Questões de Concurso
Sobre interpretação de textos em português
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Autoconhecimento, limites e equilíbrio
Por Jhully Costa

(Disponível em: gauchazh.clicrbs.com.br/saude/vida/noticia/2024/09/autoconhecimento-limites-e-equilibriopriorizar-a-si-mesmo-e-essencial-para-a-saude-mental-cm0zenn90002y012z4xtie6hc.html – texto adaptado especialmente para esta prova).
Autoconhecimento, limites e equilíbrio
Por Jhully Costa

(Disponível em: gauchazh.clicrbs.com.br/saude/vida/noticia/2024/09/autoconhecimento-limites-e-equilibriopriorizar-a-si-mesmo-e-essencial-para-a-saude-mental-cm0zenn90002y012z4xtie6hc.html – texto adaptado especialmente para esta prova).
Assinale a alternativa que indica o sentido dado pela leitura do trecho a seguir, retirado do texto:
“A ‘pessoa física’ acabou ficando em segundo plano, e ele inclusive deixou de praticar esportes”.
Escorrendo
Aos 5 anos de idade o mundo é esmagadoramente mais forte do que a gente. (Aos 30 também, mas aprendemos umas manhas que, se não anulam a desproporção, ao menos disfarçam nossa pequenez.)
A ignorância não é uma bênção, é uma condenação: compreender a origem dos nossos incômodos faz uma grande diferença. Mas como, com tão poucas palavras ao nosso dispor? Palavras são ferramentas que usamos para desmontar o mundo e remontá-lo dentro da nossa cabeça. Sem as ferramentas precisas, ficamos a espanar parafusos com pontas de facas, a destruir porcas com alicates.
Com 2 anos, meu nariz escorria sem parar na sala de aula. Eu não sabia assoar, nem sequer sabia que existia isto: assoar. Apenas enxugava o que descia na manga do uniforme, conformado, até ficar com o nariz assado.
Lembro-me bem da sensação da meia sendo comida pela galocha enquanto eu andava. A cada passo, ela ia se engorovinhando mais e mais na frente do pé, faltando no calcanhar, e eu aceitava o infortúnio como se fosse uma praga rogada pelos deuses, uma sina. Não passava pela minha cabeça trocar de meia, desistir da galocha, pedir ajuda aos adultos: a vida era assim, não havia o que fazer.
Numas férias, meu pai apareceu antes do combinado para pegar minha irmã e eu na casa dos meus avós. Durante 400 quilômetros, falou que existiam pessoas boas e pessoas más, que aconteciam coisas que a gente não conseguia entender, que mesmo as pessoas más podiam fazer coisas boas e as pessoas boas, coisas más. Já quase chegando a São Paulo, contou que nosso vizinho, de 6 anos, tinha levado um tiro. Naquela noite, enquanto as crianças da rua brincavam – mais quietas do que o habitual, sob um véu inominável –, um dos garotos disse: “Bem feito! Ele é muito chato”.
Hoje, penso que pode ter sido sua maneira de lidar com uma realidade esmagadoramente mais forte do que ele. Meu vizinho, felizmente, sobreviveu. Nossa ingenuidade é que não: ficou ali, estirada entre amendoeiras e paralelepípedos, sendo iluminada pela lâmpada intermitente de mercúrio, depois que todas as crianças voltaram para suas casas.
Fonte: Crônica de Antônio Prata. Escorrendo. Disponível em: https://novaescola.org.br/arquivo/vem-que-eu-teconto/pdf/escorrendo.pdf
Escorrendo
Aos 5 anos de idade o mundo é esmagadoramente mais forte do que a gente. (Aos 30 também, mas aprendemos umas manhas que, se não anulam a desproporção, ao menos disfarçam nossa pequenez.)
A ignorância não é uma bênção, é uma condenação: compreender a origem dos nossos incômodos faz uma grande diferença. Mas como, com tão poucas palavras ao nosso dispor? Palavras são ferramentas que usamos para desmontar o mundo e remontá-lo dentro da nossa cabeça. Sem as ferramentas precisas, ficamos a espanar parafusos com pontas de facas, a destruir porcas com alicates.
Com 2 anos, meu nariz escorria sem parar na sala de aula. Eu não sabia assoar, nem sequer sabia que existia isto: assoar. Apenas enxugava o que descia na manga do uniforme, conformado, até ficar com o nariz assado.
Lembro-me bem da sensação da meia sendo comida pela galocha enquanto eu andava. A cada passo, ela ia se engorovinhando mais e mais na frente do pé, faltando no calcanhar, e eu aceitava o infortúnio como se fosse uma praga rogada pelos deuses, uma sina. Não passava pela minha cabeça trocar de meia, desistir da galocha, pedir ajuda aos adultos: a vida era assim, não havia o que fazer.
Numas férias, meu pai apareceu antes do combinado para pegar minha irmã e eu na casa dos meus avós. Durante 400 quilômetros, falou que existiam pessoas boas e pessoas más, que aconteciam coisas que a gente não conseguia entender, que mesmo as pessoas más podiam fazer coisas boas e as pessoas boas, coisas más. Já quase chegando a São Paulo, contou que nosso vizinho, de 6 anos, tinha levado um tiro. Naquela noite, enquanto as crianças da rua brincavam – mais quietas do que o habitual, sob um véu inominável –, um dos garotos disse: “Bem feito! Ele é muito chato”.
Hoje, penso que pode ter sido sua maneira de lidar com uma realidade esmagadoramente mais forte do que ele. Meu vizinho, felizmente, sobreviveu. Nossa ingenuidade é que não: ficou ali, estirada entre amendoeiras e paralelepípedos, sendo iluminada pela lâmpada intermitente de mercúrio, depois que todas as crianças voltaram para suas casas.
Fonte: Crônica de Antônio Prata. Escorrendo. Disponível em: https://novaescola.org.br/arquivo/vem-que-eu-teconto/pdf/escorrendo.pdf
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.
'Bolha de calor' pode causar um dos setembros mais quentes da história do Brasil?
Uma forte onda de calor atinge o Brasil na primeira quinzena de setembro, segundo alguns dos principais institutos de meteorologia do Brasil. A previsão é de que os termômetros registrem temperaturas máximas entre 40°C e 45°C em alguns Estados nesse período.
Isso poderia elevar a média da temperatura para a época e pode tornar este um dos meses de setembro mais quentes já registrados no país. Mas por que isso acontece?
A BBC News Brasil ouviu especialistas para entender se isso é algo atípico e quais fenômenos estão causando esse calor fora do comum.
Segundo o MetSul Meteorologia, uma massa de ar quente está cobrindo boa parte do Brasil e vai ganhar ainda mais força nos próximos dias. A previsão é que ela se expanda e leve altas temperaturas inclusive para o sul do país, onde as temperaturas são mais amenas nesta época do ano.
De acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), a previsão para os próximos em São Paulo é de temperaturas máximas de 33°C e 34°C até pelo menos a próxima sexta-feira. Cuiabá deve registrar máxima de 42°C na quinta e sexta.
Até mesmo a cidade de Curitiba, no Sul, pode registrar, segundo o Inmet, máximas de 33°C na terça e na quarta.
Guilherme Borges, meteorologista do Climatempo, diz que ele e seus colegas de trabalho avaliam que não é possível fazer projeções de que possamos ter recordes históricos.
"Vai ser forte, mas não é possível dizer que vai bater temperatura. Não temos como afirmar isso com base nos modelos que usamos. O que enxergamos são temperaturas entre 40 e 44°C nos próximos dias. Será uma onda de calor importante", diz.
Guilherme explica que essa onda de calor, chamada pelo MetSul de "bolha de calor", é causada pela estabilização de uma massa de ar quente e alta pressão atmosférica em boa parte do país.
"Ela intensifica a formação do ar quente de cima para baixo dificultando a formação de nuvens de chuva e deixando o tempo mais seco.
Ele explica que é normal esse calor no mês de setembro e que em 2023 também houve uma onda de calor semelhante, mas que ocorreu na segunda quinzena do mês e não na primeira como agora.
"Isso é culpa das mudanças climáticas, que têm um papel significativo nesses extremos de calor e chuva. Isso ocorre porque nosso planeta tem que dimensionalisar energia. Essas ondas de calor e chuva extremos ocorrem para compensar esse aquecimento", diz.
https://www.bbc.com/portuguese/articles/c049yknxxwlo#:~:text=De%20 acordo%20com%20o%20MetSul,7%C2%B0C%20em%202005
Como queimadas em terras indígenas aumentaram 76% e deixaram crianças e anciãos “sufocados”
Por Leandro Prazeres

(Disponível em: www.bbc.com/portuguese/articles/c9819351gq4o – texto adaptado especialmente para esta prova).
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.
'Bolha de calor' pode causar um dos setembros mais quentes da história do Brasil?
Uma forte onda de calor atinge o Brasil na primeira quinzena de setembro, segundo alguns dos principais institutos de meteorologia do Brasil. A previsão é de que os termômetros registrem temperaturas máximas entre 40°C e 45°C em alguns Estados nesse período.
Isso poderia elevar a média da temperatura para a época e pode tornar este um dos meses de setembro mais quentes já registrados no país. Mas por que isso acontece?
A BBC News Brasil ouviu especialistas para entender se isso é algo atípico e quais fenômenos estão causando esse calor fora do comum.
Segundo o MetSul Meteorologia, uma massa de ar quente está cobrindo boa parte do Brasil e vai ganhar ainda mais força nos próximos dias. A previsão é que ela se expanda e leve altas temperaturas inclusive para o sul do país, onde as temperaturas são mais amenas nesta época do ano.
De acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), a previsão para os próximos em São Paulo é de temperaturas máximas de 33°C e 34°C até pelo menos a próxima sexta-feira. Cuiabá deve registrar máxima de 42°C na quinta e sexta.
Até mesmo a cidade de Curitiba, no Sul, pode registrar, segundo o Inmet, máximas de 33°C na terça e na quarta.
Guilherme Borges, meteorologista do Climatempo, diz que ele e seus colegas de trabalho avaliam que não é possível fazer projeções de que possamos ter recordes históricos.
"Vai ser forte, mas não é possível dizer que vai bater temperatura. Não temos como afirmar isso com base nos modelos que usamos. O que enxergamos são temperaturas entre 40 e 44°C nos próximos dias. Será uma onda de calor importante", diz.
Guilherme explica que essa onda de calor, chamada pelo MetSul de "bolha de calor", é causada pela estabilização de uma massa de ar quente e alta pressão atmosférica em boa parte do país.
"Ela intensifica a formação do ar quente de cima para baixo dificultando a formação de nuvens de chuva e deixando o tempo mais seco.
Ele explica que é normal esse calor no mês de setembro e que em 2023 também houve uma onda de calor semelhante, mas que ocorreu na segunda quinzena do mês e não na primeira como agora.
"Isso é culpa das mudanças climáticas, que têm um papel significativo nesses extremos de calor e chuva. Isso ocorre porque nosso planeta tem que dimensionalisar energia. Essas ondas de calor e chuva extremos ocorrem para compensar esse aquecimento", diz.
https://www.bbc.com/portuguese/articles/c049yknxxwlo#:~:text=De%20 acordo%20com%20o%20MetSul,7%C2%B0C%20em%202005
Na linguagem coloquial, é comum o falante fazer construção do tipo "A gente não podemos ser tão rígido". Esse tipo de construção representa um vício de linguagem conhecido como:
A palavra que NÃO pode substituir a destacada , sem perder o sentido é:
"O pai ficou surpreso , pois nunca ouviu do filho um comentário desses."
A palavra destacada pose ser substituída, sem perder o sentido do enunciado por:
"Implementar um bom plano de negócios é fundamental para o sucesso de uma empresa. Além disso, é necessário que os gestores tenham uma visão clara das metas e objetivos a serem alcançados."
Fonte: Revista Exame, 15/06/2023.
Qual das alternativas reescreve as orações de forma correta?
"O governo anunciou novas políticas para promover o crescimento econômico, focando em investimentos, em infraestrutura e inovação tecnológica."
Fonte: Jornal Valor Econômico, 20/05/2023.
Qual das alternativas mantém o sentido original do texto?
"O conceito de 'transformação digital' está cada vez mais presente no vocabulário corporativo. Ele se refere à integração de tecnologias digitais em todas as áreas de uma empresa, mudando fundamentalmente a maneira como ela opera e entrega valor aos seus clientes."
Fonte: Revista Você S/A, 10/05/2023.
O melhor sinônimo para a palavra "transformação" é?