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Questões de Concurso Sobre interpretação de textos em português

Questões Discursivas

Foram encontradas 129.182 questões

Q4025833 Português
A questão a seguir refere-se ao texto abaixo:

O nome errado para o inimigo

Quando um governo estrangeiro propõe enquadrar organizações criminosas brasileiras na categoria do terrorismo, a primeira reação de parte da opinião pública é do entusiasmo. Pensam que, se o problema é grave, que venha a solução mais poderosa. É fato que o PCC e o Comando Vermelho são organizações violentas, tentaculares, que corrompem instituições, controlam territórios e exportam drogas para três continentes. Ninguém que lide com a realidade da segurança pública brasileira subestima o que essas facções representam.

Mas é justamente por lidar com essa realidade que afirmo: a designação do PCC e do CV como organizações terroristas pelos Estados Unidos não contribuiria em nada para o combate efetivo. Ao contrário, criaria obstáculos sérios para a cooperação, a soberania e a proteção de brasileiros inocentes.

Terrorismo, como categoria jurídica, foi construído para enfrentar organizações movidas por motivações ideológicas, políticas ou religiosas. O PCC não quer derrubar o Estado, quer lucrar com tráfico, contrabando e extorsão. Tratar essas facções com ferramentas desenhadas para o terrorismo não significa endurecer o combate, e sim aplicar a ferramenta errada no parafuso errado. E quem já tentou sabe que isso não afrouxa, ao contrário, arrebenta. 

A designação terrorista, no marco legal norte-americano, amplia o alcance extraterritorial das medidas que Washington pode adotar de forma unilateral, não apenas contra integrantes das facções, mas contra qualquer pessoa ou empresa que as autoridades considerem ter prestado apoio, com escassas possibilidades de recurso. Num país em que o PCC se infiltrou em setores da economia formal em múltiplos estados, esse efeito cascata pode atingir empresários e trabalhadores que jamais cruzaram qualquer linha criminal. São implicações financeiras, migratórias e penais que, no limite, abrem caminho para o uso de força militar em território soberano.

Além disso, precisamos deixar claro para a população como funciona a cooperação que já existe. O intercâmbio de inteligência entre as instituições brasileiras, o FBI (polícia federal americana) e a DEA (agência antidrogas) é hoje fluído e de alto nível. Com a reclassificação, essas informações podem tornar-se inacessíveis aos investigadores que, ao longo de décadas, construíram o conhecimento mais aprofundado sobre essas organizações. Perderíamos a substância de anos de trabalho conjunto.

O Brasil não precisa dessa classificação para agir com dureza. Em 2025, bloqueamos mais de R$ 9,5 bilhões do crime organizado. A operação Carbono Oculto golpeou o núcleo financeiro das facções. A Lei Antifacção e a PEC da Segurança Pública ampliam o arsenal jurídico e reforçam a arquitetura institucional do Estado. Com base em tratados vigentes, já é possível bloquear ativos, impor restrições migratórias e perseguir penalmente integrantes de organizações criminosas, isso sem transformar traficantes em terroristas e com respeito à nossa soberania.

O Brasil propõe aos Estados Unidos a renovação formal dos entendimentos de cooperação bilateral em segurança pública, em bases equivalentes entre dois países e atuação coordenada com parceiros da região. É uma proposta concreta e à altura da gravidade do problema. Seguir a trilha financeira até os escalões mais altos das redes criminosas pede inteligência e coordenação entre Poderes e instituições. O Ministério da Justiça, por meio do ministro Wellington César, trabalha para que o enfretamento seja feito do jeito certo, com as instituições e ferramentas certas. Forjar uma gramática que não resolve o problema é o primeiro passo para a derrota. 

(Texto de CHICO LUCAS. Publicado em “O Globo”. Disponível em https://oglobo.globo.com/opiniao/artigos/coluna/2026/04/governo-dos-eua-propoe-nomeerrado-para-inimigo.ghtml). 
No desenvolvimento do texto, o autor recorre inicialmente ao reconhecimento da gravidade das organizações criminosas para, em seguida, apresentar sua discordância quanto à classificação proposta. Esse recurso argumentativo caracteriza: 
Alternativas
Q4025832 Português
A questão a seguir refere-se ao texto abaixo:

O nome errado para o inimigo

Quando um governo estrangeiro propõe enquadrar organizações criminosas brasileiras na categoria do terrorismo, a primeira reação de parte da opinião pública é do entusiasmo. Pensam que, se o problema é grave, que venha a solução mais poderosa. É fato que o PCC e o Comando Vermelho são organizações violentas, tentaculares, que corrompem instituições, controlam territórios e exportam drogas para três continentes. Ninguém que lide com a realidade da segurança pública brasileira subestima o que essas facções representam.

Mas é justamente por lidar com essa realidade que afirmo: a designação do PCC e do CV como organizações terroristas pelos Estados Unidos não contribuiria em nada para o combate efetivo. Ao contrário, criaria obstáculos sérios para a cooperação, a soberania e a proteção de brasileiros inocentes.

Terrorismo, como categoria jurídica, foi construído para enfrentar organizações movidas por motivações ideológicas, políticas ou religiosas. O PCC não quer derrubar o Estado, quer lucrar com tráfico, contrabando e extorsão. Tratar essas facções com ferramentas desenhadas para o terrorismo não significa endurecer o combate, e sim aplicar a ferramenta errada no parafuso errado. E quem já tentou sabe que isso não afrouxa, ao contrário, arrebenta. 

A designação terrorista, no marco legal norte-americano, amplia o alcance extraterritorial das medidas que Washington pode adotar de forma unilateral, não apenas contra integrantes das facções, mas contra qualquer pessoa ou empresa que as autoridades considerem ter prestado apoio, com escassas possibilidades de recurso. Num país em que o PCC se infiltrou em setores da economia formal em múltiplos estados, esse efeito cascata pode atingir empresários e trabalhadores que jamais cruzaram qualquer linha criminal. São implicações financeiras, migratórias e penais que, no limite, abrem caminho para o uso de força militar em território soberano.

Além disso, precisamos deixar claro para a população como funciona a cooperação que já existe. O intercâmbio de inteligência entre as instituições brasileiras, o FBI (polícia federal americana) e a DEA (agência antidrogas) é hoje fluído e de alto nível. Com a reclassificação, essas informações podem tornar-se inacessíveis aos investigadores que, ao longo de décadas, construíram o conhecimento mais aprofundado sobre essas organizações. Perderíamos a substância de anos de trabalho conjunto.

O Brasil não precisa dessa classificação para agir com dureza. Em 2025, bloqueamos mais de R$ 9,5 bilhões do crime organizado. A operação Carbono Oculto golpeou o núcleo financeiro das facções. A Lei Antifacção e a PEC da Segurança Pública ampliam o arsenal jurídico e reforçam a arquitetura institucional do Estado. Com base em tratados vigentes, já é possível bloquear ativos, impor restrições migratórias e perseguir penalmente integrantes de organizações criminosas, isso sem transformar traficantes em terroristas e com respeito à nossa soberania.

O Brasil propõe aos Estados Unidos a renovação formal dos entendimentos de cooperação bilateral em segurança pública, em bases equivalentes entre dois países e atuação coordenada com parceiros da região. É uma proposta concreta e à altura da gravidade do problema. Seguir a trilha financeira até os escalões mais altos das redes criminosas pede inteligência e coordenação entre Poderes e instituições. O Ministério da Justiça, por meio do ministro Wellington César, trabalha para que o enfretamento seja feito do jeito certo, com as instituições e ferramentas certas. Forjar uma gramática que não resolve o problema é o primeiro passo para a derrota. 

(Texto de CHICO LUCAS. Publicado em “O Globo”. Disponível em https://oglobo.globo.com/opiniao/artigos/coluna/2026/04/governo-dos-eua-propoe-nomeerrado-para-inimigo.ghtml). 
Segundo o texto, um dos principais riscos da classificação das facções como organizações terroristas, no contexto jurídico norte-americano, consiste:  
Alternativas
Q4025831 Português
A questão a seguir refere-se ao texto abaixo:

O nome errado para o inimigo

Quando um governo estrangeiro propõe enquadrar organizações criminosas brasileiras na categoria do terrorismo, a primeira reação de parte da opinião pública é do entusiasmo. Pensam que, se o problema é grave, que venha a solução mais poderosa. É fato que o PCC e o Comando Vermelho são organizações violentas, tentaculares, que corrompem instituições, controlam territórios e exportam drogas para três continentes. Ninguém que lide com a realidade da segurança pública brasileira subestima o que essas facções representam.

Mas é justamente por lidar com essa realidade que afirmo: a designação do PCC e do CV como organizações terroristas pelos Estados Unidos não contribuiria em nada para o combate efetivo. Ao contrário, criaria obstáculos sérios para a cooperação, a soberania e a proteção de brasileiros inocentes.

Terrorismo, como categoria jurídica, foi construído para enfrentar organizações movidas por motivações ideológicas, políticas ou religiosas. O PCC não quer derrubar o Estado, quer lucrar com tráfico, contrabando e extorsão. Tratar essas facções com ferramentas desenhadas para o terrorismo não significa endurecer o combate, e sim aplicar a ferramenta errada no parafuso errado. E quem já tentou sabe que isso não afrouxa, ao contrário, arrebenta. 

A designação terrorista, no marco legal norte-americano, amplia o alcance extraterritorial das medidas que Washington pode adotar de forma unilateral, não apenas contra integrantes das facções, mas contra qualquer pessoa ou empresa que as autoridades considerem ter prestado apoio, com escassas possibilidades de recurso. Num país em que o PCC se infiltrou em setores da economia formal em múltiplos estados, esse efeito cascata pode atingir empresários e trabalhadores que jamais cruzaram qualquer linha criminal. São implicações financeiras, migratórias e penais que, no limite, abrem caminho para o uso de força militar em território soberano.

Além disso, precisamos deixar claro para a população como funciona a cooperação que já existe. O intercâmbio de inteligência entre as instituições brasileiras, o FBI (polícia federal americana) e a DEA (agência antidrogas) é hoje fluído e de alto nível. Com a reclassificação, essas informações podem tornar-se inacessíveis aos investigadores que, ao longo de décadas, construíram o conhecimento mais aprofundado sobre essas organizações. Perderíamos a substância de anos de trabalho conjunto.

O Brasil não precisa dessa classificação para agir com dureza. Em 2025, bloqueamos mais de R$ 9,5 bilhões do crime organizado. A operação Carbono Oculto golpeou o núcleo financeiro das facções. A Lei Antifacção e a PEC da Segurança Pública ampliam o arsenal jurídico e reforçam a arquitetura institucional do Estado. Com base em tratados vigentes, já é possível bloquear ativos, impor restrições migratórias e perseguir penalmente integrantes de organizações criminosas, isso sem transformar traficantes em terroristas e com respeito à nossa soberania.

O Brasil propõe aos Estados Unidos a renovação formal dos entendimentos de cooperação bilateral em segurança pública, em bases equivalentes entre dois países e atuação coordenada com parceiros da região. É uma proposta concreta e à altura da gravidade do problema. Seguir a trilha financeira até os escalões mais altos das redes criminosas pede inteligência e coordenação entre Poderes e instituições. O Ministério da Justiça, por meio do ministro Wellington César, trabalha para que o enfretamento seja feito do jeito certo, com as instituições e ferramentas certas. Forjar uma gramática que não resolve o problema é o primeiro passo para a derrota. 

(Texto de CHICO LUCAS. Publicado em “O Globo”. Disponível em https://oglobo.globo.com/opiniao/artigos/coluna/2026/04/governo-dos-eua-propoe-nomeerrado-para-inimigo.ghtml). 
A metáfora “aplicar a ferramenta errada no parafuso errado” sugere, no contexto do texto, que: 
Alternativas
Q4025830 Português
A questão a seguir refere-se ao texto abaixo:

O nome errado para o inimigo

Quando um governo estrangeiro propõe enquadrar organizações criminosas brasileiras na categoria do terrorismo, a primeira reação de parte da opinião pública é do entusiasmo. Pensam que, se o problema é grave, que venha a solução mais poderosa. É fato que o PCC e o Comando Vermelho são organizações violentas, tentaculares, que corrompem instituições, controlam territórios e exportam drogas para três continentes. Ninguém que lide com a realidade da segurança pública brasileira subestima o que essas facções representam.

Mas é justamente por lidar com essa realidade que afirmo: a designação do PCC e do CV como organizações terroristas pelos Estados Unidos não contribuiria em nada para o combate efetivo. Ao contrário, criaria obstáculos sérios para a cooperação, a soberania e a proteção de brasileiros inocentes.

Terrorismo, como categoria jurídica, foi construído para enfrentar organizações movidas por motivações ideológicas, políticas ou religiosas. O PCC não quer derrubar o Estado, quer lucrar com tráfico, contrabando e extorsão. Tratar essas facções com ferramentas desenhadas para o terrorismo não significa endurecer o combate, e sim aplicar a ferramenta errada no parafuso errado. E quem já tentou sabe que isso não afrouxa, ao contrário, arrebenta. 

A designação terrorista, no marco legal norte-americano, amplia o alcance extraterritorial das medidas que Washington pode adotar de forma unilateral, não apenas contra integrantes das facções, mas contra qualquer pessoa ou empresa que as autoridades considerem ter prestado apoio, com escassas possibilidades de recurso. Num país em que o PCC se infiltrou em setores da economia formal em múltiplos estados, esse efeito cascata pode atingir empresários e trabalhadores que jamais cruzaram qualquer linha criminal. São implicações financeiras, migratórias e penais que, no limite, abrem caminho para o uso de força militar em território soberano.

Além disso, precisamos deixar claro para a população como funciona a cooperação que já existe. O intercâmbio de inteligência entre as instituições brasileiras, o FBI (polícia federal americana) e a DEA (agência antidrogas) é hoje fluído e de alto nível. Com a reclassificação, essas informações podem tornar-se inacessíveis aos investigadores que, ao longo de décadas, construíram o conhecimento mais aprofundado sobre essas organizações. Perderíamos a substância de anos de trabalho conjunto.

O Brasil não precisa dessa classificação para agir com dureza. Em 2025, bloqueamos mais de R$ 9,5 bilhões do crime organizado. A operação Carbono Oculto golpeou o núcleo financeiro das facções. A Lei Antifacção e a PEC da Segurança Pública ampliam o arsenal jurídico e reforçam a arquitetura institucional do Estado. Com base em tratados vigentes, já é possível bloquear ativos, impor restrições migratórias e perseguir penalmente integrantes de organizações criminosas, isso sem transformar traficantes em terroristas e com respeito à nossa soberania.

O Brasil propõe aos Estados Unidos a renovação formal dos entendimentos de cooperação bilateral em segurança pública, em bases equivalentes entre dois países e atuação coordenada com parceiros da região. É uma proposta concreta e à altura da gravidade do problema. Seguir a trilha financeira até os escalões mais altos das redes criminosas pede inteligência e coordenação entre Poderes e instituições. O Ministério da Justiça, por meio do ministro Wellington César, trabalha para que o enfretamento seja feito do jeito certo, com as instituições e ferramentas certas. Forjar uma gramática que não resolve o problema é o primeiro passo para a derrota. 

(Texto de CHICO LUCAS. Publicado em “O Globo”. Disponível em https://oglobo.globo.com/opiniao/artigos/coluna/2026/04/governo-dos-eua-propoe-nomeerrado-para-inimigo.ghtml). 
Assinale a alternativa que melhor expressa a tese central defendida no texto:  
Alternativas
Q4025762 Português

Leia o texto a seguir para responder à questão.


Memórias do galo


        Tive inúmeros bichos de estimação na minha infância. Desde cachorros, gatos, coelhos, micos, galos... Minha mãe chegou a acreditar que seria veterinário. Entretanto, o que espantava não era a diversidade de animais, mas as qualidades que alguns possuíam. 


        Aos oito anos tive um cachorrinho chamado Sheique que caía em prantos quando eu me fingia de morto. Eu ficava imóvel estirado no chão, ele não parava de choramingar e lamber o meu rosto enquanto eu não me levantava. Difícil de acreditar? Pois eu juro!


        Tive uma cadela chamada Samantha que era centroavante do meu time de futebol. É claro que ela não conhecia as regras do jogo. Mas corria feito doida atrás da bola, tentando abocanhá-la. Como a bola era maior que sua boca, de focinhada em focinhada ela driblava os adversários e marcava vários gols – alguns contra. Samantha não tinha muito espírito esportivo. Quando finalmente abocanhava a bola, era o fim da brincadeira. Depois de furar umas cinco bolas, ela foi expulsa do time.


        No entanto, entre todos os meus animais de estimação, o mais terrível e temido foi um galo. Zetti era um galisé, uma espécie de galo pequeno, pouco maior que uma pomba. Entretanto, sua aparência inofensiva era apenas uma cilada. As pessoas se aproximavam e diziam: “Olha que galinho bonitinho!”. Ele eriçava as plumas do pescoço e esporava as canelas e calcanhares de suas vítimas. Em pouco tempo se tornou o terror da vizinhança.


        Havia uns moleques valentes, que munidos de paus e pedras desafiavam o galo, mas ele botava todos para correr. As visitas ignoravam o cachorro, que não era manso, e pediam para prender o galo, o que era muito difícil. Logo a rua da minha casa ficou deserta, e as visitas escassas.


        Como se fosse pouco, o galo deu uma surra no cachorro, para provar quem era o rei do quintal. Começou a atacar os de sua própria casa, o que nos obrigava a usar calças grossas para não ter os tornozelos esfolados. Um dia, o galo invencível foi vencido pela velhice e bateu as esporas. Entre todas as crianças do bairro fui a única a ficar infeliz.


CHAGAS, Ricardo. Memórias do galo. Folha de Londrina. Disponível em <https://www.folhadelondrina.com.br/folha-2/cronica--- memorias-do-galo-695269.html>. . 

O ponto de vista da apresentação do texto “Memórias do galo” se dá a partir do(s):
Alternativas
Q4025761 Português

Leia o texto a seguir para responder à questão.


Memórias do galo


        Tive inúmeros bichos de estimação na minha infância. Desde cachorros, gatos, coelhos, micos, galos... Minha mãe chegou a acreditar que seria veterinário. Entretanto, o que espantava não era a diversidade de animais, mas as qualidades que alguns possuíam. 


        Aos oito anos tive um cachorrinho chamado Sheique que caía em prantos quando eu me fingia de morto. Eu ficava imóvel estirado no chão, ele não parava de choramingar e lamber o meu rosto enquanto eu não me levantava. Difícil de acreditar? Pois eu juro!


        Tive uma cadela chamada Samantha que era centroavante do meu time de futebol. É claro que ela não conhecia as regras do jogo. Mas corria feito doida atrás da bola, tentando abocanhá-la. Como a bola era maior que sua boca, de focinhada em focinhada ela driblava os adversários e marcava vários gols – alguns contra. Samantha não tinha muito espírito esportivo. Quando finalmente abocanhava a bola, era o fim da brincadeira. Depois de furar umas cinco bolas, ela foi expulsa do time.


        No entanto, entre todos os meus animais de estimação, o mais terrível e temido foi um galo. Zetti era um galisé, uma espécie de galo pequeno, pouco maior que uma pomba. Entretanto, sua aparência inofensiva era apenas uma cilada. As pessoas se aproximavam e diziam: “Olha que galinho bonitinho!”. Ele eriçava as plumas do pescoço e esporava as canelas e calcanhares de suas vítimas. Em pouco tempo se tornou o terror da vizinhança.


        Havia uns moleques valentes, que munidos de paus e pedras desafiavam o galo, mas ele botava todos para correr. As visitas ignoravam o cachorro, que não era manso, e pediam para prender o galo, o que era muito difícil. Logo a rua da minha casa ficou deserta, e as visitas escassas.


        Como se fosse pouco, o galo deu uma surra no cachorro, para provar quem era o rei do quintal. Começou a atacar os de sua própria casa, o que nos obrigava a usar calças grossas para não ter os tornozelos esfolados. Um dia, o galo invencível foi vencido pela velhice e bateu as esporas. Entre todas as crianças do bairro fui a única a ficar infeliz.


CHAGAS, Ricardo. Memórias do galo. Folha de Londrina. Disponível em <https://www.folhadelondrina.com.br/folha-2/cronica--- memorias-do-galo-695269.html>. . 

“Um dia, o galo invencível foi vencido pela velhice e bateu as esporas.”
A expressão destacada no trecho acima é sinônima de:
Alternativas
Q4025760 Português

Leia o texto a seguir para responder à questão.


Memórias do galo


        Tive inúmeros bichos de estimação na minha infância. Desde cachorros, gatos, coelhos, micos, galos... Minha mãe chegou a acreditar que seria veterinário. Entretanto, o que espantava não era a diversidade de animais, mas as qualidades que alguns possuíam. 


        Aos oito anos tive um cachorrinho chamado Sheique que caía em prantos quando eu me fingia de morto. Eu ficava imóvel estirado no chão, ele não parava de choramingar e lamber o meu rosto enquanto eu não me levantava. Difícil de acreditar? Pois eu juro!


        Tive uma cadela chamada Samantha que era centroavante do meu time de futebol. É claro que ela não conhecia as regras do jogo. Mas corria feito doida atrás da bola, tentando abocanhá-la. Como a bola era maior que sua boca, de focinhada em focinhada ela driblava os adversários e marcava vários gols – alguns contra. Samantha não tinha muito espírito esportivo. Quando finalmente abocanhava a bola, era o fim da brincadeira. Depois de furar umas cinco bolas, ela foi expulsa do time.


        No entanto, entre todos os meus animais de estimação, o mais terrível e temido foi um galo. Zetti era um galisé, uma espécie de galo pequeno, pouco maior que uma pomba. Entretanto, sua aparência inofensiva era apenas uma cilada. As pessoas se aproximavam e diziam: “Olha que galinho bonitinho!”. Ele eriçava as plumas do pescoço e esporava as canelas e calcanhares de suas vítimas. Em pouco tempo se tornou o terror da vizinhança.


        Havia uns moleques valentes, que munidos de paus e pedras desafiavam o galo, mas ele botava todos para correr. As visitas ignoravam o cachorro, que não era manso, e pediam para prender o galo, o que era muito difícil. Logo a rua da minha casa ficou deserta, e as visitas escassas.


        Como se fosse pouco, o galo deu uma surra no cachorro, para provar quem era o rei do quintal. Começou a atacar os de sua própria casa, o que nos obrigava a usar calças grossas para não ter os tornozelos esfolados. Um dia, o galo invencível foi vencido pela velhice e bateu as esporas. Entre todas as crianças do bairro fui a única a ficar infeliz.


CHAGAS, Ricardo. Memórias do galo. Folha de Londrina. Disponível em <https://www.folhadelondrina.com.br/folha-2/cronica--- memorias-do-galo-695269.html>. . 

O texto “Memórias do galo” é predominantemente:
Alternativas
Q4025573 Português

Com base exclusivamente no texto da Base Nacional Comum Curricular - BNCC (Ciências Humanas − Geografia), analise as proposições:



I. A competência 2 destaca conexões entre temas e reconhece a importância dos objetos técnicos para compreender usos dos recursos naturais ao longo da história.


II. A competência 3 explicita o raciocínio geográfico e seus princípios: analogia, conexão, diferenciação, distribuição, extensão, localização e ordem.


III. A competência 4 restringe-se à leitura de mapas impressos, excluindo geotecnologias e resolução de problemas com informações geográficas.


IV. A competência 7 envolve agir pessoal e coletivamente e propor ações sobre questões socioambientais com base em princípios éticos, democráticos, sustentáveis e solidários.



Assinale a alternativa que apresenta apenas as proposições CORRETAS: 

Alternativas
Q4025529 Português
Observe os tópicos a seguir:
- Extravasa as emoções íntimas pela expressão verbal rítmica e melodiosa.
- Valor de expressar e despertar emoções.
- Subjetividade.
- Primeira pessoa / presente.
Indique o gênero literário que compreende as características descritas acima:
Alternativas
Q4025528 Português
Em conformidade com a Base Nacional Comum Curricular (BNCC), sobre as competências específicas de Língua Portuguesa para o Ensino Fundamental, marque C para as competências Certas, E para as Erradas e, após, assinale a alternativa que apresenta a sequência correta.

( ) Analisar informações, argumentos e opiniões, manifestados em interações sociais e nos meios de comunicação, posicionando-se ética e criticamente, em relação a conteúdos discriminatórios que ferem direitos humanos e ambientais.

( ) Mobilizar práticas da cultura digital, diferentes linguagens, mídias e ferramentas digitais para expandir as formas de produzir sentidos.

( ) Compreender a língua como fenômeno cultural , histórico, social, invariável, homogêneo e sensível aos contextos de uso, reconhecendo-a como meio de construção de identidades de seus usuários e da comunidade a que pertencem. 

Alternativas
Q4025526 Português
Sobre leitura e literatura:

I. Em uma primeira aproximação, a leitura implica uma operação sobre o código escrito.

II. O significado da palavra leitura é deslizante, uma vez que não remete a um conceito, mas a um conjunto de práticas sociais sobre o ato de ler, que passa preferencialmente pela escola.

III. A literatura pode ser considerada como um patrimônio que conserva as regras linguísticas, éticas, ideológicas e sociais, revestindo-se de uma “aura” que a destinava aos grupos dominantes.

Assinale a alternativa correta: 
Alternativas
Q4025354 Português
Assinale a alternativa correta quanto à figura de linguagem. 
Alternativas
Q4025346 Português
O PROBLEMA ECOLÓGICO

Se uma nave extraterreste invadisse o espaço aéreo da Terra, com certeza seus tripulantes diriam que neste planeta não habita uma civilização inteligente, tamanho é o grau de destruição dos recursos naturais. Essas são palavras de um renomado cientista americano. Apesar dos avanços obtidos, a humanidade ainda não compreendeu os valores fundamentais da existência. O que chamamos orgulhosamente de civilização, nada mais é do que uma agressão às coisas naturais. A grosso modo, a tal civilização significa a devastação das florestas, a poluição dos rios, o envenenamento das terras e a deterioração da qualidade do ar. O que chamamos de progresso não passa de uma degradação deliberada e sistemática que o homem vem promovendo há muito tempo, uma autêntica guerra contra a natureza.  

Para o autor do texto, a humanidade ainda não conseguiu descobrir:

 

Alternativas
Q4025345 Português
O PROBLEMA ECOLÓGICO

Se uma nave extraterreste invadisse o espaço aéreo da Terra, com certeza seus tripulantes diriam que neste planeta não habita uma civilização inteligente, tamanho é o grau de destruição dos recursos naturais. Essas são palavras de um renomado cientista americano. Apesar dos avanços obtidos, a humanidade ainda não compreendeu os valores fundamentais da existência. O que chamamos orgulhosamente de civilização, nada mais é do que uma agressão às coisas naturais. A grosso modo, a tal civilização significa a devastação das florestas, a poluição dos rios, o envenenamento das terras e a deterioração da qualidade do ar. O que chamamos de progresso não passa de uma degradação deliberada e sistemática que o homem vem promovendo há muito tempo, uma autêntica guerra contra a natureza.  

O texto traz como principal crítica:


Alternativas
Q4025100 Português
“A literatura tem que ter um tempo, mas também tem que ter uma saída, se colocar no domínio do sonho, da utopia.” (Mia Couto)
Os sentidos expressos em cada uma das palavras destacadas no pensamento acima, nessa mesma ordem, são:
Alternativas
Q4025099 Português
Assinale a alternativa cuja frase apresenta a figura de linguagem conhecida por metonímia.
Alternativas
Q4025096 Português
Tempestade de noite


       É impressionante. É deslumbrante. Chega a dar medo. Mas pouca coisa no mundo é mais bonita do que uma tempestade de noite. O céu carregado e coberto de nuvens mais escuras que o escuro da noite de repente iluminado por um primeiro raio, que estoura num trovão distante, seguido de outro que corta outro pedaço do céu e explode mais próximo, como se uma salva da artilharia dos anjos saudasse Deus passando por trás das nuvens, numa inspeção de rotina pelos jardins do céu.

       E a trovoada segue firme, enquanto o vento começa a aumentar de força balançando cada vez com mais violência os galhos das árvores.

        Instala-se um duelo dramático. De um lado os trovões dando cobertura para os raios que cortam o céu. De outro o vento querendo superar os trovões, ajudado pelas árvores sem outra chance, emprestando seus galhos para caixa de ressonância da tempestade alucinada, assobiando entre as folhas os cantos de guerra de uma raça esquecida no passado distante, ressuscitada pelas forças da natureza medindo força na noite cada vez mais escura.

       De repente cai uma gota. E outra, e outra. Uma mais pesada do que a outra, a seguinte maior que a anterior até que a chuva desaba, densa, oblíqua, arrastada pelo vento, inconformado com soma entre os raios, os trovões e a água que cai feito uma cachoeira das nuvens cada vez mais baixas e mais claras, iluminadas por rápidas sequências de raios, explodindo em trovões cada vez mais perto.

      A tempestade se acerta. Todas a forças se compõem. Deixam de lado os ciúmes e as vaidades menores, para encherem a noite com a força incontrolável de todos os elementos somando forças para arrasarem a terra no reinado da lua, desmantelado pela explosão da natureza.


MENDONÇA, Antonio Penteado. Tempestade de noite. Crônicas da cidade. Disponível em<https://cronicasdacidade.com.br/cronicas/2020/12/20/te
mpestade-de-noite/>.  

“(...) a chuva desaba, densa, oblíqua, arrastada pelo vento”


A palavra destacada no trecho acima é sinônima de: 

Alternativas
Q4025095 Português
Tempestade de noite


       É impressionante. É deslumbrante. Chega a dar medo. Mas pouca coisa no mundo é mais bonita do que uma tempestade de noite. O céu carregado e coberto de nuvens mais escuras que o escuro da noite de repente iluminado por um primeiro raio, que estoura num trovão distante, seguido de outro que corta outro pedaço do céu e explode mais próximo, como se uma salva da artilharia dos anjos saudasse Deus passando por trás das nuvens, numa inspeção de rotina pelos jardins do céu.

       E a trovoada segue firme, enquanto o vento começa a aumentar de força balançando cada vez com mais violência os galhos das árvores.

        Instala-se um duelo dramático. De um lado os trovões dando cobertura para os raios que cortam o céu. De outro o vento querendo superar os trovões, ajudado pelas árvores sem outra chance, emprestando seus galhos para caixa de ressonância da tempestade alucinada, assobiando entre as folhas os cantos de guerra de uma raça esquecida no passado distante, ressuscitada pelas forças da natureza medindo força na noite cada vez mais escura.

       De repente cai uma gota. E outra, e outra. Uma mais pesada do que a outra, a seguinte maior que a anterior até que a chuva desaba, densa, oblíqua, arrastada pelo vento, inconformado com soma entre os raios, os trovões e a água que cai feito uma cachoeira das nuvens cada vez mais baixas e mais claras, iluminadas por rápidas sequências de raios, explodindo em trovões cada vez mais perto.

      A tempestade se acerta. Todas a forças se compõem. Deixam de lado os ciúmes e as vaidades menores, para encherem a noite com a força incontrolável de todos os elementos somando forças para arrasarem a terra no reinado da lua, desmantelado pela explosão da natureza.


MENDONÇA, Antonio Penteado. Tempestade de noite. Crônicas da cidade. Disponível em<https://cronicasdacidade.com.br/cronicas/2020/12/20/te
mpestade-de-noite/>.  

“É impressionante. É deslumbrante. Chega a dar medo.”

O trecho acima, da introdução do texto “Tempestade de noite”, é essencialmente do tipo:

Alternativas
Q4024989 Português
O surgimento de espaços de preservação histórica em municípios brasileiros muitas vezes está relacionado à iniciativa de educadores e da própria comunidade. Em Guaraciaba, no oeste de Santa Catarina, a criação de um museu teve início a partir de práticas escolares que incentivavam a observação e a coleta de objetos do cotidiano e da natureza. Esse processo contribuiu para a formação de um importante acervo histórico local. Considerando esse contexto, qual foi a origem do acervo do museu de Guaraciaba?
Alternativas
Respostas
3921: A
3922: C
3923: B
3924: D
3925: D
3926: E
3927: A
3928: D
3929: A
3930: A
3931: D
3932: D
3933: B
3934: C
3935: B
3936: C
3937: B
3938: D
3939: D
3940: C