Questões de Concurso Comentadas sobre interpretação de textos em português

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Q3320974 Português
Leia o Texto I e responda à questão.


Texto 1


O menino e o homem  


    Quando chovia, no meu tempo de menino, a casa virava um festival de goteiras. Eram pingos do teto ensopando o soalho de todas as salas e quartos. Seguia-se um corre-corre dos diabos, todo mundo levando e trazendo baldes, bacias, panelas, penicos e o que mais houvesse para aparar a água que caia e para que os vazamentos não se transformassem numa inundação. [...]  

    Naquele dia, assim que a chuva passou, fui como sempre brincar no quintal. Descalço, pouco me incomodando com a lama em que meus pés se afundavam, gostava de abrir regos para que as poças d'água, como pequeninos lagos, escorressem pelo declive do terreiro, formando o que para mim era um caudaloso rio. E me distraia fazendo descer por ele barquinhos de papel, que eram grandes caravelas de piratas. Desta vez, o que me distraiu a atenção foi uma fila de formigas a caminho do formigueiro, 14 perto do bambuzal, e que o rio aberto por mim havia interrompido. As formiguinhas iam até a margem e, atarantadas, ficavam por ali procurando um jeito de atravessar. Encostavam a cabeça umas nas outras, trocando ideias, iam e vinham, sem saber o que fazer. Algumas acabavam tão desorientadas com o imprevisto obstáculo à sua frente que recuavam caminho, atropelando as que vinham atrás e estabelecendo na fila a maior confusão.  

    Do outro lado, entre as que já haviam passado, reinava também certa confusão. Enquanto as que iam mais a frente prosseguiam a caminhada até o formigueiro, sem perceber o que acontecia a retaguarda, as ainda próximas do rio ficavam indecisas, indo e vindo por ali, junto à margem, pintando uma forma qualquer de ajudar as outras a atravessar.  

    Resolvi colaborar, apelando para os meus conhecimentos de engenharia. Em poucos instantes construí uma ponte com um pedaço de bambu aberto ao meio, e procurei orientar para ela, com um pauzinho, a fila de formigas. Estava empenhado nisso, quando senti que havia alguém em pé atras de mim. Uma voz de homem, que soou familiar aos meus ouvidos, perguntou: 

    — Que é que você está fazendo?

    Sem me voltar, tão entretido estava com as formigas, expliquei o que se passava. Logo consegui restabelecer o tráfego delas, recompondo a fila através da ponte. O homem se agachou a meu lado, dizendo que várias formigas seguiam por um caminho, uma na frente de duas, uma atrás de duas, uma no meio de duas. E perguntou: 

    — Quantas formigas eram?

    Pensei um pouco, fazendo cálculos. Naquele tempo eu achava que era bom em aritmética: uma na frente de duas faziam três; uma atrás de duas eram mais três; uma no meio de duas, mais três. 

    — Nove! - exclamei, triunfante.

    Ele começou a rir e sacudiu a cabeça, dizendo que não: eram apenas três, pois formiga só anda em fila, uma atrás da outra.

    Então perguntei a ele o que é que cai em pé e corre deitado. 

    —Cobra? — ele arriscou, enrugando a testa, intrigado.

    Foi a minha vez de achar graça:

    — Que cobra que nada! É a chuva — e comecei a rir também. 

    — Você sabe o que é que caindo no chão não quebra e caindo n'água quebra?

    —Sei: papel. 

    Gostei daquele homem: ele sabia uma porção de coisas que eu também sabia. Ficamos conversando um tempão, sentados na beirada da caixa de areia, como dois amigos, embora ele fosse cinquenta anos mais velho do que eu, segundo me disse. Não parecia. Eu também lhe contei uma porção de coisas. [...] 

    — Fernando! — berrou o papagaio, imitando mamãe: — Vem pra dentro, menino! Olha o sereno! [...]

    O homem disse que tinha de ir embora — antes queria me ensinar uma coisa muito importante:

    — Você quer conhecer o segredo de ser um menino feliz para o resto da sua vida? 

    — Quero - respondi.

    O segredo se resumia em três palavras, que ele pronunciou com intensidade, mãos nos meus ombros e olhos nos meus olhos:

    — Pense nos outros. 

    Na hora achei esse segredo meio sem graça. Só bem mais tarde vim a entender o conselho que tantas vezes na vida deixei de cumprir. Mas que sempre deu certo quando me lembrei de segui-lo, fazendo-me feliz como um menino. 

    O homem se curvou para me beijar na testa, se despedindo:

    — Quem é você? — perguntei ainda.

    Ele se limitou a sorrir, depois disse adeus com um aceno e foi-se embora para sempre. 


SABINO, Fernando. O menino e o homem. Disponível em: https://ima-rs.com.br/wp-content/uploads/2018/11/70.-ano-O-Menino-no-Espelho-Fernando-Sabino.pdf. Acesso em: 22 mar. 2024, com adaptações. 
Identifique a alternativa na qual se estabelece relação de comparação. 
Alternativas
Q3320971 Português
Leia o Texto I e responda à questão.


Texto 1


O menino e o homem  


    Quando chovia, no meu tempo de menino, a casa virava um festival de goteiras. Eram pingos do teto ensopando o soalho de todas as salas e quartos. Seguia-se um corre-corre dos diabos, todo mundo levando e trazendo baldes, bacias, panelas, penicos e o que mais houvesse para aparar a água que caia e para que os vazamentos não se transformassem numa inundação. [...]  

    Naquele dia, assim que a chuva passou, fui como sempre brincar no quintal. Descalço, pouco me incomodando com a lama em que meus pés se afundavam, gostava de abrir regos para que as poças d'água, como pequeninos lagos, escorressem pelo declive do terreiro, formando o que para mim era um caudaloso rio. E me distraia fazendo descer por ele barquinhos de papel, que eram grandes caravelas de piratas. Desta vez, o que me distraiu a atenção foi uma fila de formigas a caminho do formigueiro, 14 perto do bambuzal, e que o rio aberto por mim havia interrompido. As formiguinhas iam até a margem e, atarantadas, ficavam por ali procurando um jeito de atravessar. Encostavam a cabeça umas nas outras, trocando ideias, iam e vinham, sem saber o que fazer. Algumas acabavam tão desorientadas com o imprevisto obstáculo à sua frente que recuavam caminho, atropelando as que vinham atrás e estabelecendo na fila a maior confusão.  

    Do outro lado, entre as que já haviam passado, reinava também certa confusão. Enquanto as que iam mais a frente prosseguiam a caminhada até o formigueiro, sem perceber o que acontecia a retaguarda, as ainda próximas do rio ficavam indecisas, indo e vindo por ali, junto à margem, pintando uma forma qualquer de ajudar as outras a atravessar.  

    Resolvi colaborar, apelando para os meus conhecimentos de engenharia. Em poucos instantes construí uma ponte com um pedaço de bambu aberto ao meio, e procurei orientar para ela, com um pauzinho, a fila de formigas. Estava empenhado nisso, quando senti que havia alguém em pé atras de mim. Uma voz de homem, que soou familiar aos meus ouvidos, perguntou: 

    — Que é que você está fazendo?

    Sem me voltar, tão entretido estava com as formigas, expliquei o que se passava. Logo consegui restabelecer o tráfego delas, recompondo a fila através da ponte. O homem se agachou a meu lado, dizendo que várias formigas seguiam por um caminho, uma na frente de duas, uma atrás de duas, uma no meio de duas. E perguntou: 

    — Quantas formigas eram?

    Pensei um pouco, fazendo cálculos. Naquele tempo eu achava que era bom em aritmética: uma na frente de duas faziam três; uma atrás de duas eram mais três; uma no meio de duas, mais três. 

    — Nove! - exclamei, triunfante.

    Ele começou a rir e sacudiu a cabeça, dizendo que não: eram apenas três, pois formiga só anda em fila, uma atrás da outra.

    Então perguntei a ele o que é que cai em pé e corre deitado. 

    —Cobra? — ele arriscou, enrugando a testa, intrigado.

    Foi a minha vez de achar graça:

    — Que cobra que nada! É a chuva — e comecei a rir também. 

    — Você sabe o que é que caindo no chão não quebra e caindo n'água quebra?

    —Sei: papel. 

    Gostei daquele homem: ele sabia uma porção de coisas que eu também sabia. Ficamos conversando um tempão, sentados na beirada da caixa de areia, como dois amigos, embora ele fosse cinquenta anos mais velho do que eu, segundo me disse. Não parecia. Eu também lhe contei uma porção de coisas. [...] 

    — Fernando! — berrou o papagaio, imitando mamãe: — Vem pra dentro, menino! Olha o sereno! [...]

    O homem disse que tinha de ir embora — antes queria me ensinar uma coisa muito importante:

    — Você quer conhecer o segredo de ser um menino feliz para o resto da sua vida? 

    — Quero - respondi.

    O segredo se resumia em três palavras, que ele pronunciou com intensidade, mãos nos meus ombros e olhos nos meus olhos:

    — Pense nos outros. 

    Na hora achei esse segredo meio sem graça. Só bem mais tarde vim a entender o conselho que tantas vezes na vida deixei de cumprir. Mas que sempre deu certo quando me lembrei de segui-lo, fazendo-me feliz como um menino. 

    O homem se curvou para me beijar na testa, se despedindo:

    — Quem é você? — perguntei ainda.

    Ele se limitou a sorrir, depois disse adeus com um aceno e foi-se embora para sempre. 


SABINO, Fernando. O menino e o homem. Disponível em: https://ima-rs.com.br/wp-content/uploads/2018/11/70.-ano-O-Menino-no-Espelho-Fernando-Sabino.pdf. Acesso em: 22 mar. 2024, com adaptações. 
No fragmento “Descalço, pouco me incomodando com a lama em que meus pés se afundavam, gostava de abrir regos para que as poças d'água, como pequeninos lagos, escorressem pelo declive do terreiro, formando o que para mim era um caudaloso rio”, o termo “caudaloso” pode ser substituído, sem alteração de sentido, pelo termo: 
Alternativas
Q3320970 Português
Leia o Texto I e responda à questão.


Texto 1


O menino e o homem  


    Quando chovia, no meu tempo de menino, a casa virava um festival de goteiras. Eram pingos do teto ensopando o soalho de todas as salas e quartos. Seguia-se um corre-corre dos diabos, todo mundo levando e trazendo baldes, bacias, panelas, penicos e o que mais houvesse para aparar a água que caia e para que os vazamentos não se transformassem numa inundação. [...]  

    Naquele dia, assim que a chuva passou, fui como sempre brincar no quintal. Descalço, pouco me incomodando com a lama em que meus pés se afundavam, gostava de abrir regos para que as poças d'água, como pequeninos lagos, escorressem pelo declive do terreiro, formando o que para mim era um caudaloso rio. E me distraia fazendo descer por ele barquinhos de papel, que eram grandes caravelas de piratas. Desta vez, o que me distraiu a atenção foi uma fila de formigas a caminho do formigueiro, 14 perto do bambuzal, e que o rio aberto por mim havia interrompido. As formiguinhas iam até a margem e, atarantadas, ficavam por ali procurando um jeito de atravessar. Encostavam a cabeça umas nas outras, trocando ideias, iam e vinham, sem saber o que fazer. Algumas acabavam tão desorientadas com o imprevisto obstáculo à sua frente que recuavam caminho, atropelando as que vinham atrás e estabelecendo na fila a maior confusão.  

    Do outro lado, entre as que já haviam passado, reinava também certa confusão. Enquanto as que iam mais a frente prosseguiam a caminhada até o formigueiro, sem perceber o que acontecia a retaguarda, as ainda próximas do rio ficavam indecisas, indo e vindo por ali, junto à margem, pintando uma forma qualquer de ajudar as outras a atravessar.  

    Resolvi colaborar, apelando para os meus conhecimentos de engenharia. Em poucos instantes construí uma ponte com um pedaço de bambu aberto ao meio, e procurei orientar para ela, com um pauzinho, a fila de formigas. Estava empenhado nisso, quando senti que havia alguém em pé atras de mim. Uma voz de homem, que soou familiar aos meus ouvidos, perguntou: 

    — Que é que você está fazendo?

    Sem me voltar, tão entretido estava com as formigas, expliquei o que se passava. Logo consegui restabelecer o tráfego delas, recompondo a fila através da ponte. O homem se agachou a meu lado, dizendo que várias formigas seguiam por um caminho, uma na frente de duas, uma atrás de duas, uma no meio de duas. E perguntou: 

    — Quantas formigas eram?

    Pensei um pouco, fazendo cálculos. Naquele tempo eu achava que era bom em aritmética: uma na frente de duas faziam três; uma atrás de duas eram mais três; uma no meio de duas, mais três. 

    — Nove! - exclamei, triunfante.

    Ele começou a rir e sacudiu a cabeça, dizendo que não: eram apenas três, pois formiga só anda em fila, uma atrás da outra.

    Então perguntei a ele o que é que cai em pé e corre deitado. 

    —Cobra? — ele arriscou, enrugando a testa, intrigado.

    Foi a minha vez de achar graça:

    — Que cobra que nada! É a chuva — e comecei a rir também. 

    — Você sabe o que é que caindo no chão não quebra e caindo n'água quebra?

    —Sei: papel. 

    Gostei daquele homem: ele sabia uma porção de coisas que eu também sabia. Ficamos conversando um tempão, sentados na beirada da caixa de areia, como dois amigos, embora ele fosse cinquenta anos mais velho do que eu, segundo me disse. Não parecia. Eu também lhe contei uma porção de coisas. [...] 

    — Fernando! — berrou o papagaio, imitando mamãe: — Vem pra dentro, menino! Olha o sereno! [...]

    O homem disse que tinha de ir embora — antes queria me ensinar uma coisa muito importante:

    — Você quer conhecer o segredo de ser um menino feliz para o resto da sua vida? 

    — Quero - respondi.

    O segredo se resumia em três palavras, que ele pronunciou com intensidade, mãos nos meus ombros e olhos nos meus olhos:

    — Pense nos outros. 

    Na hora achei esse segredo meio sem graça. Só bem mais tarde vim a entender o conselho que tantas vezes na vida deixei de cumprir. Mas que sempre deu certo quando me lembrei de segui-lo, fazendo-me feliz como um menino. 

    O homem se curvou para me beijar na testa, se despedindo:

    — Quem é você? — perguntei ainda.

    Ele se limitou a sorrir, depois disse adeus com um aceno e foi-se embora para sempre. 


SABINO, Fernando. O menino e o homem. Disponível em: https://ima-rs.com.br/wp-content/uploads/2018/11/70.-ano-O-Menino-no-Espelho-Fernando-Sabino.pdf. Acesso em: 22 mar. 2024, com adaptações. 
Considerando as ideias apresentadas no Texto I e seus propósitos comunicativos, assinale a alternativa que resume o tema abordado no texto:  
Alternativas
Q3320969 Português
Leia o Texto I e responda à questão.


Texto 1


O menino e o homem  


    Quando chovia, no meu tempo de menino, a casa virava um festival de goteiras. Eram pingos do teto ensopando o soalho de todas as salas e quartos. Seguia-se um corre-corre dos diabos, todo mundo levando e trazendo baldes, bacias, panelas, penicos e o que mais houvesse para aparar a água que caia e para que os vazamentos não se transformassem numa inundação. [...]  

    Naquele dia, assim que a chuva passou, fui como sempre brincar no quintal. Descalço, pouco me incomodando com a lama em que meus pés se afundavam, gostava de abrir regos para que as poças d'água, como pequeninos lagos, escorressem pelo declive do terreiro, formando o que para mim era um caudaloso rio. E me distraia fazendo descer por ele barquinhos de papel, que eram grandes caravelas de piratas. Desta vez, o que me distraiu a atenção foi uma fila de formigas a caminho do formigueiro, 14 perto do bambuzal, e que o rio aberto por mim havia interrompido. As formiguinhas iam até a margem e, atarantadas, ficavam por ali procurando um jeito de atravessar. Encostavam a cabeça umas nas outras, trocando ideias, iam e vinham, sem saber o que fazer. Algumas acabavam tão desorientadas com o imprevisto obstáculo à sua frente que recuavam caminho, atropelando as que vinham atrás e estabelecendo na fila a maior confusão.  

    Do outro lado, entre as que já haviam passado, reinava também certa confusão. Enquanto as que iam mais a frente prosseguiam a caminhada até o formigueiro, sem perceber o que acontecia a retaguarda, as ainda próximas do rio ficavam indecisas, indo e vindo por ali, junto à margem, pintando uma forma qualquer de ajudar as outras a atravessar.  

    Resolvi colaborar, apelando para os meus conhecimentos de engenharia. Em poucos instantes construí uma ponte com um pedaço de bambu aberto ao meio, e procurei orientar para ela, com um pauzinho, a fila de formigas. Estava empenhado nisso, quando senti que havia alguém em pé atras de mim. Uma voz de homem, que soou familiar aos meus ouvidos, perguntou: 

    — Que é que você está fazendo?

    Sem me voltar, tão entretido estava com as formigas, expliquei o que se passava. Logo consegui restabelecer o tráfego delas, recompondo a fila através da ponte. O homem se agachou a meu lado, dizendo que várias formigas seguiam por um caminho, uma na frente de duas, uma atrás de duas, uma no meio de duas. E perguntou: 

    — Quantas formigas eram?

    Pensei um pouco, fazendo cálculos. Naquele tempo eu achava que era bom em aritmética: uma na frente de duas faziam três; uma atrás de duas eram mais três; uma no meio de duas, mais três. 

    — Nove! - exclamei, triunfante.

    Ele começou a rir e sacudiu a cabeça, dizendo que não: eram apenas três, pois formiga só anda em fila, uma atrás da outra.

    Então perguntei a ele o que é que cai em pé e corre deitado. 

    —Cobra? — ele arriscou, enrugando a testa, intrigado.

    Foi a minha vez de achar graça:

    — Que cobra que nada! É a chuva — e comecei a rir também. 

    — Você sabe o que é que caindo no chão não quebra e caindo n'água quebra?

    —Sei: papel. 

    Gostei daquele homem: ele sabia uma porção de coisas que eu também sabia. Ficamos conversando um tempão, sentados na beirada da caixa de areia, como dois amigos, embora ele fosse cinquenta anos mais velho do que eu, segundo me disse. Não parecia. Eu também lhe contei uma porção de coisas. [...] 

    — Fernando! — berrou o papagaio, imitando mamãe: — Vem pra dentro, menino! Olha o sereno! [...]

    O homem disse que tinha de ir embora — antes queria me ensinar uma coisa muito importante:

    — Você quer conhecer o segredo de ser um menino feliz para o resto da sua vida? 

    — Quero - respondi.

    O segredo se resumia em três palavras, que ele pronunciou com intensidade, mãos nos meus ombros e olhos nos meus olhos:

    — Pense nos outros. 

    Na hora achei esse segredo meio sem graça. Só bem mais tarde vim a entender o conselho que tantas vezes na vida deixei de cumprir. Mas que sempre deu certo quando me lembrei de segui-lo, fazendo-me feliz como um menino. 

    O homem se curvou para me beijar na testa, se despedindo:

    — Quem é você? — perguntei ainda.

    Ele se limitou a sorrir, depois disse adeus com um aceno e foi-se embora para sempre. 


SABINO, Fernando. O menino e o homem. Disponível em: https://ima-rs.com.br/wp-content/uploads/2018/11/70.-ano-O-Menino-no-Espelho-Fernando-Sabino.pdf. Acesso em: 22 mar. 2024, com adaptações. 
De acordo com as ideias apesentadas no Texto 1, o motivo de preocupação relatado pelo menino, em dias de chuva, era: 
Alternativas
Q3320807 Português
Para compreender a dinâmica por trás dos aspectos democráticos que caracterizam a educação, é possível analisar diferentes obras que retratam reflexões variadas sobre o tema. Nesse sentido, de acordo com Paro (2016), no caso da escola mantida pelo Estado, é importante compreender a dinâmica presente na concepção do termo “pública”. Dentre as reflexões propostas pelo referido autor, observa-se que ele utiliza uma figura de linguagem para contextualizar esse termo “pública” em relação ao termo “estatal”. Que figura de linguagem é empregada pelo autor?
Alternativas
Q3320736 Português
Leia o  texto a seguir para responder à questão.

Sumido 

        Me dei disseram “Você anda sumido” e me conta de que era verdade. Eu também, fazia tempo que não me via. O que teria acontecido comigo? Não me encontrava nos lugares em que costumava ir. Perguntava por mim e as pessoas diziam que havia tempo não me viam. E faziam  a pergunta: “Que fim você levou?”. Eu não tinha a menor ideia. A última vez que me vira fora, deixa ver... Eu não me lembrava!

      Eu  teria morrido? Impossível, na última vez em que me vira eu estava bem. Não tinha, que eu soubesse, nenhum problema grave de saúde. E, mesmo, eu teria visto o convite para o meu enterro no jornal. O nome fatalmente me chamaria a atenção.

        Eu podia ter mudado de cidade. Era isso. Podia ter ido para outro lugar, podia estar em outro lugar naquele momento. Mas por que iria embora assim, sem dizer nada para ninguém, sem me despedir nem de mim? Sempre fomos muito ligados. 

    No  outro dia fui a um lugar que eu costumava frequentar muito e perguntei se tinham me visto. Não era gente conhecida, precisei me descrever. Não foi difícil porque me usei como modelo. “Eu sou um cara, assim, como eu. Mesma altura, tudo.” Não tinham me visto. Que coisa. Pensei: como é que alguém pode simplesmente desaparecer desse jeito? Foi então que comecei, confesso, a pensar nas vantagens de estar sumido.

       Não me encontrar em lugar algum me dava uma espécie de liberdade. Podia fazer o que bem entendesse, sem o risco de dar comigo e eu dizer “Você, hein?” e eu ser obrigado a me dizer alguma coisa como “Vai ver se eu não estou lá na esquina”. Mudei por completo de comportamento. Me tornei outro! Que maravilha. Agora, mesmo que me encontrasse, eu não me reconheceria. Comecei a fazer coisas que até eu duvidaria, se fosse eu. O que mais gostava de ouvir das pessoas espantadas com a minha mudança era: “Nem parece você”. Claro que não parecia eu. Eu não era eu. Eu era outro! Passei a me exceder, embriagado pela minha nova liberdade.

       A verdade é que estar longe dos meus olhos me deixou fora de mim. Ou fora do outro. E um dia ouvi uma mulher indignada com o meu assédio gritar: “Você não se enxerga, não?.” Foi uma revelação. Claro, era isso. Eu não estava sumido. Eu simplesmente não me enxergava. Como podia me encontrar nos lugares onde me procurava se não me enxergava? 

     Todo aquele tempo eu estivera lá·, presente, embaixo, por assim dizer, do meu nariz, e não me vira. Por um lado, fiquei aliviado. Eu estava vivo e bem, não precisava me preocupar. Por outro lado, foi uma decepção. Concluí que não tem jeito, estamos sempre, irremediavelmente, conosco, mesmo quando pensamos ter nos livrado de nós. A gente não desaparece. A gente às vezes só não se enxerga. 




VERISSIMO, L. F. Verissimo antológico: meio século de crônicas, ou coisa parecida. São Paulo: Objetiva, 2020. 

O tipo de figura de linguagem utilizada em “Passei a me exceder, embriagado pela minha nova liberdade.” é: 
Alternativas
Q3320735 Português
Leia o  texto a seguir para responder à questão.

Sumido 

        Me dei disseram “Você anda sumido” e me conta de que era verdade. Eu também, fazia tempo que não me via. O que teria acontecido comigo? Não me encontrava nos lugares em que costumava ir. Perguntava por mim e as pessoas diziam que havia tempo não me viam. E faziam  a pergunta: “Que fim você levou?”. Eu não tinha a menor ideia. A última vez que me vira fora, deixa ver... Eu não me lembrava!

      Eu  teria morrido? Impossível, na última vez em que me vira eu estava bem. Não tinha, que eu soubesse, nenhum problema grave de saúde. E, mesmo, eu teria visto o convite para o meu enterro no jornal. O nome fatalmente me chamaria a atenção.

        Eu podia ter mudado de cidade. Era isso. Podia ter ido para outro lugar, podia estar em outro lugar naquele momento. Mas por que iria embora assim, sem dizer nada para ninguém, sem me despedir nem de mim? Sempre fomos muito ligados. 

    No  outro dia fui a um lugar que eu costumava frequentar muito e perguntei se tinham me visto. Não era gente conhecida, precisei me descrever. Não foi difícil porque me usei como modelo. “Eu sou um cara, assim, como eu. Mesma altura, tudo.” Não tinham me visto. Que coisa. Pensei: como é que alguém pode simplesmente desaparecer desse jeito? Foi então que comecei, confesso, a pensar nas vantagens de estar sumido.

       Não me encontrar em lugar algum me dava uma espécie de liberdade. Podia fazer o que bem entendesse, sem o risco de dar comigo e eu dizer “Você, hein?” e eu ser obrigado a me dizer alguma coisa como “Vai ver se eu não estou lá na esquina”. Mudei por completo de comportamento. Me tornei outro! Que maravilha. Agora, mesmo que me encontrasse, eu não me reconheceria. Comecei a fazer coisas que até eu duvidaria, se fosse eu. O que mais gostava de ouvir das pessoas espantadas com a minha mudança era: “Nem parece você”. Claro que não parecia eu. Eu não era eu. Eu era outro! Passei a me exceder, embriagado pela minha nova liberdade.

       A verdade é que estar longe dos meus olhos me deixou fora de mim. Ou fora do outro. E um dia ouvi uma mulher indignada com o meu assédio gritar: “Você não se enxerga, não?.” Foi uma revelação. Claro, era isso. Eu não estava sumido. Eu simplesmente não me enxergava. Como podia me encontrar nos lugares onde me procurava se não me enxergava? 

     Todo aquele tempo eu estivera lá·, presente, embaixo, por assim dizer, do meu nariz, e não me vira. Por um lado, fiquei aliviado. Eu estava vivo e bem, não precisava me preocupar. Por outro lado, foi uma decepção. Concluí que não tem jeito, estamos sempre, irremediavelmente, conosco, mesmo quando pensamos ter nos livrado de nós. A gente não desaparece. A gente às vezes só não se enxerga. 




VERISSIMO, L. F. Verissimo antológico: meio século de crônicas, ou coisa parecida. São Paulo: Objetiva, 2020. 

No penúltimo parágrafo do texto, o narrador: 
Alternativas
Q3320734 Português
Leia o  texto a seguir para responder à questão.

Sumido 

        Me dei disseram “Você anda sumido” e me conta de que era verdade. Eu também, fazia tempo que não me via. O que teria acontecido comigo? Não me encontrava nos lugares em que costumava ir. Perguntava por mim e as pessoas diziam que havia tempo não me viam. E faziam  a pergunta: “Que fim você levou?”. Eu não tinha a menor ideia. A última vez que me vira fora, deixa ver... Eu não me lembrava!

      Eu  teria morrido? Impossível, na última vez em que me vira eu estava bem. Não tinha, que eu soubesse, nenhum problema grave de saúde. E, mesmo, eu teria visto o convite para o meu enterro no jornal. O nome fatalmente me chamaria a atenção.

        Eu podia ter mudado de cidade. Era isso. Podia ter ido para outro lugar, podia estar em outro lugar naquele momento. Mas por que iria embora assim, sem dizer nada para ninguém, sem me despedir nem de mim? Sempre fomos muito ligados. 

    No  outro dia fui a um lugar que eu costumava frequentar muito e perguntei se tinham me visto. Não era gente conhecida, precisei me descrever. Não foi difícil porque me usei como modelo. “Eu sou um cara, assim, como eu. Mesma altura, tudo.” Não tinham me visto. Que coisa. Pensei: como é que alguém pode simplesmente desaparecer desse jeito? Foi então que comecei, confesso, a pensar nas vantagens de estar sumido.

       Não me encontrar em lugar algum me dava uma espécie de liberdade. Podia fazer o que bem entendesse, sem o risco de dar comigo e eu dizer “Você, hein?” e eu ser obrigado a me dizer alguma coisa como “Vai ver se eu não estou lá na esquina”. Mudei por completo de comportamento. Me tornei outro! Que maravilha. Agora, mesmo que me encontrasse, eu não me reconheceria. Comecei a fazer coisas que até eu duvidaria, se fosse eu. O que mais gostava de ouvir das pessoas espantadas com a minha mudança era: “Nem parece você”. Claro que não parecia eu. Eu não era eu. Eu era outro! Passei a me exceder, embriagado pela minha nova liberdade.

       A verdade é que estar longe dos meus olhos me deixou fora de mim. Ou fora do outro. E um dia ouvi uma mulher indignada com o meu assédio gritar: “Você não se enxerga, não?.” Foi uma revelação. Claro, era isso. Eu não estava sumido. Eu simplesmente não me enxergava. Como podia me encontrar nos lugares onde me procurava se não me enxergava? 

     Todo aquele tempo eu estivera lá·, presente, embaixo, por assim dizer, do meu nariz, e não me vira. Por um lado, fiquei aliviado. Eu estava vivo e bem, não precisava me preocupar. Por outro lado, foi uma decepção. Concluí que não tem jeito, estamos sempre, irremediavelmente, conosco, mesmo quando pensamos ter nos livrado de nós. A gente não desaparece. A gente às vezes só não se enxerga. 




VERISSIMO, L. F. Verissimo antológico: meio século de crônicas, ou coisa parecida. São Paulo: Objetiva, 2020. 

O desaparecimento retratado no texto é uma forma figurada de se referir: 
Alternativas
Ano: 2024 Banca: Unoesc Órgão: Prefeitura de Maravilha - SC Provas: Unoesc - 2024 - Prefeitura de Maravilha - SC - Enfermeiro | Unoesc - 2024 - Prefeitura de Maravilha - SC - Fonoaudiólogo | Unoesc - 2024 - Prefeitura de Maravilha - SC - Médico EMAD | Unoesc - 2024 - Prefeitura de Maravilha - SC - Odontólogo Saúde da Família | Unoesc - 2024 - Prefeitura de Maravilha - SC - Pedagogo | Unoesc - 2024 - Prefeitura de Maravilha - SC - Professor Anos Iniciais | Unoesc - 2024 - Prefeitura de Maravilha - SC - Professor Arte | Unoesc - 2024 - Prefeitura de Maravilha - SC - Professor Ciências | Unoesc - 2024 - Prefeitura de Maravilha - SC - Professor de Iniciação Esportiva - Atletismo e Paradesporto | Unoesc - 2024 - Prefeitura de Maravilha - SC - Professor de Iniciação Esportiva - Futebol de Campo | Unoesc - 2024 - Prefeitura de Maravilha - SC - Professor de Iniciação Esportiva - Futsal Feminino | Unoesc - 2024 - Prefeitura de Maravilha - SC - Professor de Iniciação Esportiva - Ginástica Rítmica | Unoesc - 2024 - Prefeitura de Maravilha - SC - Professor de Iniciação Esportiva - Handebol Feminino e Masculino | Unoesc - 2024 - Prefeitura de Maravilha - SC - Professor de Iniciação Esportiva - Taekwondo | Unoesc - 2024 - Prefeitura de Maravilha - SC - Professor de Iniciação Esportiva - Tênis de Mesa | Unoesc - 2024 - Prefeitura de Maravilha - SC - Professor de Iniciação Esportiva - Voleibol | Unoesc - 2024 - Prefeitura de Maravilha - SC - Professor Educação Especial | Unoesc - 2024 - Prefeitura de Maravilha - SC - Professor Educação Física | Unoesc - 2024 - Prefeitura de Maravilha - SC - Professor Educação Infantil | Unoesc - 2024 - Prefeitura de Maravilha - SC - Professor Geografia | Unoesc - 2024 - Prefeitura de Maravilha - SC - Professor História | Unoesc - 2024 - Prefeitura de Maravilha - SC - Professor Inglês | Unoesc - 2024 - Prefeitura de Maravilha - SC - Professor de Língua Portuguesa | Unoesc - 2024 - Prefeitura de Maravilha - SC - Professor Matemática |
Q3320530 Português

Leia as afirmativas sobre preconceito linguístico e uso de linguagem não violenta.



I. Os aspectos multiculturais e desiguais da oralidade, que ocorrem tanto na forma culta da língua quanto em outras, traz marcas do lugar, do tempo e do espaço.


II. A questão de variação linguística adverte que a língua falada deve respeitar as regrasdagramática.


III. A comunicação/linguagem não violenta propõe refletir antes de falar, avaliar a melhor maneira de comunicar, aprimorando o poder de convencimento sem que o outro perceba.



É correto o que se afirma em:

Alternativas
Ano: 2024 Banca: Unoesc Órgão: Prefeitura de Maravilha - SC Provas: Unoesc - 2024 - Prefeitura de Maravilha - SC - Enfermeiro | Unoesc - 2024 - Prefeitura de Maravilha - SC - Fonoaudiólogo | Unoesc - 2024 - Prefeitura de Maravilha - SC - Médico EMAD | Unoesc - 2024 - Prefeitura de Maravilha - SC - Odontólogo Saúde da Família | Unoesc - 2024 - Prefeitura de Maravilha - SC - Pedagogo | Unoesc - 2024 - Prefeitura de Maravilha - SC - Professor Anos Iniciais | Unoesc - 2024 - Prefeitura de Maravilha - SC - Professor Arte | Unoesc - 2024 - Prefeitura de Maravilha - SC - Professor Ciências | Unoesc - 2024 - Prefeitura de Maravilha - SC - Professor de Iniciação Esportiva - Atletismo e Paradesporto | Unoesc - 2024 - Prefeitura de Maravilha - SC - Professor de Iniciação Esportiva - Futebol de Campo | Unoesc - 2024 - Prefeitura de Maravilha - SC - Professor de Iniciação Esportiva - Futsal Feminino | Unoesc - 2024 - Prefeitura de Maravilha - SC - Professor de Iniciação Esportiva - Ginástica Rítmica | Unoesc - 2024 - Prefeitura de Maravilha - SC - Professor de Iniciação Esportiva - Handebol Feminino e Masculino | Unoesc - 2024 - Prefeitura de Maravilha - SC - Professor de Iniciação Esportiva - Taekwondo | Unoesc - 2024 - Prefeitura de Maravilha - SC - Professor de Iniciação Esportiva - Tênis de Mesa | Unoesc - 2024 - Prefeitura de Maravilha - SC - Professor de Iniciação Esportiva - Voleibol | Unoesc - 2024 - Prefeitura de Maravilha - SC - Professor Educação Especial | Unoesc - 2024 - Prefeitura de Maravilha - SC - Professor Educação Física | Unoesc - 2024 - Prefeitura de Maravilha - SC - Professor Educação Infantil | Unoesc - 2024 - Prefeitura de Maravilha - SC - Professor Geografia | Unoesc - 2024 - Prefeitura de Maravilha - SC - Professor História | Unoesc - 2024 - Prefeitura de Maravilha - SC - Professor Inglês | Unoesc - 2024 - Prefeitura de Maravilha - SC - Professor de Língua Portuguesa | Unoesc - 2024 - Prefeitura de Maravilha - SC - Professor Matemática |
Q3320525 Português
Inteligência artificial, o Prêmio Nobel e a soberania brasileira


    Em 2024, os prêmios Nobel de Física (John Hopfield, da Universidade de Princeton, EUA)e o de Química (Geoffrey Hinton, da Universidade de Toronto, Canadá), destacaram o papel crescente da inteligência artificial (IA) em diversas áreas do conhecimento.

    Fato é que a ficção científica sempre expandiu os limites da nossa imaginação. Hoje, a IA, que foi apresentada ao grande público em filmes como "Eu, Robô" e "Her", já faz parte do nosso cotidiano, desde a otimização de cidades até diagnósticos médicos. À medida que a tecnologia avança, a fronteira entre ficção e realidade se torna mais tênue, levando-nos a refletir sobre o futuro que desejamos.

    Sua contribuição à física e ao estudo de sistemas complexos ajudou a moldar os fundamentos teóricos que permitiram o avanço das redes neurais e da IA moderna. Desenvolveu a rede de Hopfield, uma IA inspirada no cérebro humano, capaz de armazenar e recuperar memórias, mesmo com informações incompletas ou distorcidas [...] Seu trabalho serviu de base para GeoffreyHinton, que criou a máquina de Boltzmann, uma rede que usa conceitos de física estatística.

    Por que isso é relevante? Esses avanços são fundamentais para o desenvolvimento de modelos de IA, como o ChatGPT, que está transformando nossa forma de interagir com a tecnologia. Esses modelos foram construídos com base em conceitos de energia e probabilidade, essenciais na física para descrever sistemas complexos. Assim, fica claro porque o prêmio de física reconheceu um trabalho tão fundamental para a humanidade.

    Mas o que [...] esses prêmios têm a ver com inteligência artificial? Hassabis e Jumper desenvolveram o AlphaFold, uma IA que usa redes neurais profundas, [...] para prever estruturas de proteínas com alta precisão, revolucionando áreas como o design de medicamentos. [...] Em2021, a DeepMind liberou gratuitamente o código do AlphaFold e os dados para treinar o modelo, promovendo a ciência aberta e o progresso social, além de destacar a importância dos softwares livres.

    Onde o Brasil se encaixa nisso tudo? A IA é fundamental para a soberania do país, impulsionando a independência tecnológica em setores como defesa e agricultura. Com centros como o Laboratório Nacional de Computação Científica (LNCC/MCTI), a COPPE/UFRJeoC4IA/USP, o Brasil tem potencial. Porém, para competir globalmente, é essencial investir em infraestrutura e capacitação, como prevê o Plano Brasileiro de IA (PBIA). A questão é: o Brasil tem um projeto sólido para de fato competir nesse campo?



(Folha de SP, Fábio Santos é engenheiro, professor e pesquisador no Programa de Engenharia de Sistemas e Computação da COPPE/UFRJ. https://www1.folha.uol.com.br/blogs/ciencia-fundamental/2024/10/inteligencia-artificial-o-premio-nobel-e-a-soberania-brasileira.shtml acesso em 29/out/2024, adaptado especialmente para essa prova)
Sobre o texto, assinale a alternativa correta: 
Alternativas
Ano: 2024 Banca: Unoesc Órgão: Prefeitura de Maravilha - SC Provas: Unoesc - 2024 - Prefeitura de Maravilha - SC - Enfermeiro | Unoesc - 2024 - Prefeitura de Maravilha - SC - Fonoaudiólogo | Unoesc - 2024 - Prefeitura de Maravilha - SC - Médico EMAD | Unoesc - 2024 - Prefeitura de Maravilha - SC - Odontólogo Saúde da Família | Unoesc - 2024 - Prefeitura de Maravilha - SC - Pedagogo | Unoesc - 2024 - Prefeitura de Maravilha - SC - Professor Anos Iniciais | Unoesc - 2024 - Prefeitura de Maravilha - SC - Professor Arte | Unoesc - 2024 - Prefeitura de Maravilha - SC - Professor Ciências | Unoesc - 2024 - Prefeitura de Maravilha - SC - Professor de Iniciação Esportiva - Atletismo e Paradesporto | Unoesc - 2024 - Prefeitura de Maravilha - SC - Professor de Iniciação Esportiva - Futebol de Campo | Unoesc - 2024 - Prefeitura de Maravilha - SC - Professor de Iniciação Esportiva - Futsal Feminino | Unoesc - 2024 - Prefeitura de Maravilha - SC - Professor de Iniciação Esportiva - Ginástica Rítmica | Unoesc - 2024 - Prefeitura de Maravilha - SC - Professor de Iniciação Esportiva - Handebol Feminino e Masculino | Unoesc - 2024 - Prefeitura de Maravilha - SC - Professor de Iniciação Esportiva - Taekwondo | Unoesc - 2024 - Prefeitura de Maravilha - SC - Professor de Iniciação Esportiva - Tênis de Mesa | Unoesc - 2024 - Prefeitura de Maravilha - SC - Professor de Iniciação Esportiva - Voleibol | Unoesc - 2024 - Prefeitura de Maravilha - SC - Professor Educação Especial | Unoesc - 2024 - Prefeitura de Maravilha - SC - Professor Educação Física | Unoesc - 2024 - Prefeitura de Maravilha - SC - Professor Educação Infantil | Unoesc - 2024 - Prefeitura de Maravilha - SC - Professor Geografia | Unoesc - 2024 - Prefeitura de Maravilha - SC - Professor História | Unoesc - 2024 - Prefeitura de Maravilha - SC - Professor Inglês | Unoesc - 2024 - Prefeitura de Maravilha - SC - Professor de Língua Portuguesa | Unoesc - 2024 - Prefeitura de Maravilha - SC - Professor Matemática |
Q3320524 Português
Inteligência artificial, o Prêmio Nobel e a soberania brasileira


    Em 2024, os prêmios Nobel de Física (John Hopfield, da Universidade de Princeton, EUA)e o de Química (Geoffrey Hinton, da Universidade de Toronto, Canadá), destacaram o papel crescente da inteligência artificial (IA) em diversas áreas do conhecimento.

    Fato é que a ficção científica sempre expandiu os limites da nossa imaginação. Hoje, a IA, que foi apresentada ao grande público em filmes como "Eu, Robô" e "Her", já faz parte do nosso cotidiano, desde a otimização de cidades até diagnósticos médicos. À medida que a tecnologia avança, a fronteira entre ficção e realidade se torna mais tênue, levando-nos a refletir sobre o futuro que desejamos.

    Sua contribuição à física e ao estudo de sistemas complexos ajudou a moldar os fundamentos teóricos que permitiram o avanço das redes neurais e da IA moderna. Desenvolveu a rede de Hopfield, uma IA inspirada no cérebro humano, capaz de armazenar e recuperar memórias, mesmo com informações incompletas ou distorcidas [...] Seu trabalho serviu de base para GeoffreyHinton, que criou a máquina de Boltzmann, uma rede que usa conceitos de física estatística.

    Por que isso é relevante? Esses avanços são fundamentais para o desenvolvimento de modelos de IA, como o ChatGPT, que está transformando nossa forma de interagir com a tecnologia. Esses modelos foram construídos com base em conceitos de energia e probabilidade, essenciais na física para descrever sistemas complexos. Assim, fica claro porque o prêmio de física reconheceu um trabalho tão fundamental para a humanidade.

    Mas o que [...] esses prêmios têm a ver com inteligência artificial? Hassabis e Jumper desenvolveram o AlphaFold, uma IA que usa redes neurais profundas, [...] para prever estruturas de proteínas com alta precisão, revolucionando áreas como o design de medicamentos. [...] Em2021, a DeepMind liberou gratuitamente o código do AlphaFold e os dados para treinar o modelo, promovendo a ciência aberta e o progresso social, além de destacar a importância dos softwares livres.

    Onde o Brasil se encaixa nisso tudo? A IA é fundamental para a soberania do país, impulsionando a independência tecnológica em setores como defesa e agricultura. Com centros como o Laboratório Nacional de Computação Científica (LNCC/MCTI), a COPPE/UFRJeoC4IA/USP, o Brasil tem potencial. Porém, para competir globalmente, é essencial investir em infraestrutura e capacitação, como prevê o Plano Brasileiro de IA (PBIA). A questão é: o Brasil tem um projeto sólido para de fato competir nesse campo?



(Folha de SP, Fábio Santos é engenheiro, professor e pesquisador no Programa de Engenharia de Sistemas e Computação da COPPE/UFRJ. https://www1.folha.uol.com.br/blogs/ciencia-fundamental/2024/10/inteligencia-artificial-o-premio-nobel-e-a-soberania-brasileira.shtml acesso em 29/out/2024, adaptado especialmente para essa prova)
Sobre a afirmativa “À medida que a tecnologia avança, a fronteira entre ficção e realidade se torna mais tênue, levando-nos a refletir sobre o futuro que desejamos”, é correto o que se afirma em:
Alternativas
Q3320395 Português
Para o povo Guarani Mbyá, Nhanderu criou o mundo. Na cosmovisão desse povo, o mundo de agora é apenas uma cópia ou sombra do verdadeiro mundo, que fica no Além. Por isso, todo empenho dos Guarani é alcançar o Yvy marã'ei, a Terra sem Mal. Nesse contexto, considere as afirmativas relacionadas à definição de Terra sem Mal apresentadas a seguir:

I. Onde não haja a presença do homem não indígena.
II. Onde as pessoas não envelhecem.
III. Onde não é preciso trabalhar e a caça vem aos pés do caçador.
IV. Onde não há sofrimento e nem morte.

É correto o que se afirma em:
Alternativas
Q3320294 Português
Estudo aponta que abelhas podem detectar câncer com precisão

Em um experimento inovador realizado por pesquisadores da Universidade Estadual de Michigan, abelhas foram capazes de detectar instantaneamente o câncer de pulmão e de distinguir os dois tipos da doença. A descoberta pode contribuir para um mecanismo não invasivo de reconhecimento de tumores em estágios iniciais.

O estudo revelou que as pequenas produtoras de mel podem usar suas super antenas sensoriais, que atuam no diagnóstico de diferentes misturas de gases ou cheiros no ar, para discernir o material orgânico de um paciente saudável e de um paciente com câncer.

Como o câncer de pulmão está entre os tipos mais comuns da doença, a aplicação de um biossensor preciso no início do tratamento tem potencial de salvar vidas em larga escala.

Embora o conceito seja simples e o design experimental direto, a execução foi complicada. Os estudiosos obtiveram as abelhas da Universidade Estadual do Arizona e cuidaram delas por mais de quatro semanas.

Para imobilizá-las, eles projetaram um minúsculo arreio para segurar os pescoços, enquanto elas eram expostas às amostras de gás. Sob as antenas da abelha viva, os pesquisadores passaram misturas de gases e compostos orgânicos voláteis (VOCs), projetados em laboratório para representar o hálito de pacientes saudáveis e com câncer.

Pesquisas anteriores mostraram que culturas de células cancerígenas — câncer de mama, câncer de fígado, câncer de próstata, câncer de pulmão e outros — emitem misturas únicas de VOCs ou gases.

Outros seres também demonstraram capacidade olfativa avançada com possibilidades para aplicações empolgantes. Em um estudo publicado em 2023, pesquisadores treinaram formigas para identificar ratos saudáveis e ratos com câncer de mama humano xenotransplantados em aproximadamente 10 minutos.

Cães também podem perceber mudanças na saúde de uma pessoa, como Covid-19 no suor, câncer em amostras de urina ou um melanoma na pele. Além disso, os companheiros de quatro patas, quando treinados, são capazes de sinalizar o início de uma convulsão ou níveis perigosamente baixos de açúcar no sangue, cheirando e identificando corretamente mudanças sutis e significativas na química do hálito de um humano.

https://forbes.com.br/forbes-tech/2024/07/estudo-aponta-que-abelhas-p odem-detectar-cancer-com-precisao/ 
De acordo com o texto, qual é a utilidade das super antenas sensoriais das pequenas produtoras de mel?
Alternativas
Q3320255 Português
A relação entre consumo de álcool e o câncer

A Agência Internacional de Pesquisa sobre o Câncer (IARC, na sigla em inglês) acaba de lançar um manual para incentivar a redução e a cessação do consumo de bebidas alcoólicas, como forma de prevenção contra diversos tipos de tumores.

Em 2020, segundo a entidade, mais de 741 mil novos casos de câncer foram atribuídos ao consumo de álcool, o que equivale a 4,1% de todos os registros da doença no mundo.

O manual "Redução ou Cessação do Consumo de Bebidas Alcoólicas" detalha as informações de um artigo publicado no fim do ano passado no The New England Journal of Medicine, com dados epidemiológicos e análises feitas por um grupo de trabalho de 15 especialistas internacionais independentes.

Os pesquisadores avaliaram a eficácia da redução ou cessação do consumo de álcool na diminuição do risco de câncer mais comumente relacionado ao etilismo, como tumores da cavidade oral, faringe, laringe, esôfago, fígado, colorretal e mama.

São abordados temas como os mecanismos que estimulam o desenvolvimento dos tumores no organismo, a ligação entre o tabagismo e o etilismo e as alterações na microbiota, nas respostas inflamatórias e no sistema imune com o consumo de álcool.

Desde 2012 a IARC considera as bebidas alcoólicas como cancerígenas para humanos (Grupo 1) com base em evidências suficientes de causalidade para diferentes tipos de neoplasias, alertando que não há limite seguro para o consumo da substância.

Em consonância com o órgão internacional, o Instituto Nacional do Câncer (INCA) divulgou no fim do ano passado um documento em apoio a intervenções para redução do consumo de bebidas alcoólicas no Brasil. Uma das medidas seria um imposto seletivo cobrado sobre produtos que geram danos à saúde ou ao meio ambiente, além de ações de combate ao consumo de álcool no âmbito da Política Nacional de Prevenção e Controle do Câncer no âmbito do SUS, sancionada em dezembro de 2023.

Segundo dados do próprio INCA, o consumo de álcool vem crescendo nas últimas décadas no país, bem como os gastos de saúde relacionados. Por isso, ao lado do controle do tabagismo, do sobrepeso, da obesidade e do consumo alimentar inadequado, uma atenção especial ao etilismo deve ser considerada nas ações de combate ao câncer no Brasil e no mundo.


https://forbes.com.br/forbessaude/2024/07/fernando-maluf-a-relacao-en tre-consumo-de-alcool-e-o-cancer/
Qual dos seguintes tipos de câncer NÃO é mencionado no texto como estando relacionado ao etilismo?
Alternativas
Q3320053 Português
Leia com atenção a afirmativa abaixo:
O Rei do Futebol encantou o mundo com suas jogadas inesquecíveis.
Qual é a figura de linguagem empregada na oração lida?
Alternativas
Q3319970 Português
Estudo aponta que abelhas podem detectar câncer com precisão

Em um experimento inovador realizado por pesquisadores da Universidade Estadual de Michigan, abelhas foram capazes de detectar instantaneamente o câncer de pulmão e de distinguir os dois tipos da doença. A descoberta pode contribuir para um mecanismo não invasivo de reconhecimento de tumores em estágios iniciais.

O estudo revelou que as pequenas produtoras de mel podem usar suas super antenas sensoriais, que atuam no diagnóstico de diferentes misturas de gases ou cheiros no ar, para discernir o material orgânico de um paciente saudável e de um paciente com câncer.

Como o câncer de pulmão está entre os tipos mais comuns da doença, a aplicação de um biossensor preciso no início do tratamento tem potencial de salvar vidas em larga escala.

Embora o conceito seja simples e o design experimental direto, a execução foi complicada. Os estudiosos obtiveram as abelhas da Universidade Estadual do Arizona e cuidaram delas por mais de quatro semanas.

Para imobilizá-las, eles projetaram um minúsculo arreio para segurar os pescoços, enquanto elas eram expostas às amostras de gás. Sob as antenas da abelha viva, os pesquisadores passaram misturas de gases e compostos orgânicos voláteis (VOCs), projetados em laboratório para representar o hálito de pacientes saudáveis e com câncer.

Pesquisas anteriores mostraram que culturas de células cancerígenas — câncer de mama, câncer de fígado, câncer de próstata, câncer de pulmão e outros — emitem misturas únicas de VOCs ou gases.

Outros seres também demonstraram capacidade olfativa avançada com possibilidades para aplicações empolgantes. Em um estudo publicado em 2023, pesquisadores treinaram formigas para identificar ratos saudáveis e ratos com câncer de mama humano xenotransplantados em aproximadamente 10 minutos.

Cães também podem perceber mudanças na saúde de uma pessoa, como Covid-19 no suor, câncer em amostras de urina ou um melanoma na pele. Além disso, os companheiros de quatro patas, quando treinados, são capazes de sinalizar o início de uma convulsão ou níveis perigosamente baixos de açúcar no sangue, cheirando e identificando corretamente mudanças sutis e significativas na química do hálito de um humano.


https://forbes.com.br/forbes-tech/2024/07/estudo-aponta-que-abelhas-p odem-detectar-cancer-com-precisao/
Segundo o texto, o que foi descoberto sobre as culturas de células cancerígenas?
Alternativas
Q3319817 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Língua Portuguesa Pesquisador brasileiro pode ter encontrado novo planeta no Sistema Solar


Um estudo que foi publicado no final do ano passado, cujos principais autores são um pesquisador brasileiro e outro japonês, aponta a possibilidade de que haja um novo planeta em nosso Sistema Solar.


Os dois astrônomos, o brasileiro Patryk Sofia Lykawka, que hoje é professor na Universidade Kindai, no Japão, e Takashi Ito, do Observatório Astronômico Nacional do Japão, dizem que o planeta estaria localizado depois de Netuno, em uma região chamada de Cinturão de Kuiper.


"Prevemos a existência de um planeta similar à Terra e alguns outros objetos transnetúnicos (TNO, na sigla em inglês) em órbitas peculiares nos limites do Sistema Solar", escreveram os cientistas no trabalho publicado na revista The Astronomical Journal.


Os pesquisadores estudam o Cinturão de Kuiper, uma área localizada a cerca de 30 unidades astronômicas (a unidade astronômica equivale aproximadamente à distância da Terra ao Sol, cerca de 150 milhões de quilômetros ou 8 minutos-luz) depois de Netuno, que abriga rochas geladas e planetas anões, como Plutão, Quaoar, Orcus e Makemake.


O suposto novo planeta seria de 1,5 a três vezes maior do que a Terra, bem maior que os planetas-anões localizados no Cinturão — mesmo Plutão, que já foi classificado como planeta no passado, tem apenas 18% do tamanho da Terra.


Antes que a existência de um novo planeta seja confirmada, os cientistas precisam encontrá-lo. Para isso, eles seguem estudando os objetos do Cinturão de Kuiper em busca de perturbações em suas órbitas que indiquem a presença de algum outro planeta maior.


"Baseados em extensas simulações do Sistema Solar externo, incluindo um hipotético planeta com massas semelhantes à da Terra (testei também várias órbitas para o planeta), obtive resultados que poderiam explicar as propriedades orbitais das populações do Cinturão de Kuiper distante. Isso sugere um papel vital desempenhado pelo planeta na formação do Cinturão de Kuiper", explicou Patryk, em entrevista à Unisinos — Universidade do Rio Grande do Sul na qual ele se formou em física e em matemática antes de se mudar para o Japão.


Para prosseguir com a pesquisa, Patryk pretende realizar novas simulações e aprimorar os resultados. "Assim, a massa e a órbita do planeta hipotético poderiam ser ainda mais refinadas", disse ele.


Retirado de: PINOTTI, Fernanda. Pesquisador brasileiro pode ter encontrado novo planeta no Sistema Solar. CNN Brasil.

Disponível em: https://www.cnnbrasil.com.br/tecnologia/pesquisador-brasileiro-pode-ter-encontrado-novo-planetano-sistema-solar/ Acesso em: 26 fev., 2024

A respeito dos próximos passos na pesquisa apresentada no texto, analise as proposições a seguir e a relação proposta entre elas:


I. Um passo necessário, que será realizado na pesquisa, é a ida a campo para verificação da existência do planeta.

PORQUE

II. São necessárias novas simulações, de modo que sejam aprimorados os resultados da pesquisa.


A respeito dessas asserções, assinale a opção correta:

Alternativas
Q3319810 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Língua Portuguesa Pesquisador brasileiro pode ter encontrado novo planeta no Sistema Solar


Um estudo que foi publicado no final do ano passado, cujos principais autores são um pesquisador brasileiro e outro japonês, aponta a possibilidade de que haja um novo planeta em nosso Sistema Solar.


Os dois astrônomos, o brasileiro Patryk Sofia Lykawka, que hoje é professor na Universidade Kindai, no Japão, e Takashi Ito, do Observatório Astronômico Nacional do Japão, dizem que o planeta estaria localizado depois de Netuno, em uma região chamada de Cinturão de Kuiper.


"Prevemos a existência de um planeta similar à Terra e alguns outros objetos transnetúnicos (TNO, na sigla em inglês) em órbitas peculiares nos limites do Sistema Solar", escreveram os cientistas no trabalho publicado na revista The Astronomical Journal.


Os pesquisadores estudam o Cinturão de Kuiper, uma área localizada a cerca de 30 unidades astronômicas (a unidade astronômica equivale aproximadamente à distância da Terra ao Sol, cerca de 150 milhões de quilômetros ou 8 minutos-luz) depois de Netuno, que abriga rochas geladas e planetas anões, como Plutão, Quaoar, Orcus e Makemake.


O suposto novo planeta seria de 1,5 a três vezes maior do que a Terra, bem maior que os planetas-anões localizados no Cinturão — mesmo Plutão, que já foi classificado como planeta no passado, tem apenas 18% do tamanho da Terra.


Antes que a existência de um novo planeta seja confirmada, os cientistas precisam encontrá-lo. Para isso, eles seguem estudando os objetos do Cinturão de Kuiper em busca de perturbações em suas órbitas que indiquem a presença de algum outro planeta maior.


"Baseados em extensas simulações do Sistema Solar externo, incluindo um hipotético planeta com massas semelhantes à da Terra (testei também várias órbitas para o planeta), obtive resultados que poderiam explicar as propriedades orbitais das populações do Cinturão de Kuiper distante. Isso sugere um papel vital desempenhado pelo planeta na formação do Cinturão de Kuiper", explicou Patryk, em entrevista à Unisinos — Universidade do Rio Grande do Sul na qual ele se formou em física e em matemática antes de se mudar para o Japão.


Para prosseguir com a pesquisa, Patryk pretende realizar novas simulações e aprimorar os resultados. "Assim, a massa e a órbita do planeta hipotético poderiam ser ainda mais refinadas", disse ele.


Retirado de: PINOTTI, Fernanda. Pesquisador brasileiro pode ter encontrado novo planeta no Sistema Solar. CNN Brasil.

Disponível em: https://www.cnnbrasil.com.br/tecnologia/pesquisador-brasileiro-pode-ter-encontrado-novo-planetano-sistema-solar/ Acesso em: 26 fev., 2024

Associe a segunda coluna de acordo com a primeira, que relaciona trechos do texto à sua respectiva construção de sentido:


Primeira coluna: relação de sentido


(1) Finalidade.

(2) Comparação.

(3) Temporalidade.

(4) Alternância.


Segunda coluna: trecho do texto


( ) Antes que a existência de um novo planeta seja confirmada, os cientistas precisam encontrá-lo.


( ) Cerca de 150 milhões de quilômetros ou 8 minutos-luz.


( ) Para isso, eles seguem estudando os objetos do Cinturão de Kuiper.


( ) O suposto novo planeta seria de 1,5 a três vezes maior do que a Terra.


Assinale a alternativa que apresenta a correta associação entre as colunas:

Alternativas
Q3319809 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Língua Portuguesa Pesquisador brasileiro pode ter encontrado novo planeta no Sistema Solar


Um estudo que foi publicado no final do ano passado, cujos principais autores são um pesquisador brasileiro e outro japonês, aponta a possibilidade de que haja um novo planeta em nosso Sistema Solar.


Os dois astrônomos, o brasileiro Patryk Sofia Lykawka, que hoje é professor na Universidade Kindai, no Japão, e Takashi Ito, do Observatório Astronômico Nacional do Japão, dizem que o planeta estaria localizado depois de Netuno, em uma região chamada de Cinturão de Kuiper.


"Prevemos a existência de um planeta similar à Terra e alguns outros objetos transnetúnicos (TNO, na sigla em inglês) em órbitas peculiares nos limites do Sistema Solar", escreveram os cientistas no trabalho publicado na revista The Astronomical Journal.


Os pesquisadores estudam o Cinturão de Kuiper, uma área localizada a cerca de 30 unidades astronômicas (a unidade astronômica equivale aproximadamente à distância da Terra ao Sol, cerca de 150 milhões de quilômetros ou 8 minutos-luz) depois de Netuno, que abriga rochas geladas e planetas anões, como Plutão, Quaoar, Orcus e Makemake.


O suposto novo planeta seria de 1,5 a três vezes maior do que a Terra, bem maior que os planetas-anões localizados no Cinturão — mesmo Plutão, que já foi classificado como planeta no passado, tem apenas 18% do tamanho da Terra.


Antes que a existência de um novo planeta seja confirmada, os cientistas precisam encontrá-lo. Para isso, eles seguem estudando os objetos do Cinturão de Kuiper em busca de perturbações em suas órbitas que indiquem a presença de algum outro planeta maior.


"Baseados em extensas simulações do Sistema Solar externo, incluindo um hipotético planeta com massas semelhantes à da Terra (testei também várias órbitas para o planeta), obtive resultados que poderiam explicar as propriedades orbitais das populações do Cinturão de Kuiper distante. Isso sugere um papel vital desempenhado pelo planeta na formação do Cinturão de Kuiper", explicou Patryk, em entrevista à Unisinos — Universidade do Rio Grande do Sul na qual ele se formou em física e em matemática antes de se mudar para o Japão.


Para prosseguir com a pesquisa, Patryk pretende realizar novas simulações e aprimorar os resultados. "Assim, a massa e a órbita do planeta hipotético poderiam ser ainda mais refinadas", disse ele.


Retirado de: PINOTTI, Fernanda. Pesquisador brasileiro pode ter encontrado novo planeta no Sistema Solar. CNN Brasil.

Disponível em: https://www.cnnbrasil.com.br/tecnologia/pesquisador-brasileiro-pode-ter-encontrado-novo-planetano-sistema-solar/ Acesso em: 26 fev., 2024

Assinale a alternativa que correta e respectivamente apresenta o gênero e o tipo textual predominante no texto:
Alternativas
Q3319680 Português

Texto:

Óbito do Autor – Capítulo 1 (Memórias Póstumas de Brás Cubas).


Algum tempo hesitei em se desviar destas memórias pelo princípio ou pelo fim, isto é, se poria em primeiro lugar o meu nascimento ou a minha morte. Suposto o uso vulgar seja começar pelo nascimento, duas considerações que me levaram a adotar um método diferente: a eu primeiro não sou propriamente um autor defunto, mas um autor defunto, para quem a campanha foi outro berço; a segunda é que o escrito ficaria assim mais galante e mais novo. Moisés, que também contornou a sua morte, não a pôs no introito, mas no cabo; diferença radical entre este livro e o Pentateuco. Dito isto, expirei às duas horas da tarde de uma sexta-feira do mês de agosto de 1869, na minha bela chácara de Catumbi. Tinha uns sessenta e quatro anos, ricos e prósperos, era solteiro, possuía cerca de trezentos contos e fui acompanhado ao cemitério por onze amigos. Onze amigos! A verdade é que não houve cartas nem anúncios. Acresce que chovia - peneirava - uma chuvinha miúda, triste e constante, tão constante e tão triste, que levou um daqueles fiéis da última hora a intercalar esta engenhosa idéia no discurso que proferiu à beira de minha cova: -- "Vós, que o conhecestes, meus senhores, vocês podem dizer comigo que a natureza parece estar chorando a perda irreparável de um dos mais belos personagens que tem honrado a humanidade. Este ar sombrio, essas gotas do céu, aquelas nuvens escuras que cobrem o azul como um crepe funéreo, tudo isso é a dor crua e má que lhe rói à natureza as mais íntimas entranhas; tudo isso é um sublime louvor ao nosso ilustre finalizado.”




Fonte: Assis, Machado de. Obra Completa. vol. I.Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 1994


No texto, tem expresso o vocábulo “rijos”, qual o sinônimo para o termo? Assinale a alternativa correta.

Alternativas
Respostas
19961: D
19962: A
19963: C
19964: B
19965: B
19966: C
19967: A
19968: A
19969: A
19970: C
19971: B
19972: C
19973: E
19974: B
19975: D
19976: D
19977: E
19978: C
19979: C
19980: C