Questões de Concurso Sobre interpretação de textos em português

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Q3353865 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão.


    Considerando-se a amofinação com a perda de peso, característica da sociedade contemporânea, podem-se explorar segmentos em que esta condição ganha contornos atinentes.

    O problema da obesidade turgesceu-se na sociedade ocidental, e de forma congênere, na brasileira, em que o arquétipo feminino está tácito em imagens de mulheres magras, esguias e sensuais. Observou a pesquisadora Joana Novaes do Núcleo de Doenças da Beleza, da PUC – Rio:

    “Os problemas com a má aparência e, certamente, a gordura figuram entre os piores tipos de incúrias com o corpo. São concebidos como uma quebra das regras e convenções estabelecidas pela sociedade em determinado contexto, traduzindo um modo inadequado de relacionamento com o corpo, no qual estão excluídos exercícios físicos regulares, esforço, disciplina, contumácia e autoestima. Aos poucos, a obesidade assume lugar de discriminação, chegando aos dias atuais como uma das mais radicais formas de exclusão que já não é mais descriminada [...]”.


Fonte: Adaptado de Rocha, A.; Ferreira, J. B.; Silva, J. F. Administração de marketing. São Paulo: Atlas, 2012.
Ao analisar o arquétipo feminino constituído pelo padrão de mulheres magras, esguias e sensuais, observa-se que esse imaginário se encontra de que maneira na sociedade?
Alternativas
Q3353862 Português
        A crônica não é um “gênero maior”. Não se imagina uma literatura feita de grandes cronistas, que lhe dessem o brilho universal dos grandes romancistas, dramaturgos e poetas. Nem se pensaria em atribuir o Prêmio Nobel a um cronista, por melhor que fosse. Portanto, parece mesmo que a crônica é um gênero menor.

        “Graças a Deus”, – seria o caso de dizer, porque sendo assim ela fica perto de nós. E para muitos pode servir de caminho não apenas para a vida, que ela serve de perto, mas para a literatura... Por meio dos assuntos da composição aparentemente solta, do ar de coisa sem necessidade que costuma assumir, ela se ajusta à sensibilidade de todo dia. Principalmente porque elabora uma linguagem que fala de perto ao nosso modo de ser mais natural. Na sua despretensão, humaniza; e, esta humanização lhe permite, como compensação sorrateira, recuperar com a outra mão uma certa profundidade de significado e um certo acabamento de forma, que de repente podem fazer dela uma inesperada embora discreta candidata à perfeição.

(CANDIDO, Antônio. A vida ao rés do chão. Prefácio para o livro Para Gostar de Ler volume 5 – Crônicas. Editora Ática, 1992, 8ª edição. Fragmento.)
Neste texto, o autor reflete sobre a natureza da crônica e sua capacidade de humanizar e conferir profundidade aos assuntos mais triviais, discutindo a função e o valor desse gênero literário. Qual das alternativas a seguir melhor explica a função presente no texto e a principal característica do gênero crônica?
Alternativas
Q3353861 Português

Texto I


Texto II

No meio do caminho tinha uma pedra

tinha uma pedra no meio do caminho

tinha uma pedra 

no meio do caminho tinha uma pedra.


Nunca me esquecerei desse acontecimento

na vida de minhas retinas tão fatigadas.

Nunca me esquecerei que no meio do caminho

tinha uma pedra

tinha uma pedra no meio do caminho

no meio do caminho tinha uma pedra.


(ANDRADE, Carlos Drummond de. No meio do caminho. In: ANDRADE, Carlos Drummond de. Poesia completa. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 2002.)

Com base nos textos, assinale a alternativa que corretamente explicita como o conceito de paródia é utilizado no cartum “Vida de Passarinho” em relação ao poema “No meio do caminho”, de Carlos Drummond de Andrade.
Alternativas
Q3353860 Português
Texto I

        Um conjunto aleatório de palavras e mesmo de frases não constitui um texto. Ou seja, para que algum material linguístico possa ser reconhecido como texto e possa funcionar comunicativamente, são necessários certos critérios de organização desse material. Entre esses critérios, as teorias do texto têm destacado a coesão, que consiste no encadeamento, na articulação, na sequenciação dos diferentes segmentos do texto, sejam eles palavras, orações, períodos, parágrafos ou blocos de parágrafos.

        Por meio de diferentes recursos do léxico e da gramática, nexos, laços, elos vão sendo criados entre todos esses segmentos, de modo a promover – e permitir que seja reconhecida pelo ouvinte/leitor – a necessária continuidade do texto, que, por sua vez, promove a sua unidade semântica e a sua unidade pragmática. Um texto se faz, assim, como resultado de uma cadeia de nexos, em direção à construção de um determinado núcleo: o tema global, o objetivo principal, a função comunicativa predominante, por exemplo.

(ANTUNES, Irandé. Coesão textual. Disponível em: https://www.ceale.fae.ufmg.br/glossarioceale/verbetes/coesao-textual. Acesso em: 02/07/2024.)

Texto II

De uma coisa tenho certeza: essa narrativa mexerá com uma coisa delicada: a criação de uma pessoa inteira que na certa está tão viva quanto eu. Cuidai dela porque meu poder é só mostrá-la para que vós a reconheçais na rua, andando de leve por causa da esvoaçada magreza.

(LISPECTOR, Clarice. A hora da estrela. Rio de Janeiro: Rocco, 1998. p. 18.)
Com base no conceito de coesão textual apresentado no texto I, assinale a alternativa que corretamente explicita o tipo de coesão utilizado no seguinte trecho do texto II: “Cuidai dela porque meu poder é só mostrá-la para que vós a reconheçais na rua...” 
Alternativas
Q3353858 Português
As informações contextualizam a questão. Leia-as atentamente.

        Dos diversos instrumentos do homem, o mais assombroso, sem dúvida, é o livro. Os demais são extensões de seu corpo. O microscópio, o telescópio, são extensões de sua vista; o telefone é extensão da voz; depois temos o arado e a espada, extensões de seu braço. Mas o livro é outra coisa: o livro é uma extensão da memória e da imaginação.

        Em César e Cleópatra, de Shaw, quando se fala da biblioteca de Alexandria diz-se que ela é a memória da humanidade. O livro é isso, e é também outra coisa: a imaginação. Pois o que é nosso passado senão uma série de sonhos? Que diferença pode haver entre recordar sonhos e recordar o passado? Essa é a função realizada pelo livro. (…)

        Se lemos um livro antigo, é como se lêssemos todo o tempo que transcorreu até nós desde o dia em que ele foi escrito. Por isso convém manter o culto do livro. O livro pode estar cheio de erratas, podemos não estar de acordo com as opiniões do autor, mas mesmo assim conserva alguma coisa de sagrado, algo de divino, não para ser objeto de respeito supersticioso, mas para que o abordemos com o desejo de encontrar felicidade, de encontrar sabedoria.

(BORGES, Jorge Luis. O livro. In: BORGES, Jorge Luis. borges, oral & sete noites. Trad. Heloísa Jahn. São Paulo: Companhia das Letras, 2011. p. 11-18. Fragmento.)
Com base no texto de Jorge Luis Borges sobre a importância dos livros e sua relação com a memória e a imaginação, analise os recursos estilísticos nele presentes. A frase “[...] o livro é uma extensão da memória e da imaginação” foi construída por meio de:
Alternativas
Q3353857 Português
As informações contextualizam a questão. Leia-as atentamente.

        Dos diversos instrumentos do homem, o mais assombroso, sem dúvida, é o livro. Os demais são extensões de seu corpo. O microscópio, o telescópio, são extensões de sua vista; o telefone é extensão da voz; depois temos o arado e a espada, extensões de seu braço. Mas o livro é outra coisa: o livro é uma extensão da memória e da imaginação.

        Em César e Cleópatra, de Shaw, quando se fala da biblioteca de Alexandria diz-se que ela é a memória da humanidade. O livro é isso, e é também outra coisa: a imaginação. Pois o que é nosso passado senão uma série de sonhos? Que diferença pode haver entre recordar sonhos e recordar o passado? Essa é a função realizada pelo livro. (…)

        Se lemos um livro antigo, é como se lêssemos todo o tempo que transcorreu até nós desde o dia em que ele foi escrito. Por isso convém manter o culto do livro. O livro pode estar cheio de erratas, podemos não estar de acordo com as opiniões do autor, mas mesmo assim conserva alguma coisa de sagrado, algo de divino, não para ser objeto de respeito supersticioso, mas para que o abordemos com o desejo de encontrar felicidade, de encontrar sabedoria.

(BORGES, Jorge Luis. O livro. In: BORGES, Jorge Luis. borges, oral & sete noites. Trad. Heloísa Jahn. São Paulo: Companhia das Letras, 2011. p. 11-18. Fragmento.)
Com base nas considerações de Jorge Luis Borges sobre o livro, analise as asserções a seguir e a relação proposta entre elas.
I. “No trecho ‘O livro pode estar cheio de erratas, podemos não estar de acordo com as opiniões do autor, mas mesmo assim conserva alguma coisa de sagrado, algo de divino, [...]’, o significado da expressão ‘algo de sagrado, algo de divino’ em relação ao livro é que o livro possui um valor intrínseco e intangível que transcende seus possíveis erros e divergências de opiniões.”
PORQUE
II. “O livro deve ser tratado com respeito supersticioso, sem nunca questionar seu conteúdo.”
Assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q3353853 Português
As informações contextualizam a questão. Leia-o atentamente.

        Os PCNs sugerem que o ensino de Língua Portuguesa passe a focar nos elementos ensino (alçado à perspectiva de atividade sociointeracionista que ocorre por meio da mediação), língua (alçada à perspectiva de diversidade, multiplicidade e plasticidade) e aluno (sujeito do processo de ensino e de aprendizagem). O ensino de língua passa a primar pela perspectiva de formar um falante competente, que consiga utilizar as mais diversas modalidades da língua.

        O aspecto que se destaca nos PCNs diz respeito ao fato de o ensino de Língua Portuguesa passar a conceder primazia aos eixos/níveis de ensino de língua portuguesa (leitura, produção de texto, oralidade e análise linguística). Partindo desse pressuposto, é atribuído ao texto o papel de unidade/objeto de ensino (BRASIL, 1997; CARDOSO, 2003; CEREJA, 2002; SANTOS et al, 2006; SANTOS, 2007). Essa postura surge em contraposição à prática de ensino que priorizava uma perspectiva aditiva (BRASIL, 1997), focando na adição/junção de letras, sílabas e frases com o propósito de chegar ao texto.

        No que diz respeito à leitura, os PCNs de Língua Portuguesa preconizam a formação de leitores competentes, que consigam construir significados a partir de diferentes gêneros textuais. Para isso, os PCNs preconizam uma abordagem que articula a leitura e a escrita, dando a essas o papel de atividades articuladas e complementares. Com base nos PCNs, é atribuído à leitura o papel de atividade de construção e elaboração de sentido (KOCH, 2002; KOCH; ELIAS, 2006). Essa posição surge com a pretensão de se opor à prática da leitura como decodificação. Nessa nova perspectiva, o documento oficial orienta vários tipos de leitura (silenciosa, em voz alta, individual, em conjunto etc.) e o desenvolvimento de diversas atividades relacionadas a essa competência linguística, tais como: projetos de leitura, atividades sequenciadas etc.

        Quanto à produção de texto, os PCNs orientam a articulação entre a leitura e a escrita para a promoção de atividades didáticas. A leitura, com base nos PCNs (1997), fornece subsídios para a linguagem escrita. Ora fornecendo argumentos (isto é, o que escrever (BRASIL, 1997)), ora modelos de referência, ou seja, como escrever (BRASIL, 1997), remetendo, assim, à intertextualidade. Com isso, os PCNs têm como objetivo formar escritores competentes. 

        No que se refere à oralidade, os PCNs primam pela formação de falantes competentes, que saibam utilizar as mais diversas modalidades da linguagem oral – formal e informal. Isso, de acordo com a situação comunicativa. Para tanto, o documento propõe a abordagem de atividades, que foquem na fala, na escuta e na reflexão linguística. Destaca-se, sobretudo, o fato de os PCN trazerem consigo uma concepção de oralidade de cunho sociointeracionista, opondo-se veementemente à concepção dicotômica em face da escrita. Os PCNs assumem, então, uma postura de equidade nos espaços e tratamentos dados a essas competências linguísticas.

        No tocante à análise linguística, os PCNs preconizam a utilização do texto como unidade de sentido, a fim de levar os discentes a refletir acerca da língua e dos mais diversos recursos linguísticos. Destaca-se, sobretudo, a utilização dos gêneros textuais como suporte didático na prática pedagógica, focando suas particularidades e especificidades. Isso possibilita que o aluno compreenda o funcionamento desses gêneros de texto presentes nas práticas corriqueiras do dia a dia.

        Nesse sentido, percebe-se que os PCNs, no tocante à prática docente do ensino de Língua Portuguesa, trazem consigo as marcas e os traços dos mais recentes estudos das Ciências da Educação (Pedagogia), Ciências da Linguagem (Linguística) e das Ciências Psicológicas (Psicologia), rompendo com as práticas tradicionais de escolarização, que preconizavam a ênfase dada às nomenclaturas da gramática normativa. Esses estudos, no dizer de Albuquerque (2006) e Albuquerque et al (2008), emergem nos anos 80, trazendo à tona uma gama de teorias que almejam promulgar mudanças substanciais nas práticas pedagógicas presentes no processo de escolarização brasileiro.

(SILVA, Silvio Profirio da. Didática e Prática de Ensino: o que dizem os PCN sobre a Prática Docente de Língua Portuguesa? Disponível em: https://educacaopublica.cecierj.edu.br/artigos. Acesso em: 02/07/2024. Fragmento.)
Em uma turma do 8º ano, os alunos estão com dificuldades em interpretar textos de diferentes gêneros. A professora de Língua Portuguesa decide implementar atividades que envolvam a leitura crítica de notícias, contos e poemas, com debates e produções textuais, que incentivam a reflexão e a argumentação. De acordo com essa situação hipotética e com base nos PCNs, assinale a alternativa que descreve corretamente a competência que a professora está priorizando ao planejar as atividades.
Alternativas
Q3353646 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Mundo tem um bilhão de obesos


Mais de um bilhão de pessoas vivem com obesidade em todo o mundo, mostram estimativas globais publicadas pela revista científica The Lancet.


As taxas mais elevadas foram registradas em Tonga e na Samoa Americana para as mulheres e na Samoa Americana e Nauru para os homens.


A equipe internacional de cientistas afirma que há uma necessidade urgente de grandes mudanças na forma como a obesidade é combatida, pois ela aumenta o risco de desenvolver muitos problemas de saúde graves, incluindo doenças cardíacas, diabetes tipo dois e alguns tipos de câncer.


"Em muitas dessas nações insulares, tudo se resume à disponibilidade de alimentos saudáveis versus alimentos não saudáveis", disse à BBC o pesquisador sênior Majid Ezzati, professor da Imperial College London.


"Em alguns casos, houve campanhas de marketing agressivas, promovendo alimentos não saudáveis, enquanto o custo e a disponibilidade de alimentos mais saudáveis tornaram-se problemáticos."


O professor Ezzati, que analisa dados globais há anos, diz estar surpreso com a velocidade com que o quadro mudou; há muitos países enfrentando agora uma crise de obesidade, enquanto o número de lugares onde pessoas estão abaixo do peso é considerado uma preocupação.


O relatório constatou que a taxa de obesidade quadruplicou entre crianças e adolescentes. Entretanto, para os adultos, a taxa mais do que duplicou nas mulheres e quase triplicou nos homens.


"Este novo estudo destaca a importância de prevenir e controlar a obesidade desde o início da vida até a idade adulta, por meio de dieta, atividade física e cuidados adequados", afirmou o diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus.


Ele acrescentou que isso exige trabalho dos governos e das comunidades e "requer de forma importante a cooperação do setor privado, responsável pelos impactos dos seus produtos na saúde".


Um dos autores do estudo, o doutor Guha Pradeepa, afirma que os principais problemas globais correm o risco de agravar a desnutrição causada pela obesidade e pelo baixo peso.


"O impacto de questões como as mudanças climáticas, as perturbações causadas pela pandemia e a guerra na Ucrânia agravam as taxas de obesidade e de baixo peso, aumentando a pobreza e o custo dos alimentos ricos em nutrientes", disse.


"Os efeitos em cadeia são a alimentação insuficiente em alguns países e famílias, e a mudança para alimentos menos saudáveis em outros."


A rede de pesquisadores analisou medidas de altura e peso de cerca de duzentos e vinte milhões de pessoas com cinco anos ou mais. Eles usaram uma medida chamada índice de massa corporal, o IMC.

Embora reconheçam que esta é uma medida imperfeita da extensão da gordura corporal e afirmem que alguns países têm dados melhores do que outros, argumentam que é a mais amplamente utilizada, tornando possível a análise global.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/ c0v38dy8vygo.adaptado.
Pesquisa menciona milhões de crianças com obesidade em 2022.

Qual das seguintes afirmações é verdadeira de acordo com o texto base?
Alternativas
Q3353626 Português
Leia os textos a seguir para responder à pergunta:

A) Senhores Funcionários: Comunicamos a todos que, dia 07 de julho, haverá uma reunião, às 16h. Trataremos do horário do lanche, o rodízio de funcionários e o uso de materiais de proteção para as atividades laborais. O local será na sala de reuniões.
Imagem associada para resolução da questão
B) Pai e mãe Não esqueçam de que hoje, dia 07 de julho, às 19h horas, haverá uma reunião na escola com a entrega de boletins. Por favor, não esqueçam de comparecer; estou ansioso para ver minhas notas. Beijos
Imagem associada para resolução da questão
Sobre os textos, é correto o que se afirma em:

Alternativas
Q3353622 Português
Conhece os “Wolbitos”?

    Uma bactéria que combate o vírus da dengue dentro do mosquito? Não é ficção, não! É isso que faz a Wolbachia, bactéria naturalmente presente em mais da metade dos insetos no mundo. Em laboratório, uma equipe de cientistas conseguiu introduzir essa bactéria , que foi retirada da mosca-da-fruta, dentro dos ovos do mosquito Aedes aegypti. Após muitos anos de trabalho, foi comprovado que, quando a Wolbachia está presente neste mosquito, ela impede que os vírus da dengue, Zika, chikungunya e febre amarela urbana se desenvolvam dentro dele, contribuindo para redução destas doenças.

    Hoje, mosquitos Aedes aegypti com Wolbachia são liberados em determinados territórios, para que se reproduzam com os Aedes aegypti locais. A ideia é que, aos poucos, estabeleçam uma nova população destes mosquitos, todos com Wolbachia. O mais legal é que os “Wolbitos”, como foram apelidados os mosquitos que carregam a bactéria, ficam no local por anos e anos, protegendo as pessoas dos vírus que os demais mosquitos transmitiriam. Os resultados no combate à dengue, por exemplo, têm sido bastante positivos. Não deixe de fazer também a sua parte no controle do mosquito! Procure e elimine possíveis criadouros na sua casa e não se esqueça de conversar com seus amigos e parentes para fazerem o mesmo!
Luciano Moreira - World Mosquito Program - Fiocruz
(https://chc.org.br/artigo/mundo-de-curiosidades-353/acesso em 13/05/2014).
Segundo o que o texto traz, os resultados no combate à dengue têm sido positivos, por quê:
Alternativas
Q3353621 Português
Conhece os “Wolbitos”?

    Uma bactéria que combate o vírus da dengue dentro do mosquito? Não é ficção, não! É isso que faz a Wolbachia, bactéria naturalmente presente em mais da metade dos insetos no mundo. Em laboratório, uma equipe de cientistas conseguiu introduzir essa bactéria , que foi retirada da mosca-da-fruta, dentro dos ovos do mosquito Aedes aegypti. Após muitos anos de trabalho, foi comprovado que, quando a Wolbachia está presente neste mosquito, ela impede que os vírus da dengue, Zika, chikungunya e febre amarela urbana se desenvolvam dentro dele, contribuindo para redução destas doenças.

    Hoje, mosquitos Aedes aegypti com Wolbachia são liberados em determinados territórios, para que se reproduzam com os Aedes aegypti locais. A ideia é que, aos poucos, estabeleçam uma nova população destes mosquitos, todos com Wolbachia. O mais legal é que os “Wolbitos”, como foram apelidados os mosquitos que carregam a bactéria, ficam no local por anos e anos, protegendo as pessoas dos vírus que os demais mosquitos transmitiriam. Os resultados no combate à dengue, por exemplo, têm sido bastante positivos. Não deixe de fazer também a sua parte no controle do mosquito! Procure e elimine possíveis criadouros na sua casa e não se esqueça de conversar com seus amigos e parentes para fazerem o mesmo!
Luciano Moreira - World Mosquito Program - Fiocruz
(https://chc.org.br/artigo/mundo-de-curiosidades-353/acesso em 13/05/2014).

Leia as afirmativas sobre o texto:



I. Wolbachia é bactéria da mosca-da-fruta.


II. Wolbachia é uma bactéria produzida em laboratório para combater a dengue.


III. “Wolbitos” são mosquitos que carregam a bactéria da mosca-da-fruta e ajudam no combate à dengue.



Sobre as afirmativas, é correto o que se afirma em:

Alternativas
Q3353620 Português
Conhece os “Wolbitos”?

    Uma bactéria que combate o vírus da dengue dentro do mosquito? Não é ficção, não! É isso que faz a Wolbachia, bactéria naturalmente presente em mais da metade dos insetos no mundo. Em laboratório, uma equipe de cientistas conseguiu introduzir essa bactéria , que foi retirada da mosca-da-fruta, dentro dos ovos do mosquito Aedes aegypti. Após muitos anos de trabalho, foi comprovado que, quando a Wolbachia está presente neste mosquito, ela impede que os vírus da dengue, Zika, chikungunya e febre amarela urbana se desenvolvam dentro dele, contribuindo para redução destas doenças.

    Hoje, mosquitos Aedes aegypti com Wolbachia são liberados em determinados territórios, para que se reproduzam com os Aedes aegypti locais. A ideia é que, aos poucos, estabeleçam uma nova população destes mosquitos, todos com Wolbachia. O mais legal é que os “Wolbitos”, como foram apelidados os mosquitos que carregam a bactéria, ficam no local por anos e anos, protegendo as pessoas dos vírus que os demais mosquitos transmitiriam. Os resultados no combate à dengue, por exemplo, têm sido bastante positivos. Não deixe de fazer também a sua parte no controle do mosquito! Procure e elimine possíveis criadouros na sua casa e não se esqueça de conversar com seus amigos e parentes para fazerem o mesmo!
Luciano Moreira - World Mosquito Program - Fiocruz
(https://chc.org.br/artigo/mundo-de-curiosidades-353/acesso em 13/05/2014).
O texto, Conhece os “Wolbitos”?, foi escrito para:
Alternativas
Q3353217 Português

Leia a tirinha a seguir.


Imagem associada para resolução da questão

GONSALES, Fernando. Níquel Náusea. Folha de São Paulo, 15 de maio de 2024. Disponível em: https://cartum.folha.uol.com.br/quadrinhos/2024/05/15/niquel-nausea-fernandogonsales.shtml. Acesso em: 15 mai. 2024.


Entende-se, com base nas informações explícitas nessa tirinha, que:

Alternativas
Q3353214 Português
TEXTO PARA A QUESTÃO.

Descuido ambiental e desinformação ceifam vidas

A tragédia climática no Rio Grande do Sul ceifou vidas, gerou mais de 200 mil refugiados climáticos e apontou o dedo para a falta de planejamento no combate a tragédias climáticas previstas pela ciência

Por Dione O. Moura — UnB/ABEJ/Rede Biota Cerrado
Marlise Brenol — UnB/SBPJor/Rede Biota Cerrado
Liziane Guazina — UnB/Compolítica

    Não fosse suficiente a1 enchente que assola o Rio Grande do Sul (RS), também surge outra enxurrada: oceanos de desinformações que visam desestabilizar forças políticas e institucionais, provocar caos desmesurado e aumentar a dor. Contudo, nada surge da noite para o dia. Há fatores historicamente construídos para que a2 desinformação trafegue em indevida liberdade.

    Vamos lá, no caso da inundação no RS, partimos de uma agenda histórica de descuido ambiental. Para o Brasil se tornar o "celeiro do mundo", devastou biomas, ao custo de uma estrutura de vigilância e de controle ambiental crescentemente desmantelada por atores sociais que consideram que ecologia é balela, e de uma economia que gera hábitos de consumismo desenfreado, degradação ambiental, enorme produção de lixo, assoreamento de rios, poluição e devastação de biomas.

    E tem mais: em nosso país, há anos, inexiste solidez das normas de comunicação de risco que deveriam ser aplicadas do micro (bairro, município) ao macro (áreas metropolitanas, estado, regiões). Quais as3 áreas de risco? Quais populações podem ser atingidas? Quando e por quais mecanismos serão alertadas? Quais as rotas de evacuação? Escolas, igrejas, coletivos, Defesa Civil, quem atuará nos abrigos? Como proteger os mais vulneráveis? São perguntas que planos de comunicação de risco e de evacuação preventiva conseguem responder, desde que façamos as perguntas certas, na hora certa — antes que o risco (possibilidade) se materialize em dano (o risco concretizado). 

    Esse processo é fortalecido diante da desregulamentação das redes sociais e resulta em um pacote letal. Acreditamos, como sociedade, que vai ficar tudo bem enquanto destruímos o planeta. Achamos fofos os documentários de crianças de outros países sendo preparadas para possíveis terremotos, mas aqui no Brasil não precisamos disso… não? E as crianças desaparecidas na atual inundação no RS? E os idosos, os hospitais, as creches, as faculdades, as empresas, as comunidades inteiras submersas na água lamacenta?

    Não somente a inundação, mas todo esse conjunto ceifa vidas. Em síntese, falta prevenção há décadas e também nos dias anteriores as4 inundações. Se conseguimos fechar o comércio e as escolas quando é feriado, [________] não conseguimos fazê-lo antes de uma inundação dessas? Óbvio que conseguimos, desde que haja decisão política. Desde que não deixemos multiplicar o número de desabrigados até que a única saída esteja em orçamentos astronômicos emergenciais. Esse cenário histórico é perfeito para pavimentar a estrada da indevida liberdade de desinformar e proliferar o negacionismo climático. A lógica das plataformas de mídias sociais segue e amplifica o modelo da comunicação do grotesco de que nos falou Muniz Sodré.

    O grotesco, agora ampliado na internet, estimula os relatos mentirosos e sensacionalistas. Influenciadores digitais e as BigTechs nadam de braçada em plataformas de mídias sociais sem regulação. Desinformam em troca de alcance e engajamento, a atual moeda digital. Como consequência, levam veículos de imprensa — que, de forma irresponsável, __________(PUBLICA/PUBLICAM) sem a devida verificação — e muitos políticos — que assumem mentiras em discursos e postagens amplificadoras do círculo vicioso. É __________(PRECISO/PRECISA) prudência, em especial, na cobertura de catástrofes. Antes de pegar uma rodovia, você não passa no posto para calibragem, água e óleo para viajar com segurança? Pois, então, antes de acelerar fundo e repassar uma desinformação, cheque, nas agências de verificação e em sites jornalísticos, como a Agência Lupa, a Aos Fatos e o Estadão Verifica.

    A tragédia climática no RS ceifou vidas, gerou mais de 200 mil refugiados climáticos e apontou o dedo para a falta de planejamento no combate a tragédias climáticas previstas pela ciência. Enquanto as figuras públicas, em especial, deputados e senadores brasileiros, deputados estaduais/distritais, vereadores, prefeitos e governadores estiverem mais preocupados em criar narrativas para suas bases eleitorais nas redes sociais do que em gerenciar as crises, serão corresponsáveis por essa e por outras tragédias que possam vir. E se a pauta da biodiversidade, da conservação e da economia sustentável não se __________(TORNAR/TORNAREM) prioridade, catástrofes se multiplicarão. Se a dor das vítimas das enchentes no RS não __________(DOER/DOEREM) nos Três Poderes (nos níveis municipal, estadual e federal), a desesperança reinará em um país cujas faces não mais distinguiremos lama de lágrimas. Ainda podemos fazer algo. Façamos.

MOURA, Dione O.; BRENOL, Marlise; GUAZINA, Liziane. Descuido ambiental e desinformação ceifam vidas. Correio Braziliense, 12 de maio de 2024. Disponível em:
https://www.correiobraziliense.com.br/opiniao/2024/05/6855238 -descuido-ambiental-e-desinformacao-ceifam-vidas.html. Acesso em: 13 mai. 2024. Adaptado.
Qual das estratégias abaixo NÃO foi empregada pelos autores para incluir diretamente o leitor no tema discorrido no texto?
Alternativas
Q3353213 Português
TEXTO PARA A QUESTÃO.

Descuido ambiental e desinformação ceifam vidas

A tragédia climática no Rio Grande do Sul ceifou vidas, gerou mais de 200 mil refugiados climáticos e apontou o dedo para a falta de planejamento no combate a tragédias climáticas previstas pela ciência

Por Dione O. Moura — UnB/ABEJ/Rede Biota Cerrado
Marlise Brenol — UnB/SBPJor/Rede Biota Cerrado
Liziane Guazina — UnB/Compolítica

    Não fosse suficiente a1 enchente que assola o Rio Grande do Sul (RS), também surge outra enxurrada: oceanos de desinformações que visam desestabilizar forças políticas e institucionais, provocar caos desmesurado e aumentar a dor. Contudo, nada surge da noite para o dia. Há fatores historicamente construídos para que a2 desinformação trafegue em indevida liberdade.

    Vamos lá, no caso da inundação no RS, partimos de uma agenda histórica de descuido ambiental. Para o Brasil se tornar o "celeiro do mundo", devastou biomas, ao custo de uma estrutura de vigilância e de controle ambiental crescentemente desmantelada por atores sociais que consideram que ecologia é balela, e de uma economia que gera hábitos de consumismo desenfreado, degradação ambiental, enorme produção de lixo, assoreamento de rios, poluição e devastação de biomas.

    E tem mais: em nosso país, há anos, inexiste solidez das normas de comunicação de risco que deveriam ser aplicadas do micro (bairro, município) ao macro (áreas metropolitanas, estado, regiões). Quais as3 áreas de risco? Quais populações podem ser atingidas? Quando e por quais mecanismos serão alertadas? Quais as rotas de evacuação? Escolas, igrejas, coletivos, Defesa Civil, quem atuará nos abrigos? Como proteger os mais vulneráveis? São perguntas que planos de comunicação de risco e de evacuação preventiva conseguem responder, desde que façamos as perguntas certas, na hora certa — antes que o risco (possibilidade) se materialize em dano (o risco concretizado). 

    Esse processo é fortalecido diante da desregulamentação das redes sociais e resulta em um pacote letal. Acreditamos, como sociedade, que vai ficar tudo bem enquanto destruímos o planeta. Achamos fofos os documentários de crianças de outros países sendo preparadas para possíveis terremotos, mas aqui no Brasil não precisamos disso… não? E as crianças desaparecidas na atual inundação no RS? E os idosos, os hospitais, as creches, as faculdades, as empresas, as comunidades inteiras submersas na água lamacenta?

    Não somente a inundação, mas todo esse conjunto ceifa vidas. Em síntese, falta prevenção há décadas e também nos dias anteriores as4 inundações. Se conseguimos fechar o comércio e as escolas quando é feriado, [________] não conseguimos fazê-lo antes de uma inundação dessas? Óbvio que conseguimos, desde que haja decisão política. Desde que não deixemos multiplicar o número de desabrigados até que a única saída esteja em orçamentos astronômicos emergenciais. Esse cenário histórico é perfeito para pavimentar a estrada da indevida liberdade de desinformar e proliferar o negacionismo climático. A lógica das plataformas de mídias sociais segue e amplifica o modelo da comunicação do grotesco de que nos falou Muniz Sodré.

    O grotesco, agora ampliado na internet, estimula os relatos mentirosos e sensacionalistas. Influenciadores digitais e as BigTechs nadam de braçada em plataformas de mídias sociais sem regulação. Desinformam em troca de alcance e engajamento, a atual moeda digital. Como consequência, levam veículos de imprensa — que, de forma irresponsável, __________(PUBLICA/PUBLICAM) sem a devida verificação — e muitos políticos — que assumem mentiras em discursos e postagens amplificadoras do círculo vicioso. É __________(PRECISO/PRECISA) prudência, em especial, na cobertura de catástrofes. Antes de pegar uma rodovia, você não passa no posto para calibragem, água e óleo para viajar com segurança? Pois, então, antes de acelerar fundo e repassar uma desinformação, cheque, nas agências de verificação e em sites jornalísticos, como a Agência Lupa, a Aos Fatos e o Estadão Verifica.

    A tragédia climática no RS ceifou vidas, gerou mais de 200 mil refugiados climáticos e apontou o dedo para a falta de planejamento no combate a tragédias climáticas previstas pela ciência. Enquanto as figuras públicas, em especial, deputados e senadores brasileiros, deputados estaduais/distritais, vereadores, prefeitos e governadores estiverem mais preocupados em criar narrativas para suas bases eleitorais nas redes sociais do que em gerenciar as crises, serão corresponsáveis por essa e por outras tragédias que possam vir. E se a pauta da biodiversidade, da conservação e da economia sustentável não se __________(TORNAR/TORNAREM) prioridade, catástrofes se multiplicarão. Se a dor das vítimas das enchentes no RS não __________(DOER/DOEREM) nos Três Poderes (nos níveis municipal, estadual e federal), a desesperança reinará em um país cujas faces não mais distinguiremos lama de lágrimas. Ainda podemos fazer algo. Façamos.

MOURA, Dione O.; BRENOL, Marlise; GUAZINA, Liziane. Descuido ambiental e desinformação ceifam vidas. Correio Braziliense, 12 de maio de 2024. Disponível em:
https://www.correiobraziliense.com.br/opiniao/2024/05/6855238 -descuido-ambiental-e-desinformacao-ceifam-vidas.html. Acesso em: 13 mai. 2024. Adaptado.
O conectivo “Contudo”, utilizado no parágrafo introdutório do artigo, pode ser substituído, sem que haja alteração no sentido básico do enunciado em que ele ocorre, por
Alternativas
Q3353211 Português
TEXTO PARA A QUESTÃO.

Descuido ambiental e desinformação ceifam vidas

A tragédia climática no Rio Grande do Sul ceifou vidas, gerou mais de 200 mil refugiados climáticos e apontou o dedo para a falta de planejamento no combate a tragédias climáticas previstas pela ciência

Por Dione O. Moura — UnB/ABEJ/Rede Biota Cerrado
Marlise Brenol — UnB/SBPJor/Rede Biota Cerrado
Liziane Guazina — UnB/Compolítica

    Não fosse suficiente a1 enchente que assola o Rio Grande do Sul (RS), também surge outra enxurrada: oceanos de desinformações que visam desestabilizar forças políticas e institucionais, provocar caos desmesurado e aumentar a dor. Contudo, nada surge da noite para o dia. Há fatores historicamente construídos para que a2 desinformação trafegue em indevida liberdade.

    Vamos lá, no caso da inundação no RS, partimos de uma agenda histórica de descuido ambiental. Para o Brasil se tornar o "celeiro do mundo", devastou biomas, ao custo de uma estrutura de vigilância e de controle ambiental crescentemente desmantelada por atores sociais que consideram que ecologia é balela, e de uma economia que gera hábitos de consumismo desenfreado, degradação ambiental, enorme produção de lixo, assoreamento de rios, poluição e devastação de biomas.

    E tem mais: em nosso país, há anos, inexiste solidez das normas de comunicação de risco que deveriam ser aplicadas do micro (bairro, município) ao macro (áreas metropolitanas, estado, regiões). Quais as3 áreas de risco? Quais populações podem ser atingidas? Quando e por quais mecanismos serão alertadas? Quais as rotas de evacuação? Escolas, igrejas, coletivos, Defesa Civil, quem atuará nos abrigos? Como proteger os mais vulneráveis? São perguntas que planos de comunicação de risco e de evacuação preventiva conseguem responder, desde que façamos as perguntas certas, na hora certa — antes que o risco (possibilidade) se materialize em dano (o risco concretizado). 

    Esse processo é fortalecido diante da desregulamentação das redes sociais e resulta em um pacote letal. Acreditamos, como sociedade, que vai ficar tudo bem enquanto destruímos o planeta. Achamos fofos os documentários de crianças de outros países sendo preparadas para possíveis terremotos, mas aqui no Brasil não precisamos disso… não? E as crianças desaparecidas na atual inundação no RS? E os idosos, os hospitais, as creches, as faculdades, as empresas, as comunidades inteiras submersas na água lamacenta?

    Não somente a inundação, mas todo esse conjunto ceifa vidas. Em síntese, falta prevenção há décadas e também nos dias anteriores as4 inundações. Se conseguimos fechar o comércio e as escolas quando é feriado, [________] não conseguimos fazê-lo antes de uma inundação dessas? Óbvio que conseguimos, desde que haja decisão política. Desde que não deixemos multiplicar o número de desabrigados até que a única saída esteja em orçamentos astronômicos emergenciais. Esse cenário histórico é perfeito para pavimentar a estrada da indevida liberdade de desinformar e proliferar o negacionismo climático. A lógica das plataformas de mídias sociais segue e amplifica o modelo da comunicação do grotesco de que nos falou Muniz Sodré.

    O grotesco, agora ampliado na internet, estimula os relatos mentirosos e sensacionalistas. Influenciadores digitais e as BigTechs nadam de braçada em plataformas de mídias sociais sem regulação. Desinformam em troca de alcance e engajamento, a atual moeda digital. Como consequência, levam veículos de imprensa — que, de forma irresponsável, __________(PUBLICA/PUBLICAM) sem a devida verificação — e muitos políticos — que assumem mentiras em discursos e postagens amplificadoras do círculo vicioso. É __________(PRECISO/PRECISA) prudência, em especial, na cobertura de catástrofes. Antes de pegar uma rodovia, você não passa no posto para calibragem, água e óleo para viajar com segurança? Pois, então, antes de acelerar fundo e repassar uma desinformação, cheque, nas agências de verificação e em sites jornalísticos, como a Agência Lupa, a Aos Fatos e o Estadão Verifica.

    A tragédia climática no RS ceifou vidas, gerou mais de 200 mil refugiados climáticos e apontou o dedo para a falta de planejamento no combate a tragédias climáticas previstas pela ciência. Enquanto as figuras públicas, em especial, deputados e senadores brasileiros, deputados estaduais/distritais, vereadores, prefeitos e governadores estiverem mais preocupados em criar narrativas para suas bases eleitorais nas redes sociais do que em gerenciar as crises, serão corresponsáveis por essa e por outras tragédias que possam vir. E se a pauta da biodiversidade, da conservação e da economia sustentável não se __________(TORNAR/TORNAREM) prioridade, catástrofes se multiplicarão. Se a dor das vítimas das enchentes no RS não __________(DOER/DOEREM) nos Três Poderes (nos níveis municipal, estadual e federal), a desesperança reinará em um país cujas faces não mais distinguiremos lama de lágrimas. Ainda podemos fazer algo. Façamos.

MOURA, Dione O.; BRENOL, Marlise; GUAZINA, Liziane. Descuido ambiental e desinformação ceifam vidas. Correio Braziliense, 12 de maio de 2024. Disponível em:
https://www.correiobraziliense.com.br/opiniao/2024/05/6855238 -descuido-ambiental-e-desinformacao-ceifam-vidas.html. Acesso em: 13 mai. 2024. Adaptado.
Analise as proposições abaixo, de acordo com a argumentação apresentada no artigo.
I. A subjugação de questões ambientais em vista da atividade econômica é um fator causador de desastres naturais no Brasil.
II. Os mecanismos digitais de propagação de informações colaboram para a conscientização acerca das causas dos desastres naturais no planeta.
III. Há uma deficiência no sistema de comunicação e de prevenção de desastres naturais no Brasil, o que potencializa as consequências das catástrofes ambientais.
IV. Atualmente não há ferramentas de checagem de informações que detectem informações falsas, o que dificulta a conscientização da sociedade acerca das mudanças climáticas.
Estão de acordo com o posicionamento dos autores
Alternativas
Q3352895 Português

De acordo com a tirinha, a expressão “Tô apertado” indica que:

Alternativas
Ano: 2024 Banca: IDECAN Órgão: SES-PB Prova: IDECAN - 2024 - SES-PB - Assistente Social |
Q3352722 Português
O texto seguinte servirá de base para responder a questão.

Sem edição

Hélio Schwartsman

Para que servem debates entre candidatos a cargos políticos? Na visão clássica ingênua, seria uma oportunidade para os postulantes apresentarem suas propostas. O eleitor poderia então compará-las e decidir quem merece seu voto.

No mundo real, esse esquema nunca funcionou muito bem. São raríssimos os cidadãos que definem seu sufrágio de modo puramente racional a partir da comparação de propostas. Na prática, o que mais pesa são dinâmicas emocionais, como preferências prévias consolidadas, influência de pessoas próximas e simpatias e antipatias instantâneas, não raro com base em elementos que deveriam ser irrelevantes para a política, a exemplo da aparência.

Um assustador estudo americano mostrou que voluntários conseguiam apontar com 68% de sucesso o vencedor de disputas para o Senado apenas olhando por um segundo para fotos dos concorrentes e indicando aquele com aparência mais "senatorial".

Ainda que não pelas razões clássicas, debates têm utilidade na arena pública. Eles colocam os candidatos em situações de mundo real não inteiramente controladas por seus marqueteiros. É uma oportunidade para o eleitor vislumbrar o postulante despido das intervenções editoriais que normalmente o acompanham.

Jornal Folha de São Paulo, 25/09/2024 (adaptado)
Em relação à forma como está estruturado, o terceiro parágrafo do texto classifica-se como um parágrafo 
Alternativas
Ano: 2024 Banca: IDECAN Órgão: SES-PB Prova: IDECAN - 2024 - SES-PB - Assistente Social |
Q3352720 Português
O texto seguinte servirá de base para responder a questão.

Sem edição

Hélio Schwartsman

Para que servem debates entre candidatos a cargos políticos? Na visão clássica ingênua, seria uma oportunidade para os postulantes apresentarem suas propostas. O eleitor poderia então compará-las e decidir quem merece seu voto.

No mundo real, esse esquema nunca funcionou muito bem. São raríssimos os cidadãos que definem seu sufrágio de modo puramente racional a partir da comparação de propostas. Na prática, o que mais pesa são dinâmicas emocionais, como preferências prévias consolidadas, influência de pessoas próximas e simpatias e antipatias instantâneas, não raro com base em elementos que deveriam ser irrelevantes para a política, a exemplo da aparência.

Um assustador estudo americano mostrou que voluntários conseguiam apontar com 68% de sucesso o vencedor de disputas para o Senado apenas olhando por um segundo para fotos dos concorrentes e indicando aquele com aparência mais "senatorial".

Ainda que não pelas razões clássicas, debates têm utilidade na arena pública. Eles colocam os candidatos em situações de mundo real não inteiramente controladas por seus marqueteiros. É uma oportunidade para o eleitor vislumbrar o postulante despido das intervenções editoriais que normalmente o acompanham.

Jornal Folha de São Paulo, 25/09/2024 (adaptado)
A partir da interpretação da estruturação dos parágrafos do texto, podemos perceber que há, entre o primeiro e o segundo parágrafo, uma relação
Alternativas
Respostas
22441: C
22442: A
22443: C
22444: D
22445: D
22446: B
22447: D
22448: B
22449: D
22450: D
22451: C
22452: B
22453: D
22454: B
22455: D
22456: C
22457: D
22458: C
22459: E
22460: B