Questões de Concurso
Sobre interpretação de textos em português
Foram encontradas 140.583 questões

( ) O Dia de Finados foi instituído recentemente no Brasil e, depois, difundido para outros países.
( ) O Dia de Finados é celebrado de maneira similar em todo o mundo, independentemente da cultura local.
( ) Em diferentes países, o Dia de Finados é celebrado com tradições próprias, que refletem a cultura e os costumes locais.
A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:



“A Feira também vai representar o recomeço do próprio Centro Histórico de Porto Alegre, que ainda está meio vazio depois da enchente, ainda não voltou a todo vapor”.
I. O vocábulo “meio” poderia ser substituído por “metade” sem prejuízo ao sentido do texto.
II. A palavra “recomeço” apresenta prefixo em sua formação.
III. A expressão “a todo vapor” poderia ser substituída por “com toda energia” sem prejuízo ao sentido do texto.
Quais estão corretas?

( ) A Feira do Livro de Porto Alegre é considerada a feira literária mais antiga do Brasil realizada de forma ininterrupta.
( ) A edição de 2024 da Feira será realizada pela primeira vez de forma totalmente virtual devido aos impactos da enchente.
( ) A Feira já teve mais de 100 bancas, mas atualmente conta com apenas 72.
( ) A edição de 2024 contará com autores renomados e novos escritores, sendo um espaço de destaque para ambos.
A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:

O texto seguinte servirá de base para responder a questão.
O cotidiano da grosseria urbana
Perto de minha casa, há uma área reservada para veículos de idosos, com espaço para três carros. A medida é útil, sobretudo pela proximidade de um supermercado. Contudo, o desrespeito por regras básicas é comum. Alguns idosos (e outros nem tanto) utilizam a área, descarregam suas compras e abandonam os carrinhos na calçada, ignorando o simples ato de devolvê-los à loja, a poucos metros de distância.
Certa manhã, vi uma senhora estacionar seu SUV nessa área. Apesar do direito ao espaço, ela ocupou mais de uma vaga, restringindo o uso a outros veículos. Ao sugerir educadamente que reposicionasse o carro, fui surpreendido por uma resposta arrogante e uma atitude hostil. Sua reação pareceu fruto de alguma frustração pessoal, mas não deixou de refletir a crescente grosseria no convívio urbano.
Casos como esse se repetem. Outro exemplo ocorreu com uma motorista em um SUV que, parada em local proibido e atrapalhando o trânsito, ignorou os pedidos para liberar a passagem e respondeu com desdém: "Vá cuidar da sua vida!".
Supermercados, aliás, são um palco constante de falta de educação. Pessoas ignoram filas, empurram carrinhos nos calcanhares alheios e sequer pedem licença para pegar algo na prateleira. Em uma ocasião, crianças corriam pelos corredores soprando cornetas, enquanto o pai, alheio ao caos, analisava vinhos importados.
Esses episódios mostram como o egoísmo e a falta de empatia se manifestam em situações cotidianas. As grosserias urbanas, cada vez mais frequentes, evidenciam uma necessidade urgente de reflexão sobre respeito e convivência. Autor:
Fernando Fabbrini - Texto adaptado.
https://www.otempo.com.br/opiniao/fernando-fabbrini/2024/10/17/gross erias
O texto seguinte servirá de base para responder a questão.
Só matando
As trapalhadas ambientais do bicho-homem
Ao observar os tentilhões de Galápagos, Darwin admirou as adaptações naturais das aves e revolucionou a ciência. Contudo, se visse as ações humanas atuais, talvez criasse a teoria da "Involução". Em nome do lucro, o homem interfere na natureza, causando danos irreversíveis.
Um exemplo é a tilápia. Apesar de ser um peixe de água doce, ela já aparece no mar brasileiro, de Santa Catarina ao Maranhão, desestabilizando o ecossistema marinho. Escapando de criatórios, usa rios como rota de transição e invade novos ambientes. Outro problema nos mares é o peixe-leão, uma espécie asiática que chegou aqui possivelmente pela água de lastro de navios ou por aquários irresponsáveis. Tóxico e voraz, já devasta espécies nativas e ameaça banhistas.
Na Colômbia, os hipopótamos trazidos por Pablo Escobar, após sua morte, se multiplicaram e viraram um pesadelo. O governo agora planeja abater centenas deles. No Brasil, criadores trouxeram caramujos africanos nos anos 1980, mas o plano gastronômico fracassou. Abandonados, esses moluscos se reproduziram e viraram pragas, transmitindo doenças graves.
Outro caso é o javaporco, híbrido de porco doméstico e javali, que devasta plantações no Sul e Centro-Oeste. Esses animais agressivos e transmissores de doenças cresceram 500% em número desde 1989. A única solução eficaz seria o controle por caça, mas restrições impostas pelo governo dificultam a situação, deixando produtores desamparados.
Em meio a tudo isso, surge a ironia: será que veremos ONGs ou comissões absurdas apoiando essas espécies invasoras, enquanto os verdadeiros problemas continuam negligenciados?
Fernando Fabbrini - Texto Adaptado
https://www.otempo.com.br/opiniao/fernando-fabbrini/so-matando-1.327 1025
Leia o trecho do texto abaixo para responder à questão.
"Na Colômbia, os hipopótamos trazidos por Pablo Escobar, após sua morte, se multiplicaram e viraram um pesadelo. O governo agora planeja abater centenas deles."
De acordo com o texto, a expressão "viraram um pesadelo" sugere que:
As alternativas a seguir apresentam características marcantes relacionadas ao texto literário, EXCETO na:
O vocábulo que pode substituir o destacado no trecho com valor semelhante está na alternativa:
"olá, como vai?" ou "tudo bem?" - "vamos indo" ou "caminhando, dentro do possível".
De acordo com as ideias que podem estar implícitas ou explícitas no texto, releia atentamente todo o conteúdo e, considerando as frases apresentadas, analise a afirmativa INCORRETA:
As alternativas a seguir apresentam características marcantes relacionadas ao texto literário, EXCETO na:
O texto seguinte servirá de base para responder a questão.
Lamento crônico: o custo emocional e físico de reclamar de tudo o tempo todo
Imaginemos uma situação muito comum. Duas pessoas caminham apressadamente e se encontram na rua.
Eles podem ser amigos, colegas de trabalho ou conhecidos. Um deles cumprimenta o outro, dizendo "olá, como vai?" ou "tudo bem?”.
Automaticamente, o outro responde "vamos indo” ou "caminhando, dentro do possível”. E cada um segue o seu caminho.
O tom de queixa parece algo típico de um encontro como esse.
Em pleno século 21, as sociedades desenvolvidas aceitam este tipo de atitude como uma forma rotineira de interação social.
De fato, é muito frequente ouvir reclamações sobre o trânsito, o clima, o trabalho ou as dificuldades econômicas. Para muitos, é algo inofensivo e até terapêutico, já que serve de alivio emocional.
Mas já foi demonstrado que o lamento crônico traz impactos significativos para a saúde mental, emocional e até física — tanto de quem reclama quanto de quem ouve as queixas.
Fenômeno cotidiano
Abordaremos aqui a expressão recorrente de insatisfação, frustração ou mal-estar, causada por situações percebidas como negativas. Este é um fenômeno quase universal, que pode ser extrapolado para contextos familiares, sociais e profissionais.
Longe de uma visão cataclísmica, reclamar ocasionalmente é um aspecto normal da experiência humana. O desgaste emocional e fisiológico ocorre quando este estado de espírito negativo invade nossa rotina diária.
Mas por que reclamamos tanto?
Especialistas acreditam que as queixas agem como mecanismo de enfrentamento. Através delas, liberamos tensões ou buscamos aprovação.
Concretamente, já se observou que nós reclamamos para buscar a aceitação da nossa opinião ou percepção, como se fosse um loop.
Até aqui, a reclamação funciona como uma estratégia de apresentação perante o nosso grupo social. Ela é uma função adaptativa do ser humano.
O problema surge quando ela passa a ser crônica, estendendo-se a inúmeros contextos. É uma situação que se agrava com o uso e abuso das redes sociais.
Nelas, pessoas influentes entre os mais jovens costumam dedicar grande parte do seu conteúdo a atacar isso e aquilo, como estratégia de captação de seguidores ou para criar debates e intercâmbio de comentários.
Diversas pesquisas confirmaram que o cérebro humano foi desenhado para identificar ameaças e problemas, o que explica por que é tão fácil se fixar no negativo e porque algumas pessoas se queixam mais do que outras.
Trata-se de um mecanismo evolutivo de função protetora: o cérebro tende a se fixar no negativo porque isso permitia que se enfrentasse um perigo real e aumentava as chances de sobrevivência.
Mas esse efeito, chamado de viés de negatividade, pode ser contraproducente no entorno moderna.
Manter o foco no negativo de maneira continua pode alterar a forma como as pessoas veem o mundo e interagem com outras.
Alguns estudos destacam que o ato de se lamentar pode causar mudanças estruturais no cérebro que, por sua vez, dificultam a resolução de problemas e afetam as funções cognitivas.
Isso significa que as pessoas queixosas podem sofrer redução de funções como a resolução de problemas, a tomada de decisões ou o planejamento — o que gera ainda mais frustrações e, consequentemente, mais queixas.
Também se observou que a reclamação cotidiana esta correlacionada com a sintomatologia ansiosa depressiva. Concretamente, ela traz pensamentos intrusivos, ruminações, baixa autoestima, cansaço e fadiga mental.
Por isso, os indivíduos que não param de se lamentar por tudo costumam ser mais pessimistas e menos resilientes frente às adversidades.
(https://www.bbc.com/portuguese/articles/clyjpen5gdko)
I. No trecho: Imaginemos uma situação muito comum. Duas pessoas caminham apressadamente e se encontram na rua. Eles podem ser amigos, colegas de trabalho ou conhecidos.
O elemento coesivo referencial 'Eles' não estabeleceu uma relação adequada com o elemento referenciado.
II. No trecho: Nelas, pessoas influentes entre os mais jovens costumam dedicar grande parte do seu conteúdo a atacar isso e aquilo, como estratégia de captação de seguidores ou para criar debates de intercâmbio de comentários.
As expressões destacadas são mecanismos de coesão referencial utilizados para substituir os vocábulos 'estratégia' e 'debates', respectivamente.
III. No trecho: Por isso, os indivíduos que não param de se lamentar por tudo costumam ser mais pessimistas e menos resilientes frente às adversidades.
O termo 'Por isso' é um elemento de coesão causal que pode ser substituído por 'contudo' sem perder o sentido.
IV. No trecho: Até aqui, a reclamação funciona como uma estratégia de apresentação perante o nosso grupo social. Ela é uma função adaptativa do ser humano.
O pronome 'ela' foi empregado de forma anafórica para substituir o vocábulo 'reclamação'.
Estão corretas as afirmativas:
O texto seguinte servirá de base para responder a questão.
Lamento crônico: o custo emocional e físico de reclamar de tudo o tempo todo
Imaginemos uma situação muito comum. Duas pessoas caminham apressadamente e se encontram na rua.
Eles podem ser amigos, colegas de trabalho ou conhecidos. Um deles cumprimenta o outro, dizendo "olá, como vai?" ou "tudo bem?”.
Automaticamente, o outro responde "vamos indo” ou "caminhando, dentro do possível”. E cada um segue o seu caminho.
O tom de queixa parece algo típico de um encontro como esse.
Em pleno século 21, as sociedades desenvolvidas aceitam este tipo de atitude como uma forma rotineira de interação social.
De fato, é muito frequente ouvir reclamações sobre o trânsito, o clima, o trabalho ou as dificuldades econômicas. Para muitos, é algo inofensivo e até terapêutico, já que serve de alivio emocional.
Mas já foi demonstrado que o lamento crônico traz impactos significativos para a saúde mental, emocional e até física — tanto de quem reclama quanto de quem ouve as queixas.
Fenômeno cotidiano
Abordaremos aqui a expressão recorrente de insatisfação, frustração ou mal-estar, causada por situações percebidas como negativas. Este é um fenômeno quase universal, que pode ser extrapolado para contextos familiares, sociais e profissionais.
Longe de uma visão cataclísmica, reclamar ocasionalmente é um aspecto normal da experiência humana. O desgaste emocional e fisiológico ocorre quando este estado de espírito negativo invade nossa rotina diária.
Mas por que reclamamos tanto?
Especialistas acreditam que as queixas agem como mecanismo de enfrentamento. Através delas, liberamos tensões ou buscamos aprovação.
Concretamente, já se observou que nós reclamamos para buscar a aceitação da nossa opinião ou percepção, como se fosse um loop.
Até aqui, a reclamação funciona como uma estratégia de apresentação perante o nosso grupo social. Ela é uma função adaptativa do ser humano.
O problema surge quando ela passa a ser crônica, estendendo-se a inúmeros contextos. É uma situação que se agrava com o uso e abuso das redes sociais.
Nelas, pessoas influentes entre os mais jovens costumam dedicar grande parte do seu conteúdo a atacar isso e aquilo, como estratégia de captação de seguidores ou para criar debates e intercâmbio de comentários.
Diversas pesquisas confirmaram que o cérebro humano foi desenhado para identificar ameaças e problemas, o que explica por que é tão fácil se fixar no negativo e porque algumas pessoas se queixam mais do que outras.
Trata-se de um mecanismo evolutivo de função protetora: o cérebro tende a se fixar no negativo porque isso permitia que se enfrentasse um perigo real e aumentava as chances de sobrevivência.
Mas esse efeito, chamado de viés de negatividade, pode ser contraproducente no entorno moderna.
Manter o foco no negativo de maneira continua pode alterar a forma como as pessoas veem o mundo e interagem com outras.
Alguns estudos destacam que o ato de se lamentar pode causar mudanças estruturais no cérebro que, por sua vez, dificultam a resolução de problemas e afetam as funções cognitivas.
Isso significa que as pessoas queixosas podem sofrer redução de funções como a resolução de problemas, a tomada de decisões ou o planejamento — o que gera ainda mais frustrações e, consequentemente, mais queixas.
Também se observou que a reclamação cotidiana esta correlacionada com a sintomatologia ansiosa depressiva. Concretamente, ela traz pensamentos intrusivos, ruminações, baixa autoestima, cansaço e fadiga mental.
Por isso, os indivíduos que não param de se lamentar por tudo costumam ser mais pessimistas e menos resilientes frente às adversidades.
(https://www.bbc.com/portuguese/articles/clyjpen5gdko)
De acordo com as ideias que podem estar implícitas ou explícitas no texto, releia atentamente todo o conteúdo e, considerando as frases apresentadas, analise a afirmativa INCORRETA: