Questões de Concurso Sobre interpretação de textos em português

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Q3120463 Português
O “JURIDIQUÊS” EM TEXTOS JURÍDICOS

        Uma linguagem evasiva, com o uso recorrente e desnecessário de adjetivos e advérbios, bem como de expressões ambíguas, termos rebuscados, excesso de latinismo, frases redundantes e parágrafos longos, conhecida como “juridiquês”, quando adotada por operadores do Direito, pode comprometer o entendimento, sobretudo do cidadão comum, e até mesmo tornarse uma barreira para o acesso à Justiça. Para ilustrar, vejamos a seguir alguns exemplos encontrados em textos jurídicos.

Termos e expressões rebuscados e/ou arcaicos:

“abroquelar” (fundamentar); “apelo extremo” (recurso extraordinário); “autarquia ancilar” (INSS); "cártula chéquica" (folha de cheque); “caderno indiciário” (inquérito policial); “com espeque / fincas / supedâneo no artigo” (com base no artigo); “consorte supérstite” (viúvo/a); “consorte virago” (esposa); “despiciendo” (desprezível); "ergástulo público" (cadeia); “exordial increpatória” (denúncia – peça inicial do processo criminal); “fulcro” (fundamento); “indigitado” (réu); “vistor” (perito). [...]

Fragmento de petição encaminhada ao Superior Tribunal Militar:

        "O alcândor Conselho Especial de Justiça, na sua apostura irrepreensível, foi correto e acendrado no seu decisório. É certo que o Ministério Público tem o seu lambel largo no exercício do poder de denunciar. Mas nenhum lambel o levaria a pouso cinéreo se houvesse acolitado o pronunciamento absolutório dos nobres alvarizes"

        Quantos termos raros! Sem dúvida, com o intuito de mostrar erudição, o autor construiu um texto hermético, dificultando a compreensão. Traduzindo de modo mais “palatável”, diríamos:

         “O distinto Conselho Especial de Justiça, em sua atitude irrepreensível, foi correto e objetivo em sua decisão. É certo que o Ministério Público tem ampla competência (atribuição) no exercício do poder de denunciar. Mas nenhuma competência poderia levar a uma atitude incerta como a de aceitar o pronunciamento de absolvição dos nobres magistrados.”

         Por fim, transcrevemos abaixo um parágrafo em “juridiquês”, na versão original, e o mesmo parágrafo, simplificado pela professora Hélide Santos Campos, da UNIP, extraídos do site do Conjur.

Texto em “juridiquês”

“V. Ex.a , data maxima venia, não adentrou às entranhas meritórias doutrinárias e jurisprudenciais acopladas na inicial, que caracterizam, hialinamente, o dano sofrido.”

Texto simplificado

“V. Ex.a não observou devidamente a doutrina e a jurisprudência citadas na inicial, que caracterizam, claramente, o dano sofrido.”

         Sabemos que a maioria dos operadores do Direito tem uma noção precisa sobre o quão importante é se expressar de maneira clara, evitando o uso de jargões que podem suscitar dúvidas e afastar, em vez de acolher, aquele que é a razão de seu próprio trabalho: o jurisdicionado, ou, no caso dos advogados, o cliente.

         Ainda assim, recorremos a exemplos extremos como esses para propiciar uma reflexão sobre a real necessidade de estarmos atentos ao uso de um vocabulário claro, mesmo quando se deve fazer uso de termos mais técnicos.

         O importante é sempre partirmos do pressuposto de que nosso interlocutor não possui necessariamente o mesmo nível de compreensão de um assunto nem a mesma intimidade com uma modalidade de texto que nos parece tão cotidiana ou trivial.

         Na próxima publicação, vamos tratar de outro “vício” comum no “juridiquês”, o uso excessivo de expressões latinas.


Fonte: https://www.trf3.jus.br/emag/emagconecta/conexaoemag-lingua-portuguesa/ o-juridiques-em-textos-juridicos. Acesso em 11/11/2024. Excertos. Texto adaptado
No texto, foi empregado o termo “jargão”. Esse termo significa: 
Alternativas
Q3120462 Português
O “JURIDIQUÊS” EM TEXTOS JURÍDICOS

        Uma linguagem evasiva, com o uso recorrente e desnecessário de adjetivos e advérbios, bem como de expressões ambíguas, termos rebuscados, excesso de latinismo, frases redundantes e parágrafos longos, conhecida como “juridiquês”, quando adotada por operadores do Direito, pode comprometer o entendimento, sobretudo do cidadão comum, e até mesmo tornarse uma barreira para o acesso à Justiça. Para ilustrar, vejamos a seguir alguns exemplos encontrados em textos jurídicos.

Termos e expressões rebuscados e/ou arcaicos:

“abroquelar” (fundamentar); “apelo extremo” (recurso extraordinário); “autarquia ancilar” (INSS); "cártula chéquica" (folha de cheque); “caderno indiciário” (inquérito policial); “com espeque / fincas / supedâneo no artigo” (com base no artigo); “consorte supérstite” (viúvo/a); “consorte virago” (esposa); “despiciendo” (desprezível); "ergástulo público" (cadeia); “exordial increpatória” (denúncia – peça inicial do processo criminal); “fulcro” (fundamento); “indigitado” (réu); “vistor” (perito). [...]

Fragmento de petição encaminhada ao Superior Tribunal Militar:

        "O alcândor Conselho Especial de Justiça, na sua apostura irrepreensível, foi correto e acendrado no seu decisório. É certo que o Ministério Público tem o seu lambel largo no exercício do poder de denunciar. Mas nenhum lambel o levaria a pouso cinéreo se houvesse acolitado o pronunciamento absolutório dos nobres alvarizes"

        Quantos termos raros! Sem dúvida, com o intuito de mostrar erudição, o autor construiu um texto hermético, dificultando a compreensão. Traduzindo de modo mais “palatável”, diríamos:

         “O distinto Conselho Especial de Justiça, em sua atitude irrepreensível, foi correto e objetivo em sua decisão. É certo que o Ministério Público tem ampla competência (atribuição) no exercício do poder de denunciar. Mas nenhuma competência poderia levar a uma atitude incerta como a de aceitar o pronunciamento de absolvição dos nobres magistrados.”

         Por fim, transcrevemos abaixo um parágrafo em “juridiquês”, na versão original, e o mesmo parágrafo, simplificado pela professora Hélide Santos Campos, da UNIP, extraídos do site do Conjur.

Texto em “juridiquês”

“V. Ex.a , data maxima venia, não adentrou às entranhas meritórias doutrinárias e jurisprudenciais acopladas na inicial, que caracterizam, hialinamente, o dano sofrido.”

Texto simplificado

“V. Ex.a não observou devidamente a doutrina e a jurisprudência citadas na inicial, que caracterizam, claramente, o dano sofrido.”

         Sabemos que a maioria dos operadores do Direito tem uma noção precisa sobre o quão importante é se expressar de maneira clara, evitando o uso de jargões que podem suscitar dúvidas e afastar, em vez de acolher, aquele que é a razão de seu próprio trabalho: o jurisdicionado, ou, no caso dos advogados, o cliente.

         Ainda assim, recorremos a exemplos extremos como esses para propiciar uma reflexão sobre a real necessidade de estarmos atentos ao uso de um vocabulário claro, mesmo quando se deve fazer uso de termos mais técnicos.

         O importante é sempre partirmos do pressuposto de que nosso interlocutor não possui necessariamente o mesmo nível de compreensão de um assunto nem a mesma intimidade com uma modalidade de texto que nos parece tão cotidiana ou trivial.

         Na próxima publicação, vamos tratar de outro “vício” comum no “juridiquês”, o uso excessivo de expressões latinas.


Fonte: https://www.trf3.jus.br/emag/emagconecta/conexaoemag-lingua-portuguesa/ o-juridiques-em-textos-juridicos. Acesso em 11/11/2024. Excertos. Texto adaptado
Na perspectiva do autor do texto, quanto ao uso, o “jurisdiquês” é algo: 
Alternativas
Q3120379 Português
TEXTO III


Cidades pelo país amanhecem com céu
encoberto por fumaça


Queimadas e tempo seco explicam as nuvens
de poeira e fuligem que dificultam a respiração
em várias partes do país.



Cidades como Brasília (DF), Goiânia (GO), Ribeirão Preto (SP) e Uberlândia (MG) amanheceram neste domingo encobertas por fumaça. Em Goiânia, a visibilidade era tão baixa que voos foram cancelados pela manhã. Em Ribeirão Preto, que vive momento crítico por causa das queimadas, o aeroporto segue fechado desde sábado.


Na maioria dos casos, a fumaça vem de queimadas nos arredores. Há dias, um fluxo de ventos também tem transportado fuligem de incêndios florestais que acontecem em regiões mais distantes, como na Amazônia e no Pantanal. O tempo seco tem dificultado a dispersão da fumaça e aumentado o risco de queimadas em várias partes do país.


[...]


Disponível em: https://g1.globo.com/meio-ambiente/
noticia/2024/08/25/cidades-pelo-pais-amanhecem-com-ceuencoberto-por-fumaca.ghtml. Acesso em: 3 out. 2024 (adaptado).
De acordo com o texto III, analise as afirmativas a seguir.

I. Fumaça e fuligem são causadas pelas queimadas em várias partes do país.

II. O aeroporto de Brasília encontra-se fechado porque o céu está encoberto por fumaça.

III. Fuligem e nuvens de poeira estão relacionadas a queimadas e tempo seco.

IV. O tempo seco aumenta o risco de queimadas em diversas partes do país.


Estão corretas as afirmativas
Alternativas
Q3120375 Português
TEXTO II


Por que é tão difícil um furacão atingir o Brasil?


A explicação é que a formação deles depende de uma
série de fatores que só foi registrada uma vez no país



O furacão Milton, que se aproxima dos Estados Unidos, foi classificado como de categoria 5 – a mais grave. Nessa categoria, os ventos ultrapassam os 252 km/h e há um risco elevado de danos a construções e bloqueios em rodovias. A previsão é que o furacão chegue à costa oeste da Flórida, segundo o NHC (Centro Nacional de Furacões, dos Estados Unidos).


O presidente americano disse que o furacão pode ser o pior dos últimos cem anos nos Estados Unidos e pediu que moradores da Flórida que vivem na rota traçada como a mais provável da tempestade deixem suas casas imediatamente. “É uma questão de vida ou morte”, disse o presidente americano.


Mas por que, diferentemente dos EUA e de outros países periodicamente atingidos por fenômenos climáticos similares, o Brasil não precisa se preocupar tanto com isso?


Segundo meteorologistas ouvidos pela BBC News Brasil, as chances de que furacões aconteçam por aqui são mínimas – a explicação é que a formação de um fenômeno desses depende de uma série de fatores que só foi registrada uma vez no país.


“Por enquanto, é quase impossível que um furacão atinja o Brasil, a não ser que as mudanças climáticas também tenham alguma influência”, diz Michael Pantera, meteorologista do Centro de Gerenciamento de Emergência de São Paulo.


A meteorologista Bianca Lobo, da Climatempo, explicou que um dos principais “combustíveis” para a formação de um furacão são as águas quentes do mar – que precisam estar acima de 27°C. “No Brasil, nós não temos isso. As maiores temperaturas são registradas no mar do Nordeste, onde não passam de 26°C”, diz.


“A umidade e a água quente do oceano é que dão força a um furacão. Quando ele chega ao solo, perde força”, acrescenta Pantera. Outro fator necessário para a formação de um furacão é o cisalhamento ou tesoura de vento – como são chamadas as mudanças de velocidade ou direção das correntes.


Os especialistas explicam que esse fenômeno é raro nos países localizados na linha do Equador, como o Brasil. Meteorologistas afirmam que esse é um fator que também inviabiliza que uma tempestade formada no Caribe atinja o Brasil, já que ela perderia completamente a força ao se aproximar da linha do Equador.


[...]


Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/
cotidiano/2024/10/por-que-e-tao-dificil-um-furacao-atingiro-brasil.shtml. Acesso em: 9 out. 2024 (adaptado).
Em relação à tipologia, o texto II é predominantemente 
Alternativas
Q3120372 Português
TEXTO I


Azeite de oliva extravirgem, virgem ou falso? Entenda
como são os testes de autenticidade



Ministério da Agricultura passará a contar com “sommeliers” que descobrem, pelo cheiro e o gosto, se o produto é de qualidade. Eles vão ajudar na fiscalização que, em 2021, suspendeu 24 marcas.



Notas de alecrim, casca de banana e até de grama cortada: o assunto é... azeite. Produtos de alta qualidade podem levar paladares e olfatos treinados a perceberem sabores quase inimagináveis para quem está acostumado a apenas temperar uma salada.


Mais do que atestar se é bom ou ruim, esses especialistas conseguem dizer se o azeite é ou não o famoso extravirgem, classificação máxima do óleo, que, às vezes, é colocada indevidamente nos rótulos de produtos encontrados em lojas. É para coibir esse tipo de infração que o governo passará, antes da Páscoa, a contar com esses “sommeliers” de azeite na fiscalização do produto — que levou à suspensão de 24 marcas das prateleiras no ano passado.


O que é análise sensorial


Atualmente, os testes do governo para saber se um azeite é extravirgem são feitos por métodos químicos. Mas a chamada análise sensorial, difundida em todo o mundo, é ainda mais precisa. Ela permite detectar as principais qualidades do azeite de oliva, como aroma e gosto de frutado, amargo e picante, típicos da azeitona. E detecta defeitos como acidez e fermentado que, quando são leves, podem indicar que o azeite é apenas virgem, mas que, quando intensos, podem desmascarar um lampante,azeite da pior qualidade e que nem pode ser consumido.


Só pessoas treinadas em provar e cheirar azeite conseguem fazer essas classificações. “Nenhuma máquina ainda foi capaz de substituí-las”, ressalta o auditor fiscal Paulo Gustavo Celso, do Laboratório Federal de Defesa Agropecuária do Rio Grande do Sul (LFDARS). Ele faz parte do Painel de Análise Sensorial do azeite de oliva do Ministério da Agricultura, uma equipe formada por 20 pessoas que se prepara há mais de dois anos para participar das fiscalizações.


[...]


Disponível em: https://g1.globo.com/economia/agronegocios/
noticia/2022/02/23/azeite-de-oliva-extravirgem-virgemou-falso-entenda-como-sao-os-testes-de-autenticidade.
ghtml. Acesso em: 3 out. 2024 (adaptado).

Assinale a alternativa em que o verbo entre parênteses é um antônimo do verbo em destaque, considerando o contexto em que este se insere.
Alternativas
Q3120371 Português
TEXTO I


Azeite de oliva extravirgem, virgem ou falso? Entenda
como são os testes de autenticidade



Ministério da Agricultura passará a contar com “sommeliers” que descobrem, pelo cheiro e o gosto, se o produto é de qualidade. Eles vão ajudar na fiscalização que, em 2021, suspendeu 24 marcas.



Notas de alecrim, casca de banana e até de grama cortada: o assunto é... azeite. Produtos de alta qualidade podem levar paladares e olfatos treinados a perceberem sabores quase inimagináveis para quem está acostumado a apenas temperar uma salada.


Mais do que atestar se é bom ou ruim, esses especialistas conseguem dizer se o azeite é ou não o famoso extravirgem, classificação máxima do óleo, que, às vezes, é colocada indevidamente nos rótulos de produtos encontrados em lojas. É para coibir esse tipo de infração que o governo passará, antes da Páscoa, a contar com esses “sommeliers” de azeite na fiscalização do produto — que levou à suspensão de 24 marcas das prateleiras no ano passado.


O que é análise sensorial


Atualmente, os testes do governo para saber se um azeite é extravirgem são feitos por métodos químicos. Mas a chamada análise sensorial, difundida em todo o mundo, é ainda mais precisa. Ela permite detectar as principais qualidades do azeite de oliva, como aroma e gosto de frutado, amargo e picante, típicos da azeitona. E detecta defeitos como acidez e fermentado que, quando são leves, podem indicar que o azeite é apenas virgem, mas que, quando intensos, podem desmascarar um lampante,azeite da pior qualidade e que nem pode ser consumido.


Só pessoas treinadas em provar e cheirar azeite conseguem fazer essas classificações. “Nenhuma máquina ainda foi capaz de substituí-las”, ressalta o auditor fiscal Paulo Gustavo Celso, do Laboratório Federal de Defesa Agropecuária do Rio Grande do Sul (LFDARS). Ele faz parte do Painel de Análise Sensorial do azeite de oliva do Ministério da Agricultura, uma equipe formada por 20 pessoas que se prepara há mais de dois anos para participar das fiscalizações.


[...]


Disponível em: https://g1.globo.com/economia/agronegocios/
noticia/2022/02/23/azeite-de-oliva-extravirgem-virgemou-falso-entenda-como-sao-os-testes-de-autenticidade.
ghtml. Acesso em: 3 out. 2024 (adaptado).

De acordo com o texto I, analise as afirmativas a seguir.


I. Especialistas com paladares e olfatos treinados conseguem dizer se o azeite é ou não extravirgem.

II. O Ministério da Agricultura passará a contar com “sommeliers” de azeite na fiscalização do produto, antes da Páscoa.

III. Os testes do governo para saber se um azeite é extravirgem vêm sendo feitos por métodos químicos.

IV. Difundida em todo o mundo, a análise sensorial é mais precisa porque permite identificar defeitos e qualidades do azeite.

Estão corretas as afirmativas
Alternativas
Q3120334 Português
Brics: como chegar a uma nova moeda de reserva internacional?

Paulo Nogueira Batista Jr

Os BRICS vêm discutindo há algum tempo a possibilidade de construir arranjos alternativos ao dólar norte-americano e ao sistema de pagamentos ocidentais. A atual ordem – mais correto seria dizer desordem – monetária e financeira internacional, dominada pelos Estados Unidos e seus aliados, se mostra crescentemente disfuncional e insegura. O sistema foi transformado em arma geopolítica para aplicação de sanções, punições e confiscos.

Nas últimas semanas, estive em Moscou e participei de três debates sobre essa temática, em eventos precursores da cúpula dos líderes dos BRICS, que ocorrerá em Kazan, na Rússia, de 22 a 24 de outubro. Tento fazer aqui um resumo das conclusões a que cheguei.

O desafio para os BRICS é, antes de tudo, político. Os americanos sempre foram apegados ao que De Gaulle, nos anos 1960, chamava de "privilégio exorbitante" dos Estados Unidos – entendido, em resumo, como a capacidade de pagar suas contas e dívidas simplesmente emitindo moeda. Os EUA não hesitam em acionar os aliados e clientes que possuem em outros países para minar iniciativas desse tipo.

China, Rússia e Irã não são provavelmente muito vulneráveis a esse tipo de pressão. Mas o mesmo não pode ser dito de outros países dos BRICS. Até Beijing pode hesitar em comprar essa briga com Washington.

O desafio também é técnico. Construir um sistema monetário e financeiro alternativo requer trabalho árduo e especializado, bem como negociações prolongadas e difíceis. Somos capazes de realizar isso? Acredito que sim. Mas será que fizemos progresso desde que o assunto ganhou as manchetes? Algum progresso foi feito, mas menos do que se poderia esperar.

Sob a presidência russa dos BRICS, em 2024, houve tentativas parcialmente bem-sucedidas de avançar. Por exemplo, foi criado um grupo de especialistas independentes, do qual faço parte, que discutiu a reforma do sistema monetário internacional e a possibilidade de uma moeda dos BRICS. O conhecido economista americano Jeffrey Sachs é parte desse grupo. Mais importante do que isso: a Rússia preparou uma proposta detalhada para um sistema alternativo de pagamentos transfronteiriços baseado em moedas nacionais – um passo importante na direção de um novo arranjo monetário e financeiro internacional.

Até agora, no entanto, poucos avanços foram feitos no que diz respeito à questão mais fundamental, que seria criação de uma nova moeda como alternativa ao dólar. E mesmo a discussão da proposta russa de um novo sistema de pagamentos ainda é incipiente. O Brasil exercerá a próxima presidência dos BRICS em 2025 e terá a oportunidade de coordenar a discussão, aprofundar a proposta da Rússia e preparar novos passos.


Fonte: https://www.jb.com.br/brasil/opiniao/artigos/2024/10/1052542-brics-comochegar-a-uma-nova-moeda-de-reserva-internacional.html. Acesso em: 07 nov. 2024.
No trecho “Os EUA não hesitam em acionar os aliados e clientes que possuem em outros países para minar iniciativas desse tipo” (3º parágrafo), o verbo destacado poderia ser substituído, sem prejuízo de sentido, por:
Alternativas
Q3120333 Português
Brics: como chegar a uma nova moeda de reserva internacional?

Paulo Nogueira Batista Jr

Os BRICS vêm discutindo há algum tempo a possibilidade de construir arranjos alternativos ao dólar norte-americano e ao sistema de pagamentos ocidentais. A atual ordem – mais correto seria dizer desordem – monetária e financeira internacional, dominada pelos Estados Unidos e seus aliados, se mostra crescentemente disfuncional e insegura. O sistema foi transformado em arma geopolítica para aplicação de sanções, punições e confiscos.

Nas últimas semanas, estive em Moscou e participei de três debates sobre essa temática, em eventos precursores da cúpula dos líderes dos BRICS, que ocorrerá em Kazan, na Rússia, de 22 a 24 de outubro. Tento fazer aqui um resumo das conclusões a que cheguei.

O desafio para os BRICS é, antes de tudo, político. Os americanos sempre foram apegados ao que De Gaulle, nos anos 1960, chamava de "privilégio exorbitante" dos Estados Unidos – entendido, em resumo, como a capacidade de pagar suas contas e dívidas simplesmente emitindo moeda. Os EUA não hesitam em acionar os aliados e clientes que possuem em outros países para minar iniciativas desse tipo.

China, Rússia e Irã não são provavelmente muito vulneráveis a esse tipo de pressão. Mas o mesmo não pode ser dito de outros países dos BRICS. Até Beijing pode hesitar em comprar essa briga com Washington.

O desafio também é técnico. Construir um sistema monetário e financeiro alternativo requer trabalho árduo e especializado, bem como negociações prolongadas e difíceis. Somos capazes de realizar isso? Acredito que sim. Mas será que fizemos progresso desde que o assunto ganhou as manchetes? Algum progresso foi feito, mas menos do que se poderia esperar.

Sob a presidência russa dos BRICS, em 2024, houve tentativas parcialmente bem-sucedidas de avançar. Por exemplo, foi criado um grupo de especialistas independentes, do qual faço parte, que discutiu a reforma do sistema monetário internacional e a possibilidade de uma moeda dos BRICS. O conhecido economista americano Jeffrey Sachs é parte desse grupo. Mais importante do que isso: a Rússia preparou uma proposta detalhada para um sistema alternativo de pagamentos transfronteiriços baseado em moedas nacionais – um passo importante na direção de um novo arranjo monetário e financeiro internacional.

Até agora, no entanto, poucos avanços foram feitos no que diz respeito à questão mais fundamental, que seria criação de uma nova moeda como alternativa ao dólar. E mesmo a discussão da proposta russa de um novo sistema de pagamentos ainda é incipiente. O Brasil exercerá a próxima presidência dos BRICS em 2025 e terá a oportunidade de coordenar a discussão, aprofundar a proposta da Rússia e preparar novos passos.


Fonte: https://www.jb.com.br/brasil/opiniao/artigos/2024/10/1052542-brics-comochegar-a-uma-nova-moeda-de-reserva-internacional.html. Acesso em: 07 nov. 2024.
“China, Rússia e Irã não são provavelmente muito vulneráveis a esse tipo de pressão. Mas o mesmo não pode ser dito de outros países dos BRICS. Até Beijing pode hesitar em comprar essa briga com Washington” (4º parágrafo). Nesse trecho, Beijing, também chamada Pequim, está sendo tomada no lugar de China. Essa é uma figura de linguagem denominada:
Alternativas
Q3120332 Português
Brics: como chegar a uma nova moeda de reserva internacional?

Paulo Nogueira Batista Jr

Os BRICS vêm discutindo há algum tempo a possibilidade de construir arranjos alternativos ao dólar norte-americano e ao sistema de pagamentos ocidentais. A atual ordem – mais correto seria dizer desordem – monetária e financeira internacional, dominada pelos Estados Unidos e seus aliados, se mostra crescentemente disfuncional e insegura. O sistema foi transformado em arma geopolítica para aplicação de sanções, punições e confiscos.

Nas últimas semanas, estive em Moscou e participei de três debates sobre essa temática, em eventos precursores da cúpula dos líderes dos BRICS, que ocorrerá em Kazan, na Rússia, de 22 a 24 de outubro. Tento fazer aqui um resumo das conclusões a que cheguei.

O desafio para os BRICS é, antes de tudo, político. Os americanos sempre foram apegados ao que De Gaulle, nos anos 1960, chamava de "privilégio exorbitante" dos Estados Unidos – entendido, em resumo, como a capacidade de pagar suas contas e dívidas simplesmente emitindo moeda. Os EUA não hesitam em acionar os aliados e clientes que possuem em outros países para minar iniciativas desse tipo.

China, Rússia e Irã não são provavelmente muito vulneráveis a esse tipo de pressão. Mas o mesmo não pode ser dito de outros países dos BRICS. Até Beijing pode hesitar em comprar essa briga com Washington.

O desafio também é técnico. Construir um sistema monetário e financeiro alternativo requer trabalho árduo e especializado, bem como negociações prolongadas e difíceis. Somos capazes de realizar isso? Acredito que sim. Mas será que fizemos progresso desde que o assunto ganhou as manchetes? Algum progresso foi feito, mas menos do que se poderia esperar.

Sob a presidência russa dos BRICS, em 2024, houve tentativas parcialmente bem-sucedidas de avançar. Por exemplo, foi criado um grupo de especialistas independentes, do qual faço parte, que discutiu a reforma do sistema monetário internacional e a possibilidade de uma moeda dos BRICS. O conhecido economista americano Jeffrey Sachs é parte desse grupo. Mais importante do que isso: a Rússia preparou uma proposta detalhada para um sistema alternativo de pagamentos transfronteiriços baseado em moedas nacionais – um passo importante na direção de um novo arranjo monetário e financeiro internacional.

Até agora, no entanto, poucos avanços foram feitos no que diz respeito à questão mais fundamental, que seria criação de uma nova moeda como alternativa ao dólar. E mesmo a discussão da proposta russa de um novo sistema de pagamentos ainda é incipiente. O Brasil exercerá a próxima presidência dos BRICS em 2025 e terá a oportunidade de coordenar a discussão, aprofundar a proposta da Rússia e preparar novos passos.


Fonte: https://www.jb.com.br/brasil/opiniao/artigos/2024/10/1052542-brics-comochegar-a-uma-nova-moeda-de-reserva-internacional.html. Acesso em: 07 nov. 2024.
Há uma opinião no seguinte trecho do texto: 
Alternativas
Q3120331 Português
Brics: como chegar a uma nova moeda de reserva internacional?

Paulo Nogueira Batista Jr

Os BRICS vêm discutindo há algum tempo a possibilidade de construir arranjos alternativos ao dólar norte-americano e ao sistema de pagamentos ocidentais. A atual ordem – mais correto seria dizer desordem – monetária e financeira internacional, dominada pelos Estados Unidos e seus aliados, se mostra crescentemente disfuncional e insegura. O sistema foi transformado em arma geopolítica para aplicação de sanções, punições e confiscos.

Nas últimas semanas, estive em Moscou e participei de três debates sobre essa temática, em eventos precursores da cúpula dos líderes dos BRICS, que ocorrerá em Kazan, na Rússia, de 22 a 24 de outubro. Tento fazer aqui um resumo das conclusões a que cheguei.

O desafio para os BRICS é, antes de tudo, político. Os americanos sempre foram apegados ao que De Gaulle, nos anos 1960, chamava de "privilégio exorbitante" dos Estados Unidos – entendido, em resumo, como a capacidade de pagar suas contas e dívidas simplesmente emitindo moeda. Os EUA não hesitam em acionar os aliados e clientes que possuem em outros países para minar iniciativas desse tipo.

China, Rússia e Irã não são provavelmente muito vulneráveis a esse tipo de pressão. Mas o mesmo não pode ser dito de outros países dos BRICS. Até Beijing pode hesitar em comprar essa briga com Washington.

O desafio também é técnico. Construir um sistema monetário e financeiro alternativo requer trabalho árduo e especializado, bem como negociações prolongadas e difíceis. Somos capazes de realizar isso? Acredito que sim. Mas será que fizemos progresso desde que o assunto ganhou as manchetes? Algum progresso foi feito, mas menos do que se poderia esperar.

Sob a presidência russa dos BRICS, em 2024, houve tentativas parcialmente bem-sucedidas de avançar. Por exemplo, foi criado um grupo de especialistas independentes, do qual faço parte, que discutiu a reforma do sistema monetário internacional e a possibilidade de uma moeda dos BRICS. O conhecido economista americano Jeffrey Sachs é parte desse grupo. Mais importante do que isso: a Rússia preparou uma proposta detalhada para um sistema alternativo de pagamentos transfronteiriços baseado em moedas nacionais – um passo importante na direção de um novo arranjo monetário e financeiro internacional.

Até agora, no entanto, poucos avanços foram feitos no que diz respeito à questão mais fundamental, que seria criação de uma nova moeda como alternativa ao dólar. E mesmo a discussão da proposta russa de um novo sistema de pagamentos ainda é incipiente. O Brasil exercerá a próxima presidência dos BRICS em 2025 e terá a oportunidade de coordenar a discussão, aprofundar a proposta da Rússia e preparar novos passos.


Fonte: https://www.jb.com.br/brasil/opiniao/artigos/2024/10/1052542-brics-comochegar-a-uma-nova-moeda-de-reserva-internacional.html. Acesso em: 07 nov. 2024.
Segundo o texto, a criação de uma nova moeda para os Brics é:
Alternativas
Q3120317 Português
O texto seguinte servirá de base para responder a questão.


Só matando 

As trapalhadas ambientais do bicho-homem

Ao observar os tentilhões de Galápagos, Darwin admirou as adaptações naturais das aves e revolucionou a ciência. Contudo, se visse as ações humanas atuais, talvez criasse a teoria da "Involução". Em nome do lucro, o homem interfere na natureza, causando danos irreversíveis.

Um exemplo é a tilápia. Apesar de ser um peixe de água doce, ela já aparece no mar brasileiro, de Santa Catarina ao Maranhão, desestabilizando o ecossistema marinho. Escapando de criatórios, usa rios como rota de transição e invade novos ambientes. Outro problema nos mares é o peixe-leão, uma espécie asiática que chegou aqui possivelmente pela água de lastro de navios ou por aquários irresponsáveis. Tóxico e voraz, já devasta espécies nativas e ameaça banhistas.

Na Colômbia, os hipopótamos trazidos por Pablo Escobar, após sua morte, se multiplicaram e viraram um pesadelo. O governo agora planeja abater centenas deles. No Brasil, criadores trouxeram caramujos africanos nos anos 1980, mas o plano gastronômico fracassou. Abandonados, esses moluscos se reproduziram e viraram pragas, transmitindo doenças graves.

Outro caso é o javaporco, híbrido de porco doméstico e javali, que devasta plantações no Sul e Centro-Oeste. Esses animais agressivos e transmissores de doenças cresceram 500% em número desde 1989. A única solução eficaz seria o controle por caça, mas restrições impostas pelo governo dificultam a situação, deixando produtores desamparados.

Em meio a tudo isso, surge a ironia: será que veremos ONGs ou comissões absurdas apoiando essas espécies invasoras, enquanto os verdadeiros problemas continuam negligenciados?

Fernando Fabbrini - Texto Adaptado

https://www.otempo.com.br/opiniao/fernando-fabbrini/so-matando-1.327 1025
Ao observar os tentilhões de Galápagos, Darwin admirou as adaptações naturais das aves e revolucionou a ciência. Contudo, se visse as ações humanas atuais, talvez criasse a teoria da "Involução". Em nome do lucro, o homem interfere na natureza, causando danos irreversíveis.
Com base no texto, qual das alternativas apresenta uma ideia defendida pelo autor?
Alternativas
Q3120271 Português
TEXTO II


História da Natação



Apesar de não ser um exercício tão natural para o ser humano como caminhar ou correr, a natação existe há milênios. Praticada na Grécia Antiga e pelos romanos, entre outros povos, a natação, embora popular, demorou muito para se transformar em uma competição organizada, tendo seus estilos se desenvolvido de diferentes formas ao longo da história.


Um dos primeiros registros data de 1696, quando o francês M. Thevenal descreveu uma maneira singular de nadar, semelhante ao nado de peito praticado atualmente, que consistia em movimentos de pernas e braços parecidos com os de uma rã. O nado de costas teve sua primeira forma criada em 1794, pelo italiano Bernardi. Ele sugeriu um movimento com os dois braços sendo jogados para trás simultaneamente, que, a partir de 1912, foi aperfeiçoado, tornando-se bem parecido com o nado de costas praticado atualmente.


Em 1873, o inglês John Trudgen desenvolveu uma nova técnica, que consistia em rotações laterais do corpo, tendo a movimentação dos dois braços sobre a água como principal fonte de deslocamento. Essa técnica, batizada de Trudgen ou “over‑arm‑stroke”, foi aperfeiçoada pelo australiano Richard Cavill e, posteriormente, transfonou-se no nado crawl (livre) que conhecemos hoje.


Finalmente, na década de 1930, nadadores norte-americanos, já durante competições, atentaram para o fato de que as regras do nado de peito não impediam que o movimento dos braços fosse realizado sobre a superfície da água, o que permitia um deslocamento mais rápido. Essa manobra conviveu com a técnica do nado peito por quase 20 anos até que, em 1948, um nadador húngaro a transformou no nado borboleta, reconhecido oficialmente pela Federação Internacional em 1953 como um estilo da natação.

[...]


Disponível em: http://rededoesporte.gov.br/pt-br/megaeventos/
olimpiadas/modalidades/natacao. Acesso em: 3 out. 2024 (adaptado).
De acordo com o texto II, analise as afirmativas a seguir.


I. A natação existe há milênios, embora não seja um exercício tão natural para o ser humano como caminhar ou correr.

II. A primeira forma do nado de costas foi criada pelo francês M. Thevenal no século XVII.

III. O nado de costas tornou-se bem parecido com o que é praticado atualmente a partir do início do século XX.

IV. O nado de peito foi transformado por um nadador norte-americano no nado borboleta, em meados do século passado.


Estão corretas as afirmativas
Alternativas
Q3120270 Português
TEXTO II


História da Natação



Apesar de não ser um exercício tão natural para o ser humano como caminhar ou correr, a natação existe há milênios. Praticada na Grécia Antiga e pelos romanos, entre outros povos, a natação, embora popular, demorou muito para se transformar em uma competição organizada, tendo seus estilos se desenvolvido de diferentes formas ao longo da história.


Um dos primeiros registros data de 1696, quando o francês M. Thevenal descreveu uma maneira singular de nadar, semelhante ao nado de peito praticado atualmente, que consistia em movimentos de pernas e braços parecidos com os de uma rã. O nado de costas teve sua primeira forma criada em 1794, pelo italiano Bernardi. Ele sugeriu um movimento com os dois braços sendo jogados para trás simultaneamente, que, a partir de 1912, foi aperfeiçoado, tornando-se bem parecido com o nado de costas praticado atualmente.


Em 1873, o inglês John Trudgen desenvolveu uma nova técnica, que consistia em rotações laterais do corpo, tendo a movimentação dos dois braços sobre a água como principal fonte de deslocamento. Essa técnica, batizada de Trudgen ou “over‑arm‑stroke”, foi aperfeiçoada pelo australiano Richard Cavill e, posteriormente, transfonou-se no nado crawl (livre) que conhecemos hoje.


Finalmente, na década de 1930, nadadores norte-americanos, já durante competições, atentaram para o fato de que as regras do nado de peito não impediam que o movimento dos braços fosse realizado sobre a superfície da água, o que permitia um deslocamento mais rápido. Essa manobra conviveu com a técnica do nado peito por quase 20 anos até que, em 1948, um nadador húngaro a transformou no nado borboleta, reconhecido oficialmente pela Federação Internacional em 1953 como um estilo da natação.

[...]


Disponível em: http://rededoesporte.gov.br/pt-br/megaeventos/
olimpiadas/modalidades/natacao. Acesso em: 3 out. 2024 (adaptado).
Em relação à tipologia, o texto II é predominantemente 
Alternativas
Q3120269 Português
TEXTO I


Pôr do sol alaranjado é sinônimo de poluição
extrema? Entenda como onda de calor
contribui para o fenômeno



Tempo muito seco faz com que as partículas de poluição
se concentrem nas camadas mais baixas da atmosfera.
A cor alaranjada e avermelhada está relacionada com a
interação da luz com os poluentes.




Em meio a uma sequência de dias muito quentes, secos e sem quase nenhuma nuvem no céu, as cores do pôr do sol têm se destacado em diversas capitais pelo país. Apesar de ser ótimo cenário para fotos, o fenômeno está diretamente associado com a poluição.


Além disso, o bloqueio atmosférico que tem provocado a onda de calor duradoura que atua sobre o país também contribui para essa condição. Isso porque, com a estabilidade da massa de ar seco, a poluição fica presa nas camadas mais baixas da atmosfera.


As partículas em suspensão contribuem para a alta concentração de poluentes, alteram a coloração do céu e espalham a luz do espectro alaranjado. A principal explicação para esse show de cores é que as partículas de poeira facilitam a dispersão da cor azul e favorecem o destaque de outras cores no céu, como os tons alaranjados.


Além de alterar as cores do pôr do sol, a alta concentração de poluentes pode modificar também a cor da Lua. A mudança é reflexo da poluição e dos incêndios, que se multiplicam com o tempo mais seco. Assim, quanto mais poluído o ar, mais vermelho é o tom da Lua. E quanto mais ao horizonte a Lua se encontrar, mais vermelha vai parecer, por conta do reflexo da luz nas partículas de poluição.


[...]


Disponível em: https://g1.globo.com/meio-ambiente/
noticia/2024/09/05/por-do-sol-alaranjado-e-sinonimo-depoluicao-extrema-entenda-como-onda-de-calor-contribui-parao-fenomeno.ghtml. Acesso em: 3 out. 2024 (adaptado).
Assinale a alternativa em que a função da expressão em destaque está corretamente apontada nos parênteses.
Alternativas
Q3120267 Português
TEXTO I


Pôr do sol alaranjado é sinônimo de poluição
extrema? Entenda como onda de calor
contribui para o fenômeno



Tempo muito seco faz com que as partículas de poluição
se concentrem nas camadas mais baixas da atmosfera.
A cor alaranjada e avermelhada está relacionada com a
interação da luz com os poluentes.




Em meio a uma sequência de dias muito quentes, secos e sem quase nenhuma nuvem no céu, as cores do pôr do sol têm se destacado em diversas capitais pelo país. Apesar de ser ótimo cenário para fotos, o fenômeno está diretamente associado com a poluição.


Além disso, o bloqueio atmosférico que tem provocado a onda de calor duradoura que atua sobre o país também contribui para essa condição. Isso porque, com a estabilidade da massa de ar seco, a poluição fica presa nas camadas mais baixas da atmosfera.


As partículas em suspensão contribuem para a alta concentração de poluentes, alteram a coloração do céu e espalham a luz do espectro alaranjado. A principal explicação para esse show de cores é que as partículas de poeira facilitam a dispersão da cor azul e favorecem o destaque de outras cores no céu, como os tons alaranjados.


Além de alterar as cores do pôr do sol, a alta concentração de poluentes pode modificar também a cor da Lua. A mudança é reflexo da poluição e dos incêndios, que se multiplicam com o tempo mais seco. Assim, quanto mais poluído o ar, mais vermelho é o tom da Lua. E quanto mais ao horizonte a Lua se encontrar, mais vermelha vai parecer, por conta do reflexo da luz nas partículas de poluição.


[...]


Disponível em: https://g1.globo.com/meio-ambiente/
noticia/2024/09/05/por-do-sol-alaranjado-e-sinonimo-depoluicao-extrema-entenda-como-onda-de-calor-contribui-parao-fenomeno.ghtml. Acesso em: 3 out. 2024 (adaptado).
Assinale a alternativa em que o termo entre parênteses é um sinônimo do termo em destaque, considerando o contexto em que este se insere.
Alternativas
Q3120266 Português
TEXTO I


Pôr do sol alaranjado é sinônimo de poluição
extrema? Entenda como onda de calor
contribui para o fenômeno



Tempo muito seco faz com que as partículas de poluição
se concentrem nas camadas mais baixas da atmosfera.
A cor alaranjada e avermelhada está relacionada com a
interação da luz com os poluentes.




Em meio a uma sequência de dias muito quentes, secos e sem quase nenhuma nuvem no céu, as cores do pôr do sol têm se destacado em diversas capitais pelo país. Apesar de ser ótimo cenário para fotos, o fenômeno está diretamente associado com a poluição.


Além disso, o bloqueio atmosférico que tem provocado a onda de calor duradoura que atua sobre o país também contribui para essa condição. Isso porque, com a estabilidade da massa de ar seco, a poluição fica presa nas camadas mais baixas da atmosfera.


As partículas em suspensão contribuem para a alta concentração de poluentes, alteram a coloração do céu e espalham a luz do espectro alaranjado. A principal explicação para esse show de cores é que as partículas de poeira facilitam a dispersão da cor azul e favorecem o destaque de outras cores no céu, como os tons alaranjados.


Além de alterar as cores do pôr do sol, a alta concentração de poluentes pode modificar também a cor da Lua. A mudança é reflexo da poluição e dos incêndios, que se multiplicam com o tempo mais seco. Assim, quanto mais poluído o ar, mais vermelho é o tom da Lua. E quanto mais ao horizonte a Lua se encontrar, mais vermelha vai parecer, por conta do reflexo da luz nas partículas de poluição.


[...]


Disponível em: https://g1.globo.com/meio-ambiente/
noticia/2024/09/05/por-do-sol-alaranjado-e-sinonimo-depoluicao-extrema-entenda-como-onda-de-calor-contribui-parao-fenomeno.ghtml. Acesso em: 3 out. 2024 (adaptado).
O propósito comunicativo do texto I é 
Alternativas
Q3120249 Português
TEXTO III


Desidratação



O calor excessivo faz o corpo aumentar a produção de suor na tentativa de resfriar o organismo. No entanto, isso leva a uma perda significativa de líquidos, o que pode resultar em desidratação caso a pessoa não beba água suficiente.


Os principais sintomas da desidratação são: boca seca, urina escura, fraqueza, tonturas e até desmaios. Por isso, é fundamental aumentar a ingestão de água nos dias mais quentes, mesmo quando não sentir sede. O ideal é beber 2 litros ou mais de água, para adultos saudáveis e sem restrições para ingestão de líquidos.


Disponível em: https://dasa.com.br/blog/saude/calorexcessivo/. Acesso em: 6 set. 2024 (adaptado).
Assinale a alternativa que apresenta o objetivo do texto III.
Alternativas
Q3120246 Português
TEXTO II


Evento em Belo Horizonte promove as rotas
do queijo de Minas


Um evento que integra a valorização de dois patrimônios de Minas Gerais: o queijo e o turismo cultural. É com este tema que o Museu das Minas e do Metal (MM Gerdau), no Circuito Liberdade, região Centro-sul da Capital, abre as portas para apresentar ao público o evento “Made in Minas Gerais: Rota do Queijo de Minas – Sabores que Conectam”.


Com entrada gratuita, mas com espaço sujeito à lotação, a programação do evento pretende celebrar a tradição queijeira do Estado e conectar produtores e consumidores para o fomento dos negócios.


Durante os dias de programação, o projeto inclui uma série de ações formativas, dentre elas: degustações de queijos artesanais, intervenções artísticas e uma feira de queijos para negócios e fomento a circuitos turísticos.


“Nesta quinta edição, o Made in Minas Gerais se junta oficialmente à Rota do Queijo de Minas para promover o turismo cultural e de experiências pelas regiões e fazendas produtoras dessa iguaria”, detalha o curador gastronômico e idealizador do evento.


[...]


Disponível em: https://diariodocomercio.com.br/turismo/evento-belohorizonte-rotas-queijo-minas/. Acesso em: 6 set. 2024 (adaptado).
Assinale a alternativa que traz uma informação noticiada no texto II.
Alternativas
Q3120245 Português

TEXTO I


Exposição inédita sobre Salvador Dalí chega ao Brasil


“Desafio Salvador Dalí” será exibida no Museu de Arte

Brasileira da Faap entre maio e junho



Estreou a exposição “Desafio Salvador Dalí” no Museu de Arte Brasileira da Fundação Armando Alvares Penteado (FAAP), em São Paulo. A mostra é dedicada à vida e à obra do renomado pintor espanhol, conhecido por suas obras surrealistas.


Mais de 100 obras inéditas de Dalí poderão ser vistas juntas pela primeira vez no Brasil, através de uma tecnologia de impressão que assegura reprodução e ampliação mantendo as cores e texturas originais.


As obras foram enviadas da Espanha sob supervisão da Fundação Gala-Salvador Dalí, para o público explorar o universo surrealista do artista, conhecer mais sobre sua personalidade vanguardista, o respeito pelo ofício de pintor, a admiração pelas artes clássicas e a relação pouco convencional com a esposa Gala.


[...]



Disponível em: https://www.cnnbrasil.com.br/lifestyle/

exposicao-inedita-sobre-salvador-dali-chega-ao-brasilsaiba-tudo/. Acesso em: 6 set. 2024 (adaptado).

Com base no texto I, analise as afirmativas a seguir.

I. A exposição chamada “Desafio Salvador Dalí” é dedicada à vida e à obra do renomado pintor espanhol.
II. Através de uma tecnologia de impressão, mais de 100 obras inéditas de Salvador Dalí poderão ser vistas juntas.
III. A exposição “Desafio Salvador Dalí” estreou no Museu de Arte Brasileira da Fundação Armando Alvares Penteado (FAAP), em São Paulo.

Estão corretas as afirmativas
Alternativas
Q3120243 Português

TEXTO I


Exposição inédita sobre Salvador Dalí chega ao Brasil


“Desafio Salvador Dalí” será exibida no Museu de Arte

Brasileira da Faap entre maio e junho



Estreou a exposição “Desafio Salvador Dalí” no Museu de Arte Brasileira da Fundação Armando Alvares Penteado (FAAP), em São Paulo. A mostra é dedicada à vida e à obra do renomado pintor espanhol, conhecido por suas obras surrealistas.


Mais de 100 obras inéditas de Dalí poderão ser vistas juntas pela primeira vez no Brasil, através de uma tecnologia de impressão que assegura reprodução e ampliação mantendo as cores e texturas originais.


As obras foram enviadas da Espanha sob supervisão da Fundação Gala-Salvador Dalí, para o público explorar o universo surrealista do artista, conhecer mais sobre sua personalidade vanguardista, o respeito pelo ofício de pintor, a admiração pelas artes clássicas e a relação pouco convencional com a esposa Gala.


[...]



Disponível em: https://www.cnnbrasil.com.br/lifestyle/

exposicao-inedita-sobre-salvador-dali-chega-ao-brasilsaiba-tudo/. Acesso em: 6 set. 2024 (adaptado).

Assinale a alternativa que apresenta o sinônimo da palavra “mostra”, considerando o contexto em que ela se insere, em: “A mostra é dedicada à vida e à obra do renomado pintor espanhol, conhecido por suas obras surrealistas”. 
Alternativas
Respostas
30341: D
30342: D
30343: C
30344: C
30345: B
30346: D
30347: B
30348: D
30349: B
30350: C
30351: B
30352: B
30353: A
30354: B
30355: A
30356: D
30357: C
30358: B
30359: D
30360: C