Questões de Concurso Sobre interpretação de textos em português

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Q4000700 Português
TEXTO I

O LEITOR IDEAL

        O leitor ideal para o cronista seria aquele a quem bastasse uma frase. Uma frase? Uma palavra! O cronista escolheria uma palavra do dia: “Árvore”, por exemplo, ou “Menina”.
    
        Escreveria essa palavra bem no meio da página, com espaço em branco para todos os lados, como um campo aberto aos devaneios do leitor. Imaginem só uma meninazinha solta no meio da página. Sem mais nada. Até sem nome. Sem cor de vestido nem de olhos. Sem se saber para onde ia. . . Que mundo de sugestões e de poesia para o leitor! E que cúmulo de arte a crônica! Pois bem sabeis que arte é sugestão. . . E se o leitor nada conseguisse tirar dessa obra-prima, poderia o autor alegar, cavilosamente, que a culpa não era do cronista.
    
        Mas nem tudo estaria perdido para esse hipotético leitor fracassado, porque ele teria sempre à sua disposição, na página, um considerável espaço em branco para tomar seus apontamentos, fazer os seus cálculos ou a sua fezinha. . . Em todo caso, eu lhe dou de presente, hoje, a palavra “Ventania”. Serve?

(QUINTANA, Mário. Porta Giratória. São Paulo, Globo, 1988. p. 83). 
O texto propõe uma forma aparentemente estranha de se escrever uma crônica. Marque a alternativa que justifica essa proposta:
Alternativas
Q3999264 Português
A questão refere-se ao texto abaixo.

A geração Covid: o impacto da pandemia no desenvolvimento das crianças





Disponível em < https://saude.abril.com.br/familia/a-geracao-covid-o-impacto-da-pandemia-no-desenvolvimento-das-criancas/> (adaptado).
Observe as seguintes perguntas:

I – Quantos bebês participaram da pesquisa realizada pela Universidade Colúmbia?
II – Qual o cargo de Liubiana Arantes na Sociedade Brasileira de Pediatria?
III – Quem faz parte da Geração Covid?

Das perguntas acima, qual(is) é(são) respondida(s) pelo texto?
Alternativas
Q3999260 Português
A questão refere-se ao texto abaixo.

A geração Covid: o impacto da pandemia no desenvolvimento das crianças





Disponível em < https://saude.abril.com.br/familia/a-geracao-covid-o-impacto-da-pandemia-no-desenvolvimento-das-criancas/> (adaptado).
Com base no texto, analise as afirmativas abaixo.

I - O texto ratifica que a pandemia trouxe malefícios para as crianças.
II - Maria Beatriz Linhares não concorda com os resultados obtidos pela pesquisa da Universidade Colúmbia.
III - Somente a Universidade Colúmbia realizou estudos sobre o assunto abordado no texto.

Das afirmativas acima, qual(is) está(ão) correta(s)?
Alternativas
Q3999004 Português
A questão refere-se ao texto abaixo.


Manhã inútil


Drauzio Varella

Q_1_10.png (613×608)
Q1_10_.png (608×245)


Disponível em < https://drauziovarella.uol.com.br/drauzio/manha-inutil-artigo/> (adaptado).
De acordo com o texto, analise as afirmações abaixo e assinale (V) para Verdadeiro e (F) para Falso.

( ) Quando abriu o WhatsApp, Drauzio verificou que havia apenas cinco mensagens a serem respondidas.
( ) O autor corrobora que, com a chegada do WhatsApp, a vida dos médicos ficou mais serena.
( ) Varella passou o dia inteiro respondendo e-mails e mensagem de WhatsApp.

A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:
Alternativas
Q3998999 Português
A questão refere-se ao texto abaixo.


Manhã inútil


Drauzio Varella

Q_1_10.png (613×608)
Q1_10_.png (608×245)


Disponível em < https://drauziovarella.uol.com.br/drauzio/manha-inutil-artigo/> (adaptado).
Com base no texto, analise as afirmativas abaixo.

I – Drauzio é paulistano.
II – Naquela manhã, antes de olhar para a tela do celular, Varella realizou trabalhos domésticos.
III – Drauzio compara o e-mail e o WhatsApp ao trabalho de Sísifo.

Das afirmativas acima, qual(is) está(ão) correta(s)?
Alternativas
Q3998287 Português

A letra da canção “Domingo no parque” (GIL, 1982, p. 26, 27), um frevo, fala de um triângulo amoroso envolvendo dois amigos e uma moça chamada Juliana. Leia-a atentamente para, depois, escolher apenas uma opção correta que se refira a ela. 


O rei da brincadeira – ê, José

O rei da confusão – ê, João

Um trabalhava na feira – ê, José

Outro na construção – ê, João


A semana passada, no fim da semana,

João resolveu não brigar.

No domingo de tarde saiu apressado

E não foi pra Ribeira jogar

Capoeira.

Não foi pra lá, pra Ribeira,

Foi namorar.

O José, como sempre, no fim da semana

Guardou a barraca e sumiu.

Foi fazer, no domingo, um passeio no parque,

Lá perto da Boca do Rio.

Foi no parque que ele avistou Juliana,

Foi que ele viu Foi que ele viu Juliana na roda com João,

Uma rosa e um sorvete na mão.

Juliana, seu sonho, uma ilusão,

Juliana e o amigo João.


O espinho da rosa feriu Zé

E o sorvete gelou seu coração.

O sorvete e a rosa – ê José

A rosa e o sorvete – ê José

Oi dançando no peito – ê José

Do José brincalhão – ê, José

O sorvete e a rosa – ê José

A rosa e o sorvete – ê José

Oi girando na mente – ê José

Do José brincalhão – ê José


Juliana girando – oi girando

Oi na roda gigante – oi girando

Oi na roda gigante – oi girando

O amigo João – oi João

O sorvete é morango – é vermelho

Oi girando e a rosa – é vermelha

Oi girando, girando – é vermelha

Oi girando, girando – olha a faca

Olha o sangue na mão – ê José

Juliana no chão – ê José

Outro corpo caído – ê José

Seu amigo João – ê José

Amanhã não tem feira – ê José

Não tem mais construção – ê, João

Não tem mais brincadeira – ê José

Não tem mais confusão – ê, João



Alternativas
Q3998286 Português
Leia um trecho de um poema do poeta João de Jesus Paes Loureiro (2002, p. 9, 10) para marcar a opção correta em relação a ele.


(Fragmento)


Plantador de cana verde

das terras de Abaetetuba,

por que só tu quem trabalha,

por que teu filho não estuda?

Plantador de cana verde

das terras de Abaetetuba?


Teus braços plantam doçuras

colhem braçadas de dor.

O sol que te cresta a pele

doura a praia do Senhor.

Teus braços plantam doçuras

colhem braçadas de dor.


Tuas mãos acendem esperanças

de um certo verde esplendor.

E um verde mar que propagas,

um doce mar, Plantador.

Tuas mãos acendem doçuras

de um certo verde esplendor.


Não vês, porém que esta cana

é cano cruel que aponta

o lucro de teu patrão

para teu lar que não janta?

Não vês, porém que esta cana

é cano cruel que aponta?

(...)

Alternativas
Q3998282 Português

Leia o poema “Pai João”, de Bruno de Menezes (1993, p. 223, 224), para fazer a questão que se segue.



Pai João sonolento e bambo na pachorra da idade

cisma no tempo de ontem.

De olhos vendo o passado recorda o veterano

a vida brasileira que êle viu e gosou e viveu!


Mãe Maria contou que o pai dele era escravo...


Moleque sagica e teso, destro e afoito num rôlo,

Pai João teve fama da capoeira e navalhista.


Êita!... Era o pé comendo,

quando a banda marcial saía à rua,

com tanto soldado de calça encarnada.


E rabo-de-arraia, cabeçada na polícia,

xadrez, desordens, furdunço no cortiço

e o ronco e o retumbo do zonzo som molengo do carimbó:


“Juvená

Juvená!


Arrebate

esta faca

Juvená!


Arrebate

esta faca

Juvená!”


De amores... uma anagua de renda engomada,

um cabeção pulando nos bicos duns peitos,

umas sandalias brancas bem na pontinha dum pé.


E o rebolo bolinante dos quartos roliços da Chica Cheirosa...

E a guerra do Paraguai! Recrutamento!

Gurjão! Osório! Duque de Caxias!

Itororó! Tuiutí! Laguna!


E não sabia nem o que era monarquia!


... Agora, sonolento e bambo,

tendo em capuchos a trunfa,

Pai João ao recordar a vida brasileira,

que êle viu e gosou e viveu,

diz do Brasil de ontem:


Ah! Meu tempo!...



O texto de Bruno de Menezes faz alguns recortes da vida de Pai João, que também é título do poema pertencente à obra Batuque, publicada a primeira vez em 1931 e cuja grafia está de acordo com a edição de 1993, conforme o original. Observe o verso 21: “E não sabia nem o que era monarquia!”, o qual marca uma mudança no tom ameno do poema. Levandose em conta a importância desse verso, o que se pode afirmar acerca do poema como um todo é que: 

Alternativas
Q3998281 Português
Jogos Infantis (1986) é uma coletânea de contos de Haroldo Maranhão que não contêm nada de infantil, ao contrário, muitas das narrativas que compõem a obra são picantes, nas quais se mostra a sexualidade humana de modo bastante peculiar.

O professor Paulo Maués Corrêa (2011, p. 1, 2) fez um estudo do conto “Cachorro Doido” (junto a outro), destacando que esses contos constituem histórias que retratam “a iniciação sexual (...). Porém ‘Cachorro Doido’ é o único texto em que há a deflagração de um relacionamento entre personagens do mesmo sexo, vivenciado por Carlão e Luizinho. Este, novo no colégio, é questionado por aquele, que, alegando a suspeita que recairia sobre o nome do outro – Luizinho –, afirma-lhe que é melhor arranjar-lhe um apelido que afaste qualquer dúvida quanto à sua ‘personalidade’, pois mesmo o seu nome sem o diminutivo não é adequado, muito menos o aumentativo: ‘Não. Luizão não combina com o teu corpo, que é magro pra caralho’ (...). A primeira possibilidade que surge é Acapu, opção logo abandonada em favor de Cachorro Doido (1986, p. 17)”.

O trecho seguinte apresenta a parte inicial da narrativa, em que Luizinho – personagem que se mostra efeminado –, após conhecer Carlão, fica perturbado e, ao mesmo tempo, atraído pela personalidade forte e decidida do novo amigo:

“(...) A campainha interrompeu aquele encontro de reconhecimento, mas Luizinho não se concentrava na aula, estava ali mas não estava, ficou o tempo todo espiando o Carlão sentado mais à frente, o cabelo arrepiado, parece que não usava pente, a camisa desmazelada por fora da calça, o sapato sujo de lama e a cara de homem acostumado, no corpo de menino. Quando se despediram, convidou: – Carlão, tu vai lá em casa, a gente estuda junto. A casa é grande, não tem barulho, ninguém incomoda. O endereço está aqui. Tu vai? Hoje? A que horas? Se tu puder tu vai logo depois do almoço. (MARANHÃO, 1986, p. 17)”.


Se formos fazer uma leitura atenta do fragmento do conto de Haroldo Maranhão acima, juntamente com as informações de Paulo Maués Corrêa (2011, p. 1, 2), poderemos considerar como correta a afirmativa: 
Alternativas
Q3998279 Português

Leia o poema “Igreja”, de Carlos Drummond de Andrade, para responder à questão.



Tijolo

areia

andaime

água

tijolo.

O canto dos homens trabalhando trabalhando

mais perto do céu

cada vez mais perto

mais

— a torre.


E nos domingos a litania dos perdões, o murmúrio das invocações.

O padre que fala do inferno

sem nunca ter ido lá.

Pernas de seda ajoelham mostrando geolhos.

Um sino canta a saudade de qualquer coisa sabida e já esquecida.

A manhã pintou-se de azul.

No adro ficou o ateu,

no alto fica Deus.

Domingo...

Bem bão! Bem bão!

Os serafins, no meio, entoam quii ieleisão.



Após ler o poema modernista de Carlos Drummond de Andrade, observe que o poeta empregou um arcaísmo – “geolhos” – no quarto verso da segunda estrofe, o qual resultaria hoje na palavra joelhos. Identifique o processo de mudança ocorrida nesse vocábulo, marcando a opção que considera correta:

Alternativas
Q3998277 Português
É possível perceber nos estudos atuais de Linguística Aplicada (no campo do ensinoaprendizagem de língua materna, principalmente) a relação profícua entre os estudos dos gêneros textuais e as práticas de letramento. A alternativa correta que apresenta procedimentos metodológicos de uma aula de Língua Portuguesa em que se exploram gênero(s) textual(is) a partir de uma abordagem das práticas de letramento é:
Alternativas
Q3998276 Português
No capítulo “Os gêneros do discurso”, Bakhtin (2011) faz a seguinte afirmação:
“Ora, a língua passa a integrar a vida através de enunciados concretos (que a realizam); é igualmente através de enunciados concretos que a vida entra na língua. O enunciado é um núcleo problemático de importância excepcional”. (BAKHTIN, M. Os gêneros do discurso. In: BAKHTIN, M. Estética da criação verbal. Tradução de Paulo Bezerra. 6. ed. São Paulo: Editora WMF Martins Fontes, 2011, p. 265.)
Dentre as alternativas abaixo, uma apresenta corretamente o conceito de enunciado, de acordo com a perspectiva bakhtiniana (BAKHTIN, 2011):
Alternativas
Q3998275 Português
“A sociedade do século XXI é ditada pelo acender e o apagar das luzes, pelo virtual representado nas telas dos computadores, de conexões hipertextuais, pelas características da sociedade tecidas nos ambientes digitais on-line; trata-se de uma sociedade assinalada por transformações intensas num novo contexto em que os gêneros do discurso assumem a configuração dos gêneros midiáticos. Esses gêneros ganharam os espaços não lineares e céleres da internet”. (Fonte: NOGUEIRA, F. C. Relações entre fazeres e saberes: gêneros midiáticos presentes na internet e contexto escolar. International Congress of Critical Applied Linguistics. Brasília, 19-21 outubro de 2015. Disponível em: https://www.uel.br/projetos/iccal/pages/arquivos/ANAIS/DISCURSO/RELACOES%20ENTR E%20FAZERES%20E%20SABERES.pdf. Acesso em 29 mar. 2022).
Sobre os gêneros midiáticos, é correto afirmar que:
Alternativas
Q3998274 Português
“Acreditamos que atividades (in)formativas sobre essa grande diversidade linguística [no Pará] podem contribuir para a erradicação do preconceito linguístico, enfatizando sua importância nos cursos de licenciatura que formam professores para atuar no ensino fundamental. É importante frisar também que esse conhecimento deve ser levado às comunidades populares, afinal falamos línguas diferentes no Brasil, cada uma com importante carga cultural na formação de nosso povo”. (FERREIRA-SILVA et. al. Diversidade linguística no Pará: mundos de línguas indígenas e de língua portuguesa. Margens. Vol. 8, No 10, 2014, p. 107).
A Base Nacional Comum Curricular de Língua Portuguesa para o Ensino Médio (BRASIL, 2018) define a progressão das aprendizagens e habilidades considerando alguns pontos. O ponto da BNCC que mais se aproxima à temática discutida na citação acima é:
Alternativas
Q3998271 Português
“Proponho que se veja a LT [Linguística Textual], mesmo que provisória e genericamente, como o estudo das operações linguísticas e cognitivas reguladoras e controladoras da produção, construção, funcionamento e recepção de textos escritos ou orais. Seu tema abrange a coesão superficial ao nível dos constituintes linguísticos, a coerência conceitual ao nível semântico e cognitivo e o sistema de pressuposições ao nível pragmático da produção de sentido no plano das ações e intenções”. (Fonte: MARCUSCHI, L. A. Linguística de texto: o que é e como se faz. São Paulo: Parábola Editorial, 2012, p. 33). 
Para Marcuschi (2012), os fatores de conexão conceitual-cognitiva dos textos podem ser de relações lógicas e de modelos cognitivos globais. Para o autor, as relações lógicas são construídas por meio de: 
Alternativas
Q3998270 Português
“Proponho que se veja a LT [Linguística Textual], mesmo que provisória e genericamente, como o estudo das operações linguísticas e cognitivas reguladoras e controladoras da produção, construção, funcionamento e recepção de textos escritos ou orais. Seu tema abrange a coesão superficial ao nível dos constituintes linguísticos, a coerência conceitual ao nível semântico e cognitivo e o sistema de pressuposições ao nível pragmático da produção de sentido no plano das ações e intenções”. (Fonte: MARCUSCHI, L. A. Linguística de texto: o que é e como se faz. São Paulo: Parábola Editorial, 2012, p. 33).
Assinale a alternativa que apresenta o estabelecimento da coesão textual por meio de próformas nominais: 
Alternativas
Q3998269 Português

Leia o texto abaixo:


O Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro (MAM-Rio) abriu ontem a coletiva “Terra em Tempos: Fotografias do Brasil”, com 270 fotografias de 120 artistas, incluindo os paraenses Rosário Lima, Guy Veloso, Luiz Braga, Paulo Amorim, Paula Sampaio e Elza Lima, além do português Felipe Fidanza, que atuou como fotógrafo em Belém no século 19. A curadoria de Beatriz Lemos estabelece sete eixos temáticos que discutem as construções de identidade, cultura e história do Brasil, a partir do acervo da instituição. (...) Segundo Beatriz Lemos, uma mostra como “Terra em Tempos”, que se propõe a discutir identidade nacional a partir da fotografia, não poderia deixar de fora imagens de fotógrafos paraenses pertencentes ao acervo do MAM-Rio. “Reunir fotógrafos com diversas perspectivas e territorialidades nos ajudou a compor um cenário de tensões, contrariedades e aproximações inesperadas. Nesse sentido, trazer fotógrafas e fotógrafos paraenses - Estado onde a fotografia exerce uma forte influência em todo o país -, era fundamental para levantar reflexões sobre cultura, história e memória”, destaca. (...) (Fonte: AZEVEDO, Lais. Museu de Arte Moderna do Rio inclui obras de paraenses. 27/03/2022. Disponível em: https://dol.com.br/entretenimento/cultura/704738/museu-de-arte-moderna-do-rio-incluiobras-de-paraenses?d=1. Acesso em 29 mar. 2022).



Após ler o excerto, marque a alternativa em que se apresenta corretamente o recurso expressivo da língua, a descrição do recurso e o efeito de sentido construído com o uso desse recurso no texto:

Alternativas
Q3998266 Português
"Recentemente incorporados à agenda de trabalho de muitos pesquisadores situados no campo da Linguística Textual, os estudos sobre os gêneros textuais vêm contribuindo significativamente para ampliar a compreensão do processamento cognitivo do texto (recepção e produção). Partindo da concepção bakhtiniana segundo a qual os gêneros são enunciados relativamente estáveis em cuja constituição entram elementos referentes ao conteúdo, composição e estilo, Marcuschi (2002) afirma que é impossível pensar em comunicação a não ser por meio de gêneros textuais (quer orais, quer escritos), entendidos como práticas socialmente constituídas com propósito comunicacional configuradas concretamente em textos. Por sua vez, Koch (2004) defende a ideia segundo a qual os indivíduos desenvolvem uma competência metagenérica que lhes possibilita interagir de forma conveniente, na medida em que se envolvem nas diversas práticas sociais. É essa competência que orienta, por um lado, a leitura e a compreensão de textos, e, por outro lado, a produção escrita (e também oral)." (KOCH, 2009, p. 56)
Relacionando a formulação de Ingedore Koch sobre “competência metagenérica” e propostas de atividades envolvendo leitura e produção de gêneros midiáticos, como blog, vlog, chats, memes, podemos colocar que:
Alternativas
Q3998265 Português
Os memes são um gênero digital cada vez mais presente na vida das pessoas que utilizam as redes sociais como forma de interação. Durante a pandemia de Covid 19, em que o ensino remoto se tornou realidade em nossas instituições, professores de língua materna traçaram diversas estratégias para lidar com a nova realidade e, sem dúvida, a presença dos memes em grupos de WhatsApp, Instagram e Facebook transformou-se em uma excelente oportunidade de pensar práticas de leitura e escrita. Em sala de aula, o meme pode funcionar como: 
Alternativas
Q3998264 Português
A seguir um trecho de “Duas notas sobre Machado de Assis”, do livro de ensaios "Que horas são?”, de Roberto Schwarz.

"Quem me diz que esse personagem não seja o Brasil?
A pergunta acima é de um contemporâneo de Machado de Assis, e refere-se a Pedro Rubião de Alvarenga, a figura central de Quincas Borba. De fato, Rubião é ingênuo (mas não puro) no trato do dinheiro, da filosofia, do amor, da política, e um delírio de grandeza afinal lhe tira o juízo, o que pode ser visto como uma alegoria do Brasil, embora a alegoria não seja evidente. Outros autores, pelo contrário, criticaram em Machado a falta de intenção e do colorido nacional: seria um literato estrangeirado, sem interesse pelos problemas pátrios. Esta divergência veio até os nossos dias. Ainda recentemente ela causava polêmica na Câmara dos Deputados, em que se escolhia o patrono das letras brasileiras. José de Alencar, o festejado criador de vários romances indianistas, não seria mais nacional do que Machado de Assis? A opinião da crítica mais refinada (que a outros, no entanto, parece apenas mais elitista, além de também ela pouco nacional) vai em direção oposta: o romancista de Quincas Borba seria o mais profundamente brasileiro de nossos escritores". SCHWARZ, 2002, p. 165

Em outras palavras, é possível dizer que:
Alternativas
Respostas
48581: A
48582: D
48583: A
48584: E
48585: C
48586: D
48587: B
48588: E
48589: A
48590: D
48591: A
48592: E
48593: B
48594: D
48595: E
48596: D
48597: B
48598: E
48599: B
48600: D