Questões de Concurso
Sobre interpretação de textos em português
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2- Em um primeiro momento do texto, mãe e filha vivem um clima tenso em sua viagem à Estação, determinado por, principalmente, três elementos: o incômodo entre Severina e Antônio antes da partida, apaziguado na despedida; o incômodo de Severina em relação a magreza e nervosismo do filho do casal; e a sensação que tem, Severina e Catarina, de que esqueceram alguma coisa.
3- Para Catarina e Severina, o amor parece manifestar-se basicamente através de preocupações, como no diálogo no momento da partida do trem, quando a filha, pensando em dizer a mãe: eu sou sua filha, acaba por recomendar-lhe que não pegue corrente de ar, como se essa fosse a única forma de dizer-lhe sobre seu amor.
4- Severina vive em Catarina, machucando-a, de certa forma, impondo-lhe responsabilidades e marcando sua identidade, sua forma de ser, conforme a passagem “sem a companhia da mãe, recuperara o modo firme de caminhar: sozinha era mais fácil”.
5- O sistema familiar e suas tensões é perfeitamente representado nesse conto. A forma como cada um dos membros influencia vitalmente os outros, fazendo com que o grupo seja muito mais do que a soma de seus membros e sim uma dinâmica constante de influências recíprocas, determinadas e determinantes.
Está (ão) correta(s)
I- No texto, Clarice propõe uma linha de personalidade na relação entre o eu, e nas relações interpessoais, sobretudo entre as entidades familiares.
II- O enredo do conto apresenta Catarina, filha de Severina, dona de casa que recebe a mãe para duas semanas em sua residência, muito a contragosto de Antônio, seu esposo.
III- Após a despedida, mãe e filha entram no táxi a caminho da estação do trem e, dentro do veículo, o clímax do conto acontece. IV-No trecho do texto “de repente envelhecida e pobre”, Catarina começa a notar sua mãe, numa circunstância inédita a vê envelhecida, e o próprio narrador passa, a partir disso, a tratar Severina como “a velha”, numa epifania clara desse entre os laços dessas personagens que, na teoria, deveriam ser próximas, mas não eram.
São verdadeiras as proposições:
1- Segundo o texto, o sujeito precisa de uma ideologia para conseguir sobreviver.
2- Segundo o texto, o eu lírico desiludido, confessa que agora "assiste a tudo em cima do muro", revelando passividade, apatia e falta de posicionamento.
3- No texto, o eu lírico se confronta com seus próprios ideais, que parecem ter se perdido nas amarguras do cotidiano.
4- O eu lírico faz referência a uma gíria da época “sexo, drogas e rock ‘n’ roll” usada para simbolizar tudo o que era a curtição e ele faz essa referência de maneira irônica.
Está ou estão correta(s)
( ) O eu lírico de "Ideologia" exprime a confusão e o vazio de muitos brasileiros que acabaram sendo assimilados pela sociedade que queriam mudar. Presos em rotinas difíceis, desistiram de pensar, perderam os valores pelos quais viver e lutar.
( ) Há um sentimento de revolta e até de traição que atravessa toda a letra.
( ) Longe da ingenuidade da juventude, o sujeito poético está tomando consciência das dificuldades da vida adulta, das injustiças que permanecem ao seu redor.
( ) Na canção, existe uma clara alusão ao sistema capitalista e à necessidade de trocar ambições e planos pelo trabalho diário, as obrigações cotidianas, a sobrevivência.
( ) O refrão da música traça um retrato do contexto político e sociocultural da época, embora continue pertinente e atual ao longo dos anos.
A sequência correta de cima para baixo é:
I- Na primeira estrofe, o eu lírico esbraveja todo o seu desalento e frustração diante dos rumos políticos do país naquela época, entremeando com os seus sonhos.
II- No início da primeira estrofe, o eu lírico faz uma alusão à situação do Brasil ao dizer que o seu único partido é um coração triste, despedaçado.
III- Nos versos “Os meus sonhos foram todos vendidos/Tão barato que eu nem acredito” demonstra que o eu-lírico mudou, amadureceu e precisou, ou foi obrigado, a rever seus conceitos e ideais. Isso pode dar margem para justificar o título da canção, Ideologia.
Está correto o que se afirma em:
1- No primeiro parágrafo do texto, há duas orações reduzidas.
2- O texto afirma que os elefantes têm medo de ratos.
3- No terceiro parágrafo do texto, relata-se o fato de um cachorro que se encontra próximo a um elefante para sustentar a afirmação de que os elefantes se assustam com movimentos bruscos feitos por qualquer animal pequeno, e não apenas por ratos.
4- No trecho “O elefante teme que o rato suba por sua tromba.”, há duas orações.
São verdadeiras:
1- O pai adoeceu quando viu o filho usando piercing no nariz.
2- As roupas e tatuagens do filho incomodavam a mãe.
3- Felizmente o terapeuta compreendeu os objetivos do rapaz.
4- A aprovação do jovem no vestibular trouxe esperança a família.
5- O jovem desejava ter uma vida mais tranquila, sem atropelos.
Considerando o texto, é possível afirmar:
(1) A tia disse que o sobrinho precisava de uma namorada
(2) O pai não concordou com o trabalho voluntário do filho.
(3) A aparência do rapaz chamou a atenção do terapeuta.
(4) Os pais preocupavam-se com o futuro do filho.
(5) Cliente e terapeuta se entenderam bem.
( ) Havia no jovem traços de seu passado.
( ) O psicólogo não identificou nada de errado no rapaz.
( ) O jovem não pensava em trabalhar demais.
( ) O rapaz poderia se tornar uma pessoa séria.
( ) Ele continuaria uma pessoa dependente da família.
A sequência correta de cima para baixo é:
I- O cronista relata o relacionamento entre os pais e o filho adolescente, que tem seus próprios conceitos sobre a melhor maneira de viver, o que preocupa os pais.
II- O emprego do discurso direto na narração dos acontecimentos deixa a narrativa mais envolvente, dinâmica, e as ações se sucedem mais rapidamente.
III- O termo “vociferar’”, no texto, significa falar com raiva, berrar.
Está ou estão corretas:

Em qual frase as palavras foram empregadas no sentido figurado?
TEXTO I
“Quando contou a piada das orelhudas [...] na reunião anual de verão, não imaginou que o leão estava namorando justamente a coelha.”
TEXTO II

“As marmotas são roedores mamíferos, parentes próximos, portanto, dos esquilos. Robustas e roliças, medem até 75 cm de comprimento, fora a cauda, que pode ter mais de 15 cm. Herbívoras, alimentam-se principalmente de raízes. É raro beberem água. Emitem sons para se comunicarem, sobretudo quando se sentem ameaçadas.”
Disponível em: <https://www.infoescola.com/mamiferos/marmota/> . Adaptado.
A afirmação INCORRETA sobre um dos dois textos está indicada em
(1º§) Quando se pensa na função social da escola e pergunta-se para que ela serve, a primeira coisa que nos vem à mente é: a escola serve para ensinar.
(2º§) Quando se pensa em ensinar, surgem várias perguntas. Mas ensinar a quem? O que ensinar? Como ensinar? Essas mesmas dúvidas passam pela cabeça dos profissionais da educação em cada início de ano letivo, afinal, serão pessoas diferentes, com tipos de aprendizagem diferentes às quais o professor terá que se adaptar.
(3º§) Quando se pensa que a cada ano que passa, na escola, renovam-se os problemas que havia há algum tempo atrás, pois eles não são os mesmo de hoje. A preocupação é evidente quando há esses questionamentos, porém, há coisas que por mais que a escola queira ensinar, não consegue... Os alunos terão que aprender com a vida.
OLIVEIRA, Ronivaldo de. SOARES, Sheila Delgado). (http://www.unoescxxe.edu.br/unoesc/publicacoes/rev ista_online/projeto_letras/Artigos/Letras/a_funcao_so cial_da_escola.pdf) - Acesso: 26.10.2022) - (Adaptado)
Marque a figura de linguagem identificada pela a repetição da "Quando se pensa " - no início dos três parágrafos do texto.

SOUSA, Maurício de. Disponível em: <https://miro.medium.com. Acesso em 23 de jan.2022.
I – Considerando a ideia defendida pela gramática normativa é possível afirmar que Chico Bento fez uso da variante padrão em sua fala.
II- É possível afirmar que tanto Chico Bento quanto o Primo Zeca têm uma gramática internalizada.
III- No texto, é possível visualizar, pelo menos, dois tipos de variantes linguísticas.
São verdadeiras:
Construção
Chico Buarque
Amou daquela vez como se fosse a última
Beijou sua mulher como se fosse a última
E cada filho seu como se fosse o único
E atravessou a rua com seu passo tímido
Subiu a construção como se fosse máquina
Ergueu no patamar quatro paredes sólidas
Tijolo com tijolo num desenho mágico
Seus olhos embotados de cimento e lágrima
Sentou pra descansar como se fosse sábado
Comeu feijão com arroz como se fosse um príncipe
Bebeu e soluçou como se fosse um náufrago
Dançou e gargalhou como se ouvisse música
E tropeçou no céu como se fosse um bêbado
E flutuou no ar como se fosse um pássaro
E se acabou no chão feito um pacote flácido
Agonizou no meio do passeio público
Morreu na contramão, atrapalhando o tráfego
Amou daquela vez como se fosse o última
Beijou sua mulher como se fosse a única
E cada filho seu como se fosse o pródigo
E atravessou a rua com seu passo bêbado
Subiu a construção como se fosse sólido
Ergueu no patamar quatro paredes mágicas
Tijolo com tijolo num desenho lógico
Seus olhos embotados de cimento e tráfego
Sentou pra descansar como se fosse um príncipe
Comeu feijão com arroz como se fosse o máximo
Bebeu e soluçou como se fosse máquina
Dançou e gargalhou como se fosse o próximo
E tropeçou no céu como se ouvisse música
E flutuou no ar como se fosse sábado
E se acabou no chão feito um pacote tímido
Agonizou no meio do passeio náufrago
Morreu na contramão atrapalhando o público
Amou daquela vez como se fosse máquina
Beijou sua mulher como se fosse lógico
Ergueu no patamar quatro paredes flácidas
Sentou pra descansar como se fosse um pássaro
E flutuou no ar como se fosse um príncipe
E se acabou no chão feito um pacote bêbado
Morreu na contramão atrapalhando o sábado
Por esse pão pra comer, por esse chão pra dormir
A certidão pra nascer e a concessão pra sorrir
Por me deixar respirar, por me deixar existir
Deus lhe pague
Pela cachaça de graça que a gente tem que engolir
Pela fumaça, desgraça, que a gente tem que tossir
Pelos andaimes pingentes que a gente tem que cair
Deus lhe pague
Pela mulher carpideira pra nos louvar e cuspir
E pelas moscas bicheiras a nos beijar e cobrir
E pela paz derradeira que enfim vai nos redimir
Deus lhe pague.
I – No texto, a presença de proparoxítonas colocadas sempre no final de cada verso, produzem o efeito melódico da rima.
II- No texto, metáforas e proparoxítonas constroem e desconstroem a rotina do pedreiro.
III- No verso “ Amou daquela vez como se fosse a última” Chico construiu o mau presságio usando o advérbio de modo como, e o verbo IR no imperfeito do subjuntivo.
É verdade o que se afirma em:
