado, resolveram não levar a criança. Graça não se despediu da filha, mas assumiu sua cria. Certa feita, morreu de câncer uma senhora no Deixaí, logo ali perto, e ambas foram convidadas para o velório.
        Enquanto se aprontavam, a menina perguntou definitivamente: esse hospital nunca mais vai dar notícias de mãe não? Notícias de mãe. Não. A avó respirou fundo e procurou palavras: a mamãe está morta que nem essa mulher, amor. Ela foi pro céu, pr’on’tá o vovô.
        A bichinha ficou cabisbaixa nos instantes seguintes. No povoado, colheu três flores e as guardou durante todo o velório da senhora.
        Quando o caixão foi baixado na terra, a menina se aproximou. Essa florzinha é para a senhora; essa é para minha mamãe. Beijou e colocou a flor junto ao peito antes de lançá-la na sepultura alheia; essa é para o vovô.
        Quando nos despedimos Graça olhou nos olhos de minha menina mais uma vez, com dor e ternura.
        A caatinga estava exuberante, verde, houve chuva nos últimos tempos. Quem as via, Graça e a caatinga, poderia concluir que a vida impõe recomeços improváveis, apesar de tudo.

(www1.folha.uol.com.br/ Adaptado).
A partir da leitura do texto, é correto afirmar que
Alternativas
Q2238314 Português




E . Z https:/gauchazh.clcrbs.com.bridonnainoticia/2010/01/moacyr-soliar-os-tempos-da-vida-cipmingso0009 icngzfpênib.htmi> (adaptado)

Ao citar a palavra “oximoro”, linha 29, o narrador faz alusão
Alternativas
Q2238309 Português




E . Z https:/gauchazh.clcrbs.com.bridonnainoticia/2010/01/moacyr-soliar-os-tempos-da-vida-cipmingso0009 icngzfpênib.htmi> (adaptado)

Observe as seguintes perguntas:
I - Para o autor, o que é conjugar verbos? II - O que se descobre ao estudar a conjugação dos verbos? III - Em qual colégio o autor aprendeu a conjugar verbos?
Das perguntas acima, qual(is) é(são) respondida(s) pelo texto? 
Alternativas
Q2238305 Português




E . Z https:/gauchazh.clcrbs.com.bridonnainoticia/2010/01/moacyr-soliar-os-tempos-da-vida-cipmingso0009 icngzfpênib.htmi> (adaptado)

Analise as afirmativas abaixo.
I. Na linha 18, respeitando as regras gramaticais, a palavra "Há" deveria ser grafada sem a presença do “h”: “A um tempo para tudo”. II. A vírgula, na linha 01, foi usada para isolar o adjunto adnominal. lIl - A expressão “tá falado”, linha 35, é um exemplo de linguagem coloquial.
Das afirmativas acima, qual(is) está(ão) correta(s)?
Alternativas
Respostas
61161: B
61162: C
61163: D
61164: B
61165: B
61166: A
61167: D
61168: A
61169: D
61170: E
61171: A
61172: C
61173: B
61174: E
61175: D
61176: B
61177: D
61178: B
61179: C
61180: C